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Elton John comemora 70 anos com um evento beneficente

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Por Fabian Chacur

Elton John comemora 70 anos de idade neste sábado (25). Como forma de unir o útil ao agradável, ele realizará nessa data um evento de gala que celebrará não só essa efeméride, mas também os 50 anos da incrível parceria com o poeta e letrista Bernie Taupin, iniciada em 1967. A cerimônia terá apresentação do ator Rob Lowe e performances musicais de convidados como Lady Gaga.O local é o Red Studio, em Los Angeles.

O bacana é que toda a arrecadação será destinada à Elton John Foundation (EJAF), que assiste vítimas e entidades que ajudam a combater e a apoiar as vítimas da Aids desde 1993, e o The Hammer Museum, da UCLA (Universidade da Califórnia), que abriga exposições e apoia a arte. Nada mais lógico para um artista que durante toda a sua carreira sempre teve como marca o auxílio a causas nobres das mais diferentes origens, sempre de forma generosa e sincera.

Os números que envolvem a carreira deste cantor, compositor e músico britânico são impressionantes. Ele vendeu mais de 250 milhões de álbum em todo o planeta. Teve 58 singles entre os 40 mais vendidos nos EUA, fez mais de 3.500 shows em mais de 80 países, faturou 12 troféus Ivor Novello, 6 Grammys, um Oscar e um Tony, além de ser membro do Rock And Roll e do Songwriters Hall Of Fame, e ter o título de sir e também o de Cavaleiro de Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II.

Elton John nos visitou para shows pela primeira vez em 1995, e já tem datas marcadas para retornar ao nosso país. Ele fará shows, junto com James Taylor, em Curitiba (31/3- Pedreira Paulo Leminski- Curitiba), 1º/4 (Praça da Apoteose- Rio), 4/4 (Anfiteatro do Beira Rio- Porto Alegre) e 6/4 (Allianz Parque- São Paulo).

Leia o belo depoimento de Elton enviado à imprensa em comunicado pela sua gravadora, falando sobre seus planos para o futuro:
“Estou interessado em avançar o tempo todo, com o que eu crio, com as minhas colaborações, e também descobrindo o trabalho de outras pessoas. Acho que a idade é irrelevante, desde que possamos manter nossa mente viva e aberta para o novo. Eu posso ficar empolgado por um artista novo que toca para mim o seu demo como posso ficar com um novo álbum de um dos meus heróis musicais. Eu posso ficar empolgado ao me apresentar em uma nova cidade onde nunca toquei antes, ou revisitando um lugar que conheço bem e ver como ele está mudado. A vida está em um constante estado de fluxo para todos nós, e eu gosto de abraçar isso. Também me sinto muito feliz em usar o meu nome para chamar atenção para a injustiça no mundo e para tentar ajudar sempre que possível. Atualmente, estou mais feliz do que jamais estive.”

Quer ler diversas outras matérias de Mondo Pop sobre esse verdadeiro gênio da música pop? Entre aqui .

Veja o emocionante vídeo em homenagem aos 70 anos de Elton John:

Leonard Cohen e Leon Russell gravaram com Sir Elton John

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Por Fabian Chacur

2016 tem sido um ano absurdamente triste para os fãs de boa música. As perdas são absurdas, e mais duas se somam a tantas outras ocorridas até o momento. São as do cantor, compositor e poeta canadense Leonard Cohen e do cantor, compositor e músico americano Leon Russell, dois artistas que nos deixaram legados de valor incalculável. Ambos tem algo em comum: são ídolos e trabalharam com ninguém menos do que Sir Elton John.

A parceria do autor de Goodbye Yellow Brick Road com Leon Russell ocorreu em 2010, com o lançamento do álbum The Union. Um trabalho histórico por várias razões, entre outras o fato de ter sido o primeiro CD que Elton dividiu inteiro com outro artista, e por ter resgatado de um recente anonimato um grande artista. The Union (leia a crítica de Mondo Pop aqui) equivale a uma verdadeira aula de música, e concretizou o sonho de Elton, que sempre citou Russell como um de seus ídolos e grande influência musical. Chegou ao nº 3 nos EUA. Uau!

O álbum com o fã ilustre ajudou a resgatar Leon Russell. Nascido nos EUA em 2 de abril de 1942, ele se tornou conhecido inicialmente como um excepcional músico de estúdio, tocando piano e teclados em trabalhos de artistas diversos, entre os quais The Beach Boys, Jan & Dean, Bob Dylan e inúmeros outros. O estouro de sua composição Delta Lady, gravada por Joe Cocker, ajudou a abrir caminhos para uma atuação mais destacada como artista solo e sideman.

Como diretor musical e pianista, ele esteve ao lado de Joe Cocker no álbum duplo Mad Dogs And Englishmen (1970), registro de uma turnê que é considerada por gente do alto gabarito de Kid Vinil como uma das mais marcantes da história, e na qual Russell aparece com grande destaque. Ele gravou vários discos solo de sucesso nos anos 1970, e viu canções de sua autoria como Superstar, Delta Lady e a Song For You serem regravadas por inúmeros outros artistas.

