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Elton John comemora 70 anos com um evento beneficente

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Por Fabian Chacur

Elton John comemora 70 anos de idade neste sábado (25). Como forma de unir o útil ao agradável, ele realizará nessa data um evento de gala que celebrará não só essa efeméride, mas também os 50 anos da incrível parceria com o poeta e letrista Bernie Taupin, iniciada em 1967. A cerimônia terá apresentação do ator Rob Lowe e performances musicais de convidados como Lady Gaga.O local é o Red Studio, em Los Angeles.

O bacana é que toda a arrecadação será destinada à Elton John Foundation (EJAF), que assiste vítimas e entidades que ajudam a combater e a apoiar as vítimas da Aids desde 1993, e o The Hammer Museum, da UCLA (Universidade da Califórnia), que abriga exposições e apoia a arte. Nada mais lógico para um artista que durante toda a sua carreira sempre teve como marca o auxílio a causas nobres das mais diferentes origens, sempre de forma generosa e sincera.

Os números que envolvem a carreira deste cantor, compositor e músico britânico são impressionantes. Ele vendeu mais de 250 milhões de álbum em todo o planeta. Teve 58 singles entre os 40 mais vendidos nos EUA, fez mais de 3.500 shows em mais de 80 países, faturou 12 troféus Ivor Novello, 6 Grammys, um Oscar e um Tony, além de ser membro do Rock And Roll e do Songwriters Hall Of Fame, e ter o título de sir e também o de Cavaleiro de Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II.

Elton John nos visitou para shows pela primeira vez em 1995, e já tem datas marcadas para retornar ao nosso país. Ele fará shows, junto com James Taylor, em Curitiba (31/3- Pedreira Paulo Leminski- Curitiba), 1º/4 (Praça da Apoteose- Rio), 4/4 (Anfiteatro do Beira Rio- Porto Alegre) e 6/4 (Allianz Parque- São Paulo).

Leia o belo depoimento de Elton enviado à imprensa em comunicado pela sua gravadora, falando sobre seus planos para o futuro:
“Estou interessado em avançar o tempo todo, com o que eu crio, com as minhas colaborações, e também descobrindo o trabalho de outras pessoas. Acho que a idade é irrelevante, desde que possamos manter nossa mente viva e aberta para o novo. Eu posso ficar empolgado por um artista novo que toca para mim o seu demo como posso ficar com um novo álbum de um dos meus heróis musicais. Eu posso ficar empolgado ao me apresentar em uma nova cidade onde nunca toquei antes, ou revisitando um lugar que conheço bem e ver como ele está mudado. A vida está em um constante estado de fluxo para todos nós, e eu gosto de abraçar isso. Também me sinto muito feliz em usar o meu nome para chamar atenção para a injustiça no mundo e para tentar ajudar sempre que possível. Atualmente, estou mais feliz do que jamais estive.”

Quer ler diversas outras matérias de Mondo Pop sobre esse verdadeiro gênio da música pop? Entre aqui .

Veja o emocionante vídeo em homenagem aos 70 anos de Elton John:

Tommy LiPuma, um produtor lendário, morre aos 80 anos

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Por Fabian Chacur

A primeira vez que eu li o nome Tommy LiPuma em um disco foi em um trabalho de George Benson, para ser mais preciso o compacto simples de vinil com a música Love Ballad (1978). Mal sabia eu que ainda ouviria muita coisa boa com o toque mágico de seu trabalho. Ele infelizmente nos deixou nesta segunda(13) aos 80 anos, em Nova York. Seu legado, no entanto, permanecerá eterno.

Nascido em 5 de julho de 1936, LiPuma começou o seu envolvimento no cenário musical como instrumentista, mas acabou enveredando para a área de divulgação no fim dos anos 1950. Após algumas experiências na área de produção, incluindo uma com o então ainda emergente trio de r&b The O’Jays, foi contratado pela gravadora A&M, onde ficou de 1965 a 1968 e assinou a produção de ao menos um grande hit, The More I See You, lançada em 1965 por Chris Montez.

Em 1968, resolveu se associar a outro profissional da área musical, Bob Krasnow (que por sinal nos deixou em 11 de dezembro de 2016), para criar o selo Blue Thumb Records. Até 1978, a gravadora lançaria discos de artistas como Sylvester (os dois primeiros, Sylvester & The Hot Band e Bazaar, ambos de 1973), Gerry Rafferty, Phil Upchurch, The Crusaders, Dave Mason e The Pointer Sisters, entre outros.

Sem se dedicar com exclusividade ao próprio selo, ele tirou a sorte grande em 1976, quando produziu Breezin’, álbum que tornou George Benson uma estrela pop, atingiu o primeiro lugar na parada ianque e rendeu a ele, LiPuma, o primeiro dos cinco troféus Grammy que conquistaria no decorrer de sua vida.

A parceria com Benson rendeu os também clássicos álbuns In Flight (1976), Livin’ Inside Your Love (1978) e o ao vivo Weekend In L.A. (1977, com aquela eletrizante releitura de On Broadway, dos Drifters). Eles voltariam a trabalhar juntos posteriormente em algumas ocasiões.

