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Jane Duboc interpreta hits em show no Sesc Pompeia (SP)

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Por Fabian Chacur

A carreira de Jane Duboc equivale a uma belíssima viagem pelo mundo da música. Esta incrível cantora paraense está há mais de 40 anos na estrada, período durante o qual se consolidou como uma artista do mais alto gabarito. Menos reconhecida do que deveria pela mídia brasileira, ela dá uma geral em seus hits e momentos mais estelares no show Uma Vida Para a Música, que será apresentado em São Paulo nesta sexta (20) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nª 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00 (mais detalhes aqui).

No repertório dessa apresentação, teremos canções que estiveram nas paradas de sucesso nos anos 1980 e 1990. Entre elas, estão escaladas Chama da Paixão, Sonhos, Manuel o Aldaz, Besame, Só nós Dois, Todo Azul do Mar e Partituras. São músicas que frequentaram programas de TV e trilhas de novelas, em uma época que material de qualidade também conseguia essa façanha, hoje não tão simples.

Nascida em Belém (PA) em 16 de novembro de 1950, Jane Duboc morou por seis anos nos EUA quando ainda era adolescente. Nesse período, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática na Faculdade de Música da Universidade da Georgia. Por lá, casou com o músico Jay Anthony Vaquer, que tocaria com Raul Seixas. Juntos, tiveram o filho Jay Vaquer, hoje um dos nomes mais promissores da nova geração.

Ao voltar ao Brasil em 1977, depois de trabalhar como cantora, musicista e professora nos EUA, ela participou de shows de Egberto Gismonti, integrou pequenos grupos musicais e gravou jingles, entre outras ocupações. Em 1980, lançou Languidez, seu primeiro álbum solo, que contou com participações especiais de Toninho Horta, Djavan e Sivuca, além de divulgação com clipe no Fantástico. Em 1982, obteve como intérprete o terceiro lugar no MPB Shell, promovido pela Rede Globo, com a canção Doce Mistério (Tentação).

Versátil, ela participou em 1983 do hoje clássico álbum O Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo, cantando Valsa dos Clowns, e como vocalista do álbum Depois do Fim, do grupo de rock progressivo carioca Bacamarte. Bastante conhecida e respeitada entre os colegas, ela ainda não havia obtido um grande sucesso comercial. Isso viria logo a seguir, e de forma bastante significativa.

Em 1987, Jane lançou seu primeiro álbum pela gravadora Continental, e nele incluiu as duas canções que invadiram as paradas de sucesso de todo o país logo a seguir: as românticas Chama da Paixão e Sonhos, que a levaram a participar de programas populares de TV. A partir daí, até meados dos anos 1990, teve presença constante em trilhas de novelas.

Mesmo sem tanta divulgação na grande mídia, a carreira de Jane nos últimos 25 anos é repleta de momentos importantes. Em 1992, por exemplo, lançou o belo Movie Melodies, com releituras personalizadas de grandes temas de filmes. Em 1994, gravou em parceria com o consagrado músico de jazz americano Gerry Mulligan o álbum Paraíso, lançado no exterior pelo prestigiado selo Telarc Jazz Records.

Em alguns momentos, ela dedicou álbuns inteiros a repertório de compositores que admira. Ela fez isso com as obras de Flávio Venturini (Partituras, 1995), Egberto Gismonti (Canção da Espera, 2008) e o filho Jay Vaquer (Sweet Face Of Music, 2010). De 2000 a 2011, foi sócia da gravadora Jam Music, que durante sua existência lançou álbuns dela e de artistas como Angela Ro Ro, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Oswaldo Montenegro, Celso Viáfora e Cristina Buarque, entre outros.

Seu mais recente trabalho é o CD Duetos, no qual conta com as participações especiais de Bianca e Egberto Gismonti, Oswaldo Montenegro, Celso Fonseca, Fábio Jr., Toquinho, Roupa Nova e Roberto Menescal. Ah, quer mais uma, e das boas, para finalizar? Jane participou em 6 de outubro de 1993, no Olympia, em São Paulo, de um show do astro do rock Peter Gabriel, cantando com ele Blood Of Eden. E acreditem: faltou muita coisa feita por ela nesse post. Muita mesmo!

