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Saiba mais sobre a turnê do Fleetwood Mac

Por Fabian Chacur

E continuam pipocando novas informações sobre a turnê que trará de volta a ativa em 2013 o Fleetwood Mac, após quatro anos longe dos palcos. Desta vez, foram divulgadas as datas oficiais dos shows nos EUA e Canadá.

O primeiro show será realizado no dia 4 de abril de 2013 na Columbus Nation Wide Arena, e o último no dia 12 de junho de 2013 na Detroit Joe Louis Arena. Serão 34 apresentações, com direito a alguns locais marcantes, como o mitológico Madison Square Garden, Nova York (dia 8 de abril) e o Hollywood Bowl, Los Angeles (dia 25 de maio), onde os Beatles tocaram algumas vezes.

A banda anunciará futuramente datas de várias apresentações que irão ocorrer na Europa, uma das quais poderá ser no retorno do célebre Glastonbury Festival, na Inglaterra, e também na Austrália, onde estão previstos em torno de 15 shows, segundo fontes oficiais.

Em entrevista ao site americano da revista Rolling Stone, a cantora Stevie Nicks afirmou ser esse o momento perfeito para o retorno do grupo, que iniciou sua carreira em 1967. “Creio que 2013 será o ano do Fleetwood Mac”. Ela também revelou que compôs duas músicas novas com o guitarrista Lindsey Buckingham.

“Trabalhamos juntos durante quatro dias, há duas semanas, e foi ótimo trabalharmos na casa dele. Pude conviver com a sua família, com seus filhos, e sinto que antigas mágoas ou problemas entre eu e ele já estão devidamente resolvidos”, garante Stevie.

Stevie e Lindsey eram casados quando entraram no Fleetwood Mac, em 1974, e se separaram ainda na década de 70 durante as tumultuadas gravações do álbum de maior sucesso na carreira da banda, o mitológico Rumours (1977), cujo tema básico foi exatamente os desentendimentos na vida amorosa de seus integrantes.

O repertório dos shows deverá ser composto em 75% do tempo por grandes hits como Dreams, Rhiannon, Go Your Own Way, Don’t Stop, Landslide e Tusk, com o restante do tempo sendo reservado a músicas menos conhecidas do repertório da banda e também algumas inéditas.

O Fleetwood Mac é uma das raras bandas clássicas do rock ainda em atividade que nunca se apresentou ao vivo no Brasil. Será que vale a pena sonhar com um show deles por aqui em 2013? Como diria Martin Luther King, “I have a dream”…

A atual formação da banda traz os americanos Lindsey e Stevie ao lado dos fundadores do time, Mick Fleetwood (bateria) e John McVie (baixo), com músicos de apoio completando o time nos shows. Christine McVie (vocal e teclados), que esteve no Fleetwood Mac entre 1970 e 1998, saiu para se dedicar à vida doméstica e a eventuais trabalhos solo.

Ouça Landslide, ao vivo, com o Fleetwood Mac:

Fleetwood Mac fará turnê em 2013

Por Fabian Chacur

O Fleetwood Mac voltará aos palcos em 2013. A informação foi divulgada pelo guitarrista da banda, Lindsey Buckingham, em entrevista concedida ao site americano da revista Billboard. O retorno deveria ter ocorrido este ano, mas foi adiado por causa de uma turnê solo da cantora da banda, Stevie Nicks.

No momento, o americano Buckingham está fazendo alguns shows nos quais, pela primeira vez em sua brilhante carreira, atua totalmente sozinho. Ele, por sinal, gravou uma dessas performaneces, que será lançada no formato digital com o título One Man Show.

Nesses shows, ele relê clássicos de sua carreira solo e também do Fleetwood Mac, sendo que em músicas como So Afraid e Go Your Own Way ele se vale de partes pré-gravadas de guitarra por ele próprio para se acompanhar.

Lindsey acredita que a nova turnê com a banda que o tornou famoso no mundo inteiro terá início em abril de 2013. Além dele, a atual formação do FM inclui Mick Fleetwood (bateria), John McVie (baixo) e Stevie Nicks (vocal), com a adição de músicos de apoio nos shows.

Não há a previsão de lançamento de um novo álbum de estúdio da banda para breve, mas Buckingham afirma que realizou algumas gravações com McVie e Fleetwood, mostrando-as para Nicks, e que esse material poderá ser trabalhado em um futuro não muito distante, provavelmente depois da turnê.

