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Duo Gisbranco mostra novas músicas no Rio e São Paulo

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Por Fabian Chacur

O Duo Gisbranco contou com a participação especial de Chico Cesar em seu segundo CD, Flor de Abril (2011). Nascia naquele momento uma parceria que rendeu um projeto muito bacana, o CD Pássaros, no qual a dupla de pianistas musicou 15 poesias do autor de Mama África.

O álbum será divulgado com um show nesta quinta (5) às 20h no Rio no Teatro Riachuelo (rua do Passeio, nº 40- Cinelândia- fone 0xx21-2533-8799), com ingressos de R$ 25,00 a R$ 80,00, e outro em São Paulo neste sábado (7) às 22h na Casa de Francisca (rua Quintino Bocaiúva, nº 22- Sé- fone 0xx11-3052-0547), com ingressos a R$ 53,00.

Ao contrário do que fizeram em seus dois álbuns anteriores (Gisbranco-2008 e Flor de Abril-2011), centrados nos sons instrumentais, as meninas desta vez resolveram fazer, à sua moda, uma incursão pelo universo da canção brasileira. Marcam presença no álbum nomes como Monica Salmaso, Maria João, Sergio Santos, Eugênio Dale, André Mehmari, Jaques Morelenbaum e José Batista Jr.

Os shows terão diferenças entre si. O do Rio contará com a participação do parceiro Chico Cesar, que além de cantar com as garotas suas parcerias também interpretará hits de seu repertório, como Dúvida Cruel e Templo. Em São Paulo, teremos Ná Ozzetti e André Mehmari, que interpretarão Eternamente, que o duo gravou anteriormente. O violonista Fabio Nin estará no show carioca, enquanto o percussionista Rodrigo Pacato tocará nas duas apresentações.

Bianca Gismonti, que é filha do consagrado e genial músico Egberto Gismonti, conheceu Claudia Castelo na graduação em piano na UFRJ. Nascia ali uma amizade e parceria musical que se tonaria profissional a partir de 2005, e que já rendeu três CDs e um DVD. O segundo DVD, Egberto Encontra Villa, dedicado à música de Heitor Villa Lobos e Egberto Gismonti, foi gravado em 2017 na Sala Cecília Meirelles, no Rio, e está em fase de produção para lançamento futuro.

Pássaros (álbum em streaming)- Duo Gisbranco:

Rafa Castro lança Fronteira e faz um show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Com menos de dez anos de carreira, o pianista, compositor e cantor mineiro Rafa Castro já possui um currículos bastante respeitável. Radicado em São Paulo há um ano, ele mostra o resultado dessa sua nova fase com o CD Fronteira. O lançamento do álbum será em sua atual cidade, com show nesta quinta (5) às 20h no Teatro Unibes (rua Oscar Freire, nº 2.500- fone 0xx11-3065-4333), com ingressos a R$ 20,00(meia) e R$ 40,00 (inteira).

No caso específico de Rafa e deste trabalho, a palavra fronteira significa uma junção que une o que está separado para tornar algo novo. “Fronteira é um momento de descobrimento, no qual trago a carga afetiva das minhas influências; consegui juntar dois pilares, a ‘música de Minas’ e meu trabalho de trilhas sonoras, num trabalho que faz sentido para mim”, define o artista. Marcam presença no CD artistas como Monica Salmaso, Teco Cardoso, Léa Freire e Neymar Dias, bons amigos dessa sua nova fase paulistana.

Nascido em São João Nepomuceno (MG), Rafa inicialmente descobriu o prazer de tocar um instrumento musical através do violão. O piano só entrou em sua vida aos 19 anos, mas com força suficiente para se tornar seu pilar criativo e profissional a partir daquele momento. Ele estudou na Universidade de Música Popular Bituca (Barbacena-MG), e depois mergulhou de vez na profissão com força total.

Rafa Castro é autor de trilhas sonoras para cinema (Cacos de Vitral-2015 e Modorra-2016) e teatro. Ele também gravou o DVD/CD Teias (2013) em parceria com o consagrado tecladista mineiro Túlio Mourão, conhecido por suas trilhas para o cinema e com Milton Nascimento. Túlio é só elogios para com ele. “Fiquei impressionado com a jovialidade e o destemor tanto harmônico como melódico dele”, comenta o músico.

