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Johnny Marr se mostra ótimo líder de banda em seu show

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Por Fabian Chacur

Johnny Marr pode ser considerado uma espécie de George Harrison da geração anos 1980 do rock. Um músico talentoso, meticuloso e criativo, sem arroubos exagerados ou histrionismos e adepto da discrição, e que durante muito tempo ficou longe dos holofotes dirigidos às estrelas. No show realizado por ele na noite deste domingo (21) em São Paulo, ele provou que, enfim, resolveu encarar o posto de front man de rock. E com ótimo desempenho.

Digamos que a diferença básica entre ele e Harrison é que o ex-Beatle partiu para a carreira solo logo após sair da banda que o lançou, enquanto Marr demorou longos 24 anos para tomar a mesma atitude. Nesse longo período, integrou bandas como The The, Pretenders, Modest Mouse e The Cribs e gravou com a nata da música pop mundial.

Mesmo quando apresentou projetos próprios, como o duo Electronic com Bernard Sumner, do New Order, ou o grupo The Healers, ele sempre surgia de forma discreta, aparentando não querer se expor. Isso, pelo visto, acabou. No espetáculo que encerrou o 19º Cultura Inglesa Festival, o cantor, compositor e guitarrista britânico se mostrou à vontade no novo posto.

Acompanhado por três ótimos músicos, Marr entrou logo com Playland, faixa título de seu segundo trabalho solo, lançado em 2014. Na segunda, Panic, da banda que o tornou conhecido mundialmente, já havia ganho a plateia presente. Dali em diante, foi um acerto atrás do outro, com direito a faixas de Playland, do primeiro disco solo (The Messenger, de 2012), dos Smiths e uma do Electronic (o hit Getting Away With It).

Teve também I Feel You, sublime cover do Depeche Mode que ele gravou no formato compacto de vinil. Com simpatia e sem medo de ser feliz, Marr esbanjou pique como frontman, sem exageros mas deixando claro quem era o chefe da festa ali. Sua voz, se não tem o carisma da de Morrissey, é bem eficiente, e sua performance como guitarrista permanece fulgurante.

A mescla de clássicos de sua fase Morrissey/Marr com as atuais deu liga porque a nova safra de composições é muito boa e também bate em termos estilísticos com o coquetel folk-country-indie rock dos tempos áureos dos Smiths. O set list trouxe 18 músicas (quatro delas no bis), sendo 6 dos Smiths, 5 de The Messenger, 5 de Playland, uma do Electronic e I Feel You.

Em uma das entrevistas que deu para promover o show no Brasil, Johnny Marr disse que havia “cansado de tocar na banda dos outros”. Pela garra e talento que demonstrou ao defender agora seu próprio nome no show em São Paulo, podemos dizer que o cara tomou a decisão certa, e que aos 51 anos de idade está iniciando nova fase artística com força total. Vem mais coisa boa daí, podem esperar.

Set list do show de Johnny Marr no Memorial da América Latina (21.6.2015):

1- Playland (do CD Playland)

2- Panic (dos Smiths)

3- The Right Thing Right (do CD The Messenger)

4- Easy Money (do CD Playland)

5- 25 Hours (do CD Playland)

6- New Town Velocity (do CD The Messenger)

7- The Headmaster Ritual (dos Smiths)

8- Back In The Box (do CD Playland)

9- The Messenger (do CD The Messenger)

10- Generate! Generate! (do CD The Messenger)

11- Bigmouth Strikes Again (dos Smiths)

12- Candidate (do CD Playland)

13- Getting Away With It (do grupo Electronic)

14- There is a Light That Never Goes Out (dos Smiths)

BIS:

15- Stop If You Think You’re Heard This Before (dos Smiths)

16- Upstarts (do CD The Messenger)

17- I Feel You (single, cover do Depeche Mode)

18- How Soon Is Now? (dos Smiths)

Easy Money– Johnny Marr:

I Feel You– Johnny Marr:

The Headmaster Ritual (live)- Johnny Marr:

Lollapalooza 2014 Brasil anuncia seu elenco

Por Fabian Chacur

A empresa responsável pela divulgação do festival Lollapalooza Brasil anunciou a escalação completa do elenco que irá participar do evento em sua próxima edição, programada para ocorrer nos dias 5 e 6 de abril de 2014, desta vez no Autódromo de Interlagos. As bandas headliners serão Soundgarden (foto), Arcade Fire, Nine Inch Nails e Muse. Os ingressos custam entre R$ 145 e R$ 540 (saiba mais em www.ticketsforfun.com.br).

