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Elliot Roberts, o célebre manager de Neil Young, morre aos 76 anos

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Por Fabian Chacur

Na metade dos anos 1960, Elliot Roberts tinha vinte e poucos anos e resolveu sair da Willian Morris, a mais famosa empresa de empresariamento de artistas americana, rumo a um desafio. Ele ouviu a fita demo de uma jovem cantora e compositora canadense então radicada em Nova York e decidiu encarar o desafio de ajudá-la a se tornar uma estrela. A aposta deu certo para os dois lados. Enquanto a garota virou Joni Mitchell, uma das maiores e mais influentes estrelas do rock, ele se tornou um dos grandes managers do ramo. Ele infelizmente nos deixou nessa sexta (21) aos 76 anos, de causa não revelada.

Com o nome de batismo Elliot Rabinowitz, ele nasceu no Bronx, Nova York (EUA) em 22 de fevereiro de 1943, e pensava inicialmente em ser ator, até que arrumou um emprego na já citada William Morris. Lá, conheceu outro aspirante à fama empresarial, David Geffen, e tornou-se seu sócio na tarefa de empresariar artistas. Para isso, ele se mudou para Los Angeles junto com sua aposta, Joni, e o namorado famoso dela na época, um certo David Crosby.

Com o fim do grupo Buffalo Springfield, a cantora o aconselhou a ser o manager de um dos integrantes daquele time, ninguém menos do que Neil Young, em 1968. Nascia ali uma parceria que só se encerraria com a morte de Roberts. Em seu livro de memórias Waging Heavy Peace (2012), o roqueiro canadense definiu o amigo como o melhor manager de todos os tempos, capaz de ajudá-lo a viabilizar todos os seus projetos, até aqueles mais complicados.

A parceria com David Geffen também resultou na criação da Asylum Records, selo com o qual lançou artistas como Linda Ronstadt, Jackson Browne e os Eagles. Em 1973, vendeu sua parte na gravadora e montou a Lookout Management, com a qual permaneceu empresariando artistas, entre os quais Joni Mitchell (com quem trabalhou até 1985), Crosby Stills Nash & Young, Tom Petty & The Heartbreakers, Talking Heads e Devo. A parceria com Neil Young era tão intensa que ele opinava nos projetos do roqueiro canadense e dava sugestões de que rumos ele deveria tomar.

Cinnamon Girl– Neil Young:

David Crosby surpreende com novo CD e um documentário

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Por Fabian Chacur

No incrível frescor de seus 77 anos de idade, David Crosby mostra estar mais produtivo do que nunca. Em outubro, lançou nos EUA o álbum Hear If You Listen, trabalho colaborativo ao lado dos músicos Michael League, Becca Stevens e Michelle Willis, seu quarto álbum em cinco anos. De quebra, será exibido pela primeira vez em janeiro de 2019, no festival de cinema Sundance, realizado anualmente em Park City, Utah (EUA), o documentário David Crosby: Remember My Name. Ufa!

Com direção a cargo do oscarizado diretor e jornalista Cameron Crowe (Quase Famosos, Jerry Maguire a Grande Virada), David Crosby: Remember My Name dá uma geral na incrível trajetória do lendário cantor, compositor e músico americano. Em entrevista à ABC Radio (EUA), ele comentou sobre o filme:

“Cameron me conhece muito bem, e é um ótimo entrevistador e um cara muito esperto. Ele me fez perguntas bem difíceis que eu respondi o mais honestamente que eu humanamente pude”. Ao contrário de outras atrações do gênero, Crosby garante que seu documentário tem poucas aparições de músicos e amigos famosos, com uma exceção: Roger McGuinn, seu parceiro nos Byrds, primeira banda de sucesso da qual fez parte, na década de 1960.

Inédito no Brasil, assim como os três álbuns anteriores (leia mais sobre esses trabalhos aqui), Hear If You Listen reúne Crosby com três músicos que marcaram presença nesses recentes CDs, mas que desta vez apareceram de forma mais efetiva, como se fossem uma banda. Eles atualmente fazem alguns shows pelos EUA, divulgando o álbum.

