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Badi Assad faz um show com a participação de Liniker em SP

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Por Fabian Chacur

Badi Assad está comemorando 25 anos de carreira mantendo uma de suas marcas registradas, a busca por novas parcerias e novos rumos musicais. A prova fica por conta do show que fará nesta sexta-feira (28) ás 21h em São Paulo no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, nº 141-Vila Mariana- fone 0xx11-5080-3000), com ingressos de R$ 7,50 a R$ 25,00. Ela terá como convidada especial a cantora Liniker, uma das figuras mais badaladas da nova geração do pop brasileiro.

Em seu mais recente álbum, Singular (lançado no exterior com o título Hatched), Badi releu à sua moda composições de nomes importantes da atual cena alternativa internacional como Alt-J, Mumford & Sons, Lorde, Hozier e Skrillex. O resultado saiu tão substancial que ela pretende repetir a experiência, só que dessa vez enfocando artistas brasileiros da cena equivalente à internacional.

O encontro com Liniker equivale ao início desse novo projeto, previsto para ser concretizado em 2018. O repertório do show trará músicas extraídas de sua carreira até o momento com outras de Liniker e seu grupo Caramelows. Badi (voz e violão) terá a acompanha-la Rui Barossi (baixo) e Decio 7 (baterista). Com sólida carreira internacional, ela tem vários trabalhos lançados lá fora, e ótimos álbuns no currículo como Wonderland (2006) e Amor e Outras Manias (2012).

obs.: crédito da foto de Liniker e Badi Assad: João Markun- Divulgação

Royals– Badi Assad:

Livros MPBambas trazem um elenco de ótimas entrevistas

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Por Fabian Chacur

Tempo em TV vale ouro. Por isso, frequentemente entrevistas gravadas para esse veículo de comunicação costumam trazer apenas uma parte do conteúdo obtido nos papos com os alvos de suas matérias. Os dois volumes de MPBambas- Histórias e Memórias da Canção Brasileira, de autoria de Tarik de Souza e editados pela Kuarup, tem como nobre objetivo preencher uma dessas lacunas inevitáveis, e o faz de forma brilhante.

Um profissional como Tarik de Souza deveria dispensar apresentações prévias, mas como estamos no Brasil, vale falar um pouco dele. Trata-se de um jornalista especializado em música brasileira na ativa há quase 50 anos, com currículo recheado de passagens por órgãos de imprensa bacanas e autor de inúmeros livros que fazem parte das bibliotecas de quem se interessa por informações musicais consistentes e oferecidas com texto sempre impecável ao leitor.

De 2009 a 2014, Tarik apresentou no Canal Brasil o programa televisivo MPBambas, no qual trazia um grande nome da música brasileira por edição para entrevistas deliciosas. Como cada episódio comportava apenas 27 minutos de conteúdo, sobrou muita coisa boa, que ficaria apenas na memória de quem teve a honra de participar dos bate-papos. Mas Paulo Mendonça, um dos comandantes do Canal Brasil, sugeriu ao jornalista a edição em livro desse material, e graças à sua batalha, e à parceria com a Kuarup, gravadora que também enveredou pelo lançamento de livros, a ideia se tornou realidade.

Organizadas em dois volumes vendidos separadamente, as entrevistas foram divididas em 14 por exemplar, curiosamente como se fossem um disco de vinil. A abrangência dos entrevistados impressiona, pois focaliza desde monstros sagrados bem conhecidos do grande público, como Milton Nascimento, Gal Costa e Beth Carvalho, até craques musicais menos divulgados do que mereceriam, tipo Getúlio Côrtes, Billy Blanco, Sueli Costa e Doris Monteiro.

Cada entrevista é uma verdadeira viagem dentro do universo musical do personagem escolhido. Como as transcrições são integrais, elas nos possibilitam a oportunidade de conhecer características particulares de cada um deles. Tarik vem sempre com a lição de casa prontinha, e faz perguntas pertinentes e buscando esclarecer dúvidas sobre o trabalho de cada um deles, nada mais adequado para um formato do tipo enciclopédia musical brasileira audiovisual.

Quem não curte detalhes e minúcias deve ficar longe de MPBambas, os livros. Quem, no entanto, deseja descobrir muito sobre cada entrevistado, terá seu desejo saciado de forma generosa, além de deparar com fatos importantes e inusitados de cada um deles. Fofocas, boatos tolos e idiotices do gênero não entraram em cena, felizmente. Ao fim de cada leitura, você percebe que tomou contato com gente profunda, importante e que fez da arte suas vidas.

