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O que ficará da edição 2011 do Rock in Rio?

Por Fabian Chacur

Acabou por volta das 5 da manhã (?) desta segunda (3) a quarta edição nacional do Rock in Rio, evento que em sua estreia, em janeiro de 1985, literalmente abriu as portas do melhor (e do pior) do pop/rock internacional para nós.

A coisa ficou tão boa para o circuito rocker por aqui que temos uma incrível oferta de artistas todos os anos, desde gênios com carreiras sacramentadas até novatos que acabaram de atingir a crista da onda, ou que estão nesse rumo.

O que fica do Rock in Rio 2011? Vou dar meus pitacos abaixo, e que venha 2013, para que a festa musical role novamente.

Assaltos e arrastões não podem ocorrer novamente

Parece óbvio, mas é inaceitável que alguém saia da sua casa/cidade/estado/país, rume ao Rio, fique horas para chegar à Cidade do Rock para, na cara do gol, ser assaltado e não ver rock algum. Só de ler isso já me tira a vontade de encarar essa maratona novamente.

Nomes onipresentes sempre estarão na programação

Não adianta chiar. Em 2013, certamente boa parte das atrações escaladas para a quinta edição nacional do festival já terão passado por aqui, sendo algumas por diversas vezes. Isso também ocorre no exterior. É o preço para quem virou mercado constante para o pop/rock gringo.

Rock in Rio significa rock, pop, axé, samba etc

Não adianta chiar 2- a missão. Festival de música no Brasil é sinônimo de misturança. Só mesmo os eventos de menor porte conseguem escalar apenas artistas de uma única praia. Você acha ruim? Não vá. Não tem jeito, é assim que funciona. Portanto, reze para que seu artista favorito não seja incluído em programação com outros que não lhe agradem. Ou veja só o que lhe interessa.

Ivete Sangalo é a primeira atração confirmada para 2013

Sou capaz de apostar: em 2013, Ivete Sangalo, a Grande Irmã da música brasileira, estará de novo no lineup do Rock in Rio. E quer saber? Ela merece. Sabe fazer show para grandes públicos com muito profissionalismo e talento. Eu não gosto e não vou, mas milhares de pessoas gostam e irão. Logo, podem me cobrar. Só se ela não quiser, ou se suas datas não coincidirem com a do festival. E vai rolar a festa de novo, vai rolar…

Venha quem vier, pode ter certeza de casa cheia

Impressionante como os Medina sabem organizar esses eventos monumentais. 700 mil pessoas no total, durante sete dias, com ingressos esgotados meses antes dos shows é coisa que mesmo lá fora fica difícil de rolar. Ou seja, não adianta torcer contra. É só anunciar a marca mágica Rock in Rio que o povo vai, toque quem tocar.

Sempre vão rolar furos na programação, faz parte

Será que alguém conseguirá me explicar o que levou os programadores a escalar Joss Stone e o Sepultura no palco secundário e o grupo Glória no principal? Certamente ninguém. Sempre teremos umas vaciladas assim. Também fazzz parrrte!

Veja o clipe com o hino do Rock in Rio 2011:

Um turbilhão de hits chamado Elton John

Por Fabian Chacur

Antes de qualquer pergunta: não, eu não estive pessoalmente no show de Elton John realizado na madrugada desta sexta-feira (23) no Rock in Rio. Vi o espetáculo pela TV, assim como fiz no show dele em 2009.

Posso, no entanto, me orgulhar de ter presenciado in loco a performance do astro britânico em sua primeira vinda ao Brasil, em novembro de 1995, com direito a Sheryl Crow na abertura.

Mas isso tudo é irrelevante. O importante é ver que o cantor, compositor e pianista inglês, hoje com 64 anos, continua sendo um adorável e emocionante entertainer.

A voz pode até não ser a mesma dos tempos áureos, mas ainda dá conta do recado de investir em alguns de seus clássicos.

Digo alguns porque se Tia Elton se meter a cantar todos os seus sucessos em um único espetáculo, certamente irá entrar para o livro Guiness dos recordes como o show de maior duração de todos os tempos.

Desde o início, com seu rock mais rascante, Saturday Night’s Allright For Fighting, até o final com a contagiante Crocodile Rock, o cara simplesmente deu um banho de profissionalismo, musicalidade, simpatia e jogo de cintura.

A seu lado, uma ótima banda da qual se sobressaem os amigos de fé, camaradas, Nigel Olsson (bateria) e Davey Johnstone (guitarra), com ele há quatro décadas e músicos de altíssimo quilate.

