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Grandes nomes da música que nos deixaram durante 2018

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Por Fabian Chacur

A única certeza que temos nesse período de tempo sem limitação exata chamado de vida é referente à inevitabilidade da morte, no fim dessa viagem de tempo imprevisível. Não há como fugir. E 2018 nos trouxe o encerramento da trajetória de artistas importantes, sendo um triste acréscimo tardio a cantora Miúcha, que nos deixou no dia 27 de dezembro, aos 81 anos. Uma das irmãs de Chico Buarque, deixou-nos como legado discos elegantes, deliciosos e marcantes, especialmente os que gravou ao lado de Tom Jobim., o eterno Maestro Soberano.

Perdemos vários ícones de diversas áreas. Mondo Pop registrou a partida de alguns desses artistas maravilhosos, que se não estão mais conosco em termos físicos, ao menos nos deixaram como legado seus álbuns, gravações, entrevistas etc. Que suas memórias sejam sempre reverenciadas, pois o que é lembrado, na verdade não morrerá jamais!

Algumas perdas na música em 2018:

Ruy Farias (ex-MPB 4) e Fast Eddie Clarke (ex-Motorhead):

Ruy Faria e Fast Eddie Clarke são os desfalques da música

Dolores O’Riordan (The Cranberries):

Dolores O’Riordan, a cantora de voz deliciosa, nos deixou

Dennis Edwards (ex-The Temptations):

Dennis Edwards, ex-membro dos Temptations, nos deixa

Angela Maria:

Angela Maria, um marco para os fãs da música brasileira

Marty Balin:

Marty Balin, cantor da banda Jefferson Airplane, nos deixa

Vai Levando– Tom Jobim, Miúcha:

Marty Balin, cantor da banda Jefferson Airplane, nos deixa

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Por Fabian Chacur

Em 1978, uma das canções da trilha internacional da novela global O Pulo do Gato me conquistou por completo. Era Count On Me, do grupo americano Jefferson Starship, maravilhosa balada rock que tinha como destaque a bela interpretação de um de seus cantores, Marty Balin. Esse incrível vocalista, compositor e fundador de outra banda seminal, a Jefferson Airplane, nos deixou nesta quinta-feira (27), aos 76 anos. Uma enorme perda para o rock.

A morte de Balin foi anunciada nesta sexta-feira (28) por sua esposa, Susan Joy Balin, sem que as causas tenham sido reveladas. O artista sofreu em 2016 um ataque cardíaco que lhe deixou sequelas. A parceira, com quem teve duas filhas, divulgou um belo texto sobre o parceiro:
“Marty e eu dividimos o mais profundo amor- ele frequentemente chamava isso de nirvana-e era mesmo. Éramos todos envolvidos pelo seu amor, e sua presença estará para sempre comigo”.

Martyn Jerel Buckwald, que adotou em 1962 o nome artístico Marty Balin, nasceu em 30 de janeiro de 1942. Ele inicialmente enveredou pela música folk, mas aos poucos se envolveu com o rock. Em 1965, fundou em San Francisco o clube The Matrix, e lá surgiu a semente do que seria uma das bandas mais importantes da história do rock, a Jefferson Airplane, que teve início quando ele conheceu o cantor, compositor e músico Paul Kantner (que nos deixou em 2016, leia aqui)

O primeiro álbum do grupo saiu em 1966. No ano seguinte, seu segundo trabalho, Surrealistic Pillow, ganhou as paradas de sucesso e levou ao resto do mundo o rock psicodélico. Na banda, Marty era a voz mais apaixonada, normalmente compondo canções de amor como It’s No Secret e Today. A combinação de seus vocais com os de Kantner e da incrível Grace Slick deram à banda um material muito rico, que complementado por Jorma Kaukonen (guitarra), Spencer Dryden (bateria) e Jack Casady (baixo) gerou ouro puro.

Em 1970, no entanto, Balin preferiu seguir outros rumos, e largou o Airplane, que, não por acaso, entrou em uma fase de altos e baixos que culminou com o seu fim, lá pelos idos de 1973. No entanto, no ano seguinte, Kantner e Slick resolveram criar uma nova banda, agora intitulada Jefferson Starship, e Marty entrou nela quando seu primeiro álbum já estava praticamente pronto. Só que o grande hit daquele LP foi precisamente a faixa dele, Caroline.

