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Elza Soares assina com a Deck e prepara um novo trabalho

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Por Fabian Chacur

Ainda em meio à ótima repercussão de seu mais recente CD, A Mulher do Fim do Mundo (2016), Elza Soares prova mais uma vez que não é de ficar parada. A incrível diva da música brasileira anuncia que assinou com a gravadora Deck, após 21 anos atuando como artista independente. O primeiro trabalho na nova casa está previsto para sair em abril, e já possui título: Deus é Mulher.

As gravações do que virá a ser o 33º álbum de Elza estão sendo realizadas no Rio e em São Paulo, respectivamente nos estúdios Tambor e Red Bull. Com direção artística de Romulo Froes e produção musical de Guilherme Kastrup, marcam presença os músicos Marcelo Cabral (baixo e bass synth), Rodrigo Campos (cavaquinho e guitarra), Kiko Dinucci (guitarra, sintetizador e sampler), Mariá Portugal (bateria, percussão e MPC) e Maria Beraldo (clarinete e clarone).

No press release que divulgou as novidades de Elza, o álbum anterior da cantora é definido como propondo o fim de uma era essencialmente machista e preconceituosa. O novo, uma espécie de consequência do anterior, sugere o nascimento de uma nova era conduzida pela energia feminina. A sonoridade tem tudo para seguir essa instigante mistura de samba, MPB, soul, jazz e música eletrônica que tem marcado o trabalho da artista nos últimos anos e revigorou sua trajetória musical.

Mulher do Fim do Mundo– Elza Soares:

Ruy Faria e Fast Eddie Clarke são os desfalques da música

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Por Fabian Chacur

Ruy Faria e Fast Eddie Clarke nunca estiveram juntos, seja em palco, estúdio de gravação ou mesmo entrevistas. Eram de países e áreas musicais muito distintas entre si. Os dois, no entanto, tem duas coisas em comum, uma boa, a outra nem tanto: eram ótimos no que faziam, e infelizmente nos deixaram, Clarke nesta quarta (10) aos 67 anos, e Faria nesta quinta (11), aos 80 anos. Ambos se tornaram famosos integrando grupos.

Nascido no Rio de Janeiro em 31 de julho de 1937, Ruy Faria foi um dos fundadores do MPB4 em 1965 ao lado de Magro Waghabi (1943-2012), Aquiles e Miltinho. O grupo que surgiu no meio universitário logo se tornou um dos mais importantes no quesito vocal, sempre com repertório impecável e arranjos criativos e personalizados.

A carreira do quarteto é intimamente ligada à de Chico Buarque, com quem gravaram e fizeram shows em diversas ocasiões, e de quem gravaram inúmeras composições. Em sua discografia, o MPB4 traz clássicos do porte de Cicatrizes (1972), Canto dos Homens (1976), Bons Tempos, Heim?! (1979) e Vira Virou, só para citar alguns.

Para tristeza dos fãs da boa musica, Ruy saiu do MPB4 em 2004, em uma briga que é melhor não entrarmos em detalhes. Em 2005, lançou o álbum Só Pra Chatear em parceria com outro grande amigo de Chico Buarque, o cantor, compositor e músico Carlinhos Vergueiro. Vale lembrar que o grupo continua na ativa, hoje tendo Dalmo Medeiros e Paulo Malaguti Pauleira nas vagas de Ruy e Magro.

Nascido na Inglaterra em 5 de outubro de 1950, Edward Allan Clarke começou a se tornar conhecido no cenário rocker inglês ao integrar o grupo Zeus, de Curtis Knight. Em 1976, entrou no Motorhead, integrando a chamada formação clássica da banda ao lado de Lemmy Kilmister (baixo e vocal) e Philty Animal Taylor (bateria).

Com uma mistura de punk e heavy metal que abriu as portas para tendências como o hardcore e o thrash metal, o Motorhead viveu seus anos de ouro com Clarke, lançando álbuns seminais como Overkill (1978), Ace Of Spades (1979) e o espetacular ao vivo No Sleep ‘Til Hammersmith (1980), que chegou ao topo da parada do Reino Unido.

Em 1982, Fast Eddie Clarke resolveu sair do Motorhead, e criou sua própria banda, a Fastway, que viveu seus momentos de maior sucesso na década de 1980, embora se mantivesse na ativa (entre idas e vindas) durante muitos anos. Fastway (1983) e All Fired Up (1985) são seus álbuns mais badalados e com maiores vendagens.

