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Pseudo Banda lança EP É Agora com show gratuito em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Três atores se encontraram em 2015 em uma montagem teatral da qual participavam. Em um intervalo, de forma descontraída, compuseram uma canção. Eles até podiam não saber, mas naquele momento havia sido plantada a sementinha que germinou a Pseudo Banda, grupo musical que está lançando no formato digital o seu primeiro EP, o excelente É Agora. O lançamento em São Paulo será nesta sexta (20) às 23h com um show gratuito no Imburanas Bar (rua Cardeal Arcoverde, nº 2.929- Pinheiros- fone 0xx11-98693-7055).

A Pseudo Banda traz em sua formação Bea Pereira (oriunda de Santos-SP), Julia Rosa (paulistana) e Vinícius Árabe (natural de Uberaba-MG). No EP, foram acompanhados pelos excelentes músicos Thales Sala (guitarra), André Gabbay (baixo e percussão), Derek Kindermann (bateria) e Paulo Gianini (teclados e ukulele), com o violão ficando a cargo de Vinícius Árabe.

O som autoral concebido pelo trio mergulha de cabeça em referências como Tropicalismo, Secos & Molhados, Novos Baianos, Mutantes, pop-rock em geral e até uma pitadinha da verve teatral da Blitz. Suas vocalizações são incisivas, e suas canções investem com inteligência e jogo de cintura em temas como o amor, a positividade, as dificuldades do cotidiano e mesmo a política.

Na faixa É Agora, conseguem a façanha de nos oferecer uma letra altamente militante sem cair no panfletarismo barato, com direito a uma frase no mínimo impactante: “quanto tempo vai perder odiando aquele que é igual a você?”.

Não Me Importo vai nessa mesma linha, com direito a citação do poema Intertexto, do dramaturgo alemão Bertold Brecht e uma bela abordagem da indiferença das pessoas ao horror do dia-a-dia, até que esse horror as atinge em cheio.

Sobre Fracassos, Fiascos e Fossas encara com bom-humor os problemas que nos afligem a cada minuto. Sussurros fala sobre relações amorosas não necessariamente delineadas de forma convencional. Ouvidos Ao Mistério (veja o clipe aqui) aborda de forma irônica e até sarcástica o uso que se faz do ocultimos e quetais, enquanto Todo Mundo Chora é aquela balada certeira que nos cativa.

As vocalizações de Bea, Julia e Vinícius são muito bem concatenadas, ora em harmonizações afiadas, ora em cortantes participações individuais, com um senso teatral que valoriza e muito o texto que expressam.

Em um mundo perfeito, você já teria visto os clipes e estaria ouvindo o EP a mil por hora. Mas, mesmo nesse planeta maluco que habitamos, dá para fazer isso por sua própria conta. Faça uma opção que vai te acrescentar muito: veja os clipes e ouça É Agora….agora! E que venham o CD e o LP!

Sobre Fracassos, Fiascos e Fossas (clipe)- Pseudo Banda:

Luiz Ayrão celebra 50 anos de carreira com um álbum digital

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Por Fabian Chacur

Luiz Ayrão ficou conhecido nacionalmente primeiro como o autor de dois grandes sucessos de Roberto Carlos, Ciúme de Você e Nossa Canção, ainda nos anos 1960. Na década de 1970, foi a vez de o cantor tornar-se conhecido, interpretando hits próprios como O Lencinho, Os Amantes, Porta Aberta e Bola Dividida, entre outros. Como forma de celebrar 50 anos de uma carreira elogiável, ele lança nesta sexta (24) Um Samba de Respeito, trabalho com sete faixas que será distribuído pela Universal Music nas plataformas digitais, sem formato físico previsto.

A primeira música a ser divulgada traz o cantor e compositor ao lado de dois Zecas ilustres, o Pagodinho e o Baleiro, no delicioso samba de breque intitulado Tentação de Malandro. Ele dá uma geral sobre essa música:

“Esta é uma composição bem das raízes do samba de breque. O autor é o meu pai, com o qual, infelizmente, convivi apenas por 13 anos. Fala da reflexão de um bom malandro da década de 1940, diante de uma mulher irresistível, de seu homem, malandro mau e valente, e do poder despótico dos delegados de polícia daquela época”.

