Mondo Pop

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Show Os Filhos dos Caras vai passar por Rio e São Paulo

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Por Fabian Chacur

São três amigos que possuem em comum o fato de serem filhos de grandes nomes da música popular brasileira. Como forma de fazer um tributo ao legado desses pais famosos, eles resolveram criar o show Os Filhos dos Caras, que será apresentado no Rio de Janeiro nesta sexta (21) às 21h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3,900- loja 160- Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$40,00 a R$ 160,00.

O espetáculo também passará por São Paulo no dia 4/8 às 21h no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso- Bourbon Shopping São Paulo- fone 4003-1212), com ingressos de R$ 30,00 a R$ 160,00.

Mas quem são os caras em questão? Vamos lá. Jair Oliveira (foto), cantor, compositor e músico, é filho de Jair Rodrigues, um dos grandes intérpretes da história da MPB, com seu gingado e versatilidade. Wilson Simoninha, como o nome já entrega, é rebento de Wilson Simonal, o rei do swing da MPB. Fecha o trio Leo Maia, que tem como pai ninguém menos do que Tim Maia. Três lendas da nossa música infelizmente já pertencentes ao outro lado do mistério.

O show mostrará o trio em performances coletivas, em músicas como Alguém me Avisou e País Tropical, e em momentos individuais, nas quais cantarão clássicos do porte de Nem Vem Que Não Tem, Mais Que Nada, Não Deixe o Samba Morrer, Simples Desejo, Do Leme ao Pontal e Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar). A acompanha-los, os músicos Marcelo Maita (teclados), Robinho Tavares (baixo), Daniel de Paula (bateria), Márcio Forte (percussão) e Dílson Laguna (guitarra).

Alguém me Avisou– Os Filhos dos Caras:

Filpo Ribeiro e Feira do Rolo é atração do Canto da Ema (SP)

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Por Fabian Chacur

Há três anos na estrada, Filpo Ribeiro e a Feira do Rolo estão lançando o seu primeiro CD. Intitulado Contos de Beira D’Água, o álbum traz 10 faixas que apresentam o grupo misturando diversos ritmos brasileiros. O lançamento em São Paulo será nesta quinta-feira (6) às 20h30 no Canto da Ema (avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 364- Pinheiros- fone 0xx11-3813-4708), com ingressos de R$ 28,00 a R$ 36,00.

O quarteto tem como base a capital paulistana, e conta com dois naturais da cidade e dois paraibanos. Os paulistanos são Filpo Ribeiro (vocal, rabeca, viola, pífano e guitarra) e Marcos Alma (piano e baixo), sendo os nordestinos Guegué (bateria e “percuteria”) e Diogo Duarte (trompete, triãngulo e vocais). Experientes, eles individualmente participaram de trabalhos de Gilberto Gil, Dominguinhos, Naná Vasconcelos, Maurício Pereira, Ney Matogrosso, Mutinho etc.

Em sua musicalidade, o quarteto demonstra muito bem aproveitadas influências de forró, coco, samba de roda, fandango caiçara e folia de reis, valendo-se de instrumentos tradicionais como rabeca, viola de 10 cordas, pífano e zabumba, mas também utilizando guitarra, baixo, trompete e o piano Fender Rhodes. Filpo é o principal compositor do time, mas Marcos Alma e Guegé também contribuem nesse quesito.

Rabo de Arraia (clipe)- Filpo Ribeiro e a Feira do Rolo:

Feito em Casa, clássico LP de Antônio Adolfo, faz 40 anos

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Por Fabian Chacur

Em 1977, cansado de ouvir não dos diretores artísticos de gravadoras, Antonio Adolfo arregaçou as mangas e lançou por conta própria o LP Feito em Casa. Os grandes selos queriam que ele repetisse o seu trabalho anterior , como autor de hits de intérpretes como Tony Tornado e Evinha ou como líder do grupo A Brazuca. Ele queria ir adiante, mesmo fazendo música instrumental e sem se render a fórmulas pré-estabelecidas.

Graças à sua ousadia e ao resultado positivo dessa experiência, a alternativa independente começou a ser uma opção para quem se dedicava a um estilo musical que por ventura não estivesse dentro dos parâmetros do mainstream musical. Os frutos foram incríveis.

Marco na produção independente no Brasil, este álbum foi reeditado posteriormente em CD e em vinil, e é um clássico não só por seu valor histórico, mas também por seu conteúdo musical, com oito faixas instrumentais, uma com vocalizes e duas com letras.