Os livros ganharam ainda mais importância pelo triste fato de que diversos dos entrevistados infelizmente partiram para o outro lado do mistério, tempos após terem concedido suas entrevistas ao programa de TV. Desta forma, viraram registros ainda mais fundamentais. Duvido que você encontre papos mais densos e registrados em livros com os hoje saudosos Dominguinhos, Paulo Vanzolini, Inezita Barroso, Billy Blanco e Ademilde Fonseca do que estes aqui.

Uma das grandes sacadas de Tarik foi uma entrevista com Chico Anysio sobre a sua rica faceta de compositor musical, que muita gente boa infelizmente desconhece. Ou de mostrar a cara de Getúlio Côrtes, autor de hits eternos como Negro Gato, O Gênio, Uma Palavra Amiga e tantos outros. MPBambas-Histórias e Memórias da Canção Brasileira Volumes 1 e 2 é para ler, reler e consultar, além de obrigatórios para estudantes e profissionais de jornalismo.

O Gênio/Pega Ladrão/ Negro Gato (ao vivo)- Getulio Côrtes:

Sergio Mendes promete CD e um documentário para 2018

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Por Fabian Chacur

Aos 76 anos de idade muito bem vividos, Sergio Mendes não parece disposto a desacelerar. Pelo menos, essa é a conclusão que temos ao saber de suas boas novidades. Segundo a edição americana do site da Billboard, o músico e produtor brasileiro conhecido no mundo todo promete para 2018 um novo álbum e também um documentário sobre seus mais de 60 anos de carreira. Ou seja, vem coisas boas, muito boas, por aí.

O documentário será dirigido por John Scheinfeld, conhecido por trabalhos muito bons nessa área específica, entre os quais destacam-se The U.S. Vs. John Lennon (2006), Who Is Harry Nilsson? (2006) e Chasing Time: The John Coltrane Documentary (2016). Teremos uma geral na carreira dele, com direito a cenas de arquivo, entrevistas e também registros de shows que o maestro fará este ano, e para os quais está atualmente ensaiando no Rio de Janeiro.

Quando ao CD, o que se divulgou até o momento é que terá músicas inéditas e também algumas releituras de clássicos do seu repertório. O parceiro Will.i.am, do Black Eyed Peas, que já atuou junto com ele no álbum Timeless (2006), trabalhará com Mendes em algumas faixas, e outros nomes das novas gerações devem marcar presença. Vale lembrar que ele já bateu bola com astros atuais como John Legend, India Arie, Jill Scott e Justin Timberlake, entre outros.

Sergio Mendes nasceu em Niterói (RJ) em 11 de fevereiro de 1941, e ainda novo se destacou na então ainda emergente bossa nova, no finalzinho dos anos 1950/começo dos anos 1960. Com o tempo, percebeu que poderia ter futuro no mercado internacional e se mudou para os EUA, após ter lançado alguns discos por aqui. Em 1966, lançou Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brasil 66, álbum do qual foi extraído o single Mas Que Nada, de Jorge Ben, que rapidamente o levou ao top 10 da parada ianque.

A seguir, o bandleader se mostrou craque não só em dar um formato pop à bossa nova como também a “bossanovear” clássicos da música pop daquela época, como The Fool On The Hill (dos Beatles) e The Look Of Love (de Burt Bacharach e Hal David). O seu som orquestral balançado e sempre com vocalistas femininas, entre as quais Lani Hall e Gracinha Leporace (com a qual se casaria), soube se manter atualizado.

Tanto que volta e meia ele volta às paradas de sucesso, o que ocorreu em 1983 com o single Never Gonna Let You Go, em 1992 com o álbum Brasileiro e em 2006 com o CD Timeless. Em seu currículo, milhões de álbuns vendidos e três troféus Grammy, o Oscar da música.

Curiosamente, ele sempre foi detonado por boa parte dos críticos no Brasil, durante décadas, algo que só se reduziu de uns anos para cá. Como dizem por aí, a verdade e o talento sempre vencem, no fim das contas. Bem, nem sempre, mas ao menos neste caso específico.

