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Boca Livre mostra hits e algumas novidades ao vivo em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Há exatos 40 anos na estrada, o Boca Livre construiu uma trajetória impecável, consolidando-se como um dos grandes grupos vocais da história da nossa música. Para celebrar essas quatro décadas de estradas, o quarteto prepara um novo álbum de estúdio. Enquanto isso não ocorre, o público paulistano poderá conferir em primeira mão algumas das músicas que estarão nesse disco, assim como aqueles hits maravilhosos habituais. Será nesta sexta (30) e sábado (1º-12) às 21h30 no Tupi Or Not Tupi (Rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 140,00.

O primeiro álbum do Boca Livre, autointitulado, saiu em 1979 pela via independente, e logo tornou-se um fenômeno de vendagens, conseguindo tocar em rádios e os levar a apresentações em emissoras de TV. Isso, fazendo uma sonoridade própria, uma mistura de folk, country, MPB em suas várias tendências e muito mais, com direito a vocalizações simplesmente sublimes. Quem Tem a Viola, Toada, Mistérios, as músicas desse álbum tomaram rapidamente conta das paradas de sucesso. No peito e na raça.

Nesses anos todos, o quarteto se manteve sempre ativo. A atual formação é a sua mais constante, trazendo os fundadores Mauricio Maestro (baixo e vocal), Zé Renato (violão e vocal) e David Tygel (viola de dez cordas e vocal), e Lourenço Baeta (vocal), que entrou no time logo em 1980, substituindo Cláudio Nucci. Fernando Gama também esteve no grupo durante as décadas de 1990 e 2000, sendo que a atual escalação se mantém estável desde 2006.

Além dos hits, os citados e possivelmente Panis Et Circenses e Bicicleta, o Boca Livre também fará uma prévia de algumas faixas do próximo trabalho, que deverá ser intitulado Viola de Bem Querer, nome de uma das faixas que o integrarão. Também estarão no trabalho Vida da Minha Vida e Amor de Índio, esta última um clássico do repertório de Beto Guedes. Será o sucessor de seu mais recente CD, o elogiado Amizade (2013).

Quem Tem a Viola- Boca Livre:

Ednardo mostra seu disco mais famoso na íntegra ao vivo em SP

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Por Fabian Chacur

Ednardo lançou o seu álbum O Romance do Pavão Mysteriozo em 1974. O trabalho, elogiado pela crítica, estava passando batido pelo grande público quando, em 1976, uma de suas faixas, Pavão Mysteriozo, foi escolhida para a abertura da novela global Saramandaia. Pronto. O estouro enfim veio. E é o material deste LP, na íntegra, que o cantor, compositor e músico cearense irá mostrar neste sábado (1º-12) às 21h e domingo (2-12) às 18h no teatro do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Nascido em Fortaleza (CE) em 17 de abril de 1945, Ednardo faz parte da mesma geração de Belchior, Fagner, Amelinha e outros nomes bacanas da música cearense. Apelidados de Pessoal do Ceará, surgiram no cenário universitário de sua cidade natal no início dos anos 1970. O Romance do Pavão Mysteriozo, seu primeiro disco solo, traz 12 músicas, a grande maioria de sua autoria. Pavão Mysteriozo tornou-se seu principal hit, com levada marcial, forte tempero nordestino e versos fortes como “não tenha sinhá donzela nossa sorte nessa guerra, eles são muitos mas não podem voar”.

O álbum traz outras canções marcantes, entre as quais Carneiro, Ausência (com participação especial de Amelinha, então ainda desconhecida), Varal, Dorothy Lamour e A Palo Seco, esta última do amigo e parceiro Belchior. O violeiro Manassés participou desse trabalho, e marcará presença nos shows que Ednardo fará no Sesc Belenzinho, ao lado do artista cearense e de uma banda afiada, pronta para todos os desafios sonoros.