Em entrevista feita via e-mail, o músico, maestro, arranjador e compositor, que completou 70 anos em fevereiro mais ativo do que nunca, recorda como foi sua opção pela independência, e dá detalhes sobre como encarou esse desafio.

Leia mais sobre Antonio Adolfo e sua produção atual aqui .

E leia a resenha de Feito em Casa aqui .

Mondo Pop- Você primeiro gravou o Feito em Casa para só depois procurar as gravadoras, já com tudo pronto. O que o levou a fazer isso? Era uma espécie de premonição em relação ao que viria (a não aceitação por parte delas) ou era dessa forma que você fazia seus trabalhos habitualmente, já naquela época?
Antonio Adolfo
– Não era habitual. Eu vinha de uma temporada de estudos na França (com Nadia Boulanger) e aqui no Brasil (com Guerra-Peixe) entre 1974 e 1976. Compus muito nessa época e acho que aprendi bastante. Cheguei ao Rio e, enquanto estudava com o Guerra, fazia gravações com vários artistas da MPB, jingles, trilhas sonoras etc – eu atuava somente como músico acompanhante, nessas gerações – e ficava ganhando para sobreviver. Costumava gravar muito lá no estúdio Sonoviso – o engenheiro de som (Toninho Barbosa) ficou muito meu amigo e eu comecei a pensar que ali seria um bom estúdio – não muito caro – onde eu poderia gravar algumas músicas minhas Selecionei músicos etc, e resolvi alugar algumas horas do estúdio para gravar. Foi dando tudo certo. Os músicos dando todo o apoio. E a fita (gravação completa) ficou pronta. Resolvi então mostrar ao pessoal das gravadoras, que foram unânimes em recusar. Acho que eles queriam que eu repetisse a fórmula Antonio Adolfo e Tibério Gaspar ou Antonio Adolfo e a Brazuca. Resolvi, então, fazer eu mesmo. Contratei uma fábrica de disco e fiz uma edição pequena. Pedi à gráfica para me vender capas em branco, com cartolina ao avesso, pois criaríamos, eu e amigos, capas uma a uma.. Depois dos 500 primeiros, escolhi uma para matriz.

Mondo Pop- Como você fez para cobrir os custos do álbum na época? Os músicos que participaram do disco receberam algum tipo de cachê ou você contou com o apoio deles sem remuneração imediata?
Antonio Adolfo
– Eu tive que vender um carro, e ganhava dinheiro nas gravações e também algum direito autoral. Assim, dava pra eu viver com minha família e sobrou para a gravação. Os músicos me deram a maior força e acho que só precisei pagar alguns. Esse tipo de atitude entre os colegas músicos é fundamental, já que com o restante da produção, geralmente, não tem “colher de chá”.

Mondo Pop- Fale um pouco da forma como você realizou as vendas. Tinha uma equipe? Conseguiu colocar em todo tipo de loja ou se concentrou nas de menor porte?
Antonio Adolfo
– Cheguei a colocar anúncio no jornal para conseguir vendedores: “gravadora nova precisa de vendedores etc” ou coisa assim. E apareceram vários candidatos. Só um tinha experiência nessa área, e me ajudou muito. Mas como o disco não era um hit, ele foi pra outra. E eu tive que criar coragem e vender de loja em loja. Foi aí que o Tim Maia me deu umas dicas, pois já havia feito coisa semelhante com o Tim Maia Racional. Passou muita informação das lojas e explicou como fazer, mas ele mesmo não estava mais nessa. A imprensa começou a apoiar o disco e fui convidado pra fazer o Fantástico na TV Globo. Aí as coisas começaram a mudar, pois já estava vendendo nas lojas e o LP ganhou força. Mas o que me ajudou muito mesmo a vender foram os shows.

Mondo Pop- Você levava os discos para vender nos shows. Tem ideia de quantos exemplares conseguiu comercializar dessa forma? E quantas cópias, mais ou menos, no total, você vendeu de Feito em Casa naquela época? E tem ideia de quanto venderam os relançamentos em CD (pela Kuarup) e LP de vinil (pela Polysom)?
Antonio Adolfo
– Fiz vários shows, sendo que os Seis e Meia, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, eram um sucesso. E vendia, às vezes, 100 discos após o show que fazia em parceria com o Cesar Costa Filho. Daí por diante, fui combinando vendas em lojas e em show. E o disco chegou a vender 20 mil copias. Um sucesso, principalmente por se tratar principalmente de disco instrumental. O Feito em Casa foi meu best seller. Na Kuarup vendia bem menos e na Polysom (reedição do Feito em Casa) também. Acho que porque não estava fazendo muitos shows nessa época. É bem comum vender muitos discos em shows. É onde se vende maior quantidade de discos físicos no momento.

