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Daniela Spielmann lança o seu 2º CD solo com show no Rio

daniela spielmann com sax3- creditos Clau Pomp - menor-400x

Por Fabian Chacur

Celebrando 20 anos de uma carreira repleta de realizações, a saxofonista e flautista carioca Daniela Spielmann marca esse momento de sua trajetória musical com um novo CD. Trata-se de Afinidades, o segundo álbum solo e o primeiro autoral, sucedendo Brazilian Breath (2003). O lançamento no Rio será nesta quinta (18) às 20h no Blue Note Rio Club (avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- Lagoa- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos a R$ 45,00 (meia) e R$ 90,00 (inteira).

Afinidades foi concebido e realizado durante um período de dois anos, e traz como grupo base os músicos que habitualmente tocam com Daniela ao vivo: Xande Figueiredo (bateria), Domingos Teixeira (violão) e Rodrigo Villa (contrabaixo). Também participaram do álbum músicos badalados como Silvério Pontes (trompete e flugelhorn), Matheus Ceccato (violoncelo) e Dudu Maia (bandolim).

A saxofonista e flautista investe em uma mistura de ritmos como maracatu, samba-choro típico de gafieira, bossa nova, afoxé, baião e latinidade, sempre com muita brasilidade e uma abertura ao improviso oriunda do jazz. O show terá as participações especiais de Silvério Pontes (flugel e trompete), Alexandre Romanazzi (Flauta), Sheila Zagury (piano) e Beto Cazes (percussão).

Em seu currículo, Daniela Spielmann traz a participação, entre 2000 e 2014, na banda do programa global Altas Horas, apresentado por Serginho Groismann. Ela também tocou e gravou com grupos como Rabo de Lagartixa, Sincronia Carioca e Mulheres em Pixinguinha, além de ter atuado com nomes do porte de Sivuca, Zé Menezes, Zé da Vlha, Silvério Pontes, Áurea Martins e Zélia Duncan. Diversos shows pelo Brasil e exterior também marcam sua trajetória.

Choro Pro Zé– Daniela Spielmann e Sheila Zagury:

Bixiga 70 toca Quebra Cabeça em 3 shows no Sesc Pompeia

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Por Fabian Chacur

A música instrumental brasileira continua efervescente, com artistas de várias gerações firmes, fortes e criativos mostrando seus incríveis talentos. Um dos grupos mais bacanas surgidos nesta década atende pelo nome de Bixiga 70. Oriundos do célebre bairro paulistano, eles lançarão seu 4º álbum, Quebra Cabeça, com shows de 19 a 21 de julho (quinta a sábado), sempre ás 21h30, no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Quebra Cabeça, na definição deles, baseia-se na própria história da banda, que já tocou nesses anos todos em inúmeros lugares bacanas no Brasil e no exterior e se desenvolveu enquanto time musical no Traquitana, estúdio que equivale a uma espécie de casa para os rapazes. O produtor Gustavo Lenza é seu parceiro na produção musical deste novo álbum, enquanto o trabalho gráfico da capa mais uma vez fica por conta do talentoso Maurício Zuffo Kuhlmann (MZK).

O Bixiga 70 é integrado por Décio 7 (bateria), Marcelo Dworecki (baixo), Cris Scabello (guitarra), Mauricio Fleury (teclado e guitarra), Rômulo Nardes e Gustávo Cék (percussão), Cuca Ferreira (sax barítono), Daniel Nogueira (sax tenor), Douglas Antunes (trombone) e Daniel Gralha (trompete). Sua sonoridade instrumental mescla a música brasileira em suas várias vertentes com música africana, jazz e o que mais pintar, com muito groove e pegada dançante contagiante.

Bixiga 70 (2013)- Bixiga 70 (ouça em streaming):

Rubem Farias toca com feras da nossa música em Sampa

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Por Fabian Chacur

Diga-me com quem tocas e eu te direi quem és. Eis uma frase que podemos usar para definir o atual estágio da carreira de Rubem Faria. O baixista brasileiro atualmente radicado em Estocolmo, Suécia, tem no currículo apresentações com grandes nomes da música instrumental do Brasil e exterior. E é com alguns deles que ele tocará nesta terça (6) às 21h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 35,00.

O elenco é estelar. O trombonista Raul de Souza, por exemplo, é considerado um dos melhores do planeta neste instrumentos desde os anos 1960, e além de ter tocado com gente do porte de Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Sarah Vaughan, George Duke, Stanley Clarke, Sonny Rollins e Wayne Shorter, tem uma carreira solo das mais bem-sucedidas, incluindo discos de sucesso internacional como Sweet Lucy (1977) e Don’t Ask My Neighbours (1978).