O Motorhead e Clarke se reencontrariam ao menos em duas ocasiões, após a separação entre eles. Em 1985, no aniversário de dez anos de sua carreira, a banda fez um show registrado no VHS The Birthday Party (lançado também em CD em 1990) e em 2000, em show documentado pelo DVD/CD Live At Brixton Academy (lançado em 2003).

Dá para se imaginar Fast Eddie Clarke e Ruy Faria juntos, cantando e tocando uma nova versão de Ace Of Spades, ou quem sabe A Lua? Obviamente que não, mas a tristeza de seus fãs neste momento é absolutamente relevante e enorme. Que possam descansar em paz e ser recebidos por seus ex-parceiros que já estão do outro lado do mistério…

No Sleep ‘Til The Hammersmith- Motorhead (em streaming):

CD Dorival reúne craques da música em show no Sesc-SP

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Por Fabian Chacur

O CD Dorival chama de cara a atenção do público pelo timaço de músicos que o assinam. Estão no projeto Rodolfo Stroeter (contrabaixo), André Mehmari (piano), Tutty Moreno (bateria) e Nailor “Proveta” Azevedo (clarinete e sax). Eles mostram o repertório desse álbum em São Paulo neste sábado (13) às 21h e domingo (14) às 18h no teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Embora envolva quatro músicos brasileiros, o álbum teve como local de gravação o Rainbow Studio, situado na cidade de Oslo, na Noruega. O repertório, como o título entrega logo de cara, traz composições do saudoso e genial Dorival Caymmi (1914-2008), um dos mais geniais e influentes nomes da história da nossa música popular.

São dez faixas no total, sendo que uma delas, a Suite Caymmi, reúne em pot-pourry Morena do Mar, Dois de Fevereiro e Milagre. Também temos maravilhas do porte de Dora, João Valentão, Só Louco e Samba da Minha Terra, tocadas com arranjos criativos e dando espaços para que cada músico mostre o seu talento, sem cair em exibicionismos inúteis e chatos. Aqui, é música instrumental do mais alto quilate.

O espaço aqui é curto para um currículo de fato desses músicos. Resuminho: Tutty Moreno é o sólido parceiro musical da genial Joyce Moreno; Rodolfo Stroeter é criador do grupo Pau Brasil, e também dono do selo de mesmo nome, responsável pelo lançamento de Dorival; Nailor “Proveta” Azevedo já tocou com Deus e o mundo, enquanto André Mehmari é considerado um dos melhores pianistas do mundo.

Dorival(CD na íntegra em streaming):

Patricia Souza lança seu clipe da canção Pra Que Mentir

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Por Fabian Chacur

Pra Que Mentir é uma das músicas mais tristes e belas da história da nossa música popular. Composição da célebre dupla Noel Rosa e Vadico, teve várias gravações, sendo uma das mais envolventes a feita por Paulinho da Viola. A canção volta à tona em boa releitura da cantora paulistana radicada na Argentina Patricia Souza, divulgada por um clipe enxuto e bem concebido que você poderá conferir aqui.

Na versão de Patricia, a música surge de forma enxuta. Estão em cena apenas a voz dela e o violão de sete cordas executado de forma impecável por Pedro Rossi. Eles aparecem flagrados no estúdio Bulo, situado em Buenos Aires, por Hernán Gnesutta, diretor do clipe. O resultado capta de forma intimista essa bela interpretação da cantora.

A faixa é uma das 11 incluídas no CD de estreia de Patricia, intitulado Entre. O repertório traz uma composição dela em parceria com Martin Pantuso, Queixume, e clássicos de vários períodos da MPB, entre os quais Dom de Iludir (Caetano Veloso), Dora (Dorival Caymmi) e Chão de Estrelas (Silvio Caldas/Orestes Barbosa). A ideia foi reunir músicas que são citadas, respondidas ou inspiradas em outras canções.