Ouça 1974, do CD Here If You Listen:

David Crosby e seu Sky Trails, mais um desses CDs incríveis

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Por Fabian Chacur

David Crosby é um dos grandes gênios do nosso amado rock. Não satisfeito em ter integrado algumas das mais importantes bandas de todos os tempos, The Byrds e Crosby, Stills & Nash/Crosby, Stills, Nash & Young, o cara ainda possui uma carreira solo das mais elogiáveis, e que anda bem produtiva nos últimos anos. Seu mais recente CD é o maravilhoso Sky Trails, que saiu cerca de um ano após outra maravilha, Lighthouse (2016- leia a resenha aqui).

Em sua trajetória musical, este brilhante cantor, compositor e músico americano que caminha para completar 77 anos de idade conseguiu criar uma sonoridade própria que mistura com desenvoltura rock, folk, country e jazz. Sabe harmonizar vozes como ninguém, tem uma voz belíssima, compõe com assinatura inconfundível e toca muito bem guitarra e, principalmente, violão.

Sky Trails guarda boas semelhanças com o trabalho da banda CPR, e não é para menos. O braço direito de Crosby durante todo o álbum é exatamente um de seus parceiros naquele trio, o filho tecladista e compositor James Raymond, sendo que em uma faixa, o incisivo rock midtempo Sell Me a Diamond, o terceiro integrante da banda, o guitarrista Jeff Pevar, marca presença com seus solos intensos.

O CPR lançou dois discos de estúdio e dois ao vivo entre 1998 e 2001, e nos oferecia uma mescla de jazz-rock e folk envolvente. E esse é basicamente o clima deste trabalho. A abertura fica por conta de uma composição solo de Raymond, a deliciosa e delicadamente funkeada She’s Got To Be Somewhere, com um jeitão de Steely Dan e muito swing.

Sky Trails, a faixa que dá nome ao disco, é uma parceria de Crosby com a talentosa cantora, compositora e guitarrista americana Bekka Stevens, dobradinha que já havia rendido uma faixa antes, no álbum Lighthouse, a incrível By The Light Of Common Day. A nova colaboração nos mostra o belo encaixa das vozes dos dois, em uma melodia delicada e de rara beleza, capaz de cativar o ouvinte logo nos seus primeiros segundos.

Parceria de Crosby com Michael McDonald (ex-Doobie Brothers, que não participou da gravação), Before Tomorow Falls On Love é uma bonita balada com piano em destaque no acompanhamento. Here It’s Almost Sunset aposta em clima mais acústico. Capitol investe em jazz rock, em um momento um pouco mais swingado.

De autoria de Joni Mitchell e lançada originalmente no álbum da estrela canadense Hejira (1976), Amelia mereceu uma releitura próxima do registro da autora, e não foi escolhida por acaso, pois sua letra segue a linha das viagens internas e externas propostas a rigor em todas as faixas do álbum, como as delicadas Somebody Home e Curved Air.

Uma marca registrada do CD é a participação destacada dos sopros em vários momentos, comandados pelo experiente Steve Tavaglione. Mais uma vez Crosby se concentra nos vocais, tocando seu violão endiabrado apenas na bela Home Free, que encerra o álbum. Sky Trails transmite paz de espírito, boas energias e muita emoção ao ouvinte, mostrando que, sim, a vida pode seguir em frente e nos surpreender positivamente. David Crosby é a prova concreta disso.

Sky Trails- David Crosby (ouça em streaming):

David Crosby, ou a inquietude de um grande gênio do rock

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Por Fabian Chacur

David Crosby equivale a um grande mistério. Aos 76 anos, completados no dia 14 de agosto, este cantor, compositor e músico americano se mostra mais atuante do que nunca. Menos de um ano após lançar o incrível Lighthouse, ele se prepara para nos oferecer outro lançamento, previsto para sair no exterior no dia 29 de setembro. O título é Sky Trails, que já tem uma faixa circulando na rede, a envolvente She’s Got To Be Somewhere.

