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Michael Jackson, rei do pop e sua viagem à Terra do Nunca

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Por Fabian Chacur

Michael Jackson teria completado 60 anos de idade nesta quarta-feira (29), se não nos tivesse deixado no dia 25 de junho de 2009. Mas confesso que nunca conseguiria imaginar este cantor, compositor, produtor, dançarino, entertainer etc como um tiozinho de meia-idade. Ele entrou no imaginário coletivo ainda criança, e esse espírito juvenil esteve a seu lado durante seus 50 anos e alguns meses de vida. Eternamente na Terra do Nunca, e seu inconteste rei do pop.

Oriundo de uma família repleta de irmãos e irmãs talentosos, ele no entanto não demorou a se mostrar o mais promissor de todos. O pai, Joseph, percebeu isso rapidamente. Se sua fama de tirano com os herdeiros se tornou lendária, não dá para negar que ele lhes ensinou uma forte senso disciplinar, bom caminho para quem deseja se tornar estrela da música. E desde molequinho Michael se mostrou um apaixonado por trabalho, o típico workaholic.

Se você quer ser o melhor, aprenda com e fique perto dos melhores, e isso ocorreu com o autor de Billie Jean durante toda a sua vida. Ao assinar com a Motown Records, ele e seu grupo, o Jackson 5, teve a oportunidade de trabalhar com o genial Berry Gordy. Logo no primeiro single pela gravadora, I Want You Back, lançado em 7 de outubro de 1969, ficava claro que algo novo estava surgindo no cenário do pop, com aqueles garotos energéticos e aquele molequinho vibrante a comandá-los, repleto de carisma e simpatia.

Até 1975, Michael aprendeu muito na gravadora surgida em Detroit. Só que, em um determinado momento, ficou claro que lá ele não conseguiria desenvolver plenamente suas aptidões, especialmente as de compositor e produtor. Aí, seu próximo passo, ao lado dos irmãos (exceto Jermaine, que preferiu ficar na Motown), foi assinar com a Epic. No início, optou por ser produzido por outros mestres da música, Kenny Gamble e Leon Huff (os criadores do “Som da Filadélfia”), mas sabendo ser aquele um momento provisório. Um novo aprendizado.

Em 1978, os Jacksons lançaram o álbum Destiny, e nele Michael Jackson daria pistas do que viria a seguir, com músicas fortes como Blame It On The Boogie (de Mick Jackson, que apesar do sobrenome não era seu parente) e Shake Your Body (Down To The Ground) (esta, parceria dele com o irmão Randy). O encontro com o produtor Quincy Jones na gravação da trilha do filme The Wiz, no mesmo ano, completaria a expectativa de dias ainda melhores.

No ano em que completou 21 anos, Michael Jackson já tinha muito o que comemorar. Sua trajetória com o Jackson 5/The Jacksons se mostrava até então repleta de grandes momentos. A carreira solo, iniciada ainda em 1971 com Got To Be There, também gerou belos frutos e inúmeras gravações maravilhosas. Se por ventura ele não conseguisse ir adiante, já teria um número de hits suficientes para lhe dar um lugar eterno na história da música pop.

Mas a ambição do rapaz era imensa, e seu talento lhe possibilitava ir muito além. E essa transformação de astro pop infanto-juvenil dos melhores para rei do pop teve início naquele 1979 com o lançamento do excepcional Off The Wall. O álbum fez tanto sucesso que a grande questão no cenário pop do início dos anos 1980 era de como aquele artista faria para conseguir lançar um novo trabalho tão impactante.

A resposta foi Thriller (1982), o disco mais vendido de todos os tempos, que de uma vez por todas o tornou um astro sem fronteiras. Michael sempre quis ser um artista que superasse as barreiras de raça, credo, idade e classe social, e conseguiu isso de forma avassaladora, vencendo até o preconceito inicial da MTV contra a música negra.

Michael Jackson consagrou-se como um artista completo: cantor excepcional, dançarino intenso, compositor de primeira, especialista em shows cativantes e o rei dos videoclipes. Sua trilogia Off The Wall, Thriller e Bad (1987), com sua fusão de black music, rock, pop e romantismo, mostrou ser a mais potente de todos os tempos.