Entre- Patricia Souza (na íntegra em streaming):

Hyldon mostra grandes hits e belas canções recentes em SP

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Por Fabian Chacur

Abram alas, fãs de música boa de São Paulo, que Hyldon está chegando. Este grande cantor, compositor e músico estará na cidade nesta sexta (5) às 21h para dar uma geral em seus maiores sucessos e também mostrar momentos bacanas de seu excelente novo álbum, As Coisas Simples da Vida. O local é o teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Aos 66 anos de idade, Hyldon integra a santíssima trindade da soul music à brasileira ao lado de Tim Maia e Cassiano, músicos dos quais ele era amigo e parceiro, por sinal. O artista baiano radicado no Rio estourou em 1975 com o incrível álbum Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, um clássico da música brasileira que traz como destaques três hits mortais: a faixa título, As Dores do Mundo e Na Sombra de Uma Árvore

Ao contrário de outros artistas desse setor, ele não ficou eternamente apegado ao passado, e se manteve produzindo bons trabalhos, que se não conseguiram o sucesso merecido certamente agradaram em cheio os ouvidos mais descolados. As Coisas Simples da Vida (leia a resenha de Mondo Pop aqui) é simplesmente maravilhoso.

Hyldon será acompanhado basicamente pela mesma banda que gravou com ele seu trabalho atualmente em fase de divulgação, composta pelos ótimos Guinho Tavares (guitarra, violão e vocal), Felipe Marques (bateria), Ramon Torres (baixo, o mais novo do time), Márcio Pombo (piano, órgão e sintetizadores), Diogo Gomes (flugelhorn e trompete) e Rodrigo Revelles (flauta e sax). Para não perder!

As Coisas Simples da Vida– Hyldon:

Tárcio Cardo homenageia seu amigo Emílio Santiago no Rio

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Por Fabian Chacur

Tárcio Cardo tinha uma sólida amizade com Emílio Santiago. Em 2013, ele começou as gravações de um álbum em homenagem ao grande intérprete carioca, mas a inesperada morte de Santiago interrompeu por algum tempo a continuidade do projeto, que só se concretizou agora. Brasileiríssimo- Tárcio Cardo Canta Emílio Santiago já está disponível nas plataformas digitais. O também carioca mostra o repertório desse álbum no Rio nesta sexta (22) às 21h na Sala Baden Powell (avenida Nossa Sra. de Copacabana, nº 360- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos a R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira).

Brasileiríssimo foi concebido inicialmente como uma homenagem aos 25 anos de lançamento do primeiro volume da série de álbuns Aquarelas, em 1988, que vendeu muito e firmou de vez a popularidade de Emilio Santiago. O repertório traz uma seleção de canções consagradas na voz do artista, como Saigon, Verdade Chinesa, Nega, Quando o Amor Acontece e outras, algumas unidas em pot-pourrys. A cereja do bolo é Surpresa, dueto póstumo entre os dois amigos.

A banda que acompanhará Tárcio é composta por Ciron Silva (violão, cavaquinho e direção musical), Jorjão Barreto (teclados), Sérgio Brandão (baixo), Jefferson Vieira (bateria), Val de Souza (percussão) e Paulinho Trompete. A direção do show e seu roteiro ficaram a cargo do jornalista Rodrigo Faour, e conta com lembranças afetivas e divertidas da amizade que ligou os dois. Este é o quarto álbum de Tárcio Cardo, que investe em um som sofisticado e de bom gosto.

Tudo Que Se Quer (ao vivo)- Tarcio Cardo e Verônica Sabino:

Amelinha interpreta Belchior com dois shows em São Paulo

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Por Fabian Chacur

A amizade entre Amelinha e Belchior se manteve firme e forte durante décadas. A cantora cearense já havia gravado músicas de seu conterrâneo, que em 1996 lhe apresentou a música De Primeira Grandeza e sugeriu que ela a gravasse. Longos 21 anos se passaram, e só agora ela realiza o sonho do amigo. A faixa integra o álbum De Primeira Grandeza- As Canções de Belchior (Deck), que ela apresenta ao público paulistano nesta quinta (14) no Sesc 24 de Maio (rua 24 de maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com sessões às 18 e 21h e ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Com direção a cargo do craque Thiago Marques Luiz (que também produziu e idealizou o projeto), o show traz canções do álbum, entre as quais De Primeira Grandeza, A Palo Seco, Alucinação, Paralelas e Mucuripe. Também estarão no set list clássicos do repertório da intérprete como Frevo Mulher, Foi Deus Quem Fez Você, Galope Rasante e Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor.