Os fãs mais atentos do saudoso Gonzaguinha certamente se lembram do incrível baterista Paschoal Meirelles, que tocou com o cantor e compositor carioca durante mais de dez anos. Ele também trabalhou com Chico Buarque, Hélio Delmiro, Wagner Tiso e fundou com Mauro Senise o bem-sucedido grupo de música instrumental Cama de Gato.

Por sua vez, o guitarrista Nelson Faria atuou com João Bosco, Till Broener, Ivan Lins, Gonzalo Rubalcaba, Milton Nascimento, Cassia Eller, Leila Pinheiro e Paulo Moura. Além disso, tem atuação intensa como educador na área musical, e recentemente se tornou apresentador de um delicioso programa de entrevistas com astros da MPB, o ótimo Um Café Lá Em Casa. Fecha o time o cantor, compositor e violonista Filó Machado, com 50 anos de estrada e sólida carreira com 13 álbuns lançados e parcerias com Cesar Camargo Mariano, Djavan e outros.

Nascido em Salvador, Bahia, Rubem Farias tornou-se inicialmente conhecido por tocar com a efêmera banda de rock Jamp. Depois, ampliou seus horizontes e tocou e gravou com Randy Brecker, Filó Machado, Bocato, Leny Andrade, Lils Landgren e outros. Ele integra atualmente o Balaio Quarteto e o Freedoms Trio. No show no Bourbon Street, estarão no repertório músicas dele e de Nelson Faria, além de algumas inevitáveis surpresas, com um elenco desse calibre.

Ponta de Areia (ao vivo)- Rubem Farias (ao vivo):

CD Dorival reúne craques da música em show no Sesc-SP

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Por Fabian Chacur

O CD Dorival chama de cara a atenção do público pelo timaço de músicos que o assinam. Estão no projeto Rodolfo Stroeter (contrabaixo), André Mehmari (piano), Tutty Moreno (bateria) e Nailor “Proveta” Azevedo (clarinete e sax). Eles mostram o repertório desse álbum em São Paulo neste sábado (13) às 21h e domingo (14) às 18h no teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Embora envolva quatro músicos brasileiros, o álbum teve como local de gravação o Rainbow Studio, situado na cidade de Oslo, na Noruega. O repertório, como o título entrega logo de cara, traz composições do saudoso e genial Dorival Caymmi (1914-2008), um dos mais geniais e influentes nomes da história da nossa música popular.

São dez faixas no total, sendo que uma delas, a Suite Caymmi, reúne em pot-pourry Morena do Mar, Dois de Fevereiro e Milagre. Também temos maravilhas do porte de Dora, João Valentão, Só Louco e Samba da Minha Terra, tocadas com arranjos criativos e dando espaços para que cada músico mostre o seu talento, sem cair em exibicionismos inúteis e chatos. Aqui, é música instrumental do mais alto quilate.

O espaço aqui é curto para um currículo de fato desses músicos. Resuminho: Tutty Moreno é o sólido parceiro musical da genial Joyce Moreno; Rodolfo Stroeter é criador do grupo Pau Brasil, e também dono do selo de mesmo nome, responsável pelo lançamento de Dorival; Nailor “Proveta” Azevedo já tocou com Deus e o mundo, enquanto André Mehmari é considerado um dos melhores pianistas do mundo.

Dorival(CD na íntegra em streaming):

Feito em Casa, clássico LP de Antônio Adolfo, faz 40 anos

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Por Fabian Chacur

Em 1977, cansado de ouvir não dos diretores artísticos de gravadoras, Antonio Adolfo arregaçou as mangas e lançou por conta própria o LP Feito em Casa. Os grandes selos queriam que ele repetisse o seu trabalho anterior , como autor de hits de intérpretes como Tony Tornado e Evinha ou como líder do grupo A Brazuca. Ele queria ir adiante, mesmo fazendo música instrumental e sem se render a fórmulas pré-estabelecidas.

Graças à sua ousadia e ao resultado positivo dessa experiência, a alternativa independente começou a ser uma opção para quem se dedicava a um estilo musical que por ventura não estivesse dentro dos parâmetros do mainstream musical. Os frutos foram incríveis.

Marco na produção independente no Brasil, este álbum foi reeditado posteriormente em CD e em vinil, e é um clássico não só por seu valor histórico, mas também por seu conteúdo musical, com oito faixas instrumentais, uma com vocalizes e duas com letras.

Em entrevista feita via e-mail, o músico, maestro, arranjador e compositor, que completou 70 anos em fevereiro mais ativo do que nunca, recorda como foi sua opção pela independência, e dá detalhes sobre como encarou esse desafio.

Leia mais sobre Antonio Adolfo e sua produção atual aqui .

E leia a resenha de Feito em Casa aqui .