Além de ter lançado mais de dez discos individuais, Ednardo também teve trabalhos feitos em parcerias com outros artistas, como o projeto Massafeira (1980) e o álbum Pessoal do Ceará (2002- com Amelinha e Belchior, álbum que saiu rapidamente de catálogo e é hoje uma bela raridade). Ele também compôs trilhas sonoras para cinema e teatro, e dirigiu um filme. Seu trabalho mais recente é o DVD 40 Anos de Canção, lançado em 2015.

O Romance do Pavão Mysteriozo- ouça em streaming:

Baby do Brasil traz o seu show Música Extravagante para SP

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Por Fabian Chacur

Com o lançamento em 2015 do DVD/CD Baby Sucessos- A Menina Ainda Dança, gravado ao vivo, Baby Consuelo voltou ao mundo da chamada “música secular” após muitos anos nos quais se dedicou apenas à música evangélica. Um retorno triunfal, com ótima repercussão perante público e crítica. A cantora volta a São Paulo nesta sexta-feira (23) às 22h30 com um novo show, Música Extravagante, no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3829-4899), com ingressos custando de R$ 60,00 a R$ 240,00.

Para acompanhar a cantora oriunda de Niterói (RJ), teremos uma banda composta só por craques. A escalação: Frank Solari (guitarra), Schwab (guitarra), Rafael Garrido (guitarra), André Gomes (baixo), Jorginho Gomes (bateria), Luciano Lopes (teclados), Dudu Trentim (teclados) e Marcos Suzano (percussão), todos músicos com altíssimo pedigree artístico. No repertório, sucessos e três músicas inéditas.

Nascida em 18 de julho de 1952, Baby iniciou sua carreira aos 17 anos, ao se mudar, sem lenço nem documento, para Salvador. Lá, acabou entrando em um grupo que iniciava a sua trajetória, Os Novos Baianos, e que se tornaria um dos mais bem-sucedidos e influentes da história da nossa música. Seu estilo único incorpora desde o choro de Ademilde Fonseca até o rock/blues de Janis Joplin, tudo com uma voz deliciosa, potente e repleta de carisma.

Em 1978, iniciou, com o álbum O Que Vier Eu Traço, uma carreira solo que atingiria seu auge durante a década de 1980. Também fez parcerias com o guitarrista do grupo, um certo Pepeu Gomes, com quem viveu entre 1970 e 1988, em casamento que também rendeu seis filhos, vários deles também músicos. Baby se divide entre a trajetória individual e eventuais reuniões do grupo que a revelou, sempre encantando fãs que vão aumentando e se renovando a cada ano que passa.

A Menina Dança (ao vivo)- Baby do Brasil:

Luiz Melodia tem LP clássico e genial reeditado em vinil 180g

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Por Fabian Chacur

Mais um item bem bacana é adicionado ao catálogo da série Clássicos em Vinil, editada pela Polysom. Trata-se de Maravilhas Contemporâneas, do completamente genial cantor, compositor e músico carioca Luiz Melodia, que infelizmente saiu de cena em 2017 aos 66 anos, deixando como inestimável legado trabalhos desse altíssimo gabarito.

Maravilhas Contemporâneas saiu originalmente em 1976, lançado pela gravadora Som Livre. Trata-se do segundo álbum de Melodia, e certamente aquele que o encaminhou rumo ao estrelato. A faixa que impulsionou a divulgação e a vendagem desse trabalho é a seminal Juventude Transviada, parte integrante da trilha sonora da novela global Pecado Capital e tocada com destaque naquela atração televisiva.

Outra faixa de bastante destaque é Congênito, daquelas que nunca saía do repertório de seus shows, com ritmo gostoso e letra filosófica e profunda, além de direta. O álbum, com 11 faixas, também inclui pérolas do porte de Baby Rose, Memórias Modestas, Paquistão e Quando o Carnaval Chegou, todas com aquela mistura de rock, soul, samba, jazz, reggae e o que mais pintasse de bom. Genialidade em estado puro.

