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Tag: dezembro 2017

Blitz mostra muita vitalidade e swing em seu novo DVD

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Por Fabian Chacur

O ano de 2017 entrará para a história da Blitz como um dos melhores de sua bem-sucedida trajetória iniciada em 1982 com o estouro de Você Não Soube Me Amar. Além de terem divulgado com categoria seu mais recente álbum, Aventuras II, um excelente álbum comparável aos seus lançamentos clássicos dos anos 1980, fizeram inúmeros shows sempre lotados e com ótima repercussão por parte do público. O registro dessa atual fase iluminada da banda carioca acaba de sair, pela gravadora Deck em parceria com o Canal Brasil. Trata-se do DVD Blitz No Circo Voador, prova concreta de que esse time não vive só de seu passado de glórias.

O registro foi realizado ao vivo em abril deste ano no mitológico Circo Voador, mesmo espaço alternativo carioca no qual o grupo despontou rumo ao sucesso nacional. No time, temos três integrantes da formação clássica: Evandro Mesquita (vocal), Billy Forghieri (teclados) e o mitológico Roberto “Juba” Gurgel (bateria). Ao seu lado, uma das formações mais estáveis da história do grupo, que traz Cláudia Niemeyer (baixo), Rogério Meanda (guitarra), Andréa Coutinho (backing vocals) e Nicole Cyrne (backing vocals).

Ao contrário do que alguns fariam nesse momento, a Blitz mostrou ousadia e confiança no próprio taco ao incluir 11 das 13 faixas de Aventuras II no show. Boa oportunidade para se conferir o quanto essas novas músicas são boas, pois se encaixam muito bem em meio aos sete clássicos do período 1982-1985 e a um cover certeiro, Aluga-se (de Raul Seixas), sendo que One Love (Bob Marley) e País Tropical (Jorge Ben Jor) foram interpoladas respectivamente nos hits A Dois Passos do Paraíso e Mais Uma de Amor (Geme Geme).

As canções mais recentes da Blitz mantém o clima alto astral e swingado de seus bons tempos, com direito a maravilhas do naipe de Baile Quente (que abre a festança com tudo), Nu na Ilha, Estrangeiro Aventureiro e Chacal Blues. Todas poderiam se tornar hits radiofônicos, se vivêssemos tempos mais democráticos e afeitos ao pop rock.

Algumas participações especiais marcam o show, sendo a de maior destaque a de Alice Caymmi na assumidamente brega Noku Pardal e na releitura do hit Betty Frígida, nas quais ela faz duetos hilariantes com Evandro Mesquita. Afroreggae, Milton Guedes, George Israel, Diogo Albuquerque, Mafram do Maracanã e Silvio Charles também marcam presença, além de Zeca Pagodinho, este graças a uma gravação em áudio/vídeo exibida no telão em Fominha.

Blitz No Circo Voador mostra como é possível para uma banda com 35 anos de estrada ainda soar refrescante e renovada, sem renegar seu legado. Colabora para isso a excelente forma de Evandro, que aos 65 anos de vida aparenta no máximo uns 40, se tanto, além de continuar com voz afiada/afinada e aquela presença de palco simpática e desencanada que sempre o marcaram. Muito bom ver esses caras com esse gás todo. Sinal de que as aventuras estão longe de acabar…

Baile Quente (ao vivo)- Blitz:

Tárcio Cardo homenageia seu amigo Emílio Santiago no Rio

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Por Fabian Chacur

Tárcio Cardo tinha uma sólida amizade com Emílio Santiago. Em 2013, ele começou as gravações de um álbum em homenagem ao grande intérprete carioca, mas a inesperada morte de Santiago interrompeu por algum tempo a continuidade do projeto, que só se concretizou agora. Brasileiríssimo- Tárcio Cardo Canta Emílio Santiago já está disponível nas plataformas digitais. O também carioca mostra o repertório desse álbum no Rio nesta sexta (22) às 21h na Sala Baden Powell (avenida Nossa Sra. de Copacabana, nº 360- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos a R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira).

Brasileiríssimo foi concebido inicialmente como uma homenagem aos 25 anos de lançamento do primeiro volume da série de álbuns Aquarelas, em 1988, que vendeu muito e firmou de vez a popularidade de Emilio Santiago. O repertório traz uma seleção de canções consagradas na voz do artista, como Saigon, Verdade Chinesa, Nega, Quando o Amor Acontece e outras, algumas unidas em pot-pourrys. A cereja do bolo é Surpresa, dueto póstumo entre os dois amigos.