Besame– Jane Duboc:

Edu Lobo faz show em SP com Romero Lubambo e M. Senise

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Por Fabian Chacur

Desde o seu estouro em 1967 como cantor, compositor e músico em um festival promovido pela TV Record com a música Ponteio, Edu Lobo só viu o seu prestígio aumentar. Um dos grandes nomes da geração anos 1960 da MPB, ele felizmente se mantém ativo e com novos projetos. O mais recente rendeu o elogiado CD Dos Navegantes, gravado em parceria com Romero Lubambo e Mauro Senise. Ele mostra o repertório deste álbum em São Paulo com show nesta quinta (19) às 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos custando R$ 245,00 (standard) e R$ 290,00 (premium).

Dos Navegantes reúne 11 composições de Edu Lobo, sendo uma delas a inédita Noturna (instrumental) e as outras 10 pinçadas das várias fases da carreira de Edu, com ênfase em momentos não tão conhecidos, embora da mesma qualidade que seus hits. Entre elas, temos Valsa Brasileira, Dos Navegantes, Gingado Dobrado, A Morte de Zambi e Toada.

O repertório do show deve incluir o repertório completo do CD do trio e mais alguns sucessos de seu protagonista, entre os quais Beatriz, História de Lily Braun e Choro Bandido. No palco, além dos três amigos, também teremos em cena a presença dos experientes Cristóvão Bastos (teclados), Luis Guello (percussão) e Bruno Aguiar (baixo).

Em seus mais de 50 anos de carreira, Edu Lobo soube como poucos mesclar bossa nova, música nordestina, música erudita e jazz, criando dessa forma uma sonoridade de acento próprio e brilhante. Suas parcerias com Chico Buarque geraram clássicos, mas sua obra vai muito além disso, e sempre abertas a novas experiências.

Com 62 anos, o violonista, guitarrista, compositor e arranjador carioca Romero Lubambo está radicado há anos nos EUA. Seu currículo inclui shows e gravações com gente do porte de Dianne Reeves, Cesar Camargo Mariano, Ivan Lins, Airto Moreira, Al Jarreau, Flora Purim e Grover Washington Jr, entre outros.

Por sua vez, Mauro Senise, de 57 anos, que toca sax, flauta e é arranjador, foi um dos fundadores do grupo de música instrumental Cama de Gato, e já trabalhou com Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento, Paulo Moura e Ney Matogrosso.

Gingado Dobrado– Edu Lobo, Romero Lubambo, Mauro Senise:

Ithamara Koorax faz show no RJ com suas canções favoritas

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Por Fabian Chacur

Em 1988, Ithamara Koorax fazia backing vocals para os cantores Tim Maia e Bebeto. Desde então, sua carreira tomou rumos extremamente positivos, e hoje ela celebra seus 30 anos de estrada com 21 álbuns lançados e fãs nos quatro cantos do mundo. A cantora dá uma geral no repertório desses trabalhos no show Minhas Canções Favoritas, que será realizado no Rio neste sábado (14) às 20h na Sala Municipal Baden Powell (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 360- Copacabana- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos custando R$ 25,00 (meia entrada) e R$ 50,00 (inteira).

Acompanhada por Paula Faour (piano), Jorge Pescara (baixo) e Cesar Machado (bateria), a intérprete nascida em Niterói (RJ) investirá em um repertório composto por canções como Iluminada, O Grande Amor, A Rã, Se Queres Saber, Un Homme Et Une Femme e The Shadow Of Your Smile, entre outras escolhidas a dedo pela atista.

Ithamara viu sua carreira solo tomar impulso em 1990, quando a música Iluminada entrou na trilha sonora da minissérie global Riacho Doce. Seria a primeira de um total de dez gravações dela a integrar trilhas de produções daquela emissora de TV. A boa repercussão lhe valeu prêmios. Seu primeiro CD, Ithamara Koorax, saiu em 1994.