Maravilhas Contemporâneas- ouça o álbum em streaming:

Angela Ro Ro faz um show de clima intimista em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Cantora, compositora e pianista de sucesso, Angela Ro Ro estará em São Paulo neste sábado (10) para um show às 21h30 no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 100- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 100,00. Além dela, teremos no palco o pianista Ricardo MacCord, seu parceiro em músicas como Compasso (faixa-título do CD lançado pela artista em 2006). Clima intimista e promessa de uma noite bem bacana para quem for.

Atualmente vivendo uma fase bem mais tranquila do que aqueles anos turbulentos no qual era frequente manchete de jornais e publicações sensacionalistas por causa de abusos alcoólicos e relações românticas mal resolvidas, ela nos mostrará clássicos de seu repertório, entre os quais Amor Meu Grande Amor, Tola Foi Você, Só Nos Resta Viver, Balada da Arrasada e Compasso, além de uma releitura de Summertime, clássico na voz de Janis Joplin, cantora que certamente a influenciou.

Angela Ro Ro gravou seu primeiro álbum quando já tinha 30 anos, em 1979. Mas valeu a espera, com o estouro de faixas como Amor Meu Grande Amor, Tola Foi Você e A Mim e a Mais Ninguém. Sua mistura de rock, blues e MPB deu muita liga, e ela se mostrou ótima compositora e também capaz de interpretar com garra e originalidade canções de Caetano Veloso (Escândalo) e João Donato (Simples Carinho), entre outros. Com sua voz rouca e cativante, continua relevante na MPB.

Amor Meu Grande Amor– Angela Ro Ro:

Wanda Sá mostra em show as faixas de Wanda Vagamente

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Por Fabian Chacur

Em 1964, a cantora e violonista Wanda Sá lançou o seu álbum de estreia, Wanda Vagamente. O trabalho logo se tornou um dos grandes clássicos da bossa nova, graças a um repertório impecável e às interpretações envolventes da artista carioca. Ela mostrará pela primeira vez na íntegra e ao vivo as músicas do disco em show neste sábado (10) às 20h na Sala Municipal Baden Powell (avenida Nossa Sra. de Copacabana, nº 360- Copacabana- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos custando R$ 30,00 (meia) e R$ 60,00 (inteira).

O evento equivalerá a um show de lançamento tardio do álbum, como explica o consagrado produtor musical Arnaldo DeSouteiro, diretor e curador do projeto Discos Históricos da MPB, que teve início em agosto com o cantor, compositor e tecladista João Donato mostrando o conteúdo de seu álbum Quem é Quem (1973):

“Logo após a gravação do disco, Wanda viajou para uma longa turnê pelos Estados Unidos com Sergio Mendes, iniciando sua carreira internacional. Portanto, não teve tempo de realizar shows no Brasil para divulgar o trabalho”, comenta DeSouteiro. “O álbum se auto-impulsionou por sua qualidade e passou a ser cultuado no mundo inteiro, principalmente no Japão, onde foi reeditado em CD pela primeira vez, muito antes de ser redescoberto no Brasil”.

O álbum traz a primeira gravação da célebre Inútil Paisagem (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), a envolvente Tristeza de Nós Dois (Durval Ferreira, Bebeto Castilho e Maurício Einhorn) e Encontro (parceria de Wanda Sá com Nelson Motta). Vagamente é de Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal. Também temos composições de Geraldo Vandré, Edu Lobo, e Marcos Valle, em um total de 12 faixas.

Roberto Menescal produziu o álbum, do qual participaram músicos do primeiro escalão, como Eumir Deodato, Luiz Carlos Vinhas, Ugo Marotta e Edison Machado, entre outros. E dois dos integrantes desse time marcarão presença no show, Menescal e Marotta. Além do show propriamente dito, teremos ainda um papo de Wanda Sá com o também jornalista DeSouteiro, no qual a história do álbum e bastidores do mesmo certamente estarão em pauta.