A banda que irá acompanhar a cantora cearense será integrada por Julio Brow (violão e guitarra), Estevan Sincovitz (baixo), Ricardo Prado (teclados e acordeon) e Cailo Lopes). Com mais de 40 anos de carreira, Amelinha estourou nacionalmente graças à energética Frevo Mulher (de Zé Ramalho), em 1979, e desde então se firmou como uma das grandes intérpretes da música brasileira, mesclando música nordestina, MPB e até rock em seu caldeirão sonoro energético e intenso.

De Primeira Grandeza– Amelinha:

Joyce Cândido faz show no RJ para celebrar a sua carreira

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Por Fabian Chacur

Em 2006, Joyce Cândido lançou Panapaná, seu primeiro CD. Desde então, esta cantora, compositora e pianista viu seu currículo aumentar bastante, com o direito a vários lançamentos, shows no Brasil e exterior e a ter fãs ilustres como Chico Buarque, João Bosco, Jorge Aragão, Milton Nascimento e Bibi Ferreira. Ela celebra essa década com show nesta terça (12) no Rio às 21h no Theatro Net Rio (rua Siqueira Campos, nº 143- Copacabana- fone 0xx21-2147-8060), com ingressos a R$ 60,00 (balcão) e R$ 80,00 (plateia).

Joyce Cândido é daquelas raras artistas que procurou se preparar de forma consistente para desenvolver o seu talento inerente. Ela estudou piano em Marília (SP) e se formou em música na Universidade Estadual de Londrina (PR), cidade na qual residia quando lançou o seu disco de estreia. Logo a seguir, mudou-se para Nova York, onde estudou canto, dança e teatro no Broadway Dance Center, além de cantar no circuito de bares daquela cidade americana.

Ao voltar ao Brasil, gravou o CD O Bom e Velho Samba Novo (2011). Em 2013, saiu o DVD/CD O Bom e Velho Samba Novo- Ao Vivo, com participações especiais de João Bosco, Elza Soares, Toninho Geraes e Carlinhos de Jesus. O EP O Que Sinto (2015), o CD Imaginidade (2017) e o recém-lançado single Fino Trato são seus outros lançamentos. Ela também participou do sambabook de Jorge Aragão.

Em sua apresentação no Theatro Net Rio, Joyce dará uma geral em seu repertório, concentrado basicamente em samba e MPB, e contará com as participações especiais de Badi Assad, Toninho Geraes, Fabiano Salek, Alceu Maia, Rildo Hora e Carlinhos de Jesus, entre outros. Boa oportunidade para se conferir essa talentosa artista de 34 anos.

Cê Pó Pará (ao vivo)- Joyce Cândido:

Renato Teixeira cativa em CD com direito a uma orquestra

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Por Fabian Chacur

Em seus quase 50 anos de carreira como cantor, compositor e músico, Renato Teixeira ajudou a aproximar a música rural do público urbano com um trabalho consistente, inspirado e profissional. Ele agora atinge o auge do refinamento ao lançar Terra de Sonhos, CD lançado pela gravadora Kuarup e também disponível nas plataformas digitais no qual é acompanhado pela Orquestra do Estado de Mato Grosso.

Gravado no estúdio Inca (MT), o álbum surgiu a partir de uma turnê realizada pelo autor de Romaria com a orquestra regida pelo maestro Leandro Carvalho que passou por oito cidades mato-grossenses em um período de duas semanas. Teixeira é acompanhado por um total de 23 músicos, entre os quais os violonistas Chico Teixeira e Natan Marques, este último conhecido por tocar com Elis Regina e Simone, entre outros.

O repertório de 14 músicas mescla sucessos eternos do repertório do artista nascido em 20 de maio de 1945 em Santos (SP) como Amora, Terra de Sonhos e Tocando em Frente, a inédita Passatempo e clássicos da música rural brasileira do porte de Chalana, além de algumas belas homenagens a Mato Grosso, como Mato Grosso Rico, de Paraíso e Tinoco, e Ciriema (Siriema do Mato Grosso), de Mário Zan e Nhô Pai.

Os arranjos, assinados por Ruriá Duprat, André Mehmari, Paulo Aragão, Vitor Santos, Tiago Costa e Ítalo Peron, valorizam de forma perfeita as belas melodias e versos de cada canção, gerando assim um belo diálogo entre o espírito erudito sempre presente em gravações com instrumentos orquestrais e a ruralidade que marca o DNA das composições de Renato Teixeira. A cereja do bolo é o vocal doce, afinadíssimo e repleto de sensibilidade desse grande artista.