Além de músicas de Fronteira, o show desta quinta-feira também trará releituras de músicas de Milton Nascimento (Vera Cruz), Caetano Veloso (O Quereres) e Lô Borges (Trem Azul), entre outros. Ele terá a seu lado uma banda composta por Vinícius Gomes (guitarra), Igor Pinheiro (baixo) e Gabriel Alterio (bateria).

Fronteira (clipe)- Rafa Castro:

40 anos de Nos Dias de Hoje, um belo clássico de Ivan Lins

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Por Fabian Chacur

Em 1978, Ivan Lins vinha de uma bela estreia na EMI-Odeon com o álbum Somos Todos Iguais Nesta Noite (1977), trabalho que mostrava o cantor, compositor e pianista carioca inaugurando uma fase áurea de sua carreira. Nos Dias de Hoje, que chegou ao mercado discográfico há 40 anos e sétimo álbum da carreira do artista, provou de forma contundente que o cara realmente não estava para brincadeira em termos qualitativos.

A coisa começava com tudo a partir da capa, na qual Ivan aparece sem camisa, em uma foto similar às tiradas por quem é preso. Na contracapa, o complemento, com ele de perfil. Na parte interna da capa dupla, seu parceiro musical, Vitor Martins, surge em foto similar. O clima refletia a Ditadura Militar que nos afligia naquele tempo difícil, nos quais a liberdade era apenas um sonho distante no horizonte dos brasileiros.

O título do álbum, extraído de versos da canção Cartomante, não deixava dúvidas quanto às intenções literárias do trabalho, que era retratar aquele momento sufocante pelo qual passávamos. Mas sem cair em sectarismos, ou panfletarismo barato, ou mesmo partidarizações tendenciosas. E, especialmente, sem deixar de ter como foco a música e a poesia. Informar, sim, mas sem deixar de investir na deliciosa emoção que as boas canções nos proporcionam.

Caminhando para dez anos de vida profissional, Ivan mostra nesse álbum uma enorme maturidade vocal, encontrando o registro ideal para a sua voz, mesclando a doçura e a agressividade em doses precisas. De quebra, firmou aqui de vez a parceria com o poeta Vitor Martins, que pela primeira vez assina todas as letras (dez, no total) de um disco de Ivan. A parceria, a partir daqui, entrou de vez no Olimpo das maiores da música brasileira e, porque não, mundial.

E mais algumas parcerias se mostraram decisivas para que o autor de Madalena pudesse gravar um disco tão perfeito como Nos Dias de Hoje. O impecável tecladista, compositor e maestro carioca Gilson Peranzzetta, por exemplo, incumbido do piano elétrico e dos sublimes arranjos de cordas e metais. A sacada do uso de dois tecladistas deu ao som de Ivan uma riqueza e originalidade que o destacou no então concorridíssimo cenário da música brasileira.

Este álbum também marcou o auge do Modo Livre, grupo criado para acompanha-lo e composto por Peranzzetta, Fred Barbosa (baixo), João Cortez (bateria) e, neste álbum específico, o badalado Fredera (guitarra). Nos inspiradíssimos arranjos vocais, o talento absurdo de Tavito, capitaneando os talentosos Zé Luis, Marcio Lott, Flavinho, Regininha e Lucinha Lins. De quebra, participação especial de Maurício Einhorn (gaita) em Guarde Nos Olhos. Uma seleção de craques.

A essência musical de Nos Dias de Hoje, seu DNA mais profundo, é a música nordestina, especialmente o xote, o baião e o forró, relida de uma forma pop e moderna. Essa origem já é observada logo na música de abertura, a contagiante Cantoria, cuja letra louva a capacidade de resistência do brasileiro perante as dificuldades, e que termina de forma metalinguística, em uma arrepiante cantoria a capella criada por Tavito.