Ao contrário do essencialmente acústico trabalho anterior, sobre o qual falaremos mais no decorrer desta matéria, Sky Trails é um álbum de banda, no qual Crosby tem a seu lado, entre outros músicos, os ex-parceiros de CPR, o filho James Raymond (teclados) e Jeff Pevar (guitarra). A sonoridade traz influências de jazz fusion, soul e rock. A faixa Before Tomorrow Falls On Love é uma parceria do roqueiro com Michael McDonald, ex-Doobie Brothers.

Quatro músicas são parceria de Crosby e Raymond, filho temporão que o roqueiro deu para adoção no inicio dos anos 1960 e só redescobriu nos anos 1990. Uma única faixa não é autoral. Trata-se de Amelia, de Joni Mitchell, cuja versão original foi registrada pela estrela canadense em 1976 no álbum Hejira. A expectativa em torno deste álbum é grande.

A carreira de David Van Cortland Crosby equivale a uma inacreditável viagem, repleta de surpresas. Ele passou seus anos de formação nos Byrds, banda na qual ele era um coadjuvante de luxo para o líder Roger McGuinn (vocal, composições e guitarra) e também para Gene Clark (vocal). Com o tempo, percebeu que não conseguiria ter no grupo o espaço suficiente para dar vasão a seu talento, e no processo acabou sendo expulso do time, no final de 1967.

A partir daí, ele abriu as portas da sua carreira para novas experiências. Conheceu Stephen Stills (ex-Buffalo Springfield) e Graham Nash (ex-The Hollies) e criou o Crosby, Stills & Nash, grupo seminal para a história do rock no qual as individualidades eram respeitadas, e que volta e meia virava Crosby, Stills, Nash & Young com a eventual participação de Neil Young (também ex-Buffalo Springfield).

Paralelamente ao CSN/CNSY e a trabalhos em dupla com Graham Nash, Crosby também desenvolveu uma carreira solo que iniciou de forma brilhante, com If I Could Only Remember My Name (1971). Teríamos de esperar 18 longos anos para poder ouvir um segundo trabalho solo do artista, com o irônico título Oh Yes I Can (1989). “Se eu ao menos pudesse me lembrar do meu nome”, dizia o título da estreia solo. “Oh, sim, eu posso”, afirma sem sombra de dúvidas o segundo.

Nos anos 1990, foram três trabalhos solo, um de estúdio com composições alheias e duas de sua autoria, o belíssimo Thousand Roads (1991) e dois ao vivo, It’s All Coming Back To Me Now (1994) e King Biscuit Flower Hour (1996). Aí, surge o trio CPR com Raymond e Jeff Pevar, que lançou quatro álbuns (dois de estúdio e dois ao vivo) entre 1998 e 2001) com uma bela mistura de rock, jazz, folk e country.

Filho do premiado cineasta Floyd Crosby (1899-1985), David Crosby tem como marcas um forte lado intelectual, além de ouvinte atento de jazz, preferência audível nos acordes de violão que usa em suas composições. De temperamento difícil e rebelde, ele teve de superar problemas como prisão por consumo de drogas na metade dos anos 1980, um transplante de fígado nos anos 1990 e um problema cardíaco em 2014, percalços que venceu tal qual um highlander do rock.

Em 2014, após alguns anos se dedicando a trabalhos com o Crosby, Stills & Nash, Crosby volta à carreira solo com o excelente Croz (leia a resenha de Mondo Pop aqui). E não parou mais de fazer shows e gravar, afora aquele susto cardíaco que felizmente foi só um sustão.

Lighthouse- a resenha

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Em outubro de 2016, chegou ao mercado internacional Lighthouse, que, assim como Croz, permanece inédito no Brasil. O álbum traz como marca a parceria de Crosby com o multi-instrumentista Michael League, líder do grupo (na verdade, uma espécie de coletivo) de jazz fusion Snarky Puppy, que está na estrada desde 2004 e já faturou três troféus Grammy com seus mais de 10 CDs lançados até o momento.