Em vários momentos de sua carreira, Tommy atuou como produtor e também como executivo de gravadoras, e dessa forma trabalhou com vários artistas brasileiros, como Eumir Deodato, Tom Jobim, João Donato e João Gilberto. Também trabalharam com ele Al Jarreau, Barbra Streisand, Michael Bublé, Willie Nelson e muitos outros.

Em 1991, ele assinou a produção de oito músicas de Unforgettable…With Love, tributo de Natalie Cole a seu pai Nat King Cole que se tornou um campeão de vendas e de Grammys.

Quando resolveu gravar um disco com releituras de standards de jazz, Paul McCartney acabou escolhendo Tommy LiPuma para a tarefa. A colaboração gerou o álbum Kisses On The Bottom (2012), que chegou ao top 5 da parada americana e posteriormente geraria também um belíssimo DVD gravado ao vivo com o seu repertório, que também incluiu duas composições inéditas do Macca seguindo o estilão do material compilado aqui por ele.

Não satisfeito, Tommy LiPuma também descobriu em 1995 uma jovem cantora, compositora e pianista canadense chamada Diana Krall. Naquele ano, produziu o segundo álbum da hoje megaestrela do jazz, Only Trust Your Heart, e assinou outros nove até 2009. Ela também participou do CD de McCartney produzido por ele. Aliás, seu último trabalho na produção marcou seu reencontro com a pupila, o álbum Turn Up The Quiet, que sairá nos EUA em 5 de maio deste ano.

Love Ballad– George Benson:

Morre Rod Temperton, autor de grandes sucessos do pop

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Por Fabian Chacur

Rod Temperton. Esse nome pode não ter registro para você, mas diversas canções assinadas por ele, sozinho e com parceiros, certamente terão. Que tal Thriller, Rock With You, Off The Wall, Give Me The Night e Love x Love, só para começar a conversa? Pois infelizmente ele entrou na lista das grandes perdas no mundo musical em 2016. Sua morte foi anunciada nesta quarta (5) por Jon Platt, CEO da editora Warner Chappel, que editou suas composições. Ele tinha 66 anos.

Este cantor, compositor e tecladista britânico nasceu no mesmo dia e mês de outro gênio da música pop, John Lennon, só que no ano de 1949. Ele começou a se tornar conhecido no meio musical ao integrar a banda Heatwave, com a qual lançou dois ótimos álbuns, Too Hot To Handle (1976) e Central Heating (1978). Ele compôs os principais hits do grupo, as ótimas Boogie Nights, Always & Forever e The Groove Line.

Temperton, no entanto, não curtia ficar à frente dos holofotes, e resolveu sair da banda, passando a se dedicar apenas ao ofício de compor. Na mesma época, o genial produtor Quincy Jones começava a selecionar repertório para o disco que iria produzir para Michael Jackson em 1979, e pirou quando ouviu os discos do Heatwave. Ele pediu para o inglês lhe mandar material, e três músicas acabaram entrando no álbum: Off The Wall (que de quebra virou faixa título), Rock With You e Burn This Disco Out. Pronto. O cara virou o dono da festa.

Em 1980, foi a vez de George Benson investir nele, e gravou duas de suas composições, outras pérolas pop: Give Me The Night (faixa título de novo!) e Love x Love. Essa verdadeira vocação para escrever faixas-título para os outros atingiu o auge em 1982, com nada menos do que Thriller, que além dessa canção trouxe mais duas outras maravilhas de Mister Temperton, Baby Be Mine e The Lady In My Life. Com o rendimento desses três álbuns, sua aposentadoria já estaria garantida.

Só que o cara preferiu continuar trabalhando, além de ser procurado por inúmeros outros artistas em buscas de boas músicas, alguns deles produzidos por Quincy Jones. Dessa forma, vieram Stomp! (com os Brothers Johnson), Ya Mo B There e Sweet Freedom (com Michael McDonald), Love’s In Control (Finger On The Trigger) (com Donna Summer) e Miss Celie’s Blues (Tata Vega), esta última composta em parceria com Quincy e Lionel Richie para a trilha do filme A Cor Púrpura (1985).

As canções do ex-tecladista do Heatwave também foram gravadas por artistas do porte de Karen Carpenter, Aretha Franklin, The Manhattan Transfer e Herbie Hancock, só para citar alguns. Avesso à mídia e à exposição perante o público, Temperton ganhou o apelido de The Invisible Man. A partir dos anos 1990, passou a atuar de forma mais espaçada, mas ainda assim nos ofereceu músicas ótimas como Family Reunion, gravada por George Benson em 2009. Ele também teve várias músicas incluídas no álbum Back On The Block (1989), que rendeu inúmeros prêmios a Quincy Jones. Adivinhe quem assinou a faixa título?

Give Me The Night– George Benson:

Pure McCartney: bela viagem pela obra de um gênio musical

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Por Fabian Chacur

Coletâneas costumam ser encaradas de forma não muito positiva por críticos e fãs mais radicais de música. O argumento é sempre o mesmo: seria uma forma de apresentar uma obra de forma fatiada, com escolhas nem sempre justificáveis e frequentemente mostrando um retrato nada fiel do artista enfocado. Questão de opinião. Para mim, coletâneas são, quando bem feitas e bem planejadas, belas obras de entrada para obras musicais. Eis a função que Pure McCartney, álbum duplo que acaba de sair no Brasil, pode cumprir em relação ao trabalho de Paul McCartney.