Lógico que ninguém conseguiria ficar impune ao impacto desse sucesso todo, ainda mais alguém que a rigor não teve tempo de curtir a infância e adolescência, por viver uma trajetória totalmente dedicada ao trabalho. Aí, ele se viu envolvido em transformações visuais questionáveis, boatos terríveis sobre possíveis envolvimentos libidinosos com crianças, investimentos megalomaníacos como sua Disneylândia particular chamada Neverland e outros quetais. E tome quetais!

Sou um desses possíveis ingênuos que não acredita que Michael tenha assediado de fato alguma criança. Não alguém que sofreu tanto com a rigidez do pai. Na verdade, o mais provável é que ele amava ficar próximo das crianças como forma de, com esse convívio, vivenciar a infância a que não teve direito. Mas são questões irrelevantes e de cunho pessoal, no fim das contas. Como dizem por aí, visto de perto ser humano algum é normal. E ele era isso, um ser humano, apenas.

Como artista, Michael Jackson nos deixou um legado maravilhoso, mesmo que, a partir de 1996, pouco tenha nos oferecido que se comparasse ao que fez em seus anos de ouro. Aliás, uma das causas de sua morte prematura pode ter sido a pressão exercida por ele em si próprio, no propósito de realizar uma turnê que superasse todas as suas conquistas anteriores. Só que o nosso ídolo não tinha mais saúde para isso, e pagou um preço muito alto pela ousadia.

Uma pena. Com a morte prematura, Michael Jackson enfim chegou à Terra do Nunca, conquistando a juventude eterna e ficando distante das imensas dificuldades da convivência com os seres humanos, repletos de contradições e maledicências. A qualidade de seu legado, da infância até os trabalhos lançados de forma póstuma, certamente embalará e alegrará as vidas de muitas novas gerações, nos anos que virão por aí.

Forever, Michael!

One Day In Your Life– Michael Jackson:

Morre Rod Temperton, autor de grandes sucessos do pop

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Por Fabian Chacur

Rod Temperton. Esse nome pode não ter registro para você, mas diversas canções assinadas por ele, sozinho e com parceiros, certamente terão. Que tal Thriller, Rock With You, Off The Wall, Give Me The Night e Love x Love, só para começar a conversa? Pois infelizmente ele entrou na lista das grandes perdas no mundo musical em 2016. Sua morte foi anunciada nesta quarta (5) por Jon Platt, CEO da editora Warner Chappel, que editou suas composições. Ele tinha 66 anos.

Este cantor, compositor e tecladista britânico nasceu no mesmo dia e mês de outro gênio da música pop, John Lennon, só que no ano de 1949. Ele começou a se tornar conhecido no meio musical ao integrar a banda Heatwave, com a qual lançou dois ótimos álbuns, Too Hot To Handle (1976) e Central Heating (1978). Ele compôs os principais hits do grupo, as ótimas Boogie Nights, Always & Forever e The Groove Line.

Temperton, no entanto, não curtia ficar à frente dos holofotes, e resolveu sair da banda, passando a se dedicar apenas ao ofício de compor. Na mesma época, o genial produtor Quincy Jones começava a selecionar repertório para o disco que iria produzir para Michael Jackson em 1979, e pirou quando ouviu os discos do Heatwave. Ele pediu para o inglês lhe mandar material, e três músicas acabaram entrando no álbum: Off The Wall (que de quebra virou faixa título), Rock With You e Burn This Disco Out. Pronto. O cara virou o dono da festa.

Em 1980, foi a vez de George Benson investir nele, e gravou duas de suas composições, outras pérolas pop: Give Me The Night (faixa título de novo!) e Love x Love. Essa verdadeira vocação para escrever faixas-título para os outros atingiu o auge em 1982, com nada menos do que Thriller, que além dessa canção trouxe mais duas outras maravilhas de Mister Temperton, Baby Be Mine e The Lady In My Life. Com o rendimento desses três álbuns, sua aposentadoria já estaria garantida.

Só que o cara preferiu continuar trabalhando, além de ser procurado por inúmeros outros artistas em buscas de boas músicas, alguns deles produzidos por Quincy Jones. Dessa forma, vieram Stomp! (com os Brothers Johnson), Ya Mo B There e Sweet Freedom (com Michael McDonald), Love’s In Control (Finger On The Trigger) (com Donna Summer) e Miss Celie’s Blues (Tata Vega), esta última composta em parceria com Quincy e Lionel Richie para a trilha do filme A Cor Púrpura (1985).