A banda que acompanhará Tárcio é composta por Ciron Silva (violão, cavaquinho e direção musical), Jorjão Barreto (teclados), Sérgio Brandão (baixo), Jefferson Vieira (bateria), Val de Souza (percussão) e Paulinho Trompete. A direção do show e seu roteiro ficaram a cargo do jornalista Rodrigo Faour, e conta com lembranças afetivas e divertidas da amizade que ligou os dois. Este é o quarto álbum de Tárcio Cardo, que investe em um som sofisticado e de bom gosto.

Tudo Que Se Quer (ao vivo)- Tarcio Cardo e Verônica Sabino:

Café Preto e Céu inauguram a parceria com o single de vinil

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Por Fabian Chacur

Até a metade dos anos 1980, eram comuns os compactos simples de vinil, trazendo uma música de cada lado. Após décadas fora de cena, o formato discográfico parece ter voltado com força nos últimos tempos. O novo lançamento do gênero, via Polydisc (a versão digital ficou a cargo da Deck), traz a primeira parceria entre a cantora e compositora Céu com o duo Café Preto. Eles interpretam a música Água, Fogo, Terramar.

Com um clima hipnótico e romântico repleto de elementos de reggae, dub e música eletrônica, a canção aparece em duas versões: a original, com acompanhamento instrumental e vocal, no lado A, e uma a capella, no lado B. A gravação antecede o lançamento do segundo álbum dos pernambucanos do Café Preto, em fase de gravação e produção.

O duo oriundo da efervescente em termos musicais Recife (PE) traz como integrantes Cannibal (voz), que há mais de 20 anos lidera o grupo de punk/hardcore Devotos/Devotos do Ódio, e Pierre Leite (programação, Roland JX-8P e Korg Ex-800). A parceria entre eles e Céu se concretizou após algum tempo de namoro, digamos assim.

“Quando compus essa música queria fazer um dueto com uma voz feminina. Enviei três composições para que Céu escolhesse qual gostaria de gravar comigo e ela optou por essa. Foi a nossa primeira parceria”, explica Cannibal. A produção ficou a cargo de Pupillo, baterista da Nação Zumbi e produtor de trabalhos de Paulo Miklos e Otto.

Água, Fogo, Terramar– Ceu + Café Preto:

Cris Narchi mostra repertório eclético em show em Sampa

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Por Fabian Chacur

Nem sempre a vida segue o rumo que a gente imagina. Cris Narchi sabe bem disso. Durante muito tempo, seu objetivo de vida era se tornar jogadora de tênis profissional. Contusões acabaram a afastando desse objetivo quando os primeiros frutos começavam a surgir. Aí, veio a música. Com uma bela voz, ela mostra muito potencial, e fará um show em São Paulo nesta terça (19) às 21h no Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, nº 822- Ipiranga- fone 0xx11-3340-2000), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Para ajudar essa jovem intérprete, dois profissionais extremamente qualificados entraram em cena. Na direção geral do show, temos Luiz Carlos Maluly, produtor conhecido por seus trabalhos com RPM, Bruno & Marrone, Metrô e Daniel, entre outros. A direção musical, por sua vez, é de Marcos “Caixote” Pontes, maestro, produtor, compositor e músico que já trabalhou com Zezé Di Camargo & Luciano, Fafá de Belém e Roberta Miranda, só para citar alguns.

O repertório selecionado para esta apresentação é uma prova do ecletismo desta cantora, pois oferece ao ouvinte músicas de vários estilos e fases da música, entre as quais clássicos gravados por Cazuza (Brasil), Gonzaguinha (Sangrando), Cher (Believe), Guilherme Arantes (Meu Mundo e Nada Mais) e Simon & Garfunkel (Bridge Over Troubled Water). Tem também a inédita Sempre Só Você (Adriana Mezzadri). Cris Narchi será acompanhada por uma banda neste show.

Believe– Cris Narchi:

Amelinha interpreta Belchior com dois shows em São Paulo

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Por Fabian Chacur

A amizade entre Amelinha e Belchior se manteve firme e forte durante décadas. A cantora cearense já havia gravado músicas de seu conterrâneo, que em 1996 lhe apresentou a música De Primeira Grandeza e sugeriu que ela a gravasse. Longos 21 anos se passaram, e só agora ela realiza o sonho do amigo. A faixa integra o álbum De Primeira Grandeza- As Canções de Belchior (Deck), que ela apresenta ao público paulistano nesta quinta (14) no Sesc 24 de Maio (rua 24 de maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com sessões às 18 e 21h e ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Com direção a cargo do craque Thiago Marques Luiz (que também produziu e idealizou o projeto), o show traz canções do álbum, entre as quais De Primeira Grandeza, A Palo Seco, Alucinação, Paralelas e Mucuripe. Também estarão no set list clássicos do repertório da intérprete como Frevo Mulher, Foi Deus Quem Fez Você, Galope Rasante e Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor.