The Fool On The Hill- Sergio Mendes:

Gabriel Martins lançará o seu primeiro CD solo em março

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Por Fabian Chacur

O músico e compositor paulistano Gabriel Martins lança o seu primeiro álbum, nos formatos digital e em CD, no mês de março. Mergulho levará o selo Galeão, sucessor da Velas, criada no final dos anos 1980 por Ivan Lins e Vitor Martins. E o sobrenome igual revela um parentesco importante: Gabriel é filho de Vitor, um dos maiores letristas da história da MPB e também conhecido por seu trabalho na indústria fonográfica.

Basicamente instrumental, Mergulho conta com a produção de Rubem Farias e Zé Victor Torelli. São onze faixas, sendo que Valsinha do Mar e Os Encantos do Mar contam com a participação especial de Ivan Lins, que é parceiro de Gabriel nas duas. Também estão presentes como músicos no trabalho Leo Amuedo, Cuca Teixeira, Neymar Dias e o produtor Rubem Faria. O primeiro single, que será divulgado em breve, é Planador, e o mar é o tema básico das composições.

Mergulho– Gabriel Martins (teaser):

Badi Assad e Barbatuques são atrações em um show grátis

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Por Fabian Chacur

Que tal ver dois belos shows em um lugar lindo e histórico, e sem pagar nada por isso? A oportunidade rola na próxima quarta-feira (25), na comemoração dos 463 de São Paulo. No charmoso Theatro Municipal da cidade (Praça Ramos de Azevedo, s/nº), às 11h, estarão em cena o grupo Barbatuques e a cantora e violonista Badi Assad. Os ingressos devem ser retirados duas horas antes das performances, que serão imperdíveis.

Com quatro álbuns no currículo, o Barbatuques surpreende a todos pelo fato de fazer música valendo-se apenas de sonoridades criadas através dos corpos de seus integrantes. Além do forte apelo visual, o show do grupo impressiona pela bela musicalidade, que mistura elementos de diversas origens para gerar um som contagiante, repleto de surpresas e muito bom de se ouvir. Seu mais recente lançamento é o CD Ayú, que conta com participações de Hermeto Pascoal e Naná Vasconcelos.

Por sua vez, Badi Assad está há 25 anos na estrada, firmando-se no Brasil e no exterior graças a uma ótima voz e a uma performance particular e criativa como violonista. Ela lançou recentemente seu 14º álbum, Singular (intitulado Hatched na versão internacional), que traz composições próprias e também releituras inesperadas de músicas de astros da atual música pop, como Lorde, Mumford & Sons e Skrillex.

Royals (clipe)- Badi Assad:

Sambalanço é dissecado com categoria por Tarik de Souza

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Por Fabian Chacur

A riqueza da música popular brasileira é tanta que algumas de suas vertentes acabam ficando em segundo plano, no que se refere ao estudo e à divulgação para o grande público. Uma que permaneceu durante muito tempo na penumbra foi o chamado sambalanço, roupagem swingada e repleta de molho que surgiu na mesma época da bossa nova, nos anos 1950 e 1960. O livro Sambalanço, a Bossa Que Dança- Um Mosaico, de Tarik de Souza e lançado pela Kuarup, chega com a missão de preencher essa lacuna, e cumpre sua missão com brilhantismo e riqueza de detalhes.

Não é de se estranhar a qualidade deste livro. Tarik de Souza é um dos melhores e mais gabaritados jornalistas, críticos e pesquisadores musicais do país, com diversos livros no currículo e também atuação em jornais, revistas, sites e programas de TV. Foram longos anos de pesquisas, durante os quais resgatou um estilo musical que curtia desde a sua infância e adolescência e que correu à margem do prestígio de outras vertentes musicais brazucas.

No livro, Tarik mostra o quanto o sambalanço foi colocado em segundo plano devido ao fato de investir em uma sonoridade mais dançante e descontraída, em contraponto à maior seriedade da “concorrente” bossa nova. Mesmo assim, teve forte aceitação por parte do público na época, gerando ídolos como Miltinho, Orlandivo, Ed Lincoln, Elza Soares, Silvio Cesar, Dóris Monteiro e tantos outros, além de ser a trilha sonora preferencial para bailes pelos quatro cantos do país.

