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Tony Babalu faz o show para mostrar músicas de novo CD

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Por Fabian Chacur

Vem aí um novo petardo de Tony Babalu. O grande guitarrista, produtor e compositor promete para breve o sucessor do elogiado Live Sessions At Mosh (2014, leia resenha de Mondo Pop aqui). Ele faz uma prévia desse repertório de inéditas em show gratuito nesta segunda-feira (13) às 19h no Teatro Anchieta do Sesc Consolação (rua Doutor Vila Nova, nº 245- Vila Buarque- fone 0xx11-3234-3000).

Na ativa desde a década de 1970, Babalu já tocou com o lendário grupo Made in Brazil, além de produzir e trabalhar com outros artistas e investir em uma carreira solo na qual prioriza o som instrumental. Caso raro de roqueiro no Brasil que não se vale das palavras em seu trabalho, embora seus solos envolventes e criativos sejam tão precisos e inspirados que falam mais do que mil delas.

No show desta segunda (13), ele terá a seu lado Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Percio Sapia (bateria), e mostrará faixas que serão lançadas no futuro Live Sessions II e também algumas do primeiro volume. Garantia de um rock instrumental temperado por elementos de blues, hard, rhythm and blues e até de brasilidade, sempre com qualidade e sem cair no virtuosismo exibicionista.

Suzi (ao vivo)- Tony Babalu:

Thadeu Romano dá um show de estilo em Da Reza à Festa

DIGIPACK

Por Fabian Chacur

Thadeu Romano é um daqueles músicos com currículo de dar inveja. Entre outros, ele já atuou ao lado de nomes do alto gabarito de Bibi Ferreira, Antônio Nóbrega, Danilo Caymmi, Marina de La Riva, Roberta Miranda, Zizi Possi, Geraldo Azevedo, Fábio Jr., Dominguinhos e Fernanda Porto. A amostra dá uma dica do que surge em seu disco solo Da Reza à Festa: versatilidade, estilo próprio e muita categoria. Coisa de quem de fato sabe o que está fazendo.

Com coprodução musical a cargo do experiente e consagrado Swami Jr., que o incentivou a gravar este álbum, Thadeu Romano se cercou de ótimos músicos para realizar o que pretendia em termos musicais. Gente do porte de Toninho Ferragutti, François de Lima, Luiz Guello, Laércio de Freitas, Carlos Malta, Marcelo Modesto, Rodrigo Sater e Paulo Ribeiro. O time vestiu a camisa do trabalho, e se sai bem no acompanhamento, solos e texturas apresentadas.

As onze faixas contidas no CD provam que o título não está aí por acaso, pois os climas sonoros variam das batidas mais festeiras a alguns momentos reflexivos com ambiência espiritual e introspectiva. Ritmos como o forró, o chamamé, o samba, o tango e até mesmo uma eventual pitada roqueira geram uma sonoridade rica, boa de se ouvir e que nos leva a uma viagem deliciosa rumo a um mundo no qual a gente é obrigado a ser feliz. E feliz seremos!

Romano, que recentemente fez turnê de um mês pela Europa, nos oferece de bom grado as várias possibilidades de seu instrumento, além de se mostrar um ótimo compositor, com um fornada de temas instrumentais requintados e bons de se ouvir. Da Reza à Festa equivale a uma profissão de fé no instrumento divulgado por virtuoses como Sivuca, de quem, por sinal, o músico admite ter boas influências, especialmente nesse lado versátil e sem fronteiras.

Lua Cheia (ao vivo)- Thadeu Romano:

Gabriel Martins lançará o seu primeiro CD solo em março

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Por Fabian Chacur

O músico e compositor paulistano Gabriel Martins lança o seu primeiro álbum, nos formatos digital e em CD, no mês de março. Mergulho levará o selo Galeão, sucessor da Velas, criada no final dos anos 1980 por Ivan Lins e Vitor Martins. E o sobrenome igual revela um parentesco importante: Gabriel é filho de Vitor, um dos maiores letristas da história da MPB e também conhecido por seu trabalho na indústria fonográfica.