Leonard Cohen também entrou na discografia de Elton John na base do dueto. Neste caso específico, em uma única faixa, Turn To Lose, incluída no álbum Duets, no qual o astro britânico gravou canções alheias de sua preferência ao lado de diversos amigos famosos do porte de Little Richard, Don Henley, Gladys Knight e George Michael. Vale lembrar que o astro britânico dos mil óculos participou do álbum tributo Tower Of Song- The Songs Of Leonard Cohen, interpretando I’m Your Man.

Nascido no Canadá em 21 de setembro de 1942, Leonard Cohen iniciou sua carreira no mundo das artes como poeta, tendo lançando seu primeiro livro em 1956 (Let Us Compare Mythologies). Ele entrou no cenário musical em 1967 como álbum Songs Of Leonard Cohen, no qual se sobressaíam suas canções introspectivas, com letras profundas conduzidas por uma voz grave e fora dos padrões do pop-rock da época.

Com o tempo, não se tornou um vendedor de milhões de discos ou teve suas músicas tocando o dia todo nas rádios, mas ganhou um fã-clube fiel, composto por inúmeros nomes famosos. A diversidade desses artistas influenciados por ele pode ser bem exemplificada por dois álbuns celebrando sua obra. Um é I’m Your Fan- The Songs Of Leonard Cohen (1991), que traz astros do rock alternativo como R.E.M., Lloyd Cole, Pixies, John Cale e Ian McCulloch.

Por sua vez, Tower Of Song- The Songs Of Leonard Cohen (1995) inclui um elenco de nomes mais afeitos ao mainstream, do porte de Elton John, Sting, Willie Nelson, Peter Gabriel e Suzanne Vega. Canções como Suzanne, So Long Marianne, Tower Of Song, Bird On The Wire, I’m Your Man e Sister Of Mercy são campeãs de regravações. Hallelujah entrou até em trilha de novela e em reality show musical! Universalidade perde. Seu mais recente álbum, You Want It Darker, saiu há poucos dias, e tem a morte como tema principal.

Born To Lose– Elton John & Leonard Cohen:

Elton John retoma suas raízes no CD Wonderful Crazy Night

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Por Fabian Chacur

Uma das marcas de Elton John era sempre gravar seus discos com os músicos que o acompanham em shows, com raras exceções, como o álbum Victim Of Love (1979). Ele quebrou essa tradição nos CDs The Union (2010), gravado em parceria com Leon Russell, e The Diving Board (2013). Pois ele acaba de retomar esse costume em seu recém-lançado Wonderful Crazy Night. E com muita classe, por sinal.

Com dez músicas em sua versão standard e quatro adicionais na ainda inédita no Brasil super deluxe edition (são elas Free And Easy, Children’s Song, No Monsters e England And América), Wonderful Crazy Night é um trabalho no qual o consagrado cantor, compositor e pianista deixa de lado os flertes com outras tendências que vez por outra realiza para investir na sonoridade que o consagrou. Sem surpresas para quem o acompanha, mas também sem decepções, no geral.

A festa começa com a excelente faixa título, rock balançado com clima de New Orleans (Dr. John, Allen Touissaint). In The Name Of You tem levada funkeada, e traz o espírito do incrível álbum Rock Of The Westies (1975). Claw Hammer conta com um clima meio misterioso e envolve com classe o ouvinte. A balada Blue Wonderful vem a seguir e tem a cara das canções românticas de Elton nos anos 1980.

I’ve Got 2 Wings tem um leve tempero country e vocação pop. A Good Heart é aquela balada de fato, mais lenta e com bela melodia. Looking Up é um pop rock dançante delicioso com direito a belíssimas passagens de piano e guitarra. Guilty Pleasure segue os cânones do rock básico, com direito a belos riffs de guitarra. Tambourine é uma balada pop leve, e The Open Chord encerra o álbum novamente soando anos 1980.

Vale elogiar o trabalho costumeiramente impecável de Davey Johnstone (guitarra), Nigel Olsson (bateria) e Ray Cooper (percussão), que tocam com Elton John há mais de 40 anos. Os recrutas mais recentes John Mahon (percussão), Matt Bissonette (baixo) e Kim Bullard (teclados) também se mostram muito competentes na missão de dar ao álbum uma sonoridade consistente e personalizada.

Se não tem mais a mesma potência sonora dos bons tempos, a voz de Elton John ainda consegue desempenhar a contento. O novo CD prova que, às vésperas de completar 69 anos (o que ocorrerá no próximo dia 25 de março), o autor de Goodbye Yellow Brick Road continua disposto a oferecer novas e boas canções aos seus milhões de fãs. Isso, mesmo sendo dono de um verdadeiro e extenso arsenal de hits. Acomodação definitivamente não é com ele.