Pure McCartney pode ser encontrado no exterior em três formatos: o mesmo CD duplo com 39 faixas, uma caixa com 4 CDs (contendo 67 faixas) e vinil quádruplo com 41 faixas. Todas essas alternativas seguem o mesmo conceito, conforme explica texto escrito pelo próprio Macca no encarte que acompanha os lançamentos: “uma coleção de minhas gravações tendo em mente nada além de ser algo divertido para se ouvir, ou talvez para ser ouvida em uma longa viagem de carro, ou em um evento em casa ou ainda uma festa com amigos”. Simples assim.

Dessa forma, fica fácil entender o porque vários sucessos marcantes ficaram de fora, preteridos em alguns casos por músicas não tão conhecidas. O repertório cobre toda a carreira solo do ex-beatle, indo desde 1970 até 2014. Para aquele fã que tem tudo do artista, só cinco itens mais interessantes: os remixes de Ebony And Ivory, Say Say Say, Here Today e Wanderlust, e a belíssima Hope For The Future, lançada em 2014 para a trilha do vídeo game Destiny e disponível anteriormente apenas no exterior em um single de 12 polegadas de vinil.

O repertório não foi ordenado de forma cronológica, o que nos proporciona saborosas idas e vidas por fases bem distintas do trabalho do artista. A curiosidade fica por conta de a primeira e a última faixa em todos os formatos serem as mesmas e oriundas do primeiro álbum solo do astro britânico, McCartney (1970), respectivamente Maybe I’m Amazed e Junk. Isso não deve ser obra do acaso…

As músicas contidas nesta compilação reforçam um sonho que muitos fãs do autor de Yesterday gostariam de realizar: ter a chance de ver um de seus shows só com material da carreira-solo, sem canções dos Beatles. Nada contra o repertório maravilhoso dos Fab Four, mas é que McCartney tem tantas músicas boas de 1970 para cá que seria bem bacana poder ouvir ao vivo uma Heart Of The Country, por exemplo, ao invés da milésima interpretação de Hey Jude.

Ouvir Pure McCartney é uma bela oportunidade de se curtir a incrível versatilidade de um grande talento. Power ballad em Maybe I’m Amazed, disco music em Coming Up, soul-jazz em Arrow Through Me, folk puro em Junk, pop delicioso em Listen To What The Man Said, rock na veia em Jet, rock eletrônico em Save Us, lirismo puro em Here Today

A variedade de estilos é incrível, sempre com grande qualidade técnica e artística. E acredite: com o material que sobrou, mesmo se levarmos em conta a caixa com quatro CDs, ainda restou material bom o suficiente para justificar pelo menos umas quatro compilações do mesmo gênero, sem repetir faixas e com a mesma força.

O único problema para o neófito que se meter a ouvir Pure McCartney é acabar se viciando no som do cara, e por tabela sair atrás de toda a sua obra. É disco pra burro!!! Mas pode ter certeza de que vale a pena colecionar. Tipo do vício sem contraindicações. E reforço o ponto: ótimo para desancar quem acha que o trabalho solo de Paul McCartney não está a altura do que ele fez nos Beatles. Não? Pense outra vez!

Arrow Through Me– Wings:

Dear Boy– Paul McCartney:

Hope For The Future– Paul McCartney:

Álbuns de Prince geram novo recorde na parada dos EUA

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Por Fabian Chacur

Diziam alguns cínicos e não muito éticos dirigentes de outrora das gravadoras que em algumas ocasiões o melhor passo que um artista pode tomar para impulsionar suas vendagens de discos é a morte. Infelizmente, essa máxima macabra se mostra real mais uma vez, e agora o personagem é Prince, morto no dia 21 de abril aos 57 anos. Sua Majestade Púrpura acaba de quebrar um recorde na parada Billboard 200 da revista Billboard, a bíblia da indústria fonográfica dos EUA.

A edição publicada esta semana da parada, que quantificou as vendas de discos físicos e virtuais entre os dias 21 e 28 de abril, trazem nada menos do que cinco álbuns do autor de Kiss entre os 10 mais. Esse fenômeno não ocorria na terra de Donald (toc, toc, toc) Trump desde o longínquo ano de 1963. No total, são 19 CDs do cantor, compositor e multi-instrumentista americano entre os 200 mais esta semana.

Somados, esses trabalhos venderam nesta semana computada a bagatela de 4.41 milhões de cópias no mercado ianque, segundo a Billboard. Para efeito de comparação, na semana anterior, quando ainda estava entre nós, Prince teve comercializados apenas 5 mil álbuns e 14 mil canções. E ele só não repetiu o primeiro posto obtido na semana anterior com apenas um dia de vendas pós-morte porque Lemonade, o novo trabalho de Beyonce, não permitiu.

The Very Best Of Prince, o álbum mais bem posicionado (nº2), é uma coletânea simples com versões editadas de algumas músicas, mas parece ser a opção mais cobiçada pelo ouvinte médio. Duas outras coletâneas melhores, The Hits/The B-Sides (nº4) e Ultimate (nº6) também estão no Top 10. Completam o elenco Purple Rain (nº3) e 1999 (nº7), este último duas posições acima da mais alta que havia obtido anteriormente, em 1982, época de seu lançamento original.

