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David Bowie e as lembranças de um grande ídolo do rock

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Por Fabian Chacur

David Bowie nos deixou neste domingo (10), apenas dois dias após completar 69 anos de idade. Conforme comunicado oficial de seu manager, o cantor, compositor e músico britânico lutava há 18 meses contra um câncer, o que não o impediu de gravar Black Star, novo álbum que lançou no dia de seu aniversário e que chegará às lojas brasileiras em breve. Uma perda para o mundo das artes do tamanho…do mundo!

O som de David Bowie entrou na minha vida no já longínquo ano de 1975, quando meu saudoso irmão Victor comprou um compacto simples que incluía Young Americans e Sufragette City. A primeira logo se tornou uma das minhas músicas favoritas, com sua levada soul-funk e vocais que evocavam Elvis Presley, curiosamente nascido no mesmo mês e ano que ele (8 de janeiro, só que de 1935, enquanto Bowie nasceu em 1947).

Sufragette City, de 1972, do seminal álbum Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, só foi devidamente compreendida por mim depois de vários anos. Não muito tempo depois, em 1976, Golden Years fez parte de trilha de novela e deu sequência a minha experiência em relação à obra desse grande artista. No início dos anos 1980, comprei duas coletâneas e começava a ampliar minha coleção dele.

Com o estouro de Let’s Dance (1983), e mesmo um pouco antes, já estava indo atrás dos discos anteriores lançados pelo astro britânico. Vale lembrar que estavam todos fora de catálogo no Brasil, e custavam bem caro nos sebos da vida. Mas, com paciência e juntando cada centavo, fui aos poucos completando minha coleção. Também nessa época, conheci Rosa Kaji, presidente do incrível fã-clube de Bowie no Brasil, que me ajudou muito no sentido de conhecer a obra desse gênio.

Ironicamente, Rosa se mudou do Brasil para os EUA lá pelos idos de 1987 pelo fato de ter como sonho ver um show de seu grande ídolo, e de não acreditar que ele viria se apresentar ao vivo em nossos palcos. Curiosamente, isso acabou ocorrendo muito antes do que se poderia imaginar, em 1990, durante a turnê Sound + Vision, que em São Paulo passou pelo estádio Palestra Itália, do Palmeiras, em belo show debaixo de chuva que teve abertura dos Titãs.

A Sound + Vision foi uma turnê com repertório calcado nos grandes sucessos da carreira do roqueiro e teve como marca uma bela campanha de relançamento de sua discografia lançada entre 1969 e 1980 pela gravadora RCA, cujos direitos então passaram para a EMI-Odeon (no Brasil) e Rykodisc (nos EUA). Enfim esses álbuns seminais voltavam aos catálogos e puderam ser devidamente apreciados por muito mais gente.

Em 1º de novembro de 1997, Bowie voltou a tocar por aqui como atração principal do festival Close Up Planet, realizado em São Paulo na Pista de Atletismo do Ibirapuera. E mais uma vez a chuva esteve presente, desta vez uma garoa que felizmente não durou o tempo todo. Outro show incrível, repleto de pique e com a sonoridade com tempero drum n’ bass do álbum Earthling, que ele tinha lançado há pouco.

Vale lembrar que esse show de 1997 pode ser considerado mais ousado em termos estilísticos, mas o de 1990 equivaleu a um maravilhoso desfile de grandes hits, tendo a guitarra de Adrian Belew como cereja de um bolo delicioso. Tive a oportunidade de trocar umas rápidas palavras com esse guitarrista, que também tocou com o King Crimson e Talking Heads, no hotel Hilton, onde Bowie estava hospedado. Foi o mais perto que cheguei do roqueiro britânico…

Porque David Bowie é tão vital para a história do rock? Eis uma explicação para ser dada em muitas e muitas linhas. Logo de cara, é por ter sido um artista multimídia quando esse termo nem ao menos existia. Nunca se restringiu apenas à música, mergulhando de cabeça no cinema, teatro, literatura, artes plásticas e o que mais pintasse, sempre com muita curiosidade e procurando aprender o máximo possível. Um verdadeiro operário da arte.

O autor de clássicos como Space Oditty, Ziggy Stardust, Heroes, Let’s Dance e tantos outros nunca dormiu em cima dos louros conquistados. Rock futurista em Space Oditty, glam rock em Ziggy Stardust e Rebel Rebel, soul-funk em Young Americans, experimentalismo eletrônico em Low e Heroes, pop funk rock em Let’s Dance, o cara se renovava constantemente. Sua discografia é uma verdadeira aula de rock.

