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Edu Lobo faz belas releituras de clássicos com parceiros ilustres

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Por Fabian Chacur

Em 2016, Edu Lobo se reuniu com o violonista Romero Lubambo e o saxofonista e flautista Mauro Senise para a gravação de um CD, Dos Navegantes, que chegou ao mercado discográfico e virtual em 2017. A qualidade do trabalho se mostrou tão grande que parecia inevitável um registro ao vivo, e é exatamente isso que a gravadora Biscoito Fino acaba de fazer, com o mesmo título do anterior, agora no formato DVD e também disponível em áudio digital nas plataformas digitais.

No palco, temos Edu Lobo nos vocais, relendo 16 de suas composições mais belas, cinco a mais do que o repertório do CD de estúdio. Oito são parcerias com Chico Buarque, sendo cinco delas extraídas da magistral e antológica trilha sonora de O Grande Circo Mistico. Temos também parcerias com Gianfrancesco Guarnieri, Cacaso, Torquato Neto, Paulo Cesar Pinheiro, Ronalto Bastos e Capinan. Equivale a uma bonita amostra da caudalosa e essencial obra desse grande cantor, compositor e músico carioca.

Ao lado desse mestre da música brasileira, hoje com 75 anos bem vividos, dois músicos com currículos invejáveis como Lubambo e Senise. Além deles, marcam presença o também consagrado pianista Cristóvão Bastos (em seis faixas), o percussionista internacional Mingo Araújo (em sete faixas) e o contrabaixista Bruno Aguiar (em 13 faixas). O formato é essencialmente acústico, com ênfase nos detalhes e nas sutilezas, abrindo caminho para que o canto delicado e delicioso de se ouvir de Edu Lobo flua sem medo de ser feliz.

O repertório não segue o formato de um greatest hits, tendo sido selecionado provavelmente entre as canções do vasto e ótimo repertório de Edu que melhor se encaixassem na proposta sonora premeditada para o show, gravado ao vivo no Rio de Janeiro no dia 13 de maio de 2017 na Sala Cecília Meirelles. Entre elas, maravilhas do naipe de Pra Dizer Adeus, Dos Navegantes, Valsa dos Clowns, O Circo Místico, Na Carreira, Beatriz, Valsa Brasileira e A História de Lily Braun.

Desde o início de sua carreira, na década de 1960, Edu Lobo se mostrou um compositor capaz de aliar sofisticação e simplicidade, conseguindo a proeza de fazer canções elaboradas plenamente capazes de atrair os ouvidos mais afeitos aos sons populares. Mesmo os mais arraigados fãs daquele tipo de música que pulula nas rádios e programas televisivos atuais do tipo Só Toca Top (eita título infame esse aí…) dificilmente não se renderão à beleza de Beatriz, A História de Lily Braun e Na Carreira, por exemplo. Ao lado de Mauro Senise, Romero Lubambo e seus outros músicos, ele mostra que música boa é para sempre.

Dos Navegantes, com Edu Lobo, Romero Lubambo e Mauro Senise:

Edu, Dori & Marcos é uma boa e peculiar reunião de gênios

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Por Fabian Chacur

Edu Lobo, Marcos Valle e Edu Lobo são amigos desde o início da década de 1960, quando davam os primeiros passos em suas carreiras. Chegaram a atuar como trio, mas logo cada um seguiu o seu caminho, embora a amizade tenha se mantido firme e forte durante esses mais de 50 anos. Agora, enfim chegou a hora de eles se reunirem em um projeto fonográfico, o CD Edu Dori & Marcos (Biscoito Fino), trabalho delicioso feito de forma bem peculiar e original.

O álbum não traz os três cantando e tocando juntos em nenhuma de suas 12 faixas. A concepção foi a seguinte: cada um escolheu quatro composições, sendo duas de cada colega, e se incumbiu dos vocais e direção musical. Ou seja, nenhum cantou músicas de sua própria autoria. A banda base que acompanhou os três traz os craques Cristóvão Bastos (teclados), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria) e Jessé Sadoc (sax), além de outros músicos de apoio.

Partindo desse princípio, tivemos a oportunidade, por exemplo, de ouvir Edu Lobo reler de forma inspirada Viola Enluarada e O Amor é Chama, de Marcos e Paulo Sérgio Valle. Ele, que optou por não tocar violão em suas gravações, também se deu bem nas duas canções pinçadas do repertório de Dori, as belas Na Ribeira Deste Rio e Velho Piano.

Por suar vez, Dori valeu-se de seu envolvente violão e voz grave para recriar com categoria Bloco do Eu Sozinho e Passa Por Mim, de Marcos Valle, e Dos Navegantes e Na Ilha de Lia No Barco de Rosa, de Edu Lobo. Valle, cantando e tocando piano, fecha o ciclo mandando bem em Saveiros e Alegre Menina, de Dori Caymmi, e Canto Triste e Corrida de Jangada, de Edu Lobo.

