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Tag: música instrumental brasil

Alfredo Dias Gomes esbanja sutilezas em Jazz Standards

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Por Fabian Chacur

O jazz entrou de vez na vida de Alfredo Dias Gomes aos 16 anos, quando ele teve aulas com o saudoso baterista e percussionista americano Don Alias (1939-2006). Com esse músico, que tocou com gênios da música do porte de Miles Davis, David Sanborn, Joni Mitchell e Herbie Hancock, ele aprendeu os macetes básicos dessa nobre vertente musical. Agora, mergulha de vez nessa seara em Jazz Standards, lançado em CD físico e também disponível nas plataformas digitais, no qual relê com desenvoltura standards jazzísticos do primeiro calibre.

Nascido em 1960 na cidade do Rio de Janeiro, Alfredo possui uma longa trajetória no mundo da música que teve início quando ele era ainda um adolescente, no fim dos anos 1970. Nos últimos tempos, preferiu se dedicar ao próprio trabalho na música instrumental, sempre próximo do jazz rock com elementos rítmicos da música brasileira, algo bem exemplificado por seu trabalho anterior, o excelente Solar (leia a resenha aqui aqui).

O repertório do álbum é composto por nove músicas escritas por monstros sagrados do jazz. São eles Miles Davis, John Coltrane, Dizzy Gillespie, Duke Ellington, Freddie Hubbard, Wayne Shorter e Ray Noble. São temas nada simples de serem tocados e que exigem perícia e habilidade nas sutilezas por parte dos músicos, mas de uma beleza expressiva que pode ser apreciada mesmo por neófitos neste gênero musical.

Cherokee, Seven Steps To Heaven, Lazy Bird, Red Clay, Solar (a de Miles Davis, não a que deu título ao álbum anterior de Alfredo), Giant Steps, A Night In Tunisia, Caravan e Footprints foram escolhas certeiras para um trabalho deste porte, pois fazem parte do songbook dos clássicos do gênero e não são opções tão óbvias.

Para encarar essas pérolas do jazz americano, o baterista carioca escalou um timaço composto por Jessé Sadoc (trompete), Widor Santiago (sax tenor), Jefferson Lescowich (baixo) e Lulu Martin (teclados,seu parceiro desde os tempos dos Heróis da Resistência, nos anos 1980). Entrosadíssimo, este grupo incorpora o repertório com categoria, com espaço para todos se sobressaírem e acrescentar cores marcantes à sonoridade final.

Jazz Standards equivale a uma bela incursão no maravilhoso mundo do jazz, conduzida por quem entende do assunto e tem prazer em fazer isso. Um belo presente que Alfredo Dias Gomes dá a ele e aos fãs da melhor música, no ano em que completa 60 anos de idade.

Ouça Jazz Standards em streaming:

San-São Trio mostra Novos Caminhos com show em SP

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Por Fabian Chacur

Quem vê a sigla San-São e acompanha futebol logo pensa no apelido dado ao clássico disputado entre Santos e São Paulo. No entanto, aqui o mote é música, e da boa. San-São Trio reúne três músicos de primeiríssimo escalão da seara instrumental, cuja amizade remonta há uns bons anos e inclui alguns shows e colaborações bacanas.

Agora, eles apresentam nos formatos CD e digital o álbum Novos Caminhos, lançado pelo selo Maritaca. O repertório desse trabalho é o gancho do show que farão em São Paulo nesta segunda-feira (11) às 19h no Sesc Consolação (rua Dr. Vila Nova, nº 245- Vila Buarque- fone 0xx11-3234-3000), com entrada gratuita.

A célula mater do trio é o consagrado pianista Amilton Godoy, que ganhou fama na primeira metade da década de 1960 como integrante do lendário Zimbo Trio, que além de acompanhar artistas do porte de Elis Regina e Jair Rodrigues se firmou como um dos melhores e mais populares da música instrumental no Brasil. De quebra, ainda criou o CLAM, uma das escolas de música que mais frutos proporcionou em termos de revelar e educar novos nomes.

Um deles foi o de Léa Freire, flautista, pianista e compositora que não só desenvolve uma carreira repleta de momentos importantes como também criou em 1997 o selo Maritaca, que tem em seu currículo mais de 50 lançamentos de gente do mais alto gabarito da música brasileira. Sua ligação com Amilton gerou inicialmente trabalhos deles em dupla, até que em determinado momento surgiu a ideia de colocar mais um amigo nessa história. E um amigo internacional.