Wonderful Crazy Night (live)- Elton John:

Looking Up (live)- Elton John:

In The Name of You– Elton John:

Smokey Robinson relê hits ao lado de amigos bem famosos

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Por Fabian Chacur

Smokey Robinson é o tipo do artista que merece a alcunha de lenda viva. E não é para menos. Um dos fundadores da Motown Records ao lado de Berry Gordy, ele é um cantor excepcional, compositor repleto de clássicos no currículo e uma das figuras mais simpáticas do meio musical. É o seu legado que é celebrado neste excelente Smokey & Friends (Universal Music), no qual relê 11 de suas canções mais famosas ao lado de amigos bastante conhecidos. Uma aula de música pop.

Com produção a cargo do experiente Randy Jackson, que muitos conhecem como um dos jurados do reality show musical American Idol, Smokey & Friends apresenta cada canção com classe, sendo que os convidados não escondem a emoção de gravar com um cara que foi considerado o grande poeta da música pop por ninguém menos do que Bob Dylan, e que foi homenageado por George Harrison (um beatle!) na bela música Pure Smokey, de 1976.

O CD abre com tudo, em dueto com Elton John na sublime The Track Of My Tears. Steven Tyler, do Aerosmith, é o convidado em You Really Got a Hold On Me, que muita gente conheceu na bela regravação dos Beatles e cuja versão original é do grupo que consagrou o astro da Motown, Smokey Robinson & The Miracles. Os garotões Miguel, Aloe Blacc e JC Chasez fizeram bonito em My Girl, aquela maravilhosa canção imortalizada pelos Temptations.

Cruisin’, um dos momentos mais bem-sucedidos da carreira solo de Smokey Robinson, aparece aqui em dueto com Jessie J. John Legend incorporou bem a ótima Quiet Storm, canção tão importante e influente que deu nome a um tipo de programação de rádio nos EUA dedicado a canções de black music ao mesmo tempo suaves e intensas.

O habitualmente exagerado CeeLo Green aparece mais contido e estiloso ao lado de Smokey na releitura de The Way You Do The Things You Do, lançada pelos Temptations nos anos 60 e com uma belíssima gravação do grupo britânico UB 40 nos anos 1980. A diva Mary J. Blige dá um banho em Being With You, enquanto James Taylor se entrosa às mil maravilhas com o dono da festa na ótima Ain’t That Peculiar.

Sheryl Crow é a parceira do homenageado na maravilhosa The Tears Of a Clown, enquanto a ótima Ledisi mostra muita personalidade na intensa Ooh Baby Baby. O álbum é encerrado com uma releitura bem pra cima de Get Ready, sucesso com os Temptations e o Rare Earth, desta vez na voz de Gary Barlow, conhecido como integrante da boy band Take That.

Smokey & Friends atingiu o 12º lugar na parada americana logo na semana de seu lançamento por lá, o melhor desempenho de um álbum do artista. Nada mais merecido, pois aos 74 anos seu falsete continua único, e o entrosamento que demonstrou com os amigos convidados para esse projeto é coisa de quem sabe unir arte e profissionalismo em doses perfeitas. Uma delícia de CD!

The Track Of My Tears – Smokey Robinson e Elton John:

You Really Got a Hold On Me- Smokey Robinson e Steven Tyler:

Reedição de CD de Elton John deixa a desejar

Por Fabian Chacur

Goodbye Yellow Brick Road (1973) marca um dos momentos mais inspirados da carreira desse verdadeiro gênio da música pop e do rock que atende pelo nome artístico de Elton John. Figurinha fácil entre os melhores álbuns de todos os tempos, essa obra-prima acaba de ser relançada no Brasil pela Universal Music em edição comemorativa de seus 40 anos de existência. Uma reedição que poderia ser bem melhor.

O álbum duplo é na verdade uma espécie de edição resumida de um pacote mais extenso e só disponível em edição importada. Nesta box set, foram incluídos um CD com versão remasterizada do álbum original, dois CDs com o conteúdo do show realizado pelo astro em dezembro de 1973 no Hammersmith Odeon, em Londres, um quarto CD com nove releituras de faixas do álbum por artistas atuais e também lados B e gravações lançadas originalmente em singles, e um DVD.

Este DVD inclui o especial Elton John Say Goodbye To Norma Jean And Other Things, feito em 1973 e no qual Elton e seus músicos falam sobre o álbum recém-lançado e também sobre a carreira até ali. O pacote ainda traz um livreto com 100 páginas contendo fotos e entrevistas. Um pacote repleto de novidades para atiçar a curiosidade dos fãs mais detalhistas da parceria Elton John e seu letrista genial Bernie Taupin.

