Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: lady antebellum

Lady Antebellum lança single beneficente para Porto Rico

lady antebellum grupo 400x

Por Fabian Chacur

O furacão Maria trouxe violentos transtornos para Porto Rico. Como forma de ajudar o povo de lá a dar a volta por cima nos prejuízos sofridos, o grupo americano Lady Antebellum resolveu doar tudo o que arrecadar com o seu novo single, Heart Break, para este fim. Além disso, eles também vão destinar uma porcentagem da venda dos ingressos de sua nova turnê para o povo porto-riquenho.Uma atitude bem bacana.

O clipe foi gravado em San Juan, cidade mais conhecida de Porto Rico. Heart Break é a faixa título do mais recente álbum lançado por Hillary Scott (vocal), Charles Kelley (vocal e violão) e Dave Haywood (vocal, guitarra, piano e mandolin). O trabalho saiu nos EUA em junho, atingiu o 4º posto na parada pop de lá, e marcou o retorno deles três anos após o lançamento do CD 747, período durante o qual tiveram um hiato na carreira da banda e se dedicaram a outros projetos.

Com 11 anos de estrada e sete troféus Grammy em seu acervo, o Lady Antebellum faz uma excelente mistura de country, pop e rock, com direito a canções melódicas e vocalizações bem bacanas. Eles se tornaram famosos mundialmente com seu segundo álbum, Need You Now (2010), especialmente graças à faixa título. Eles já lançaram sete álbuns, e possuem no currículo gravações em parceria com nomes do porte de Stevie Nicks e Maroon 5. Leia mais sobre eles aqui.

Heart Break (clipe)- Lady Antebellum:

Stevie Nicks resgata canções de seu baú em 24 Karat Gold

stevie nicks songs from the vault-400x

Por Fabian Chacur

24 Karat Gold- Songs From The Vaults, oitavo e mais recente CD de Stevie Nicks, equivale a um trabalho de resgate. A cantora e compositora americana retirou de seus arquivos canções compostas entre 1969 e 1987 (mais uma de 1994 e outra de 1995) que se mantinham no formato demo, tendo ficado dessa forma de fora de trabalhos anteriores. O resultado não poderia ter sido melhor.

O álbum saiu nos EUA em setembro de 2014 e até agora se mantém inédito por aqui, sabe Deus porque. Logo na primeira semana de lançamento, vendeu mais de 33 mil cópias e atingiu a sétima posição entre os álbuns mais vendidos no disputado mercado americano. Prova de forte popularidade de uma artista que completará 67 anos no próximo dia 26 de maio e que está há quatro décadas na estrada, sendo uma das melhores cantoras de rock de todos os tempos.

Seu primeiro álbum, Buckingham Nicks, saiu em 1973, em parceria com o então namorado Lindsey Buckingham. Em 1975, os dois viraram integrantes do Fleetwood Mac, banda que ajudaram a elevar ao primeiríssimo time do rock mundial. Em 1981, a cantora iniciou uma carreira solo paralela à da banda com o ábum Bella Donna. E o sucesso continuou o mesmo.

A fórmula usada por essa grande estrela do rock and roll não tem segredos. Trata-se de uma sempre bem azeitada mistura de rock básico, folk rock, country rock, folk, country e pop, pontuada por boas composições próprias e aquela voz meio rouca e sempre apaixonada que torna tudo sempre muito bom de se ouvir. Uma diva do primeiro escalão.

A primeira impressão ao se ouvir o novo álbum, produzido por Dave Stewart (ex-Eurythmics), é de não ser fácil acreditar que canções como Starshine, The Dealer, Cathouse Blues, I Don’t Care e She Loves Him Still (esta última escrita em parceria com Mark Knopfler, ex-Dire Straits) estivessem pegando poeira em um arquivo da vida, de tão boas que são.