As canções do ex-tecladista do Heatwave também foram gravadas por artistas do porte de Karen Carpenter, Aretha Franklin, The Manhattan Transfer e Herbie Hancock, só para citar alguns. Avesso à mídia e à exposição perante o público, Temperton ganhou o apelido de The Invisible Man. A partir dos anos 1990, passou a atuar de forma mais espaçada, mas ainda assim nos ofereceu músicas ótimas como Family Reunion, gravada por George Benson em 2009. Ele também teve várias músicas incluídas no álbum Back On The Block (1989), que rendeu inúmeros prêmios a Quincy Jones. Adivinhe quem assinou a faixa título?

Give Me The Night– George Benson:

Tito Jackson segue a trilha de sucesso de seus oito irmãos

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Por Fabian Chacur

Quando se pensa na célebre família Jackson americana, o nome de Michael, o eterno Rei do Pop, é o primeiro a ser lembrado. Mas todos os nove irmãos e irmãs conseguiram algum sucesso comercial. Na verdade, só faltava um obter êxito sozinho. Agora, não falta mais. Trata-se de Tito, que era o guitarrista do Jackson 5/The Jacksons e que nunca havia lançado um trabalho solo. Seu single Get It Baby, com participação do rapper Big Daddy Kane, entrou esta semana em duas paradas da Billboard, a bíblia da indústria fonográfica mundial.

Get It Baby é a primeira canção a ser divulgada do álbum Tito Time, o primeiro CD solo do também cantor e compositor nascido em 15 de outubro de 1953, previsto para ser lançado em outubro pelo selo Spectra Music Group. O single atingiu o nº30 na parada Billboard + Twitter e nº26 na Adult R&B Songs. As informações foram divulgadas esta semana na versão online da Billboard americana, e mostram que o álbum tem tudo para obter boa repercussão quando chegar ao mercado.

E essa não é a única notícia envolvendo Tito. No mês de maio, ele esteve no Rio de Janeiro gravando um clipe ao lado de Mart’nália no Morro Dona Marta, no lugar onde seu irmão gravou cenas do clipe da música They Don’t Care About Us e onde hoje temos uma estátua do autor de Billie Jean. Ele também gravou cenas na Bahia. A canção, intitulada Winning By Giving, renderá fundos para uma fundação beneficente.

A história de sucesso dos Jacksons nas paradas de sucesso começou em 1969, quando o single I Want You Back saiu e em pouco tempo atingiu o primeiro lugar nos EUA, fato que outros três compactos do Jackson 5 repetiriam. O legal é que eles obteriam também sucesso em suas tentativas individuais. Michael, o líder do clã, teve 29 hits nos EUA, sendo que 13 deles abocanharam o primeiro lugar nos charts.

Logo a seguir vem Janet, com 27 hits, sendo 10 primeiros lugares. Jermaine, que era o segundo na hierarquia do Jackson 5, conseguiu 17 hits pop, sendo dois deles top 10. A maluquete Latoya obteve 9 na parada r&b/hip hop. A irmã mais tímida Rebbie obteve 7. Randy teve 3, enquanto Marlon e Jackie obtiveram 2 cada. E, agora, Tito pode se gabar de também ter o seu. Será o primeiro de uma série? Veremos, pois tudo é possível nesta família Jackson.

Veja entrevista com Tito sobre Get It Baby:

Ouça um trecho de Get It Baby, ao vivo:

Michael Jackson, aniversário de nº 54

Por Fabian Chacur

O mais lógico para quem trabalha com efemérides é lembrar de datas redondas. Se vivo estivesse, Michael Jackson completaria nesta quarta-feira (29) 54 anos. Mas quer saber? Deu vontade de escrever algo sobre ele, que nos deixou naquele lamentável 25 de junho de 2009, com apenas 50 anos. Então, lá vamos nós.

Poucos cantores e compositores conseguiram atingir um número tão grande de pessoas como esse inesquecível astro americano. Muita gente só tem em comum o fato de amar a música de Michael Jackson, por exemplo. Ele foi muito além do universo da black music, cativando os corações de todas as raças, credos e faixas etárias.

Desde o estouro de seu primeiro sucesso como integrante do Jackson 5, I Want You Back, até sua morte, 40 anos depois, este gênio da música popular conseguiu construir uma obra repleta de clássicos que tocam a alma de todos seus milhões de novos e velhos fãs.