No álbum duplo (também lançado lá fora), temos apenas a versão remasterizada do disco original e um segundo CD com as regravações dos hits de Elton e 9 das 18 faixas do álbum ao vivo. A embalagem digipack é belíssima, mas o encarte incluído traz apenas um ótimo texto sobre o álbum, omitindo as letras e as artes feitas para cada música contidas no lançamento original. Ter o disco sem esse encarte é tê-lo de forma mutilada.

Ou seja, esse álbum duplo acaba sendo apenas um aperitivo para o colecionador, e inadequado para quem não tem o disco original. Nesse caso, é preferível comprar uma versão simples do disco, com o encarte completo. Uma boa solução, neste último ponto, teria sido fazer como na reedição de Quadrophenia, do The Who, lançado pela mesma gravadora, que contém dois encartes, um com as letras e ficha técnica e outra contando a história do álbum.

As faixas gravadas ao vivo são excelentes, e flagram Elton acompanhado por sua incrível banda de apoio, da qual fazem parte Davey Johnstone (guitarra, com ele até hoje), Nigel Olsson (bateria, também na banda até os dias atuais), o saudoso Dee Murray (baixo) e o endiabrado Ray Cooper (percussão). Melhor seria lançar as 18 faixas em um álbum-duplo à parte.

Embora produzidas pelo consagrado Peter Asher (James Taylor, Linda Ronstadt, 10.000 Maniacs etc) em parceria com o próprio Elton John, as nove faixas com artistas atuais não acrescentam nada às gravações originais e perdem de goleada para as mesmas, com artistas insossos como Ed Sheeran, Hunter Hayes, Miguel, Imelda May e Fall Out Boy. De novo, teria sido melhor ampliar o elenco e lançar um disco-tributo ao álbum de forma individual.

Seja como for, vale ressaltar a importância e a qualidade musical desse álbum, que mais parece uma coletânea, ao incluir tantos hits, entre os quais a faixa título, Saturday Night’s Alright For Fighting, Candle In The Wind, Roy Rogers, The Ballad Of Danny Bailey(1909-34) e Benny And The Jets. Tipo do disco que não pode faltar na coleção de quem é fã do melhor rock e da melhor música pop. Elton John rules!

Goodbye Yellow Brick Road em detalhes

(*) O álbum saiu no Brasil em 1973 no formato LP simples, com apenas 10 das 17 faixas contidas no disco original. Eis a ordem: Lado AGoodbye Yellow Brick Road, This Song Has No Title, Harmony, Funeral For a Friend, Love Lies Bleeding. Lado B: Roy Rogers, Grey Seal, Candle In The Wind, Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock ‘N’ Roll), Saturday Night’s Alright For Fighting. As faixas restantes foram sendo lançadas aos poucos nos anos seguintes pela hoje extinta gravadora RGE em compactos simples, duplos e em compilações feitas especialmente para o mercado nacional.

(*) A faixa Social Disease conta com a participação especial de Leroy Gomez tocando saxofone. Esse artista ficaria mais conhecido em 1977 ao ser vocalista principal no primeiro álbum do grupo de disco music Santa Esmeralda. É dele a voz na gravação de Don’t Let Me Be Misunderstood que invadiu as pistas de dança de todo o mundo.

(*) A faixa All The Girls Love Alice traz backing vocals de Kiki Dee. Sim, a mesma que, em 1976, gravaria em dueto com Elton John a música Don’t Go Breaking My Heart, que curiosamente durante muitos anos foi a única no formato single do astro a atingir o número 1 na Inglaterra. Essa escrita seria quebrada em 1990, quando Sacrifice chegou ao topo por lá.

(*) A única música não inédita do álbum é The Grey Seal, lançada originalmente em 1970 como lado B do single Rock And Roll Madonna. Aqui, ela aparece em uma regravação. A versão original aparece como faixa-bônus de uma reedição de 2003 do álbum e também do box set lançado este ano pela Universal Music no exterior.

(*) Elton John pretendia gravar Goodbye Yellow Brick Road na Jamaica, inspirado pelos Rolling Stones, que fizeram isso com seu álbum Goats Head Soups (1973). Ele e sua banda foram para lá e até começaram a trabalhar, mas não demorou para que ficasse claro a impossibilidade de se realizar o trabalho pelas condições precárias dos estúdios. Aí, ele viajaram para a França e gravaram no mesmo castelo onde foi registrado o célebre Honky Chateau (1972). A faixa Jamaica Jerk-Off é inspirada nessa passagem desastrada, e é creditada ironicamente a “Reggae Dwight e Toots Taupin”.

(*) O encarte do álbum original traz ilustrações para cada canção, feitas por David Larkham, Michael Ross e David Scutt, sendo que a ilustração da capa leva a assinatura de Ian Beck. A de Dirty Little Girl lembra Janis Joplin, embora não tenha sido ela a inspiração para a canção.