League é o braço direito de Crosby no álbum, atuando como coprodutor (ao lado de Fab Dupont), vocalista de apoio e também tocando vários instrumentos, além de ser o coautor de cinco das nove faixas do CD. Aliás, na maior parte das faixas são só os dois em cena, sendo que os tecladistas Cory Henry e Bill Laurance (também do Snarky Puppy) marcam presença em duas cada.

Com base fundamentalmente acústica, Crosby e League nos oferecem acordes belíssimos e sutilezas que vão sendo descobertas a cada audição do álbum. Curiosidade: não temos nem bateria, nem percussão. Em um making of do trabalho, o roqueiro afirma que os únicos som mais percussivos saíram dele batendo com sua aliança no violão.

O clima das canções varia da balada Things We Do For Love à jazzy-bossa Look In Their Eyes, passando pelo clima hipnótico e quase dark de Somebody Other Than You e a sacudida The City. A voz do astro roqueiro se mostra mais afinada e afiada do que nunca, cativando no modo solo e também nas vocalizações, uma de suas marcas registradas.

A canção que encerra o álbum, By The Light Of Common Day, é parceria de Crosby com outra integrante da família Snarky Puppy, a incrivelmente talentosa Becca Stevens. Com mais de seis minutos de duração que passam a jato, essa música equivale a um verdadeiro farol (tradução do título do álbum) perante os mares revoltos e não tão animadores do mundo atual. As vozes dos dois se encaixam feito luva, e o violão de Michael League evoca as belas sonoridades do saudoso Michael Hedges, que não por acaso também foi parceiro de Mr. Crosby.

Aliás, uma das explicações pelas quais é possível entender porque um músico de 76 anos de idade que passou por tantas coisas na vida consegue se manter tão relevante é a sua eterna abertura ao novo. Ele sabe se renovar, trocando figurinhas com músicos das novas gerações e nunca se rendendo aos caminhos mais fáceis em termos musicais e de carreira. Dessa forma, cada novo show e cada novo álbum de David Crosby merecem toda a nossa atenção, pois as perspectivas são sempre as melhores. O passado é de glórias, o presente, belíssimo, e o futuro nos trará ainda mais, se Deus quiser. Parabéns, mestre!

By The Light Of Common Day– David Crosby:

David Crosby esbanja vitalidade em novo CD

Por Fabian Chacur

David Crosby é acima de tudo um sobrevivente. Para muitos e durante muito tempo, ele acabaria se tornando mais um daqueles roqueiros que nos deixaram antes do tempo, como Jim Morrison, Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin e tantos outros. Esteve mesmo a ponto de seguir essa sina, mas felizmente isso não ocorreu. Hoje, aos 72 anos, esbanja vitalidade e criatividade, como prova seu novo CD solo, o maravilhoso Croz.

Trata-se do primeiro álbum solo de estúdio lançado pelo cantor, compositor e músico americano desde 1993, quando Thousand Roads chegou às lojas de todo o mundo. Nesse período, esteve em franca atividade, fazendo shows e lançando novos trabalhos com o Crosby, Stills & Nash, Crosby, Stills, Nash & Young e o CPR, além de realizar muitos shows e turnês.

Aliás, é curioso notar que, até meados dos anos 80, Crosby era o menos produtivo dos integrantes do CSN. A partir do lançamento de seu segundo álbum solo, Oh Yes I Can (1989), o jogo virou, e hoje ele trabalha e produz muito mais do que os velhos amigos e colegas Stephen Stills e Graham Nash. A parceria com James Raymond pode explicar um pouco essa atividade toda.

Além de excelente cantor, compositor e tecladista, Raymond também é filho do ex-integrante dos Byrds, um filho que ele só foi descobrir na segunda metade dos anos 90. Junto com o guitarrista Jeff Pevar, eles criaram o seminal trio CPR, que lançou dois ótimos discos de estúdio e dois certeiros álbuns ao vivo entre 1998 e 2001. O novo CD solo é um desdobramento desse trabalho, de certa forma.