Blue Water, com seu lirismo e apurado senso melódico, conta com a participação do ótimo trio Lady Antebellum, e o entrosamento entre eles se mostra matador. A única faixa que não é de autoria de Stevie é a bela Carousel, de Vanessa Carlton, amiga dela e uma das canções favoritas da mãe de Stevie, que infelizmente se foi há não muito tempo.

24 Karat Gold- Songs From The Vaults mostra uma Stevie Nicks em plena forma, não se rendendo a modismos para tentar ganhar novos fãs. Aqui, só o velho e bom rock and roll mesclado de folk e country, no qual Miss Nicks dá um banho de garra, personalidade e estilo. Como um disco desses não sai no Brasil? Com a palavra, a Warner Music Brasil.

Blue Water– Stevie Nicks e Lady Antebellum:

Starshine – Stevie Nicks:

Lady Antebellum prioriza em novo CD a qualidade musical

lady antebellum 747-400x

Por Fabian Chacur

O cenário musical nos últimos 20 anos se baseia cada vez mais em truques e elementos visuais e comportamentais para inflar seus novos produtos. A imagem e a vida pessoal dos artistas é tão priorizada que às vezes dá a impressão de que a música ali não passa de um “detalhe”. Bom ver bandas que vão contra essa corrente, como a Lady Antebellum, cujo novo álbum 747 acaba de sair no Brasil em versão Deluxe com três faixas a mais. Aqui, musicalidade conta. E muito.

Com quase dez anos de carreira, Lady Antebellum é integrado por Hillary Scott (vocal), Charles Kelley (vocal, guitarra e violão) e Dave Haywood (vocais, guitarra, violão, piano e mandolim). Chegaram aos primeiros postos da parada americana logo com seu primeiro álbum, autointitulado (de 2008), que atingiu o quarto lugar nos EUA. O seguinte, Need You Now (2010), primeiro a sair no Brasil, foi ainda mais longe, atingindo o nº1 graças a hits como a faixa título e Run To You.

Com produtividade alta, eles lançaram a seguir Own The Night (2011-outro número 1), Golden (2013, ponta da tabela mais uma vez) e agora o novo 747, que chegou “apenas” ao segundo lugar nos charts da Billboard. Seus shows estão sempre lotados, incluindo o da atual turnê. Qual o segredo deles?

Em termos visuais, nada de muito complicado. São jovens, bonitos e bem vestidos. O que realmente os torna relevantes é a qualidade de sua música. São adeptos das vertentes mais roqueiras e pop da música country, influenciados por Fleetwood Mac, Garth Brooks, The Eagles, Dixie Chicks, Alabama e outras fontes bacanas, sem cair na cópia barata.

As vocalizações do trio são sempre certeiras, com as vozes masculinas de Kelley e Haywood se casando feito luva com as belas melodias seguradas pela ótima Hillary. Com arranjos sempre precisos e preciosos, suas canções simples e diretas são muito boas de se ouvir, e são responsáveis pelos mais de 10 milhões de álbuns já vendidos por eles.

747 é para se ouvir sem pular faixas. Inclui ótimos momentos como Long Stretch Of Love (com muita influência de Stevie Nicks e do Fleetwood Mac; aliás, a banda já gravou com essa lendária cantora a música Blue Water), a sacudida Bartender, a deliciosa balada Lie With Me e a mais ardida All Nighter. Nada que vá revolucionar ou mudar o mundo. Mas precisa? Creio que não…

Ouvir um álbum como 747 e um repertório (vale também citar Sounded Good At The Time) como esse atingindo os mais altos postos das paradas é prova de que o velho e bom poder das canções continua sendo capaz de alavancar carreiras, sem truques baixos ou fofocas de baixo calão. Enquanto isso ocorrer, ainda vale ter fé na música.