Com uma mistura de elementos de jazz, bossa nova, MPB e música erudita, ela desenvolveu um estilo próprio que levou Elizeth Cardoso a se declarar sua madrinha musical. Ela atuou ao lado de nomes do porte de Tom Jobim, Luiz Bonfá, Marcos Valle, Edu Lobo, Ron Carter, Larry Coryell, Dave Brubeck e John Mclaughlin, e fez shows em mais de 20 países, entre os quais EUA, França, Alemanha e Japão. De quebra, foi considerada uma das melhores cantoras de jazz do mundo por publicações como a conceituada Down Beat americana.

Iluminada-Ithamara Koorax:

Brian McKnight faz show em SP c/ Cesar Camargo Mariano

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Por Fabian Chacur

Um belo encontro de dois badalados nomes da música. Este é o roteiro da nova edição do projeto beneficente Música Pela Cura, promovido pela Tucca (Associação Para Crianças e Adolescentes com Câncer). A apresentação reunirá o cantor, compositor e músico americano Brian McKnight e o pianista, compositor e arranjador brasileiro Cesar Camargo Mariano. O show será realizado no dia 18 (quarta-feira) às 21h na Sala São Paulo (Praça Júlio Mesquita, nº 16- Campos Elísios- fone 0xx11-2344-1051), com ingressos de R$ 120,00 a R$ 320,00.

Criada há 20 anos, a Tucca é uma organização não governamental que oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem cobrar nada de paciente e familiares. Já foram atendidos por essa ONG mais de três mil pessoas, com taxas de cura próxims a 80%, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. A renda obtida com este show será doada aos seus projetos.

Além de McKnight nos vocais e Cesar no piano, o show terá em cena Danilo Santana (teclados), Marcelo Mariano (baixo), Peter Farrell (guitarra e violão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Cuca Teixeira (bateria). O repertório trará grandes hits do astro do r&b americano como Back At One, Crazy e One Last Cry e também clássicos da nossa música arranjados pelo consagrado músico brasileiro especialmente para esta ocasião.

Com 48 anos de idade, Brian McKnight é cantor, compositor e multi-instrumentista. Ele é irmão mais novo de Claude McKnight III, integrante do bem-sucedido grupo vocal Take 6, e lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 1992. Investindo em um r&b romântico e melódico, ele emplacou quatro de seus álbuns entre os 10 mais da parada americana, entre os quais Back At One (1999), cuja faixa-título se manteve durante oito semanas em 2º lugar entre os singles mais vendidos, superada apenas por Smooth, de Carlos Santana.

McKnight gravou duetos de sucesso com artistas do porte de Mariah Carey, Vanessa Williams, Boys II Men e Earth, Wind & Fire, entre outros. No Brasil, gravou em 2002 uma nova versão de Back To One ao lado de Ivete Sangalo, e em 2013, Easier (Mais Fácil), com o grupo Sorriso Maroto. Seus trabalhos mais recentes são o CD/DVD/Blu-ray gravado ao vivo An Evening With Brian McKnight (2016-incluindo um dueto com o astro canadense Gino Vanelli) e Genesis (2017).

Na estrada desde a década de 1960, Cesar Camargo Mariano integrou os grupos Sambalanço Trio e Som Três no início de sua carreira. Depois, ficou famoso como arranjador e produtor de Wilson Simonal e Elis Regina, entre outros. Ele desenvolveu uma carreira própria que traz mais de trinta lançamentos, incluindo parcerias com Nana Caymmi, Hélio Delmiro, Romero Lubambo, Leny Andrade, Wagner Tiso e o filho Pedro Mariano. Cesar é cultuado mundialmente graças a um trabalho que mescla o culto às tradições com belos mergulhos na modernidade.

Saiba mais sobre o Tucca e o projeto Música Pela Cura aqui.

