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Manifesto Bar realiza a sua 1ª feira do vinil nesta quarta (15)

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Por Fabian Chacur

Aberto em 1994, o Manifesto Bar é um espaço sempre aberto para shows de rock, tanto de bandas autorais como de artistas cover nacionais e internacionais. Até o lendário grupo Jefferson Starship se apresentou naquele palco. Agora, o espaço será aberto para a sua primeira Feira do Vinil, que será realizada nesta quarta (15), em pleno feriadão, das 15 às 22h, com entrada gratuita. O endereço é rua Iguatemi, nº 36- Itaim Bibi- fone 0xx11-3168-9595.

O visitante terá a oportunidade de ver o acervo de diversos expositores especializados em vários estilos musicais, com ênfase no velho e bom rock and roll. Além dos LPs e também dos CDs, também teremos por lá flash day tattoo e venda de camisetas e outros acessórios ligados ao rock. Uma boa oportunidade para você procurar aquele disco raro do REO Speedwagon, por exemplo, ou da sua banda favorita, seja ela qual for. Isso, em um espaço agradável e de fácil acesso.

Tough Guys– REO Speedwagon:

Polysom relança em vinil dois álbuns do Maestro Soberano

tom jobim urubu capa 400x

Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a gravadora Warner, está acrescentando dois belíssimos itens a sua coleção Clássicos em Vinil, que está relançando em vinil de 180 gramas alguns dos grandes clássicos da nossa música popular. Desta vez, foram pinçados álbuns da discografia do saudoso Maestro Soberano, que todos sabem ser o eterno Tom Jobim. Os títulos são Urubu (1975) e Terra Brasilis (1980), ambos com a qualidade habitual da obra deste grande mestre da Bossa Nova.

Urubu foi gravado em Nova York por Tom, que cantou, tocou piano acústico e elétrico e também violão. Os arranjos e regência da orquestra que o acompanhou ficaram a cargo do célebre maestro alemão Claus Ogerman. Entre outros, participaram do álbum feras como Ron Carter (baixo), João Palma (bateria), Ray Armando (percussão) e Miúcha (vocais na faixa Boto). Ligia, Ângela e Saudades do Brasil são algumas das oito faixas deste antológico trabalho.

Terra Brasilis é um LP duplo produzido pelo lendário produtor Aloysio de Oliveira, com arranjos escritos por Claus Ogerman. O disco conta com releituras de maravilhas do porte de Wave, Dindi, Samba de Uma Nota Só, Desafinado, Modinha e Se Todos Fossem Iguais a Você, em um total de 20 faixas. Uma curiosidade é a participação, tocando violão, de Bucky Pizzarelli, grande músico de jazz que também é pai do guitarrista John Pizzarelli, outro fã de Tom e de bossa nova.

Urubu- Tom Jobim (álbum na íntegra em streaming):

Polysom relança em vinil fase progressiva dos Mutantes

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Por Fabian Chacur

Após ter lançado uma caixa com seis LPs da fase dos Mutantes com Rita Lee, a Polysom agora completa a discografia anos 60/70 da banda paulistana no formato bolachão colocando nas lojas versões em vinil de 180 gramas com prensagem premium e remasterizadas dos álbuns Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974) e Ao Vivo (1976), discos que na época saíram com o selo da Som Livre, a gravadora global. São trabalhos muito interessantes.

Tudo Foi Feito Pelo Sol marca o início de uma nova era do grupo, que mantinha de sua escalação clássica apenas Sergio Dias (guitarras, violão, sitar e voz), agora acompanhado por Túlio Mourão (piano, órgão Hammond, Minimoog e voz), Antonio Pedro de Medeiros (baixo e voz) e Rui Mota (bateria, percussão e voz). Com sete faixas, o álbum marca a adesão dos músicos ao rock progressivo na melhor tradição de Yes, Emerson Lake & Palmer e outros, e vendeu na época 30 mil cópias, a melhor marca da história desses roqueiros.

Ao vivo trouxe mais novidades, com as saídas de Antônio Pedro e Tulio Mourão. O quarteto agora era integrado por Sergio Dias (guitarras, violão, sitar e voz), Paul de Castro (guitarra e violino), Luciano Alves (teclados) e Rui Mota (bateria, percussão e voz). Ao contrário do que se poderia esperar, o disco gravado ao vivo no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro trouxe 12 faixas inéditas, sem canções antigas.