Long Stretch Of Love– Lady Antebellum:

Lie With Me– Lady Antebellum:

Lady Antebellum deve ser número 1 de novo

Por Fabian Chacur

Após se tornar uma das bandas de maior sucesso da nova geração do country-pop-rock em 2010, a Lady Antebellum promete um retorno rápido e rumo à consolidação da carreira.

Segundo o site da revista Billboard, a bíblia da indústria fonográfica mundial, Own The Night, terceiro álbum do trio americano, deve entrar na parada ianque na próxima semana direto no topo.

Se cumprir a previsão de vender entre 260 a 290 mil cópias, o álbum irá repetir a façanha do trabalho anterior, Need You Now, e atingir o número um nos EUA logo em sua semana de lançamento.

Own The Night foi antecedido por um single, a ótima power ballad Just a Kiss, que encontra-se nesta semana no sétimo lugar entre as mais vendidas e tocadas na terra de Barack Obama.

Graças a Need You Now, o grupo formado por Charles Kelley (vocal), Dave Haywood (vocal, guitarra e teclados) e Hillary Scott (vocal) não só vendeu milhões de álbuns como também faturou cinco troféus Grammy, o Oscar da música.

Se o novo álbum mantiver a qualidade do anterior, certamente fará com que os talentosos garotos ganhem ainda mais fãs com sua eficiente mistura de country, pop e rock.

Veja o clipe de Just a Kiss, com o Lady Antebellum:

Uma semana depois, o que falar dos Grammy?

Por Fabian Chacur

Há uma semana, foi realizada a festa de entrega dos troféus Grammy, o Oscar da música mundial, em sua edição de número 53.

Acabei não escrevendo nada sobre o tema. Um absurdo.

Então, mesmo uma semana depois, vamos dar uma esmiuçada na coisa.

Tivemos dois grandes vencedores, os grupos Arcade Fire e Lady Antebellum.

O trio americano de country pop rock faturou cinco troféus, sendo dois deles nas categorias mais importantes.

São elas Record Of The Year, que seria o equivalente ao antigo single, e Song Of The Year, que é destinado ao compositor, e ambas foram levadas pela deliciosa balada rock country Need You Now.

Com ecos do clássico Still The Same, sucesso em 1978 com Bob Seger, essa música serve como bom aperitivo do trabalho de ótimo nível feito pelo Lady Antebellum.

Quem lê Mondo Pop certamente se lembra dos elogios que fiz ao álbum Need You Now, o segundo da carreira da banda e um dos melhores lançamentos de 2010.

Os garotos merecem as vitórias, pois embora não tenham criado nada de inovador ou genial, certamente foram capazes de nos oferecer músicas deliciosas, o que definitivamente não é pouco.

O grupo canadense Arcade Fire, com a vitória na categoria Album Of The Year, certamente corre o risco de virar o novo U2.

Ou seja, uma banda que consegue ao mesmo tempo credibilidade perante a crítica especializada e grande sucesso comercial.

The Suburbs vendeu e continua vendendo bem, mas a crítica ainda não começou a torcer os narizes para eles.

Só para variar, a categoria Revelação do Ano é vencida por alguém que não é exatamente iniciante.

Esperanza Spalding, que já abriu show para George Benson no Brasil e tem forte ligação com a nossa MPB, já conta com três álbuns no seu currículo.

Seja como for, antes ela ser dona do troféu do que os curiosos fenômenos infanto-juvenis Justin Bieber e Drake.

Outro favorito de Mondo Pop, a banda Train, que abrirá para a Shakira em breve aqui no Brasil, levou o troféu de melhor performance pop com vocais em duo ou grupo com a sublime Hey Soul Sister.

Se os popíssimos e quase insípidos Lady Gaga, Jay-Z e Rihanna levaram taças para casa, gente de muito mais importância também o fez.

Artistas do naipe de Paul McCartney, Jeff Beck (levou dois!), Neil Young e Them Crooked Vultures, só para citar alguns.