Além do filho, os músicos que acompanham Crosby em Croz são integrantes da banda de apoio que atuou na última turnê do Crosby, Stills & Nash, aquela que passou pelo Brasil em maio de 2012. Isso explica o ótimo entrosamento do time. Curiosamente, o autor de Guinevere não toca violão no álbum, sendo muito bem substituído por Marcus Eaton na função. Ele toca apenas guitarra, e em apenas uma única faixa (If She Called).

Isso pode explicar o porque o desempenho vocal do velho mestre é tão bom, pois ele se dedicou exclusivamente a ele, e às composições, que se dividem entre ele, Raymond e os músicos de apoio. A voz de Crosby, como pudemos conferir ao vivo em 2012, está melhor do que nunca, aproveitando cada deixa melódica para se mostrar, sem exageros e com precisão cirúrgica.

O álbum traz duas participações especialíssima: Mark Knopler, ex-Dire Straits, dá um banho de sutileza na guitarra na jazz-folk What’s Broken, enquanto o jazzista de ofício Wynton Marsalis (que já gravou e fez shows com Sting, por sinal, e está sempre aberto a experiências sonoras) faz um solo inspiradíssimo de trumpete na belíssima Holding On To Nothing.

O álbum tem um clima melódico e reflexivo, centrado em canções com inspiração country, rock, jazz e folk. Radio, que o CSN tocou em seus shows no Brasil e durante a turnê de 2012, aparece aqui em impecável versão de estúdio. The Clearing, Dangerous Night e Slice Of Time são outros destaques, mas o álbum se sustenta como um todo, sem nada jogado fora.

Nesse momento, David Crosby está fazendo alguns shows para divulgar Croz, e em breve deve voltar à estrada com o CSN. Nada melhor do que ver um músico com o seu currículo e a sua envergadura ainda disposto a trabalhar duro para nos oferecer novas canções, novas vocalizações, novos shows. Eis um sobrevivente que merece todos os aplausos possíveis.

Vale o aviso: Croz, um lançamento do selo independente Blue Castle Records, não teve até o momento uma edição nacional, sendo disponível apenas em lojas que trabalham com álbuns importados. Uma pena, mas vale cada centavo que você pagar por essa versão importada, com direito a capa tripla digipack e encarte luxuoso com direito a letras e ficha técnica completa.

Ouça o álbum Croz na íntegra em streaming:

David Crosby lançará CD Croz em janeiro

Por Fabian Chacur

Aos 72 anos de idade, David Crosby parece longe de querer dar uma reduzida em suas atividades musicais. Após turnê com o Crosby Stills & Nash que passou pelo Brasil em março de 2012, o cantor, compositor e músico americano anuncia para o dia 28 de janeiro de 2014 o lançamento de seu novo álbum solo, intitulado Croz, pelo selo Blue Castle Records, que criou com o fiel parceiro musical Graham Nash.

Croz será o primeiro álbum solo com gravações de estúdio de Crosby desde Thousand Roads (1993). O trabalho inclui 11 faixas, sendo uma delas What’s Broken, que será divulgada como prévia do novo disco. Outra, The Cleaning, será disponibilizada como bônus para quem encomendar previamente o álbum nas lojas virtuais. As gravações ocorreram no estúdio Groove Masters, de Jackson Browne, em Santa Monica, com Daniel Garcia na coprodução.

Como forma de divulgar o novo CD, Crosby fará shows nos EUA em janeiro e fevereiro de 2014, com início em Nova York no dia 28 de janeiro. De 23 a 25 de fevereiro, ele estará no palco do lendário Troubadour, que ajudou a lançar nomes do porte de James Taylor, Elton John, Linda Ronstadt, The Eagles e Jackson Browne. No resto do ano, ele poderá tocar com o Crosby Stills & Nash ou mesmo com o trio acrescido de Neil Young, tudo ainda a confirmar.