Oriundo do estado americano da Califórnia, Harvey Wainapel é saxofonista e clarinetista, e participou de turnês internacionais ao lado de Ray Charles, Joe Lovano, Airto Moreira, Flora Purim e Jovino Santos Neto, além de investir em carreira solo. A partir de 2000, costuma passar, anualmente, de um a dois meses no Brasil, trabalhando com artistas do naipe de Guinga, Filó Machado e Nelson Ayres, só para citar alguns. Sua amizade e afinidade musical com Léa gerou o convite para um trabalho conjunto.

Se não veio do futebol, o batismo desta formação musical envolve a junção de iniciais de nomes. Aqui, são eles São Paulo (sede do trabalho de Léa e Amilton) e San Francisco, Califórnia (onde vive Harvey).

Novos Caminhos traz sete composições de Léa e quatro de Amilton, investindo em uma inventiva e delicada mistura camerística de diversas vertentes da música brasileira com elementos de jazz e música erudita no meio. Suas afinidades musicais e pessoas geraram uma sonoridade deliciosa, sofisticada e digna do currículo dos três. Que venham mais álbuns desse trio de craques da música.

Ouça e veja o San-São Trio ao vivo:

Quinteto de Metais MP5 lança CD Rio Antigo com show no Rio

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Por Fabian Chacur

Em 2009, cinco músicos integrantes de três orquestras importantes do Rio de Janeiro resolveram montar um grupo só com metais. Nascia o Quinteto de Metais MP5, que não demorou a se firmar como uma das mais originais e competentes formações deste gênero no Brasil. Eles estão lançando o seu segundo CD, Rio Antigo (também disponível nas plataformas digitais) pela gravadora Kuarup, e mostram esse repertório com uma apresentação ao vivo no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (10) às 18h30 na Igreja da Candelária (praça Pio X, s-nº- Centro- Rio- fone 0xx21-2233-2324), com entrada gratuita.

O Quinteto de Metais MP5 traz em sua escalação Nelson Oliveira e Josué Nascimento (trompetes), Josué Soares (trompa), Sérgio de Jesus (trombone) e Carlos Vega (tuba). Desde o início, o projeto era investir em um repertório diversificado, com incursões pela música popular, erudita, folclórica, jazz e contemporânea, além de acrescentar à mistura boas pitadas de bom humor e interação com a plateia em suas apresentações ao vivo, o que reforça a expressividade de sua atuação.

Rio Antigo, o novo álbum, inclui 11 faixas de autores clássicos como Altamiro Carrilho, Raul de Barros, Pixinguinha, Noel Rosa, Vadico, Radamés Gnattali, Zequinha de Abreu, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Patápio Silva, entre outros, todos com uma coisa em comum, além do talento: nasceram no século 19. São compositores que, cada qual a seu modo, ajudaram a moldar na primeira metade do século 20 o que viria a ser a música popular brasileira.

Entre outras maravilhas, você poderá ouvir neste trabalho Rio Antigo-Pau no Burro, Primeiro Amor, Atraente, Tico-Tico no Fubá, Rabo de Galo e Folha Morta, nas quais os arranjos swingados e criativos do quinteto ressaltam as melodias e mostram a competência do quinteto em atuar sem o apoio de outros instrumentos musicais, dando conta do recado com muita eficiência e brilho.

O carioca que por ventura não puder ir a essa apresentação de quarta (10) terá uma outra oportunidade para conferir o Quinteto de Metais MP5 ao vivo. No dia 5 de setembro, às 19h30, o Quinteto dará o ar de sua graça na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (PIB) (rua Frei Caneca, nº 525- Estácio- fone 0xx21-2197-0900), na Série Música de Primeira, também com entrada franca.

Ouça Rio Antigo na íntegra em streaming:

Bianca Gismonti Trio lança o CD Desvelando Mares no Blue Note

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Por Fabian Chacur

Bianca Gismonti desenvolve um trabalho musical dos mais significativos. Um dos veículos através do qual a pianista e compositora dá vasão a esse compromentimento com a música é o Bianca Gismonti Trio, que está lançando, pelo selo húngaro Hunnia Records, o ótimo CD Desvelando Mares. E é para mostrar o repertório desse trabalho para o público carioca que o grupo se apresenta nesta sexta (29) às 20h no Blue Note Rio (avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- Lagoa- no Complexo Lagoon- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos custando R$ 45,00 (meia) e R$ 90,00 (inteira).

Como o sobrenome dá a entender, Bianca é parente do mitológico Egberto Gismonti. Filha, para ser mais preciso. E foi com ele que a moça começou a sua carreira, aos 15 anos de idade, acompanhando-o em shows pelos quatro cantos do planeta. Com o tempo, sentiu-se segura para voos próprios, e em 2005 criou ao lado da também pianista Claudia Castelo Branco o Duo Gisbranco, com o qual lançou três discos e um DVD, com um segundo a caminho.