Ao contrário de muitos inovadores, que pagaram um alto preço por sua ousadia, David Bowie conseguiu criar novidades maravilhosas em termos musicais e vender milhões de discos, além de sempre lotar seus shows pelo mundo afora. Soube se manter relevante, e quando lançou em 2013 um novo álbum de inéditas após dez anos, o sublime The Next Day (leia a resenha desse álbum aqui), tinha milhões de ouvintes dispostos a curtir novamente seu trabalho. Ele sabia se renovar.

Em 2014, mais de 80 mil pessoas tiveram a oportunidade de conferir em São Paulo uma maravilhosa exposição com memorabilia de Bowie (leia matéria sobre esse incrível evento pop aqui), uma rara e preciosa oportunidade de se ter a plena noção da abrangência e criatividade de uma obra seminal em todos os sentidos.

Ele já era uma lenda mesmo antes de nos deixar, imaginem agora, quando infelizmente não o teremos mais por perto. A rigor, trabalhou até muito próximo de seu fim, o que lhe dava muito prazer e força. Aliás, claro que o teremos por perto, sim, ao menos em discos, DVDs, Blu-rays, livros etc. Bowie é trilha sonora eterna!

Young Americans– David Bowie:

Fashion– David Bowie:

– Ashes To Ashes- David Bowie:

– Rebel Rebel- David Bowie:

The Stars (Are Out Tonight)– David Bowie:

B.B. King, Lemmy e os outros astros que partiram em 2015

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Por Fabian Chacur

Em 2015, perdemos um verdadeiro festival de grandes nomes da música, em todas as áreas. O seminal embaixador do blues B.B.King (foto) é um dos mais expressivos, mas inúmeros outros nomes bacanas, também das mais variadas épocas, nos deixaram rumo à eternidade. Na medida do possível, Mondo Pop procurou homenagear essa turma da pesada nesse ano tão difícil.

Abaixo, fizemos uma lista com um número significativo desses grandes artistas que fizeram nossa alegria com suas canções, acordes, poesias etc. Quando for o caso de existir um texto de Mondo Pop sobre o artista em questão, o link aparece logo na sequência. Que a boa música feita por eles continue nos inspirando dia após dia, até o tal do “fim dos tempos”.

É uma lista bem abrangente, mas obviamente não é completa.

MÚSICOS QUE MORRERAM EM 2015:

– Dallas Taylor (baterista Crosby Stills Nash & Young)- 7/4/1948- 18/1/2015

– Edgar Froese (Tangerine Dream)- 6/6/1944- 20/1/2015

– Demis Roussos (cantor- ex-Aphrodite’s Child) – 15/6/1946- 25/1/2015

http://www.mondopop.net/2015/01/morre-aos-68-anos-na-grecia-o-cantor-egipcio-demis-roussos/

– Sam Andrew (guitarra- Big Brother & The Holding Company)- 18/12/1941- 12/2/2015

http://www.mondopop.net/2015/02/morre-sam-andrew-o-eterno-guitarrista-da-diva-janis-joplin/


– Lesley Gore (cantora pop)- 2/5/1946- 16/2/2015

– Daevid Allen (Soft Machine)- 13/1/1938- 13/3/2015

– Mike Porcaro (baixo- Toto)- 29/5/1955- 15/3/2015

http://www.mondopop.net/2015/03/morre-mike-porcaro-59-anos-ex-baixista-da-banda-pop-toto/

– A.J. Pero(bateria- Twisted Sister)- 14/10/1959- 20/3/2015

– Kim Fowley (produtor Runaways etc)- 21/7/1939- 15/1/2015

– Pino Danielle (cantor e compositor italiano)- 19/3/1955- 4/1/2015

– Andy Fraser (baixista- Free)- 3/7/1952-16/3/2015

– Steve Strange (cantor- Visage)- 28/5/1959- 12/2/2015

– Jimmy Greenspoon (teclados- Three Dog Night)- 7/2/1948- 11/3/2015

– Percy Sledge (cantor)- 25/11/1940- 14/4/2015

– Ben E. King (cantor)- 28/9/1938- 30/4/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/ben-e-king-de-stand-by-me-morre-nos-eua-aos-76-anos/

– Jack Ely (vocal e guitarra- The Kingsmen)- 11/9/1943- 28/4/2015

– Erroll Brown (cantor- Hot Chocolate- 11/12/1943- 6/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/morre-errol-brown-vocalista-da-banda-pop-hot-chocolate/