Back At One (videoclipe)- Brian McKnight:

Mauricio Einhorn comemora em Sampa 80 anos de carreira

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Por Fabian Chacur

Com o show 80 Anos de Gaita, o gaitista e compositor carioca Mauricio Einhorn celebra oito décadas de uma carreira brilhante e repleta de pontos altos. Ele mostra em São Paulo esse novo espetáculo de sexta (13) a domingo (15), sempre às 19h15, com entrada gratuita, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, nº 111- Centro- fone 0xx11-3321-4400). No sábado (14), também será exibido às 18h o documentário sobre sua trajetória musical, Estamos Aí, de 2013 e dirigido por Rodolfo Novaes.

Mauricio Einhorn e sua gaita terão a seu lado nos shows em São Paulo Alberto Chimelli (teclados), Luis Alberto (contrabaixo) e João Côrtez (bateria). O repertório, essencialmente de composições de sua autoria, será uma viagem por esses anos todos de estrada, com direito a clássicos do alto calibre de Estamos Aí, Já Era, Valsa Para Marina, Tema de Amor, Tristeza de Nós Dois e Conexão Leme, entre várias outras.

Descendente de poloneses, o músico carioca iniciou sua carreira ainda criança, e na década de 1940 já se apresentava em programas de rádio. A partir da década de 1950, firmou-se no setor dos shows em casas noturnas, além de iniciar a trajetória como compositor, sendo parceiro de gente do porte de Eumir Deodato, Johnny Alf, Durval Ferreira e Sebastião Tapajós. Ele tocou com Nina Simone, Sarah Vaughan, Herbie Mann e Toots Thielemans, entre outros astros internacionais.

O músico teve participação importante em movimentos musicais do Brasil como a Bossa Nova e a MPB, e viu suas composições gravadas por Tom Jobim, Leny Andrade, Paquito D’Rivera e Cannonball Adderley, além de gravar, como músico, com Chico Buarque, Gilberto Gil e Claudette Soares. Dono de um estilo próprio de tocar, Einhorn também manteve paralelamente uma carreira solo dedicada à música instrumental, e se tornou inspiração para diversos outros gaitistas.

Batida Diferente– Mauricio Einhorn:

Toquinho será o condecorado pelo embaixador da Itália

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Por Fabian Chacur

A popularidade de Toquinho na Itália é enorme desde a década de 1970, e se manteve em um patamar admirável durante todos esses anos. A prova fica por conta de dois eventos bacanas envolvendo aquele país e o nosso querido cantor, compositor e músico. O primeiro ocorreu neste sábado (24) em Milão, quando o autor de Aquarela inaugurou a Parede da Fama na filial italiana do badalado clube de jazz e restaurante americano Blue Note, localizado em Milão.

A cerimônia aconteceu antes do show que o artista fez em parceria com a amiga e estrela da música italiana Ornella Vanoni, com casa cheia. Toquinho também eternizou seu nome e mãos em uma placa (FOTO) que inaugurou o hall da fama da casa, conhecida por abrigar shows de jazz e outros estilos musicais, incluindo a música brasileira.

Como forma de celebrar e homenagear os 50 anos da carreira do eterno parceiro de Vinícius de Moraes, o músico será condecorado como “Grande Ufficiale dell’Ordine della Stella d’Italia” (Grande Oficial da Ordem da Estrela da Itália). A honraria será concedida ao músico brasileiro pelo embaixador italiano no Brasil, Antônio Bernardini, que ao lado de sua esposa, Ornella Bernardini, promoverá no próximo dia 12 de abril, às 19h, em Brasília (na Embaixada da Itália), o evento “Una Serata Per Toquinho” (uma noite para Toquinho).

De quebra, Toquinho ainda participará no dia 5 de abril, a partir das 20h, em São Paulo, do show A Bossa do Bôscoli, que envolverá apresentação musical e um papo reunindo ele, o produtor João Marcello Bôscoli (filho de Ronaldo Bôscoli, um dos pioneiros da Bossa Nova e o foco do evento) e João Sabiá. O local será o Bar Brahma (avenida São João, nº 677- Centro- fone 0xx11-2039-1250). Aos 71 anos, o astro da MPB continua mais ativo do que nunca, para alegria de seus inúmeros fãs.