Em comportamento que vem se transformando em padrão em nossa história recente, o sambalanço saiu de cena em meados dos anos 1970 e só foi resgatado graças ao interesse de pesquisadores e fãs de outros países, notadamente da Inglaterra e de outros países europeus e asiáticos. E também a artistas brasileiros das novas gerações, entre os quais Marco Mattoli, Amanda Bravo e Clara Moreno, além de pesquisadores como o próprio Tarik, Charles Gavin e outros.

A obra nos oferece um ensaio geral sobre o movimento, uma discografia básica (que poderia ter sido mais detalhada), 15 deliciosas entrevistas com grandes nomes do estilo, como Elza Soares, Orlandivo, Durval Ferreira, Dóris Monteiro e Silvio Cesar, e 13 perfis de outros artistas fundamentais para o sambalanço, tipo Walter Wanderley, Nilo Sérgio, Luiz Bandeira e Miltinho.

Com riqueza de detalhes e muita, mas muita informação mesmo, Sambalanço, a Bossa Que Dança- Um Mosaico pode ser uma obra difícil de ser assimilada pelo leitor menos afeito ao mundo musical, mas é essencial para quem é iniciado nesse universo e quer completar a sua formação, além de ser uma incrível fonte de consultas sobre o sambalanço e suas estrelas, especialmente sobre o curioso e peculiar Orlandivo, uma figura carimbada da nossa música.

Bolinha de Sabão– Orlandivo:

Vânia Bastos e Marcos Paiva homenageiam Pixinguinha

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Por Fabian Chacur

Já vão longe os tempos em que me preocupava em resenhar um CD, DVD, Blu-ray ou coisa que o valha de forma rápida, tentando ser o primeiro crítico a publicar algo sobre determinado lançamento. Pouco me importa. O que realmente vale a pena é tentar fazer isso bem, seja quando for. E esse é precisamente o caso deste Concerto Para Pixinguinha, de Vânia Bastos e Marcos Paiva, que já ganhou inúmeros elogios na imprensa, e só chega a Mondo Pop agora.

Antes tarde do que nunca? Eu preferiria dizer “antes bem-feito do que nunca”. E chega de metalinguagem. Vamos ao que interessa, que é este CD, o primeiro lançamento de um novo selo, o Conexão Musical, criado pelo experiente produtor musical Fran Carlo, um cara que só mete a mão onde existe talento. A escolha para a abertura desse novo espaço para a nossa música não poderia ter sido mais feliz, e lógica, vide o envolvimento dele com Vânia nesses anos todos.

Desde que iniciou a sua carreira solo, na década de 1980, Vânia Bastos tem se pautado por uma trajetória na qual não abre mão de seus princípios em prol de eventuais resultados comerciais mais significativos. Nunca foi uma grande vendedora de discos, mas consolidou uma carreira brilhante em torno de belas escolhas de repertório, bom gosto ao escolher os músicos com os quais faz shows e grava e a utilização sempre cirúrgica de sua bela e suave voz.

Em sua discografia, temos alguns trabalhos dedicados a temas específicos como as obras de Tom Jobim e Caetano Veloso e da turma do Clube da Esquina. Desta vez, ela resolveu se debruçar sobre o songbook de um dos grandes ícones da música brasileira, o compositor, orquestrador, arranjador, flautista e saxofonista Pixinguinha (1897-1973), que se só tivesse assinado a maravilhosa Carinhoso já mereceria ser lembrado para sempre.

Ele, no entanto, nos deixou uma herança repleta de maravilhas do porte de Rosa, Isso é que é Viver, Lamentos e tantas outras, escritas com parceiros como Braguinha e Vinícius de Moraes. Integrou o lendário grupo Oito Batutas, o primeiro combo regional brasileiro a excursionar pela Europa, isso nos anos 1920. Ele também trabalhou com música para cinema e teatro e assinou arranjos para Carmen Miranda, por exemplo.

Para realizar essa homenagem, a cantora se uniu ao baixista, compositor e arranjador Marcos Paiva, que desenvolve um trabalho próprio na música instrumental e também já atuou com feras do porte de Bibi Ferreira, Zizi Possi, Teresa Salgueiro e Fernando Ferrer. Ele lidera o Marcos Paiva Quarteto, composto por César Roversi (sax, clarinete e flauta), Jônatas Sansão (bateria), Nelton Essi (vibrafone) e ele próprio no contrabaixo acústico, arranjos e direção musical.