A banda que acompanhará o autor de Almost Cut My Hair nessa curta turnê incluirá seu filho, o tecladista James Raymond (com quem fundou o trio CPR), e também Marcus Eaton (guitarra e parceiro de duas músicas de Cros), Steve DiStanislao (bateria), Shane Fontayne (guitarra) e Kevin McCormick (baixo), além do próprio Crosby nos vocais, guitarra e violão.

O repertório desses shows deverá incluir o repertório de Croz na íntegra, mais canções das várias fases da carreira do astro, incluindo várias de seu brilhante álbum de estreia como solista, o antológico If I Could Only Remember My Name (1971), que inclui faixas como Cowboy Movie, Laughing e Music Is Love, entre outras maravilhas.

O roqueiro também anunciou em seu site oficial que por volta de março ou abril deverá ser lançada uma caixa (box set) com material extraído de oito shows feitos pelo Crosby Stills Nash & Young em 1974, com direito a um DVD e vários CDs. Ele garante, no entanto, que o show do quarteto em Wembley, na Inglaterra, não aparecerá na íntegra, pois o resultado final não agradou os músicos.

Ouça versão alternativa do álbum If I Could Only Remember My Name :

Como turnê do Buffalo Springfield virou CSN

Por Fabian Chacur

Em entrevista concedida ao site americano da Rolling Stone, Stephen Stills revelou que o Buffalo Springfield deveria ter feito uma turnê com ao menos 30 shows durante 2012. No entanto, o reencontro de um dos grupos mais bacanas dos anos 60 acabou durando um total de apenas sete apresentações, realizadas entre 2010 e 2011,incluindo uma elogiada no badalado festival de Bonnarooo, nos EUA.

Após o show realizado em outubro de 2010 no evento beneficente Bridge School (promovido por Young) que deu início ao reencontro de Neil Young, Stephen Stills e Richie Furay, os remanescentes da banda que existiu originalmente entre 1966 e 1968 e lançou três álbuns deveriam ter dado continuidade a um projeto mais longo, segundo Stills.

“Não criaria uma infraestrutura tão grande para apenas sete shows, nossa equipe incluía mais de 100 pessoas, e quando Neil resolveu desistir do projeto, no meio de 2011, fiquei completamente na mão”, disse Stills, falando pela primeira vez à imprensa sobre o tema, que seu ex-colega já havia abordado em entrevistas em 2011.

Conhecido por sua capacidade de largar um trabalho e iniciar outro praticamente do nada, Neil Young se mandou do projeto de retorno do Buffalo Springfield e se uniu novamente aos velhos companheiros do Crazy Horse, após nove anos distantes, lançando dois álbuns durante este ano- Americana e Psychedelic Pill.

A sorte de Stills é a de ter dois amigos mais do que fiéis, David Crosby e Graham Nash. Eles iriam iniciar uma turnê como Crosby & Nash e já estavam até agendando datas quando souberam do rolo entre os dois amigos.

Nash disse que, em pouco tempo, o que seria um duo virou de novo trio. Surgia do nada uma nova turnê de Crosby, Stills & Nash, que para alegria dos brasileiros passou por aqui em maio.

Apesar dos pesares, Stephen Stills não demonstrou mágoa em relação ao imprevisível Young. Na entrevista, ele demonstrou serenidade e calma. “Ele falou bem de mim no livro que lançou recentemente. Foi muito gentil. Trabalhar com ele é um privilégio, não um direito”.

No entanto, o autor de For What It’s Worth e tantos outros clássicos do rock deu uma resposta bem diferente da de Young sobre um possível retorno do Springfield. Enquanto o roqueiro canadense disse que os shows feitos em 2010/2011 foram a semente para algo que poderá frutificar de novo no futuro, o astro americano não teve dúvidas.

“Para o propósito dessa entrevista, só posso dar uma resposta referente à possibilidade de um retorno do Buffalo Springield: não!”

Rock And Roll Woman/Child Claim To Fame, com o Buffalo Springield em 2010:

Crosby,Stills & Nash tocam 1º CD na íntegra

Por Fabian Chacur

Em maio, o brasileiro teve a honra de ver e ouvir ao vivo, pela primeira vez, uma das mais talentosas e importantes bandas da história do rock, o Crosby, Stills & Nash. Os shows foram maravilhosos. O trio, no entanto, reservou uma belíssima surpresa aos fãs de Nova York que certamente deixou todos os outros morrendo de inveja.