Até o fim dos anos 1970, o Starship virou uma máquina de hits, entre os quais Miracles e a minha amada Count On Me. Em 1981, já fora da banda, Marty Balin iniciou a sério uma carreira-solo, que já no primeiro álbum rendeu um belo hit, a bela canção Hearts, de autoria do mesmo autor de Count On Me (Jesse Barish), que atingiu o oitavo posto na parada americana de singles. Mas seu sucesso comercial individual parou por aí.

O Jefferson Airplane e o Jefferson Starship teriam breves retornos com Balin nos anos 1980 e 1990, e o artista também investiu em lançamentos individuais, sendo que o último, The Greatest Love, saiu em 2016. Vale lembrar que Marty Balin era um grande performer ao vivo, e sofreu um terrível ataque em 1969 durante o show do Airplane no malfadado festival de rock de Altamont, capitaneado pelos Rolling Stones nos EUA e de triste memória.

Count On Me– Jefferson Airplane:

Sete clássicos do setentão Marty Airplane Balin

Por Fabian Chacur

No último dia 30 de janeiro, Marty Balin completou 70 anos. O cantor, compositor e músico americano é um dos mais importantes nomes do rock e merece ser homenageado à altura por Mondo Pop.

Balin iniciou sua carreira como artista solo em 1962, quando lançou os singles I Specialize In Love e Nobody But You. Mas sua fama começou a nascer em 1965, ano no qual, ao lado do cantor, compositor e guitarrista Paul Kantner, fundou a banda Jefferson Airplane.

Ponta de lança do rock psicodélico americano, o Airplane marcou época como uma somatória de artistas geniais, cada qual com suas particularidades. No caso de Balin, as marcas eram o jeito apaixonado de interpretar, o romantismo, o idealismo esparramado.

Ele deixou o grupo que criou em 1971. Entre 1975 e 1979, marcou presença na nova banda surgida a partir das cinzas do Airplane, o Jefferson Starship. Depois, partiu para a carreira solo, e também integrou em momentos distintos novas encarnações de suas bandas anteriores.

Curtam sete momentos mágicos da carreira de Marty Balin:

It’s No Secret – Jefferson Airplane (1966):

A voz potente e apaixonada de Marty brilha nesse rock romântico, um dos pontos altos de Jefferson Airplane Takes Off, álbum de estreia da melhor banda psicodélica americana. It’s no seeeecreeet!!!

Plastic Fantastic Lover – jefferson Airplane (1967):

Rock swingado e inovador e faixa do álbum mais famoso do Airplane (Surrealistic Pillow), Plastic Fantastic Lover mostra Balin em um vocal a la Dylan que também pode ser interpretado como algo pré-rap, pois segue uma linha mais falada do que cantada. Sensacional!

Comin’ Back To Me – Jefferson Airplane (1967):

Excelente cantor, Marty Balin era versátil, como prova esta balada instrospectiva e delicada, na qual a contundência dá lugar a muita sutileza e sentimento. Um banho de interpretação em outro momento marcante de Surrealistic Pillow.

Volunteers – Jefferson Airplane (1969):

Momento máximo da vertente mais engajada do Airplane e faixa-título de um de seus melhores álbuns, Volunteers mostra Marty Balin em uma interpretação marcada por pura entrega e por um belo apoio dado por sua parceira de microfone, Grace Slick. Grande momento do rock sessentista.

Miracles – Jefferson Starship (1976):

Marty Balin não estava inicialmente no Jefferson Starship, mas entrou para fazer a diferença. O belo rock balada Miracles é outro momento apaixonado desse grande intérprete, com direito a melodia envolvente e a uma melodia hipnótica e cativante. O maior hit da banda!

Count On Me – Jefferson Starship (1978):

Conheci o Jefferson Starship com essa música, que foi até tema de novela aqui no Brasil. Balada apaixonada de autoria de Jesse Barish (que lançou seu primeiro álbum em 1978 produzido por Marty), é outro grande hit do Jefferson Starship cuja interpretação incandescente de Marty Balin faz toda a diferença.

Hearts – Marty Balin (1981):

Em sua estreia como artista solo, Marty Balin gravou em 1981 o álbum Balin, do qual faz parte outra composição de Jesse Barish, Hearts, grande sucesso que entrou no top 10 americano. O clipe é muito divertido, de uma breguice digna dos Fantásticos da vida… Mas a música é otima! Ouça a música só em áudio (com ótima qualidade) e o clipe (com áudio menos bacana).

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