(*) Candle In The Wind, a arrepiante homenagem a Marilyn Monroe, fez sucesso em três décadas consecutivas. Primeiro, nos anos 70, em sua versão original incluída em Goodbye Yellow Brick Road e lançada em compacto simples. Em 1987, a canção estourou nos EUA em gravação ao vivo com orquestra extraída do álbum duplo Live in Australia with the Melbourne Symphony Orchestra. O terceiro boom da canção ocorreu em 1997, quando o artista a regravou desta vez dedicando-a à “English Rose”, no caso a Princesa Diana, grande amiga dele e morta em um trágico acidente de carro. Lançada no formato single, tornou-se um fenômeno de vendas.

(*) A história deste álbum pode ser conferida no DVD Classic Albums-Goodbye Yellow Brick Road, lançado em 2001 pela Eagle Rock e no Brasil pela extinta ST2. O documentário é repleto de detalhes, com direito a entrevistas com Elton John, Bernie Taupin e os músicos e produtores envolvidos na realização deste álbum maravilhoso.

Saturday Night’s Alright For Fighting, com Elton John:

Documentário Elton John Say Goodbye To Norma Jean And Other Things:

Elton John lança o setentista The Diving Board

Por Fabian Chacur

Elton John é daqueles artistas raros no mundo da música pelo fato de possuir uma obra extensa e repleta de êxitos em termos artísticos e comerciais. Aos 66 anos de idade, continua mais ativo do que nunca, como prova o lançamento de mais um álbum de inéditas, The Diving Board. Pode não ser o seu melhor trabalho, mas é bastante respeitável, com direito a algumas músicas muito interessantes.

Comecemos a análise pelas peculiaridades. A primeira é a ausência dos músicos Davey Johnstone (guitarra) e Nigel Olsson (bateria), presença constante em seus álbuns desde os anos 70 e também nos shows (tocaram com ele no Brasil em seu show realizado no último mês de fevereiro, por exemplo). Em seus lugares, músicos de estúdio, entre os quais o baixista e produtor Raphael Saadiq (ex-Tony!Toni!Toné) e o guitarrista Doyle Bramhall II (conhecido por seus trabalhos com Eric Clapton).

A sonoridade do álbum remete aos discos iniciais de Elton no setor baladas, com influências de gospel e música clássica e clima ora introspectivo, ora soul que marcaram álbuns como Elton John (1970) e Madman Across The Water (1971). São músicas com menos apelo pop do que os grandes hits do astro britânico, mas consistentes e repletas de espaços para o piano.

Aliás, o ponto alto do autor de Rocket Man neste álbum é mesmo o piano, com direito a arranjos fluentes, envolventes e caprichados em cada música. O ponto negativo fica por conta da voz do mestre, que nos últimos 13 anos perdeu boa parte de sua cristalinidade dos bons tempos, tornando-se mais áspera e menos melódica, algo bem nítido, por exemplo, na faixa My Quicksand. Ao vivo, essa deficiência se mostra ainda mais evidente.

Mesmo assim, o álbum nos traz momentos muito bacanas, como A Town Called Jubilee, Take This Dirty Water, Voyeur, Home Again e Mexican Vacation (Kids In The Candlelight). Em algumas canções, os backing vocals ajudam a dar uma disfarçada no timbre “pato rouco” do Elton John atual, dando uma roupagem inclinada para a gospel music tradicional, praia em que ele sempre mostrou talento.

A edição lançada no Brasil, em belíssima capa digipack que não inclui uma única foto do músico, tem quatro faixas bônus: a inédita Candlelit Bedroom e versões ao vivo de Home Again, Mexican Vacation (Kids In The Candlelight) e The New Fever Waltz. The Diving Board é um disco à altura do mito Elton John, e certamente agradará muito seus fãs mais fieis, embora provavelmente não lhe traga novos entusiastas. Uma obra para conhecedores que se disponham a ouvir mais de uma vez para ir aos poucos descobrindo suas belas filigranas.

Veja Elton John ao vivo no Brasil em fevereiro de 2013:

Elton John e Pnau lançam melhor CD do ano

Por Fabian Chacur

Elton John voltou a emplacar um álbum no primeiro posto da parada britânica após 22 longos anos. Mas há uma grande diferença entre o trabalho que conseguiu tal façanha anteriormente, Sleeping With The Past, comparado ao atual, Good Morning To The Night, que na verdade é creditado a Elton John VS Pnau e acaba de sair no Brasil via Universal Music.

Sleeping With The Past é um CD irregular e que tinha como destaque a xaroposa balada Sacrifice, grande sucesso comercial mas bem longe de ser uma das melhores músicas desse verdadeiro gênio da música pop.

Por sua vez, Good Morning To The Night se trata não só de um álbum excepcional, como também marca uma colaboração entre ele e o duo australiano Pnau, do qual você, leitor, provavelmente nunca ouviu falar. Pois vamos lá. Criado em Sidney, Austrália, e integrado por Nick Littlemore (vocal e produção) e Peter Mayes (guitarra e produção), a dupla lançou seu primeiro álbum, Sambanova, em 1999.