Vale ressaltar a lembrança contida na própria matéria do site da Billboard: esse fenômeno não seria possível se em 2009 a parada Billboard 200 não tivesse sido unificada, incluindo também discos de catálogo, que na classificação deles são trabalhos que saíram há mais de um ano e meio e já haviam saído dos charts. Agora, com “tudo junto e misturado”, fenômenos como esse tendem a se repetir em outros casos semelhantes (toc, toc, toc 2-a missão).

Lógico que alguns podem achar meio mórbido as pessoas se interessarem pela obra de um artista apenas após sua ida para o outro lado do mistério. Mas lembro que eu, um adolescente de 19 anos e que já tinha alguns discos de John Lennon em sua coleção, foi atrás do que faltava nos meses seguintes após aquele triste 8 de dezembro de 1980. Mesmo assim, fica a dica: vá atrás da boa música sempre, independente de efemérides, falecimentos ou coisas do gênero.

Love Song– Madonna & Prince:

A Love Bizarre (live)- Michael Hedges:

I Feel For You– Chaka Khan:

Gwen Stefani transforma sua vida sentimental em novo CD

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Por Fabian Chacur

Muita coisa aconteceu na vida de Gwen Stefani desde que ela lançou seu trabalho solo anterior, The Sweet Escape, em 2006. Sua banda No Doubt voltou à cena, ela teve três filhos, viu seu casamento de 13 anos com o roqueiro Gavin Rossdale (da banda Bush) acabar, atuou no reality show musical The Voice e iniciou namoro com o cantor country Blake Sheldon. Ufa! E agora, volta à trajetória solo com This Is What The Truth Feels Like.

O álbum, o terceiro da cantora nascida em 3 de outubro de 1969 nos EUA como solista, veio com força total em termos de desempenho comercial. Chegou esta semana ao topo da parada americana, a primeira vez que ela consegue tal façanha sozinha (com o No Doubt, ponteou os charts ianques com Tragic Kingdom em 1996). O CD sai no Brasil com cinco faixas bônus, e tem características bem interessantes.

Em termos musicais, o trabalho segue a linha que marca a carreira dessa carismática cantora e compositora, com direito à mistura de pop, reggae, dancehall, raggamuffin, disco music e ska, além de parcerias com Justin Trenter, conhecido por trabalhos com Selena Gomez, Justin Bieber e Fall Out Boy e a dupla sueca Mattman & Robin. Trata-se de um disco pop por excelência, alto astral, para se ouvir sem medo de ser feliz.

Nada de complicações ou tentativas exageradas de inovação. Gwen preferiu apostar na simplicidade sofisticada, acrescentando à sua música apenas um pouco da sonoridade do pop atual de nomes como Kesha. Quem acompanha a carreira da cantora do No Doubt certamente irá curtir a nova safra de canções, um mais do mesmo bem temperado.

No setor letras é que a coisa fica divertida. Como já havia feito com o No Doubt nos anos 90 após ter sido dispensada em relacionamento afetivo pelo baixista da banda, Tony Kanal, a belíssima loira transformou seus sentimentos em canções. Na ótima Used To Love You, por exemplo, ela diz que “pela primeira vez desde que comecei a te odiar, me lembrei que eu costumava te amar”. Na balada Me Without You, a moça garante que “agora estou sem você e as coisas melhoram a cada dia”. E por aí vai…

Não faltam músicas bacanas com cara de hits. Aliás, algumas delas já são hits, como as duas citadas e também as contagiantes Make Me Like You (aparentemente dedicada a Blake Sheldon e com clipe luxuoso) e a dancehall pura Misery. O visual da moça na capa e no encarte do álbum é Marilyn Monroe total, com um pouquinho da Madonna dos bons tempos. Prova de que ela não virou ícone da moda por acaso. Um bom CD pop sem contraindicações.

Make Me Like You– Gwen Stefani:

Used To Love You– Gwen Stefani:

Hollaback Girl– Gwen Stefani:

George Martin, esse produtor genial, nos deixa aos 90 anos

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Por Fabian Chacur

Pode um sim mudar não só a vida dos envolvidos em um determinado acontecimento, como também a história da música? Pois essa palavra mágica foi proferida em 1962 por um certo George Martin, contratando dessa forma os então desconhecidos e rejeitados Beatles para o pequeno selo Parlophone. O que aconteceu a partir dali, todos sabemos. Infelizmente, esse gênio nos deixou, por causas ainda não reveladas, aos 90 anos. O produtor por excelência.

Nascido na Inglaterra em 3 de janeiro de 1926, George Martin serviu a Marinha de seu pais e logo a seguir entrou na Guildhall School Of Music And Drama, na qual aprendeu composição, orquestração e a tocar o oboé. Ele começou a atuar no meio musical no Parlophone, pequeno selo ligado à gigante EMI, e depois de alguns anos se tornou o diretor de A&R de lá em 1955. Os discos de comédia que produziu para Peter Sellers e Peter Ustinov se tornaram famosos, e um de seus fãs era John Lennon.

Os Beatles e seu empresário Brian Epstein levaram sua fita demo para a Parlophone em total desespero, pois até ali já haviam sido rejeitados por literalmente todas as gravadoras atuantes na Inglaterra, incluindo a matriz do selo dirigido por Martin. A principal rejeição havia sido da Decca, e foi com as gravações que eles fizeram nos estúdios dessa gravadora que o grupo tentou seduzir Martin.