– B.B. King (rei do blues)- 16/9/1925- 14/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/b-b-king-o-rei-e-embaixador-que-deixa-um-legado-dourado/

– Louis Johnson (baixista- Brother Johnson)- 13/4/1955- 21/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/morre-louis-johnson-um-dos-melhores-baixistas-do-mundo/

– James Horner (compositor e maestro)- 14/8/1953- 22/6/2015

– Chris Squire (baixista- Yes)- 4/3/1948- 27/6/2015

http://www.mondopop.net/2015/06/chris-squire-fundador-do-yes-sai-da-cena-rock-com-67-anos/

– Lynn Anderson (cantora country)- 26/9/1947- 30/7/2015

– Bryn Merrick (baixo- The Damned)- 12/10/1958- 12/9/2015

– Gary Richrath (guitarrista- Reo Speedwagon)- 18/10/1949- 13/9/2015

– Lemmy Kilmister (baixo e vocal- Motorhead)- 24/12/1945- 28/12/2015

http://www.mondopop.net/2015/12/lemmy-no-brasil-seus-filmes-e-mais-sobre-o-lendario-rocker/

– Phillip Philty Animal Taylor (baterista Motorhead)- 21/9/1954- 11/11/2015

– Scott Weiland (vocal- Stone Temple Pilots e Velvet Revolver)- 27/10/1967- 4/12/2015

http://www.mondopop.net/2015/12/morre-cantor-scott-weiland-do-velvet-revolver-e-do-stp/

– Cynthia Robinson (trompete- Sly & The Family Stone)- 12/1/1946- 23/11/2015

– Allen Toussaint (músico)- 14/1/1938- 10/11/2015

– Andy White (baterista)- 27/7/1930- 9/11/2015

– Cory Wells (cantor- Three Dog Night)- 2/2/1941- 20/10/2015

– Phil Woods (sax alto-jazz e pop)- 2/11/1931- 1/10/2015

– Natalie Cole (cantora)- 6/2/1950- 31/12/2015

http://www.mondopop.net/2016/01/morre-aos-65-anos-de-idade-a-otima-cantora-natalie-cole/

– Lincoln Olivetti (músico e produtor)- 17/4/1954- 13/1/2015

http://www.mondopop.net/2015/01/musico-lincoln-olivetti-morre-aos-60-anos-e-deixa-saudade/

– Renato Rocha (baixo- Legião Urbana)- 27/5/1961- 22/2/2015

– José Rico (cantor sertanejo)- 29/6/1946- 3/3/2015

– Inezita Barroso (cantora etc)- 4/3/1925- 8/3/2015

http://www.mondopop.net/2015/03/inezita-barroso-foi-a-hebe-da-musica-rural-e-fara-muita-falta/

– Percy Weiss (cantor- Made In Brazil)- 1/3/1955- 14/4/2015

– Mangabinha (Trio Parada Dura)- 16/3/1942- 23/4/2015

– Fernando Brant (compositor)- 9/10/1946- 12/6/2015

http://www.mondopop.net/2015/06/fernando-brant-faz-travessia-e-nos-deixa-com-pura-saudade/

– Wilma Bentivegna (cantora)- 17/7/1929- 2/7/2015

– Claudia Barroso (cantora)- 23/4/1932- 9/10/2015

– Luis Carlos Miele (produtor)- 31/5/1938- 14/10/2015

– Marilia Pera (atriz e cantora)- 22/1/1943- 5/12/2015

– Flávio Basso-Júpiter Maçã (cantor)- 26/1/1968- 21/12/2015

– Cristiano Araújo (cantor)- 24/1/1986- 24/6/2015

Uma homenagem a todos esses nomes da música que se foram:

Olivia Newton-John enfim irá fazer shows no Brasil!2016!

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Por Fabian Chacur

Essa notícia eu já estava sabendo desde segunda-feira (14), mas só agora poderei revelar, por questões éticas. Depois de décadas de espera, agora é oficial: Olivia Newton-John, uma das maiores estrelas da história da música pop mundial, enfim irá se apresentar ao vivo no Brasil. A cantora fará shows por aqui em março de 2016, no Rio (1º-Theatro Municipal), São Paulo (3-Espaço das Américas) e Porto Alegre (5-Teatro Araújo Viana).

E que ninguém venha com aquela conversa de que “agora ela está no fim da carreira” ou “a moça está em baixa”. Nada disso. A cantora britânica de 67 anos lançou há pouco o álbum duplo gravado ao vivo Summer Nights- Live In Vegas, gravado ao vivo em bem-sucedida estadia no hotel Flamingo Las Vegas na qual ela deu uma bela geral em seus principais hits e também lançou uma canção inédita, Grace & Gratitude.