A banda que irá acompanhar a cantora cearense será integrada por Julio Brow (violão e guitarra), Estevan Sincovitz (baixo), Ricardo Prado (teclados e acordeon) e Cailo Lopes). Com mais de 40 anos de carreira, Amelinha estourou nacionalmente graças à energética Frevo Mulher (de Zé Ramalho), em 1979, e desde então se firmou como uma das grandes intérpretes da música brasileira, mesclando música nordestina, MPB e até rock em seu caldeirão sonoro energético e intenso.

De Primeira Grandeza– Amelinha:

Joyce Cândido faz show no RJ para celebrar a sua carreira

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Por Fabian Chacur

Em 2006, Joyce Cândido lançou Panapaná, seu primeiro CD. Desde então, esta cantora, compositora e pianista viu seu currículo aumentar bastante, com o direito a vários lançamentos, shows no Brasil e exterior e a ter fãs ilustres como Chico Buarque, João Bosco, Jorge Aragão, Milton Nascimento e Bibi Ferreira. Ela celebra essa década com show nesta terça (12) no Rio às 21h no Theatro Net Rio (rua Siqueira Campos, nº 143- Copacabana- fone 0xx21-2147-8060), com ingressos a R$ 60,00 (balcão) e R$ 80,00 (plateia).

Joyce Cândido é daquelas raras artistas que procurou se preparar de forma consistente para desenvolver o seu talento inerente. Ela estudou piano em Marília (SP) e se formou em música na Universidade Estadual de Londrina (PR), cidade na qual residia quando lançou o seu disco de estreia. Logo a seguir, mudou-se para Nova York, onde estudou canto, dança e teatro no Broadway Dance Center, além de cantar no circuito de bares daquela cidade americana.

Ao voltar ao Brasil, gravou o CD O Bom e Velho Samba Novo (2011). Em 2013, saiu o DVD/CD O Bom e Velho Samba Novo- Ao Vivo, com participações especiais de João Bosco, Elza Soares, Toninho Geraes e Carlinhos de Jesus. O EP O Que Sinto (2015), o CD Imaginidade (2017) e o recém-lançado single Fino Trato são seus outros lançamentos. Ela também participou do sambabook de Jorge Aragão.

Em sua apresentação no Theatro Net Rio, Joyce dará uma geral em seu repertório, concentrado basicamente em samba e MPB, e contará com as participações especiais de Badi Assad, Toninho Geraes, Fabiano Salek, Alceu Maia, Rildo Hora e Carlinhos de Jesus, entre outros. Boa oportunidade para se conferir essa talentosa artista de 34 anos.

Cê Pó Pará (ao vivo)- Joyce Cândido:

Ventura Sinfônico já está nas melhores plataformas digitais

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Por Fabian Chacur

Para aqueles que não conseguem se esquecer do Los Hermanos, uma boa notícia, embora sem envolver um novo retorno da banda. Trata-se do lançamento de Ventura Sinfônico, releitura na íntegra e no formato orquestral do terceiro álbum da banda carioca realizada pela Orquestra Petrobrás Sinfônica, com regência a cargo do maestro Felipe Prazeres. O trabalho já está disponível nas melhores plataformas digitais, e logo será encontrado também em CD e DVD via gravadora Deck.

Sem a participação de nenhum dos integrantes do grupo, Ventura Sinfônico tem os vocais a cargo de Roberta Campos e Rodrigo Costa (ex-Forfun). A masterização do trabalho foi feita na Califórnia (EUA) e ficou a cargo do produtor Ken Lee, que já trabalhou com Santana, Melvins e Machine Head, entre outros. Cara Estranho, Samba a Dois, Último Romance e A Outra são algumas das 15 faixas deste trabalho, lançado pelo quarteto originalmente em 2003.

Para não dizer que não tivemos presença alguma da turma do Los Hermanos em Ventura Sinfônico, Marcelo Camelo e Bruno Medina deram entrevistas no documentário Ventura Sinfônico- Além do Que Se Vê, incluído no DVD e que mostra o making of das gravações desta releitura, com direito a depoimentos dos participantes do trabalho.

Ventura Sinfônico na íntegra em streaming:

Chitãozinho & Xororó lançam DVD c/ convidadas especiais

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Por Fabian Chacur

Desde o início de sua carreira, há mais de 40 anos, a dupla Chitãozinho & Xororó tem como marca nunca deitar em cima dos louros conquistados. Com mais de 40 milhões de álbuns vendidos nessa trajetória tão vitoriosa, eles voltam a surpreender o seu público com um lançamento. Desta vez, será Elas em Evidências, que sairá no dia 8 de dezembro nos formatos DVD, CD e álbum digital.

