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Duran Duran foi brilhante em seu show no Lollapalooza-BR

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Por Fabian Chacur

O problema de grandes festivais é que, por razões de tempo, nem sempre as melhores atrações recebem o tempo que mereceriam ter para desfilar sua categoria. Eis o que ocorreu no Lollapalooza 2017 na tarde deste domingo (26) em relação à incrível apresentação do Duran Duran, no Autódromo de Interlagos. Foram apenas 63 minutos. O bom é que ficou aquele enorme gosto de quero mais, presente em todos os grandes espetáculos.

Devidamente acomodado em minha cama, vi, exatamente às 16h38 deste domingo, o grupo britânico que caminha para 40 anos de estrada em plena forma entrar em cena. Pela TV, no canal Multishow. A abertura veio com Wild Boys, e serviu como uma boa prévia do que teríamos durante toda a apresentação. Hungry Like The Wolf e A View To a Kill pintaram logo a seguir, conquistando o público que estava lá tomando um sol daqueles, mas feliz da vida.

A atual encarnação do grupo britânico traz quatro de seus integrantes originais. Roger Taylor continua aquele baterista discreto, enquanto o tecladista Nick Rhodes, com suas roupas sempre coloridas e extravagantes, se incumbe dos teclados e das programações eletrônicas usadas pela banda com categoria. O baixista John Taylor permanece com sua ótima performance de palco, da qual nosso Paulo RPM Ricardo tirou várias lições.

E temos Simon Le Bon, que aos 58 anos continua em ótima forma e com um desempenho vocal extremamente competente, na qual uma ou outra nota na trave tem como compensação muito pique, carisma e energia. Além do quarteto original, quatro outros músicos estavam em cena, entre eles as ótimas backing vocalistas Ana Ross e Erin Stevenson e o vibrante guitarrista Dominic Brown.

Com esse time extremamente entrosado, o Duran Duran mostrou o porque, em pleno 2017, ainda continua sendo uma banda relevante e capaz de atrair não só os fãs dos anos 1980, mas também a molecada da era dos smartphones. Eles souberam se renovar com o decorrer dos anos, e mesmo as músicas mais antigas são tocadas com novos elementos e sem soarem como um mero ode ao passado.

O repertório de 13 músicas é uma prova disso, pois trouxe desde músicas de seu primeiro álbum, como Girls On Film (Duran Duran, de 1981), até duas de seu excelente álbum mais recente, Last Night In The City e Pressure Off (ambas de Paper Gods, lançado em 2015). No meio, faixas dos anos 1980, 1990 e 2000, como Notorious, Come Undone e (Reach Up For The) Sunrise.

Tivemos duas surpresas bacanas. Uma, o pot-pourry que reuniu as canções (Reach Up For The) Sunrise e New Moon On Monday (interpolada nesta primeira). A segunda ficou por conta da ótima participação especial da brasileira Céu, que, belíssima em um modelito preto, esbanjou talento e categoria em dueto com Le Bon na balada Ordinary World. O show acabou com Rio, que teve a coroá-la uma chuva de papel picado digna de fim de ano nos escritórios.

O momento “vergonha alheia” teve como protagonista a “repórter” Didi Wagner, do Multishow. Logo após do show, ela abordou o baixista John Taylor, chamando-o de Roger (o baterista). Como estava ainda na adrenalina pós-show, o músico a atendeu de forma simpática, embora ele confundisse a primeira vez que tocou em São Paulo (foi em 1988, e não em 1986). Após se despedir do músico, Wagner insistiu em dizer que havia falado com Roger…

Sei que errar é humano, mas fica difícil admitir uma falha deste tamanho de uma profissional que trabalhou durante “500 anos” na MTV, onde o Duran Duran aparecia toda a hora. Isso, além de seus comentários sempre superficiais e sem o menor conteúdo. Sei que serei grosseiro, mas irrita saber que esse tipo de “profissional” parece sempre ter emprego garantido nos melhores locais de trabalho, enquanto outros, muito mais talentosos…. De chorar!

Set list do show do Duran Duran:

Wild Boys
Hungry Like The Wolf
A View To a Kill
Last Night In The City
Come Undone
Notorious
Pressure Off
Ordinary World
(Reach Up For The)Sunrise + New Moon On Monday
White Lines
Girls On Film
Rio

A View To a Kill (live 2017)- Duran Duran:

Duran Duran e Bob Dylan voltarão ao Brasil

Por Fabian Chacur

Dois grandes nomes da música pop voltarão a se apresentar no Brasil em breve. São eles o eterno trovador do rock Bob Dylan e o Duran Duran, uma das bandas mais populares nos anos 80 e ainda relevante no século XXI.