Tocando com muita disposição e swing, Elton e seus asseclas mergulharam em maravilhas como Rocket Man, Honky Cat, Benny And The Jets, Skyline Pigeon, Philadelphia Freedom e mesmo na ótima e recente (de 2010) Hey Ahab.

Um show de Elton John “ensanduichado” entre as estrelinhas ainda iniciantes Katy Perry e Rihana é no mínimo curioso, pois comparar sua obra com a das moças é covardia da grossa…

Veja o set list do show de Elton John no Rock in Rio:

Saturday Night’s Alright (For Fighting)
I’m Still Standing
Levon
Tiny Dancer
Philapelphia Freedom
Goodbye Yellow Brick Road
Rocket Man
Guess That’s Why They Call It the Blues
Hey Ahab
Honky Cat
Daniel
Don’t Let the Sun Go Down on Me
Skyline Pigeon
Bennie and the Jets
The Bitch is Back
Crocodile Rock

Você sabe tudo sobre Elton John? Prove já!

Por Fabian Chacur

Elton John será a grande atração da abertura da edição 2o11 do Rock in Rio, que volta à Cidade Maravilhosa após dez anos.

O show do cantor, compositor e tecladista britânico ocorrerá no dia 23 de setembro, e certamente será sensacional.

Afinal de contas, o autor de Goodbye Yellow Brick Road sempre se mostrou fera nos palcos, como provou em suas duas passagens anteriores pelo Brasil, em 1995 e 2009.

Mondo Pop resolveu fazer um desafio a você: qual é o seu conhecimento sobre a carreira de Elton? Entre no link abaixo, faça o nosso quiz e prove!

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Veja Elton John e Billy Joel em show no Japão

Por Fabian Chacur

Quando estourou mundialmente em 1977 com o megahit Just The Way You Are, Billy Joel foi apelidado por alguns críticos como o Elton John americano.

A comparação fazia sentido, pois ambos eram roqueiros com forte embasamento pop, grande habilidade como pianistas e compositores realmente consistentes, além de ótimos ao vivo.

Uma parceria entre os dois parecia algo natural, e isso acabou se concretizando a partir dos anos 90, quando fizeram vários shows e inclusive turnês conjuntas.

Para quem não teve a chance de ver a dupla ao vivo, sai no Brasil, a preço bem acessível, o DVD The Piano Men Live In Tokyo, que registra um show deles realizado em Tokio em 1998.

Na verdade, 0 espetáculo é mais focado em Joel, pois inclui nove músicas com o astro ianque, com apenas seis apresentando a dupla.

Juntos, eles mostram as canções de Elton Your Song, Don’t Let the Sun Go Down On Me e The Bitch Is Back, e os hits de Joel My Life, You May Be Right e Piano Man.

Sozinho, o americano nos oferece Angry Young Man, The Stranger, Just The Way You Are, Allentown, I Go To Extremes, The River Of Dreams, It’s Still Rock And Roll To Me e Big Shot, todas dele, além de uma bela releitura de Candle In The Wind, de Elton.

O show é ótimo, com excelente desempenho dos dois, acompanhados por suas ótimas bandas de apoio.

O momento mais divertido fica por conta de My Life, que Elton John canta usando máscara de Godzilla, arrancando gargalhadas de seu colega de espetáculo.

Veja My Life, com Elton “Godzilla” John e Billy Joel:

Mais sobre a trilha do filme Se Segura Malandro

Por Fabian Chacur

Depois de comemorar o fato de ter finalmente descoberto o nome da música de Isaac Hayes que toca em Se Segura Malandro, acho de bom tom falar mais um pouco mais sobre essa “película”.

Trata-se de um de meus filmes brasileiros prediletos, um momento mais do que genial do brilhante Hugo Carvana.

Lançado em 1978, Se Segura Malandro conta a história de um sujeito que tem uma rádio pirata.

O cara (papel vivido por Carvana) é o âncora da emissora, que se divide entre programas musicais e reportagens mostrando o dia a dia do Rio de Janeiro, contando com a ajuda da repórter Caloi Volante, papel vivido pela atriz Denise Bandeira.

Durante a programação da rádio Se Segura Malandro, o espectador tem a oportunidade de conferir várias histórias cotidianas típicas das grandes metrópolis, em um clima tragicômico irresistível.

A trilha sonora é simplesmente maravilhosa.

