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Felipe Machado, do Viper, nos apresenta sua boa faceta solo

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Por Fabian Chacur

Durante 30 anos (entre idas e vindas), Felipe Machado foi no mundo musical o guitarrista da Viper, uma das bandas mais bem-sucedidas do heavy metal brasileiro, com fãs mundo afora. Agora, chegou a vez de o também jornalista e escritor mostrar como se vira sozinho. FM Solo (FM Labs-Wikimetal Music), seu primeiro trabalho como artista solo, esbanja elementos positivos e surpreendentes em suas 10 faixas.

A primeira observação a se fazer após audições atentas de FM Solo é de que se trata de um álbum no qual as composições estão no centro das atenções. Tudo gira em torno delas. Felipe não perde tempo em demonstrações inúteis de virtuosismo como guitarrista, usando seu talento em prol das músicas. Seguiu, guardadas as devidas proporções, a “escola Eric Clapton” de disco solo de guitarrista de banda famosa.

Outro ponto interessante é o fato de ele investir em sonoridades que não caberiam, ou ficariam estranhas, em um disco do Viper. Embora tenha elementos de heavy rock aqui e ali, este é um trabalho de, digamos assim, “rock de combate”, com canções vibrantes e ora agressivas, ora mais reflexivas. Influências de pós punk, britpop, punk anos 1990 e glitter rock também surgem em cena, bem misturadas e bem dosadas.

O vocal de Felipe, uma boa surpresa, é influenciado por vocalistas como Liam e Noel Gallagher (do Oasis), aproveitando bem as melodias bacanas do álbum sem exageros. Além dele nos vocais, guitarras e violões, temos apenas o versátil Val Santos (Toyshop e ex-colega de Viper), que investe em programação de bateria, teclados, guitarra, baixo e vocais, além de assinar a coprodução do álbum.

Três das músicas são releituras. The Shelter, momento mais heavy do álbum, já havia sido gravada pelo Viper no álbum Evolution (1992). O rock melódico Speedway é a faixa que encerra o álbum Vauxhall And I (1994), de Morrissey, enquanto a balada com ênfase no violão Tourist (2005) é da não muito conhecida banda britânica Athlete. Três escolhas incomuns e muito bem realizadas.

FM Solo tem uma dinâmica muito boa, dividindo-se entre rocks energéticos como Perfect One, So Much In Love e Dark Angel (esta última parceria e bom dueto com Giovanna Cerveira), funk rocks com guitarras rítmicas irresistíveis como Take a Chance e Unnatural Feelings, a quase balada Someday e a introspectiva e instrumental Iceland, que fecha o CD.

Conciso, repleto de alternativas e boas surpresas em todo o seu decorrer, além das boas letras em inglês de quem domina bem a língua, FM Solo mostra que Felipe Machado não poderia ter iniciado melhor a carreira solo. No dia 10 de setembro, ele inicia a turnê de lançamento no Na Mata Café, em São Paulo, e a expectativa é das melhores.

Living For The Night– Viper:

Documentário Viper 20 Years Living For The Night:

Keith Richards lança CD solo Crosseyed Heart em 9/2015

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs de rock and roll clássico. Chegará às lojas especializadas no dia 18 de setembro, via Universal Music, Crosseyed Heart, terceiro solo CD de estúdio de Keith Richards. O eterno guitarrista dos Rolling Stones não lançava um trabalho individual há longos 23 anos, mas quebrará esse longo intervalo em grande estilo. Vem coisa boa por aí.

O álbum, que sucede Talk Is Cheap (1988) e Main Offender (1992), terá sua primeira amostra divulgada no dia 17 de julho, quando sairá o primeiro single a ser extraído do repertório de 15 faixas. Trata-se de Trouble, um rock com a marca significativa do estilo que consagrou o cantor, compositor e músico britânico.

O elenco de convidados do disco é bem consistente. Norah Jones, que já havia cantado com Richards em shows ao vivo, marca presença em Illusion, canção composta em parceria por eles. Aaron Neville, vocalista dos Neville Brothers, participa de Nothing On Me, enquanto o saxofonista Bobby Keys, célebre por seus solos em discos e shows dos Rolling Stones, toca seu instrumento em Amnesia e Blues In The Morning.