Basicamente instrumental, Mergulho conta com a produção de Rubem Farias e Zé Victor Torelli. São onze faixas, sendo que Valsinha do Mar e Os Encantos do Mar contam com a participação especial de Ivan Lins, que é parceiro de Gabriel nas duas. Também estão presentes como músicos no trabalho Leo Amuedo, Cuca Teixeira, Neymar Dias e o produtor Rubem Faria. O primeiro single, que será divulgado em breve, é Planador, e o mar é o tema básico das composições.

Mergulho– Gabriel Martins (teaser):

Barbatuques lança seu álbum Ayú em SP no Sesc Pompeia

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Por Fabian Chacur

Uma das coisas mais difíceis de se fazer é um trabalho musical que consiga ser ao mesmo tempo inventivo, original e bom de se ouvir. É exatamente isso o que o grupo Barbatuques concretiza de forma consistente desde 1997. Esse timaço mostra o repertório de seu novo álbum, Ayú, com shows nesta quinta (27) e sexta (28) às 21h no teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Integrado por Fernando Barba (criador da banda), André Hosoi, André Venegas, Charles Raszl, Flávia Maia, Giba Alves, Helô Ribeiro, João Simão, Luciana Cestari, Lu Horta, Mairah Rocha, Marcelo Pretto, Maurício Maas, Renato Epstein e Taís Balieiro, a Barbatuques conta em seu currículo com quatro CDs (incluindo o mais recente) e dois DVDs. Para fazer sua música, eles se valem “apenas” de percussão corporal e de suas vozes. Ouça o CD Ayú e acredite se puder.

Com sua música corporal, o grupo extrai sonoridades as mais diversas possíveis, emulando instrumentos distintos com timbres inusitados e cativantes. Aliando esses sons a vocalizações simplesmente arrasadoras, temos aqui uma massa sonora contagiante que se vale também da musicalidade das palavras para apresentar muito beat, boas melodias e improvisos dignos dos melhores e mais criativos jazzistas.

Difícil classificar o som do Barbatuques. Uma mistura de diversos ritmos brasileiros, aliados a ska, reggae, funk, soul, africanidades diversas, música de origem indígena e sabe mais o que. Se ouvir seus discos já nos deixa em dúvida se a coisa é só na base do gogó e do corpo, ao vivo então você jura que está tendo uma alucinação. É demais!

O Barbatuques já fez parcerias com nomes do porte de Bobby McFerrin, Hermeto Pascoal, Naná Vasconcelos, Camille, Keith Terry, One Giant Step e Badi Assad. Eles abriram a cerimônia de encerramento das Olimpíadas Rio 2016 e também participaram da Copa do Mundo da África do Sul, International Body Music Festival (EU), Festival Europalia (Bélgica) e Lollapalooza Brasil, além de participarem de trilhas de filmes como Rio 2, Tropa de Elite, Trash e O Menino e o Mundo.

Ouça Kererê, com o Barbatuques:

Livro serve como uma ótima e segura viagem pelo jazz world

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Por Fabian Chacur

Jazz. Como todo grande patrimônio cultural da humanidade, é difícil de ser definido ou delimitado. O que é e o que não é jazz? Quem começou esse ritmo musical? Quem são seus nomes essenciais? O que deve ou não deve ser cultuado por quem deseja conhecer essa importante vertente da música? São muitas questões. Se você se interessa por essas e outras tantas, uma ótima dica é ler Jazz Ao Seu Alcance, de Emerson Lopes (editora Multifoco).

O livro surgiu do trabalho de pesquisa do jornalista Emerson Lopes para um site da internet. Sem ser inicialmente fã de jazz, ele como tempo foi se apaixonando pelo tema, e virou um especialista, mesmo que possa não se encarar dessa forma. Seu trabalho virou referência para muita gente, e a concepção de Jazz Ao Seu Alcance é bastante generosa, pois se propõe a dividir com o seu leitor esse conhecimento todo de forma metódica e bem organizada, no melhor estilo guia.

Vale, logo de cara, apontar a principal virtude do trabalho de Emerson. Ele não se deixa levar pela tentação de encaminhar o leitor rumo a uma visão definida e/ou definitiva do jazz. Pelo contrário. O escritor apresenta as mais importantes tendências, estilos e derivações do jazz, citando nomes essenciais e dando à oportunidade ao leitor da busca pelo aprofundamento nos campos que forem se tornando os seus favoritos.

