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Coisas boas e ruins de 2009 em análise rápida

por Fabian Chacur

Não vou perder meu tempo com a culionésima retrospectiva 2009 no mundo da música. Entre em algum portal e mergulhe nas já existentes.

Minha despretensão aqui é total. Vou apenas relembrar algumas coisas deste ano que se vai para não mais voltar, como todos os anteriores.

A morte de Michael Jackson fica como grande momento negativo. Um artista genial, que nos deixou como herança um legado musical de grande qualidade e influência.

Na verdade, não morrerá nunca em nossos corações. E o documentário This Is It serve como bela despedida de cena do primeiro e único Rei do Pop.

Les Paul também se foi. Só o fato de ter criado a guitarra que leva o seu nome, e que protagonizou grandes momentos da história do rock e da música em geral já vale o registro dele por aqui.

O melhor álbum do ano na opinião deste que vos tecla é Let’s Change The World With Music, do sublime Prefab Sprout, hoje banda de um homem só, o genial Paddy McAloon. Melhor música do ano: Ride, do mesmo álbum.

A nova geração se firmou com Tonight Franz Ferdinand, excepcional terceiro álbum do grupo escocês que vai tocar novamente por aqui em 2010. Espero, desta vez, poder conferi-los ao vivo. Grande banda. Rock básico, dançante, vibrante, como deve ser.

O DVD/CD gravado em dupla Steve Winwood e Eric Clapton não só nos relembrou dos velhos e bons anos 60 e 70 como mostrou como esses dois gênios da música, hoje sessentões, continuam em ótima forma.

Se Michael Jackson nos deixou, George Benson provou que continua inspiradíssimo no cenário da black music com tempero jazzístico.

Songs And Stories é seu melhor CD em anos, uma pintura. Ouça as faixas Nuthin’ But a Party, Exotica e Living In High Definition e diga se não estou certo. Ou a releitura certeira de Rainy Night In Georgia. Coisa fina!

Enfim os maravilhosos CDs dos Beatles receberam versões a altura de sua qualidade e influência. Em termos sonoros e, principalmente, de embalagem, com os discos agora contando com capas triplas, encartes coloridos repletos de informações, fotos lindas… É assim que se tratam obras primas!

AC/DC lotando o Morumbi é a prova de que o velho, básico e vibrante rock and roll nunca morrerá. É por isso que considero “pós-rock” o rótulo mais imbecil de todos os tempos. Criado por “pós-idiotas”, por certo!

No Brasil, tivemos discos bacanas, como o novo de Lulu Santos, os relançamentos de trabalhos do genial Wilson Simonal (1938-2000), as estreias de Veronica Ferriani e Aline Calixto, o trio de rock instrumental Macaco Bong fazendo shows sensacionais…

Enfim, a música continua viva, graças a Deus. E certamente continuará em 2010. Obrigado a todos os meus leitores, a quem desejo um ano novo repleto de saúde, paz, felicidade, realizações e, é lógico, música de qualidade!

This Is It: o show que foi sem nunca ter sido

This is it-1Por Fabian Chacur

Para os da minha geração, impossível não associar a história de This Is It com a da viúva Porcina, da novela Roque Santeiro. O lema da mesma: a que foi, sem nunca ter sido. Como a novela foi censurada em 1975 e só foi ao ar dez anos depois, todos ficavam tentando imaginar do que se tratava aquela frase.
Hoje, todos sabemos: a viúva, na verdade, nunca foi viúva, pois seu marido não morreu coisa nenhuma. Apenas sumiu. Mal comparando, This Is It é isso: o show que foi, sem nunca ter sido. A explicação para tal comparação é fácil. Assista ao filme enquanto ele estiver em cartaz, ou então confira o lançamento em DVD, no ano que vem.

A resposta virá fluente, rápida e concisa. Difícil acreditar, após ver os deliciosos minutos de This Is It, que o show, para o qual rolaram tantos ensaios, não passou de um sonho não concretizado.

Afinal, tanta gente boa esteve envolvida e empenhada, entre músicos, dançarinos, produtores e profissionais de várias áreas, que se por ventura alguém vier de Marte, vai achar que o tal show rolou, e provavelmente foi um sucesso.

Bem, na verdade, existem pistas aqui e ali de que havia alguma coisa errada no reino de Neverland. Fica claro, por exemplo, que o visual e os arranjos de algumas músicas estavam prontinhos, enquanto o de outras, como por exemplo Billie Jean, precisavam ainda de muita coisa. O espetáculo ainda não estava totalmente amarrado.