O clima do disco é centrado nas melodias, com um acento doce e envolvente. A alternância dos vocalistas dá uma diversidade bem bacana à audição do álbum, enquanto os arranjos investem em um clima intimista sem cair em algo introspectivo demais. Se fica a curiosidade de saber como teria sido se eles participassem das faixas uns dos outros, o resultado final da concepção de Edu Dori & Marcos nos proporcionou um CD belíssimo, consistente e artisticamente impecável.

Na Ribeira desse Rio– Dori Caymmi, Marcos Valle e Edu Lobo:

Edu Lobo faz show em SP com Romero Lubambo e M. Senise

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Por Fabian Chacur

Desde o seu estouro em 1967 como cantor, compositor e músico em um festival promovido pela TV Record com a música Ponteio, Edu Lobo só viu o seu prestígio aumentar. Um dos grandes nomes da geração anos 1960 da MPB, ele felizmente se mantém ativo e com novos projetos. O mais recente rendeu o elogiado CD Dos Navegantes, gravado em parceria com Romero Lubambo e Mauro Senise. Ele mostra o repertório deste álbum em São Paulo com show nesta quinta (19) às 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos custando R$ 245,00 (standard) e R$ 290,00 (premium).

Dos Navegantes reúne 11 composições de Edu Lobo, sendo uma delas a inédita Noturna (instrumental) e as outras 10 pinçadas das várias fases da carreira de Edu, com ênfase em momentos não tão conhecidos, embora da mesma qualidade que seus hits. Entre elas, temos Valsa Brasileira, Dos Navegantes, Gingado Dobrado, A Morte de Zambi e Toada.

O repertório do show deve incluir o repertório completo do CD do trio e mais alguns sucessos de seu protagonista, entre os quais Beatriz, História de Lily Braun e Choro Bandido. No palco, além dos três amigos, também teremos em cena a presença dos experientes Cristóvão Bastos (teclados), Luis Guello (percussão) e Bruno Aguiar (baixo).

Em seus mais de 50 anos de carreira, Edu Lobo soube como poucos mesclar bossa nova, música nordestina, música erudita e jazz, criando dessa forma uma sonoridade de acento próprio e brilhante. Suas parcerias com Chico Buarque geraram clássicos, mas sua obra vai muito além disso, e sempre abertas a novas experiências.

Com 62 anos, o violonista, guitarrista, compositor e arranjador carioca Romero Lubambo está radicado há anos nos EUA. Seu currículo inclui shows e gravações com gente do porte de Dianne Reeves, Cesar Camargo Mariano, Ivan Lins, Airto Moreira, Al Jarreau, Flora Purim e Grover Washington Jr, entre outros.

Por sua vez, Mauro Senise, de 57 anos, que toca sax, flauta e é arranjador, foi um dos fundadores do grupo de música instrumental Cama de Gato, e já trabalhou com Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento, Paulo Moura e Ney Matogrosso.

Gingado Dobrado– Edu Lobo, Romero Lubambo, Mauro Senise:

Edu Lobo celebra aniversário com DVD histórico e classudo

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Por Fabian Chacur

Se há uma palavra que define Edu Lobo é discreto. Ao contrário de colegas de geração como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento, este genial cantor, compositor e músico carioca sempre se manteve o mais distante possível do burburinho da mídia. Mantendo essa postura, ele comemorou 70 anos de vida com um ótimo DVD, Edu 70 Anos (Biscoito Fino). Coisa de craque, de quem põe a música sempre em primeiro lugar.

Desde o início de sua carreira, na década de 1960, Edu Lobo sempre se pautou por uma abordagem bastante particular e criativa da música brasileira, misturando com muita classe bossa nova, samba e especialmente ritmos nordestinos, valendo-se de elementos de jazz e música erudita oriundos de seu aprendizado formal como músico. Popular e sofisticado ao mesmo tempo.

Nessa trajetória, proporcionou ao público discos de alto gabarito e trilhas para teatro, balé e cinema. Compondo sozinho ou em parcerias com gente do naipe de Chico Buarque, Capinan, Aldyr Blanc, Paulo Cesar Pinheiro e Torquato Neto, entre outros, concretizou uma obra repleta de clássicos, canções que entraram para o cancioneiro nacional e de lá não sairão jamais.

Em Edu 70 Anos, o mestre relê 26 músicas acompanhado por uma orquestra de cordas e um grupo liderado pelo sempre inspirado tecladista e diretor musical Cristóvão Bastos. Os arranjos são classudos, e as interpretações de Edu, que se concentra nos vocais por não tocar mais violão ao vivo, são doces, precisas e bem melódicas.