Mondo Pop- Você primeiro gravou o Feito em Casa para só depois procurar as gravadoras, já com tudo pronto. O que o levou a fazer isso? Era uma espécie de premonição em relação ao que viria (a não aceitação por parte delas) ou era dessa forma que você fazia seus trabalhos habitualmente, já naquela época?
Antonio Adolfo
– Não era habitual. Eu vinha de uma temporada de estudos na França (com Nadia Boulanger) e aqui no Brasil (com Guerra-Peixe) entre 1974 e 1976. Compus muito nessa época e acho que aprendi bastante. Cheguei ao Rio e, enquanto estudava com o Guerra, fazia gravações com vários artistas da MPB, jingles, trilhas sonoras etc – eu atuava somente como músico acompanhante, nessas gerações – e ficava ganhando para sobreviver. Costumava gravar muito lá no estúdio Sonoviso – o engenheiro de som (Toninho Barbosa) ficou muito meu amigo e eu comecei a pensar que ali seria um bom estúdio – não muito caro – onde eu poderia gravar algumas músicas minhas Selecionei músicos etc, e resolvi alugar algumas horas do estúdio para gravar. Foi dando tudo certo. Os músicos dando todo o apoio. E a fita (gravação completa) ficou pronta. Resolvi então mostrar ao pessoal das gravadoras, que foram unânimes em recusar. Acho que eles queriam que eu repetisse a fórmula Antonio Adolfo e Tibério Gaspar ou Antonio Adolfo e a Brazuca. Resolvi, então, fazer eu mesmo. Contratei uma fábrica de disco e fiz uma edição pequena. Pedi à gráfica para me vender capas em branco, com cartolina ao avesso, pois criaríamos, eu e amigos, capas uma a uma.. Depois dos 500 primeiros, escolhi uma para matriz.

Mondo Pop- Como você fez para cobrir os custos do álbum na época? Os músicos que participaram do disco receberam algum tipo de cachê ou você contou com o apoio deles sem remuneração imediata?
Antonio Adolfo
– Eu tive que vender um carro, e ganhava dinheiro nas gravações e também algum direito autoral. Assim, dava pra eu viver com minha família e sobrou para a gravação. Os músicos me deram a maior força e acho que só precisei pagar alguns. Esse tipo de atitude entre os colegas músicos é fundamental, já que com o restante da produção, geralmente, não tem “colher de chá”.

Mondo Pop- Fale um pouco da forma como você realizou as vendas. Tinha uma equipe? Conseguiu colocar em todo tipo de loja ou se concentrou nas de menor porte?
Antonio Adolfo
– Cheguei a colocar anúncio no jornal para conseguir vendedores: “gravadora nova precisa de vendedores etc” ou coisa assim. E apareceram vários candidatos. Só um tinha experiência nessa área, e me ajudou muito. Mas como o disco não era um hit, ele foi pra outra. E eu tive que criar coragem e vender de loja em loja. Foi aí que o Tim Maia me deu umas dicas, pois já havia feito coisa semelhante com o Tim Maia Racional. Passou muita informação das lojas e explicou como fazer, mas ele mesmo não estava mais nessa. A imprensa começou a apoiar o disco e fui convidado pra fazer o Fantástico na TV Globo. Aí as coisas começaram a mudar, pois já estava vendendo nas lojas e o LP ganhou força. Mas o que me ajudou muito mesmo a vender foram os shows.

Mondo Pop- Você levava os discos para vender nos shows. Tem ideia de quantos exemplares conseguiu comercializar dessa forma? E quantas cópias, mais ou menos, no total, você vendeu de Feito em Casa naquela época? E tem ideia de quanto venderam os relançamentos em CD (pela Kuarup) e LP de vinil (pela Polysom)?
Antonio Adolfo
– Fiz vários shows, sendo que os Seis e Meia, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, eram um sucesso. E vendia, às vezes, 100 discos após o show que fazia em parceria com o Cesar Costa Filho. Daí por diante, fui combinando vendas em lojas e em show. E o disco chegou a vender 20 mil copias. Um sucesso, principalmente por se tratar principalmente de disco instrumental. O Feito em Casa foi meu best seller. Na Kuarup vendia bem menos e na Polysom (reedição do Feito em Casa) também. Acho que porque não estava fazendo muitos shows nessa época. É bem comum vender muitos discos em shows. É onde se vende maior quantidade de discos físicos no momento.

Mondo Pop- Das onze faixas do álbum original, duas tem letras e uma traz vocalizações. Como surgiu a ideia de incluir essas faixas, e qual o critério usado por você para escalar as cantoras Joyce e Málu para interpretá-las?
Antonio Adolfo
– Nunca fui muito de escrever letras. Mas gostava da canção , que a Málu interpretou. Gosto de música cantada também, mesmo que sem letra. Veja o exemplo da faixa Acalanto que a Joyce gravou. E teve a Aonde Você Vai, que eu mesmo me atrevi a cantar.