Tudo Foi Feito Pelo Sol- Os Mutantes (LP em streaming):

Mutantes Ao Vivo- Os Mutantes (LP em streaming):

Polysom relançará clássicos de Gal Costa no formato vinil

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Por Fabian Chacur

A Polysom, que nos últimos anos tem relançado no formato vinil de luxo álbuns importantes da história da música brasileira, promete mais dois títulos para breve, ambos de Gal Costa. Os dois discos foram lançados originalmente em 1969, e são cotados entre os melhores já lançados pela seminal cantora baiana, eterna musa da Tropicália.

O primeiro a chegar às lojas, ainda este mês, será Gal, considerado pela crítica como provavelmente o trabalho mais psicodélico da carreira da intérprete. Entre outras faixas, destacam-se a icônica Meu Nome é Gal (de Roberto e Erasmo Carlos), Cinema Olímpia, Pulsar e Quasars, Com Medo Com Pedro e País Tropical. Um banho de ousadia e criatividade de uma artista talentosíssima.

Gal Costa, cuja reedição está prevista para sair em janeiro de 2015, traz diversas canções fundamentais no repertório de Gal, entre elas Baby, Namorinho de Portão, Se Você Pensa, Divino Maravilhoso e Que Pena (Ela Já Não Gosta Mais de Mim). A produção deste e do outro LP é de Manuel Barembeim, nome importante na era tropicalista da MPB.

A única notícia não tão boa fica por conta do preço médio de cada título, R$ 79,90 , justificado pelo fato de se tratar de edições especiais e limitadas. A coleção da Polysom conta com títulos importantes de nomes como Jorge Ben, Caetano Veloso, Azymuth, Chico Science & Nação Zumbi, Banda Black Rio e títulos da gravadora Elenco.

Ouça Meu Nome é Gal, com Gal Costa:

Ronnie Von terá 3 álbuns relançados em vinil

Por Fabian Chacur

A Polysom, fábrica brasileira de discos de vinil que foi reaberta em 2010, após alguns anos fora de ação, anunciou mais três títulos para a coleção Clássicos Em Vinil, na qual relançou no clássico formato bolachão álbuns importantes da música brasileira, como Cabeça Dinossauro (Titãs), A Tábua de Esmeraldas (Jorge Ben) e a discografia completa do grupo carioca Los Hermanos.

Desta vez, foram selecionados três títulos seminais da discografia do cantor e apresentador televisivo Ronnie Von. Os álbuns são Ronnie Von (1969), A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais (1969) e A Máquina Voadora (1970), todos lançados na época pela Polydor (hoje Universal Music).

Os três discos fazem parte da fase psicodélica da carreira de Ronnie, e eram disputados a tapa nos sebos da vida a preços proibitivos. Embora não tenham feito sucesso comercial na época, com o passar dos anos foram reavaliados e hoje são considerados clássicos do rock brasileiro.

Ronnie Von e A Máquina Voadora voltaram ao mercado nacional em 2007 no formato CD, junto com Ronnie Von (1966, que inclui Meu Bem, versão de Girl, dos Beatles), enquanto A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais estava fora de catálogo há mais de 40 anos.

Os relançamentos são no padrão de vinil de 180 gramas (o melhor, segundo os especialistas) e com capas luxuosas, ao custo médio de R$ 70 por cada exemplar, disponíveis nas melhores lojas do país (as que sobraram, evidentemente) e também pelo site da própria Polysom e outros sites que comercializam títulos em vinil.

Segundo a assessoria de imprensa da Polysom, em 2012 a fábrica produziu 24.120 exemplares no formato LP e 12 mil no formato compacto, números bem significativos na atual fase do mercado fonográfico brasileiro. Além dos nomes citados, artistas como Pitty, Maria Rita, Nação Zumbi e Fernanda Takai tiveram títulos lançados em vinil, nos últimos tempos.

Ouça Silvia: 20 Horas, Domingo, com Ronnie Von, do álbum Ronnie Von (1969):

Polysom lança em vinil dois LPs de Jorge Ben

Por Fabian Chacur

Embora atingindo um público restrito e pecando pelos altos preços (entre R$ 70 e R$ 120), o bem aquecido mercado dos lançamentos/relançamentos no formato vinil continua se mostrando bastante sólido.

Responsável por uma fatia significativa desse comércio no Brasil, a fábrica e selo Polysom acaba de disponibilizar mais dois títulos a seu catálogo, ambos do genial rei do swing Jorge Ben.

