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Tag: fevereiro 2017

Danilo Caymmi relê com pura classe a obra de Tom Jobim

Danilo Caymmi_Geraldo Carneiro-76

Por Fabian Chacur

A carreira discográfica de Danilo Caymmi começou em um disco do seu pai, Dorival Caymmi, o antológico Caymmi Visita Tom (1964). Nele, teve a primeira oportunidade de trabalhar com Tom Jobim. Era o início de uma parceria que se estreitaria a partir de 1983, quando o flautista e cantor passou a integrar a Banda Nova, que acompanhou o Maestro Soberano em discos e em inúmeros shows pelo Brasil e pelo mundo.

Tom foi decisivo na carreira de Danilo, ao incentivá-lo não só a cantar, mas como a assumir a tonalidade natural de sua voz. O artista carioca que completará 69 anos no próximo dia 7 de março faz uma bela viagem no universo de seu mentor no CD Danilo Caymmi Canta Tom Jobim, que acaba de ser lançado pela Universal Music.

A capa do CD possui uma diagramação que lembra a dos álbuns Tide e Wave, do homenageado. A faixa Estrada do Sol traz uma belíssima participação especial da cantora americana Stacey Kent. Em deliciosa entrevista exclusiva concedida por telefone a Mondo Pop, ele fala do disco, do seu relacionamento com Tom e muito mais.

Mondo Pop- A primeira gravação da sua vida foi no álbum Caymmi Visita Tom, gravado por seu pai com a participação de Tom Jobim. Quais as recordações que você tem dessa experiência?
Danilo Caymmi– Meu pai era muito amigo do Tom. A ideia desse disco surgiu do produtor Aloysio de Oliveira. Lembro que eu estava mais preocupado com a prova de Química que faria (risos). Tocava flauta há poucos meses, era muita responsabilidade, o Dori e a Nana (seus irmãos, que também participaram do álbum) também eram muito novos. A gravação de Saudade da Bahia tem um contracanto do Tom incrível. Ele respeitava muito o meu pai. Esse disco contou com grandes músicos, é um trabalho maravilhoso.

Mondo Pop- Como surgiu a oportunidade de você entrar na Banda Nova, que se tornou o grupo de apoio do Tom a partir de 1983?
Danilo Caymmi
– O Tom estava meio parado no Rio, e foi chamado para fazer um show na Áustria, na cidade de Viena. O Paulo Jobim, seu filho e meu amigo, me chamou para participar da banda que iria acompanha-lo nessa apresentação. Durante os ensaios, o Tom me convidou para cantar A Felicidade e Samba do Avião, como solista. Fui até estudar canto.Já havia lançado um LP solo (Cheiro Verde, em 1977), mas usava falsete. Foi com a Banda Nova que assumi o meu verdadeiro tom de voz.

Mondo Pop- Qual o critério que você seguiu na seleção das 11 músicas que estão em Danilo Caymmi Canta Tom Jobim?
Danilo Caymmi
– Acho que esse é provavelmente o melhor disco que gravei em minha carreira, é o mais trabalhado, um mergulho profundo na obra do Tom. O critério de escolha das canções foi puramente afetivo. Ele gostava muito de vocais. Fiz de uma forma que ele gostasse. Por Causa de Você eu ouço desde garoto. Eu participei da gravação original de Chora Coração. Querida eu vi ele fazer, ele não terminava nunca. Quando a finalizou, eu mostrei para o produtor Mariozinho Rocha no viva voz, e acabou entrando na abertura da novela O Dono do Mundo (1991). E Tema Para Gabriela tem a citação da música do Papai, Modinha Para Gabriela.

Mondo Pop-Fale um pouco sobre a concepção sonora do seu CD.
Danilo Caymmi
– O Flávio Mendes se incumbiu dos arranjos. Não é um repertório fácil, são canções minimalistas e complexas. E não tem nem bateria e nem piano, o disco traz eu na voz e flautas, o Flávio no violão e o Hugo Pilger no violoncelo. Inclusive, penso em fazer o show de divulgação com esse mesmo formato, espero concretizar ainda esse ano.