Mas o que já estava redondo arrepiou. Por exemplo, a versão de Smooth Criminal com direito a um filme no qual, graças à atual tecnologia, Michael Jackson contracenou com Rita Hayworth em seu papel máximo, Gilda, e também com o galã clássico Glenn Ford.

Ou então a releitura de alta tecnologia de Thriller, o clipe mais bem-sucedido de todos os tempos. Ou o visual apocalíptico de They Don’t Care About Us. Ou a fábula apocalíptica e ecológica de Earth Song.

O repertório do show trazia grandes sucessos, como Human Nature, I Wanna Be Startin’ Something, Bad e The Way You Make Me Feel. A maior surpresa seria a inclusão da fantástica Shake Your Body (Down To The Ground), gravada pelos Jacksons com Michael no vocal principal em um álbum seminal da banda, Destiny, de 1978, uma espécie de precursos de Off The Ground, do ano seguinte.
Michael estava em boa forma. Canta bem e dança muito, embora fique claro que ele não estava exatamente 100% de saúde. O modo doce e delicado com que se comunica com as pessoas é tocante. Ele não parece um adulto. Na verdade, provavelmente nunca foi um.

Um grande momento: depois de soltar a voz em I Just Can’t Stop Loving You, ele é aplaudido pelos dançarinos e outros que acompanhavam os ensaios, uns cinqüenta felizardos que nem tinham ideia de o quanto estavam sendo privilegiados, ao ver o show que ninguém veria ao vivo.

Ele pediu: “por favor, não me incentivem, eu não posso dar tudo de mim aqui, é apenas um ensaio”. E os caras, em resposta, gritavam: manda ver, Michael, manda ver. E ele mandava.

This Is It foge do registro fúnebre ou meramente aproveitador. É o registro de um artista que faz muita falta, e que sempre fará. Um gênio na maior acepção da palavra. Miss you, Michael!
Ah, e tem a música This Is It, parceria dele com Paul Anka composta em 1983 e recuperada agora, a partir de um registro com Michael nos vocais e piano. O arranjo pop com os vocais de apoio dos Jacksons ficou muito legal.

Uma das melhores coisas gravadas por ele desde Blood On The Dance Floor (1997), na minha opinião a última grande música composta e gravada pelo Rei do Pop.

Veja o trailer de This Is It:

http://www.youtube.com/watch?v=vwVvIIvFdgw

SOS Família Jackson na Áustria é cancelado

michael-joePor Fabian Chacur

Mais confusões na conturbada vida da família Jackson. O show em tributo a Michael Jackson que seria realizado na cidade de Viena, na Áustria, foi cancelado. Os representantes dos artistas mais importantes do suposto elenco escalado para a apresentação, os cantores Mary J.Blidge, Natalie Cole e Chris Brown, afirmaram que nenhum dos três havia confirmado sua participação no show, cujo repertório seria composto basicamente por releituras de sucessos do saudoso Rei do Pop.

Tal divulgação deixou a programação do show extremamente fraca, contando com destaques baixo escalão como a formação não original do grupo vocal Sister Sledge, conhecido por hits dos anos 70 como We Are Family, He’s The Greatest Dancer e Lost In Music. Levando isso em conta, a prefeitura da capital da Áustria preferiu cancelar o show.

Dos 65 mil ingressos previstos para o show, as autoridades locais garantiram que metade haviam sido vendidos, mas que o resto encalhou a partir dos boatos (agora confirmados) sobre as ausências de astros de ponta.

Jermaine Jackson, irmão de Michael, divulgou que o novo projeto é um show em junho de 2010 no estádio de Wembley, em Londres, para marcar um ano da morte do irmão. Ele também diz que o elenco será divulgado a partir de dezembro. Mas vai saber se isso dará certo….

Na verdade, esse show, desde o início, parecia mais uma tentativa do glorioso Joe Jackson, pai e feitor da família Jackson, de faturar uns trocados adicionais. Do jeito que ele é ganancioso, montou tal espetáculo com o intuito de tentar compensar o dinheiro que iria entrar com os shows que Michael faria em Londres.

Enquanto isso, sairá em breve o DVD com os ensaios da turnê This Is It. O que deveria ser apenas um making of do show propriamente dito acabou virando o próprio produto em si. Como diria Raul Gil, “vamo faturá, vamo faturá”!

Confira Smooth Criminal ao vivo:

http://www.youtube.com/watch?v=_f2-MsS8YIE

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