A nova turnê do grupo, que iniciou sua carreira em 1967 e estourou em termos planetários em 1977 com o álbum Rumours, será a primeira em quatro anos. Seu mais recente álbum de estúdio, o excelente Say You Will, chegou às lojas em 2003, e atingiu o terceiro posto na parada americana, com ótimos índices de vendagem.

Ouça Say You Will, com o Fleetwood Mac:

Morre Bob Welch, ex-Fleetwood Mac

Por Fabian Chacur

Não aguento mais escrever sobre mortes de nomes importantes na história do rock, mas não dá para fugir da raia. Logo, lá vamos nós mais uma vez. Perdemos nesta quinta-feira (7) o músico Bob Welch, que entre 1971 e 1974 integrou o Fleetwood Mac. Ele foi encontrado morto em sua casa em Nashville, nos EUA, e tudo leva a crer que se tratou de suicídio.

Matéria do site da revista americana Billboard informou que um bilhete estava próximo ao corpo, com conteúdo ainda não revelado. À mesma fonte, o baterista do Fleetwood Mac, Mick Fleetwood, não só lamentou a perda do companheiro como também achou estranha a forma como a morte ocorreu, afirmando ter sido Welch um cara bem-humorado e inteligente.

Bob Welch nasceu no dia 31 de julho de 1946 em Los Angeles, California, e teve seu primeiro momento de destaque no cenário da música ao integrar a banda The Seven Souls.

Em abril de 1971, viu sua vida tomar novo rumo ao ser apresentado por uma amiga aos integrantes do Fleetwood Mac, que viviam um de seus momentos mais confusos pelo fato de terem perdido, em pouco tempo, os guitarrista Peter Green e Jeremy Spencer. Welch recebeu o convite para substituir Spencer.

A importância de Bob Welch na história do Fleetwood Mac é seminal, pois foi ele quem ajudou não só a banda a se manter na ativa naqueles anos difíceis, como também os encaminhou para uma mudança de som, do british blues inicial rumo a uma mistura de folk, country, pop e rock que os tornou conhecidos mundialmente, além de ter sido o primeiro não britânico a integrar o time. Essa mudança de rumos foi aumentando aos poucos a popularidade da banda.

Welch teve por volta de 20 de suas composições gravadas pelo grupo nos álbuns Future Games (1971), Bare Trees (1972), Penguin (1973), Mystery To Me (1973) e Heroes Are Hard To Find (1974). Além de guitarrista e compositor, era um ótimo cantor, de voz suave e melódica, e ficou na linha de frente do grupo, ao lado da cantora e tecladista Christine McVie.

Das canções de sua autoria gravadas pelo FM, destacam-se Hypnotized e especialmente Sentimental Lady. Esta última, cuja imbatível versão original encontra-se em Bare Trees (um álbum maravilhoso, por sinal), foi regravada por ele em 1977, em sua careira solo, e chegou ao oitavo posto na parada americana de singles.

No fim de 1974, Bob Welch resolveu sair fora do grupo e partir inicialmente para a criação de um trio, o Paris, que lançou dois álbuns antes de se separar. Aí, resolveu se dedicar à carreira solo, tendo curiosamente como manager o ex-colega de banda Mick Fleetwood, vínculo que se manteve até os anos 80.

Nunca deixei de me divertir com o irônico título do último álbum de Welch com o FM, Heroes Are Hard To Find (heróis são difíceis de serem encontrados). Quando ele saiu da banda, muitos achavam que seria difícil aquele grupo encontrar um substituto à altura de Welch, na época o cantor, guitarrista e principal compositor do então quarteto.

Quem poderia imaginar que o grupo não só encontraria novos heróis -dois, para ser mais preciso, Lindsey Buckingham e Stevie Nicks- à altura como de quebra ainda iria rumo ao topo do mundo do rock a partir de 1975? Coisas da vida, choque de opiniões…

A carreira individual de Welsh viveu bons momentos em seus anos iniciais, especialmente graças à releitura já citada de Sentimental Lady, às canções Hot Love Cold World, Ebony Eyes e Precious Love, e a álbuns como French Kiss (1977).

A partir dos anos 80, viu sua popularidade cair bastante, além de sofrer com os efeitos da heroína, que consumia em quantidades significativas até 1986.

Em 1994, entrou com um processo contra o Fleetwood Mac alegando não pagamento de royalties, e isso possivelmente levou a organização do Rock And Roll Hall Of Fame a injustamente não convidá-lo para a cerimônia de indução da banda àquela importante instituição de preservação da história do rock em 1998.