Mondo Pop- O repertório traz obras compostas entre 1972 e 1976. Quais foram as principais influências musicais ou mesmo não musicais que você teve para cria-las?
Antonio Adolfo
– Eu vinha de um momento muito tranquilo, quando só estudava, fazia yoga, Aikido, macrobiótica, lia Krishnamurti etc. Acho que essa combinação resultou naquele som. No entanto, no meu terceiro disco, Viralata, eu já havia me modificado um pouco e “suinguei” mais (risos).

Mondo Pop- Eu era adolescente na época, e conheci a faixa Aonde Você Vai? ouvindo-a em uma emissora de rádio. Conte como foi para conseguir que essa e outras faixas entrassem em programações de rádio?
Antonio Adolfo
– A melodia e a letra eram bem simples. E eu era conhecido do pessoal de radio por causa dos hits dos anos 67 a 70 (n da r.: BR 3, Teletema, Juliana e inúmeras outras). Então, comecei a ir também às emissoras de radio e conversar com os programadores, que escolheram essa faixa, por ser a mais “comercial”. Ia também às redações dos jornais e revistas. Isso, no Brasil inteiro.

Mondo Pop- Como foi a turnê de divulgação do álbum? Quantos shows você fez , mais ou menos, e como foi a recepção do público?
Antonio Adolfo
– Viajei o Brasil inteiro. Quando o local do show era mais próximo ao Rio, ia de carro – tinha uma Belina na época, e colocava meu piano elétrico e muitos LPs nela. Quando era mais longe, tipo Belém e Nordeste, ia de avião. Entrava em contato com os diretórios acadêmicos, estações de radio e jornais e ia me aproximando dos artistas locais Conheci muita gente, e esses encontros foram maravilhosos. Fiz shows por todo o país. Fiz também turnês com meu grupo e, a partir de algum momento, o Projeto Pixinguinha. Foi tudo maravilhoso e na hora certa.

Mondo Pop- Aonde Você Vai tem você como vocalista principal. Como surgiu a ideia de você mesmo cantá-la? Cogitou convidar alguém para interpretá-la antes ou desde o começo pretendia fazer isso você mesmo? Pensa em repetir a experiência?
Antonio Adolfo
– Não gosto de cantar. Prefiro tocar piano.

Mondo Pop- A letra de Aonde Você Vai? soa extremamente atual, 40 anos após o seu lançamento. Como você encara isso?
Antonio Adolfo
– Não tinha reparado isso. Talvez outro cantor (ou cantora) pudesse gravá-la novamente. Não eu, pois não gosto de cantar.

Mondo Pop- Nos últimos 40 anos, as grandes gravadoras entraram em parafuso, e hoje perderam muito do seu poder e do seu tamanho. Como você vê esse estado de coisas? Seria a vitória da música independente? Ou foi só incompetência deles mesmo?
Antonio Adolfo
– Foi uma modificação toda do mercado, assim como a tecnologia, a internet etc. Naquela época em que comecei, os meios de produção estavam nas mãos das gravadoras. Depois, a coisa foi mudando. Hoje com a internet, temos inúmeras possibilidades e os autoprodutores foram aumentando. As gravadoras, que ficaram paradas de certa forma, acabaram virando, ou distribuidoras ou empresárias de artistas. A produção delas é bem pequena se comparada à independente. Na verdade, eles não tinham como enfrentar essa avalanche da transformação. Você vê que a Internet, hoje em dia, está até penetrando mais do que a midia tradicional (rádio, TV, jornais impressos).

Mondo Pop- Você é um artista inquieto, sempre buscando novos projetos. Mesmo assim, pensa em fazer algo para comemorar esses 40 anos do Feito Em Casa? Hoje muitos artistas celebram essas efemérides com shows tocando o repertório do trabalho em questão na íntegra. Pensa em fazer isso eventualmente?
Antonio Adolfo
– Não penso em fazer mais do que aguardar um reconhecimento como o seu. Acho que se eu ficar recordando o passado, vou bloquear os novos lançamentos, que estão me dando o maior gás e força pra continuar produzindo e divulgando internacionalmente o meu trabalho.

Mondo Pop- Uma última curiosidade: esse Peninha que aparece nos créditos de músicos que participaram do álbum é aquele mesmo que depois integraria o Barão Vermelho e que nos deixou há alguns meses?
Antonio Adolfo
– Sim, havia ele, que gravava muito comigo quando eu fazia arranjos pra terceiros e o Ariovaldo Contesini também. Os dois na percussão.

Ouça Feito em Casa em streaming:

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