Algumas participações especiais marcam o show, que foi gravado ao vivo em 29 de agosto de 2013 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Maria Bethânia marca presença em Ciradeiro e Pra Dizer Adeus. O parceiro fiel Chico Buarque é a atração em A História de Lily Braun, Lábia e Choro Bandido. A cantora Monica Salmaso está em A Mulher de Cada Porto, Coração Cigano e Valsa Brasileira.

Completa o time o filho de Edu, Bena Lobo, que mostra muito talento em No Cordão da Saideira e Ponteio. Os convidados também marcam presença na última faixa do show, Na Carreira. O repertório também inclui maravilhas como Chegança, Vento Bravo, Zanzibar, Frevo Diabo e Ave Rara. Lógico que faltam alguns clássicos, entre os quais Lero-lero e Viola Fora de Moda, mas Edu 70 Anos celebra com categoria uma carreira repleta de brilho.

Veja cenas do DVD Edu Lobo 70 Anos:

Série resgata dois clássicos do genial Edu Lobo

Por Fabian Chacur

Edu Lobo é um dos grandes gênios da história da nossa amada música popular brasileira. Só não é mais badalado e reverenciado por sua conhecida aversão ao contato constante com a mídia. Discreto, foge da badalação como o capeta da cruz. Sua obra, no entanto, é tão consistente como a de outros mestres da MPB. Boa prova é a recém-lançada caixa Dois Tons de Edu Lobo (Universal Music).

Filho do também compositor Fernando Lobo (autor de Chuvas de Verão e outros clássicos da MPB), Edu nasceu em 29 de agosto de 1943 e se tornou conhecido no cenário musical muito cedo. Ele estourou nas paradas de sucesso com a música Ponteio, vencedora do Festival da Record de 1967. Ao invés de aproveitar aquele momento em termos comerciais, preferiu estudar e aprofundar seus conhecimentos musicais. Ele é parceiro musical de gente como Chico Buarque, Gianfrancesco Guarnieri, Cacaso e muitos outros do mesmo altíssimo gabarito.

Se perdeu em popularidade, ganhou em reconhecimento entre os colegas e em consistência artística. Com profundo conhecimento teórico, ele no entanto não se distanciou da música popular, em uma original mistura que inclui bossa nova e os ritmos nordestinos. Aliás, ele foi um dos responsáveis por forró, baião e outras variações da cultura nordestina ganharem sofisticação, sem perder a alma.

O produtor e pesquisador Thiago Marques Luiz reuniu em Dois Tons de Edu Lobo dois dos melhores, mais importantes e mais bem-sucedidos em termos comerciais álbuns da carreira desse grande artista. No formato caixa, com direito a embalagem luxuosa, encartes repletos de informações e as letras e fichas técnicas completas de cada canção, temos aqui Camaleão (1978) e Tempo Presente (1980).

Lero-Lero, um dos maiores sucessos comerciais da carreira de Edu Lobo e tema da novela global Sinal de Alerta, é a faixa mais conhecida de Camaleão. Prova de que é possível unir melodia bela e acessível, ritmo sofisticado e cativante e uma letra poética e direta, sem rodeios. Chega a ser inacreditável imaginar que essa música fez sucesso radiofônico na época.

O álbum conta com canções maravilhosas do naipe de O Trenzinho do Caipira (Bachianas Brasileiras nº2), versão com letra da obra de Villa-Lobos, Coração Noturno, Sanha da Mandinga, a releitura de seu clássico dos anos 60 Memórias de Marta Saré e duas instrumentais simplesmente cativantes, a faixa-título do álbum e Bate-Boca.

O grupo Boca Livre, então iniciando de forma decisiva sua ascensão rumo ao estrelato, marca presença em várias faixas de Camaleão e também de Tempo Presente, assim como o brilhante Antônio Adolfo. Aliás, os dois álbuns possuem boas semelhanças estruturais, incluindo dez faixas cada, sendo dois temas instrumentais (no caso de Tempo Presente, as belas Balada do Outono e Rio das Pedras).

Tempo Presente tem como diferenciais o fantástico dueto de Edu com Joyce Moreno em Rei Morto Rei Posto (Joyce também é coautora da faixa-título) e o incrível bate-bola vocal entre o autor de Ponteio e Dori Caymmi na envolvente Desenredo, que tem ecos de O Trenzinho do Caipira. Os grupos vocais Viva Voz e MPB-4 também estão presentes nesses trabalhos.

Com uma voz doce e sempre utilizada de forma inteligente, melódica e envolvente, Edu toca violão e se dedica com afinco aos arranjos e à escalação dos músicos, fazendo dessa forma aquilo que se convencionou chamar de “disco de produtor”, ou seja, no qual o astro da companhia procura também delegar espaços bacanas para que outros músicos participem com brilho de seus discos, sempre com ótimos resultados.