Isso se mostra fundamental nas áreas do fusion e do smooth jazz, que sofrem muito preconceito por parte dos jazzistas mais radicais, que não só os abominam como preferem nem classifica-los como vertentes do jazz. Emerson não cai nessa armadilha, embora também não deixe de apresentar ao leitor a existência dessas correntes mais radicais e suas posições. Isso é democracia no melhor sentido da palavra, e serve como embasamento para o guia como um todo.

O conteúdo é dividido em vários capítulos, que podem ser apreciados separadamente ou na ordem. Temos aqui preciosas dicas de sites em português e outros idiomas sobre esse estilo musical, sites sobre a obra dos artistas mais importantes, rádios online e podcasts, os principais festivais, lojas de discos e DVDs, revistas, música instrumental brasileira, CDs fundamentais e músicos decisivos em cada instrumento.

Se os itens citados são úteis e importantes como um todo, vale como destaque o capítulo dedicado a entrevistas feitas especialmente para o livro, nas quais uma série de perguntas mais ou menos padronizadas é feita para vários especialistas, entre músicos, críticos musicais e radialistas, nas quais você poderá ter contato com pontos de vistas bem distintos entre si, e que certamente o ajudarão a criar a sua própria forma de encarar o jazz. Um banho de informação.

Com bela capa e apresentação visual, Jazz Ao Seu Alcance só peca pela revisão um pouco descuidada para um trabalho desse alto gabarito, assim como uma padronização também deficiente. Mas são pequenos pecados diante da consistência do guia como um todo, que tem como tempero o texto claro, simples e sem muitos rodeios de Emerson, que facilita a vida especialmente do neófito que tenta se iniciar no mundo do jazz. Livro essencial para novatos, mas que também pode acrescentar muito para quem conhece esse seminal gênero musical.

Vale a dica: Emerson também possui um ótimo blog com resenhas, informações sobre shows e outras informações bacanas, além de apresentar um podcast bem bacana, no qual apresenta maravilhas do mundo do jazz de forma abrangente e descolada. Confira os links abaixo:

https://www.mixcloud.com/podcastjazzy/novo-jazzy-89/

http://jazzaoseualcance.blogspot.com.br/2009/10/jazz-ao-seu-alcance.html

Take Five (live)- Dave Brubeck:

Dado Magnelli mostra o novo CD em show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Após gravar vários bons trabalhos acompanhado por banda, Dado Magnelli resolveu desta vez experimentar uma formação minimalista em seu novo CD, Feito a Mão. Nele, conta com apenas uma participação especial, a do pianista gaúcho Rudi Germano, que é o arranjador e também coprodutor artístico desta obra musical. Ele lança esse álbum nesta terça (4/10) às 21h em São Paulo no Jazz B (rua General Jardim, nº 43- fone 0xx11-3257-4290), com ingressos a R$ 25,00.

No show, o compositor, saxofonista, flautista e clarinetista paulistano mostra músicas do novo CD ao lado do pianista Rudi Germano. Entre outras faixas, teremos Compositor, Chuva de Verão e Xamego. Vale lembrar que a versão física do disco traz imagens para cada uma das músicas produzidas pela pintora capixaba Luli Ramalho. Esta é uma forma que Dado se vale para valorizar o produto e diferenciá-lo.

Envolvido com a música desde criança, Dado Magnelli estudou entre 1998 e 2003 na Manhattan School Of Music de Nova York. Nesse período, tocou com o lendário pianista brasileiro radicado nos EUA Don Salvador. Ele atuou com artistas como Alice Caymmi, Língua de Trapo, Mariana Belém, Vanessa da Mata, Céu e Diogo Nogueira. Além do mais recente CD, ele também tem no currículo Whisky Com Guaraná (2002), Dado (2002), Caipiroska (2004), Minha Cidade (2010) e Zanzando (2014). Seu som instrumental mescla música brasileira e jazz.