Foi uma espera daquelas, mas certamente valerá a pena. Nascida na Inglaterra em 26 de setembro de 1948 (mesmo dia e mês de Gal Costa e Brian Ferry, curiosamente), Olivia mudou-se com a família para a Austrália aos 5 anos de idade, onde foi criada. Ela iniciou sua carreira musical em 1965. Seu primeiro sucesso foi If Not For You, de Bob Dylan e também conhecida por gravação de George Harrison.

A cantora se mostrou uma especialista em quebrar barreiras, pois se tornou uma das maiores estrelas da música country nos EUA, grande façanha para uma estrangeira. Um de seus primeiros hits nesse setor foi Let Me Be There, seguido depois pelo estouro de I Honestly Love You, que chegou ao número 1. Outros hits country da moça são Please Mr. Please e Have You Ever Been Mellow, só para citar mais dois.

Em 1978, surpreendeu a todos ao aceitar viver o papel de Sandy na versão cinematográfica do musical Grease, uma ousadia, se levarmos em conta que ela já tinha 30 anos e viveria uma jovem adolescente. Mas deu super certo a sua parceria com o então ainda iniciante John Travolta, e o filme virou um grande sucesso nas bilheterias.

Mais: rendeu vários hits em sua trilha sonora, entre os quais dois duetos de Olivia e Travolta, as trepidantes Summer Nights e You’re The One That I Want, e a balada solo Hopelessy Devoted To You. O sucesso a incentivou a dar uma guinada roqueira em 1979 com o hoje clássico álbum Totally Hot, que inclui os petardos A Little More Love e Deeper Than The Night, entre outros, um grande sucesso.

Em 1980, outra surpresa das boas: estrelou o filme Xanadu ao lado de ninguém menos do que Gene Kelly, o rei dos musicais. O filme não teve bom desempenho nas bilheterias mas virou cult depois. A trilha, no entanto, que a reuniu com a Electric Light Orchestra, estourou, com hits como Xanadu (com a ELO), Magic, Whenever You’re Away From Me (com Gene Kelly) e Suddenly (dueto com o amigo Cliff Richards).

Em 1981, veio seu maior hit solo, a contagiante Physical, que ficou dez semanas no topo da parada americana e virou uma febre como tema de vídeos de ginástica. Fez mais um filme com Travolta, Two Of a Kind, e também investiu em causas sociais. Em 1992, lutou contra um câncer de mama, mas não só o venceu como também criou uma fundação para arrecadar fundos no intuito de ajudar as vítimas dessa doença terrível.

Sempre ativa, lançou bons discos nesses anos todos, entre eles Back With a Heart (1998). O mais recente é o duplo ao vivo Summer Nights- Live In Vegas, gravado ao vivo em incluindo hits como Have You Ever Been Mellow, Xanadu, A Little More Love, Sam, Physical, Summer Nights e inúmeras outras, em um total de 22 faixas. E é esse show comemorativo de seus 50 anos de carreira que ela, ainda linda, simpática e cantando muito bem, trará ao Brasil em março de 2016. Até que enfim!

A Little More Love– Olivia Newton-John (do CD Totally Hot-1979):

Deeper Than The Night– Olivia Newton-John (do LP Totally Hot-1979):

The Corrs anunciam quando o seu novo CD chegará às lojas

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Por Fabian Chacur

O grupo irlandês The Corrs anunciou o seu retorno à ativa em junho, como você ficou sabendo em Mondo Pop em primeiríssima mão no Brasil (leia de novo a matéria aqui). Só faltava saber o nome do novo CD e quando teria início a comeback tour. Agora não falta mais. White Light sairá no dia 27 de novembro nos formatos físico e digital, e a turnê começa em janeiro de 2016.

White Light será o primeiro álbum só de composições inéditas lançado pela banda desde Home (2005), e marca a volta dos irmãos Andrea (vocal e flauta), Sharon (vocal e violino), Caroline (vocal, bateria, piano e bodhran) e James (guitarra, piano e acordeon) após quase dez anos longe de cena. Eles participaram neste mês do Festival BBC Radio 2 Live, realizado no Hyde Park, em Londres.

O novo álbum ainda não teve músicas divulgadas, e também marca os 20 anos do lançamento do primeiro álbum do quarteto, Forgiven Not Forgotten (1995). Nos últimos dez anos, os irmãos se dedicaram a suas famílias e também a carreiras-solo. Sharon Corr nos visitou em duas ocasiões, e até gravou um DVD ao vivo por aqui (saiba mais aqui).