O grande evento roqueiro criado nos EUA em 1991 por Perry Farrell, vocalista do Jane’s Addiction, já teve duas edições realizadas no Brasil, uma em 2011 e outra em 2013, ambas no Jockey Clube (SP) e que reuniram, respectivamente, 135 mil e 167 mil pessoas. Os organizadores da nova rodada apostam em um número em torno de 160 mil pessoas como público total de seu empreendimento rocker em 2014.

O elenco é enorme e, como nos anteriores, inclui artistas para todos os gostos. Como possíveis destaques, além dos headliners, aponto o ex-The Smiths Johnny Marr (leia crítica de seu primeiro CD solo aqui), a seminal banda The Pixies, o afrorock do Vampire Weekend (leia resenha de show deles no Brasil aqui), o vocalista dos Strokes Julian Casablancas, o grupo mexicano Café Tacvba (leia matéria sobre eles aqui), o jovem roqueiro britânico Jake Bugg (leia crítica de seu primeiro CD aqui) e o DJ Baauer (do célebre hit viral Harlem Shake).

Temos também vários nomes brasileiros, entre os quais os patronos do mangue beat da Nação Zumbi, a revelação do novo rock paulistano Vespas Mandarinas e os ótimos e também novos roqueiros cearenses da banda Selvagens à Procura de Lei. O problema pode ser o fato de o Autódromo de Interlagos ser bem longe do centro de São Paulo, e de a região ser famosa pelos enormes congestionamentos em grandes eventos.

Veja clipe de The Messenger, com Johnny Marr:

Johnny Marr e seu belo CD solo The Messenger

Por Fabian Chacur

No ano em que irá comemorar 50 anos de idade, Johnny Marr enfim resolve encarar um momento solo. Em seus mais de 30 anos de carreira musical, o guitarrista, cantor e compositor britânico dedicou seus esforços a grupos próprios e a trabalhos alheios. Desta vez, ele nos oferece The Messenger, 1º trabalho individual. E se deu muito bem.

Considerado um dos melhores guitarristas e compositores da história do rock, Johnny Marr entrou para a história inicialmente como integrante dos Smiths. Tendo como parceiro o cantor Morrissey, ele compôs grandes clássicos e gravou álbuns e singles inesquecíveis com a banda, entre 1982 e 1987.

Depois do fim daquele grupo, integrou bandas como Electronic, Pretenders, The The, Modest Mouse e The Cribs e gravou e/ou fez shows com nomes do gabarito de Pet Shop Boys, Talking Heads, Bryan Ferry e muitos outros. Ele também liderou a banda Johnny Marr And The Healers, o mais próximo que esteve até então de ser um artista solo.

The Messenger (lançado no Brasil pela Warner) é um álbum compacto, sem exageros nem ambições exageradas. Trata-se de um trabalho de rock melódico, repleto de boas canções e centrado em torno delas. Marr não abriu mão de seu principal talento, que é o de adornar com raro bom gosto e muita criatividade as belas canções que escreve.

Um tempero de Smiths surge em alguns faixas, especialmente na que abre o álbum, a ótima The Right Thing Right, que lembra um pouquinho Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before (título que se torna irônico pela comparação), mas sem cair no plágio ou na autoreferência preguiçosa.

I Want The Heartbeat é um rockão bem sacudido, enquanto Lockdown cativa pela intensidade, riff perfeito de guitarra, bela melodia e um refrão certeiro. A faixa-titulo traz leves toques psicodélicos, e uma letra irônica, que afasta de si a pretensão de ser “um mensageiro”, ou seja, um “profeta pop” ou coisa do gênero.

Sun And Moon, com seu riff a la Kinks, e o rockão com letra descabelada Word Starts Attack são outros bons momentos de um álbum sem excessos nem sobras. Outro mérito de Marr é se valer com categoria de sua voz de timbre comum e pequena extensão, tornando-a muito mais agradável do que poderia se esperar.

The Messenger é um trabalho extremamente bem formatado, no qual fica fácil entender o porque Johnny Marr continua sendo tão influente entre as novas bandas. Poucos músicos conseguem ter um estilo tão marcante e usá-lo de forma tão sensata e com tanta habilidade como ele, que não poderia ter estreado melhor como artista solo.

Ouça The Messenger, com Johhny Marr:

Johnny Marr nega retorno dos Smiths

Por Fabian Chacur

Há poucos dias, o site de fofocas Holy Moly afirmou que as famosas “fontes fidedignas” garantiam que em 2013 um dos mais sonhados retornos de banda da história do rock iria ocorrer. Os Smiths, após 25 anos, voltariam à tona para realizar diversos shows, incluindo um no megafestival Glastonbury. Todo mundo se animou. No entanto…adivinha só? Buá!