Além de dar aquela belíssima viagem pelo passado, presente e até futuro do trio (músicas inéditas fizeram parte do set list dos shows) que vimos por aqui, CSN tocaram no último de uma série de cinco shows no mítico Beacon Theatre nova-iorquino, no último domingo (21), nada menos do que o repertório de seu álbum de estreia, Crosby, Stills & Nash. Na íntegra.

Lançado em 1969 e considerado um dos melhores álbuns de estreia de todos os tempos, além de ser também um dos marcos da discografia do rock and roll, esse álbum inclui maravilhas do naipe de Suite: Judy Blue Eyes, Guinnevere, You Don’t Have To Cry, Helplessy Hoping, Wooden Ships e Long Time Gone, só para citar algumas.

Foi a primeira vez que David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash realizaram essa difícil tarefa em toda a sua consagradora carreira, e o presente acabou sendo dado ao público presente naquele que foi o último show da atual turnê mundial do trio, que contou com um total de 80 apresentações espalhadas por diversos países.

Segundo matéria publicada no site americano da revista Billboard, Nash não escondeu o orgulho de o grupo ter concretizado essa missão, até ressaltando o fato de aquilo ter sido inédito. Crosby também ressaltou isso, quando o grupo iniciava 49 Bye-bye’s, última faixa daquele fantástico álbum, um dos meus favoritos de todos os tempos. Nova York sortuda!

Suite: Judy Blue Eyes, com Crosby, Stills & Nash, ao vivo em 2012:

Guinevere, com Crosby, Stills & Nash, ao vivo em Belo Horizonte, 2012:

Deja Vu, com Crosby, Stills & Nash, ao vivo em São Paulo, 2012:

Mais sobre Crosby, Stills & Nash em SP

Por Fabian Chacur

O show de Crosby, Stills & Nash realizado em São Paulo na noite desta quinta-feira (10) marcou tanto as pessoas que o viram que achei interessante acrescentar coisas e fatos ao que escrevi na minha resenha.

Farei de forma desorganizada e sem me prender a uma ordem específica. Trata-se apenas de uma desculpa para escrever mais sobre um show que realmente marcou a sensibilidade de muita gente boa.

De cara, vamos a uma análise mais pormenorizada do repertório apresentado por eles. Do álbum Crosby, Stills & Nash (1969), que marcou a estreia do trio, tivemos Marrakesh Express, Long Time Comin’, Wooden Ships, Helplessy Hoping, Guinevere e Suite: Judy Blue Eyes.

De Dèja Vu (1970), primeiro álbum creditado a Crosby, Stills, Nash & Young, marcaram presença no show Carry On/Questions, Dèja Vu, Our House, Almost Cut My Hair e Teach Your Children.

The Lee Shore e Love The One You’re With podem ser encontrados em Four Way Street (1971), álbum duplo ao vivo do Crosby, Stills, Nash & Young, sendo que a segunda teve sua versão de estúdio registrada no primeiro álbum solo do Stills, intitulado Stephen Stills (1970).

Bluebird e For What’s Worth foram gravadas em suas versões originais de estúdio pelo grupo Buffalo Springfield, respectivamente Buffalo Springfield Again (1967) e Buffalo Springfield (1966). So Begins The Task é do álbum Manassas (1972), do grupo liderado por Stills e Chris Hillman (dos Byrds), e As I Come To Age é do álbum solo Stills (1975).

Crosby Nash (2004), belíssimo álbum duplo da dupla que não foi muito badalado na época de seu lançamento (uma injustiça, pois o disco é ótimo!!!), contribuiu com duas músicas, Lay Me Down e Jesus Of Rio.

Military Madness, que o trio e o quarteto tocaram em diversos shows, é do disco solo de Graham Nash Songs From Beginners (1971). Já a bela e quase progressiva Cathedral vem de CSN (1977).