Em 2013, veio com Sonhos de Nascimento, primeiro trabalho solo (com participação de Naná Vasconcelos), e depois criou o Bianca Gismonti Trio, que traz junto com ela seu marido, o baterista Julio Falavigna, e também o baixista Antonio Porto. O primeiro CD do trio, Primeiro Céu, saiu em 2016, com direito a turnê para divulgá-lo que passou por países da Europa, Ásia e África.

Desvelando Mares foi gravado em Budapeste, Hungria, e contou com as participações especiais (registradas em vários países) de músicos como José Izquierdo (percussão), Bebe Kramer (acordeon), Maria João (vocal) e Preetha Narayanan (violino). São nove faixas autorais e instrumentais (com vocais em duas delas), em uma mistura de sonoridades de vários cantos do mundo, buscando com muita felicidade e talento o que Bianca definiu como “unidade na diversidade”, inspirando-se na miscigenação que está no cerne da cultura brasileira e da nossa nação como um todo.

No show, além das faixas de Desvelando Mares, o trio também mostrará temas de seus trabalhos anteriores, três composições inéditas e também uma amostra do seu quarto CD, Gismonti 70, previsto para sair futuramente e dedicado ao repertório do genial papai de Bianca. O espetáculo trará a participação especial do percussionista Frank Colón, porto-riquenho que morou nos EUA e tocou com Aretha Franklin, Wayne Shorter, Herbie Hancock e Tânia Maria, entre outros.

Feitiço– Bianca Gismonti Trio:

Léa Freire e Amilton Godoy em show com a Orquestra Jovem TJ

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Por Fabian Chacur

A parceria entre os consagrados e talentosos músicos Amilton Godoy e Léa Freire é das mais prolíficas, sempre rendendo novos e suculentos frutos. Os mais recentes serão oferecidos ao público paulistano nesta sexta (22) às 20h e domingo (24) às 11h no Theatro São Pedro (rua Barra Funda, nª 171- Barra Funda- fone 0xx11-3661-6600), com ingressos a R$ 20,00. Eles farão os shows com a Orquestra Jovem Tom Jobim, criada em 2001 e especializada em releituras instrumentais de clássicos da nossa música. Além de acompanhar a dupla, a orquestra também interpretará composições de Milton Nascimento, Tom Jobim e Vinícius de Moraes. A regência ficará a cargo do maestro Tiago Costa.

Léa e Amilton já lançaram dois elogiados CDs, Amilton Godoy e a música de Léa Freire (2013) e A Mil Tons (2017). Leia mais sobre a parceria dos dois aqui.

O nome do pianista, compositor e produtor Amilton Godoy entrou com força no cenário musical durante a primeira metada da década de 1960, como integrante do Zimbo Trio. Este combo foi certamente um dos mais importantes, influentes e bem-sucedidos da história da música instrumental brasileira, além de também ter acompanhado diversos artistas, entre os quais Elis Regina. Além disso, ele também criou em São Paulo a importante escola de música CLAM, e atualmente investe no trabalho com o seu Amilton Godoy Trio.

Por sua vez, a flautista, compositora e produtora Léa Freire possui um currículo recheado, com direito a uma discografia solo que teve início em 1997 com o CD Ninhal e também inclui trabalhos com o grupo Vento em Madeira. Ela compôs com a consagrada cantora, compositora e violonista Joyce Moreno músicas como Casa da Sogra, Cruzes e Frevo, e de quebra ainda criou o selo Maritaca, que nos últimos 22 anos lançou mais de 25 títulos (leia mais sobre a Maritaca aqui).

Choro (ao vivo)- Léa Freire e Amilton Godoy:

Sallaberry lança novo álbum com som instrumental e amigos feras

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Por Fabian Chacur

Roberto Sallaberry é um baterista, produtor e compositor brasileiro com mais de 30 anos de carreira. Sua trajetória é repleta de trabalhos bacanas envolvendo a música, incluindo uma carreira solo que proporcionou a ele parcerias com gente do mais alto calibre, entre os quais Billy Cobham, Dennis Chambers, Airto Moreira e Robertinho Silva. E essas parcerias se ampliam a cada novo ano, como comprova seu oitavo CD, o excelente e recém-lançado Rhythm Of The Spirits, creditado (não por acaso) a Sallaberry And Friends. Um elenco de amigos da maior qualidade artística.

A música instrumental é a especialidade deste músico brasileiro radicado nos EUA desde 2014. Sua sonoridade tem como base o jazz rock à brasileira, com direito a muita diversidade e mergulho em diversas vertentes da nossa música, do jazz, do rock, latinidades e o que mais pintar. Seu arsenal percussivo dá o tom, mas a essência deste trabalho surge essencialmente do diálogo entre ele e seus convidados, em um bate-bola sonoro que nos leva a viagens sensoriais daquelas sem contraindicações ou possíveis restrições. Consuma sem limites.