Wanda Vagamente- Vanda Sá (ouça em streaming):

João Bosco faz show no Rio ao lado de Hamilton de Holanda

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Por Fabian Chacur

João Bosco e Hamilton de Holanda se conhecem há um bom tempo, e volta e meia tocam juntos. Após apresentação este ano no Montreux Jazz Club, na Suíça, os amigos voltam à cena no Rio, para shows nesta sexta (2) e sábado (3) às 19h e domingo (4) às 18h na Caixa Cultural Rio de Janeiro- Teatro da Caixa Nelson Rodrigues (av. República do Chile, nº 230- Centro- fone 0xx21- 3509-9600)- ingressos de R$ 15,00 a R$ 40,00.

Com Hamilton no bandolim e João nos vocais e violão, no melhor formato duo, essas feras da nossa música mostram todo o seu talento em músicas marcantes de Bosco como Linha de Passe, Nação e Coisa Feita e em clássicos da nossa musica do porte de Isso é Brasil (Ary Barroso), Milagre (Dorival Caymmi) e Vatapá (Dorival Caymmi), além de outras assinadas por Paulinho da Viola e Milton Nascimento. O show intitula-se Eu Vou Pro Samba, e tomara que vire CD, DVD etc.

Com 42 anos de idade, o carioca Hamilton de Holanda é um dos grandes nomes do bandolim da atualidade, posto em que se mantém firme nos últimos 20 e poucos anos. Além de belos discos solo, ele também gravou ao lado de Diogo Nogueira, André Mehmari, Yamandu Costa e Hermeto Pascoal, entre outros, tendo como marca registrada a sua forma ousada e criativa de tocar seu instrumento musical.

Quanto a João Bosco, falar o que de um dos grandes mestres da nossa música? Caminhando para 50 anos de carreira, este cantor, compositor e exímio violonista criou uma sonoridade composta por samba, bolero, samba-canção, música africana, cubana, jazz e latinidades mil, compondo ao lado de Aldyr Blanc, Paulo Emilio e o filho Francisco Bosco, entre outros. É capaz de cativar multidões valendo-se só de violão e voz.

João Bosco e Hamilton de Holanda no Montreux Jazz Club, 2018:

5º Prêmio Grão de Música vai ser entregue em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Apesar de crises financeiras e sobressaltos políticos, o Brasil felizmente segue firme e forte em termos culturais. Superando dificuldades, premiações bacanas continuam resistindo e celebrando o melhor da nossa música. Um bom exemplo é o Prêmio Grão de Música, cuja 5ª edição terá sua cerimônia de entrega de troféus no próximo sábado (20) às 19h no Centro Cultural Olido-Sala Olido (avenida São João, nº 473- Centro- fone 0xx11-3331-8399), com entrada gratuita.

Esta edição do projeto criado em 2014 pela cantora e compositora paraibana Socorro Lira premiará artistas oriundos de 12 estados brasileiros, sempre buscando uma abrangência nacional e homenageando artistas escolhidos pela curadoria levando-se em conta o conjunto de suas obras e a trajetória artística dos mesmos. Na cerimônia, teremos apresentações de três desses vencedores: Arraial do Pavulagem (Pará), Celia e Celma (MG) e Maria Juliana (PB).

“O Grão é um espaço dedicado a destacar e revelar obras e trajetórias artísticas relevantes para o país e para a humanidade como um todo; sendo que boa parte não tem divulgação e nem sempre é vista pela crítica especializada, em muitos casos estão ainda fora dos circuitos culturais mais influentes. Penso que o Grão pode ajudar a dar luz a isto e dizer a estes e estas artistas: sua música pode ser para o país inteiro, para o mundo”, explica Socorro Lira.

