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Nando Reis toca em SP com a Orquestra Petrobrás Sinfônica

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Por Fabian Chacur

Nando Reis é aquele tipo de artista que gosta de experimentar todas as configurações possíveis em termos musicais. Já são bem conhecidas e elogiadas as suas performances no melhor estilo voz e violão. No outro extremo, ele também já se apresentou ao lado de orquestra. E é esta segunda opção que o cantor, compositor e músico abraçará na apresentação que realizará nesta sexta (18) às 21h30 em São Paulo com a Orquestra Petrobrás Sinfônica no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nª 795- Barra Funda- fone 0xx11-3868-5861), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 380,00.

A Orquestra Petrobrás Sinfônica, na ativa há 46 anos, tem como diretor artístico e regente titular ninguém menos do que Isaac Karabtchevsky, um verdadeiro mito no setor. Ele comandará um total de 45 músicos, que na parte inicial do espetáculo irão executar obras do repertório erudito: Quadros de uma Exposição- A Grande Porta de Kiev, do autor russo Modest Mussorgsky (1839-1881), e Bachiana nª 4- Prelúdio, do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959).

Após a parte inicial, o ex-baixista dos Titãs entra em cena, interpretando 13 sucessos de sua carreira com o grupo e como artista solo. Entre outras, teremos no repertório clássicos do porte de Os Cegos do Castelo, O Segundo Sol, All Star e Por Onde Andei. Uma boa e diferente forma de se conferir a beleza e a qualidade das melodias de Nando, acompanhadas por arranjos concebidos por Rafael Smith, Alexandre Caldi e Jessé Sadoc.

Os Cegos do Castelo (ao vivo)- Nando Reis e Orquestra Petrobrás Sinfônica:

Baby do Brasil traz o seu show Música Extravagante para SP

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Por Fabian Chacur

Com o lançamento em 2015 do DVD/CD Baby Sucessos- A Menina Ainda Dança, gravado ao vivo, Baby Consuelo voltou ao mundo da chamada “música secular” após muitos anos nos quais se dedicou apenas à música evangélica. Um retorno triunfal, com ótima repercussão perante público e crítica. A cantora volta a São Paulo nesta sexta-feira (23) às 22h30 com um novo show, Música Extravagante, no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3829-4899), com ingressos custando de R$ 60,00 a R$ 240,00.

Para acompanhar a cantora oriunda de Niterói (RJ), teremos uma banda composta só por craques. A escalação: Frank Solari (guitarra), Schwab (guitarra), Rafael Garrido (guitarra), André Gomes (baixo), Jorginho Gomes (bateria), Luciano Lopes (teclados), Dudu Trentim (teclados) e Marcos Suzano (percussão), todos músicos com altíssimo pedigree artístico. No repertório, sucessos e três músicas inéditas.

Nascida em 18 de julho de 1952, Baby iniciou sua carreira aos 17 anos, ao se mudar, sem lenço nem documento, para Salvador. Lá, acabou entrando em um grupo que iniciava a sua trajetória, Os Novos Baianos, e que se tornaria um dos mais bem-sucedidos e influentes da história da nossa música. Seu estilo único incorpora desde o choro de Ademilde Fonseca até o rock/blues de Janis Joplin, tudo com uma voz deliciosa, potente e repleta de carisma.

Em 1978, iniciou, com o álbum O Que Vier Eu Traço, uma carreira solo que atingiria seu auge durante a década de 1980. Também fez parcerias com o guitarrista do grupo, um certo Pepeu Gomes, com quem viveu entre 1970 e 1988, em casamento que também rendeu seis filhos, vários deles também músicos. Baby se divide entre a trajetória individual e eventuais reuniões do grupo que a revelou, sempre encantando fãs que vão aumentando e se renovando a cada ano que passa.

A Menina Dança (ao vivo)- Baby do Brasil:

Maria Callas em um concerto com o auxílio da holografia

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Por Fabian Chacur

Maria Callas (1923-1977) é considerada uma das maiores figuras da história da música operística de todos os tempos. Marcou não só por seu imenso talento como também por uma vida pessoal atribulada e repleta de romances, polêmicas e reviravoltas. Ela é mais uma artista a ser reverenciada por um show envolvendo a holografia. O espetáculo Callas In Concert- The Hologram Tour chegará ao Brasil em breve. Em São Paulo, terá como palco o Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3868-5860), no dia 16 de outubro às 21h30, com ingressos de R$ 125,00 a R$ 600,00. Em Porto Alegre, será no dia 18.