Fazem parte da banda básica de Crosseyed Heart músicos habituados a tocar com Keith Richards nos Stones ou em sua carreira solo, entre eles o baterista Steve Jordan (que coproduziu várias das faixas do novo CD), o guitarrista Waddy Wachtel e os vocalistas de apoio Bernard Fowler e Sarah Dash. Outro integrante dos Neville Brothers, o tecladista Ivan Neville, também empresta seu talento ao álbum.

Outras faixas de destaque do trabalho são Robbed Blind e Love Overdue. Vale lembrar que os Rolling Stones continuam firmes e fortes, fazendo shows e possivelmente gravando um novo álbum de inéditas. Vale lembrar: Keith também lançou como artista solo um álbum ao vivo, Live At The Hollywood Palladium (1988).

Love Hurts (live)- Keith Richards e Norah Jones:

Veja documentário sobre Keith Richards em streaming:

Johnny Marr nega retorno dos Smiths

Por Fabian Chacur

Há poucos dias, o site de fofocas Holy Moly afirmou que as famosas “fontes fidedignas” garantiam que em 2013 um dos mais sonhados retornos de banda da história do rock iria ocorrer. Os Smiths, após 25 anos, voltariam à tona para realizar diversos shows, incluindo um no megafestival Glastonbury. Todo mundo se animou. No entanto…adivinha só? Buá!

Em entrevista ao site da histórica revista britânica New Musical Express (NME), o ex-guitarrista da banda, Johnny Marr, negou pela culionésima vez a concretização dos sonhos de milhões de fãs mundo afora. Sua resposta foi categórica, com aquela ironia típica dos britânicos:

“Todos parecem saber mais a respeito de uma volta dos Smiths do que eu mesmo. Esses boatos são como um esporte para todos, exceto para quem integrou o grupo há 30 anos. Mas isso não irá ocorrer”.

Aproveitando a brecha, Marr aproveitou para anunciar o lançamento de seu primeiro álbum solo de fato. Trata-se de The Messenger, previsto para vir à tona no mercado inglês precisamente no dia 25 de fevereiro de 2013.

“Já estava na hora de estrear (como artista solo). Não queria estar na banda de alguém nesse momento da minha carreira. Sempre relutei em ser o front man, e fui feliz o bastante para integrar bandas com grandes vocalistas, então, não era necessário. Mas essa é a minha banda agora (a carreira solo), o front man precisa cantar e tocar guitarra, e felizmente faço os dois”.

Nascido na mítica Manchester em 31 de outubro de 1963, Johnny Marr liderou os Smiths ao lado do cantor Morrissey, com quem compunha as músicas da banda, que também incluia o baixista Andy Rourke e o baterista Mike Joyce, dois ótimos músicos.

Entre 1982 e 1987, a banda lançou clássicos como The Boy With The Thorn In His Side, Panic, Hand In Glove, Ask, Heaven Knows I’m Miserable Now e inúmeros outros, além de álbuns clássicos como The Queen Is Dead (1986).

Em meados de 1987, após cinco anos de grande produtividade que geraram oito álbuns (entre trabalhos de estúdio, compilações de singles e um disco ao vivo), Marr saiu fora do time, que poucos tempo depois anunciou o seu fim. Morrissey logo partiu para a carreira solo, na qual obteve até mais sucesso do que com o grupo, mas sem a mesma magia.

Marr, por sua vez, integrou bandas como Pretenders, Electronic (ao lado de Bernard Sumners, do New Order), The The, Modest Mouse, The Cribs e Johnny Marr And The Healers, entre outras, além de ter participado de gravações de Bryan Ferry, Talking Heads, Tom Jones, Beck e inúmeros, mas inúmeros outros artistas mesmo.

Curiosamente, só agora, meses antes de completar 50 anos, é que ele enfim lançará um disco creditado a ele como artista individual. Fica a curiosidade para saber como será. Mas se levarmos em conta seu talento e sua refinada mistura de rock básico, rockabilly, folk rock, country e pop,periga vir coisa muito boa por aí. Quanto aos Smiths…

Johnny Marr toca riffs dos Smiths e de outras bandas:

Show dos Smiths em Madrid nos míticos anos 80:

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