No entanto, que me conste, só foi lançado em disco, da mesma, um compacto simples com Plataforma de um lado e Quem Chegou Já Tá do outro.

O tema principal é Plataforma, uma das obras-primas da dupla João Bosco/Aldyr Blanc. Feijoada Completa, de Chico Buarque, também tem lugar importante durante a trama.

Quem Chegou Já Tá, do saudoso mestre Mário Lago, também toca com destaque no filme, na voz do próprio Carvana.

A genial Barra Pesada, do sambista Dicró, representa bem o lado mais popular do filme.

Além do já citado Isaac Hayes, outro astro internacional tem uma canção tocada durante Se Segura Malandro.

É Elton John, também com uma música não tão conhecida de seu vasto repertório.

Trata-se de Bite Your Lip (Get Up And Dance!), faixa que encerra o álbum Blue Moves, de 1976.

O filme ainda aguarda lançamento em DVD, o que espero que ocorra um dia desses. O Canal Brasil e a TV Cultura já exibiram Se Segura Malandro algumas vezes.

Um filme inesquecível e para sempre um dos indicados para levantar o meu astral em tempos ruins.

Ouça Plataforma, com João Bosco:

Ouça Bite Your Lipe (Get Up And Dance!) com Elton John:

Elton John e Leon Russell concretizam encontro histórico no CD The Union, trabalho atemporal

Por Fabian Chacur

Leon Russell é um daqueles sujeitos para o qual a expressão “lenda viva” parece ter sido talhada sob encomenda.

Nascido em 2 de abril de 1941 no estado americano de Oklahoma, ele logo se mostrou um prodígio musical, aprendendo a tocar ainda criança.

Ele atuou ainda jovem ao lado de David Gates (que depois ganharia fama com o grupo Bread) e integrou o premiado time de músicos do produtor Phil Spector, no início dos anos 60.

Ainda como profissional de estúdio, participou de gravações como a de Mr. Tambourine Man, dos Byrds, e de discos e shows de Joe Cocker em sua fase áurea.

O cantor e músico (o piano é a sua especialidade) americano também se firmou como compositor daqueles de alto calibre.

São dele canções clássicas da música pop como This Masquerade (sucesso com George Benson e The Carpenters, entre outros), A Song For You (hit com Ray Charles e dezenas de outros) e Delta Lady (estouro com Joe Cocker), só para ficar em três absurdamente antológicas e conhecidas.

Embora ainda na ativa, ele andava meio esquecido nos últimos anos.

Até que, em 2008, um de seus fãs mais ilustres, Sir Elton John, começou a arquitetar um revival do grande músico americano.

O fruto de tal interesse gerou o álbum The Union, gravado em dupla por Elton e Leon.

O que o autor de Goodbye Yellow Brick Road fez em princípio sem o menor compromisso com as paradas de sucesso acabou obtendo um resultado muito além de sua expectativa mais positiva.

The Union entrou na parada da revista Billboard, a bíblia da indústria fonográfica mundial, direto na posição de número 3.

Elton não conseguia isso com um trabalho próprio no país de Barack Obama desde Blue Moves, de 1976, mesma década do álbum solo de maior sucesso de Russel, Carney, que chegou ao número 2 em 1972.

O legal é que a dupla conseguiu isso sem apelar. Pelo contrário.

The Union é um álbum que em momento algum apela para modismos ou tendências atuais.

Suas bases são country, soul, gospel, blues, jazz e aquele som inclassificável vindo de Nova Orleans.

O piano dos dois mestres protagoniza a sonoridade do álbum, cuja produção ficou a cargo do brilhante T Bone Burnett, que já assinou a mesma função em obras de Elvis Costello e outros do mesmo porte.

O conteúdo deste disco é para ser absorvido aos poucos, sem pressa, para que se possa curtir cada detalhe melódico, cada solo, cada sutileza harmônica.

Algumas músicas se sobressaem, como as sacudidas Hey Ahab e Monkey Suit, a arrepiante balada When Love Is Dying (uma das melhores de Elton nas últimas duas décadas), a ágil Jimmie Rogers’ Dream e a repleta de soul I Should Have Sent Roses.

Mas as 14 faixas merecem ser descobertas com a mesma atenção e intensidade.

The Union é a prova concreta de que, enquanto existirem artistas com a criatividade, bom gosto e talento como Elton John e Leon Russell, o formato álbum será mais do que justificável.

Esse lançamento da dupla John/Russell poderia ter sido lançado em 1973 ou 2029 que não faria a menor diferença. É música sem prazo de validade.

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