A sonoridade apresentada em Concerto Para Pixinguinha é quase camerística, esbanjando delicadeza, bom gosto e o inteligente aproveitamento de cada integrante do time, Vânia obviamente incluída. Aliás, os diálogos entre voz e os instrumentos podem ser citados como alguns dos pontos altos do álbum, assim como o entrosamento da equipe, desenvolvido durante os inúmeros shows que fizeram previamente com este material, antes da ida ao estúdio para registra-lo.

A sequência das faixas flui de forma deliciosa, não comportando uma audição incidental, do tipo pano de fundo. É preciso sentar e se concentrar, pois se trata de música feita para envolver o ouvinte, de forma classuda e sem arestas. Uma boa sacada foi a inclusão de quatro temas instrumentais (Seu Lourenço no Vinho, Cochichando, Displicente e Recordações) intercalados entre nove faixas com vocais, representando o lado instrumental da criação de Pixinguinha. Prova da generosidade de Vânia, abrindo espaços para seus colegas brilharem. E ela brilha muito, também, em Rosa, Carinhoso, Isso é que é Viver e especialmente em Urubu Malandro, que encerra o disco com força total.

Concerto Para Pixinguinha é aquele tipo de lançamento feito para durar, e que serve como boa prova de que o formato álbum nunca irá se extinguir. Pelo menos, não enquanto existirem artistas como Vânia Bastos e Marcos Paiva, dispostos a oferecer ao público um produto de altíssima qualidade como este aqui, e a selos como o Conexão Musical, viabilizando essa tarefa e caprichando em embalagem e produção.

Carinhoso (ao vivo)- Vânia Bastos e Marcos Paiva:

Conheça os 25 selecionados a integrar Natura Musical 2017

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Por Fabian Chacur

Acabam de ser divulgados os 25 nomes selecionados para projetos patrocinados pelo Natural Musical, programa existente há 11 anos e que tem como objetivo básico dar um destino transparente e democrático a recursos das leis de incentivo fiscal. Foram inscritos 1.563 projetos, com escolha feita por André Midani, Carlos Eduardo Miranda, Fafá de Belém, Melina Hickson e Luciano Salvador Bahia.

Entre os nomes escolhidos, temos Paulo Miklos (foto), Hermeto Pascoal, Nina Becker, Dingo Bells e Lucas Santtana. Desde o seu início, o Natura Musical apoiou mais de 1.350 produtos culturais, entre os quais 1.200 shows, 132 CDs, 26 DVDs, 21 livros e 5 filmes.

Os valores disponibilizados contam com o apoio da Lei Rouanet em termos nacionais e do ICMS nos estados em que rolam editais regionais específicos. Vale informar que os artistas Rubel e Sofia Freire foram selecionados por meio de votação popular.

Conheça a lista dos artistas selecionados:

Edital Nacional

Anelis Assumpção

Hermeto Pascoal e Big Band

Johnny Hooker

Nina Becker

Paulo Miklos

Xênia França

Edital Nacional – Voto Popular

Rubel

Sofia Freire

Edital Rio Grande do Sul

Dingo Bells

Dom La Nena

Quinteto Persch: “Chiquinho & Radamés”

Renato Borghetti e Yamandu Costa

Edital Bahia

Livia Mattos

Lucas Santtana

Mateus Aleluia: “Nós Os Tincoãs”

O Quadro

Talita Avelino

Xangai

Edital Pará

Arthur Nogueira

Lucas Estrela

Luê

Os Reis do Eletro

Paulo André Barata

Pio Lobato

Strobo

Sambabook homenageia com maestria mestre Jorge Aragão

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Por Fabian Chacur

Sambabook é o tipo do projeto pelo qual todo fã da melhor música popular brasileira tem a obrigação de torcer a favor. E, felizmente, está dando muito certo. Após homenagear João Nogueira, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Dona Ivone Lara, agora chegou a vez de outro mestre do baticum brazuca: ninguém menos do que Jorge Aragão. O produto multiplataforma engloba dois CDs, DVD,Blu-ray, especial de TV, discobiografia, fichário de partituras, ambiente web com porta e redes sociais e aplicativos para smartphones e tablets. Ufa!