Girl From The North Country é de Bob Dylan e foi lançada originalmente no álbum The Freewheelin’ Bob Dylan (1963).

E duas canções interpretadas no show são inéditas em disco: Radio, de David Crosby, e Almost Gone (The Ballad Of Bradley Manning), de Graham Nash e James Raymond. Esta última possui até clipe.

Durante o show, David Crosby aprsentou duas músicas com especial deferência: Girl Of The North Country e As I Come Of Age, que ele definiu como suas canções favoritas de, respectivamente, Bob Dylan e Stephen Stills.

Dos três, Stills foi de longe o que mais vezes saiu do palco. No entanto, foi ele quem demonstrou certa insatisfação quando David Crosby, aparentemente de forma inesperada, saiu do palco pelo lado esquerdo. “Where’s the fucking Crosby?”, disse ele, ao não ver o colega no palco. Sorte que o ex-Byrds logo voltou e ficou tudo por isso mesmo.

Graham Nash, por sua vez, é aparentemente o mais simpático, e sem dúvida quem está em melhor forma física, fato ressaltado por seu visual (camiseta preta básica e jeans) e pelo fato de cantar descalço, o que não o impediu de dar umas corridas pelo palco bem elogiáveis.

Se estava meio rouco, Stills deu um banho de categoria em seu desempenho como músico. Dos vários violões e guitarras que tocou durante o show, minha favorita foi a guitarra modelo strato na cor verde limão. Linda, e da qual ele tirou sons simplesmente arrepiantes e virulentos, especialmente em Bluebird.

Veja o clipe de Almost Gone (The Ballada Of Bradley Manning):

Crosby,Stills & Nash enfim virão ao Brasil!

Por Fabian Chacur

Há notícias que você sonha divulgar, mas que imagina não serem possíveis. Pois eis uma que teclo com os dedos tremendo de emoção: Crosby, Stills & Nash vão tocar no Brasil em maio!

É, meus caros, o trio que gravou algumas das mais arrepiantes e intrincadas harmonias vocais da história da música popular finalmente virá ao Brasil, confirmou a produtora Planmusic, a mesma que nos proporcionou os inesquecíveis shows de Paul McCartney por aqui em 2010 e 2011.

O primeiro show confirmado irá rolar no dia 10 de maio de 2012 em São Paulo, na Via Funchal, com ingressos de R$ 140 a R$ 390 (www.viafunchal.com.br). Outros devem ser divulgados nos próximos dias, e devem ser realizados no Rio e em Belo Horizonte.

Criado em 1968, o trio surgiu graças à união de três músicos que já tinham um pedigree enorme na época: David Crosby, ex-The Byrds, Stephen Stills, ex-Buffalo Springfield, e Graham Nash, ex-The Hollies.

Em 1969, eles lançaram um dos 10 melhores álbuns de rock de todos os tempos, o seminal Crosby, Stills & Nash, no qual misturaram vocalizações criativas e arrepiantes e canções fantásticas com elementos de rock, folk, country, hard rock e até jazz.

Em seu segundo show, eles encararam a multidão do festival de Woodstock, em agosto de 1969, levando o público à loucura graças a músicas como Suite: Judy Blue Eyes e Long Time Gone.

Eles também gravaram e fizeram belos shows tendo como quarto integrante Neil Young (Crosby, Stills, Nashy & Young), uma espécie de D’Artagnan desses três mosqueteiros do rock, mas o trio original interage de forma mais completa, com mais liga.

Nas últimas décadas, o grupo vai e volta, enquanto seus integrantes se dividem entre suas carreiras solo e outros projetos. A qualidade artística, no entanto, continua a mesma.

Tipo do show que o fã de rock não pode se dar ao luxo de perder. Aliás, não será um show, e sim uma verdadeira aula! Lógico que você lerá mais coisas sobre eles aqui em Mondo Pop nas próximas semanas!

Ouça três grandes clássicos de Crosby, Stills & Nash:

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