O concerto traz uma orquestra ao vivo acompanhando gravações originais de Maria Callas digitalmente remasterizadas. O público terá a oportunidade de ver um holograma tridimensional da célebre cantora americana descendente de gregos por meio de projeção digital a laser. A trilha sonora de Callas In Concert- The Hologram Tour será lançada no exterior pelo selo Warner Classics nos formatos físico e digital.

A divulgação do trabalho, vida e obra de Maria Callas está sendo feita por um novo site, criado especialmente para a ocasião e repleto de informações, que você poderá acessar aqui.

A formatação desse espetáculo viabilizado pela moderna tecnologia teve como diretor Stephen Wadsworth, da The Juilliard School, que atuou diversas vezes nas casas de espetáculos nas quais a célebre soprano absoluto se apresentou em sua carreira, entre as quais o La Scalla, o Metropolitan e o Covent Garden. Ele dá mais detalhes:

“O show vai agradar gerações de plateias que nunca experimentaram Callas e que podem saber pouco sobre ela, além de sua reputação, bem como amantes de ópera que estão muito familiarizados com seu trabalho, suas gravações e sua complexa história de vida”, disse.

“Tivemos a oportunidade de fazer a curadoria de uma das maiores artistas do século 20, e devemos fazer isso com muito cuidado – de seu repertório fantasticamente diverso à sua linguagem gestual reveladora e seu complicado relacionamento com seu público. Estamos todos de maneiras diferentes perto da influência de Callas, porque o trabalho dela teve um impacto enorme em todos os artistas que trabalham com música, ópera, teatro e moda.”

Veja trechos de Callas In Concert- The Hologram Tour:

Sidney Magal celebra 50 anos de carreira gravando um DVD

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Por Fabian Chacur

Sidney Magal celebra 50 anos de carreira. Como forma de festejar essa data marcante, o cantor carioca irá gravar um novo DVD, o terceiro de sua trajetória artística. O novo trabalho será registrado em São Paulo no dia 17/8 (quinta-feira) a partir das 22h no Espaço das Américas (rua Itagipuru, nº 795- Barra Funda- informações: 0xx11-2027-0777), com ingressos custando de R$ 60,00 (meia-entrada, pista) a R$ 220,00.

Com o título Bailamos, o show trará convidados especialíssimos. Já estão confirmados os nomes de Ney Matogrosso, Rogério Flausino (vocalista do Jota Quest), Ana Carolina, Rincon Sapiência, Alexandre Pires e Milton Guedes, sendo que outros poderão ser anunciados nos próximos dias. Ele será acompanhado por uma grande banda liderada pelo maestro Caique Vandera.

O repertório será dividido entre hits do calibre de O Meu Sangue Ferve Por Você, Tenho, Sandra Rosa Madalena (A Cigana) e Me Chama Que Eu Vou, canções que ele curte de autores como Rita Lee, Roberto Carlos e Ivan Lins e também algumas composições inéditas. O DVD tem previsão de lançamento para ainda este ano.

Nascido em 19 de junho de 1953, Sidney Magal foi durante anos um cantor da noite, participando de espetáculos diversos e sendo crooner de hits alheios. A partir de 1977, apoiado pelo produtor e compositor argentino radicado no Brasil Roberto Livi, ele assumiu um visual cigano e um repertório explosivo mesclando música latina, pop e até rock. Nascia um dos maiores superstars da história da nossa música pop.

O Meu Sangue Ferve Por Você, Tenho, Sandra Rosa Madalena (A Cigana), foram inúmeros sucessos até o início dos anos 80, quando ele passou por uma fase de entressafra. O retorno triunfal às paradas de sucesso ocorreu em 1990, com a música Me Chama Que Eu Vou, tema da novela global A Rainha da Sucata. A partir daí, ele não saiu mais de cena, como cantor e também ator e participando de diversos programas televisivos.

O Meu Sangue Ferve Por Você– Sidney Magal:

Milton Nascimento volta a SP e apresenta Semente da Terra

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Por Fabian Chacur

Em março, Milton Nascimento estreou em Belo Horizonte a sua nova turnê, que o traz de volta aos palcos após mais de um ano de ausência. O show, intitulado Semente da Terra, aporta em São Paulo neste fim de semana, mais precisamente neste sábado (1º/7) às 22h e domingo (2/7) às 20h no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- SP- fone 0xx11-2027-0777), com ingressos que custam de R$ 70,00 a R$ 240,00.