O álbum traz também Alcione e Diogo Nogueira em Um Samba Merece Respeito, Péricles (ex-Exaltasamba) em Oxitocina, Xande de Pilares (ex-Revelação) em No Cravo e na Ferradura, a formação atual dos Demônios da Garoa em Fina Ironia, o cantor e compositor mineiro Toninho Geraes em Pétalas de Rosa e o histórico cantor e compositor carioca Monarco em Pobre Passarinho, escrita pelo veterano sambista especialmente para Luiz Ayrão.

Tentação de Malandro– Luiz Ayrão, Zeca Baleiro e Zeca Pagodinho:

Carlos Santana lançará EP com canções inspiradas em Mona Lisa

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Por Fabian Chacur

Carlos Santana inicia 2019 com boas novidades para seus milhões de fãs mundo afora. No dia 25 de janeiro, será lançado em CD e no formato digital um novo EP do seminal guitarrista mexicano radicado nos EUA, In Search Of Mona Lisa. O mesmo trabalho terá versão em vinil, que chegará às lojas americanas em 22 de fevereiro. E também está previsto ainda para este ano o lançamento de um novo álbum inédito, com produção a cargo do consagrado Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Beastie Boys, Tom Petty etc-e tome etc!).

O EP (sigla que significa Extended Play e equivale ao antigo compacto duplo) traz cinco faixas: Do You Remember Me (em duas versões), In Search Of Mona Lisa (em duas versões) e Lovers From Another Time. A produção ficou a cargo de outro nome constante em discos bacanas, o do veterano Narada Michael Walden (Whitney Houston, Steve Winwood, Aretha Franklin e dezenas de outras feras do mesmo porte, ele que é artista-solo de sucesso).

As versões das canções incluídas neste disco ainda não foram divulgadas oficialmente, mas In Search Of Mona Lisa tem tudo para ser uma música que o roqueiro latino toca há alguns anos em shows e cujo nome era dado como Mona Lisa, e até hoje inédita em seus discos, com um refrão simples e contagiante.

O artista explica que, embora tenha visitado Paris em inúmeras oportunidades, nunca tinha ido no Museu do Louvre, onde está exibido o icônico quadro Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Há pouco tempo, ele e sua esposa, a percussionista Cindy Blackman Santana, finalmente estiveram por lá, e aquela obra de arte acabou inspirando novas canções do astro, revelado mundialmente após performance marcante no Festival de Woodstock, em 1969.

Monalisa (ao vivo)- Santana:

Violet Soda lança um clipe em animação para a faixa Friends

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Por Fabian Chacur

A banda Violet Soda lançou um clipe para divulgar a música Friends, uma das faixas de seu primeiro EP, Here We Go Again (Forever Vacation Friends). A première do mesmo ocorreu em São Paulo em um evento beneficente em prol da ONG AdoteDog e com o objetivo de incentivar a adoção consciente de animais de rua. O vídeo foi feito em pixel art por Fabricio Aguiar (16 Bits da Depressão).

A faixa é um rock vigoroso, melódico e de refrão poderoso, e tem como tema o amor incondicional, do qual não existe melhor exemplo do que aquele que um cão sente por seu dono(a). “A letra da música fala sobre amor incondicional e a gente compôs pensando na mais pura e verdadeira forma de amor que existe, que é a de um animal pelo seu dono, seu amigo. Naturalmente, quando chegou a hora de fazer o clipe da faixa, queríamos transmitir essa ideia também”, explica Karen Dió.

Karen é a vocalista e guitarista da Violet Soda, que também conta em sua formação com Murilo Benites (guitarra), André Dea (bateria) e Lucas Ronsani (baixo). O quarteto iniciou sua trajetória este ano mesmo, mas seus integrantes já tiveram experiências anteriores como músicos. Seu som é basicamente garage rock, com direito a muita energia.

Além de Friends, o EP, disponível nas plataformas digitais, traz as faixas Coffee, Take Me e Ashes, cujas marcas registradas são letras em inglês, urgência sonora e o vocal potente de Karen. O clipe possui visual vintage e mostra o início do relacionamento entre um cãozinho e seu futuro dono, e certamente emocionará quem é dogmaníaco.