Os discos são Samba Esquema Novo (1963) e Negro É Lindo (1971), ambos fabricados com o nobre vinil de 180 gramas e reproduzindo as embalagens lançadas originalmente.

Primeiro álbum da discografia do agora Jorge Ben Jor, Samba Esquema Novo traz como destaques as faixas Chove Chuva e Por Causa de Você Menina, que logo se tornariam conhecidas mundialmente, e Balança Pema, sucesso nos anos 90 na regravação bem bacana de Marisa Monte e um clássico do samba rock.

Negro É Lindo contou com arranjos a cargo do hoje cultuado maestro Arthur Verocai, e inclui duas parcerias de Jorge com Toquinho, Que Maravilha e Cassius Marcello Clay, além das marcantes Rita Jeep (homenagem a Rita Lee) e Porque é Proibido Pisar Na Grama.

Conheça a lista dos lançamentos em vinil da Polysom:

-Chico Science e Nação Zumbi – Afrociberdelia
-Jards Macalé – Jards Macalé
-Jorge Ben – África Brasil
-Jorge Ben – A Tábua de Esmeralda
-Rita Lee – Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar
-Secos e Molhados – Secos e Molhados (1973)
-Secos e Molhados – Secos e Molhados (1974)
-Titãs – O Blesq Bloom
-Titãs – Cabeça Dinossauro
-Titãs – Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas
-Tom Zé – Correio da Estação do Brás
-Tom Zé – Estudando o Samba
-Tom Zé – Todos os Olhos
-Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir Sua Praia
-Ultraje a Rigor – Sexo!

Ouça Errare Humanum Est, com Jorge Ben:

O formato álbum durará para sempre, tontos!

Por Fabian Chacur

Mais uma vez, um jornal de São Paulo fez um ranking com o que nove caras consideram “as melhores capas de CDs de todos os tempos”. Quanto à escolha, cada um opta pelo que quiser, sem problemas.

O ponto questionável dessa listinha entre amigos é a insistência em se afirmar que, com a decadência da mídia CD, os álbuns deixarão de existir em um futuro próximo. Será mesmo, caras pálidas?

Vale aqui um mergulho rápido na história da música gravada. Durante décadas, a única alternativa eram aqueles discos pesadões, com uma música de cada lado.

No finalzinho dos anos 40, surgiram os LPs de vinil, com algo em torno de 20 minutos de duração de cada lado. Esse novo “espaço”, digamos assim, gerou um novo jeito de se gravar música.

Durante os anos 50, os LPs surgiram inicialmente como reuniões aleatórias de músicas oriundas especialmente de compactos.

Coube a gênios como Frank Sinatra utilizar essa nova possibilidade de um jeito mais criativo, investindo em repertórios de canções com temática semelhante, por exemplo.

Na década de 60, firmou-se de uma vez por todas os álbuns como uma alternativa artística aos singles, graças a álbuns como Revolver (1966) e Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), dos Beatles, por exemplo.

Um não excluiu o outro. Os singles continuaram a ser lançados, sendo os álbuns uma nova possibilidade que se tornou realidade.

Esse panorama não mudou com o advento dos CDs, embora o artista passasse a ter um limite de tempo muito maior. Eram quase 80 minutos em um só lado, enquanto os LPs de vinil ofereciam no máximo uns 46 minutos, e em dois lados.

Com o advento da música digital, alguns insistem em defender a tese de que ninguém mais gravará álbuns, e que as música serão necessariamente consumidas pelo público de forma individual e só no formato digital.

Essa tese tola já ultrapassou uma década, e o que podemos ver é: os CDs ainda existem e continuam consumidos em quantidades bem razoáveis. Certamente sempre existirá algum tipo de mídia física disponibilizando música para os interessados.

A música digital vai aos poucos criando um público fiel, mas nunca será a única alternativa para quem deseja consumir música.

Na verdade, o xis da questão é uma palavra simples: alternativas. O público não se presta mais a escolhas únicas, e deseja consumir os fonogramas musicais da maneira que melhor lhe convier.

Da mesma forma, o artista já está se valendo dessa vasta gama de possibilidades para divulgar/comercializar suas canções. Singles, EPs, CDs, vinis, arquivos digitais de qualidades variadas, álbuns concebidos para suportes variados… O céu é o limite.

Os formatos irão conviver entre si, e o público irá escolher entre eles. Quem aposta em uma volta pura e simples aos tempos da ditadura de músicas individuais e só pela via digital já está quebrando a cara feio e não percebeu ainda…

Ouça Aladdin Sane, com David Bowie:

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