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Thiago Ramil lança videoclipe de Amora, do seu novo álbum

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Por Fabian Chacur

Amora, faixa do álbum Leve Embora, mais recente trabalho do cantor, compositor e músico gaúcho Thiago Ramil, já está disponível no Youtube. Trata-se de uma canção leve e quase hipnótica, levada pelo violão tocado pelo artista, e na qual é relatada de forma singela uma improvável e imaginária paixão de um pé de amora por uma bailarina.

Para quem achou o sobrenome familiar, vale lembrar que Thiago é sobrinho de Kleiton, Kledir e Vitor Ramil, artistas com belíssima reputação artística conquistada em décadas de trabalho sério e consistente. Pelo andar da carruagem, esse novo representante do clã musical gaúcho deve nos próximos anos pedir passagem para consolidar seu trabalho e também entrar nesse universo restrito de popularidade.

O videoclipe foi registrado na Praça Jornal do Comércio, situada no bairro Santo Antônio, em Porto Alegre. A presença de um grupo de crianças equivale a um desdobramento do projeto Acalanto, que une psicologia e música, as duas área em que Thiago (psicólogo formado) desenvolve trabalhos. A música fala sobre o amor partindo de outras perspectivas que vão muito além do mero amor romântico e envolvem a bela ingenuidade da infância.

“Dialogar musicalmente com as crianças abriu muitas perspectivas. Por isso, pensamos na montagem do clipe ampliando sentidos através do olhar de criança, que representa mais que uma fase do nosso desenvolvimento, mas uma forma de ver o mundo”, explica o artista.

Amora(clipe)- Thiago Ramil:

Faça já download gratuito de Leve Embora, de Thiago Ramil

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Por Fabian Chacur

Thiago Ramil é mais um fruto da dinastia musical que já nos proporcionou talentos como Kleiton & Kledir e Vitor Ramil. Ele, que é sobrinho dos artistas citados, está lançando seu primeiro álbum, Leve Embora, projeto que conta com o patrocínio do programa de incentivos Natura Cultural. Quer baixar esse trabalho gratuitamente? Entre aqui.

Com produção a cargo de Vinícius Albernaz (que também se incumbe de teclados, synths e efeitos) e Felipe Zancanaro (multi-instrumentista e integrante da badalada banda indie Apanhador Só), o álbum traz também as participações de músicos como Gutcha Ramil (voz, violino e percussões), Andressa Ferreira (voz e percussões), Guilherme Ceron (baixo) e André Zinelli (guitarra).

As composições são todas de Thiago, que também canta e toca violão, baixo e viola caipira. Seu som busca uma mistura de elementos orgânicos percussivos e sonoridades contemporâneas, valendo-se da mistura de instrumentos acústicos e eletrônicos centrados em torno de canções feitas com base no formato mais cru de voz e violão.

Entre outras, o álbum traz músicas como Casca, Desculpa, Amora, Leite e Nata, DizHarmonia, Show Me e Gira-Sol, todas trafegando por rumos próprios, baseado em elementos da música brasileira e mundial. O projeto foi apoiado pelo edital 2014 do Rio Grande do Sul, do Natura Musical, com apoio do Pro-Cultura. Saiba mais aqui.

Gira-Sol (ao vivo)– Thiago Ramil:

Música de Thiago Ramil pode ser baixada de forma gratuita

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Por Fabian Chacur

Desculpa, de Thiago Ramil, pode ser baixada de forma legal e gratuita no site do programa cultural Natura Musical. A faixa é a primeira a ser divulgada do primeiro CD do cantor, compositor e músico gaúcho, sobrinho de Kleiton, Kledir e Vitor Ramil. O álbum, intitulado Leve Embora, tem previsão de lançamento para o fim de agosto.

A canção Desculpa faz uma reflexão sobre o sentimento de culpa e de como ele é simbolizado e aprendido na nossa cultura. Além de Thiago no vocal, violão de cordas de aço e baixo, participaram da gravação Gutcha Ramil (voz), Andressa Ferreira (conga, pandeiro, bloco sonoro e voz), Felipe Zancanaro (beat, pratos, ambiências) e Vinícius Albernoz (sintetizador). Baixe a canção do gaúcho de 25 anos de idade aqui .

Leve Embora foi contemplado pela primeira edição do edital Natural Musical Rio Grande do Sul. O apoio será também para shows em três capitais, todos com entrada gratuita: Porto Alegre (27/8), Rio de Janeiro (1º/9) e Curitiba (3/9). O Natura Musical é um programa de apoio à cultura brasileira com dez anos de existência, mais de 270 projetos patrocinados que por sua vez geraram mais de 1.130 produtos culturais, entre shows, CDs, DVDs, livros e filmes.

O Equilibrista– Thiago Ramil:

Aqui, dos Almôndegas, enfim sai em CD

Por Fabian Chacur

Dos quatro álbuns lançados pelo extinto grupo gaúcho Almôndegas, apenas um teimava em não aparecer no formato CD. Graças ao selo Discobertas, distribuído pela Warner Music, essa lacuna enfim foi preenchida.