Dentre esse amplo elenco de lançamentos, Mondo Pop irá se deter na dobradinha CD/DVD e no livro Jorge Aragão- O Enredo de um Samba. Gravado ao vivo em março deste ano na Cidade do Samba, no Rio, o show que dá base ao conteúdo do CD duplo e do DVD e Blu-ray traz um elenco estelar interpretando os grandes sucessos de Jorge Aragão, com a participação do homenageado em uma versão all stars de Vou Festejar.

A seleção de participantes foi bem abrangente, incluindo feras como Martinho da Vila, Beth Carvalho, Elza Soares, Alcione, Ivan Lins, Grupo Fundo de Quintal, Maria Rita, Xande de Pilares, Seu Jorge, Lenine e Joyce Cândido, todos com ótimo desempenho. A grande surpresa fica por conta do rapper Emicida, que interpreta com muita ginga e categoria Moleque Atrevido, mostrando que, se quisesse, poderia ser um ótimo cantor de samba. Já Anitta derrapa feio em Coisinha do Pai.

Com direção musical a cargo do experiente e talentoso Alceu Maia e um elenco de músicos de primeira, temos belas releituras de maravilhas do porte de Quintal do Céu, Malandro, Eu e Você Sempre, Moleque Atrevido, De Sampa a São Luis, Identidade, Tem Nada Não e Do Fundo do Nosso Quintal, entre outras. No DVD/Blu-ray, Jorge Aragão faz rápidos comentários antes de algumas músicas, e um making of traz depoimentos do artista e também do elenco presente no trabalho.

Se a homenagem musical faz jus ao talento de Aragão, o livro Jorge Aragão- O Enredo de um Samba, de João Pimentel, é simplesmente brilhante. Com um texto simples e fluente, conta a história do autor de Malandro com riqueza de detalhes, incluindo uma mais do que bem-vinda análise detalhada de todos os discos gravados pelo artista, trazendo também fotos, trechos das letras das canções e muito mais.

Nascido em 1º de março de 1949, Jorge Aragão é um daqueles personagens improváveis. Tímido, introspectivo e não muito fã da chamada vida noturna, ele no entanto se tornou um dos grandes craques da história do samba, sendo um dos nomes fundamentais da verdadeira revolução no samba protagonizada pela turma do Bloco Cacique de Ramos, onde nasceu o Grupo Fundo de Quintal, que ele integrou e inclusive participou de seu primeiro álbum.

Ler o livro é mergulhar a fundo e de camarote nessa história tão bacana, com direito a causos engraçados, outros nem tanto, detalhes fundamentais e a descoberta de um ser humano incrível e generoso, além de talentoso e humilde. Tão humilde que confessa abertamente não gostar de ser chamado de “poeta do samba”. Mas não tem jeito, Jorge. Você é poeta, sim, e dos bons. Aceite, que dói menos…

Tem Nada Não– Joyce Cândido (do Sambabook Jorge Aragão):

Rogério Flausino e Sideral vão homenagear Cazuza no Rio

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Por Fabian Chacur

Os irmãos Rogério Flausino e Wilson Sideral começaram a carreira musical juntos, na banda Contacto Imediato. Em 1993, no entanto, apostaram em rumos próprios, com Flausino assumindo o vocal do Jota Quest e Sideral partindo para a carreira solo. Continuaram compondo juntos, e agora estão em meio a sua primeira turnê em dupla. Eles tocam no Rio nesta terça-feira (27) às 21h no Teatro Bradesco-Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping Village Mall-Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 180,00.

E a turnê tem um tema fora do que poderia se esperar de dois compositores com muitos sucessos em seus currículos. O espetáculo intitula-se Rogério Flausino e Wilson Sideral Cantam Cazuza, e nele, os irmãos homenageiam um dos maiores nomes da história do rock brasileiro, dando uma geral em algumas de suas melhores músicas de seus tempos de Barão Vermelho e também da carreira solo.

O repertório traz clássicos de Cazuza como Pro Dia Nascer Feliz, Exagerado, Bete Balanço, Faz Parte do Meu Show, Solidão Que Nada e Vida Longa Vida, além da inédita Não Reclamo, poesia de Cazuza musicada por Sideral em 2015. A banda que os acompanhará é integrada por Adriano Campagnani (baixo), David Maciel (bateria), Marcelinho Guerra (guitarra), Breno Mendonça (sax) e Wagner Souza (trompete).

Pro Dia Nascer Feliz (ao vivo)- Rogério Flausino e Wilson Sideral:

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