Em entrevista ao site da histórica revista britânica New Musical Express (NME), o ex-guitarrista da banda, Johnny Marr, negou pela culionésima vez a concretização dos sonhos de milhões de fãs mundo afora. Sua resposta foi categórica, com aquela ironia típica dos britânicos:

“Todos parecem saber mais a respeito de uma volta dos Smiths do que eu mesmo. Esses boatos são como um esporte para todos, exceto para quem integrou o grupo há 30 anos. Mas isso não irá ocorrer”.

Aproveitando a brecha, Marr aproveitou para anunciar o lançamento de seu primeiro álbum solo de fato. Trata-se de The Messenger, previsto para vir à tona no mercado inglês precisamente no dia 25 de fevereiro de 2013.

“Já estava na hora de estrear (como artista solo). Não queria estar na banda de alguém nesse momento da minha carreira. Sempre relutei em ser o front man, e fui feliz o bastante para integrar bandas com grandes vocalistas, então, não era necessário. Mas essa é a minha banda agora (a carreira solo), o front man precisa cantar e tocar guitarra, e felizmente faço os dois”.

Nascido na mítica Manchester em 31 de outubro de 1963, Johnny Marr liderou os Smiths ao lado do cantor Morrissey, com quem compunha as músicas da banda, que também incluia o baixista Andy Rourke e o baterista Mike Joyce, dois ótimos músicos.

Entre 1982 e 1987, a banda lançou clássicos como The Boy With The Thorn In His Side, Panic, Hand In Glove, Ask, Heaven Knows I’m Miserable Now e inúmeros outros, além de álbuns clássicos como The Queen Is Dead (1986).

Em meados de 1987, após cinco anos de grande produtividade que geraram oito álbuns (entre trabalhos de estúdio, compilações de singles e um disco ao vivo), Marr saiu fora do time, que poucos tempo depois anunciou o seu fim. Morrissey logo partiu para a carreira solo, na qual obteve até mais sucesso do que com o grupo, mas sem a mesma magia.

Marr, por sua vez, integrou bandas como Pretenders, Electronic (ao lado de Bernard Sumners, do New Order), The The, Modest Mouse, The Cribs e Johnny Marr And The Healers, entre outras, além de ter participado de gravações de Bryan Ferry, Talking Heads, Tom Jones, Beck e inúmeros, mas inúmeros outros artistas mesmo.

Curiosamente, só agora, meses antes de completar 50 anos, é que ele enfim lançará um disco creditado a ele como artista individual. Fica a curiosidade para saber como será. Mas se levarmos em conta seu talento e sua refinada mistura de rock básico, rockabilly, folk rock, country e pop,periga vir coisa muito boa por aí. Quanto aos Smiths…

Johnny Marr toca riffs dos Smiths e de outras bandas:

Show dos Smiths em Madrid nos míticos anos 80:

Álbuns dos Smiths voltarão de forma luxuosa

Por Fabian Chacur

Está programado para o dia 26 de setembro no Reino Unido o lançamento de versões remasterizadas dos oito álbuns lançados pelos Smiths entre 1984 e 1987.

Com remasterização supervisionada pelo guitarrista da banda, Johnny Marr, e feita a partir dos tapes originais, os álbuns englobam os discos de carreira The Smiths (1984), Meat Is Murder (1985), The Queen Is Dead (1986) e Strangeways Here We Come (1988).

O pacote também inclui as coletâneas (que trazem muito material não incluído nos álbuns citados anteriormente) Hatfull Of Hollow (1984), The World Won’t Listen (1987) e Louder Than Bombs (1987), além do álbum ao vivo Rank (1988).

Johnny Marr declarou ao site da revista britânica New Musical Express (NME) que está extremamente satisfeito com o resultado sonoro das remasterizações, que, segundo ele, proporcionarão ao ouvinte conferir o melhor resultado já obtido com essas gravações.Além de versões nos formatos em CD e vinil, também será lançado uma caixa em versão super deluxe, limitada a 3 mil cópias numeradas que incluirá os 8 álbuns em CD e vinil, 25 singles com suas capas originais, um DVD com vídeos da banda e também pôsteres reproduzindo as capas dos álbuns e um pôster com foto grandona da banda.

Os Smiths duraram apenas de 1983 a 1988, mas nesse curto período se firmaram como uma das grandes bandas daquele período, com seu rock cheio de referências aos anos 50 e letras polêmicas.

Bem melhor ouvir esses trabalhos do que aguentar declarações absurdas de seu ex-vocalista, Morrisey, que teria afirmado durante um show na Europa que o massacre ocorrido na Noruega não era nada comparado ao que o McDonalds e a Kentucky Fried Chicken fazem diariamente. Então, tá bom, Tia Morrisey, e não se fala mais no tema…

There Is a Light That Never Goes Out – The Smiths:

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