Mondo Pop- Das onze faixas do álbum original, duas tem letras e uma traz vocalizações. Como surgiu a ideia de incluir essas faixas, e qual o critério usado por você para escalar as cantoras Joyce e Málu para interpretá-las?
Antonio Adolfo
– Nunca fui muito de escrever letras. Mas gostava da canção , que a Málu interpretou. Gosto de música cantada também, mesmo que sem letra. Veja o exemplo da faixa Acalanto que a Joyce gravou. E teve a Aonde Você Vai, que eu mesmo me atrevi a cantar.

Mondo Pop- O repertório traz obras compostas entre 1972 e 1976. Quais foram as principais influências musicais ou mesmo não musicais que você teve para cria-las?
Antonio Adolfo
– Eu vinha de um momento muito tranquilo, quando só estudava, fazia yoga, Aikido, macrobiótica, lia Krishnamurti etc. Acho que essa combinação resultou naquele som. No entanto, no meu terceiro disco, Viralata, eu já havia me modificado um pouco e “suinguei” mais (risos).

Mondo Pop- Eu era adolescente na época, e conheci a faixa Aonde Você Vai? ouvindo-a em uma emissora de rádio. Conte como foi para conseguir que essa e outras faixas entrassem em programações de rádio?
Antonio Adolfo
– A melodia e a letra eram bem simples. E eu era conhecido do pessoal de radio por causa dos hits dos anos 67 a 70 (n da r.: BR 3, Teletema, Juliana e inúmeras outras). Então, comecei a ir também às emissoras de radio e conversar com os programadores, que escolheram essa faixa, por ser a mais “comercial”. Ia também às redações dos jornais e revistas. Isso, no Brasil inteiro.

Mondo Pop- Como foi a turnê de divulgação do álbum? Quantos shows você fez , mais ou menos, e como foi a recepção do público?
Antonio Adolfo
– Viajei o Brasil inteiro. Quando o local do show era mais próximo ao Rio, ia de carro – tinha uma Belina na época, e colocava meu piano elétrico e muitos LPs nela. Quando era mais longe, tipo Belém e Nordeste, ia de avião. Entrava em contato com os diretórios acadêmicos, estações de radio e jornais e ia me aproximando dos artistas locais Conheci muita gente, e esses encontros foram maravilhosos. Fiz shows por todo o país. Fiz também turnês com meu grupo e, a partir de algum momento, o Projeto Pixinguinha. Foi tudo maravilhoso e na hora certa.

Mondo Pop- Aonde Você Vai tem você como vocalista principal. Como surgiu a ideia de você mesmo cantá-la? Cogitou convidar alguém para interpretá-la antes ou desde o começo pretendia fazer isso você mesmo? Pensa em repetir a experiência?
Antonio Adolfo
– Não gosto de cantar. Prefiro tocar piano.

Mondo Pop- A letra de Aonde Você Vai? soa extremamente atual, 40 anos após o seu lançamento. Como você encara isso?
Antonio Adolfo
– Não tinha reparado isso. Talvez outro cantor (ou cantora) pudesse gravá-la novamente. Não eu, pois não gosto de cantar.

Mondo Pop- Nos últimos 40 anos, as grandes gravadoras entraram em parafuso, e hoje perderam muito do seu poder e do seu tamanho. Como você vê esse estado de coisas? Seria a vitória da música independente? Ou foi só incompetência deles mesmo?
Antonio Adolfo
– Foi uma modificação toda do mercado, assim como a tecnologia, a internet etc. Naquela época em que comecei, os meios de produção estavam nas mãos das gravadoras. Depois, a coisa foi mudando. Hoje com a internet, temos inúmeras possibilidades e os autoprodutores foram aumentando. As gravadoras, que ficaram paradas de certa forma, acabaram virando, ou distribuidoras ou empresárias de artistas. A produção delas é bem pequena se comparada à independente. Na verdade, eles não tinham como enfrentar essa avalanche da transformação. Você vê que a Internet, hoje em dia, está até penetrando mais do que a midia tradicional (rádio, TV, jornais impressos).