Mondo Pop- Era impressionante a simplicidade do Tom Jobim. Quem teve a chance de conhece-lo não imaginaria o tamanho de sua importância, se levarmos em conta esse desapego à frescura. Como você avalia isso?
Danilo Caymmi
– Essas pessoas mais geniais, como o meu pai, o Tom, o Vinícius de Moraes, eram muito simples. Eles sabiam que não precisavam provar nada a ninguém. A arrogância não passava por esse povo. Aprendi isso com eles. A gente sabe que tem de ser acessível, de respeitar o caminho, é importante saber que são as pessoas que nos possibilitam uma carreira.

Mondo Pop- Os formatos musicais mudaram muito desde o começo de sua carreira. Vinil, fita cassete, CD, agora streaming. Como você lida com isso?
Danilo Caymmi
– Eu vejo que os formatos musicais vão e voltam. No fim das contas, tudo se ajeita. Sempre foi muito ligado à tecnologia. Hoje é o streaming, não é nada linear. Estamos em meio a uma revolução, e é importante saber se adaptar aos novos formatos.

Mondo Pop- Você usa as redes sociais para divulgar seu trabalho e dialogar com os fãs?
Danilo Caymmi
– Uso muito o Facebook. Até criei por lá umas aparições eventuais ao vivo que apelidei de TV Dendê que sempre dão um ótimo retorno. Isso me aproximou mais do público. Gosto muito do bom humor, de uma relação mais próxima com os fãs.

Mondo Pop- Você deve ter centenas de histórias legais para contar das suas viagens com o Tom. Conte uma delas.
Danilo Caymmi
– Uma coisa muito engraçada ocorria nas entrevistas no exterior. Sempre perguntavam a ele o que era a bossa nova, e toda vez ele vinha com uma resposta diferente. Duas delas são bem divertidas: bossa nova é “euforia controlada” e “Guerra de guerrilhas”. (risos)

Ouça a gravação de Querida, com Danilo Caymmi:

Lyra ao Vivo reúne no Rio tio e sobrinho em show inédito

Carlos e Claudio Lyra na Lagoa R-400x

Por Fabian Chacur

De 25 a 28 de janeiro, Carlos Lyra e seu sobrinho Claudio se apresentaram juntos pela primeira vez, em São Paulo, no palco da Caixa Cultural. O sucesso do encontro foi tanto que eles resolveram leva-lo pela primeira vez ao Rio de Janeiro. Lyra ao Vivo, o show, será apresentado nesta quarta-feira (15) às 21h no Teatro Solar do Botafogo (rua General Polidoro, nº 180- Botafogo- fone 0xx21-2543-5411), com ingressos de R$ 20,00 a R$ 40,00.

O encontro entre um dos grandes nomes da bossa nova, Carlinhos Lyra (vocal), e seu talentoso sobrinho, Cláudio (vocal, violão e guitarra), terá a temperá-lo uma banda integrada por Maico Viegas (trompete), Daniel Garcia (sax e flauta), Pedro Milman (teclados), Rômulo Gomes (baixo) e Daniel Conceição (bateria). No repertório, clássicos do porte de Influência do Jazz e Minha Namorada e também composições de autoria do mais novo talento da família Lyra.

Na estrada desde 1999, Claudio Lyra já fez música para cinema, televisão, teatro, poesia falada, dança e mímica. O tio Carlos gravou uma de suas composições, O Barco e a Vela, no CD Sambalanço (2003) e no DVD Carlos Lyra 50 Anos de Bossa (2005). Juntos, eles compuseram Passageiros, gravada em dueto e um dos destaque do mais recente CD de Carlos, Autobiografia Não Autorizada.

Autobiografia Não Autorizada conta com a afiada coprodução de Vittor Santos, e traz 12 faixas que investem em diversas vertentes da nossa MPB, entre elas a bossa, o samba-rock e o romantismo, com direito a um tempero com elementos de jazz, rock e até rap. A faixa Procurando a Direção, por exemplo, traz a participação do rapper MC Mãe.

Razão Pra Tudo é um belo dueto de Claudio com a excelente cantora Alma Thomas. Além dos ótimos arranjos instrumentais, com direito a metais afiadíssimos, vale destacar os impressionantes vocais de apoio (backing vocals) feitos por Luiza Sales, Cacala Carvalho, Alexandre Caldi e Symô (entre outros), esbanjando técnica, bom gosto e sensibilidade.