Injustamente alijada da disputa de melhor álbum do ano, a banda Sade, da cantora Sade Adu, ao menos levou o gramofone de ouro na categoria melhor performance de r& b de grupo ou duo com vocais com a sublime Soldier Of Love, faixa título do trabalho injustiçado.

A nota curiosa ficou por conta de Tia Carrere.

Lembram dela? A morena boazuda e roqueira dos filmes Quanto Mais Idiota Melhor 1 e 2 (Wayne’s World 1 e 2)!

Pois a moça ganhou um Grammy. Sabem em que categoria?

Solte a gargalhada: melhor álbum de música havaiana, com o CD Huana Ke Aloha.

Ou seja, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, com exceção dos brasileiros, que ficaram de mãos abanando. Mas para eles, tem o Grammy Latino…

Ouça a ótima I Run To You, com o Lady Antebellum:

Lady Antebellum, uma banda que merece atenção

Por Fabian Chacur

Nenhum disco vendeu mais nos Estados Unidos em 2010 do que o segundo trabalho do trio Lady Antebellum.  Mais de dois milhões de cópias já foram comercializadas por lá de Need you Now, segundo CD da moçada, que a Emi acaba de lançar no Brasil com o selo Capitol.

Até aí, nada demais. O rapper (tô de sacanagem…) Vanilla Ice, há 20 anos, vendeu milhões de cópias de seu álbum To The Extreme, que hoje não servem nem para frisbee, enquanto seus hits Ice Ice Baby e Play That Funky Music não tocam nem no Polo Sul.

Mas eu sou curioso. Após ouvir o álbum dessa nova banda americana várias vezes, posso garantir: trata-se de um lançamento dos mais decentes, e de um time cujos integrantes estão na faixa dos 20 e poucos anos, como diria Fábio Jr, mas já mostram muita competência.

Com apenas quatro anos de estrada, o grupo conta com os cantores Charles Kelley e Hillary Scott e o violonista Dave Haywood, que ao vivo e em estúdio contam com o apoio de músicos contratados.

Seu primeiro álbum, autointitulado e lançado em 2008, já havia ido bem das pernas, criando um clima positivo em torno deles, que se confirma com Need You Now. E quais são as armas deles para vender tanto?

De cara, contam com dois ótimos cantores. Kelley tem uma bela voz, com ecos da de Alan Jackson, enquanto Hillary lembra a doçura e o carisma de Faith Hill, sendo que nenhum dele fica na mera cópia. E Haywood se mostra competente nas levadas de violão. Eles compõem juntos boa parte do material que gravam.

O som do Lady Antebellum é uma mistura de country, pop, folk e rock, com equilíbrio entre canções mais sacudidas e roqueiras e baladas mais sentimentais que raramente chegam no limite do sentimentalismo excessivo. Algumas outras referências são The Eagles, Fleetwood Mac e Dixie Chicks.

Need You Now, a faixa título, ajudou a impulsionar as vendas do álbum, e tem um quê de Still The Same, de Bob Seger. Outras baladas bacanas são a suave Hello World, a folk American Honey e a belíssima When You Got a Good Thing Going.

Mas as minhas favoritas são os rockinhos festeiros. Entre outros, destaco a sensacional Our Kind Of Love, uma das minhas canções favoritas de 2010,  a sacudida Perfect Day, a vibrante Love This Pain e a deliciosa Stars Tonight.

A produção aposta em instrumentos orgânicos, sem dar muita bola para truques eletrônicos e dando ênfase às ótimas vocalizações, guitarras e teclados. Ou seja, música pela música, com o objetivo de ganhar o público pelas razões certas.

Uma delícia ouvir esses jovens cheios de vida, talento e boas intenções conseguindo concretizar sonhos de forma bacana e com sonoridade tão assimilável e bem feita. Need You Now é a prova de que dá, sim, para se fazer canções a la anos 70 com tempero de hoje e ganhar muito dinheiro. Basta ter talento.

© 2017 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