Soul, pop puro, funk, rhythm and blues moderno, romantismo, pitadas bacanas de rock, até jazz, standards… Na verdade, Michael sabia cantar qualquer coisa. E isso desde criança. Ele foi um dos raros astros mirins a conseguir superar o trauma da mudança de timbre vocal.

Do timbre pra cima, emocionante e quase gritado do moleque, ele posteriormente passou a investir em suavidade, sensualidade e muito, mas muito swing mesmo.

Como forma de comparar essas duas fases, selecionei quatro vídeos com músicas bem bacanas.

Primeiro, o moleque agitado de cabelo black power e muita alegria mandando ver na sacudida I Wanna Be Where You Are, de 1972, na qual nosso ídolo esbanja energia, garra e sensibilidade. Um clássico maravilhoso do início de sua carreira solo.

One Day In Your Life, de 1975, já mostra um Michael caminhando para a maturidade, em interpretação que consegue conciliar sutileza e potência vocal, em uma dessas baladas simples e doces capazes de nos arrancar lágrimas sem dificuldade.

Shake Your Body (Down To The Ground), que ele gravou com os Jacksons em 1978 no antológico álbum Destiny, já mostra de forma clara como seria o novo Michael Jackson, em um balanço irresistível no qual sua voz sensual e vigorosa dá o tom.

Human Nature encerra essa seleção mostrando como em 1982 aquele garoto incrível de One Day In Your Life havia evoluído ainda mais, como se isso fosse possível (e foi!), em uma das baladas mais sensuais e doces de todos os tempos.

Muitos artistas provavelmente dariam um braço, uma perna, uma boca, uma língua para terem gravado quatro canções como essas com tamanha categoria. E todos sabemos: Michael Jackson gravou inúmeras outras com a mesma habilidade, sensibilidade e genialidade. Não dava para eu deixar o aniversário dele passar em branco!

Três anos sem o genial Michael Jackson

Por Fabian Chacur

Normalmente eu só me ocupo de efemérides referentes a datas redondas, tipo cinco, dez, vinte anos etc. Mas a morte de Michael Jackson aos 50 anos de idade me pareceu um fato tão irreal que não dá para deixar passar esses três anos sem o Rei do Pop. Não mesmo. Então, lá vou eu.

Como nossa diferença de idade era muito pequena (ele nasceu em 1958, eu, em 1961), tive a oportunidade de acompanhar sua carreira em tempo real, e virar seu fã logo com seu primeiro sucesso, I Want You Back, gravada com o Jackson 5.

Durante esses anos todos, sua figura foi onipresente no meio musical que eu acompanhei. Primeiro como o garoto prodígio que cantava com a técnica e a emotividade de um adulto. Melhor até! I’ll Be There, Ben, I Wanna Be Where You Are,Happy, Got To Be There, ABC..

Depois, como aquele adolescente cuja voz ia mudando de timbre, sem perder a beleza e a originalidade. As músicas One Day In Your Life e Dancing Machine são as primeiras que surgem em minha mente como trilha sonora para esse momento.

Aí, em 1978, entra em cena o MJ adulto, arrebentando em Shake Your Body (Down To The Ground) e Blame It On The Boogie, já com os Jacksons (nova encarnação do Jackson 5) e no ano seguinte com Rock With You, Don’t Stop Til You Get Enough, Working Day And Night e Girlfriend, de seu primeiro disco solo adulto, o magnífico Off The Wall.

Jà havia completado meus 21 anos quando surgiu Thriller (1982), álbum fenomenal que em 1985 ainda insistia em se manter emplacando hits nas paradas, entre as quais a faixa título, Billie Jean, I Wanna Be Startin’ Somethin’, The Girl Is Mine, Beat It, Human Nature

Em 1987, ainda iniciante no cenário do jornalismo musical, tive a honra de participar da festa de lançamento (na extinta Up And Down, na rua Pamplona, em São Paulo) do álbum Bad, quando tivemos a oportunidade de ouvir em primeira mão faixas como Bad, The Way You Make Me Feel, Man In The Mirror, Dirty Diana, Smooth Criminal… Escrevi uma revista especial sobre Michael e esse disco para a editora Imprima.