A pungente Guarde Nos Olhos vem a seguir, evocando o sentimento daqueles que tiveram de deixar suas pequenas cidades sem horizontes profissionais rumo à esperança de melhorar de vida nas capitais da vida, levando nos corações e nos olhos o registro da saudade de seus berços natais. Bandeira do Divino evoca a religiosidade positiva, idealista e ingênua como forma de sempre acreditar em tempos melhores, naqueles dias tâo cinzentos de 1978.

Forró do Largo reflete a busca pelo prazer carnal nas festas populares, com um resultado no fim das contas não muito positivo, e uma total ironia no final, citando a então inutilidade do título de eleitor, para quem não tinha o direito de eleger presidente, governador ou mesmo prefeito das capitais. Recado sutil, no final da música, que a censura deixou passar, ou nem percebeu, de tão bem colocado por Vitor Martins.

O lado A do LP de vinil era encerrado pela sensível e visionária Cartomante, que ao mesmo tempo em que traz conselhos cautelosos para a sobrevivência em tempos de repressão, também mostra a crença na vinda da redenção, na qual os reis de então caíssem e a sonhada liberdade voltasse à nossa cena. “Cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada”. Destaque para os viscerais riffs de guitarra de Fredera.

Para dar início ao lado B do álbum, nada melhor do que a tensa e envolvente Quaresma, uma espécie de baião pós-punk refletindo o sentimento de trevas e impotência que se sentia na época, perante o autoritarismo vigente. A Visita, balada jazzística de primeira, reflete a aguda solidão dos humanos aprisionados nos grandes centros urbanos.

Temporal, outro forró moderno arretado, também alerta a todos para a virulência existente em termos políticos, e o que aquele ambiente trazia. Esses Garotos aborda a hipocrisia da sociedade e dos relacionamentos sexuais consumados nas alcovas da vida, tendo os mais ingênuos e sem cacife para entrar na, digamos assim, “festança sexual”, olhando de longe e lambendo os dedos eternamente.

Para fechar um trabalho tão consistente e emocionante, nada melhor do que uma obra-prima do porte de Aos Nossos Filhos. De cara, vale elogiar a brilhante ideia de iniciar e terminar sua execução com uma melodia com clima de cantiga de ninar, levando-se em conta que a letra é endereçada exatamente às crianças de então.

Incorporando um pai incapaz de proporcionar aos filhos uma vida alegre, colorida e afetiva, Ivan se desculpa a eles, tendo como mote a frase “os dias eram assim”. E, mesmo em meio a tanta sombra, ainda se mostrava esperançoso de que um tempo melhor viesse, embora não para ele, e sim para seus rebentos: “quando brotarem as flores, quando crescerem as matas, quando colherem os frutos, digam o gosto para mim”. Difícil conter as lágrimas ao ouvir essa maravilha.

Nos Dias de Hoje- Ivan Lins (em streaming):

Edu, Dori & Marcos é uma boa e peculiar reunião de gênios

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Por Fabian Chacur

Edu Lobo, Marcos Valle e Edu Lobo são amigos desde o início da década de 1960, quando davam os primeiros passos em suas carreiras. Chegaram a atuar como trio, mas logo cada um seguiu o seu caminho, embora a amizade tenha se mantido firme e forte durante esses mais de 50 anos. Agora, enfim chegou a hora de eles se reunirem em um projeto fonográfico, o CD Edu Dori & Marcos (Biscoito Fino), trabalho delicioso feito de forma bem peculiar e original.

O álbum não traz os três cantando e tocando juntos em nenhuma de suas 12 faixas. A concepção foi a seguinte: cada um escolheu quatro composições, sendo duas de cada colega, e se incumbiu dos vocais e direção musical. Ou seja, nenhum cantou músicas de sua própria autoria. A banda base que acompanhou os três traz os craques Cristóvão Bastos (teclados), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria) e Jessé Sadoc (sax), além de outros músicos de apoio.

Partindo desse princípio, tivemos a oportunidade, por exemplo, de ouvir Edu Lobo reler de forma inspirada Viola Enluarada e O Amor é Chama, de Marcos e Paulo Sérgio Valle. Ele, que optou por não tocar violão em suas gravações, também se deu bem nas duas canções pinçadas do repertório de Dori, as belas Na Ribeira Deste Rio e Velho Piano.