A voz bem colocada e as letras de Claudio também impressionam, em músicas como a sarcástica Esparrela do Brasil, que tem um clipe espetacular para divulga-la. E o inspirado dueto dos Lyra ilumina a bela Passageiros. Um disco para ser apreciado faixa a faixa.

Esparrela do Brasil (clipe)- Cláudio Lyra:

Al Jarreau, aos 76 anos, leva a sua belíssima voz para o céu

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Por Fabian Chacur

Do The Right Thing (Faça a Coisa Certa-1989), de Spike Lee, é um dos meus filmes favoritos. A sua parte final é bastante violenta. Após uma verdadeira carnificina capaz de abalar qualquer pessoa mais sensível, uma incrível surpresa. Enquanto passam os créditos, uma música doce, suave e envolvente intitulada Never Explain Love nos ajuda a recuperar o fôlego, a esperança e a paz. Seu intérprete, o talentosíssimo Al Jarreau, nos deixou neste domingo (12) aos 76 anos.

Este cantor americano nascido em 12 de março de 1940 em Milwaukee, Wisconsin (EUA) tem inúmeros pontos importantes em seu extenso currículo. Em 1985, por exemplo, ele não só se apresentou com destaque da primeira edição do Rock in Rio como também foi um dos cantores a participar de uma das gravações mais conhecidas de todos os tempos, a beneficente We Are The World, ao lado de Michael Jackson, Bruce Springsteen e dezenas de outras estrelas do seu mesmo calibre.

Filho de um pastor evangélico e de uma pianista de igreja, Alwin Lopez Jarreau (seu nome de batismo) se envolveu com a música desde o berço, portanto. Curiosamente, demorou um pouco a mergulhar de cabeça nessa carreira. Ele se formou em psicologia e trabalhou na área de reabilitação vocacional. Nas horas vagas, cantava com um trio de jazz liderado por um certo George Duke, que viraria um parceiro musical, também estrela do jazz e amigo para o resto da vida.

Em 1968, incentivado pela boa repercussão que vinha obtendo em pequenos shows, resolveu virar cantor em tempo integral. Fez inúmeras apresentações ao vivo e participou de programas de TV importantes, e em 1976, após marcar presença no hoje mitológico Saturday Night Live, recebeu o convite para gravar seu primeiro álbum solo, We Got By, lançado naquele mesmo ano. Ele já tinha 36 anos, mas soube aproveitar essa oportunidade rapidinho.

Em 1978, com o álbum Look To The Rainbow, ganhou o primeiro dos sete Grammy Awards que faturaria em sua carreira. Embora investindo basicamente em jazz, com destaque para scat singing, ele também não se furtava a gravar rhythm and blues, soul e canções românticas, mas sempre com muito bom gosto e sem concessões exageradas.

Em 1981, seu elogiado álbum Breakin’ Away o colocou na 9ª posição da parada pop americana, graças a belas canções pop. Ele sempre liderou os charts de jazz e também de r&b, graças a canções como a maravilhosa Mornin’, que também fez sucesso no Brasil.

Ele também marcou presença em várias trilhas sonoras. Além da do filme de Spike Lee citado logo na abertura deste texto, outro destaque fica por conta de Moonlighting, tema da série de TV A Gata e o Rato, que foi ao ar de 1985 a 1989 e era estrelada por Sybil Sheperd e Bruce Willis. Ele chegou a participar de um álbum da adorável Vila Sésamo, In Harmony: A Sesame Street Record.

Sua paixão pela música brasileira o levou a gravar as músicas Waters Of March e Girl From Ipanema, de Tom Jobim, no álbum A Twist Of Jobim (1997), do célebre guitarrista americano Lee Ritenour, e também da faixa Double Face, em 2010, em um álbum de Eumir Deodato. Ele homenageou o amigo Duke recentemente com o álbum My Old Friend: Celebrating George Duke (2014). Um de seus melhores trabalhos foi Givin’ It Up (2006), gravado em parceria com George Benson, outro grande amigo e que tocou naquele mesmo Rock in Rio de 1985.