Welch ficou extremamente magoado, mas voltou a ser amigo de Mick Fleetwood nos anos 2000. Ele relembrou seus tempos de FM com o lançamento de dois álbuns no qual releu composições suas gravadas pela banda e também outras de suas canções. Esses CDs são Fleetwood Mac Years And Beyond Vols 1 (2003) e 2 (2006).

É extremamente triste saber que alguém com tanto talento e com tantos feitos bacanas em seu currículo tenha tirado a própria vida. Que ele possa descansar em paz, e que Deus o abençõe pelas belíssimas canções que nos deixou, e que certamente ouviremos de novo e de novo hoje, amanhã e enquanto houver mundo…

Curiosamente, outro integrante dessa fase de transição do Fleetwood Mac também morreu este ano, mais precisamente no dia 3 de janeiro de 2012. Foi o guitarrista Bob Weston, que integrou o time nos álbuns Penguin e Mystery To Me. Tem um post sobre ele em Mondo Pop.

Ouça Sentimental Lady, com Bob Welch:

Veja Hypnotized, com o Fleetwood Mac, ao vivo:

Veja Miles Away, com o Fleetwood Mac, ao vivo:

Morre Bob Weston, ex-Fleetwood Mac

Por Fabian Chacur

Morreu no último dia 3 de janeiro o guitarrista Bob Weston, ex-integrante do grupo Fleetwood Mac. Seu corpo foi encontrado na casa em que vivia em Londres. O músico tinha 64 anos de idade.

Weston entrou no Fleetwood Mac em 1972 para substituir o talentoso (mas problemático) Danny Kirwan, após ter tocado ao lado do bluesman Long John Baldry. Sua estreia na banda ocorreu com o CD Penguin (1973), no qual tocou guitarra solo, slide guitar, gaita e banjo.

Ele cantou nesse álbum a faixa Did You Ever Love Me, em dueto com a cantora e tecladista Christine McVie, além de ser o autor da instrumental Caught In The Rain, que encerra o disco.

O músico também teve participação importante no álbum seguinte da banda britânica, Mystery To Me (1973). Durante a turnê que divulgava esse álbum, Weston se meteu em uma tremenda encrenca.

O guitarrista iniciou um caso com Jenny Boyd, ninguém menos do que a então mulher do baterista do Fleetwood Mac, Mick Fleetwood. Não demorou para que o músico acabasse sendo demitido do grupo.

Após sair do FM, Bob Weston tocou ao lado de músicos como Sandy Denny e Steve Marriott (ex-Small Faces e Humble Pie). Ele também lançou três álbuns solo: Night Light (1980), Studio Picks (1981) e There’s a Heaven (1999). Seu site oficial anunciou em 2008 o início da gravação de um quarto, que permanece inédito.

Duas curiosidades: ele participou em 1979 do álbum Hello There Big Boy!, de Danny Kirwan, o músico que substituiu no FM, e também marcou presença em Bob Welch & Friends Live At The Roxy (2004) ao lado de Bob Welch, que tocou com ele em seus anos no Fleetwood Mac.

O mais curioso, no entanto, fica por conta da participação especial, no disco Studio Picks, de ninguém menos do que Mick Fleetwood. Provavelmente pelo fato de, em 1981, o mulherengo Fleetwood já ter há muito se separado de Jenny, por sinal irmã de Patty, ex-de George Harrison e Eric Clapton e inspiradora da música Layla.

Bob Weston esteve no Fleetwood Mac em uma fase de transição da banda, quando saía de sua fase blues para o country-folk rock que o consagrou mundialmente, após a entrada de Lindsey Buckingham e Stevie Nicks no final de 1974.

Veja e ouça o Fleetwood Mac em 1973, com Bob Weston:

Lindsey Buckingham, um virtuose do rock

Por Fabian Chacur

Lindsey Buckinham é o tipo de artista que eu classifico como um virtuose a serviço do rock and roll. Sem exageros e com toda a justiça.

Com 62 anos, ele iniciou sua carreira fonográfica em 1973 com o excepcional (e foríssima de catálogo – nunca saiu em CD!) Buckingham Nicks, gravado em dupla com a então namorada Stevie Nicks.

A partir de sua triunfal entrada no Fleetwood Mac (junto com Nicks) em 1975, esse cantor, compositor e músico americano rapidamente se tornou um sucesso estrondoso.