Em seu novo espetáculo, o Bituca de Três Pontas dá uma geral em grandes momentos de seus extenso e cativante repertório, dando ênfase a canções que enfocam questões indígenas, raciais, sociais e trabalhistas, sem, no entanto, cair em um tom panfletário. O repertório traz maravilhas do porte de O Que Será (A Flor da Terra), Cálice, Maria Maria, Tudo Que Você Podia Ser, Clube da Esquina 2, Fé Cega Faca Amolada e A Terceira Margem do Rio, entre outras.

Milton vive um momento especial em sua vida. Em outubro, comemorará 75 anos de vida e também os 50 anos do lançamento de seu primeiro grande sucesso, a emblemática Travessia. De volta a Minas Gerais, ele mora desde o ano passado em Juiz de Fora, e afirmou recentemente, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, que está novamente se dedicando a novas composições, o que gera a expectativa de novos trabalhos em um futuro não muito distante.

A Terceira Margem do Rio– Milton Nascimento:

Olivia Newton-John encanta com a sua classe e bela voz

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Por Fabian Chacur

Em uma época em que artistas enchem seus shows de efeitos especiais e armações para tentar esconder talentos com frequência bem limitados, Olivia Newton-John ofereceu ao público presente na noite desta quinta-feira (3) no Espaço das Américas o que sabe fazer de melhor: cantar. Afora uma luz discreta, dois telões de alta definição e uma banda afiada, a estrela pop mostrou como se faz um show no qual a música dá as cartas. Pura classe e talento.

O show começou às 22h19 com Have You Ever Been Mellow, um de seus primeiros sucessos nos anos 1970, e serviu como amostra do que viria. Acompanhada por sete músicos (teclados, guitarra, baixo, bateria, vocais, vocais e vocais+sax), com destaque para o vocalista Steve Real, que fez as vezes de Cliff Richards e John Travolta, Olivia se mostrou totalmente entrosada com seu time, aparentando se divertir e muito.

Simpática, Olivia deu uma boa geral em sua carreira, seguindo basicamente o repertório de seu show de Las Vegas, que por sua vez gerou o álbum ao vivo Summer Nights Live In Las Vegas. Músicas do filme Xanadu (a faixa título, Magic e Suddenly) e de Grease- Nos Tempos da Brilhantina (You’re The One That I Want, Summer Nights, Hopelessy Devoted To You) empolgaram o público.

Um pot-pourry uniu três clássicos de sua veia roqueira, as ótimas Make a Move On Me, A Little More Love e Totally Hot, enquanto a fase country teve como destaques If Not For You (de Bob Dylan), Please Mr. Please e If You Love Me (Let Me Know). O jazz apareceu em Cry Me a River, e tivemos até uma homenagem ao Brasil em The Girl From Ipanema, que ela interpretou com muito carinho e categoria.

A vitória contra um câncer de mama nos anos 1990 foi o mote para duas canções do show, a latina e dançante Not Gonna Give Into It e a balada Grace & Gratitude. I Honestly Love You, belíssima balada e seu primeiro grande sucesso, ela guardou para o final. No bis, tivemos Over The Rainbow e Fulfilled, esta última tocada ao vivo pela primeira vez e faixa que estará em um futuro disco do vocalista de apoio.

Olivia Newton-John não aparenta os 67 anos que tem, e impressiona ao cantar todos os seus hits nos tons originais gravados por ela nos anos 1970 e 1980. O show durou por volta de 1h40 (contando o bis) e equivale a uma incrível prova de sobrevivência e vigor de uma das grandes estrelas da música pop, que enfim nos visita. Demorou para a linda loira vir cantar por aqui, mas ela fez valer tanta espera.

Magic (Live-2015)- Olivia Newton John:

A Little More Love (Live 2013)- Olivia Newton-John:

I Honestly Love You (live-2013)- Olivia Newton-John:

Kathy Sledge, Jody Watley e DJs estarão em Disco Fever

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Por Fabian Chacur

Os fãs de disco music tem um bom programa para o dia 13 de junho (sábado) em São Paulo. Trata-se do evento Disco Fever, que terá como atrações os DJs Vadão e André Souza e duas importantes divas daqueles anos áureos da música dançante: as cantoras americanas Kathy Sledge (ex-integrante do grupo Sister Sledge) e Jody Watley (que vem com nova formação da Shalamar).

