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Axl Rose, Slash, Duff e quem mais? O Guns N’ Roses 2016!

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Por Fabian Chacur

O mercado do rock and roll estourou fogos quando foi anunciada há alguns meses a volta de Slash e Duff McKagan aos Guns N’ Roses. Dessa forma, ocorria o retorno desses dois ao lado de Axl Roses após longos 23 anos. Mas, ao menos para mim, ficou no ar uma dúvida: quem seriam os outros músicos do time rocker? É o que você ficará sabendo neste post de Mondo Pop. Antes, vamos ao roteiro dos seis shows que eles farão no Brasil em novembro.

Como parte da turnê Not In This Lifetime Latin America Tour 2016, a banda americana formada em 1985 tocará em Porto Alegre (estádio Beira Rio) no dia 8/11. Em São Paulo, o local será a Allianz Parque nos dias 11 e 12/11. No Rio de Janeiro, o palco será o Engenhão (estádio Olímpico Nilton Santos) no dia 15/11. Curitiba verá Axl e sua turma em 17/11 na Pedreira Paulo Leminski, e o show em Brasília, o último por aqui em 2016, rola o dia 20/11 no estádio Mané Garrincha. Preços dos ingressos e outras informações você pode conferir aqui.

E agora, vamos ao tema principal desse texto. Para iniciar a conversa, vale lembrar que a formação clássica do Guns N’ Roses contava com Axl Rose (vocal), Slash (guitarra), Duff McKagan (baixo), Izzy Stradlin (guitarra) e Steven Adler (bateria). O primeiro a sair, ou melhor, a ser “saído”, foi Adler, em 1990, devido a sérios problemas com drogas. Pela mesma razão, Stradlin caiu fora em 1991.

As coisas complicaram mesmo para o grupo de hard rock quando Slash, em 1996, e Duff, no ano seguinte, anunciaram as suas partidas. Desse momento em diante, o Guns N’ Roses virou a banda de apoio de Axl Rose, demorando a partir de 1997 mais de dez anos para enfim lançar um álbum de inéditas (Chinese Democracy, em 2008) e passando por várias mudanças de músicos. E enfim chegamos ao momento atual.

Além de Axl, Slash e Duff, outro músico da era de ouro da banda se mantém em cena. Trata-se do tecladista Dizzy Reed, que entrou no Guns em 1990 e se manteve no grupo durante todos esses anos turbulentos. O guitarrista e vocalista de apoio Richard Fortus foi adicionado à turma em 2002, e permanece firme nesta nova fase, assim como o baterista Frank Ferrer, que assumiu as baquetas hard rockers em 2006.

Além desses seis integrantes, o time agora ganhou uma representante do sexo feminino. Trata-se da vocalista de apoio e tecladista Melissa Reese, que possui no currículo trabalhos ao lado de músicos como Bootsy Collins (ex-Funkadelic/Parliament), Chuck D (do grupo Public Enemy), Vanessa Carlton, Taylor Swift e Bryan “Brain” Mantia.

Os primeiros shows da encarnação 2016 da banda de Axl e Slash ocorreram no badalado festival Coachella, em abril, com direito a participação especial de Angus Young, líder do AC/DC, banda na qual Axl assumiu provisoriamente os vocais.

Quem também apareceu em cena em alguns shows nos EUA foi o baterista Steven Adler. Ou seja, da line up clássica, só mesmo Izzy Stradlin parece não ter chances de dar uma eventual canja em algum show, aparentemente pelas tristes razões de sempre (drogas).

Guns N’ Roses Live In San Diego 2016 (show completo):

Guns N’ Roses- Live In Los Angeles 2016 (show completo):

Mark Farner dá aula de hard rock em SP

Por Fabian Chacur

O horário e o local eram apavorantes: uma da madrugada do último domingo (18) no Palco São João, da Virada Cultural 2014. Mas a atração era tentadora. Nada mais, nada menos do que Mark Farner, cantor compositor e guitarrista do lendário Grand Funk Railroad, uma das melhores bandas da história do rock and roll como um todo e do hard rock melódico em particular. Valeu (e como!) o risco corrido!

Desde o início da apresentação, que na verdade teve início apenas às 01h40 do domingão, ficou claro que o astro americano, aos 65 anos de idade, continua em plena forma, com aquele vozeirão dos anos 70 e uma performance na guitarra das mais vigorosas. A seu lado, Richard Baker (teclados), Hubert (The H-Bomb) Crawford (bateria e vocais) e Lawrence Buckner (baixo e vocais).

Um timaço dos mais entrosados que soube honrar o ótimo repertório do Grand Funk. Os hits foram sendo enfileirados um a um: Rock & Roll Soul, Footstompin’ Music, Creepin’, Bad Time, The Loco-Motion, Some Kind Of Wonderful…Uma delícia ouvir essas maravilhas sendo bem tocadas e com a voz e guitarra que as lançaram originalmente em desempenho impecável.

No fim, às 02h46, com um bis que incluiu um solo de bateria e a mitológica I’m Your Captain (Closer To Home), o show se encerrou com aquele forte gostinho de quero mais. O público presente curtiu bastante, mesmo tendo de enfrentar o frio e os “amigos do alheio” que estavam por perto para tentar estragar a festa roqueira. Sorte que, ao menos neste show, tudo deu certo.

Chega a ser engraçado pensar atualmente que, durante boa parte dos anos 70, o trabalho do Grand Funk Railroad era simplesmente detonado pela crítica americana. Qual seria a razão? A simplicidade direta de suas letras? A energia básica e o teor melódico de suas músicas? A aura de “povão” de seus integrantes? Seja como for, os hits de Mark Farner e sua banda continuam deliciosos em pleno século 21, e bem defendidos por seu lider.

Footstompin’ Music, com Mark Farner (ao vivo) :

Bad Time, com Mark Farner (ao vivo):

The Loco-Motion, com Mark Farner (ao vivo):

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