Desde o início, o duo se destacou pelo fato de construir suas músicas baseando em trechos de obras alheias. Em 2007, seu álbum intitulado Pnau recebeu grandes elogios por parte de Elton John, que não só fez muita propaganda gratuita da banda como começou a planejar um projeto em parceria com eles.

Littlemore e Mayes, que tem também outro projeto paralelo, o Empire Of The Sun (que já lançou dois álbuns), tiveram acesso a todas as fitas masters das gravações originais das músicas do autor de Candle In The Wind, com a liberdade de fazer o que quisessem. E o resultado não poderia ter sido melhor.

Os músicos mergulharam especialmente na discografia do cantor, compositor e tecladista britânico gravada durante os anos 70, sem dúvidas o seu período áureo, e de lá extraíram o material que gerou oito novas obras.

Cada nova canção é oriunda de trechos de diversas outras. Tipo quatro compassos de uma, o riff instrumental de outra, a passagem instrumental em outra rotação de mais outra e assim por diante. Para juntar tudo, criaram algumas partes instrumentais e vocais adicionais (tudo bem, rimou, mas vai ficar assim mesmo!).

Já sei o que você deve estar pensando. “Isso deve ter gerado um verdadeiro ‘rock do australiano doido’, um ‘frankenstein pop mais apavorante do que o monstro criado pela escritora Mary Shelley”.

No entanto, o resultado saiu absolutamente fantástico. Os australianos demonstraram um talento de verdadeiros ourives, valendo-se de trechos de canções já maravilhosas na origem com sensibilidade e bom senso, mostrando que nenhum método de trabalho na arte pode ser rejeitado de antemão.

Para quem, como eu, conhece bem o repertório de Elton John, foi extremamente divertido ouvir cada música e reconhecer de onde vinha cada um de seus trechos. Aliás, foi uma vírgula, continua sendo, pois cada nova audição permite descobrir mais elementos escondidos aqui e ali, várias vezes encaixados de forma totalmente inesperada.

No caso de quem não tem esse conhecimento, a coisa é provavelmente ainda melhor, pois as faixas fluem de forma deliciosa, soando como se fossem mesmo canções feitas originalmente no formato habitual.

O álbum é bem diversificado e bom de se ouvir, com direito a canções bem balançadas como Good Morning To The Night, Sad e Phoenix (a minha favorita), a quase reggae Black Icy Stare, a balada atmosférica Foreign Fields, a baladona soul Telegraph To The Afterlife, o rock soul a la sixties Karmatron e a instrumental sinfônica Sixty.

Sim, espertinho, você percebeu que eu citei as oito faixas do álbum, pois esse trabalho é bom como um todo. E o bacana é que Littlemore e Mayes não se limitaram a usar trechos de grandes hits. Pelo contrário. Eles resgataram diversas pérolas preciosas que apenas quem curte Elton de forma mais detalhista conhecem.

Good Morning To The Sky é a prova material de que é possível ser inventivo e criar material com forte apelo comercial ao mesmo tempo. Para mim, um dos melhores álbuns lançados em 2012, se não for o melhor.

Conheça as músicas de Elton John que tiveram elementos utilizados pelo Pnau em cada faixa de Good Morning To The Night:

– Good Morning To The Night: Philadelphia Freedom, Mona Lisa And Mad Hatters, Funeral For a Friend, Tonight, Gulliver/It’s Hay Chewed, Sixty Years On (Live in Australia), Goodbye Yellow Brick Road e Someone Save My Life Tonight.

-Sad: Nice And Slow, Crazy Water, Curtains, Sorry Seems To Be The Hardest Word e Friends.

-Black Icy Stare: Cold Highway, You’re So Static, Solar Prestige a Gammon.

-Foreign Fields: Pink, Someone Saved My Life Tonight, High Flying Bird, Sweet Painted Lady, Cage The Songbird e Chameleon.

– Telegraph To The Afterlife: Harmony, We All Fall In Love Sometimes, Funeral For a Friend, Sweet Painted Lady, I’ve Seen That Movie Too, Love Song e Indian Sunset.

-Phoenix: Grey Seal, Are You Ready For Love, Benny And The Jets, Someone Saved My Life Tonight, Where To Flow St Peter?, Love Lies Bleeding, Border Song, Country Love Song e Three Way Love Affair.

– Karmatron: Madman Across The Water, Funeral For a Friend, The Ballad Of Danny Bailey (1909-1934), Tonight, One Horse Town e Screw You.

-Sixty: Sixty Years On, Sixty Years On (Live In Australia), Sixty Years On (Live 17.11.70) e Indian Sunset.

Clipe de Sad, com Elton John VS Pnau:

Ouça Good Morning To The Night, com Elton John VS Pnau:

O genial Elton John faz 65 anos; e que gênio!