Os problemas mais sérios com a saúde de Al Jarreau tiveram início em 2010, quando o astro chegou a ficar internado por bastante tempo na França, entre a vida e a morte. Mesmo assim, conseguiu se recuperar e continuou fazendo shows e gravando até quando isso foi possível. Ele inclusive tinha shows marcados para o Brasil em março deste ano, mas as apresentações foram canceladas por causa de seu estado de saúde, há alguns dias. Uma pena! Que descanse em paz!

Never Explain Love– Al Jarreau:

Tony Babalu faz o show para mostrar músicas de novo CD

Tony Babalu (Foto Lucas Altieri)-400x

Por Fabian Chacur

Vem aí um novo petardo de Tony Babalu. O grande guitarrista, produtor e compositor promete para breve o sucessor do elogiado Live Sessions At Mosh (2014, leia resenha de Mondo Pop aqui). Ele faz uma prévia desse repertório de inéditas em show gratuito nesta segunda-feira (13) às 19h no Teatro Anchieta do Sesc Consolação (rua Doutor Vila Nova, nº 245- Vila Buarque- fone 0xx11-3234-3000).

Na ativa desde a década de 1970, Babalu já tocou com o lendário grupo Made in Brazil, além de produzir e trabalhar com outros artistas e investir em uma carreira solo na qual prioriza o som instrumental. Caso raro de roqueiro no Brasil que não se vale das palavras em seu trabalho, embora seus solos envolventes e criativos sejam tão precisos e inspirados que falam mais do que mil delas.

No show desta segunda (13), ele terá a seu lado Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Percio Sapia (bateria), e mostrará faixas que serão lançadas no futuro Live Sessions II e também algumas do primeiro volume. Garantia de um rock instrumental temperado por elementos de blues, hard, rhythm and blues e até de brasilidade, sempre com qualidade e sem cair no virtuosismo exibicionista.

Suzi (ao vivo)- Tony Babalu:

Cantora Fátima Fonseca lança O Espelho com show em SP

Fatima Fonseca - Foto Paulo Uras-400x

Por Fabian Chacur

O Espelho é o primeiro CD da cantora e compositora paulistana Fátima Fonseca. Lançado pela via independente, o trabalho traz oito faixas interpretadas em português, castelhano e inglês. Ela mostra esse repertório e mais outras canções em show neste domingo (12) às 20h30 no Café Piu Piu (rua Treze de Maio, nº 134-Bela Vista- fone 0xx11-3258-8066), com ingressos a R$ 25,00.

O álbum coroa a parceria artística entre Fátima e o pianista, compositor e arranjador David Pasqua, que é autor ou coautor de cinco das oito canções do CD, sendo duas delas assinadas pelos dois. Ele também se incumbirá, no show deste domingo, de piano e arranjos da banda de apoio da cantora, que também traz como integrantes Diego Trindade (guitarra), Marcelo Rocha (baixo) e Edson Ghilardi (bateria), com participação especial de Marcelo Mejia (autor da faixa Desde Que Tú No Estás, um dos destaques do disco).

Além de faixas autorais, como Como Um Ímã e Rio de Moinhos, o trabalho de estreia de Fátima Fonseca também conta com composições alheias, entre elas We’ve Only Just Begin (Paul H. Williams-Roger S.Nichols), grande hit com os Carpenters. Descendente de portugueses, a artista recentemente fez um show de lançamento do CD na cidade de Viseu, em Portugal, no qual também cantou alguns fados.

O Espelho (clipe)- Fátima Fonseca:

Marina Lima elogia a releitura hard rock de Uma Noite e 1/2

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Por Fabian Chacur

Uma das marcas de Uma Noite e 1/2, grande sucesso de Marina Lima lá pelos idos de 1987, eram as guitarras um pouco mais ardidas do que o habitual em suas gravações. Pois bem. Trinta anos depois, a banda paulista de hard rock Dirty Glory resolveu enfatizar essa vocação hard rock de tal música e a regravou com muita categoria, em single que acaba de ser lançado.

A gravação é uma surpresa para os fãs desta banda que está na estrada há mais de cinco anos e lançou em 2015 o seu álbum de estreia, Mind The Gap, lançado pelo selo americano Perris Records. Afinal de contas, trata-se da primeira vez que eles gravam algo que não fosse em inglês. O grupo de hard rock é formado por Jimmi DG (vocal), Reichhardt (guitarra), Dee Machado (guitarra), Vikki Sparkz (baixo) e Sas (bateria).