A turnê de divulgação do novo trabalho dos Corrs terá início em janeiro de 2016, e por enquanto só foram divulgadas datas no Reino Unido. Ficamos no aguardo de novidades em relação a mais shows, especialmente no Brasil, onde o grupo possui um grande fã-clube e que nunca recebeu uma de suas apresentações ao vivo, afora as de Sharon.

The Corrs- Tour White Light:

19/01 – BIRMINGHAM, Genting Arena
20/01 – CARDIFF, Motorpoint Arena
22/01 – LIVERPOOL, Echo Arena
23/01 – LONDON, 02 Arena
24/01 – MANCHESTER, Manchester Arena
26/01 – GLASGOW, Hydro
28/01 – DUBLIN, 3 Arena
29/01 – BELFAST, The SSE Arena

Unplugged MTV (ao Vivo)- The Corrs (veja na íntegra):

Bryan Ferry completa 70 anos com a classe que é sua marca

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Por Fabian Chacur

Neste sábado (26), um dos grandes estilistas do rock completará 70 anos. Só para variar, com a classe de sempre. Bryan Ferry se encontra atualmente em turnê de divulgação de seu mais recente álbum, o ótimo Avonmore (2014), e soprará as velinhas entre um show e outro na Alemanha. Eis um cara que merece ser louvado por quem gosta de música boa e inventiva. Mesmo!

Nascido em 26 de setembro de 1945, Ferry se dividiu entre a música e a graduação em artes, que em seguida lhe proporcionou a oportunidade de dar aulas. A partir de 1970, porém, ficou claro que sua opção pelo caminho musical era inevitável, e depois de ter integrado pequenos grupos como The Banshees, fundou a banda que lhe tornou mundialmente famoso, a Roxy Music.

Desde o início, esse grande cantor, compositor e músico britânico deixou claro que sua visão de arte e moda também integraria o pacote musical criado por si próprio. Ele incorporou uma elegância e um estilo marcante aos shows de seu grupo, e também trouxe esse refinamento às capas de seus álbuns, estrelados por famosas e lindas modelos com as quais também namorou, entre as quais Amanda Lear e Jerry Hall.

Em termos musicais, o som de Bryan Ferry se caracteriza por um mergulho criativo e personalizado nos universos do glam rock, da black music americana em suas várias vertentes (soul, jazz, disco music, funk) e do pop, com um bom gosto simplesmente absurdo. Romântico, sim, brega, nem em pensamento. Tudo pontuado por sua voz de crooner das antigas, explorada com uma classe e uma categoria reservada a poucos cantores na história do pop.

Com o Roxy Music, lançou álbuns absurdamente bons e influentes, entre os quais Roxy Music (1972), For Your Pleasure (1973), Siren (1976), Manifesto (1979) e Avalon (1982), inspiradores para gente como Nile Rodgers (do grupo Chic), David Bowie, Duran Duran e tantos outros.

Na carreira solo, Bryan Ferry sabe mesclar como poucos a releitura de clássicos de várias eras do pop, desde os standards do jazz americano do tipo These Foolish Things, passando por soul, doo-wop, rock e muito mais, até uma obra autoral capaz de nos proporcionar sons climáticos, envolventes e nos quais o ouvinte é levado a viagens deliciosas pelos meandros do amor, da paixão e dos estados elevados da alma.

Da trajetória individual, também não são poucos os trabalhos recomendáveis, como These Foolish Things (1973), Boys And Girls (1985), Taxi (1993), Frantic (2002) e Olympia (2010). De quebra, o cara sempre soube se cercar de grandes músicos nesses trabalhos, gente com o currículo de Nile Rodgers, Robin Trower, Chris Spedding, Gregg Phillinganes, Nathan East e David Gilmour, além dos colegas de Roxy Music Phil Manzanera, Andy MacKay e Paul Thompson.

Tive a chance de entrevistar Bryan Ferry lá pelos idos de 1995, quando ele veio ao Brasil para shows pela primeira vez, e o vi ao vivo naquela mesma época e também em 2003, em apresentações históricas e repletas de vigor e categoria. Se você é fã e conhece a obra de Mr. Ferry, comemore comigo. Se não é, faça um favor a si mesmo: mergulhe em sua obra e tente não se apaixonar por ela. Pessoas de bom gosto não escapam incólumes dessa experiência.