A marca registrada do novo trabalho dos irmãos oriundos de Astorga (PR) é o elenco de participações especiais, pela primeira vez composta apenas por mulheres. Estão no supertime Alcione, Simone & Simaria, Maiara e Maraisa, Paula Fernandes, Anavitória, Marília Mendonça, Ana Clara, Bruna Viola, Kell Smith e Tânia Maria (ufa!).

Gravado ao vivo em 4 de outubro no KM de Vantagens Hall no Rio de Janeiro, o DVD/CD/Álbum Digital é justificado por Xororó: “Não tem como ouvir uma música bonita e não pensar em alguma protagonista para ela, por isso resolvemos juntar grandes vozes femininas de vários ritmos e estilos diferentes para montar esse trabalho. A ideia é justamente mesclar tudo e mostrar a força e independência feminina”.

Nesta segunda-feira (4/12), a gravadora Universal Music, responsável pelo lançamento, divulgará nas plataformas digitais o clipe de Evidências, gravada ao vivo com a participação de todo o elenco. Elas em Evidência tem tudo para ser um dos lançamentos mais badalados e procurados pelo grande público neste fim de 2017.

Conheça o repertório completo:

01. Abertura / Nascemos Para Cantar

02. Sistema Bruto

03. Um Homem Quando Ama

04. Sinônimos (Paula Fernandes)

05. Brincar de Ser Feliz (Paula Fernandes)

06. Falando Às Paredes

07. Eu Menti (Simone e Simaria)

08. Alô (Simone e Simaria)

09. Nuvem de Lágrimas (Maiara e Maraísa)

10. 60 Dias Apaixonado (Maiara e Maraísa)

11. Chovendo na Roseira (Anavitória)

12. No Rancho Fundo (Anavitória)

13. Caipira (Bruna Viola)

14. A Majestade, O Sabiá (Bruna Viola)

15. Malagueña Salerosa

16. Vá Pro Inferno Com Seu Amor

17. Galopeira

18. Fio de Cabelo (Tânia Mara)

19. João e Maria (Ana Clara) – Inédita

20. Se Deus Me Ouvisse

21. Como Nossos Pais

22. Página de Amigos (Marília Mendonça)

23. Foi Só Um Caso (Marília Mendonça) – Inédita

24. Era Uma Vez (Kell Smith)

25. Pode Ser Pra Valer (Kell Smith)

26. Separação (Alcione)

27. Evidências (Todos)

Veja o trailer de Elas em Evidências:

Guilherme Arantes fará show gratuito no Ibirapuera em SP

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Por Fabian Chacur

Quem gosta de música pop de qualidade e gostaria de ver shows bem bacanas no próximo sábado(2/12) em São Paulo sem gastar um tostão tem uma ótima opção. Será no Parque do Ibirapuera-Arena de Eventos (avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº- Portão 10- próximo do Museu Afro Brasileiro) a partir das 16h. No programa, Rodrigo Pitta e Guilherme Arantes.

As apresentações fazem parte do Projeto Flui SP, criado pela Dançar Marketing, patrocinado pela empresa Lorenzetti e viabilizado através do Proac ICMS. Fazer da arte uma ferramenta de comunicação para a construção de uma sociedade melhor e mais responsável sobre o consumo de água é como os criadores definem sua ação. A ideia é ajudar na conscientização da sociedade sobre a necessidade do uso responsável das reservas naturais de água do planeta.

Rodrigo Pitta é um poeta, compositor, cantor e dramaturgo que já lançou dois CDs autorais e teve cinco músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas globais. Ligado nas questões ambientais, ele tem em seu repertório as músicas Água Tudo e Água Gasolina, que certamente integrarão o set list de seu show no Parque do Ibirapuera.

Ironicamente rotulada como “hino da Sabesp” pelo irreverente crítico e jornalista Maurício Kubrusly, a canção Planeta Água é na verdade uma belíssima exaltação a um dos mais preciosos bens que a natureza nos proporciona. Com ela, Guilherme Arantes obteve o 2º lugar no festival global MPB Shell de 1981. Os aplausos destinados ao artista e também as vaias dirigidas a Lucinha Lins e à música que interpretada por ela venceu o evento, Purpurina, entraram para a história.