A ideia de resgatar a composição de Renato Rocketh (que participou da gravação de Marina Lima, lançada no álbum Virgem, de 1987) surgiu de forma despretensiosa, e acabou desembocando em execução nos ensaios do quinteto, inclusão no set list dos shows, com ótima repercussão por parte do público, e, agora, no lançamento do single.

O bacana é que Marina Lima ouviu o registro do Dirty Glory, curtiu e, com a gentileza que lhe é peculiar, deu uma declaração bacana acerca do tema. “Lembra bastante a primeira versão, com outro cantor bem bom e uma pegada mais atual. Gostei bastante. Muito bom de ouvir”. Seria a abertura para mais gravações em português, ou outros covers descolados por parte da banda? Só o tempo dirá.

Uma Noite e 1/2– Dirty Glory:

Rapha Oliveira inicia série de shows no Beco das Garrafas

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Por Fabian Chacur

Rapha Oliveira inicia nesta sexta (3) às 21h uma série de shows no histórico Beco das Garrafas (rua Duvivier, nº 37- Copacabana- fone 0xx21- 2543-2962). O cantor e compositor se apresentará no Little Club daquele espaço para shows, e voltará nos dias 10, 17 e 24 de fevereiro, sempre no mesmo horário e local. Os ingressos custam R$ 40,00.

A carreira de Rapha teve início como vocalista de apoio de artistas como Anitta, Sorriso Maroto e Kleber Lucas. Ele também teve composições de sua autoria gravadas por artistas do porte da própria Anitta, Ferrugem, Péricles (ex-Exaltasamba) e Raquel Mello. Ele está iniciando a sua carreira-solo com o lançamento de seu primeiro CD, O Mundo Lá Fora.

O álbum de estreia traz nove composições do próprio artista, nas quais ele se divide entre samba, MPB e pop nacional. Marcam presença no disco Milton Guedes, Thais Macedo e Jessé Sadoc. Músicas deste trabalho, como Ilusão, Fardo, Seu Par e O Mundo Lá Fora, estarão no set list de seus shows no Beco das Garrafas, além de canções dos repertórios de Luciana Melo (Simples Desejo), Djavan (Meu Bem Querer), Lulu Santos (Tudo Bem) e Sandra de Sá (Olhos Coloridos), entre outras.

Seu Par– Rapha Oliveira e Thais Macedo:

Emanuelle Araújo celebra em novo clipe Iemanjá e a Bahia

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Por Fabian Chacur

Dia 2 de fevereiro é a data reservada para celebrar Iemanjá, um dos orixás mais cultuados por candomblé e umbanda e considerada por seus seguidores como a rainha do mar. Como forma de homenageá-la, a cantora Emanuelle Araújo lançou nesta quinta-feira (2) o seu novo clipe, que ilustra a canção Céu Azul, de autoria de Marcio Mello e parte integrante de seu primeiro álbum solo, O Problema é a Velocidade (2016), lançado pela gravadora Deck.

O clipe foi gravado na praia de Moreré (BA), com direção a cargo de Felipe Flores, e ilustra de forma muito intensa a hipnótica canção, que encerra o elogiado álbum da cantora soteropolitana nascida em 21 de julho de 1976. Ela explica o porque fez o lançamento nesta data:

“Filmei esse clipe no ano passado e estava esperando o momento certo para lançá-lo. Tenho uma relação forte com Iemanjá, como boa baiana, e achei que realmente o 2 de fevereiro era um bom momento. Eu estava esperando uma hora que fosse oportuna, que tivesse uma energia que eu acho que a música tem e que o clipe tem também”.

Emanuelle começou a ficar conhecida do grande público em 1999, quando substituiu Ivete Sangalo na Banda Eva, na qual ficou até 2002. Depois, integrou o trio Moinho ao lado do guitarrista Toni Costa e da percussionista Lan Lan, com quem lançou três CDs. Ela também atua com destaque como atriz, e trabalhou em filmes como Ó Paí Ó e novelas como Pé Na Jaca, A Favorita, Três Irmãs e Malhação.

Céu Azul– Emanuelle Araújo:

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