Smoke Gets In Your Eyes– Bryan Ferry:

The ‘In’ Crowd– Bryan Ferry:

Let’s Stick Together– Bryan Ferry :

The Right Stuff – Bryan Ferry :

N.Y.C. – Bryan Ferry :

You Can Dance– Bryan Ferry :

B.B. King: o rei e embaixador que deixa um legado dourado

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Por Fabian Chacur

O blues perdeu na noite desta quinta-feira (14) seu rei e seu embaixador maior. Deixou-nos aos 89 anos, vítima de causas geradas por uma diabetes 2 que o afligia há mais de 20 anos, o cantor, compositor e guitarrista americano B.B. King. Se há alguém no meio artístico que merecia o adjetivo “lenda”, era ele. Uma perda incalculável. A saudade dói demais. Um mestre!

A essa altura dos acontecimentos, todos já leram sobre a importância desse gênio, nascido em 16 de setembro de 1925. Ele entrou no meio musical tocando e também como radialista. Na década de 1950, iniciou uma trajetória profissional no meio da música que o manteve na ativa durante mais de 60 anos. Só parou há pouquíssimo tempo, quando a saúde o abandonou.

Considerado o rei do blues, ele também foi denominado por muitos como o embaixador desse seminal gênero musical, pois muita gente o conheceu através dos inúmeros shows e discos lançados por Riley Ben King durante sua mais do que produtiva trajetória. Mas ele nunca foi daqueles artistas restritos a um único jeito de tocar ou cantar.

Em uma entrevista, o Blues Boy afirmou que o grande lance para um artista é incorporar novas influências e experiências ao seu trabalho. “Você não pode ficar no mesmo groove o tempo todo”, dizia. E foi a sua receita para uma vida toda. Em sua carreira, fez parcerias com artistas dos mais distintos estilos e gerações, como poucos na história da música.

Entre outros, fez shows e gravações com astros do naipe de U2, Eric Clapton, The Rolling Stones. Willie Nelson, David Gilmour, Joe Cocker, Heavy D., Mick Hucknall, Ringo Starr, Mick Fleetwood, Stevie Nicks, Stevie Wonder, Grover Washington Jr., Bobby “Blue” Bland, Branford Marsalis, The Crusaders e Albert Collins, só para citar alguns.

King era um talento completo. Compunha bem, embora não tivesse problemas em gravar composições alheias, sempre muito bem escolhidas. Tocava guitarra com um estilo próprio, marcante e influente. E tinha uma voz poderosa, quem sabe sua maior qualidade. Curiosidade: ele não conseguia cantar e tocar ao mesmo tempo. Mas precisava?

Tenho boas histórias para contar dessa lenda da música. A primeira rolou em 1986, quando ele esteve por aqui para fazer alguns shows. Eu e meu amigo José Carlos Dopazo fomos ao hotel Transamérica (SP), onde seria realizada uma entrevista coletiva com o mestre. O taxista que nos levou errou o caminho e chegamos muito atrasados ao local.

A coletiva já havia se encerrado. Como já estávamos ali, ficamos na porta, esperando que ao menos pudéssemos ver o mestre de perto. Os assessores de imprensa do evento nos desestimularam, mas ficamos ali. E não é que King apareceu? Mais: simpático, não só nos deu autógrafos em vários LPs, como também conversou conosco, com rara simpatia.

Em 1989, vi um dos shows que ele realizou no extinto Olympia, em São Paulo. Excepcional. O momento mais divertido ficou por conta de quando ele fez uma tremenda onda e, depois, jogou uma palheta para a plateia, que a disputou avidamente. Ai, pouco depois, começou a arremessar uma atrás da outra, para felicidade dos fãs, que se divertiram com seu bom humor.

Vi o mestre novamente em 2006, em entrevista coletiva em um hotel na região da avenida Paulista. Simpático e carismático, flertou com as jornalistas presentes. Ao final, distribuiu autógrafos. Aproveitei para pegar mais um, o cumprimentei e afirmei que nunca mais lavaria as mãos, após ter tocado as mãos do rei do blues. Ele deu boas risadas. O show novamente foi maravilhoso, desta vez na Via Funchal, também extinta casa de shows paulistana.

B.B. King é um exemplo para muitos artistas metidos a besta por aí, que não tem um centésimo de seu talento e que, no entanto, esbanjam arrogância e antipatia. Com todo o seu currículo, era acessível e camarada com todos que o abordavam. Dessa forma, elevou o blues a um patamar dos mais altos. Um mestre que nos deixa como herança grandes gravações e bela lição de vida.