Friends (clipe)- Violet Soda:

Nenhum de Nós mostra o seu novo EP com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

Dos bem-sucedidos grupos brasileiros de rock surgidos na década de 1980, o Nenhum de Nós sempre se mostrou o mais aberto a se valer de influências e parcerias com os outros países latino-americanos, especialmente Argentina e Uruguai. E este último é o mote de seu novo lançamento, o EP Doble Chapa, lançado em formato físico e digital pelo selo Imã Records. Eles tocam no Rio de Janeiro nesta sexta (29) às 21h no Imperator- Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 25,00 e R$ 50,00.

Doble Chapa é uma expressão usada para denominar quem vive na fronteira gaúcha perto do Uruguai. A banda gaúcha formada por Thedy Corrêa (vocal e violão), Veco Marques (guitarra e violão), Carlos Stein (guitarra e violão), João Vicenti (teclados e acordeon), e Sady Homrich (bateria) resolveu nomear seu novo EP assim pelo interesse que tem nessa troca de informações musicais e culturais com aquele país.

“Fronteiras podem ser legais na medida que abrigam iniciativas culturais marcadas por peculiaridades; misturar estas particularidades para gerar algo novo é o tom desse nosso novo trabalho”, explica Carlos Stein.

O EP traz cinco faixas, todas não menos do que ótimas, sendo que o delicioso rock melódico Uma Vida Ordinária aparece em duas versões, em castelhano e português, ambas com a participação especial de Fede Lima, líder do grupo uruguaio Socio, um dos mais badalados da cena roqueira daquele país. Na bela balada com veia psicodélica Fã de Faith No More, temos outra convidada bem bacana, a ótima cantora uruguaia Lucía Ferreira, da também incensada banda La Tabaré.

A balançada O Aprendiz conta com as rimas espertas do rapper gaúcho Marck B, enquanto Despliega conta com uma levada dançante e percussão latina. A edição física de Doble Chapa é no capricho, com capa dupla digipack de papelão e encarte com letras e ficha técnica.

Além das novidades do novo disco, o grupo, que também conta com a participação do músico convidado Estevão Camargo (baixo e vocais), dará uma geral em seus inúmeros sucessos desses 31 anos de carreira, entre os quais Camila Camila, Sobre o Tempo, Vou Deixar Que Você Se Vá e Você Vai Lembrar, só para citar alguns. Shows dessa banda são sempre altamente recomendáveis para os fãs de um rock melódico com influências folk e latinas e letras inteligentes e sensíveis.

Uma Vida Ordinária (clipe)- Nenhum de Nós:


Alexandra Jackson lança o EP com show no Blue Note Rio

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Por Fabian Chacur

Se já era fã da música brasileira, Alexandra Jackson mergulhou de vez nesse universo sonoro ao fazer diversos shows por aqui durante os Jogos Olímpicos de 2016 ao lado de Daniel Jobim. A cantora americana volta à Cidade Maravilhosa para um show nesta terça-feira (28) às 20h no Blue Note Rio (rua Borges de Medeiros, nº 1.424- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos a R$ 90,00. O foco é o lançamento de seu EP Legacy & Alchemy.

Alexandra, que é filha do primeiro prefeito afroamericano da cidade de Atlanta, terá para acompanha-la uma banda composta por feras da nossa música, além da participação especial do badalado Pretinho da Serrinha. Eis a escalação do timaço: Marco Brito (piano e direção musical), David Feldman (teclados), João Castilho (guitarra), Marcelo Mariano (baixo), Teo Lima (bateria), André Siqueira (percusão), Aldivas Ayres (trombone), Marcelo Martins (sax), e Jessé Sadoc (trompete).

Com produção a cargo do experiente Robert Hebert, o EP mistura músicas brasileiras como Garota de Ipanema com obras internacionais, entre as quais Brazilica (de autoria de Maurice White, do grupo Earth, Wind & Fire, e gravada em 1976 por seu mentor, Ramsey Lewis) e Our Time Now (de Rod Temperton, autor de Thriller, Give Me The Night e outros grandes hits de Michael Jackson e George Benson).