O produtor ouviu e não curtiu muito, mas teve sensibilidade suficiente para perceber que havia algo importante ali, só que ainda mal trabalhado. Em junho de 1962, ele resolveu contratar a banda, embora não botasse muita fé em seu baterista, Pete Best. A troca por Ringo Starr acabou ocorrendo durante as gravações do primeiro compacto da banda, Love Me Do. Surgia uma parceria histórica.

A colaboração entre George Martin e os Beatles se tornou perfeita pelo fato de o produtor ter uma formação musical sólida, que se tornou decisiva conforme os Fab Four foram ampliando os seus horizontes musicais. Além disso, tinha uma paciência interminável para encarar os egos daqueles jovens talentosos, como demonstrou ao sugerir a inclusão de um quarteto de cordas na gravação da música Yesterday, algo que Paul McCartney não admitia inicialmente.

Difícil imaginar álbuns elaborados como Rubber Soul, Revolver, Sgt. Peppers, The Beatles (o álbum branco) e Abbey Road sem a batuta de George Martin. Ele foi um dos responsáveis pela solidificação da aproximação do rock com a música erudita, e pela perfeita simbiose entre esses segmentos tão distintos do cenário musical.

A partir de 1965, Martin deixou a EMI e se tornou um dos primeiros produtores independentes na Inglaterra, além de criar seu próprio estúdio, o Air, que entre 1979 e 1989 teve uma filial na paradisíaca Montserrat, no Caribe, onde The Police, The Rolling Stones e Stevie Wonder gravaram. Pena que uma catástrofe tropical (o funesto furacão Hugo) acabou arrasando com aquele estúdio dos sonhos, anos depois.

Com o fim dos Beatles, George Martin continuou firme e forte sua trajetória. Trabalhou com Paul McCartney, o beatle mais apegado a ele, em Live And Let Die (canção tema de filme da franquia James Bond) e nos álbuns Tug Of War (1982), Pipes Of Peace (1983), a trilha do filme Give My Regards To Broad Street (1984) e Flaming Pie (1997).

Se tivesse trabalhado “apenas” com os Beatles, George Martin já mereceria canonização. Mas ele também produziu discos e faixas de outros grandes nomes da música, entre os quais America, Cheap Trick, Mahavishnu Orchestra, Jeff Beck, Kenny Rogers, Ella Fitzgerald e Neil Sedaka. Ele compôs música incidental para vários filmes, sendo a melhor a de Yellow Submarine (1968), com a sublime Pepperland.

George Martin gravou alguns discos, como Off The Beatles Track (1964), que traz versões instrumentais dos sucessos dos Fab Four. Em 1997, ele produziu a nova versão de Candle In The Wind, gravada por Elton John em homenagem a Princesa Diana. Em 1998, como forma de marcar a sua despedida da música, devido a problemas de audição que começavam a afligi-lo, ele resolveu lançar um CD de despedida.

Intitulado In My Life, o álbum trouxe onze composições dos Beatles e uma dele (Pepperland Suite) regravadas por astros da música como Phil Collins, Celine Dion, Bobby McFerrin e Jeff Beck, e atores como Goldie Hawn, Sean Connery, Robin Williams e Jim Carrey. O resultado ficou muito bom, e uma das marcas é o fato de ele ter trabalhado com o filho Giles Martin, que herdou o talento do pai e enveredou para o mundo da produção musical, com sucesso.

Para quem deseja saber mais sobre o profissional e o ser humano George Martin, vale assistir Produced By George Martin, documentário lançado em 2012 (saiu em DVD no Brasil) que dá uma bela geral em sua trajetória e traz depoimentos de Paul McCartney, Ringo Starr, Jeff Beck e outros. A humildade e a serenidade do cara eram impressionantes. Ainda bem que ele disse aquele sim no já distante ano de 1962. Eis o que eu chamo de um sim seminal!

Ouça o CD In My Life, de George Martin, em streaming:

Pepperland– George Martin:

Off The Beatle Track- George Martin And His Orchestra:

David Bowie e as lembranças de um grande ídolo do rock

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Por Fabian Chacur

David Bowie nos deixou neste domingo (10), apenas dois dias após completar 69 anos de idade. Conforme comunicado oficial de seu manager, o cantor, compositor e músico britânico lutava há 18 meses contra um câncer, o que não o impediu de gravar Black Star, novo álbum que lançou no dia de seu aniversário e que chegará às lojas brasileiras em breve. Uma perda para o mundo das artes do tamanho…do mundo!

O som de David Bowie entrou na minha vida no já longínquo ano de 1975, quando meu saudoso irmão Victor comprou um compacto simples que incluía Young Americans e Sufragette City. A primeira logo se tornou uma das minhas músicas favoritas, com sua levada soul-funk e vocais que evocavam Elvis Presley, curiosamente nascido no mesmo mês e ano que ele (8 de janeiro, só que de 1935, enquanto Bowie nasceu em 1947).