The Thrill Is Gone– B.B. King:

When Love Comes To Town– B.B. King & U2:

Rock Me Baby -B.B.King/Eric Clapton/Buddy Guy/Jimmy Vaughan:

Riding With The King– B.B. King & Eric Clapton:

Into The Night – B.B. King:

BB King & Bobby “Blue” Bland – Let The Good Times Roll:

Barry Manilow surpreende ao lançar CD inusitado de duetos

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Por Fabian Chacur

Após assinar contrato com o selo Verve Music, Barry Manilow ouviu dos diretores da gravadora a sugestão de lançar um álbum de duetos. Ele imediatamente se questionou de como poderia fazer um álbum desse tipo diferente dos milhares já feitos. Sua escolha de elenco para as gravações era ótimo, mas tinha um “pequeno” problema: todos os intérpretes já não se encontram entre nós. Um sonho impossível, pensou ele.

Quando ele expôs esse conceito à gravadora, ficou surpreso ao ver que a ideia não só não foi rejeitada como não pareceu absurda aos produtores e executivos. “Eles me falaram dos recursos tecnológicos atuais, que permitem coisas com as quais a gente nem imaginaria que fossem possíveis. Aí, resolvemos arriscar”, relembra o cantor americano em entrevista para promover seu novo trabalho.

O resultado é My Dream Duets, CD que estreou recentemente na parada americana direto no quarto lugar, uma performance simplesmente fantástica para um cantor de música romântica na estrada há mais de quatro décadas. Mais surpreendente: gravando músicas com Marilyn Monroe, Andy Williams, Whitney Houston, John Denver, Louis Armstrong, Mama Cass e outros saudosos ícones da música.

Valendo-se dos mais atualizados procedimentos técnicos atuais, as vozes dos onze “convidados” foram extraídas de gravações anteriores feitas por eles. Aí, foram acrescentados novos arranjos e os vocais de Manilow. O resultado é impressionante, pois a impressão é que o astro pop gravou as canções ao lado de seus convidados, tal a qualidade técnica e o calor das interpretações. Como diria o glorioso apresentador de TV Ratinho, “coisa de louco”.

What a Wonderful World/ What a Wonderful Life (com Louis Armstrong), I Believe In You And Me (com Whitney Houston), Moon River (com Andy Williams), The Look Of Love (com Dusty Springfield), I Wanna Be Loved By You (com Marilyn Monroe) e Dream a Little Dream Of Me (com Mama Cass) são algumas das faixas deste álbum inusitado e capaz de obter as mais diversas reações, desde admiração até horror por um possível teor oportunista. A escolha é sua.

What a Wonderful World/ What a Wonderful Life- Barry Manilow & Louis Armstrong:

I Believe In You And Me- Barry Manilow & Whitney Houston:

Barry Manilow fala sobre como surgiu My Dream Duets:

Mariana Degani será atração de festa na Vila Madalena (SP)

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Por Fabian Chacur

A primeira edição da Festa SomAmos, que será realizada no dia 15 de novembro (sábado) no Espaço Soma Yoga & Ayurveda (rua Fidalga, 373- Vila Madalena) terá como destaque o show da cantora, compositora e artista visual Mariana Degani. A apresentação ocorrerá às 19h, e a entrada é gratuita. Teremos também a exposição Ave- Amor, União e Espiritualidade, da fotógrafa Débora Frida.

Conhecida por ter feito shows e gravado dois álbuns como vocalista da banda Loungetude46, Mariana procura caminhos para a criação de suas músicas através da arte, e investe em uma interação entre suas duas atividades, com uma abordagem poética das artes visuais e da ilustração. Ou seja, fuga constante das manifestações culturais burocráticas e sempre em busca do novo.

No palco, ela é acompanhada pelo multi-instrumentista e parceiro Remi Chatain, conhecido por seu trabalho com a Trupe Chá de Boldo. O repertório do show trará músicas de seu primeiro trabalho solo, Furtacor, entre elas Nada Nada, Tuiutú e Canto Às Vadias. Irreverência, garra e uma voz versátil e poderosa são suas armas em cena.

Canto às Vadias, com Mariana Degani, ao vivo:

Michael Bublé traz sua turnê To Be Loved para Rio e SP

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Por Fabian Chacur

Após uma bem-sucedida passagem pelo Brasil em 2012, o cantor canadense Michael Bublé se prepara para retornar a nossos palcos. Ele irá se apresentar no Rio no dia 17/9 e em São Paulo de 19 a 21/9. O astro trará um aparato de equipamentos com mais de 10 toneladas, incluindo equipamentos de som, luz e pirotecnia, além da novidade de dois palcos, A e B, que permitirão ainda mais interação entre o intérprete e seus fãs.

