Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: mumford & sons

Mumford & Sons lança canção nova e celebra dez anos na ativa

mumford & sons capa single

Por Fabian Chacur

Uma das melhores bandas britânicas da atualidade comemora 10 anos do lançamento de Sigh No More, seu álbum de estreia que atingiu o 2º lugar nas paradas dos EUA e Reino Unido. O Mumford & Sons mostrou desde o seu início que não estava entrando no cenário musical para brincadeira. Como forma de marcar essa década de hits e shows lotados pelo mundo afora, eles acabam de disponibilizar um single inédito impactante, Blind Leading The Blind.

Com uma energia bem roqueira e boa melodia, Blind Leading The Blind traz em seu conteúdo lírico uma mensagem de união e companheirismo em meio a um universo atual repleto de insensatez, intransigência e intolerância, época em que, como eles bem retratam, “cegos lideram os cegos”. Um dos grandes singles deste conturbado e assustador ano de 2019.

Além da versão de estúdio (ouça aqui), o grupo também gravou um clipe estilosíssimo interpretando esta canção ao vivo durante o badalado Austin City Limits Festival, nos EUA. O registro é em preto e branco e registra com precisão o pique da banda e sua interação com a plateia. Também já está disponível nas plataformas digitais o EP Sigh No More Sessions, com cinco releituras de faixas de seu álbum de estreia feitas ao vivo.

Em seus dez anos de trajetória discográfica, o grupo de folk-pop-rock formado por Ben Lovett, Marcus Mumford, Ted Dwane e Winton Marshall lançou quatro álbuns de estúdio (o mais recente, Delta, saiu em 2018), liderando a parada americana em três ocasiões e a britânica em duas, tendo o 2º posto como posição mais baixa nesses dois mercados para tais discos.

Blind Leading The Blind (live) clipe – Mumford & Sons:

Mumford & Sons é nº1 de novo nos EUA

Por Fabian Chacur

O grupo britânico Mumford & Sons continua com a bola toda. Ao faturar o Grammy na seminal categoria Álbum do Ano, eles conseguiram voltar a liderar a parada americana com este mesmo trabalho, o excelente Babel. O álbum já havia ficado três semanas no número 1 em outubro de 2012, quando chegou às lojas, e agora marca presença de novo nessa cobiçada posição.

Babel vendeu na última semana aproximadamente 185 mil cópias, o que lhe permitiu completar quatro vezes não consecutivas como o mais vendido na terra de Barack Obama. O resultado é mais uma prova de que nem sempre é preciso apelar ou fazer música centrada em modismos e comercialismos óbvios para vender muito no cenário musical atual.

O som do Mumford & Sons tem como base a música folk britânica, com direito a elementos do folk e country americano, soul e rock. A sonoridade investe em mandolins, violões acústicos e outros instrumentos tradicionais, e evoca a obra de grupos importantes como The Chieftains, The Band, Fairport Convention e outros da mesma nobre estirpe.

Recentemente, eles lançaram o DVD The Road To Red Rocks, gravado ao vivo no belíssimo e cultuado anfiteatro de Red Rocks, em Denver, Colorado (EUA), onde só se apresentam artistas do gabarito de U2, Stevie Nicks, Grateful Dead e Dave Matthews Band, entre não muitos outros. Prova de prestígio dos rapazes.

Lover Of The Light, com o Mumford & Sons:

Mumford & Sons triunfam no Grammy 2013

Por Fabian Chacur

O Mumford & Sons abocanhou o principal troféu da 55ª edição do Grammy, o Oscar da música, entregue na noite deste domingo (10) nos EUA. A promissora banda britânica levou na categoria Álbum do Ano com o seu excelente Babel (leia crítica aqui), em uma noitada com boas notícias para a música popular em geral.

Na categoria Record Of The Year (Single do Ano, dedicada ao produtor e ao autor da música premiada), por exemplo, venceu a deliciosa canção pop Somebody That I Used Know, do belga Gotye, em dueto com a cantora Kimbra. Gotye também faturou na categoria Best Alternative Music Album, com Making Mirrors. Gotye compõe e produz suas músicas, e tem forte veia pop.

Embora meio exageradinho, o som pop do trio Fun., oriundo de Nova York, é bacana e também mereceu levar nas categorias Revelação do Ano e Canção do Ano (com We Are Young), embora eu preferisse a contagiante e grudenta Call Me Maybe, de Carly Rae Jepsen. E Adele levou seu sétimo troféu (o único no qual concorreu este ano) com a versão ao vivo de Set Fire To The Rain, no quesito Performance Pop Solo. De quebra, ela entregou o troféu do Mumford & Sons.

Se não faturaram nas categorias principais, os rappers Jay-Z e Kanye West e o grupo Black Keys levaram três troféus cada em suas respectivas praias (rap e rock), enquanto Paul McCartney representou a geração dos anos 60 ao ganhar, com seu álbum Kisses On The Bottom (leia a crítica aqui) como Melhor Álbum Pop Tradicional.