Camaleão e Tempo Presente são discos maravilhosos, daqueles que se recusam a envelhecer e que são marcos de um tempo em que músicas com esse alto gabarito não só eram reconhecidas pelos críticos como também conseguiam ocupar espaços nas programações de rádio, hoje algo praticamente impossível em meio ao domínio de gêneros mais popularescos e imediatistas. Que, provavelmente, sairão de cena rapidinho, ao contrário da obra de Edu Lobo, cada dia mais importante e boa de se ouvir.

Ouça Lero-Lero, com Edu Lobo:

Generosos extras tornam o DVD de Uma Noite Em 1967 ainda melhor do que o ótimo documentário

Por Fabian Chacur

Uma Noite Em 67 é um dos melhores documentários já feitos tendo a música popular brasileira como tema.

O filme dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil retrata de forma brilhante o 3º Festival da Música Popular Brasileira, realizado pela TV Record em 1967 e um marco na história de nossa música.

Já escrevi em Mondo Pop sobre a atração.

Agora, tive a oportunidade de conferir a edição em DVD, que merece a palavra sublime como adjetivo a denotar sua alta qualidade.

Aos 85 minutos do filme, foi acrescentado mais ou menos o mesmo tempo de extras.

Esse material amplia o universo abordado pelo documentário de forma magnífica.

Temos, por exemplo, entrevistas com alguns dos integrantes da atuante plateia daquele evento, entre os quais a incrível jornalista Telé Cardim, que rouba a cena com seu carisma e deliciosas memórias.

Foram 12 as músicas finalistas da competição musical. As cinco primeiras foram abordadas no documentário.

Seis das outras sete ficaram para os extras, com direito a detalhes bacanas sobre cada uma delas e a execução das mesmas na íntegra.

Só ficou faltando Ventania, de Geraldo Vandré, que sequer é citada no filme ou nos extras.

Certamente para evitar problemas legais que poderiam ser causados pelo polêmico autor e intérprete. Mas não faz falta…

No segmento intitulado Causos, temos histórias adicionais daquele festival e também da época, contados por Chico Buarque, Caetano Veloso, Marília Medalha, Ferreira Gullar e outros.

Uma Noite em 67, o DVD, é uma fantástica viagem a uma era em que a música no Brasil era encarada como algo que ia muito além de simples notas em partituras interpretadas por seres humanos iguais a nós.

Este DVD equivale a uma verdadeira aula de história e música feita de forma fluente, gostosa e cativante.

Um presentão que todo fã de música popular brasileira de verdade precisa dar para si.

Ouça Ponteio, a vencedora do festival:

Uma Noite Em 67 emociona fãs da MPB

Por Fabian Chacur

O festival da música popular brasileira realizado pela TV Record em 1967 foi um dos grandes marcos da história da nossa MPB. Por isso, nada mais oportuno do que um documentário sobre o mesmo, focado na final da competição. Trata-se de Uma Noite Em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil, já em exibição nos cinemas.

O filme mostra cenas da época e também entrevistas atuais com os principais personagens do festival, com direito a depoimentos divertidos, emocionantes e saborosos.

Para quem não sabe, ou não se lembra, eis os vencedores, na ordem: Ponteio– Edu Lobo e Marília Medalha; Domingo No Parque, Gilberto Gil e Mutantes; Roda Vida– Chico Buarque e MPB-4; Alegria, Alegria, Caetano Veloso e Beat Boys e Maria Carnaval e Cinzas, Roberto Carlos.

O alto nível dos participantes e o clima de efervescência cultural que o Brasil vivia naquele 1967 se mostram escancarados durante a produção.

Uma era de esperança, empolgação e felicidade, mesmo em meio a uma ditadura militar. No ano seguinte, com o endurecimento do regime, as coisas mudariam, como bem sabemos.

Só faltou uma coisa para Uma Noite Em 67 merecer nota dez. Durante toda a sua duração, fala-se sobre a importância do público, e de sua condição de um dos protagonistas do evento. Uma personagem até é citada, Telé Cardim, que recebeu o apelido de “musa das vaias”, por usar um vestido com um Ú.

Aí, fica a pergunta: porque não colocar no filme ao menos alguns depoimentos de integrantes desse público? Dizem que Telé aparecerá nos extras do futuro lançamento em DVD. Mas e quem pagou 18 contos para ver no cinema, como fica? Afinal, o documentário tem apenas 93 minutos. Dava para encaixar representantes desse público sem o menor problema.

Seria essencial incluir esse lado na produção. Será que houve algum preconceito por parte dos realizadores, que preferiram só mostrar a cara dos astros, jurados e jornalistas, deixando a plateia em segundo plano? Fica a pergunta. Mas não deixe de ver Uma Noite Em 67 por causa disso. Ou então espere o DVD.

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