Por Fabian Chacur

O dia 25 de março é realmente muito especial para a história da música, especialmente o ocorrido no ano de 1947. Nele, nasceu na Inglaterra Reginald Kenneth Dwight, mais conhecido como Elton John.

Cantor, compositor e músico de primeiríssimo gabarito, Elton é um gênio, e não faltam argumentos para fundamentar tal afirmação.

Para começo de conversa, trata-se de um dos mais bem-preparados músicos no universo da música pop, com direito a formação erudita e tudo. Isso fica evidente para quem analisar seus discos com cuidado, pois as influências clássicas sempre se fazem presentes.

Toda essa bagagem foi ampliada quando o cara tomou contato com o rock and roll e o pop, e poucos compositores conseguiram misturar esses universos com tanta felicidade como ele.

Além de excelente tecladista e compositor, Elton é também um cantor excepcional, capaz de encarar rocks, funks, standards, country, soul e pop com rara personalidade e originalidade. Pastiche não é com ele!

Embora tenha vivido sua fase áurea entre 1970 e 1976, o mestre nunca deixou de nos oferecer obras legais nessas suas cinco décadas de carreira. Atrevo-me a dizer que ele tem, no mínimo, umas cem músicas excelentes, do tipo cinco estrelas, algo que poucos nomes por aí podem se gabar de ter.

Entre 1970 e 1976, período desse auge citado acima, ele lançou incríveis 12 álbuns, e me atrevo a dizer que rigorosamente todos são no mínimo bons ou ótimos. E olha que ele era pressionado a gravar toda hora e passou por uma idolatria por parte do público em todo o mundo.

Um bom exemplo: Captain Fantastic And The Dirt Brown Cowboy (1975) foi o primeiro álbum a estrear na parada americana direto no primeiro lugar. O segundo foi Rock Of The Westies (1976), do próprio Elton. Hoje, esse fato é banal, mas na época, ninguém havia conseguido tal façanha.

Outro: dá para imaginar que Skyline Pigeon, provavelmente seu maior hit no Brasil nos anos 70, só tenha feito sucesso por aqui? Mas é fato. A música saiu em uma versão com cravo no primeiro álbum do artista, em 1969 (Empty Sky).

Foi uma despretensiosa regravação, relegada ao lado B de compacto no exterior, que estourou por aqui, ao entrar na trilha sonora de uma novela global. E a música é linda! Ou seja, o cara tinha tantos hits potenciais que alguns até passavam batidos por aí…

A partir daí, alternou boas e más fases, mas nunca deixou de lotar todos os espaços onde tocou. Concordo que alguns de seus hits dos anos 80/90 são meio malas, tipo Nikita, Little Jeannie e Sacrifice, mas para cada uma dessas, ele tem no mínimo umas 20 irrepreensíveis.

E vale lembrar: ao vivo, Elton é simplesmente brilhante, conseguindo unir energia, carisma e um repertório sempre impecável. Nunca vou me esquecer do excepcional show que vi dele aqui em São Paulo em novembro de 1995, com mais de duas horas de duração e com uma música boa atrás da outra. Só sucessos!

Quando cheguei em casa, vi que ele poderia ter feito outro espetáculo, com a mesma duração e a mesma excelência em termos de set list, sem repetir uma única música e só se valendo de hits. Quantos artistas por aí poderiam fazer isso? Paul McCartney, Stevie Wonder e mais uma meia dúzia de outros.

Álbuns como Elton John (1970), Don’t Shoot Me I’m Only The Piano Player (1973), Goodbye Yellow Brick Road (1973), Captain Fantastic And The Dirt Brown Cowboy (1975) e Rock Of The Westies (1975) são apenas alguns de seus grandes álbuns, e merecem ser conferidos hoje, agora, já!

E o melhor: aos 65 anos, Sir Elton John continua na ativa, fazendo ótimos shows e lançando discos bacanas, como o que gravou ao lado de Leon Russell, por exemplo, The Union (2010). E vem mais coisas boas por aí, podem esperar.

Chega de papo! Ouça a seguir quatro das centenas de músicas desse cara que me proporciona tanto prazer desde que eu tinha meus 10 anos de idade. E parabéns, Tia Elton, você é demais!

Saturday Night’s Alright For Fighting:

Skyline Pigeon:

Rocket Man:

The Greatest Discovery:

O que ficará da edição 2011 do Rock in Rio?

Por Fabian Chacur

Acabou por volta das 5 da manhã (?) desta segunda (3) a quarta edição nacional do Rock in Rio, evento que em sua estreia, em janeiro de 1985, literalmente abriu as portas do melhor (e do pior) do pop/rock internacional para nós.

A coisa ficou tão boa para o circuito rocker por aqui que temos uma incrível oferta de artistas todos os anos, desde gênios com carreiras sacramentadas até novatos que acabaram de atingir a crista da onda, ou que estão nesse rumo.