Mondo Pop- Você é um artista inquieto, sempre buscando novos projetos. Mesmo assim, pensa em fazer algo para comemorar esses 40 anos do Feito Em Casa? Hoje muitos artistas celebram essas efemérides com shows tocando o repertório do trabalho em questão na íntegra. Pensa em fazer isso eventualmente?
Antonio Adolfo
– Não penso em fazer mais do que aguardar um reconhecimento como o seu. Acho que se eu ficar recordando o passado, vou bloquear os novos lançamentos, que estão me dando o maior gás e força pra continuar produzindo e divulgando internacionalmente o meu trabalho.

Mondo Pop- Uma última curiosidade: esse Peninha que aparece nos créditos de músicos que participaram do álbum é aquele mesmo que depois integraria o Barão Vermelho e que nos deixou há alguns meses?
Antonio Adolfo
– Sim, havia ele, que gravava muito comigo quando eu fazia arranjos pra terceiros e o Ariovaldo Contesini também. Os dois na percussão.

Ouça Feito em Casa em streaming:

Milton Nascimento volta a SP e apresenta Semente da Terra

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Por Fabian Chacur

Em março, Milton Nascimento estreou em Belo Horizonte a sua nova turnê, que o traz de volta aos palcos após mais de um ano de ausência. O show, intitulado Semente da Terra, aporta em São Paulo neste fim de semana, mais precisamente neste sábado (1º/7) às 22h e domingo (2/7) às 20h no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- SP- fone 0xx11-2027-0777), com ingressos que custam de R$ 70,00 a R$ 240,00.

Em seu novo espetáculo, o Bituca de Três Pontas dá uma geral em grandes momentos de seus extenso e cativante repertório, dando ênfase a canções que enfocam questões indígenas, raciais, sociais e trabalhistas, sem, no entanto, cair em um tom panfletário. O repertório traz maravilhas do porte de O Que Será (A Flor da Terra), Cálice, Maria Maria, Tudo Que Você Podia Ser, Clube da Esquina 2, Fé Cega Faca Amolada e A Terceira Margem do Rio, entre outras.

Milton vive um momento especial em sua vida. Em outubro, comemorará 75 anos de vida e também os 50 anos do lançamento de seu primeiro grande sucesso, a emblemática Travessia. De volta a Minas Gerais, ele mora desde o ano passado em Juiz de Fora, e afirmou recentemente, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, que está novamente se dedicando a novas composições, o que gera a expectativa de novos trabalhos em um futuro não muito distante.

A Terceira Margem do Rio– Milton Nascimento:

Lô Borges canta em SP para a festa de 45 anos de estrada

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Por Fabian Chacur

Este ano marca a celebração de belas datas redondas na trajetória de Lô Borges. O cantor, compositor e músico mineiro comemora 65 anos de vida e 45 anos de carreira. Para partilhar esse momento de festa com seu público paulistano, ele toca na cidade neste sábado (1º/7) às 21h e domingo (2/7) às 18h no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Tudo começou oficialmente em 1972 com aqueles dois discos históricos, respectivamente Clube da Esquina, gravado em parceria com o amigo de fé, irmão, camarada Milton Nascimento, e Lô Borges, o mundialmente conhecido como o “Disco do Tênis”. Aquele moleque de 20 anos mostrava logo de cara que não estava entrando naquela profissão para marcar bobeira ou enganar os tontos. As belas canções, as melodias deliciosas e as misturas bacanas já estavam lá.

Desde então, o sujeito amadureceu ainda mais, proporcionando aos fãs de boa música maravilhas do alto gabarito de Clube da Esquina nº 2, Paisagem da Janela, O Trem Azul, Tudo Que Você Podia Ser e Para Lennon e McCartney, só para citar algumas. Suas canções foram gravadas por unanimidades como Elis Regina, Milton Nascimento, Flávio Venturini, Beto Guedes, 14 Bis e muito, mas muito mais gente mesmo.

De quebra, ele sempre se mostrou aberto a novas parcerias, e fez projetos e escreveu canções com Samuel Rosa, Nando Reis, Arnaldo Antunes e Tom Zé, por exemplo. Neste show, intitulado Paisagem da Janela- Uma Retrospectiva da Carreira-45 Anos, parte do projeto Estação Brasileiro, ele será acompanhado por Henrique Matheus (guitarra), Telo Borges (teclados), Robinson Mattos (bateria) e Renato Valente (baixo), além dele próprio nos vocais e guitarra. Festa da boa!

