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Jean Luc Ponty fará show em São Paulo no Bourbon Street

Por Fabian Chacur

Jean Luc Ponty, provavelmente o melhor e mais influente violinista da história do jazz rock, vai tocar em São Paulo na próxima terça-feira (10). O local será o Bourbon Street (rua dos Chanés, 127- Moema- fone (0xx11) 5095-6100 www.bourbonstreet.com.br ), com couvert artístico a R$170,00 (primeiro lote). Serão duas entradas, uma às 21h e outra às 23h. Boa chance de se ver uma lenda viva da música mundial, e ainda em plena forma.

Nascido em 29 de setembro de 1942 na França, Jean Luc Ponty estudou violino clássico em Paris, mas desde o início de sua trajetória sempre mostrou uma mente aberta às mais diversas influências. Fã de Miles Davis e John Coltrane, ele viveu um de seus primeiros momentos de repercussão internacional ao participar da faixa It Must Be a Camel, do seminal álbum Hot Rats (1969), de Frank Zappa.

Ele se destacou nos anos 70 como um dos integrantes da Mahavishnu Orchestra, grupo fundamental na história do jazz rock que tinha como líder o guitarrista John McLaughlin. Depois, partiu para uma carreira solo que rendeu álbuns muito elogiados e influentes, entre os quais Enigmatic Ocean (1977) e Cosmic Messenger (1978). Ele é pioneiro na utilização de violinos de cinco e seis cordas, adaptados ao seu estilo único e próprio de tocar.

Em sua performance no Bourbon Street, Jean Luc Ponty terá a seu lado William Lecomte (teclados), Baron Browne (baixo) e Rayford Griffin (bateria), além dele próprio se desdobrando nos violinos. O repertório não foi divulgado, mas tudo leva a crer que ele fará uma viagem pelos trabalhos que realizou nesses seus mais de 40 anos de estrada pelo mundo.

Ouça Cosmic Messenger (1978), de Jean Luc Ponty, na íntegra, em streaming:

Feito em Casa, de Antonio Adolfo, é relançado

Por Fabian Chacur

Feito em Casa, um dos discos mais importantes da história da MPB e um clássico do repertório de Antônio Adolfo, está sendo relançado no formato original no qual chegou ao mercado musical, em 1977, ou seja em vinil. O selo Polysom está disponibilizando o disco em vinil de 180 gramas, com qualidade de áudio e embalagem de primeira linha, como esse incrível álbum merece.

A importância de Feito em Casa vai além da qualidade musical, pelo fato de ter sido o primeiro trabalho do eventual cantor, mas atuante compositor, tecladista e maestro pela via independente. O sucesso de sua empreitada acabou animando outros artistas a explorar esse caminho, entre os quais o grupo Boca Livre, Paulinho Boca de Cantor, a vanguarda paulistana e muitos outros.

Com predominância instrumental, o álbum inclui uma faixa com vocais que fez sucessos nas rádios dedicadas à música brasileira na época, a belíssima Aonde Você Vai, cantada pelo próprio Adolfo com impecável registro vocal. Ele conta no álbum com participações especiais de músicos do alto gabarito de Jamil Joanes (baixo), Luizão Maia (baixo), Luiz Cláudio Ramos (violão e guitarra) e Chico Batera (bateria).

Outra participação bacana é a da cantora, compositora e violonista Joyce na faixa Acalanto, sendo que Dia de Paz foi composta em parceria com Jorge Mautner. Vale lembrar que, na época, nenhuma gravadora multinacional se dispôs a lançar esse trabalho de Antônio Adolfo, que resolveu então encarar a opção independente como forma de dar continuidade a uma carreira que já tinha colhido frutos bacanas.

Antes de lançar Feito Em Casa, Antônio Adolfo integrou o popular grupo A Brazuca, compôs sucessos como Sá Marina, BR-3 e Juliana e trabalhou com nomes do alto gabarito de Wilson Simonal, Elis Regina e Sérgio Mendes, entre muitos outros. Ele tem sólida formação musical, tendo estudado no Brasil e no exterior, o que lhe possibilitou refinar seu trabalho, sem no entanto cair no tecnicismo puro.

Mais ativo do que nunca, Adolfo lançou recentemente o fantástico álbum Finas Misturas (leia a crítica aqui), e tocou recentemente em São Paulo em julho (leia mais aqui), em apresentação única e gratuita. Ele continua morando no exterior, e desenvolve um prolífico trabalho educacional, além de continuar tocando ao vivo e gravando novos álbuns.

Ouça Aonde Você Vai, com Antônio Adolfo:

Bryan Ferry relê hits em estilo jazz anos 20

Por Fabian Chacur

Bryan Ferry, considerado um dos grandes cantores da história do rock, surpreende os fãs novamente e lança seu primeiro álbum instrumental. The Jazz Age, na verdade, equivale a uma sucessão de surpresas para quem acompanha há 40 anos esse verdadeiro gênio do rock e da música pop em geral.

O cantor, compositor e músico britânico selecionou onze de suas composições gravadas por ele com o Roxy Music ou em carreira solo e deu a elas versões instrumentais. Mas não qualquer instrumental. O álbum se vale de arranjos extremamente bem elaborados e baseados no jazz da década de 20, período conhecido como The Jazz Age (daí o nome do álbum).

Com direção musical a cargo do maestro e tecladista Colin Good, que trabalhou com Ferry no CD As Time Goes By (1999), no qual o cantor releu standards do jazz dos anos 30 e 40, o trabalho envolve o ouvinte e ressalta possibilidades melódicas e rítmicas que ninguém imaginaria serem possíveis nesse ótimo repertório.

Slave To Love, Do The Strand, Avalon e Virginia Plain são destaques de um álbum simplesmente delicioso, que mergulha em uma sonoridade jazzística que se encaixa feito luva no repertório Roxy/Ferry. Ressalte-se a belíssima capa, que aproveita desenhos do artista francês Paul Colin (1892-1985), especialista em cartazes para espetáculo artísticos.

Esse é o repertório de The Jazz Age:

Don’t Stop The Dance
Just Like You
Avalon
The Bogus Man
Slave To Love
This Is Tomorrow
The Only Face
I Tought
Reason Or Rhyme
Virginia Plain
This Island Earth

Slave To Love – The Bryan Ferry Orchestra:

Do The Strand (trecho) – The Bryan Ferry Orchestra:

Veja vídeo com cenas das gravações de The Jazz Age:

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