Trata-se de Aqui, o segundo álbum do grupo que revelou os irmãos Kleiton e Kledir Ramil. Lançado em 1975 no formato vinil, apenas algumas faixas do disco haviam saído no formato digital, em coletâneas. Uma delas (de 1994), pasmem, com a capa do Aqui, embora só inclua algumas faixas dele. Coisas da indústria fonográfica nacional…

Agora, temos o álbum na íntegra, com capa original, reprodução do encarte, letras e ficha técnica completa. Só faltou mesmo um texto contextualizando o disco dentro da excelente obra da banda, extinta em 1979.

Curiosamente, Aqui traz o maior sucesso da carreira do grupo de rock rural gaúcho, a maravilhosa Canção da Meia-Noite, que se tornou conhecida nacionalmente como tema da novela global Saramandaia.

O disco é uma deliciosa obra na qual o time então integrado pelos irmãos Ramil e também João Batista (baixo elétrico e vocais) e Gilnei Silveira (percussão) investe em uma sonoridade basicamente acústica na qual misturam rock, folk e a música gaúcha tradicional.

Além de Canção da Meia-Noite, escrita pelo guitarrista Zé Flávio, que teve várias músicas de sua autoria gravadas pelo grupo antes de entrar oficialmente no time em 1977, o álbum inclui maravilhas como Haragana, Séria Festa, Elevador, Amor Caipira e Trouxa das Minas Gerais e Gaudêncio Sete Luas.

Os outros álbuns dos Almôndegas são Almôndegas (1975), Alhos Com Bugalhos (1977) e Circo de Marionetes (1978) e saíram no formato CD na década passada, o primeiro pela Warner e os outros dois pela Universal Music. Valem o preço que vocês pagarem neles, pois estão fora de catálogo e só estão disponíveis em sebos e lojas com bons estoques.

Veja clipe com Canção da Meia-Noite, com os Almôndegas:

Autorretrato Kleiton & Kledir- coisinhas gerais

kleiton_kledir2Por Fabian Chacur

Alguns detalhes adicionais sobre Autorretrato:

***Quando apresenta a música Tudo Eu no DVD, Kledir fala: “minha mulher agora implicou. Ela acha que essa música foi feita pra ela. Vai ver que foi mesmo…..” Corajoso, o nosso amigo! Ótima, Tudo Eu tem espírito musical parecido com uma canção de Crosby Stills & Nash, Long Time Gone, de 1969. Confira e compare:

http://www.youtube.com/watch?v=_PFCgAhZEO8&feature=PlayList&p=79D897B03BFD27EB&playnext=1&playnext_from=PL&index=96

***A capa de Kleiton e Kledir (1986), o disco anterior de inéditas, tinha fotos dos dois separados. No LP de vinil, era um na capa e outro na contracapa. Autorretrato mostra os dois lado a lado, com metade do rosto de cada um. No encarte do CD, os rostos se misturam, como se fosse um quebra-cabeça se completando. Seriam mensagens sobre o estado de espírito da dupla em cada época? Antes, rumo à separação, agora, mais unidos do que nunca?

***A bela balada folk Estrela Cadente traz em sua letra versos que eu já conhecia de outro lugar. É da música Sonho de Papel, que faz parte do inconsciente coletivo de todos os fãs de festas juninas. Eis os versos citados pela dupla: “acende a fogueira do meu coração”.

***Polca Loca é mais uma bela experiência da dupla no sentido de modernizar os ritmos tradicionais gaúchos. Ficou com cara de ska, extremamente dançante e com elementos eletrônicos, e lembra o espírito de duas outras ótimas fusões desse gênero, contidas no álbum Kleiton & Kledir (1984): Bailão e Roda de Chimarrão.

***Embora morem há décadas no Rio de Janeiro, os irmãos Ramil sempre homenageiam seu Rio Grande do Sul. Neste disco, é com a bela Pelotas. Antes, já tivemos Deu Pra Ti, Lagoa dos Patos e Beira Rio, entre outras.

***Os solos de violino de Kleiton são uma das marcas do som da dupla. Neste CD, são destaques das faixas A Dança do Sol e da Lua e Estrela Cadente. Confiram. O cara toca muito e sabe como poucos utilizar esse instrumento em um contexto pop.

***Letras sobre a importância da amizade são recorrentes no trabalho da dupla. Autorretrato, a canção, é provavelmente a melhor de todas, superando de longe a versão de Bridge Over Troubled Water, de Paul Simon, que com eles se tornou Corpo e Alma e foi gravada no CD Kleiton & Kledir (1983).

***As canções Só Pra Te Ver e Ao Sabor do Vento guardam sutis elementos de, respectivamente, Saiçú (Segredo do Meu Coração- de 1983) e Navega Coração (1980). Isso se chama assinatura musical.