Sufragette City, de 1972, do seminal álbum Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, só foi devidamente compreendida por mim depois de vários anos. Não muito tempo depois, em 1976, Golden Years fez parte de trilha de novela e deu sequência a minha experiência em relação à obra desse grande artista. No início dos anos 1980, comprei duas coletâneas e começava a ampliar minha coleção dele.

Com o estouro de Let’s Dance (1983), e mesmo um pouco antes, já estava indo atrás dos discos anteriores lançados pelo astro britânico. Vale lembrar que estavam todos fora de catálogo no Brasil, e custavam bem caro nos sebos da vida. Mas, com paciência e juntando cada centavo, fui aos poucos completando minha coleção. Também nessa época, conheci Rosa Kaji, presidente do incrível fã-clube de Bowie no Brasil, que me ajudou muito no sentido de conhecer a obra desse gênio.

Ironicamente, Rosa se mudou do Brasil para os EUA lá pelos idos de 1987 pelo fato de ter como sonho ver um show de seu grande ídolo, e de não acreditar que ele viria se apresentar ao vivo em nossos palcos. Curiosamente, isso acabou ocorrendo muito antes do que se poderia imaginar, em 1990, durante a turnê Sound + Vision, que em São Paulo passou pelo estádio Palestra Itália, do Palmeiras, em belo show debaixo de chuva que teve abertura dos Titãs.

A Sound + Vision foi uma turnê com repertório calcado nos grandes sucessos da carreira do roqueiro e teve como marca uma bela campanha de relançamento de sua discografia lançada entre 1969 e 1980 pela gravadora RCA, cujos direitos então passaram para a EMI-Odeon (no Brasil) e Rykodisc (nos EUA). Enfim esses álbuns seminais voltavam aos catálogos e puderam ser devidamente apreciados por muito mais gente.

Em 1º de novembro de 1997, Bowie voltou a tocar por aqui como atração principal do festival Close Up Planet, realizado em São Paulo na Pista de Atletismo do Ibirapuera. E mais uma vez a chuva esteve presente, desta vez uma garoa que felizmente não durou o tempo todo. Outro show incrível, repleto de pique e com a sonoridade com tempero drum n’ bass do álbum Earthling, que ele tinha lançado há pouco.

Vale lembrar que esse show de 1997 pode ser considerado mais ousado em termos estilísticos, mas o de 1990 equivaleu a um maravilhoso desfile de grandes hits, tendo a guitarra de Adrian Belew como cereja de um bolo delicioso. Tive a oportunidade de trocar umas rápidas palavras com esse guitarrista, que também tocou com o King Crimson e Talking Heads, no hotel Hilton, onde Bowie estava hospedado. Foi o mais perto que cheguei do roqueiro britânico…

Porque David Bowie é tão vital para a história do rock? Eis uma explicação para ser dada em muitas e muitas linhas. Logo de cara, é por ter sido um artista multimídia quando esse termo nem ao menos existia. Nunca se restringiu apenas à música, mergulhando de cabeça no cinema, teatro, literatura, artes plásticas e o que mais pintasse, sempre com muita curiosidade e procurando aprender o máximo possível. Um verdadeiro operário da arte.

O autor de clássicos como Space Oditty, Ziggy Stardust, Heroes, Let’s Dance e tantos outros nunca dormiu em cima dos louros conquistados. Rock futurista em Space Oditty, glam rock em Ziggy Stardust e Rebel Rebel, soul-funk em Young Americans, experimentalismo eletrônico em Low e Heroes, pop funk rock em Let’s Dance, o cara se renovava constantemente. Sua discografia é uma verdadeira aula de rock.

Ao contrário de muitos inovadores, que pagaram um alto preço por sua ousadia, David Bowie conseguiu criar novidades maravilhosas em termos musicais e vender milhões de discos, além de sempre lotar seus shows pelo mundo afora. Soube se manter relevante, e quando lançou em 2013 um novo álbum de inéditas após dez anos, o sublime The Next Day (leia a resenha desse álbum aqui), tinha milhões de ouvintes dispostos a curtir novamente seu trabalho. Ele sabia se renovar.

Em 2014, mais de 80 mil pessoas tiveram a oportunidade de conferir em São Paulo uma maravilhosa exposição com memorabilia de Bowie (leia matéria sobre esse incrível evento pop aqui), uma rara e preciosa oportunidade de se ter a plena noção da abrangência e criatividade de uma obra seminal em todos os sentidos.

Ele já era uma lenda mesmo antes de nos deixar, imaginem agora, quando infelizmente não o teremos mais por perto. A rigor, trabalhou até muito próximo de seu fim, o que lhe dava muito prazer e força. Aliás, claro que o teremos por perto, sim, ao menos em discos, DVDs, Blu-rays, livros etc. Bowie é trilha sonora eterna!

Young Americans– David Bowie:

Fashion– David Bowie:

– Ashes To Ashes- David Bowie:

– Rebel Rebel- David Bowie:

The Stars (Are Out Tonight)– David Bowie:

B.B. King, Lemmy e os outros astros que partiram em 2015

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Por Fabian Chacur

Em 2015, perdemos um verdadeiro festival de grandes nomes da música, em todas as áreas. O seminal embaixador do blues B.B.King (foto) é um dos mais expressivos, mas inúmeros outros nomes bacanas, também das mais variadas épocas, nos deixaram rumo à eternidade. Na medida do possível, Mondo Pop procurou homenagear essa turma da pesada nesse ano tão difícil.