Clube da Esquina nº2- Lô Borges:

Fafá de Belém mostra o novo CD e hits no Rio de Janeiro

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Por Fabian Chacur

Há 40 anos na estrada, Fafá de Belém não se cansa de experimentar novos formatos musicais e estilísticos, o que certamente ajuda a entender o porque ela se mantém firme no coração do público. Ela mostra nesta quinta-feira (29) às 21h no Rio de Janeiro, no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160- Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-000) o show Do Tamanho Certo Para o Meu Sorriso, mesmo título de seu novo álbum. Os ingressos custam de R$ 60,00 a R$ 180,00.

A parte visual e de direção cênica do show ficou a cargo do badalado Paulo Borges, e traz projeções de imagens ilustrativas da carreira da estrela paraense e também duas trocas de figurino. Ela define o roteiro como uma viagem em torno de sua trajetória de vida. A direção musical é de Manoel e Felipe Cordeiro, pai e filho, ambos paraenses, que por sinal terão seu momento solo no espetáculo, com duas instrumentais.

Para quem não conhece, Manoel é um dos reis da guitarrada, um dos gêneros mais criativos e populares oriundos do Pará, enquanto seu filho Felipe se firma como um dos nomes mais promissores da atual MPB, com direito a parcerias com caras do porte de Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro e hits como a irresistível É Tarja Preta. Vale o registro: serão apenas eles dois no palco, acompanhando a conterrânea.

O repertório do show traz músicas do CD Do Tamanho Certo Para o Meu Sorriso, lançado pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro, entre os quais Ao Por do Sol, Asfalto Amarelo, O Gosto da Vida e Meu Coração é Brega, além de alguns dos maiores sucessos de sua carreira, entre os quais Abandonada e Bilhete são presenças garantidas no show dessa grande cantora, dona do sorriso mais contagiante desta terra.

Asfalto Amarelo– Fafá de Belém:

Zeca Pagodinho/Seu Jorge em um show único em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Dois grandes nomes da música popular brasileira estarão em São Paulo nesta sexta-feira (30) a partir das 23h30 no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- call center 0xx11-2027-0777), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 250,00. São eles Zeca Pagodinho e Seu Jorge. Uma união repleta de ritmo, malemolência, inúmeros hits e uma amizade bacana mantida há um bom tempo por esses dois sambistas de primeira linha.

Zeca Pagodinho tornou-se conhecido inicialmente como compositor de hits para artistas do porte de Beth Carvalho. A partir de 1986, ganhou fama nacional graças a seus sambas bem-humorados, românticos e inspirados nas raízes do gênero, embora sem nunca se furtar a elementos inovadores. Em seu repertório, hits do porte de Judia de Mim, Vai Vadiar, Coração em Desalinho, Verdade e Deixa a Vida Me Levar, que o tornaram o nome mais popular do samba atualmente.

Já Seu Jorge fez fama inicial cantando no grupo Farofa Carioca, para, logo a seguir, investir em carreira solo que o tornou conhecido no Brasil e também internacionalmente. Versátil, ele vai de samba, samba-rock, soul, pop e outros elementos musicais, além de ter uma sólida carreira como ator. O seu set list de sucessos também vai longe, incluindo Burguesinha, Carolina, Amiga da Minha Mulher e muitos outros.

A noitada no Espaço das Américas promete ser das boas. Primeiro, teremos os shows individuais de cada artista, repletos de músicas legais. Depois, eles se unirão no palco para uma seleção musical não divulgada previamente, mas que certamente terá o bom gosto e a categoria dos dois a garantir a festança. Tem tudo para varar a noite… Vale lembrar que o evento faz parte do projeto Versão Brasileira, que viabiliza parceria do naipe desta aqui.

Meu Parceiro– Seu Jorge e Zeca Pagodinho:

Carlinhos Vergueiro mostra o samba de São Paulo em show

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Por Fabian Chacur

Em um raro momento infeliz de sua bela trajetória, certa vez Vinícius de Moraes chamou São Paulo de “O Túmulo do Samba”. Como forma de brincar com a frase de seu parceiro musical, o cantor, compositor e músico paulistano Carlinhos Vergueiro intitulou seu mais recente show O Cúmulo do Samba, um trocadilho genial. Ele se apresenta em São Paulo no dia 4/7 (terça-feira) às 21h no Teatro Itália (avenida Ipiranga, nº 344- República- fone 0xx11-2122-2474), com ingressos a R$ 20,00 e R$ 40,00.