Por suar vez, Dori valeu-se de seu envolvente violão e voz grave para recriar com categoria Bloco do Eu Sozinho e Passa Por Mim, de Marcos Valle, e Dos Navegantes e Na Ilha de Lia No Barco de Rosa, de Edu Lobo. Valle, cantando e tocando piano, fecha o ciclo mandando bem em Saveiros e Alegre Menina, de Dori Caymmi, e Canto Triste e Corrida de Jangada, de Edu Lobo.

O clima do disco é centrado nas melodias, com um acento doce e envolvente. A alternância dos vocalistas dá uma diversidade bem bacana à audição do álbum, enquanto os arranjos investem em um clima intimista sem cair em algo introspectivo demais. Se fica a curiosidade de saber como teria sido se eles participassem das faixas uns dos outros, o resultado final da concepção de Edu Dori & Marcos nos proporcionou um CD belíssimo, consistente e artisticamente impecável.

Na Ribeira desse Rio– Dori Caymmi, Marcos Valle e Edu Lobo:

Joyce Moreno lança um belo e envolvente novo single no ar

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Por Fabian Chacur

Em 31 de janeiro, Joyce Moreno celebrou 70 anos de uma vida muito bem dedicada à música. Em termos profissionais, já temos meio século de atuação dessa seminal e incrível cantora, compositora e violonista carioca. Para celebrar essa segunda efeméride, ela acaba de lançar um novo e contagiante single, já disponível nas plataformas digitais. Trata-se da deliciosa A Velha Maluca, que pode ser o prenúncio de um novo álbum.

Aliás, esse single está sendo divulgado como o início dessa comemoração. E tem de festejar, mesmo, pois essa jovial e inquieta artista esbanja energia, criatividade e poder de seduzir seus fãs pelos quatro cantos do mundo. Com uma letra muito bem-humorada e aquela batida de violão que marca sua produção, além do acompanhamento perfeito de sua banda, a moçoila esbanja swing e nos diverte com versos como “a velha maluca já viu coisas demais”.

E olha que o álbum de inéditas mais recente dela saiu no ano passado, Palavra e Som, bastante elogiado e com participação especial do amigo Dori Caymmi. Joyce conseguiu em seu trabalho unir o violão da bossa nova com elementos de várias vertentes da música brasileira e também com elementos de jazz. Sua discografia é belíssima, com destaque para o incrível Feminina (1980), um dos melhores álbuns de todos os tempos. Mais do que nunca, queremos ouvir Joyce Moreno!

A Velha Maluca– Joyce Moreno:

Edu Lobo faz show em SP com Romero Lubambo e M. Senise

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Por Fabian Chacur

Desde o seu estouro em 1967 como cantor, compositor e músico em um festival promovido pela TV Record com a música Ponteio, Edu Lobo só viu o seu prestígio aumentar. Um dos grandes nomes da geração anos 1960 da MPB, ele felizmente se mantém ativo e com novos projetos. O mais recente rendeu o elogiado CD Dos Navegantes, gravado em parceria com Romero Lubambo e Mauro Senise. Ele mostra o repertório deste álbum em São Paulo com show nesta quinta (19) às 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos custando R$ 245,00 (standard) e R$ 290,00 (premium).

Dos Navegantes reúne 11 composições de Edu Lobo, sendo uma delas a inédita Noturna (instrumental) e as outras 10 pinçadas das várias fases da carreira de Edu, com ênfase em momentos não tão conhecidos, embora da mesma qualidade que seus hits. Entre elas, temos Valsa Brasileira, Dos Navegantes, Gingado Dobrado, A Morte de Zambi e Toada.

O repertório do show deve incluir o repertório completo do CD do trio e mais alguns sucessos de seu protagonista, entre os quais Beatriz, História de Lily Braun e Choro Bandido. No palco, além dos três amigos, também teremos em cena a presença dos experientes Cristóvão Bastos (teclados), Luis Guello (percussão) e Bruno Aguiar (baixo).

Em seus mais de 50 anos de carreira, Edu Lobo soube como poucos mesclar bossa nova, música nordestina, música erudita e jazz, criando dessa forma uma sonoridade de acento próprio e brilhante. Suas parcerias com Chico Buarque geraram clássicos, mas sua obra vai muito além disso, e sempre abertas a novas experiências.