***Eu devo ter gostado muito deste CD/DVD para escrever tanto sobre ele!  Chega! E uma dica: ouçam Autorretrato. Agora!

Autorretrato de Kleiton e Kledir- O DVD

Por Fabian Chacur

Como forma de registrar também eAutorretrato capa DVDm imagens o CD Autorretrato, Kleiton & Kledir resolveram gravar este DVD. Com o apoio da produtora Pandorga e do Canal Brasil, apresentaram as 13 músicas no estúdio, com os músicos que participaram de cada uma delas marcando presença na dublagem. Mas não se trata de apenas a filmagem dos músicos tocando. De forma extremamente criativa e inteligente, o diretor Edson Erdmann soube mesclar os registros de estúdio com efeitos, cenas externas e outros elementos, criando verdadeiros videoclipes para cada canção. Antes de cada música, os irmãos Ramil falam sobre a criação de cada, suas motivações etc. A ordem das músicas, curiosamente, é diferente da do CD. O DVD abre com a faixa título e é encerrado com A Dança do Sol e da Lua, ou seja, começa e termina com canções mais agitadas. Já no CD, o início cabe a A Dança do Sol e da Lua, com a mais tensa Tudo Eu fechando a porteira. Um dos pontos altos do DVD é a faixa Eva, cuja letra foi feita a partir de nomes de mulheres. A dupla divide a cena com as meninas do grupo As Chicas, e tem até um cidadão vestido de mulher para ilustrar o momento “biba” da letra. Nos extras, a música ganha o nome de Adão (a versão masculina de Eva), e os vocais ficam por conta das Chicas, que por sinal lançaram seu disco de estréia em 2007 (Quem Vai Comprar o Nosso Barulho?)e são muito boas. Outra música que teve sua versão audiovisual muito bem realizada é Pelotas, belo ode à cidade natal dos manos, que traz cenas de lá. O making of é dos mais interessantes, e nos oferece uma boa visão do relacionamento de Kleiton & Kledir como músicos e irmãos. O DVD equivale a um bom complemento desse ótimo CD Autorretrato.

Confira o videoclipe de Pelotas:

http://www.youtube.com/watch?v=3W00YCgOVPU

Autorretrato de Kleiton e Kledir- O CD

kleiton_kledirPor Fabian Chacur

Desde 1986 Kleiton & Kledir não gravavam um disco só com músicas inéditas. A escrita acaba de ser quebrada, com Autorretrato. Muita coisa aconteceu nesses 23 anos. Primeiro, uma separação de dez anos. Depois, três discos. Dois (1997) trazia cinco (boas) inéditas e sete releituras discutíveis de sucessos. Clássicos do Sul (1999) reuniu 14 releituras de belos standards da música gaúcha de todos os tempos. Ao Vivo (2006, também saiu em DVD), foi gravado ao vivo em Porto Alegre, trouxe 12 hits da dupla, 2 dos tempos do seminal grupo que os lançou nos anos 70 (Almôndegas) e duas inéditas.

E aí, valeu esperar tanto? Sim! Felizmente! Autorretrato não apresenta grande ruptura em relação ao estilo de Kleiton & Kledir e sua original fusão de folk, rock, pop, MPB e música regional gaúcha (esta última, cada vez mais como uma espécie de tempero). É a reafirmação de tudo o que já fizeram, mas sem cair na autoindulgência, no “como é lindo o meu umbigo”. Soa como um trabalho feito de forma prazerosa, com tesão ilimitado. Tem delicadeza, romantismo, otimismo, saudade, profissão de fé na vida, e também uma pitada de insatisfação. A produção do britânico Paul Ralphes (tocou no grupo Bliss, e produziu Kid Abelha e Engenheiros do Hawaii, entre outros), é extremamente cuidadosa, reforçando os timbres de cada instrumento e valorizando os pontos altos dos irmãos Ramil no aspecto sonoro, que são suas belas vocalizações, solos vocais também impecáveis e o violino de Kleiton. Das canções, curiosamente as mais diferentes do estilo habitual deles foram escolhidas para abrir e fechar o CD. A Dança do Sol e da Lua é bem dançante e com jeitão de mantra indiano como bem definiu Kleiton, e começa a festa com alto astral. Por sua vez, a balada rock agressiva Tudo Eu equivale ao desabafo de Kledir referente a uma hipotética relação amorosa na qual ele só carrega o piano, embora também queira tocá-lo. A balada folk Estrela Cadente lembra positivamente Almôndegas, enquanto a faixa que dá nome ao disco é uma deliciosa profissão de fé na amizade que lembra a estrutura de Maria Fumaça, embora bem diferente em termos musicais.  Eva lembra as experiências latino-africanas de Paul Simon, com ritmo quebrado e irresistível e letra exaltando essas mulheres maravilhosas, como diria o finado apresentador Jota Silvestre. Disco lindo, para se ouvir muitas e muitas vezes, como, aliás, tenho feito.

Videoclipe de Autorretrato:

http://www.youtube.com/watch?v=osL7qe0vBPc

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