Como o título de certa forma já indica, O Cúmulo do Samba reúne um repertório integrado por canções de grandes autores de samba de São Paulo. Além do próprio Carlinhos, teremos obras com as assinaturas ilustres de Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Eduardo Gudin, Toquinho e Geraldo Filme, entre outros. Duvido que, se ainda estivesse entre nós, Vinícius sustentasse seu “palpite infeliz” após ouvir tantos sambas paulistanos com tamanha qualidade.

Nascido em Sampa City em 27 de março de 1952, Carlinhos Vergueiro se tornou conhecido nacionalmente a partir da vitória obtida no festival Abertura (1975), promovido pela Rede Globo, com a belíssima música Como Um Ladrão. A partir daí, conseguiu cativar um público fiel graças a seus sambas dolentes e melodiosos, sempre repletos de lirismo, bom-humor e inspiração, maravilhas do porte de Camisa Molhada, Torresmo à Milanesa e Dia Seguinte.

De quebra, ele ainda conseguiu ter como parceiros gente do calibre de Chico Buarque, Adoniran Barbosa, Vinícius de Moraes, Toquinho, J.Petrolino, Elton Medeiros, Sueli Costa, Paulo Cesar Pinheiro e Paulinho da Viola. Em sua ótima discografia, que traz mais de 20 títulos, destaque para Na Ponta da Língua (1980), Carlinhos Vergueiro e Convidados (1988) e Contra-ataque- Samba e Futebol (1999). Carlinhos é pai da cantora Dora Vergueiro.

Camisa Molhada– Carlinhos Vergueiro:

Alucinação (Belchior) ganha a reedição em vinil via Polysom

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a Universal Music, acaba de lançar uma reedição no formato vinil de 180 gramas de um dos grandes clássicos da nossa MPB. Trata-se de Alucinação, do saudoso Belchior, álbum que chegou originalmente às lojas em 1976 e foi responsável pelo estouro do cantor, compositor e músico cearense. O disco integra a série Clássicos em Vinil, que prioriza títulos essenciais da discografia brasileira.

Recentemente, a Universal Music relançou este mesmo título no formato CD, na caixa Três Tons de Belchior, que também inclui os álbuns Melodrama (1987) e Elogio da Loucura (1987). Trata-se de um desses trabalhos bons de ponta a ponta, e que é absolutamente necessário nas discotecas de quem gosta de boa música, seja em que formato for (leia a resenha do relançamento em CD aqui).

Fotografia 3×4– Belchior:

O brilhante Arthur Verocai é a atração em show gratuito

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Por Fabian Chacur

O incrível compositor, arranjador e músico Arthur Verocai fará em São Paulo, neste domingo (4), às 14h, na Praça da Sé, um show gratuito. O espetáculo é parte integrante do Red Bull Music Academy Festival, que teve início nesta sexta (2) e irá até o dia 11, com diversas atividades bacanas (saiba mais aqui). Imperdível para os fãs de boa, melhor, ótima música. Leia entrevista de Mondo Pop com ele aqui.

Na ativa desde os anos 1960, Arthur Verocai trabalhou com alguns dos grandes nomes da música brasileira, entre eles Ivan Lins, Jorge Ben, Erasmo Carlos e inúmeros outros. Em 1972, lançou seu primeiro álbum solo, que na época não teve repercussão alguma, mas que a partir da década de 1980 foi aos poucos sendo redescoberto pelo público e se tornou um merecido clássico da nossa música, com sua fusão intensa de MPB, rock, soul, jazz e música erudita.

Verocai lançou em 2016 o álbum No Voo do Urubu, um trabalho incrível do qual participaram Mano Brown, Danilo Caymmi, Seu Jorge, Criolo, Vinícius Cantuária e Lu Oliveira. Mais uma bela reunião de grandes canções e temas instrumentais. Seu repertório será a base para o show, cuja expectativa por parte do artista é grande:

“Eu nunca toquei numa praça, de dia, ao ar livre, num evento como esse. Estou muito ansioso e espero que o público goste muito do que ouvirá. Vai ser emocionante, com certeza”.

No Voo do Urubu (em streaming)- Arthur Verocai:

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