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Smokey Robinson relê hits ao lado de amigos bem famosos

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Por Fabian Chacur

Smokey Robinson é o tipo do artista que merece a alcunha de lenda viva. E não é para menos. Um dos fundadores da Motown Records ao lado de Berry Gordy, ele é um cantor excepcional, compositor repleto de clássicos no currículo e uma das figuras mais simpáticas do meio musical. É o seu legado que é celebrado neste excelente Smokey & Friends (Universal Music), no qual relê 11 de suas canções mais famosas ao lado de amigos bastante conhecidos. Uma aula de música pop.

Com produção a cargo do experiente Randy Jackson, que muitos conhecem como um dos jurados do reality show musical American Idol, Smokey & Friends apresenta cada canção com classe, sendo que os convidados não escondem a emoção de gravar com um cara que foi considerado o grande poeta da música pop por ninguém menos do que Bob Dylan, e que foi homenageado por George Harrison (um beatle!) na bela música Pure Smokey, de 1976.

O CD abre com tudo, em dueto com Elton John na sublime The Track Of My Tears. Steven Tyler, do Aerosmith, é o convidado em You Really Got a Hold On Me, que muita gente conheceu na bela regravação dos Beatles e cuja versão original é do grupo que consagrou o astro da Motown, Smokey Robinson & The Miracles. Os garotões Miguel, Aloe Blacc e JC Chasez fizeram bonito em My Girl, aquela maravilhosa canção imortalizada pelos Temptations.

Cruisin’, um dos momentos mais bem-sucedidos da carreira solo de Smokey Robinson, aparece aqui em dueto com Jessie J. John Legend incorporou bem a ótima Quiet Storm, canção tão importante e influente que deu nome a um tipo de programação de rádio nos EUA dedicado a canções de black music ao mesmo tempo suaves e intensas.

O habitualmente exagerado CeeLo Green aparece mais contido e estiloso ao lado de Smokey na releitura de The Way You Do The Things You Do, lançada pelos Temptations nos anos 60 e com uma belíssima gravação do grupo britânico UB 40 nos anos 1980. A diva Mary J. Blige dá um banho em Being With You, enquanto James Taylor se entrosa às mil maravilhas com o dono da festa na ótima Ain’t That Peculiar.

Sheryl Crow é a parceira do homenageado na maravilhosa The Tears Of a Clown, enquanto a ótima Ledisi mostra muita personalidade na intensa Ooh Baby Baby. O álbum é encerrado com uma releitura bem pra cima de Get Ready, sucesso com os Temptations e o Rare Earth, desta vez na voz de Gary Barlow, conhecido como integrante da boy band Take That.

Smokey & Friends atingiu o 12º lugar na parada americana logo na semana de seu lançamento por lá, o melhor desempenho de um álbum do artista. Nada mais merecido, pois aos 74 anos seu falsete continua único, e o entrosamento que demonstrou com os amigos convidados para esse projeto é coisa de quem sabe unir arte e profissionalismo em doses perfeitas. Uma delícia de CD!

The Track Of My Tears – Smokey Robinson e Elton John:

You Really Got a Hold On Me- Smokey Robinson e Steven Tyler:

Smokey Robinson grava com Randy Jackson

Por Fabian Chacur

Após deixar a bancada de jurados do reality show musical American Idol, Randy Jackson retomará a carreira de produtor em grande estilo. Segundo notícia veiculada pelo site americano da Billboard, ele irá o produzir o próximo álbum de ninguém menos do que Smokey Robinson, um dos grandes gênios da história da música pop.

E não será um álbum qualquer. O trabalho marcará a estreia de Robinson no selo Verve, da Universal Music, e tem como conceito a reunião do cantor com grandes nomes da música pop da atualidade e de outras gerações. A contratação ocorreu em março via David Foster, atual presidente do selo e também experiente produtor musical.

Os nomes que irão cantar com Smokey no álbum ainda não foram divulgados, mas a expectativa é de que o trabalho seja lançado ainda em 2013. O repertório terá composições do astro gravadas anteriormente por ele mesmo e também por The Miracles, Temptations e Marvin Gaye. Só clássicos do pop.