O Duran Duran, que se apresentou pela primeira vez em nosso país no Hollywood Rock Festival em 1988 e foi uma das atrações do festival SWU em 2011, está divulgando seu mais recente álbum, o ótimo All You Need Is Now, lançado em 2011.

A banda mantém quatro integrantes de sua formação original: Simon Le Bon (vocal), Nick Rhodes (teclados), John Taylor (baixo) e Roger Taylor (bateria). O repertório do show trará músicas do mais recente CD e também clássicos como Save a Prayer, Notorious e Rio.

Eles tocarão em Brasília no dia 28/4 (Ginásio Nilson Nelson), com ingressos de R$ 110,00 a R$ 275,00. No Rio, o show rola no dia 30/4 no Citibank Hall, com ingressos de R$ 90,00 a R$ 400,00. Em São Paulo, a apresentação será no Credicard Hall no dia 2/5, com ingressos custando de R$ 55,00 a R$ 500,00.

Por sua vez, Bob Dylan, cujos álbuns mais recentes saíram em 2009 (Together Through Life e Christmas In The Heart), visitará mais cidades.

A turnê do astro, que tocou no Brasil pela primeira vez em 1990 e cuja presença por aqui tem sido frequente, terá início no dia 15/4 no Citibank Hall, no Rio, com ingressos que vão de R$ 275,00 a R$ 800,00.

Em Brasília, o autor de Like a Rolling Stone cantará no dia 17/4, com ingressos de R$ 120,00 a R$ 250,00. O Chevrolet Hall será o palco de seu show em Belo Horizonte no dia 19/4, com ingressos custando de R$ 90,00 a R$ 240,00.

Sâo Paulo terá os dias 21 e 22/4 na agenda de Dylan, com apresentações previstas para o Credicard Hall e ingressos custando de R$ 75,00 a R$ 900,00 (isso mesmo que você leu, novecentos paus!). A turnê será encerrada no Brasil em Porto Alegre, no Pepsi on Stage, no dia 24/4, com ingressos custando de R$ 70,00 a R$ 180,00.

Mais informações sobre os preços de ingressos, que já estão começando a ser vendidos, em www.ticketsforfun.com.br.

Veja o clipe de Girl Panic!, do Duran Duran:

Duran Duran volta aos bons tempos com novo CD

Por Fabian Chacur

Nada melhor do que ver uma ótima banda voltar a uma boa fase, após anos sem lançar nada de muito sensacional ou relevante.

Se na primeira década do novo século o Duran Duran se manteve fazendo shows bem bacanas, seus álbuns de inéditas não andaram entusiasmando muito.

Alias, na real: desde Duran Duran (também conhecido como Wedding Album, de 1993) o grupo britânico não lançava um álbum à altura de sua fase áurea nos anos 80. Foram cinco tentativas, todas irregulares.

O ponto mais baixo ocorreu em 2007, quando Simon Le Bon e sua turma se associaram ao badalado produtor Timbaland, que assinou várias faixas do equivocado Red Carpet Massacre.

O álbum, que marcou a nova saída de Andy Taylor da banda, tem Timbaland de mais e Duran Duran de menos, com predomínio de repertório sem inspiração e identidade.

Felizmente, uma nova parceria com produtor da moda, desta vez Mark Ronson (filho do lendário guitarrista Mick “Spiders From Mars” Ronson e produtor de Amy Winehouse) não gerou um desastre. Pelo contrário.

All You Need Is Now, que sai no Brasil pelo selo Lab 344, entra sem exagero no hall dos melhores álbuns dos caras, ao lado dos espetaculares Rio (1982), Notorious (1986) e Big Thing (1988).

O álbum consegue o difícil equilíbrio entre investir em novidades sonoras e ao mesmo tempo soar de forma coerente e personalizada.

All You Need Is Now tem forte eco do Duran Duran dos tempos de Planet Earth e Careless Memories, com direito a batidas dançantes, energia roqueira e melodias muito boas de se ouvir.

Le Bon está cantando melhor do que nunca, enquanto o baixista John Taylor mostra um dos melhores desempenhos de sua carreira, abusando de ótimas linhas de baixo sempre pulsantes.

Os teclados sóbrios e bacanas de Nick Rhodes e a bateria simples e eficiente de Roger Taylor se soman à garra e talento do novo guitarrista, Dom Brown, que veio com eles em sua mais recente visita ao Brasil.

Faixas como All You Need Is Now, Blame The Machines, Leave a Light On, The Man Who Stole a Leopard e Being Followed soam como se estivessem saído de algum greatest hits da banda, de tão boas.

Bom ver uma banda com 30 anos de estrada soando tão urgente e atual. Um disco que justifica seu título (tudo que você precisa é o agora) com rara felicidade.

Veja, ao vivo na TV, All You Need Is Now:

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