A festa começa às 22h e terá como palco o Espaço das Américas (rua Tagipuru, 795- Barra Funda- fone 0xx11-2027-0777), com ingressos custando de R$180,00 a R$ 380,00 (mais informações no site www.espacodasamericas.com.br). A discotecagem dos experientes Vadão e André Souza ocorrerá antes e após os shows, com direito aos grandes clássicos da dance music.

Kathy Sledge nasceu em 6 de janeiro de 1959 e foi a vocalista líder do quarteto Sister Sledge entre 1971 e 1989, ao lado das irmãs Debra, Joni e Kim. O grupo estourou em 1978/79 ao ser produzido por Nile Rodgers e Bernard Edwards, do grupo Chic, quando gravaram os álbuns We Are Family e Love Somebody Today, emplacando hits como We Are Family, He’s The Greatest Dancer e Lost In Music, entre outros.

Após sair do grupo, Kathy mantém uma carreira solo de sucesso mediano, mas continua com aquele vozeirão que a tornou famosa. Há pouco, gravou ao lado do grupo Aristofreeks a sensacional Keep It Movin’, que a trouxe de volta aos charts. Em seus shows, ela nunca deixa de cantar os hits dos bons tempos, especialmente o hino We Are Family.

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Por coincidência, Jody Watley nasceu no mesmo ano e mês de Kathy, só que no dia 30. Ela começou a carreira como dançarina do programa televisivo de black music Soul Train, até que foi convidada a participar de um novo grupo vocal, o Shalamar, ao lado do também dançarino Jeffrey Daniels. O trio ganharia sua formação clássica em 1979 com a entrada do cantor Howard Hewett, estourando logo de cara com o hit The Second Time Around.

O trio em sua escalação seminal se manteve na ativa de 1979 a 1983, período durante o qual emplacou sucessos como The Second Time Around, Make That Move, Full Of Fire, A Time To Remember e This Is For The Lover In You. Sua mistura de disco, soul e funk, com direito a vocalizações matadoras e coreografias dançantes bacanas marcou época.

Após sair do Shalamar, Jody Watley conseguiu sucesso como artista solo a partir de 1987, com hits como Don’t You Want Me e Looking For a New Love. Atualmente, após ganhar na Justiça os direitos sobre o nome Shalamar, montou uma nova formação do trio, tendo a seu lado os novatos Nat Allen Smith e Rosero McCoy, que virão com ela ao Brasil.

Vale o registro: Howard Hewett e Jeffrey Daniels também estão fazendo shows pelo mundo afora usando o nome Shalamar, tendo como substituta de Jody a cantora Carolyn Griffey. Uma pena Watley, Daniels e Hewett não se entenderem e não voltarem com a formação clássica do grupo, que certamente atrairia com tudo a atenção da mídia.

Keep It Movin’– AristoFreeks ft. Kathy Sledge :

We Are Family– Nile Rodgers, Flea & Kathy Sledge Grammy Week Jam:

We Are Family (original version)- Sister Sledge:

Make That Move, Friends, Sweeter As The Days Go By– Shalamar live (c/Jeffrey Daniel e Howard Hewett):

Make That Move (original studio version 1980)- Shalamar:

Don’t You Want Me– Jody Watley:

Matchbox Twenty esbanja poder de fogo em SP

Por Fabian Chacur

Durante as generosas duas horas e dez minutos em que esteve no palco do Espaço das Américas(SP), na noite desta terça-feira (17) em São Paulo, o grupo americano Matchbox Twenty provou que sabe como cativar seus fãs sem depender de recursos cênicos nem parafernálias audiovisuais. Para eles, bastou garra, talento, profissionalismo e ótimas canções para agradar as 4.800 pessoas presentes.

O show teve início às 21h32 com a exibição de um vídeo que apresentou a banda em um clima de vaudeville. Aliás, os dois telões instalados nas laterais do palco captavam a ação do show em alta definição e qualidade de imagens excepcional. De resto, apenas iluminação correta e cena totalmente livre de aparatos visuais. Quem segurava a onda eram mesmo os músicos.

Além dos quatro integrantes oficiais do grupo americano, tínhamos mais dois músicos de apoio se incumbindo de bateria e teclados/eventual guitarra. No centro de tudo, o cantor Rob Thomas, que em alguns momentos também se incumbiu de violão, guitarra e teclados. Carismático e muito simpático, ele soube conduzir a festa pop-rocker, além de provar ter uma voz simplesmente ótima e bastante potente.