Aquarello- Toquinho (álbum em italiano, em streaming):

Zeca Pagodinho/Bethânia em uma turnê por seis capitais

Zeca Pagodinho e Maria Bethânia VERT COR - foto Daryan Dornelles-400x

Por Fabian Chacur

Zeca Pagodinho é um fã declarado de Maria Bethânia, e se sentiu honrado com a participação da cantora em seu DVD/CD Quintal do Pagodinho (2016). A parceria progrediu, e agora será a vez de uma pequena turnê, intitulada De Santo Amaro a Xerém e com início marcado para o dia 7 de abril no Classic Hall, em Recife (PE). Veja o descontraído vídeo no qual a dupla anuncia seis shows por capitais brasileiras aqui.

O roteiro, assinado pelos dois amigos, incluirá alguns dos inúmeros sucessos de seus respectivos repertórios e também algumas músicas que eles nunca interpretaram anteriormente em seus shows e álbuns. Nenhuma dessas músicas ainda foi divulgada e nem sabemos como será a estrutura do espetáculo em si, mas dá para esperar muita coisa boa das trajetórias vitoriosas dos dois.

A banda será composta pelos experientes Paulão Sete Cordas (violão de sete cordas), Jaime Alem (violão), Romulo Gomes (baixo), Marcelo Costa (percussão), Jaguara (percussão), Esguleba (percussão), Paulo Galeto (cavaquinho) e Vitor Motta (sax e flauta), velhos conhecidos dos protagonistas do espetáculo desde já histórico.

A impressão que se tem é que o formato acústico deverá ser bastante privilegiado, assim como o lado percussivo e o samba, ritmo sempre presente na discografia deles. E tomara que vire DVD/CD/Blu-ray…

Eis as datas e locais dos shows da turnê De Santo Amaro a Xerém:

– 7/4- Recife (PE)- Classic Hall

– 14/4- Salvador (BA)- Concha Acústica

– 21/4- Rio de Janeiro (RJ)- KMs de Vantagens Hall

– 5/5- Belo Horizonte (MG)- KMs de Vantagens Hall

– 19/5- São Paulo (SP)- Citibank Hall

– 30/5- Brasília (DF)- Centro de Convenções Ulisses Guimarãoes

Zeca e Bethânia no DVD Quintal do Pagodinho:

Danilo Caymmi revisita hits e releituras com show em SP

Danilo Caymmi. Foto - Ana Carvalho (3)-400x

Por Fabian Chacur

Há 50 anos, Danilo Caymmi viu pela primeira vez uma música de sua autoria, Andança (parceria dele com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto Neto), fazer sucesso. A canção atingiu o 3º posto no Festival Internacional da Canção, interpretada por Beth Carvalho e Golden Boys. Desde então, o filho de Dorival Caymmi ampliou e muito seus horizontes profissionais. Ele se apresenta neste sábado (24) às 21h30 em São Paulo no Tupi or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 80,00.

Nascido no Rio de Janeiro, Danilo Candido Tostes Caymmi completou 70 anos de idade no último dia sete. Apesar de filho de um dos grandes nomes da história da nossa música, ele não pensava inicialmente em seguir a profissão do autor de Só Louco. Uma participação no álbum Caymmi Visita Tom (1964), que reuniu Tom Jobim e Dorival Caymmi, marcou sua estreia em disco, com apenas 16 anos. A carreira como compositor, músico e intérprete ganhou força nos anos 1970.

Na década de 1980, integrou a célebre Banda Nova, que acompanhou em discos e shows pelo mundo Tom Jobim. E foi nela que ele passou a desenvolver mais o seu talento como cantor, incentivado pelo Maestro Soberano. Desde então, consolidou uma carreira solo brilhante, na qual conciliou composições próprias com releituras de canções alheias, sempre com classe e a rara capacidade de conciliar sofisticação com um apelo popular em suas gravações.

Leia entrevista de Mondo Pop com Danilo Caymmi aqui.