Abaixo, fizemos uma lista com um número significativo desses grandes artistas que fizeram nossa alegria com suas canções, acordes, poesias etc. Quando for o caso de existir um texto de Mondo Pop sobre o artista em questão, o link aparece logo na sequência. Que a boa música feita por eles continue nos inspirando dia após dia, até o tal do “fim dos tempos”.

É uma lista bem abrangente, mas obviamente não é completa.

MÚSICOS QUE MORRERAM EM 2015:

– Dallas Taylor (baterista Crosby Stills Nash & Young)- 7/4/1948- 18/1/2015

– Edgar Froese (Tangerine Dream)- 6/6/1944- 20/1/2015

– Demis Roussos (cantor- ex-Aphrodite’s Child) – 15/6/1946- 25/1/2015

http://www.mondopop.net/2015/01/morre-aos-68-anos-na-grecia-o-cantor-egipcio-demis-roussos/

– Sam Andrew (guitarra- Big Brother & The Holding Company)- 18/12/1941- 12/2/2015

http://www.mondopop.net/2015/02/morre-sam-andrew-o-eterno-guitarrista-da-diva-janis-joplin/


– Lesley Gore (cantora pop)- 2/5/1946- 16/2/2015

– Daevid Allen (Soft Machine)- 13/1/1938- 13/3/2015

– Mike Porcaro (baixo- Toto)- 29/5/1955- 15/3/2015

http://www.mondopop.net/2015/03/morre-mike-porcaro-59-anos-ex-baixista-da-banda-pop-toto/

– A.J. Pero(bateria- Twisted Sister)- 14/10/1959- 20/3/2015

– Kim Fowley (produtor Runaways etc)- 21/7/1939- 15/1/2015

– Pino Danielle (cantor e compositor italiano)- 19/3/1955- 4/1/2015

– Andy Fraser (baixista- Free)- 3/7/1952-16/3/2015

– Steve Strange (cantor- Visage)- 28/5/1959- 12/2/2015

– Jimmy Greenspoon (teclados- Three Dog Night)- 7/2/1948- 11/3/2015

– Percy Sledge (cantor)- 25/11/1940- 14/4/2015

– Ben E. King (cantor)- 28/9/1938- 30/4/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/ben-e-king-de-stand-by-me-morre-nos-eua-aos-76-anos/

– Jack Ely (vocal e guitarra- The Kingsmen)- 11/9/1943- 28/4/2015

– Erroll Brown (cantor- Hot Chocolate- 11/12/1943- 6/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/morre-errol-brown-vocalista-da-banda-pop-hot-chocolate/

– B.B. King (rei do blues)- 16/9/1925- 14/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/b-b-king-o-rei-e-embaixador-que-deixa-um-legado-dourado/

– Louis Johnson (baixista- Brother Johnson)- 13/4/1955- 21/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/morre-louis-johnson-um-dos-melhores-baixistas-do-mundo/

– James Horner (compositor e maestro)- 14/8/1953- 22/6/2015

– Chris Squire (baixista- Yes)- 4/3/1948- 27/6/2015

http://www.mondopop.net/2015/06/chris-squire-fundador-do-yes-sai-da-cena-rock-com-67-anos/

– Lynn Anderson (cantora country)- 26/9/1947- 30/7/2015

– Bryn Merrick (baixo- The Damned)- 12/10/1958- 12/9/2015

– Gary Richrath (guitarrista- Reo Speedwagon)- 18/10/1949- 13/9/2015

– Lemmy Kilmister (baixo e vocal- Motorhead)- 24/12/1945- 28/12/2015

http://www.mondopop.net/2015/12/lemmy-no-brasil-seus-filmes-e-mais-sobre-o-lendario-rocker/

– Phillip Philty Animal Taylor (baterista Motorhead)- 21/9/1954- 11/11/2015

– Scott Weiland (vocal- Stone Temple Pilots e Velvet Revolver)- 27/10/1967- 4/12/2015

http://www.mondopop.net/2015/12/morre-cantor-scott-weiland-do-velvet-revolver-e-do-stp/

– Cynthia Robinson (trompete- Sly & The Family Stone)- 12/1/1946- 23/11/2015

– Allen Toussaint (músico)- 14/1/1938- 10/11/2015

– Andy White (baterista)- 27/7/1930- 9/11/2015

– Cory Wells (cantor- Three Dog Night)- 2/2/1941- 20/10/2015

– Phil Woods (sax alto-jazz e pop)- 2/11/1931- 1/10/2015

– Natalie Cole (cantora)- 6/2/1950- 31/12/2015

http://www.mondopop.net/2016/01/morre-aos-65-anos-de-idade-a-otima-cantora-natalie-cole/

– Lincoln Olivetti (músico e produtor)- 17/4/1954- 13/1/2015

http://www.mondopop.net/2015/01/musico-lincoln-olivetti-morre-aos-60-anos-e-deixa-saudade/

– Renato Rocha (baixo- Legião Urbana)- 27/5/1961- 22/2/2015

– José Rico (cantor sertanejo)- 29/6/1946- 3/3/2015

– Inezita Barroso (cantora etc)- 4/3/1925- 8/3/2015

http://www.mondopop.net/2015/03/inezita-barroso-foi-a-hebe-da-musica-rural-e-fara-muita-falta/