O repertório do show deu uma geral nos cinco álbuns lançados por eles nesses 17 anos de carreira, com ênfase no primeiro, o excepcional Yourself Or Someone Like You (1996), que colaborou com Real World, Long Day, 3 am, Push, Girl Like That, Back 2 Good e Hang, esta última em pot-pourry com Peaceful Easy Feeling, hit dos lendários Eagles em sua fase mais country, no início dos anos 70.

Sucessos como Disease (parceria de Rob com Mick Jagger), Unwell, How Far We’ve Come e Bent também estiveram no set list, assim como várias faixas do mais recente álbum do quarteto, North (2012), pérolas como She’s So Mean, Parade, Overjoyed e a maravilhosa The Way, cujo vocal principal ficou a cargo do guitarrista solo Kyle Cook, que se mostrou de uma simplicidade matadora no instrumento, com solos sempre na medida certa.

Paul Doucette, antes apenas baterista, nos últimos anos deixou as baquetas para apenas alguns momentos durante o show, dedicando-se mais à guitarra, que toca com segurança e bastante energia, ajudando a agitar o público, enquanto o baixista Brian Yale prima pela discrição a la John Deacon (ex-Queen). Rob Thomas é quem comanda o time no palco, mas sem estrelismo ou arroubos de prima-dona, jogando para o time e brilhando.

Uma das surpresas ficou por conta do público, que cantou junto da banda durante boa parte do espetáculo, provando que existem muito mais fãs do Matchbox Twenty em São Paulo do que eu poderia imaginar. Rob não escondeu a surpresa e a felicidade por perceber isso, e retribuiu com um show maior em termos de duração do que os mais recentes da banda.

Se o show foi ótimo, o bis não ficou atrás, com direito a um cover muito bem escolhido, a música Don’t Change, um dos primeiros sucessos da carreira da banda australiana Inxs. O fim ficou por conta de uma versão turbinada da power balada Push, que deixou aquele gostinho de quero mais nos fãs. O Matchbox Twenty provou que pode se tornar uma das surpresas do Rock in Rio, pois foi talhada para brilhar nas grandes arenas do mundo.

Veja show do Matchbox Twenty na íntegra, realizado em 2012:

SET LIST SHOW MATCHBOX TWENTY
ESPAÇO DAS AMÉRICAS-SP-17.9.2013

Parade
Bent
Disease
She’s So Mean
How Far We’ve Come
3 am
Real World
If You’re Gone
Overjoyed
All Your Reasons
Long Day
I’ll Believe You When
Girl Like That
Hang/Peaceful Easy Feeling(The Eagles)
I Will
Unwell
Radio
So Sad So Lonely
English Town
The Way
Bright Lights
BIS
Our Song
How Long
Back To Good
Sleeping At The Wheel
Don’t Change (Inxs)
Push
Início: 21h32
Fim: 23h13
Fim após BIS: 23h44

Titãs farão show comemorativo de 30 anos

Por Fabian Chacur

Os Titãs irão comemorar 30 anos de carreira com um show especial que será realizado no dia 6 de outubro (sábado) às 22h30 no Espaço das Américas (rua Tagipuru, 795- Barra Funda -fone 0xx11-2027-0777 – www.ticket360.com.br). Os ingressos já estão à venda, e custam R$ 120 (pista) e R$ 200 (pista premium).

A novidade ficará por conta das participações especiais de dois ex-integrantes da banda, o baterista Charles Gavin e o vocalista Arnaldo Antunes. Dos ex-integrantes da formação clássica da banda ainda disponíveis, só Nando Reis não estará por lá. O saudoso guitarrista Marcelo Frommer nos deixou há 11 anos, morto em um trágico acidente.

A atual escalação da grupo de rock paulistano traz Sérgio Britto (vocal, teclados e baixo), Branco Mello (vocal e baixo), Paulo Miklos (vocal, baixo e guitarra) e Toni Bellotto (guitarra) do line up original, além do baterista Mário Fabre, que entrou na vaga de Charles Gavin.

O repertório do show irá incluir os grandes sucessos da banda, cujo repertório conta com clássicos do porte de O Que, Polícia, Flores, Enquanto Houver Sol, Epitáfio, Televisão e Miséria, só para citar algumas de suas canções mais marcantes.

Veja o clipe de Flores, com os Titãs:

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