Com 62 anos, o violonista, guitarrista, compositor e arranjador carioca Romero Lubambo está radicado há anos nos EUA. Seu currículo inclui shows e gravações com gente do porte de Dianne Reeves, Cesar Camargo Mariano, Ivan Lins, Airto Moreira, Al Jarreau, Flora Purim e Grover Washington Jr, entre outros.

Por sua vez, Mauro Senise, de 57 anos, que toca sax, flauta e é arranjador, foi um dos fundadores do grupo de música instrumental Cama de Gato, e já trabalhou com Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento, Paulo Moura e Ney Matogrosso.

Gingado Dobrado– Edu Lobo, Romero Lubambo, Mauro Senise:

Brian McKnight faz show em SP c/ Cesar Camargo Mariano

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Por Fabian Chacur

Um belo encontro de dois badalados nomes da música. Este é o roteiro da nova edição do projeto beneficente Música Pela Cura, promovido pela Tucca (Associação Para Crianças e Adolescentes com Câncer). A apresentação reunirá o cantor, compositor e músico americano Brian McKnight e o pianista, compositor e arranjador brasileiro Cesar Camargo Mariano. O show será realizado no dia 18 (quarta-feira) às 21h na Sala São Paulo (Praça Júlio Mesquita, nº 16- Campos Elísios- fone 0xx11-2344-1051), com ingressos de R$ 120,00 a R$ 320,00.

Criada há 20 anos, a Tucca é uma organização não governamental que oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem cobrar nada de paciente e familiares. Já foram atendidos por essa ONG mais de três mil pessoas, com taxas de cura próxims a 80%, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. A renda obtida com este show será doada aos seus projetos.

Além de McKnight nos vocais e Cesar no piano, o show terá em cena Danilo Santana (teclados), Marcelo Mariano (baixo), Peter Farrell (guitarra e violão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Cuca Teixeira (bateria). O repertório trará grandes hits do astro do r&b americano como Back At One, Crazy e One Last Cry e também clássicos da nossa música arranjados pelo consagrado músico brasileiro especialmente para esta ocasião.

Com 48 anos de idade, Brian McKnight é cantor, compositor e multi-instrumentista. Ele é irmão mais novo de Claude McKnight III, integrante do bem-sucedido grupo vocal Take 6, e lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 1992. Investindo em um r&b romântico e melódico, ele emplacou quatro de seus álbuns entre os 10 mais da parada americana, entre os quais Back At One (1999), cuja faixa-título se manteve durante oito semanas em 2º lugar entre os singles mais vendidos, superada apenas por Smooth, de Carlos Santana.

McKnight gravou duetos de sucesso com artistas do porte de Mariah Carey, Vanessa Williams, Boys II Men e Earth, Wind & Fire, entre outros. No Brasil, gravou em 2002 uma nova versão de Back To One ao lado de Ivete Sangalo, e em 2013, Easier (Mais Fácil), com o grupo Sorriso Maroto. Seus trabalhos mais recentes são o CD/DVD/Blu-ray gravado ao vivo An Evening With Brian McKnight (2016-incluindo um dueto com o astro canadense Gino Vanelli) e Genesis (2017).

Na estrada desde a década de 1960, Cesar Camargo Mariano integrou os grupos Sambalanço Trio e Som Três no início de sua carreira. Depois, ficou famoso como arranjador e produtor de Wilson Simonal e Elis Regina, entre outros. Ele desenvolveu uma carreira própria que traz mais de trinta lançamentos, incluindo parcerias com Nana Caymmi, Hélio Delmiro, Romero Lubambo, Leny Andrade, Wagner Tiso e o filho Pedro Mariano. Cesar é cultuado mundialmente graças a um trabalho que mescla o culto às tradições com belos mergulhos na modernidade.

Saiba mais sobre o Tucca e o projeto Música Pela Cura aqui.