A cerimônia, como de costume, foi repleta de apresentações musicais, e algumas foram realmente marcante. A cantora country Carrie Underwood (egressa do American Idol), por exemplo, arrasou em Blow Away, com direito a um efeito especial inédito em cerimônias desse tipo: várias imagens foram projetadas em seu vestido de forma arrebatadora.

O cantor Frank Ocean, que acabou fracassando nas categorias principais (levou em Best Urban Contemporary R&B Album), também teve seu momento de alta tecnologia ao emergir de um vídeo exibido no telão, cantar como se estivesse correndo dentro do mesmo e depois retornar ao vídeo, de forma simplesmente mágica. Pena que tenha esbanjando nervosismo em sua performance, com a voz nitidamente tremendo…

O Mumford & Sons participou do arrepiante tributo ao saudoso Levon Helm (do The Band-leia sobre ele aqui), uma das baixas da música em 2012. Além do grupo, estiveram na performance de The Weight feras como Elton John, Mavis Staples, T-Bone Burnett e a cantora do grupo Alabama Shakes. Stanley Clarke e Chick Corea também brilharam em um breve medley de Take Five e Blue Rondo a La Turk, homenagem a Dave Brubeck (leia sobre ele aqui).

O habitualmente recluso Prince esteve presente para entregar o troféu Record Of The Year, e elogiou os vencedores, Gotye e Kimbra, que devolveram os elogios de forma bastante emocionada. O show terminou com uma sensacional homenagem a Adam Yauch (MCA), dos Beastie Boys (leia sobre ele aqui), reunindo o rapper e ator LL Cool J (que também atuou como apresentador da cerimônia de entrega dos Grammys), Chuck D (líder do Public Enemy) e Tom Morello (guitarrista do Rage Against The Machine).

Mumford & Sons no programa de David Letterman:

Mumford & Sons, um fenômeno musical

Por Fabian Chacur

A cada dia que passa, parece mais difícil aparecer no cenário musical grupos ou artistas que se tornem campeões de vendagens e de popularidade valendo-se apenas do conteúdo dos trabalhos artísticos que fazem. O visual, as estratégias de marketing e as maracutaias se mostram decisivas para impulsionar carreiras. Talento fica sempre em segundo plano, não é mesmo?

Bem, felizmente de tempos em tempos alguém consegue furar esse bloqueio da picaretagem explícita e ganha o topo das paradas de sucesso graças ao que antigamente era o que realmente contava, a qualidade musical. O novo grupo a poder se gabar de chegar lá na base da competência, inspiração e honestidade leva o nome Mumford & Sons.

Babel, segundo álbum do quarteto britânico, conseguiu a melhor marca na semana do lançamento de 2012 no competitivo mercado americano, vendendo 600 mil cópias. Para que vocês possam ter uma ideia do tamanho da façanha, o segundo colocado em 2012, o fenômeno pop Justin Bieber, vendeu 374 mil unidades de seu Believe. Madonna, com seu MDNA, ficou ainda mais longe, com seus 359 exemplares.

O disco obteve a melhor semana de estreia de um disco de rock nos EUA desde 2008, quando Black Ice, do AC/DC, atingiu a marca de 784 mil cópias. De quebra, Babel conseguiu permanecer no primeiro lugar na terra de Barack Obama por três semanas consecutivas. Só para encerrar o quesito números: seis singles do Mumford & Sons estão simultaneamente na parada Hot 100 da Billboard, algo que só os Beatles nos anos 60 conseguiam.

Quais seriam as armas usadas pela banda, que está há cinco anos na estrada e conta com Marcus Mumford (vocal, guitarra, bandolin e bateria), Ben Lovett (vocal, teclados, acordeon e bateria), Winston Marshall (vocal, banjo, dobro e guitarra) e Ted Dwane (vocal, baixo, bateria e violão)? A explicação é simples, embora difícil de concretizar.

Trata-se de uma bem azeitada e inspirada incursão pela música folk britânica, incluindo vários elementos do folk americano e também um pouco de rock e country. Influências de grupos e artistas como Fairport Convention, Steelye Span, The Chieftains, Waterboys, Del Amitri e Bob Dylan podem ser descobertas aqui e ali.

Com um instrumental sólido e vocais sempre vibrantes e energéticos, o quarteto nos oferece músicas simples e gostosas de se ouvir como Babel, Whispers In The Dark, Holland Road, Ghosts That We Knew e Lovers Eyes, entre outras. Nada de modismos, excesso de recursos eletrônicos ou truques manjados. Apenas música e mais música.

É muito importante o sucesso comercial de grupos como o Mumford & Sons, pois mantém naqueles fãs de música mais apegados ao idealismo e à predominância dos valores artísticos a esperança de que, apesar dos pesares, sempre haverá lugar entre os campeões de vendagem para quem aposta tudo na qualidade da música que faz.

I Will Wait – Mumford & Sons:

Babel – Mumford & Sons:

© 2019 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