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Guitarrista Tony Babalu faz 2 shows gratuitos em São Paulo

Tony Babalu (Foto Leandro Almeida) (1)-400x

Por Fabian Chacur

Tony Babalu é um daqueles nomes que provam a força do músico brasileiro. Guitarrista desde os anos 1970, ele participou da lendária banda Made In Brazil, produziu vários artistas e também desenvolve um trabalho solo de primeira linha. Essa fera do rock e da música instrumental brasileira fará dois shows gratuitos em São Paulo, nos dias 9 (sábado) às 19h e 10 (domingo)às 18h, na Galeria Olido- Vitrine de Dança (avenida São João, nº 473- Centro- SP- fones: 0xx11 3331-8399 e 3397-0171). Programa imperdível para fãs de música instrumental com eme maiúsculo.

O guitarrista e compositor lançou recentemente o excelente álbum solo Live Sessions at Mosh (Amellis Records/Tratore), um dos melhores trabalhos da história do rock instrumental (e da música instrumental como um todo, sem restrições) já feitos no Brasil (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Altamente recomendável.

No show, Babalu contará com o apoio de banda integrada por Leandro Gusman (baixo), Adriano Augusto (teclados) e Percio Sapia (bateria). Teremos duas participações especiais de guitarristas. No sábado (9), Kim Kehl (também ex-Made In Brazil e dos Kurandeiros), e no domingo (10), Xando Zupo (das bandas Pedra e Patrulha do Espaço). No repertório, os seis temas incluídos no CD e também alguns inéditos.

Vecchione Brothers– Tony Babalu:

Brazilian Blues– Tony Babalu:

Suzi (live)- Tony Babalu:

Grant Hart cativa fãs do Husker Du em SP

Por Fabian Chacur

Grant Hart entrou no palco da Galeria Olido em São Paulo às 18h08 deste domingo (15) munido apenas de sua guitarra Gibson modelo semiacústico. Antes disso, o ex-baterista e cantor da seminal banda oitentista Husker Du já havia dado um banho de simpatia atendendo os fãs no saguão do teatro, dando autógrafos e tirando fotos com quem desejasse. Um público pequeno e entusiástico.

No melhor esquema “one man band”, Hart tocou durante 1h40 com profissionalismo extremo, bom humor e respeito aos presentes. Seu desempenho na guitarra é correto, sem esbanjar técnica e demonstrando o suficiente para apresentar de forma digna suas ótimas canções. Como disse meu amigo Giovanni, seria bacana vê-lo acompanhado por um guitarrista afiado que valorizasse ainda mais suas belas melodias.

Durante sua performance, o músico de 52 anos oriundo da cidade americana de Minneapolis mostrou canções do Husker Du, da banda Nova Mob (criada e encerrada nos anos 90) e da carreira solo, incluindo material do recém-lançado álbum individual The Argument, inédito no Brasil. Don’t Want To Know If You Are Lonely, Barbara e Diane foram algumas dessas músicas incluídas no set list, todas bem legais.

Com um vozeirão bem potente, Hart mostrou sua versatilidade como compositor, indo de momentos mais agressivos e quase hardcores (mesmo nesse perfil solitário e sem batera e baixo) até instantes de puro folk e country. Suas canções exploram o universo dos acordes simples e sem muito rebuscamento de forma criativa, inteligente e sensível, sem cair na mesmice ou repetição de formatos.

O público presente, com agradável predominância de jovens que eram crianças ou nem mesmo tinha nascido quando o Husker Du saiu de cena (em 1988), recepcionou Grant Hart com a devida reverência, aplaudindo bastante cada canção e chamando dois bis do roqueiro, atendidos com prazer. Sua saída do palco foi hilária: “ah, depois mandem um abraço para, como é mesmo o nome dele?”, referindo-se ao ex-parceiro de Husker Du Bob Mould, que tocará no Brasil em outubro (leia aqui). Saiba mais sobre Grant Hart aqui.

Veja Grant Hart ao vivo no esquema voz e guitarra:

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