Quando o astro fez dois shows históricos no estádio do Morumbi, em outubro de 1993, na turnê que divulgou o álbum Dangerous (1991) eu estava lá, com direito a visitar os camarins do Rei do Pop (sem ele dentro, obviamente…), ficar de plantão na frente do hotel Mofarrej, na alameda Santos, onde ele ficou hospedado, e a entrevistar o garoto que um carro da comitiva dele atropelou e que acabou sendo visitado pelo autor de Billie Jean.

Ou seja, cada passo de Michael Jackson era acompanhado por mim no decorrer dos anos. No dia de sua cerimônia fúnebre, em 6 de julho de 2009, lá estava eu ao vivo, ao lado da apresentadora Luciana Liviero, fazendo comentários sobre Michael na TV Record.

Fica difícil acreditar que esse irmãozinho se foi. Um cara que conseguiu algo difícil: unir fãs de todos os países, raças, origens, classes sociais, sexos etc em torno de sua música, que foi, é e será a trilha sonora da vida de todos nós. Olhe por nós, Rei do Pop, esteja onde estiver, e more para sempre em nossos corações, pois we wanna rock with you forever!

Veja o clipe de Rock With You, com Michael Jackson:

The Jacksons iniciarão turnê em junho

Por Fabian Chacur

The Jacksons, uma das primeiras boy bands da história, além de uma das mais bem-sucedidas em termos comerciais, vai voltar à cena. Em comunicado à imprensa, os irmãos Jackie, Jermaine, Marlon e Tito comunicaram que iniciarão no dia 18 de junho, na cidade de Louisville, uma turnê pelos EUA com 27 datas já confirmadas até o momento.

Com o título Unity Tour 2012, o quarteto passará entre 18 de junho e 29 de julho por cidades como Nova York, Atlantic City, Washington, Dallas e Los Angeles, entre outros. Um dos palcos deverá ser o célebre Apollo Theater (Nova York), um dos grandes templos da black music mundial.

No mesmo comunicado, Jermaine, vocalista e baixista, não escondeu seu entusiasmo com o retorno, que ocorre em termos de shows após quase 30 anos (a última turnê dos Jacksons, Victory, ocorreu em 1984):

“Estou muito feliz e empolgado por atuar novamente nos palcos ao lado dos meus irmãos. Não vejo a hora de cantar de novo todas essas músicas que fazem parte de todas as nossas vidas. Estamos prontos e comprometidos a manter o legado de nossa família vivo e atuar novamente com o mais alto grau de excelência, criatividade e acima de tudo integridade”.

Só tem um “pequeno” probleminha: o quinto integrante da formação original do lendário Jackson 5, um certo Michael Jackson, infelizmente morreu em 2009 e não estará presente nos shows. Fica a curiosidade de saber como os fãs irão encarar essa turnê, e qual será a sua reação. Será que teremos shows cancelados? Com a palavra, o futuro próximo.

Veja o Jackson 5 ao vivo em 1972:

Adele quebra recorde de Michael Jackson

Por Fabian Chacur

Enquanto batalha para se recuperar de um problema de saúde que a afastou dos palcos e do contato com os fãs durante uns tempos, Adele tem a oportunidade de comemorar mais um belo feito em sua carreira.

21, segundo trabalho da cantora e compositora britânica, completou esta semana 39 semanas consecutivas entre os cinco mais vendidos na parada de sucessos da revista americana Billboard, a bíblia da indústria fonográfica.

Dessa forma, o álbum conseguiu superar nada menos do que Bad, de Michael Jackson, que até então era o recordista nesse setor, tendo se mantido durante 38 semanas entre os cinco mais vendidos na terra de Barack Obama e Bill Clinton.

E tudo leva a crer que o CD não irá cair fora dessa posição tão cedo. Na última semana, 21 vendeu 113 mil cópias, e voltou a subir, indo do 5º para o 3º lugar. Essa garota é mesmo um fenômeno de vendas, felizmente ligado a um talento musical incontestável.

Veja o clipe de Someone Like You, de Adele:

Um ano sem o eterno Michael Jackson

Por Fabian Chacur

Impressionante como o tempo voa.  Já faz um ano que Michael Jackson saiu do mundo dos vivos e viajou rumo à eternidade. Na verdade, ele já estava nesse nível há muito, graças à obra musical maravilhosa que construiu em seus 50 anos de vida.