Cozinha (ao vivo)- Dado Magnelli:

Reteté Big Band faz show em Sampa no Teatro Commune

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Por Fabian Chacur

Em um ano repleto de más notícias na área cultural, é admirável ver um projeto como Toda Segunda é Dia de Big Band se consolidar. Como o título já entrega, são shows realizados todas às segundas-feiras em São Paulo com a participação das melhores e mais criativas big bands brasileiras, e com preços bastante acessíveis. Nesta segunda(5) às 21h será a vez da Reteté Big Band, no Teatro Commune (rua da Consolação, nº 1.218- fone 0xx11-3476-0792), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). Um belo programa cultural.

Na estrada desde setembro de 2006, a Reteté Big Band é integrada por Jefferson Rodrigues, Cássio Ferreira, João Paulo Barbosa, Lucas Macedo e Luiz Neto nos saxofones; Paulo Malheiros nas composições e arranjos; Jorginho Neto e Valdemar “Nevada” nos trombones; Jaziel Gomes no trombone baixo; Paulo Jordão, Junior Galante (convidado especial), Sidmar Vieira, Bruno Belasco nos trompetes; Davi Sansão no piano; Carlos C. Iafelice na guitarra, composições e arranjos; Thiago Alves no contrabaixo e Paulinho Vicente na bateria.

Liderada por Thiago Alves e Paulo Malheiros, a banda mescla suas composições próprias com hinos tradicionais e standards de jazz. O time lançou seu primeiro CD, Chama Viva, em 2015, e promete para breve um segundo, com o título Modal Winds. Eles tocam arranjos próprios e também escritos por feras do porte de Thad Jones e Oliver Nelson. Toda Segunda é Dia de Big Band tem a curadoria de Lucia Rodrigues.

Little Paul, Burn!– Reteté Big Band:

Chama Viva– Reteté Big Band:

Johny Alf– Reteté Big Band:

A Cor do Som toca no Rio com sua ótima formação original

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Por Fabian Chacur

A Cor do Som, um dos grupos mais bacanas surgidos na segunda metade dos anos 1970, volta com sua ótima formação original à ativa. Mú (teclados), Dadi (baixo), Ary Dias (percussão), Armandinho (guitarra) e Gustavo Schroeter (bateria) estão preparando material para um álbum de inéditas, e enquanto isso, tocam no Rio nesta quinta-feira (7) às 21h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- Loja 160 do Shopping VillageMall- Barra da Tijuca-RJ- call center 4003-1212), com ingressos custando de R$ 45,00 a R$ 160,00.

A célula-mãe do A Cor do Som surgiu dentro dos Novos Baianos. Portanto, não é de se estranhar a participação especial, neste show, de quem os ajudou nessa fase inicial, o lendário cantor e guitarrista Pepeu Gomes, que terá a seu lado no palco os irmãos Jorge (bateria) e Didi (bateria) e o enteado Filipe Pascual (guitarra). Também marcará presença o cantor, compositor e músico Paulinho Moska, talento multifacetado capaz de encarar qualquer ritmo musical.

O início efetivo da carreira do grupo ocorreu em 1977, e nos primeiros tempos, a ideia era investir mais em música instrumental. Com o tempo, eles passaram a mesclar músicas com vocais, e graças a esse artifício, conseguiram conciliar grande qualidade musical e presença constante nas paradas de sucessos, graças a hits como Abri a Porta, Menino Deus, Zanzibar, Beleza Pura e Semente do Amor.

Sua original mistura de música brasileira, rock, jazz e pop lhes rendeu bons momentos em termos artísticos e musicais até meados dos anos 1980. Sem a banda, Dadi tocou com Deus e o mundo, incluindo Legião Urbana e Tribalistas, enquanto Armandinho tocou e gravou com o trio elétrico de Dodô e Osmar e Mú tornou-se diretor musical na Globo.

Beleza Pura– A Cor do Som:

Ao Vivo Em Montreux- A Cor do Som (CD em streaming):

Abri a Porta– A Cor do Som:

Soundscape Big Band toca no Teatro Commune, São Paulo

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Por Fabian Chacur

Toda Segunda é Dia de Big Band é um projeto muito interessante que abre espaços para que bandas com trabalhos consistentes e instigantes possam se apresentar em São Paulo, onde os espaços para esse tipo de formação não são dos maiores. Nesta segunda (6) às 21h, a atração será a Soundscape Big Band, e o local, o Teatro Commune (rua da Consolação, nº 1.218- Consolação-S.P. fone 0xx11-3476), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Na estrada desde 1999, a Soundscape Big Band investe na estrutura básica de cinco saxofones, quatro trombones, quatro trompetes, baixo acústico, bateria, piano e guitarra. Na sua escalação, músicos experientes que já tocaram com celebridades musicais do naipe de Ivan Lins, Tom Jobim, Lionel Hampton Orchestra, Lee Konitz, Milton Nascimento, João Bosco etc. Eles tocam arranjos e composições de diferentes sonoridades e texturas do jazz contemporâneo.

