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Rogerio Rochlitz mostra o seu swing no Central das Artes-SP

rogerio rochlitz 400x

Por Fabian Chacur

Se hà um artista brasileiro atualmente capaz de fazer mùsica instrumental com sofisticação, swing e acessibilidade ao público médio, ele atende pelo nome de Rogèrio Rochlitz. Ele mostra o repertòrio de seu mais recente DVD, Cores Ao Vivo (leia a crìtica aqui) em show nesta terça-feira (16) às 21h no bar e restaurante Central das Artes (rua Apinajès, 1.081- Sumaré- fone 0xx11-3670-4040), com couvert artístico a R$ 20,00.

Com mais de 20 anos de estrada, Rogerio Rochlitz tocou com vários artistas antes de se dedicar a uma produtiva e consistente carreira solo que já rendeu quatro CDs, sendo o mais recente o excelente Mòbile (leia a crìtica aqui). Sua capacidade de misturar vários estilo da mùsica brasileira sem cair no rotineiro ou no rebuscado demais è altamente elogiável, e o resultado è um som que pode te fazer dançar ou curtir atentamente. Coisa de craque.

No show de hoje, Rogèrio terá a seu lado uma banda afiada e composta por João Poleto (flauta e sax), Amílcar Rodrigues (trumpete e flugelhorn), David Rangel (baixo) e o consagrado João Parahyba (timbatera), este ùltimo conhecido por seu trabalho ao lado de feras como Jorge Benjor e Ivan Lins e integrante do Trio Mocotó. No repertòrio, mùsicas do DVD e também algumas do próximo CD, que Rochlitz promete para 2015.

De Casa Pra Rua– Rogério Rochlitz e grupo:

Rogério Rochlitz lança CD e DVD no Rio Verde

Por Fabian Chacur

O músico e compositor Rogério Rochlitz se apresenta nesta sexta-feira (24) a partir das 22h no Centro Cultural Rio Verde (rua Belmiro Braga, 181- Vila Madalena- fone 11-3459-5321). A entrada custa R$ 20 , e também estão na programação os músicos Sidiel Vieira (que lança o CD Sidiel Vieira Quarteto) e Ivan Vilela, além de uma exposição de fotos de Fabiana Francé.

Em seu show, Rochlitz aproveita para lançar o excelente CD Móbile (leia a resenha aqui) e o DVD Cores Ao Vivo (que Mondo Pop resenhará em breve-aguardem!).

Na estrada desde os anos 90, Rogério Rochlitz faz um som instrumental inteligente, swingado e muito bom de se ouvir, conseguindo com rara habilidade misturar qualidade técnica e artista com uma abordagem passível de ser assimilada pelo público habitual. Ou seja, não cai no excesso de rebuscamento de alguns colegas de música instrumental.

Veja o clipe de Prince no Sambão, com Rogério Rochlitz:

Móbile mostra swing de Rogério Rochlitz

Por Fabian Chacur

Muitas vezes se questiona qual a razão de a música instrumental normalmente não alcançar a popularidade das canções com letras e refrão. Com uma certa frequência, a resposta mais simples costuma atribuir a esse tipo de trabalho musical uma preocupação maior com o virtuosismo e a sofisticação, deixando às vezes a fluência e o swing em segundo plano.

Felizmente, o músico, arranjador, compositor e produtor Rogério Rochlitz não sofre desse problema. Em seu quarto álbum solo, Móbile, o ex-integrante do grupo Jambêndola dá uma verdadeira aula de como se fazer música sem palavras ou vocais sem cair no exibicionismo ou na chamada “música para músicos”. Para curti-lo, basta sensibilidade.

Em suas 15 faixas, Móbile traz uma sonoridade quente e diversificada que inclui diversas vertentes da música brasileira, como forró, samba, chorinho e bossa nova, fundidas com jazz, funk de verdade, rock, pop e o que mais vier, tendo sempre como âncora boas melodias e arranjos que fogem do óbvio e nos proporcionam agradáveis surpresas a cada compasso, tudo construído com muito swing e consistência.

Rogério se divide entre teclados, baixo, samples, violão e outros instrumentos, e conta com o apoio de ótimos músicos, entre os quais Gileno Foinquinos (guitarras), João Parahyba (percussão), Guga Stroeter (vibrafone), Bina Coquet (violão de 7 cordas), Guilherme Held (guitarra), Bocato (trombone) e Tião Carvalho (berimbau), só para citar alguns.

Cada tema instrumental equivale a um novo e diferenciado roteiro sonoro, impedindo que o ouvinte caia na monotonia ou na mesmice um instante sequer. Prince no Sambão, por exemplo, mistura samba, funk e urbanidade/urgência pop, enquanto Berimboca adiciona latinidade a um tempero soul bastante envolvente.

O trombone inconfundível de Bocato dá o norte à swingada Bocato No País das Maravilhas, enquanto a cuíca é o eixo da misteriosa e envolvente Prótons, que ganha elementos minimalistas e por vezes soa como uma possível versão século XXI do som instrumental exótico dos anos 50 do músico americano Martin Denny. A delicada Amor Amora equivale a uma versão levemente sinfônica da música gaúcha de raiz.

Momento máximo do álbum, Paralao soa como uma espécie de bossa nova com cobertura soul psicodélica, guardando parentesco com o trabalho do genial maestro brasileiro Arthur Verocai. Mas Móbile revela novos segredos a cada nova audição.

Poderia ganhar as programções das rádios, caso elas tivessem abertura suficiente para isso. Mas pode tocar na sua própria emissora pessoal, se você quiser. Experimente e mergulhe de cabeça na deliciosa música de Rogério Rochlitz.

Prince no Sambão (clipe) – Rogério Rochlitz:

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