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Elza Soares homenageia Lupicinio em shows

Por Fabian Chacur

Lupicínio Rodrigues completaria cem anos de idade em 16 de setembro deste ano. Como forma de homenagear o histórico e genial compositor gaúcho, que nos deixou em 27 de agosto de 1974, Elza Soares preparou o show 100 Anos de Lupicínio Rodrigues, que apresentará no Teatro Rival, no Rio, e no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, São Paulo. Desde já, absolutamente imperdíveis.

Amiga do saudoso mestre da música popular brasileira, Elza escolheu uma de suas músicas para seu primeiro single, Se Acaso Você Chegasse, lançado em 1960. Um sucesso certeiro que certamente estreitou os lanços entre os dois em termos artísticos. No repertório do show, teremos, além desse primeiro sucesso, clássicos como Esses Moços e Nervos de Aço, só para citar dois do autor de Nunca, Felicidade e tantas outras pérolas musicais.

Elza Soares dispensa apresentações. Há mais de 50 anos na ativa, é uma de nossas mais originais e swingadas cantoras, com versatilidade e jogo de cintura para interpretar samba, bossa nova, boleros, marchinhas, blues, rock e até mesmo música eletrônica, nunca comprometendo sua musicalidade própria. Ela se recuperou de uma operação na coluna e está nova em folha, felizmente, no auge de seus 76 anos de idade muito bem vividos, por sinal.

Os shows no Rio serão nos dias 2 e 3 de maio, sempre às 19h, no Teatro Rival (rua Álvaro Alvim, 33/37-Cinelândia- fone 0xx21-2240-4469), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 80,00. Em São Paulo, as apresentações terão como palco o Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, 95-Pinheiros- 0xx11-3095-9400- www.sescsp.org,br ) nos dias 9 e 10/5 (às 21h) e 11/5 (às 18h), com ingressos de R$ 10,00 a R$ 50,00.

Se Acaso Você Chegasse, com Elza Soares (versão original):

Coleção Raízes da MPB da Folha: eu recomendo

Por Fabian Chacur

Após uma excelente coleção sobre o jazz, a Folha de S. Paulo lança a Coleção Folha Raízes Da Música Popular Brasileira. São 25 livros com capa dura e contendo um CD com músicas representativas de nomes que ajudaram a fundar os alicerces do que hoje chamamos de MPB.

Com edição do extremamente competente jornalista Carlos Calado, não por acaso o mesmo por trás dos volumes jazzísticos, a coleção equivale a uma belíssima iniciação aos que não tem muitas informações sobre os artistas enfocados, além de uma ótima chance de descobrir a imensa riqueza da nossa música.

Preferi só escrever sobre o projeto agora pelo fato de ter adquirido e lido os sete primeiros volumes (os lançamentos são semanais), dedicados, respectivamente, a Noel Rosa, Lamartine Babo, Cartola, Pixinguinha, Ataulfo Alves, Lupicinio Rodrigues e Adoniran Barbosa. E só faço objeções a um.

Escrito por Matilda Kóvac, a bio de Lamartine Babo  se perde em gracinhas e comparações meio absurdas com artistas que viriam depois, e se mostra bastante equivocado, especialmente se comparado aos outros.

Menos mal que, ao menos, o CD que o acompanha seja ótimo, e que este volume tenha vindo de graça junto com o de Noel Rosa.

Quanto aos outros que li, nenhuma objeção, todos escritos por gente do calibre do próprio Calado (Adoniran Barbosa e Pixinguinha), Arthur de Faria (Lupicínio Rodrigues, o melhor da série até agora), Hugo Sukman (Ataulfo Alves) e do mestre João Máximo (Noel Rosa).

Antes que alguém venha dizer alguma besteira em relação ao meu comentário sobre Matilda, uma informação: minha heroina máxima em textos sobre música é Ana Maria Bahiana. Ponto.

De resto, a Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira é uma daquelas iniciativas que só merecem elogios por quem gosta de música. E que servem de prova de que essa pode ser uma ótima forma de se fugir da pirataria no meio musical. Nota dez. E que venham outros projetos assim por aí.

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