Seu mais recente trabalho, Danilo Caymmi Canta Tom Jobim, traz 11 releituras de clássicos de Tom, com direito á participação especial da cantora Stacey Kent em Estrada do Sol. Dá para se esperar alguma coisa deste CD no show deste sábado (24), além de clássicos como Andança, Casaco Marrom e algumas do papai famoso. Além dele nos vocais e flauta, teremos no palco o experiente pianista, arranjador, compositor e maestro paulistano Marinho Boffa. Um show minimalista e certamente com os deliciosos “causos” que Danilo narra tão bem.

Casaco Marrom– Danilo Caymmi:

Guca e Laert mostram núcleo essencial do Língua de Trapo

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Por Fabian Chacur

Um é o único sujeito que teve a coragem de permanecer no time durante toda a sua existência. O outro pulou fora no comecinho, mas se manteve por perto como figura essencial e onipresente, e que acabou retornando nos últimos tempos. Eles são respectivamente Laert Sarrumor (de óculos na foto) e Guca Domênico, e o grupo em questão é o lendário Língua de Trapo. Em dupla, eles se apresentam nesta sexta (23) às 21h30 em São Paulo no Tupi or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos custando R$ 60,00.

Há quase 40 anos, esses caras criaram o Língua de Trapo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, onde cursavam jornalismo. Guca acabou optando por outros projetos e saiu fora logo, mas algumas de suas composições foram gravadas e tocadas ao vivo pelo grupo, que teve em Laert o seu líder. Figura de proa da geração Lira Paulistana/Vanguarda Paulista, o grupo se notabilizou por uma mistura incrível de vários estilos musicais aliados a letras de um humor ácido e inteligente.

Se não vendeu milhões de discos nem se tornou presença constante na grande mídia, o Língua conseguiu consolidar uma carreira que gerou sete ótimos álbuns e shows sempre lotados, nos quais conseguiu a façanha de fazer humor politicamente incorreto sem ser grosseiro ou ofensivo. Seu álbum mais recente é o ótimo O Último CD da Terra (2016, leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Após investir em uma carreira solo e também em outros projetos de vida, Guca voltou ao grupo nesta década, em shows e no mais recente álbum. Neste show, ele toca violão e canta, enquanto Laert se incumbe de vocais e “filosofia”. No repertório, teremos clássicos do Língua, novidades e também o resgate de material do início da carreira da banda. Com esses dois doidos no palco, tudo é possível, podem ter certeza (leia a resenha de um show do Língua em 2013 aqui).

Língua de Trapo- show na íntegra (2013):

Primavera nos Dentes mostra remake de Secos & Molhados

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Por Fabian Chacur

Nada melhor do que presenciar uma banda composta por músicos experientes e talentosos pegar um repertório consagrado e muito bem formatado, como o do Secos & Molhados, e dar a ele novas e criativas feições. É isso o que o Primavera nos Dentes nos ofereceu em seu ótimo trabalho de estreia, de 2017. Ele se apresentam em São Paulo nesta quinta (22) e sexta (23) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompéia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

O projeto Primavera nos Dentes surgiu em 2016, e tem como integrantes Charles Gavin (bateria, ex-Titãs), Paulo Rafael (guitarra, ex-Ave Sangria e braço direito há mais de 40 anos de Alceu Valença), Duda Brack (vocal), Felipe Pacheco Ventura (violino e guitarra) e Pedro Coelho (baixo). O seu álbum de estreia, lançado em CD, vinil e versão digital pela gravadora Deck, traz onze canções extraídas dos dois primeiros álbuns de estúdio dos Secos & Molhados, lançados em 1973 e 1974 com a sua formação original.

Os ótimos remakes das canções do lendário trio setentista serão tocadas pelo quinteto carioca em seus dois shows no Sesc Pompeia, entre os quais Sangue Latino, Rosa de Hiroshima, Fala, O Vira, O Patrão Nosso de Cada Dia e Primavera nos Dentes (faixa que batizou a banda). Também está no repertório uma músicas que não entrou no disco deles, El Rey, integrante do álbum de 1974 dos S&M.

Primavera nos Dentes- ouça o álbum em streaming:

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