Terra de Sonhos equivale a uma luxuosa viagem pelo universo musical de Renato Teixeira, que há 50 anos nos oferece um trabalho no qual sensibilidade criatividade e consistência são marcas registradas. Indo de momentos mais líricos a outros convidando à dança, o set list do álbum envolve o ouvinte com muita felicidade. Aos 72 anos de idade, esse consagrado artista transpira vitalidade e muita disposição de encarar novos desafios, o que é uma coisa maravilhosa.

Renato Teixeira e Orquestra de Mato Grosso ao Vivo:

Prêmio Grão de Música 2017 faz evento para vencedores

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Por Fabian Chacur

Mesmo com o advento da internet, ainda são difíceis os espaços para compositores e intérpretes de talento reconhecido. A grande mídia com muita frequência prefere dar oportunidades a apenas um pequeno elenco, enquanto inúmeros artistas de qualidade ficam à margem. Por isso, iniciativas como o Prêmio Grão de Música merecem todo o apoio. Sua 4ª edição será celebrada com a entrega de troféus aos 15 vencedores, com shows de três deles. Rola neste sábado (25) em São Paulo a partir das 19h na Sala Olido (Avenida São João, nº 473- Centro- fone 0xx11-3331-8399), com ingressos gratuitos.

A premiação teve idealização e realização a cargo da cantora e compositora paraibana Socorro Lira, que se vale de recursos e esforços próprios para viabilizar seu projeto. A ideia é destacar anualmente artistas, iniciantes ou veteranos, pelo conjunto de suas obras, e abrange compositores, compositoras e intérpretes oriundos do país inteiro.

Nesta edição, por exemplo, os 15 vencedores são oriundos de 12 estados diferentes. A identidade visual da premiação como um todo fica a cargo do genial designer gráfico e ilustrador Elifas Andreato, que assinou capas de discos de nomes do porte de Elis Regina, Paulinho da Viola e Martinho da Vila, entre muitos outros.

Os shows na Sala Olido ficarão a cargo de Estela Ceregatti, Calé Alencar e Áurea Martins. Cada artista recebe um troféu confeccionado com bronze e a inclusão de uma faixa em uma coletânea com canções dos vencedores, disponível gratuitamente pela via virtual e também no formato CD. Saiba mais sobre essa importante premiação aqui.

Eis os vencedores do Prêmio Grão de Música 2017, e as faixas que cada um interpretou na coletânea produzida pelo evento, com capa assinada por Elifas Andreato que ilustra este post:

01. Flor de Romã (Bartholomeu Mendonça) com Wilma Araújo (Maceió-AL)
02. Não Nasci para o Amor (Juliano Holanda e Thiago Emanoel Martins) com Almério (Caruaru-PE)
03. Vasta Ilha (Ian Faquini e Mauro Aguiar) com Paula Santoro (Belo Horizonte-MG)
04. Viola Quebrada (Mário de Andrade) com Cida Moreira (São Paulo-SP)
05. Cartão Postal (Joésia Ramos e Maria Cristina Gama) com Joésia Ramos(Aracaju-SE)
06. Bola no Bola (Vidal Assis e Hermínio Belo de Carvalho) com Áurea Martins (Rio de Janeiro-RJ)
07. Pé de Crioula (Ana Paula da Silva e Sérgio Almeida) com Ana Paula da Silva
08. Negra (Calé Alencar) com Calé Alencar (Fortaleza-CE)
09. Cunhantã (Zeca Torres, Aníbal Beça e Thiago de Mello) com Márcia Siqueira (Manaus-AM)
10. Milonga Flor (Érlon Péricles) com João Triska (Curitiba-PR)
11. Corpo (Déa Trancoso) com Déa Trancoso (Almenara-MG)
12. Açoite da Brisa Monte (Jânio Arapiranga) com Jânio Arapiranga (Arapiranga-Rio de Contas-BA)
13. Os Desejos da Mulher (Mocinha de Passira) com Mocinha de Passira e Luzivan Matias (Passira-PE)
14. Noite de São João (Fred Martins e Alberto Caieiro) com Fred Martins (Niterói-RJ)
15. Segundo Quarto (Estela Ceregatti) com Estela Ceregatti (Cuiabá-MT)

Viola Quebrada (ao vivo)- Cida Moreira:

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