Além dos álbuns e shows com a seminal banda anglo-americana, ele também desenvolve uma bela carreira solo que rende agora mais um belíssimo fruto, o álbum Seeds We Sow, já disponível no mercado nacional.

Buckingham é um músico completo. Toca com rara habilidade guitarra, violão e outros instrumentos. Compõe com estilo e inspiração, e tem uma ótima voz, além de saber escolher o repertório para cada novo trabalho.

De quebra, possui marcante conhecimento técnico, o que lhe permite gravar suas performances com qualidade absurda, possibilitando ao ouvinte degustar cada dedilhado, cada riff, cada acorde. Desculpem a grosseria, mas lá vai: o cara é foda!!!

Seeds We Sow traz 11 faixas em sua versão standard, sendo que apenas na sacudida That’s The Way That Love Goes ele conta com a participação de outros músicos. De resto, ele toca todos os intrumentos e se incumbe de todas as vocalizações nas 10 faixas restantes. E bem, muito bem.

A nova safra de composições de Linsey é inspiradíssima, com direito a uma delicada faixa título, a sensacionalmente pop Gone Too Far, a envolvente Rock Away Blind e a pesada One Take, só para citar algumas.

Como guitarrista, ele se vale de solos econômicos e vibrantes, além de riffs sempre bem encaixados. No violão acústico, esbanja técnica que nos traz ecos da escola flamenca, sem cair no exibicionismo e sempre privilegiando as canções, adornando-as com um bom gosto impressionante.

Além das músicas próprias, o guitarrista do Fleetwood Mac ainda nos oferece uma sensacional releitura voz e violão para She Smiled Sweetly, pérola perdida dos Rolling Stones de 1967 (no disco Between The Buttons) que curiosamente o Ira! releu em 1993 no álbum Música Calma Para Pessoas Nervosas.

A minha cópia de Seeds We Sow já está quase furada de tanto ouvi-la. É um álbum de rock simplesmente impecável, acima de modismos e na qual Lindsey Buckingham mistura inspiração, perfeccionismo e estilo próprio.

Ouça That’s The Way That Love Goes:

Stevie Nicks lança álbum de rock exemplar

Por Fabian Chacur

Stevie Nicks é uma das cantoras mais emblemáticas e peculiares da história do rock.

A estrela americana, que ficou conhecida mundialmente como integrante do Fleetwood Mac a partir de 1975, possui uma voz marcante e de timbre inconfundível, visual copiado por inúmeras colegas e um estilo de composições também inconfundível.

Além de ter presença importantíssima na banda, Stevie desenvolve há 31 anos uma carreira solo das mais produtivas, na qual consegue conciliar apelo popular e qualidade artística.

Acaba de chegar às lojas In Your Dreams, primeiro disco de inéditas que a moça coloca no mercado desde o excelente Trouble in Shangri-la (2001).

A novidade aparece na produção, que ficou a cargo da dupla Dave Stewart (ex-Eurythmics) e Glen Ballard (que tornou Alanis Morissette uma estrela ao produzir Jagged Little Pill em 1995).

Como de praxe, Miss Nicks soube se cercar de gente talentosa para gravar esse novo CD, como Mike Campbell, Waddy Watchel, Mick Fleetwood, Lindsey Buckingham e as vocalistas Sharon Celani e Lori Nicks, entre outros.

Em termos musicais, a sonoridade e as composições seguem a linha que mistura rock, folk, country e pop com aquela assinatura característica dessa grande roqueira.

A rigor, as 13 músicas são ótimas, mas algumas merecem destaque, como o primeiro single (já com clipe) Secret Love, um rock grandioso, percussivo, para chutar o balde logo de cara.

Wide Sargasso Sea, a faixa título, Annabel Lee, Ghosts Are Gone, e Cheaper Than Free (essa um dueto com Dave Stewart) são momentos dignos de entrar em um greatest hits.

Duas faixas merecem um destaque ainda maior.

Soldier’s Angel é um fantástico e nervoso dueto entre Stevie e seu colega de Fleetwood Mac (e ex-marido, por sinal) Lindsey Buckingham, que simplesmente arrebenta na guitarra.

New Orleans, o momento mais arrepiante do álbum, é uma emocionante homenagem à cidade, destruída por desastres naturais e em fase de reconstrução.

In Your Dreams entrou na parada americana direto na sexta posição, prova de que essa cantora e compositora de 63 anos sabe como poucas dar ao público o que ele quer sem se prostituir ou se render a fórmulas picaretas e descartáveis.

Veja o videoclipe de Secret Love:

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