Back At One (videoclipe)- Brian McKnight:

O DVD/CD póstumo do genial Luiz Melodia sairá em maio

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Por Fabian Chacur

Luiz Melodia nos deixou em um triste 4 de agosto de 2017. Ele não teve tempo de ver concretizado um último projeto, que deverá chegar ao mercado musical físico e virtual em maio. Trata-se de Zerima ao Vivo, CD e DVD (também com versão digital) que será lançado pela Universal Music. Uma amostra desse trabalho já está disponível nas principais plataformas digitais, a deliciosa inédita Felicidade Agora.

A nova canção, romântica e swingada, é uma excelente composição do saudoso artista em parceria com Ricardo Augusto e Paulinho Andrade. Nela, a voz de Melodia se mostra mais envolvente do que nunca, com um arranjo atemporal que deveria tocar em todas as rádios possíveis e imagináveis, ao menos aquelas nas quais os quesitos qualidade artística e musical falassem mais alto.

O novo trabalho de Luiz Melodia foi gravado ao vivo em show realizado no dia 29 de junho de 2016 no Teatro da UFF, em Niterói (RJ). A direção ficou a cargo do experiente Jodele Larcher, especialista no comando de shows musicais, e mescla hits e releituras de composições alheias com músicas de seu último CD de estúdio, Zerima (2015). Entre outras, temos Dores de Amores, Zerima, Congênito, Maracangalha (dueto com seu filho, Mahal Reis), Ébano, Magrelinha, Estádio Holly Estácio e Parei Olhei.

Felicidade Agora– Luiz Melodia:

Egberto Gismonti mostra sua rica musicalidade em Sampa

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Por Fabian Chacur

Não é todo dia que o público paulistano tem a oportunidade de conferir um show de Egberto Gismonti. Portanto, com toda a reverência necessária em ocasiões como esta, anunciamos a apresentação que o compositor, arranjador e multi-instrumentista de 70 anos celebrados em dezembro último fará neste domingo (25) às 20h30 em São Paulo, mais precisamente no palco do Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100). O couvert artístico custa de R$ 165,00 a R$ 195,00.

Egberto Gismonti é um artista com fama mundial. Aliás, provavelmente mais conhecido lá fora do que por aqui, especialmente nos dias atuais. Uma pena. Afinal, trata-se de um cidadão cuja introdução à música ocorreu logo aos cinco anos, tocando piano. Com o tempo, iria se tornar exímio nesse instrumento e também em violão, clarinete e flauta. Ele lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 1969. No ano seguinte, viria com Sonho 70, que pode ser considerado o primeiro título clássico de sua discografia, com mais de 60 álbuns.

Durante as décadas de 1970 e 1980, consolidou em muito a sua reputação no Brasil e exterior, graças a uma fusão original de música popular brasileira, música folclórica e até mesmo indígena, com a presença também de elementos eruditos e jazzísticos no meio. Embora predominantemente instrumental, seu trabalho também traz belas canções, capazes de encantar os públicos mais diversos. E ao vivo, seu senso de liberdade sempre prevalece, surpreendendo e encantando.

Além do já citado Sonho 70, álbuns como Água & Vinho (1972), Dança das Cabeças (1976, parceria com o percussionista Naná Vasconcelos), Alma (1986) e Dança dos Escravos (1989) situam-se entre os clássicos da nossa música. Vários deles saíram no exterior em parceria do selo Carmo, do artista, com a gravadora alemã ECM, especializada em jazz e música erudita e uma verdadeira grife da boa música.

No show no Bourbon Street, Egberto certamente surpreenderá os presentes, como de praxe, alternando-se entre piano e violões. O set list é imprevisível, mas provavelmente se dividirá entre números mais populares entre seus fãs e outros menos conhecidos, embora tão bons quanto. Palhaço, Dança dos Escravos, Infância, Salvador, Zig-Zag e Águas Luminosas são algumas possibilidades. O músico natural de Carmo (RJ) também assinou diversas trilhas sonoras para cinema, teatro e balé.

E vale ainda lembrar as parcerias dele com nomes do porte de Hermeto Pascoal, Airto Moreira, Charlie Haden e Jan Garbarek, entre outros. A produção executiva do show ficou por conta do experiente Zé Luis Toledo, da Z Produções e Assessoria Artística, que trabalha com artistas do porte de Egberto, Toninho Horta e outros desse alto calibre.