Se não bastassem as ótimas intenções envolvidas, o troféu é uma estátua de bronze com design feito pelo genial Elifas Andreato, responsável por capa de discos de ícones da nossa música como Chico Buarque, Elis Regina, Martinho da Vila e Clementina de Jesus, entre outros. Ele também criou toda a a identidade visual da premiação.

Além dos troféus, os artistas tem, uma música cada, incluída em uma coletânea promovida pelo Prêmio Grão de Música e disponível em luxuosa versão em CD no formato digipack (com direito a encarte informativo) e também digital (ouça a atual e as anteriores aqui)

Eis os vencedores do 5º Prêmio Grão de Música:

Arraial do Pavulagem (PA)
Caio Padilha (RN)
Carlos Badia (RS)
Carlos Zens (RN)
Celia e Celma (MG)
Chico Aafa (GO)
Clarisse Grova (RJ)
Karynna Spinelli (PE)
Lysia Condé (MG)
Maria Juliana (PB)
Oneide Bastos (AP)
Patricia Polayne (SE)
Sérgio Pererê (MG)
Solange Leal (PI)
Verônica Ferriani (SP)

Patrocínio: Metanoia e Palavra Acesa Editora
Apoio Cultural: Sala Olido, Prefeitura de São Paulo e Ritmiza Produções
Realização: Liraprocult

Dança a Menina– Verônica Ferriani:

Francis Hime e piano em show retrospectivo em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Existe um pequeno clube de artistas no cenário da música brasileira que podem ser considerados incontestáveis, tamanha a qualidade de sua obra. O canto, compositor, pianista, arranjador, produto e maestro carioca integra essa elite musical, com uma carreira que já ultrapassou os 50 anos. Um privilégio vê-lo em ação. Ele toca nesta sexta (19) em São Paulo no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360-Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 130,00.

Intitulado Álbum Musical, o espetáculo trará o artista em sua essência, tendo no palco apenas ele e seu piano. O repertório trará alguns de suas principais composições, clássicos perenes da MPB do porte de Atrás da Porta, Trocando em Miúdos, Meu Caro Amigo, Passaredo e Pivete.

Com 79 anos de idade, Francis foi amadurecendo sua carreira musical paralelamente à faculdade de engenharia, na qual se formou. Mas a música falou mais alto. Um de seus parceiros iniciais foi ninguém menos do que Vinícius de Moraes, e composições suas participaram de vários festivais na segunda metade dos anos 1960. Em 1969, casou-se com a cantora e compositora Olivia Hime e foi para os EUA, onde estudou orquestração, regência, composição e trilha sonora.

Em 1973, lançou seu primeiro trabalho solo, autointitulado e bastante elogiado. Com Passaredo (1977) e Se Porém Fosse Portanto (1978), conseguiu grande sucesso comercial, aliado à inclusão de músicas de sua autoria em trilhas de novelas e filmes.

Os hits são muitos: Passaredo, Trocando em Miúdos, Quadrilha, Meu Caro Amigo, Atrás da Porta e outros, vários compostos em parceria com Chico Buarque. Suas melodias elaboradas e cativantes, sempre acompanhadas de letras inspiradas, trazem influências de chorinho, samba, bossa nova, música erudita e muito mais. Um craque da canção.

Passaredo (ao vivo)- Francis Hime:

Toquinho comemora 50 anos de bela carreira com DVD/CD

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Por Fabian Chacur

Toquinho é um desses nomes tão grandes da nossa música popular que às vezes pode parecer que é menos louvado do que deveria. Mas há uma explicação para isso: sua elegância. Cantor, compositor, violonista, ele mantém desde o início de sua carreira, na década de 1960, uma postura humilde, sóbria e sem cair em excessos ou estrelismo. Para comemorar meio século de trajetória artística, ele acaba de lança o DVD/CD 50 Anos de Carreira (Deck), um trabalho enxuto, bem feito e à altura da trajetória desse craque da canção popular brasileira.