Nesses 12 meses, calcula-se que o Rei do Pop tenha rendido algo em torno de um bilhão de dólares, somando-se venda de discos, DVDs, blu-rays, downloads legalizados, licenciamentos, direitos autorais etc. E tome etc!

Para que vocês possam ter uma ideia, 6.5 milhões de dólares foram arrecadados com os 50 shows que o genial cantor e compositor americano faria na O2 Arena, em Londres. Mas como isso seria possível, se nenhum desses espetáculos foi concretizado?

Simples: milhares de fãs preferiram não pedir o seu dinheiro de volta em relação aos ingressos que haviam adquirido antecipadamente, como forma de preservar os tíquetes como lembrança.

E mais material inédito de Michael Jackson virá por aí. Em novembro, está previsto para sair um CD com faixas inéditas. 2011 verá uma nova reedição do clássico Off The Wall. E pelo menos mais oito outros ítens virão até 2017, ano em que se encerrará o contrato assinado por seus herdeiros com a Sony.

Revi This Is It na semana passada, pois enfim comprei a minha cópia em DVD. Ainda não conferi os extras, que certamente comentarei por aqui, até como desculpa para escrever sobre esse ídolo imortal de novo. Arrepia.

Escrevi bastante nos dias que se seguiram à morte prematura do astro aqui em Mondo Pop. Hoje, o que posso expressar é o óbvio: nunca deixaremos de ouvir as canções deixadas por esse gênio musical.

Esse ser humano ingênuo, crédulo, confuso, mas artista brilhante e criativo, capaz de gravar álbuns seminais como Off The Wall, Thriller, Bad e Destiny (com os Jacksons). Aliás, que tal ouvir o Rei do Pop agora?

Coisas boas e ruins de 2009 em análise rápida

por Fabian Chacur

Não vou perder meu tempo com a culionésima retrospectiva 2009 no mundo da música. Entre em algum portal e mergulhe nas já existentes.

Minha despretensão aqui é total. Vou apenas relembrar algumas coisas deste ano que se vai para não mais voltar, como todos os anteriores.

A morte de Michael Jackson fica como grande momento negativo. Um artista genial, que nos deixou como herança um legado musical de grande qualidade e influência.

Na verdade, não morrerá nunca em nossos corações. E o documentário This Is It serve como bela despedida de cena do primeiro e único Rei do Pop.

Les Paul também se foi. Só o fato de ter criado a guitarra que leva o seu nome, e que protagonizou grandes momentos da história do rock e da música em geral já vale o registro dele por aqui.

O melhor álbum do ano na opinião deste que vos tecla é Let’s Change The World With Music, do sublime Prefab Sprout, hoje banda de um homem só, o genial Paddy McAloon. Melhor música do ano: Ride, do mesmo álbum.

A nova geração se firmou com Tonight Franz Ferdinand, excepcional terceiro álbum do grupo escocês que vai tocar novamente por aqui em 2010. Espero, desta vez, poder conferi-los ao vivo. Grande banda. Rock básico, dançante, vibrante, como deve ser.

O DVD/CD gravado em dupla Steve Winwood e Eric Clapton não só nos relembrou dos velhos e bons anos 60 e 70 como mostrou como esses dois gênios da música, hoje sessentões, continuam em ótima forma.

Se Michael Jackson nos deixou, George Benson provou que continua inspiradíssimo no cenário da black music com tempero jazzístico.

Songs And Stories é seu melhor CD em anos, uma pintura. Ouça as faixas Nuthin’ But a Party, Exotica e Living In High Definition e diga se não estou certo. Ou a releitura certeira de Rainy Night In Georgia. Coisa fina!

Enfim os maravilhosos CDs dos Beatles receberam versões a altura de sua qualidade e influência. Em termos sonoros e, principalmente, de embalagem, com os discos agora contando com capas triplas, encartes coloridos repletos de informações, fotos lindas… É assim que se tratam obras primas!

AC/DC lotando o Morumbi é a prova de que o velho, básico e vibrante rock and roll nunca morrerá. É por isso que considero “pós-rock” o rótulo mais imbecil de todos os tempos. Criado por “pós-idiotas”, por certo!