Sonho 70 (álbum completo em streaming)- Egberto Gismonti:

Martinho da Vila, ou o Pelé do Samba, comemora os 80 anos

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Por Fabian Chacur

O excelente repórter e crítico especializado em samba João Mateus Filho deu a Martinho da Vila o apelido de “O Pelé do Samba”. Nada mais justo. Em seus 50 anos de carreira, o cantor e compositor nascido na cidade de Duas Barras (RJ) mostrou tanto talento em sua seara quanto o lendário craque de futebol (MG). Pois nesta segunda (12) esse mestre completa 80 anos de vida, e Mondo Pop não poderia deixar a data passar batida.

Oriundo de família humilde, Martinho José Ferreira demorou para se dedicar exclusivamente à carreira musical. Antes, desempenhou várias atividades para prover seu sustento, incluindo a de sargento do exército, ocupação esta que só abandonou em 1970, quando completou 32 anos de idade. Naquele momento, ficava claro que a carreira musical poderia mantê-lo sem grandes problemas. E não deu outra!

Cria musical da escola de samba Vila Isabel, para a qual compôs vários sambas-enredo bem-sucedidos, Martinho tornou-se conhecido nacionalmente no finalzinho dos anos 1960. Na minha vida, ele entrou com força graças ao incrível álbum Memórias de Um Sargento de Milícias (1971), aquisição certeira (só para variar) do meu irmão Victor. Disco bom de ponta a ponta, trazendo como destaques as contagiantes Segure Tudo e Seleção de Partido Alto.

Quem sabe pelo fato de ter assumido a música como profissão de fato após os 30 anos de idade, Martinho sempre teve como marca o rigor em relação à qualidade do que fazia e ainda faz. Seus discos não abriam espaço para faixas do tipo “tapa-buracos”. Da mesma forma, ele encarava de frente os diretores artísticos de gravadoras e só incluía em seus trabalhos canções que lhe agradassem, sem se render a modismos ou interesses escusos diversos.

Essa preocupação se estendia às capas de seus álbuns, sempre feitas no capricho e se valendo de artes de nomes do porte de Elifas Andreato. Ele é um dos grandes responsáveis por um maior respeito ao samba por parte de crítica especializada e indústria musical. Aquele gênero sempre tratado como “coisa do povão” e colocado em segundo plano passou a ser olhado de uma outra forma graças à batalha de gente como Martinho, Paulinho da Viola e João Nogueira.

Ao contrário de outros sambistas que se perderam no caminho, após alguns anos de bom posicionamento nas paradas de sucesso, Martinho da Vila nunca saiu de cena, gravando de forma constante, sempre em grandes gravadoras e com a devida atenção por parte da imprensa. Lógico que ele conquistou isso com sua postura sempre profissional, com suas entrevistas inteligentes e com o conteúdo artístico de alto quilate em seus discos e shows.

Tive a honra de entrevistar o Pelé do Samba em várias oportunidades, e em todas elas senti de perto sua simpatia, articulação e respeito pelos interlocutores. Em uma dessas oportunidades, lá pelos idos de 1988, tive a meu lado o meu mestre e então editor de Cultura do Diário Popular, o jornalista Oswaldo Faustino. Aí chegou a ser ignorância, pois na prática fiquei ali, babando na frente de dois caras do mais alto gabarito cultural e de vida. Show!

Um dos méritos supremos de Martinho é o fato de ter conseguido aliar qualidade artística a apelo comercial em seus trabalhos. Seu repertório de hits, dele e de autores sempre escolhidos a dedo, traz maravilhas do porte de Canta Canta Minha Gente, Segure Tudo, Batuque na Cozinha, Você Não Passa de Uma Mulher, Mulheres, Aquarela Brasileira, Disritmia, Casa de Bamba, O Pequeno Burguês e dezenas de outras. Além de valorizar o samba-raiz, ele soube mesclar o ritmo com outras sonoridades, sempre com inspiração e categoria. Parabéns, mestre!

Seleção de Partido Alto– Martinho da Vila:

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