Em seu currículo, a big band tem os CDs Maybe September (2001),Uncle Charles (2007) e Cores Vol.1 (2011). Seu mais recente trabalho é Paisagens Sonoras. Eis a sua escalação:

Saxofones:
Josué dos Santos (líder) – sax alto/soprano/flauta/flauta alto.
Samuel Pompeo: sax alto/flauta/clarinete baixo.
Vitor Alcântara: sax tenor/soprano/flauta/sax alto.
Jefferson Rodrigues: sax tenor/flauta
Carlos Alberto Alcântara: sax tenor/flauta. (convidado especial)
Luiz Neto: sax barítono/flauta.

Trompetes:
Junior Galante (líder)
Daniel D’Alcântara
Sidmar Vieira
Paulo Jordäo

Trombones:
Paulo Malheiros Jr (líder)
Jorge Neto
Marcelo Boim
Jaziel Gomes – trombone baixo.

Guitarra: Djalma Lima.
Piano: Edson Sant’anna.
Baixo acústico: Bruno Migotto.
Bateria: Cuca Teixeira

Paisagens Sonoras– Soundscape Big Band:

Almirante Nelson– Soundscape Big Band:

Naked Soul– Soundscape Big Band:

Morre aos 60 anos o brilhante baterista Azael Rodrigues

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Por Fabian Chacur

O Brasil perde mais um grande músico. Trata-se do baterista Azael Rodrigues, que tinha 60 anos de idade. Sua morte foi anunciada e lamentada nesta quarta-feira (23) nas redes sociais por vários daqueles que tiveram o privilégio de tocar com ele. Maiores detalhes sobre o fato não foram divulgados. O músico tem um daqueles currículos invejáveis.

Nascido em São Paulo em 15 de maio de 1955, Azael de Magalhães Rodrigues Júnior teve participação importante na trajetória do Premeditando o Breque (Premê), uma das bandas de ponta da chamada Vanguarda Paulistana, nos anos 1980. Com eles, fez inúmeros shows e gravações, entre eles a do álbum Quase Lindo. Ele marca presença no recente documentário Quase Lindo (leia a resenha do DVD aqui).

Azael ficou marcado como um dos principais bateristas da música instrumental brasileira. Integrou o grupo Divina Increnca, que no início dos anos 1980 esbanjava criatividade em sua mistura de música brasileira e jazz, reunindo os ótimos Felix Wagner (teclados) e Rodolfo Stroeter (baixo). Eles lançaram um álbum autointitulado que se tornou clássico nessa vertente de nossa música.

As baquetas do músico paulistano estiveram a serviço de Cesar Camargo Mariano (álbuns Prisma-1985 e Ponte das Estrelas-1986), Pau Brasil, Arrigo Barnabé, banda Mantiqueira e Jorge Benjor, entre outros. Ele investiu recentemente na banda Azael Rodrigues & Network. Nos últimos meses, preparava nova versão do Divina Increnca, que estava gravando um novo trabalho, com a participação do tecladista Rogério Rochlitz, conforme depoimento do mesmo nas redes sociais.

Se esse currículo todo não fosse suficiente, Azael ainda trabalhava como professor, ensinando bateria e rítmica desde 2005 no Conservatório Souza Lima, em São Paulo. A nova encarnação da Divina Increnca se apresentou ao vivo em 2016, comemorando os 35 anos do lançamento de seu álbum de estreia e em vias de preparar um novo trabalho. Uma pena esse projeto ficar incompleto, ao menos aparentemente.

-Solo de bateria- Azael Rodrigues com o Divina Increnca:

Viva Rodgers– A Divina Increnca:

Perguntas e Respostas, Afoxé, Voo Livre, e Tosca– Divina Increnca:

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