Temos 15 faixas, com coprodução musical e mixagem a cargo do consagrado Guilherme Canaes, conhecido por ter trabalhado com Ivan Lins e George Benson, entre muitos outros. Marcam presença no álbum feras como Derico Sciotti (flauta), Fernando Moura (piano acústico), Marcos Romera (teclados), Chico Wilcox (baixo), Sandro Haick (guitarra, teclados e percussão), Ed Côrtes (saxofone), Michel Freidenson (teclados), Fúlvio Oliveira (guitarra), Mauríico Marques (teclados), Marco Bosco (percussão, samples e beatbox) e outros.

As gravações foram feitas valendo-se do recurso E-Rec, que permitiu aos “parças” de Sallaberry enviarem suas participações e arranjos via internet, para que fossem agregadas às gravações do capitão dessa verdadeira celebração sonora. O resultado é incrível, dando a impressão de que tudo foi gravado com os músicos no mesmo ambiente, sem a eventual frieza que gravações desse tipo vez por outra proporcionam. A performance dos músicos agrada em cheio.

Difícil citar só algumas faixas, mas para não ficar em cima do muro, vale destacar a faixa-título, Winds From The East, Dennis, Baião de Dois, Voices, Friends, Missing Brazil e Senzala como pontos altos. A última faixa, Rhythm Of The Spiritis II (immersive audio), tem o recurso de 3D audio, e proporciona ao ouvinte que a conferir em fones de ouvido uma verdadeira imersão em seu ritmo tribal e hipnótico. Um CD que celebra a música como um todo.

Veja entrevista de Sallaberry:

Bixiga 70 destila grooves com categoria em Quebra-Cabeça

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Por Fabian Chacur

Durante algum tempo no Brasil, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, música instrumental era quase que sinônimo de sonoridades intrincadas e melhor entendidas por estudiosos do que pelo público em geral. Nada contra, mas fazia falta quem se dedicasse a investir em um som sofisticado, mas sem perder o groove jamais. E é exatamente esta a marca registrada do excepcional grupo paulistano Bixiga 70, que nos oferece outro petardo, o CD Quebra-Cabeça, lançado pela gravadora Deck em parceria com o selo Traquitana.

O Bixiga 70 surgiu lá pelos idos de 2010, quando o tecladista Maurício Fleury reuniu uma turma de músicos que frequentavam e atuavam no estúdio Traquitana, situado na rua 13 de Maio, nº 70, no tradicional bairro paulistano do Bixiga, para gravar a música Grito de Paz. Como ele me disse em entrevista, “íamos gravar apenas uma música, e acabamos criando uma banda”. Melhor para eles e melhor para nós.

O time é integrado por Décio 7 (bateria), Marcelo Dworecki (baixo), Cris Scabello (guitarra), Mauricio Fleury (teclado e guitarra), Rômulo Nardes e Gustávo Cék (percussão), Cuca Ferreira (sax barítono), Daniel Nogueira (sax tenor), Douglas Antunes (trombone) e Daniel Gralha (trompete). Embora todos sejam craques em seus respectivos instrumentos, eles jogam sempre em função do grupo, sem exibicionismos tolos. O resultado final sempre fala mais alto.

Quebra-Cabeça é o quarto álbum dessa intrépida trupe, e mostra que o entrosamento e a criatividade deles continua com forte viés de alta em termos qualitativos. Aqui, o que manda é o groove, o balanço, o diálogo democrático entre os instrumentos, resultando em uma massa sonora deliciosa de se ouvir e deliciosa de se ter como trilha sonora para dançar até a sola do sapato, sapatilha, tênis etc se desgastar por completo.

Os elementos utilizados na mistura são diversos, especialmente afrobeat, rock, soul, funk de verdade, latinidade a la Carlos Santana, jazz, música brasileira em geral e temperos que a gente nem consegue definir, de tão refinados. Não é de se estranhar que eles tenham no currículo shows pelos quatro cantos do mundo, incluindo participações marcantes em festivais de música como Glastonbury (Inglaterra) Roskilde (Dinamarca) e Womad Austrália/Nova Zelândia.

O álbum traz 11 faixas, todas muito boas, a começar da hipnótica faixa título, divulgada com um clipe que se vale como cenário do estúdio Traquitana e de pontos bacanas do Bixiga. Psicodelia, latinidade, afro-jazz, chame como quiser. Ilha Vizinha, Primeiramente, Camelo, Areia, Pedra de Raio, é uma faixa melhor do que a outra. Do Brasil para o mundo, um som capaz de energizar até zumbis. Ouça sem moderação.

Quebra-Cabeça (clipe)- Bixiga 70:

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