Na estrada há mais de 40 anos, Guilherme possui um repertório repleto de hits inesquecíveis, como Meu Mundo e Nada Mais, Cuide-se Bem, Amanhã, Cheia de Charme, Um Dia Um Adeus e tantos outros. Com ótimas composições e grande competência como tecladista e cantor, ele se firmou como um dos melhores artistas pop brasileiros, e nos últimos anos realizou a façanha de atrair as atenções de uma nova geração, ávida por curtir suas belas letras e melodias.

Planeta Água (ao vivo)- Guilherme Arantes:

Tim Reynolds inicia uma turnê de quatro shows pelo Brasil

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Por Fabian Chacur

O violonista alemão radicado nos EUA Tim Reynolds inicia neste domingo (26) às 19h no Teatro Municipal de Niterói (RJ) uma curta turnê pelo Brasil que inclui também shows no dia 1º/12 no Rio de Janeiro (Blue Note Rio) e 2/12 em Belo Horizonte (A Autêntica). A sequência se encerra no dia 5/12 às 21h30 em São Paulo no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-6100), com ingressos de R$ 115,00 a R$ 160,00.

Nascido em 15 de dezembro de 1957 na Alemanha, filho de um militar americano, Reynolds tornou-se conhecido no cenário musical dos EUA a partir da década de 1990, como artista-solo, integrante do trio TR3 e também tocando com a Dave Matthews Band. Vale lembrar que ele foi um dos maiores incentivadores de Matthews a se tornar músico profissional, quando o hoje astro do rock era apenas um bartender de uma pequena casa de shows no interior dos EUA.

Os shows do artista serão acústicos, e provavelmente terão algum material do álbum That Way, gravado neste formato e previsto para sair em dezembro nos EUA. No repertório, canções próprias e também releituras de obras de artistas e grupo admirados por ele, como Prince, Jethro Tull, James Brown e Led Zeppelin.

O show terá convidados brasileiros: Carlos Malta (que já participou de shows da Dave Matthews Band e de nomes como Roberto Carlos, Caetano Veloso e muitos outros), Pedro Agapio (do grupo 3 Steps) e Fernando Anitelli (do Teatro Mágico). Reynolds já tocou no Brasil anteriormente, como integrante da Dave Matthews Band e com seu grupo paralelo, o TR3, projetos que ele intercala com a sua carreira-solo, que agora ele vem mostrar por aqui.

Leia a seguir entrevista feita por mim em 2013 por telefone com Tim Reynolds e que ficou inédita por razões alheias à minha vontade:

Nascido na Alemanha e criado desde moleque nos EUA, Reynolds se juntou à Dave Matthews Band quando o grupo estava em vias de gravar seu primeiro álbum por uma grande gravadora, Under The Table And Dreaming (1994). Ele já esteve algumas vezes no Brasil, com a DMB e o TR3, e tem ótimas recordações.

“Amei a música, a atmosfera e o público brasileiro, e é muito bom poder voltar agora com o meu próprio trabalho, tocando em um lugar mais intimista, onde a troca de energias é mais direta”.

A atual encarnação da TR3 (com a qual ele tocou por aqui em 2013) está na ativa há dez anos, e Reynolds a considera melhor do que a inicial, com a qual se apresentou no inicio de sua carreira, nos anos 80, e que deixou de lado ao entrar na DMB.

“Nossa formação atual é mais sólida, tocamos bastante juntos, somos como uma família. Sinto que crescemos a cada ano em termos musicais”, explica. Eles já lançaram os álbuns Radiance (2009), From Space And Beyond (2011) e Like Some Kind of Alien Invasion (2014). Ele normalmente não toca músicas da Dave Matthews Band em seus shows individuais. “Não faria sentido”, justifica.

Tim Reynolds garante curtir muito tocar com o TR3 e a Dave Matthews Band, além dos shows acústicos em duo que costuma fazer com Matthews (que geraram vários discos gravados ao vivo).
“Gosto de me dedicar a trabalhos diferentes entre si, são desafios bons de encarar. Com a DMB sou um “sideman” (músico de apoio), toco as partes de guitarra. Na TR3, componho, faço arranjos, mostro mais quem eu sou. E tem o duo de violões com Dave. Gosto de investir em coisas diferentes, aprender coisas novas”.

Dos diversos trabalhos que gravou com Dave Matthews nesses anos todos, ele aponta Away From The World (2012), como o seu favorito. “Gostei muito desse disco, pude improvisar mais como músico, e achei ótimo trabalhar de novo com o produtor Steve Lillywhite, que voltou a produzir um álbum da DMB após 14 anos”. Entre seus ídolos, ele aponta Led Zeppelin, Cream. Robin Trower e Golden Earring, que considera influências marcantes no som do TR3.

Betrayal (live)- Tim Reynolds:

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