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Greatest Hits- Seals & Crofts (1975-Warner)

Por Fabian Chacur

Ah, o ano de 1972! Trata-se de uma época mágica para mim, quando tinha dez anos de idade (completei onze em setembro) e comecei a comprar discos, especialmente compactos singles, aqueles com uma música de cada lado. Um deles incluia as músicas Summer Breeze de um lado e East Of Ginger Trees do outro.

Summer Breeze colocou pela primeira vez nas paradas de sucesso do mundo a dupla Seals & Crofts. Seus integrantes, no entanto, já haviam rodado muito até então. James Seals (vocais, violão, guitarra, violino, sax) nasceu em 1941, enquanto Dash Crofts é um ano mais velho. Eles se conheceram crianças, e começaram a tocar em 1958.

Até os idos de 1965, integraram a banda The Champs, que estourou meses antes de eles entrarem a bordo, com a célebre instrumental Tequila.. Em 1966, após muitas idas e vindas, criaram o grupo Dawnbreakers ao lado do guitarrista Louie Shelton. A banda, no entanto, acabou em 1970. Seals e Crofts resolveram continuar, agora como duo.

Shelton se tornou produtor e assumiu essa função nos discos do duo. Dois discos foram lançados por um selo independente e pouco venderam, mas a consistência de seu trabalho atraiu as atenções da gravadora Warner, que os contratou. No início de 1972, o álbum Year Of Sunday chegou às lojas, mas também patinou nas vendas.

Felizmente os executivos da Warner continuaram acreditando em seus contratados, e naquele mesmo 1972, Summer Breeze quebrou a zica dos músicos oriundos do estado do Texas. Com sua melodia marcante, letra evocativa e romântica e arranjo com forte teor acústico, a canção os inseriu no cenário do bittersweet rock de James Taylor.

Com vocalizações marcantes e um coquetel sonoro composto por folk, country,rock e pop muito bem arquitetado, Seals & Crofts continuariam emplacando outros sucessos bacanas, entre os quais Diamond Girl, We May Never Pass This Way (Again), When I Meet Them, Ruby Jean And Billie Lee. Em 1975, chegou às lojas a coletânea Greatest Hits, com 10 faixas e um bom resumo de sua era de ouro.

Greatest Hits é daqueles álbuns que você pode ouvir de ponta a ponta sem susto, e serve como bom resumo do bittersweet rock melódico e repleto de mensagens positivas, algumas oriundas da filosofia oriental Baha’i seguida pelos amigos e de cuja “bíblia” foram extraídas algumas das inspirações de suas letras. Hipongas, sim, mas com consistência.

Até o fim dos anos 70, o duo emplacou outros hits, como Get Closer, e até flertou com a disco music. A partir de 1980, quando lançaram The Longest Road (com participações especiais de Stanley Clarke e Chick Corea), James Seal se tornou compositor e artista country, enquanto Dash Crofts deu uma sumida. Nos anos 90, eles fizeram shows com a banda australiana de soft-folk-country rock Little River Band. Mas suas músicas continuam emocionando.

Summer Breeze, com Seals & Crofts:

We May Never Pass This Way (Again), com Seals & Crofts:

Diamond Girl (Live), com Seals & Crofts:

When I Meet Them Diamond Girl Ruby Jean And Billie Lee – Seals & Crofts:

Bon Jovi inova em sua coletânea em DVD

Por Fabian Chacur

Como forma de complementar a compilação com seus maiores sucessos, o Bon Jovi lançou um DVD, Greatest Hits – The Ultimate Video Collection, que chega às lojas brasileiras via Universal Music.

O produto possui algumas diferenças em relação à versão em áudio. Aqui, temos 17 músicas, sendo que uma é da carreira solo de Jon Bon Jovi, Blaze Of Glory.

A grande sacana fica por conta de o fã ter a oportunidade de curtir duas versões de cada canção.

Uma é a de estúdio, acompanhada pelo videoclipe que a divulgou. Outra, uma gravação da banda tocando o mesmo hit ao vivo.

Além de possibilitar a comparação das duas situações (e de como o hoje quarteto respeita nos shows os seus arranjos originais), também prova que o som do grupo americano funciona bem nos dois contextos.

Os videoclipes do Bon Jovi habitualmente são bem simples, e misturam imagens de shows com algumas cenas feitas especialmente para a ocasião, mas nada nem sequer próximo dos vídeos promocionais de outros astros da música, tipo Michael Jackson, Beyoncé etc.

O mais divertido de todos é Have a Nice Day, que brinca com o símbolo smile dos anos 70 adaptado para o universo da banda. De resto, cenas simples e closes no cantor, para deixar os corações das fãs batendo mais forte…

Das inéditas presentes nas duas versões da coletânea em CD, apenas What Do You Got? é representada com clipe e performance ao vivo.

Aliás, os clipes dessa música e de We Weren’t Born To Follow nunca foram lançadas anteriormente em compilações de vídeos do Bon Jovi, sendo atrativos para quem é colecionador fiel de sua obra.

Coletânea é boa amostra da obra do Bon Jovi

Por Fabian Chacur

O Bon Jovi surgiu em 1983 e fez parte do que se denominou na época hair metal, ou heavy cosmetical, ou hard rock mais pop.

Por trás de cabeleiras esvoaçantes e mais bem tratadas até do que as femininas, músicos competentes nos ofereciam rocks melódicos com formato comercial e, em algumas ocasiões, extremamente competentes.

O grupo criado pelo cantor Jon Bon Jovi e também integrado por Richie Sambora (guitarra e vocais), David Bryan (teclados) e Tico Torres conseguiu superar a concorrência e acabou se tornando o mais bem-sucedido de todos os tempos no setor em termos comerciais.

As razões básicas: a ótima voz e o carisma de Jon, a guitarra personalizada de Sambora e a competencia de suas canções e arranjos.

Como forma de comemorar a atual turnê da banda, acaba de sair a coletânea Greatest Hits, disponível em duas versões: uma dupla, com 28 canções, sendo quatro inéditas, e outra com 16, e apenas duas novas.

Essa versão simples já está a venda no Brasil e equivale a uma versão atualizada da anterior, Cross Road, de 1994.

Trata-se de uma boa amostra do que o quarteto americano fez nesses anos todos.

O lado mais roqueiro aparece firme em Bad Medicine, You Give Love a Bad Name e Lay Your Hands Of Me.

As baladas mais viscerais são representadas por Wanted Dead Or Alive (para mim, a melhor música deles) e I’ll Be There For You.

Já o rock de acento mais pop surge em Livin’ On a Prayer, It’s My Life e We Weren’t Born To Follow.

De quebra, as baladas mais escancaradas surgem com Always e Bed Of Roses.

As inéditas What Do You Got? e No Apologies são bem simpáticas, embora não possam ser colocadas entre o que de melhor o grupo americano já fez.

Lamente-se a inexistência de um encarte com letras e informações mais detalhadas sobre cada música, defeito aliás também presente em Cross Road.

O Bon Jovi é a prova de que uma banda, mesmo sem ser revolucionária ou muito criativa, pode entrar para a história por sua competência, eficiência e talento para oferecer aos fãs um mais do mesmo bem temperado.

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