Sunshine (ao vivo)- Alexandra Jackson:

Up Style lança Rap Queen, EP de Radio Stevie e DJ Flavya

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Por Fabian Chacur

Nesta sexta-feira (2/12), será lançado no meio virtual o EP Rap Queen, de Radio Stevie, com produção a cargo da DJ Flavya. O trabalho traz a marca Up Style, selo sediado em Nova York especializado em música eletrônica. Como forma de divulgar esse produto lançado pela dupla, já está no ar o videoclipe divulgando a contagiante e ótima música Yas Queen.

Além de Yas Queen, o EP também inclui as faixas Lucy, Get Down e Boys/Girls. A parceria entre os dois músicos é típica do mundo globalizado. Afinal de contas, a DJ Flavya é nascida na Europa e foi criada no Brasil e nos EUA. Interessada por música desde criança, resolveu ser DJ a partir de 2009, e desde então tem desenvolvido trabalhos com artistas como a peruana Cecilia Yzarra.

Por sua vez, Radio Stevie é de New Haven Connecticut (EUA), e faz um rap com influências de hip hop, disco e synthpop, com direito a muito swing e letras ousadas que rimam suas posições em relação à vida. A parceria dele com Flavya se concretizou em São Paulo, cidade na qual os dois atualmente estão sediados. Ele também atua por aqui ao lado da banda de jazz Superjazz. A dobradinha Stevie/Flavya deu muito certo, com uma sonoridade envolvente. O clipe é simples e delicioso, e flagra os dois em uma estação de trem na zona sul paulistana.

Yas Queen– Radio Stevie (produção DJ Flavya):

Broken Jazz Society lança um EP totalmente endiabrado

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Por Fabian Chacur

O rock brasileiro plantou boas sementes em Uberaba, importante cidade mineira. Lá se encontra a banda Broken Jazz Society, que estreou em disco em 2014 com o álbum Tales From Purple Land. Agora, eles voltam à cena com o EP Gas Station, que traz três faixas que merecem ser consideradas totalmente endiabradas. É uma amostra do mais puro rock and roll, com direito a muita energia, requinte e assinatura própria e personalizada.

Integram a Broken Jazz Society Mateus Graffunder (guitarra e vocal), João Fernandes (baixo) e Felipe Araújo (bateria). Partem de um conceito de power trio que não se prende a virtuosismos ou guerra de egos, apostando em peso, alternância de climas, respeito às canções que grava e pura concisão, mostrando criatividade, energia e diversidade em canções durando entre três e quatro minutos.

A banda se situa na área do stoner rock, estilo que tem em grupos como Kyuss e Queens Of The Stone Age seus seguidores mais famosos e no qual ocorre uma mistura de heavy metal a la Black Sabbath, punk rock e até eventuais viagens sonoras a la Pink Floyd. Oasis, Soundgarden e Alice In Chains são outras possíveis influências no som da BJS.

Na verdade, esse rótulo (stoner rock) é apenas uma referência, pois a BJS apresenta mais elementos bacanas no seu trabalho. Melhor não ficar perdendo tempo em tentativas de rotulação, e ir direto à audição.

Gas Station, a faixa título, alterna climas, indo do hard rock pesadão ao punk acelerado em questão de segundos, mas de forma bem concatenada. Riot Spring, regravação de uma música incluída no álbum de estreia, esbanja timbres ardidos de forma contundente. O EP é encerrado com Mean Machine, espécie de balada rock com pitadas de Pink Floyd e Oasis que traz um solo de guitarra vibrante. No total, as três músicas somam em torno de 12 minutos.

São 12 minutos que deixam o ouvinte com coceira nos ouvidos, querendo ouvir mais. E essa é uma característica que todo o EP deveria ter. Gas Station tem tudo para gerar esse efeito em quem resolver dar uma chance a ele. A banda define esse trabalho como o fim de um ciclo. Dessa forma, criaram grande expectativa positiva para o segundo álbum, previsto para sair em um futuro não tão distante. Stoner rock? Melhor definir como Broken Jazz Society Rock!

Gas Station (clipe)- Broken Jazz Society:

Banda Maestrick mostra suas influências em disco de covers

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Por Fabian Chacur

A banda paulista Maestrick está atualmente em meio às gravações de seu segundo álbum, previsto para ser lançado no segundo semestre de 2016. Enquanto isso não se concretiza, o quarteto oferecerá aos fãs um aperitivo dos mais bacanas. Trata-se do EP The Trick Side Of Some Songs, trazendo covers de músicas de artistas que influenciaram o grupo. O trabalho estará disponível a partir de janeiro em CD em edição limitada e também em versão digital gratuita.