Antonio Pecci Filho, nascido em São Paulo em 6 de julho de 1942 e apelidado Toquinho pela mãe, tornou-se conhecido ao lançar parcerias com Jorge Ben como Carolina Carol Bela e Que Maravilha. A seguir, tornou-se parceiro de palcos, discos e composições de ninguém menos do que Vinícius de Moraes. A dupla, com enorme sucesso de público e critica, durou uma década, encerrando-se apenas devido à morte prematura do grande Poetinha em 1980.

Como artista solo, consagrou-se de vez com o estouro de Aquarela, em 1983, e não só lançou trabalhos individuais bem bacanas como também manteve parcerias com craques como Paulinho da Viola, Chico Buarque, MPB-4, Sadao Watanabe e vários outros. Nos últimos anos, mostrou-se aberto ao intercâmbio com as novas gerações, atuando ao lado de Paulo Ricardo, Tiê, Veronica Ferriani e Anna Setton, por exemplo.

O DVD/CD equivale a uma pequena amostra dessa trajetória, gravado ao vivo em duas sessões no dia 25 de março de 2016 no Teatro WTC, Hotel Sheraton, em São Paulo. A seu lado, uma banda composta por Guga Machado (percussão), Ivâni Sabino (baixo), Nailor Proveta Azevedo (clarinete e sax alto) e Pepa D’Elia (bateria), um time afiado que se mostra muito adequado e ensaiado para acompanhar um dos melhores violonistas brasileiros de todos os tempos.

O repertório dos 55 minutos de show traz 24 músicas acomodadas em 14 faixas, sendo apenas uma delas de fora do repertório do artista, A Noite, sucesso da cantora Tiê que ela interpreta ao lado de seu padrinho artístico. De resto, temos desde o primeiro sucesso, Que Maravilha, até a recente Quem Viver Verá, de 2011. Além de Tiê, participam Anna Setton, Verônica Ferriani, Mutinho e Paulo Ricardo.

Com efeitos cênicos simples e bem concatenados, entre os quais três telões com imagens ilustrando cada canção, o show traz Toquinho à vontade, cantando com sua voz agradável e doce e contando pequenos ‘causos’ entre uma música e outra, entre os quais uma deliciosa recordação de episódio envolvendo sua assumida hipocondria. Da ótima banda, o destaque é o lendário Proveta, que dá um colorido especial às canções com seus belos e inspirados solos.

Da fase com Vinícius, temos representadas A Tonga da Mironga do Kabuletê, Tarde em Itapoã (dueto com Paulo Ricardo), Samba de Orly e O Velho e a Flor/Veja Você (dueto com Verônica Ferriani), entre outras. As canções dedicadas ao público infantil aparecem em um pot-pourry que traz A Casa, O Pato, O Ar (O Vento), A Bicicleta e O Caderno.

Os megahits Que Maravilha, Turbilhão (dueto com o parceiro Mutinho) e Aquarela não poderiam ficar de fora, e não ficaram. Nos extras do DVD, temos pequenos depoimentos de amigos como Galvão Bueno, Roberto Menescal, Zico, Eliane Elias e Ivan Lins, e 10 minutos deliciosos nos quais Toquinho mostra seu talento como solista de violão, tocando sozinho e em estúdio maravilhas como Abismo de Rosas, Bachianinha nº 1 (do seu mestre Paulinho Nogueira) e Gente Humilde, entre outras.

Toquinho 50 Anos de Carreira equivale a uma deliciosa viagem por uma carreira repleta de boas músicas, feitas e interpretadas por um artista que nunca se valeu de recursos reprováveis para fazer sucesso e conseguiu sua popularidade de forma justa e mais do que merecida. Usando versos de seu eterno parceiro naquela célebre canção com a grife Tom & Vinícius: “se todos fossem iguais a você, que alegria viver”…

obs.: e falar o que dessa bela capa, do sempre genial Elifas Andreato?

Tarde em Itapoã– Toquinho e Paulo Ricardo:

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