– Percy Weiss (cantor- Made In Brazil)- 1/3/1955- 14/4/2015

– Mangabinha (Trio Parada Dura)- 16/3/1942- 23/4/2015

– Fernando Brant (compositor)- 9/10/1946- 12/6/2015

http://www.mondopop.net/2015/06/fernando-brant-faz-travessia-e-nos-deixa-com-pura-saudade/

– Wilma Bentivegna (cantora)- 17/7/1929- 2/7/2015

– Claudia Barroso (cantora)- 23/4/1932- 9/10/2015

– Luis Carlos Miele (produtor)- 31/5/1938- 14/10/2015

– Marilia Pera (atriz e cantora)- 22/1/1943- 5/12/2015

– Flávio Basso-Júpiter Maçã (cantor)- 26/1/1968- 21/12/2015

– Cristiano Araújo (cantor)- 24/1/1986- 24/6/2015

Uma homenagem a todos esses nomes da música que se foram:

Olivia Newton-John enfim irá fazer shows no Brasil!2016!

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Por Fabian Chacur

Essa notícia eu já estava sabendo desde segunda-feira (14), mas só agora poderei revelar, por questões éticas. Depois de décadas de espera, agora é oficial: Olivia Newton-John, uma das maiores estrelas da história da música pop mundial, enfim irá se apresentar ao vivo no Brasil. A cantora fará shows por aqui em março de 2016, no Rio (1º-Theatro Municipal), São Paulo (3-Espaço das Américas) e Porto Alegre (5-Teatro Araújo Viana).

E que ninguém venha com aquela conversa de que “agora ela está no fim da carreira” ou “a moça está em baixa”. Nada disso. A cantora britânica de 67 anos lançou há pouco o álbum duplo gravado ao vivo Summer Nights- Live In Vegas, gravado ao vivo em bem-sucedida estadia no hotel Flamingo Las Vegas na qual ela deu uma bela geral em seus principais hits e também lançou uma canção inédita, Grace & Gratitude.

Foi uma espera daquelas, mas certamente valerá a pena. Nascida na Inglaterra em 26 de setembro de 1948 (mesmo dia e mês de Gal Costa e Brian Ferry, curiosamente), Olivia mudou-se com a família para a Austrália aos 5 anos de idade, onde foi criada. Ela iniciou sua carreira musical em 1965. Seu primeiro sucesso foi If Not For You, de Bob Dylan e também conhecida por gravação de George Harrison.

A cantora se mostrou uma especialista em quebrar barreiras, pois se tornou uma das maiores estrelas da música country nos EUA, grande façanha para uma estrangeira. Um de seus primeiros hits nesse setor foi Let Me Be There, seguido depois pelo estouro de I Honestly Love You, que chegou ao número 1. Outros hits country da moça são Please Mr. Please e Have You Ever Been Mellow, só para citar mais dois.

Em 1978, surpreendeu a todos ao aceitar viver o papel de Sandy na versão cinematográfica do musical Grease, uma ousadia, se levarmos em conta que ela já tinha 30 anos e viveria uma jovem adolescente. Mas deu super certo a sua parceria com o então ainda iniciante John Travolta, e o filme virou um grande sucesso nas bilheterias.

Mais: rendeu vários hits em sua trilha sonora, entre os quais dois duetos de Olivia e Travolta, as trepidantes Summer Nights e You’re The One That I Want, e a balada solo Hopelessy Devoted To You. O sucesso a incentivou a dar uma guinada roqueira em 1979 com o hoje clássico álbum Totally Hot, que inclui os petardos A Little More Love e Deeper Than The Night, entre outros, um grande sucesso.

Em 1980, outra surpresa das boas: estrelou o filme Xanadu ao lado de ninguém menos do que Gene Kelly, o rei dos musicais. O filme não teve bom desempenho nas bilheterias mas virou cult depois. A trilha, no entanto, que a reuniu com a Electric Light Orchestra, estourou, com hits como Xanadu (com a ELO), Magic, Whenever You’re Away From Me (com Gene Kelly) e Suddenly (dueto com o amigo Cliff Richards).

Em 1981, veio seu maior hit solo, a contagiante Physical, que ficou dez semanas no topo da parada americana e virou uma febre como tema de vídeos de ginástica. Fez mais um filme com Travolta, Two Of a Kind, e também investiu em causas sociais. Em 1992, lutou contra um câncer de mama, mas não só o venceu como também criou uma fundação para arrecadar fundos no intuito de ajudar as vítimas dessa doença terrível.

Sempre ativa, lançou bons discos nesses anos todos, entre eles Back With a Heart (1998). O mais recente é o duplo ao vivo Summer Nights- Live In Vegas, gravado ao vivo em incluindo hits como Have You Ever Been Mellow, Xanadu, A Little More Love, Sam, Physical, Summer Nights e inúmeras outras, em um total de 22 faixas. E é esse show comemorativo de seus 50 anos de carreira que ela, ainda linda, simpática e cantando muito bem, trará ao Brasil em março de 2016. Até que enfim!

A Little More Love– Olivia Newton-John (do CD Totally Hot-1979):

Deeper Than The Night– Olivia Newton-John (do LP Totally Hot-1979):

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