O que fica do Rock in Rio 2011? Vou dar meus pitacos abaixo, e que venha 2013, para que a festa musical role novamente.

Assaltos e arrastões não podem ocorrer novamente

Parece óbvio, mas é inaceitável que alguém saia da sua casa/cidade/estado/país, rume ao Rio, fique horas para chegar à Cidade do Rock para, na cara do gol, ser assaltado e não ver rock algum. Só de ler isso já me tira a vontade de encarar essa maratona novamente.

Nomes onipresentes sempre estarão na programação

Não adianta chiar. Em 2013, certamente boa parte das atrações escaladas para a quinta edição nacional do festival já terão passado por aqui, sendo algumas por diversas vezes. Isso também ocorre no exterior. É o preço para quem virou mercado constante para o pop/rock gringo.

Rock in Rio significa rock, pop, axé, samba etc

Não adianta chiar 2- a missão. Festival de música no Brasil é sinônimo de misturança. Só mesmo os eventos de menor porte conseguem escalar apenas artistas de uma única praia. Você acha ruim? Não vá. Não tem jeito, é assim que funciona. Portanto, reze para que seu artista favorito não seja incluído em programação com outros que não lhe agradem. Ou veja só o que lhe interessa.

Ivete Sangalo é a primeira atração confirmada para 2013

Sou capaz de apostar: em 2013, Ivete Sangalo, a Grande Irmã da música brasileira, estará de novo no lineup do Rock in Rio. E quer saber? Ela merece. Sabe fazer show para grandes públicos com muito profissionalismo e talento. Eu não gosto e não vou, mas milhares de pessoas gostam e irão. Logo, podem me cobrar. Só se ela não quiser, ou se suas datas não coincidirem com a do festival. E vai rolar a festa de novo, vai rolar…

Venha quem vier, pode ter certeza de casa cheia

Impressionante como os Medina sabem organizar esses eventos monumentais. 700 mil pessoas no total, durante sete dias, com ingressos esgotados meses antes dos shows é coisa que mesmo lá fora fica difícil de rolar. Ou seja, não adianta torcer contra. É só anunciar a marca mágica Rock in Rio que o povo vai, toque quem tocar.

Sempre vão rolar furos na programação, faz parte

Será que alguém conseguirá me explicar o que levou os programadores a escalar Joss Stone e o Sepultura no palco secundário e o grupo Glória no principal? Certamente ninguém. Sempre teremos umas vaciladas assim. Também fazzz parrrte!

Veja o clipe com o hino do Rock in Rio 2011:

Um turbilhão de hits chamado Elton John

Por Fabian Chacur

Antes de qualquer pergunta: não, eu não estive pessoalmente no show de Elton John realizado na madrugada desta sexta-feira (23) no Rock in Rio. Vi o espetáculo pela TV, assim como fiz no show dele em 2009.

Posso, no entanto, me orgulhar de ter presenciado in loco a performance do astro britânico em sua primeira vinda ao Brasil, em novembro de 1995, com direito a Sheryl Crow na abertura.

Mas isso tudo é irrelevante. O importante é ver que o cantor, compositor e pianista inglês, hoje com 64 anos, continua sendo um adorável e emocionante entertainer.

A voz pode até não ser a mesma dos tempos áureos, mas ainda dá conta do recado de investir em alguns de seus clássicos.

Digo alguns porque se Tia Elton se meter a cantar todos os seus sucessos em um único espetáculo, certamente irá entrar para o livro Guiness dos recordes como o show de maior duração de todos os tempos.

Desde o início, com seu rock mais rascante, Saturday Night’s Allright For Fighting, até o final com a contagiante Crocodile Rock, o cara simplesmente deu um banho de profissionalismo, musicalidade, simpatia e jogo de cintura.

A seu lado, uma ótima banda da qual se sobressaem os amigos de fé, camaradas, Nigel Olsson (bateria) e Davey Johnstone (guitarra), com ele há quatro décadas e músicos de altíssimo quilate.

Tocando com muita disposição e swing, Elton e seus asseclas mergulharam em maravilhas como Rocket Man, Honky Cat, Benny And The Jets, Skyline Pigeon, Philadelphia Freedom e mesmo na ótima e recente (de 2010) Hey Ahab.

Um show de Elton John “ensanduichado” entre as estrelinhas ainda iniciantes Katy Perry e Rihana é no mínimo curioso, pois comparar sua obra com a das moças é covardia da grossa…

Veja o set list do show de Elton John no Rock in Rio:

Saturday Night’s Alright (For Fighting)
I’m Still Standing
Levon
Tiny Dancer
Philapelphia Freedom
Goodbye Yellow Brick Road
Rocket Man
Guess That’s Why They Call It the Blues
Hey Ahab
Honky Cat
Daniel
Don’t Let the Sun Go Down on Me
Skyline Pigeon
Bennie and the Jets
The Bitch is Back
Crocodile Rock

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