Nascido em 19 de fevereiro de 1940, Smokey Robinson foi o braço direito de Berry Gordy quando da fundação da Motown Records, e integrou o grupo vocal The Miracles até a metade dos anos 70, gravando com eles hits inesquecíveis como The Track Of My Tears, I Second That Emotion e Going To a Go-Go, entre inúmeros outros.

Ao sair do grupo, mergulhou em uma bem sucedida carreira solo que rendeu sucessos certeiros do naipe de Quiet Storm, Cruisin’, Just To See Her e One Heartbeat. Além de ter um dos falsetes mais belos da história da música, ele também é um grande compositor, tendo como fãs gente do gabarito de Bob Dylan.

Ouça One Heartbeat, com Smokey Robinson, hit de 1987:

Phil Collins esbanja categoria em tributo à Motown

Por Fabian Chacur

Às vésperas de completar 60 anos, o que ocorreu no mês de janeiro, Phil Collins resolveu se dedicar a seu primeiro trabalho composto só por canções alheias.

O mote não poderia ter sido mais legítimo e bem escolhido: um tributo à gravadora americana Motown, que lançou nomes fundamentais para a história da música pop como Stevie Wonder, Marvin Gaye, Michael Jackson e dezenas de outros.

Ele sempre citou a gravadora como uma de suas grandes influências, e vale lembrar: nos anos 80, ele regravou com categoria You Can’t Hurry Love, das Supremes, além de ter trabalhado com Lamont Dozier, um dos grandes autores do selo americano, nas músicas Two Hearts e Loco in Acapulco.

Para concretizar o projeto, ele teve de lutar contra problemas físicos que quase o impediram de tocar bateria para sempre.

Felizmente, sua garra e talento o ajudaram a tornar seu sonho real, e o resultado é o excelente Going Back, que pode ser encontrado em duas versões: uma simples, incluindo só um CD com 18 faixas, e uma dupla, incluindo CD com 25 faixas e um DVD adicional.

Na verdade, Collins releu 29 músicas do repertório da Motown Records, e você pode encontrar todas, no formato MP3 como bônus no DVD.

Além do ex-vocalista e baterista do Genesis cantando e tocando batera e teclados, o álbum inclui três integrantes dos lendários Funk Brothers.

Para quem não sabe, esse era o nome informal pelo qual era conhecida a banda de estúdio e shows da Motown Records, que gravava com todos os artistas da casa.

Ray Monette (guitarra), Bob Babbitt (baixo) e Eddie Willis (guitarra) (da esquerda para a direita, na foto abaixo) representam com carisma e categoria seus colegas, alguns deles infelizmente já do outro lado do mistério.

Também marcam presença, entre outros, o virtuoso pianista Jason Rebello, as vocalistas Connie Jackson e Lynne Fiddmont e os adoráveis Nicholas e Matthew Collins, molequinhos e herdeiros do consagrado músico britânico.

O repertório inclui desde clássicos famosos como Uptight (Stevie Wonder), Dancing in The Streets (Martha Reeves & The Vandellas) e Going To a Go-Go (Smokey Robinson & The Miracles) até pérolas menos conhecidas, mas tão belas quanto, tipo In My Lonely Room e Blame It On The Sun.

No detalhado documentário sobre as gravações de Going Back, incluído no DVD, Collins explica que sua intenção era reproduzir da forma mais fiel possível os arranjos e timbres instrumentais das gravações originais.

O resultado é delicioso, podendo ser ouvido de ponta a ponta sem grande dificuldade. E Collins, como todos sabem, sempre foi um grande vocalista, e felizmente continua sendo.

Going Back faz bela homenagem a uma gravadora que, especialmente nos anos 60 e 70, nos proporcionou alguns dos melhores momentos da história da música pop, conseguindo vender milhões de cópias e atingir o status de arte pop em seu estado mais puro.

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