No Brasil, tivemos discos bacanas, como o novo de Lulu Santos, os relançamentos de trabalhos do genial Wilson Simonal (1938-2000), as estreias de Veronica Ferriani e Aline Calixto, o trio de rock instrumental Macaco Bong fazendo shows sensacionais…

Enfim, a música continua viva, graças a Deus. E certamente continuará em 2010. Obrigado a todos os meus leitores, a quem desejo um ano novo repleto de saúde, paz, felicidade, realizações e, é lógico, música de qualidade!

This Is It: o show que foi sem nunca ter sido

This is it-1Por Fabian Chacur

Para os da minha geração, impossível não associar a história de This Is It com a da viúva Porcina, da novela Roque Santeiro. O lema da mesma: a que foi, sem nunca ter sido. Como a novela foi censurada em 1975 e só foi ao ar dez anos depois, todos ficavam tentando imaginar do que se tratava aquela frase.
Hoje, todos sabemos: a viúva, na verdade, nunca foi viúva, pois seu marido não morreu coisa nenhuma. Apenas sumiu. Mal comparando, This Is It é isso: o show que foi, sem nunca ter sido. A explicação para tal comparação é fácil. Assista ao filme enquanto ele estiver em cartaz, ou então confira o lançamento em DVD, no ano que vem.

A resposta virá fluente, rápida e concisa. Difícil acreditar, após ver os deliciosos minutos de This Is It, que o show, para o qual rolaram tantos ensaios, não passou de um sonho não concretizado.

Afinal, tanta gente boa esteve envolvida e empenhada, entre músicos, dançarinos, produtores e profissionais de várias áreas, que se por ventura alguém vier de Marte, vai achar que o tal show rolou, e provavelmente foi um sucesso.

Bem, na verdade, existem pistas aqui e ali de que havia alguma coisa errada no reino de Neverland. Fica claro, por exemplo, que o visual e os arranjos de algumas músicas estavam prontinhos, enquanto o de outras, como por exemplo Billie Jean, precisavam ainda de muita coisa. O espetáculo ainda não estava totalmente amarrado.

Mas o que já estava redondo arrepiou. Por exemplo, a versão de Smooth Criminal com direito a um filme no qual, graças à atual tecnologia, Michael Jackson contracenou com Rita Hayworth em seu papel máximo, Gilda, e também com o galã clássico Glenn Ford.

Ou então a releitura de alta tecnologia de Thriller, o clipe mais bem-sucedido de todos os tempos. Ou o visual apocalíptico de They Don’t Care About Us. Ou a fábula apocalíptica e ecológica de Earth Song.

O repertório do show trazia grandes sucessos, como Human Nature, I Wanna Be Startin’ Something, Bad e The Way You Make Me Feel. A maior surpresa seria a inclusão da fantástica Shake Your Body (Down To The Ground), gravada pelos Jacksons com Michael no vocal principal em um álbum seminal da banda, Destiny, de 1978, uma espécie de precursos de Off The Ground, do ano seguinte.
Michael estava em boa forma. Canta bem e dança muito, embora fique claro que ele não estava exatamente 100% de saúde. O modo doce e delicado com que se comunica com as pessoas é tocante. Ele não parece um adulto. Na verdade, provavelmente nunca foi um.

Um grande momento: depois de soltar a voz em I Just Can’t Stop Loving You, ele é aplaudido pelos dançarinos e outros que acompanhavam os ensaios, uns cinqüenta felizardos que nem tinham ideia de o quanto estavam sendo privilegiados, ao ver o show que ninguém veria ao vivo.

Ele pediu: “por favor, não me incentivem, eu não posso dar tudo de mim aqui, é apenas um ensaio”. E os caras, em resposta, gritavam: manda ver, Michael, manda ver. E ele mandava.

This Is It foge do registro fúnebre ou meramente aproveitador. É o registro de um artista que faz muita falta, e que sempre fará. Um gênio na maior acepção da palavra. Miss you, Michael!
Ah, e tem a música This Is It, parceria dele com Paul Anka composta em 1983 e recuperada agora, a partir de um registro com Michael nos vocais e piano. O arranjo pop com os vocais de apoio dos Jacksons ficou muito legal.

Uma das melhores coisas gravadas por ele desde Blood On The Dance Floor (1997), na minha opinião a última grande música composta e gravada pelo Rei do Pop.

Veja o trailer de This Is It:

http://www.youtube.com/watch?v=vwVvIIvFdgw

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