O repertório do EP inclui While My Guitar Gently Weeps (Beatles), Aqualung (Jethro Tull), Rainbow Eyes (Rainbow) e dois pot-pourrys, um com músicas do Yes intitulado Yes! It’s a Medley e outro do Queen com o nome The Ogre Fellers Master March. Rainbow Eyes já é conhecida do público, pois o Maestrick a gravou recentemente para homenagear o lendário cantor Ronnie James Dio, que nos deixou há cinco anos.

Ainda sem título definido, o novo álbum do grupo formado por Fabio Caldeira (vocal e piano), Paulo Pacheco (guitarra), Renato Montanha Somera (baixo e vocal) e Heitor Matos (bateria e percussão) será um álbum duplo conceitual, com 24 músicas no total, sendo 12 músicas por CD divididas em três movimentos com 4 cada. Será o sucessor de Unpuzzle (2011), a estreia do time de São José do Rio Preto (SP).

Rainbow Eyes– Maestrick:

Du Masset nos dá preparação, talento e boas canções em EP

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Por Fabian Chacur

Os reality shows musicais em suas versões brasileiras às vezes parecem uma espécie de “porta da esperança assistencial”, premiando frequentemente mais pelas histórias de sofrimento de seus participantes do que propriamente por talentos lapidados e levados a sério. Como qualquer outra profissão, um músico precisa se preparar para merecer o sucesso. É assim que deveria ser.

Por isso, é muito bacana quando temos a oportunidade de conhecer um trabalho como este Moral, primeiro EP (extended play, espécie de single com mais faixas do que um compacto e menos do que um CD “cheio”) do cantor e compositor carioca Du Masset. Logo nos primeiros acordes do repertório de sete faixas, fica claro que não estamos diante de um iniciante qualquer.

Antes de se aventurar como artista solo, Du teve mais de nove anos de atuação no teatro e em preparação vocal. Seus estudos na área de teatro tiveram início logo aos 12 anos de idade, e as aulas de canto pintaram como consequência natural. Trabalhou como professor de canto, atuou em teatro e se dedicou com afinco aos estudos da voz. Enquanto isso, compunha sem pressa e com capricho e detalhismo.

Moral, portanto, é fruto de anos de dedicação, e seu repertório saiu de um universo de mais de 50 canções escritas por Du. Com direção musical e arranjos a cargo de Diogo Gomes, a roupagem musical é rica, com direito a metais, teclados, guitarras, baixos e violões pilotados por músicos talentosos e que jogaram para o time o tempo todo.

Lógico que nada disso adiantaria se não tivéssemos aqui dois elementos fundamentais: boas canções e um intérprete competente. E Du nos oferece essas duas coisas com categoria. Ele sabe aproveitar com categoria os nuances e meandros de sua voz, interpretando cada canção sem exageros e sempre buscando tirar delas o máximo possível.

O repertório fala de amor, relações humanas e das dúvidas que nos afligem o tempo todo, ou seja, não será difícil você se identificar com as letras. Em termos musicais, uma mistura de pop-rock, soul, rhythm and blues moderno e pitadas de MPB bem dosada, na qual Du se solta sem pudores ou autolimitações, mas sempre com o bom-senso de não jogar notas fora ou de cair em estrelismos banais.

A pegada jazz/soul/pop de Descabelar, a vocação pop de Só Você (Nã Nã Nã Nã) e o swing romântico de Desapego são muito bacanas, mas a estrela máxima do EP é a sensacional Pra Alguns (Você é Quem Você É), profissão de fé na individualidade de cada ser humano, independente do que os outros possam pensar, exigir ou impor aos “pobres mortais”.

Moral é um belo início de carreira como artista solo de Du Masset, e a prova de que vale a pena se preparar antes de dar um pontapé inicial tão importante. Se o sucesso bater à porta desse artista multifacetado, ninguém poderá se atrever a dizer que isso ocorreu por acaso. Muito promissor e já com fruto doces a serem apreciados.

Pra Alguns (Você é quem você é)– Du Masset:

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