A assessoria de imprensa dos shows divulgou que o músico deseja experimentar pratos típicos da cozinha brasileira, além de comidas saudáveis feitas com azeite de oliva. De quebra, também solicitou vinho e cervejas locais, indo na contramão daqueles astros que solicitam marcas difíceis de serem obtidas ou bebidas mais complicadas do que discurso de político.

Com mais de 50 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro e contratado de gravadoras majors desde 2003, Michael Bublé tem como marcas registradas o carisma, o estilo de crooner inspirado em ícones como Frank Sinatra e adaptado para a música atual e uma voz marcante, que passeia com desenvoltura por standards do pop, jazz, soul e rock sem medo de ser feliz.

No repertório do novo show, canções de seu mais recente álbum, To Be Loved, entre os quais It’s a Beautiful Day, Close Your Eyes e To Love Somebody, mais sucessos como Haven’t Met You Yet, Everything e Home, além de releituras de clássicos antigos e recentes da música pop como Cry Me a River, Feeling Good e Get Lucky,tudo à sua moda.

O show no Rio será no dia 17/9 (quarta-feira) às 22h no HSBC Arena (avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3.401- Barra da Tijuca), com ingressos custando de R$ 180,00 a R$ 750,00. Em São Paulo, os shows serão no dia 19/9 (sexta) às 22h e 20/9 (sábado) e 21/9 (domingo) às 21h30 no Ginásio do Ibirapuera (rua Manoel da Nóbrega,1.361-Ibirapuera), com ingressos de R$ 280,00 a R$ 980,00. Mais informações sobre os shows: www.livepass.com .

Show de Michael Bublé Caught In The Act em streaming:

Morre Gerry Goffin, 75 anos, grande letrista do pop rock

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Por Fabian Chacur

Foi anunciada nesta quarta-feira (19) a morte de Gerry Goffin, um dos melhores e mais bem-sucedidos letristas da história do rock e da música pop. Ele tinha 75 anos, e morreu de causas naturais em sua casa em Los Angeles, segundo divulgou sua esposa, Michelle. Sua parceira mais conhecida foi Carole King, com quem esteve casado entre 1959 e 1968.

Nascido no Brooklin (Nova York) em 11 de fevereiro de 1939, Gerry Goffin tornou-se conhecido inicialmente no mundo da música como um dos compositores do chamado Brill Building, prédio situado em Nova York que concentrava pequenas salas nas quais compositores profissionais compunham músicas para as mais diversas editoras musicais e artistas entre os anos 50 e 60.

A parceria de Gerry com a esposa Carole King se tornou uma das mais bem-sucedidas daquele cenário, com direito a hits marcantes. The Loco-Motion, por exemplo, ocupou os primeiros lugares nas paradas de sucesso em três décadas seguidas: anos 60 com The Shirelles, anos 70 com o Grand Funk Railroad e anos 80 com a australiana Kylie Minogue.

Os Monkees gravaram três músicas marcantes do casal, as maravilhosas Take a Giant Step, Porpoise Song e Pleasant Valley Sunday. Os Beatles incluíram Chains logo em seu álbum de estreia (Please Please Me), enquanto os Byrds gravaram com categoria e originalidade as psicodélicas Going Back e I Wasn’t Born To Follow.

Up On The Roof, lançada pelo grupo vocal The Drifters, também fez bastante sucesso nas releituras de Laura Nyro, James Taylor e da própria Carole King, que, mesmo separada de Gerry Goffin em 1968, continuou a gravar músicas feitas pelos dois. Aliás, vale ressaltar que Goffin também tem várias músicas de sucesso com outros parceiros.

Gladys Knight And The Pips, por exemplo, fizeram bastante sucesso com duas músicas assinadas por Gerry Goffin, as belíssima So Sad The Songs (escrita com Michael Masser) e I’ve Got To Use My Imagination (com Barry Goldberg). Goldberg é também coautor de It’s Not The Spotlight, que visitou as paradas nas vozes de Rod Stewart e Kim Carnes.

Outra canção que poucos associam a Gerry Goffin é a balada Nothing’s Gonna Change My Love For You, parceria com Michael Masser gravada originalmente por George Benson e tornada um grande sucesso em proporções mundiais em 1990 na releitura feita pelo cantor pop Glenn Medeiros. Até o trio vocal SNZ (das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil) gravou versão em português desta canção.

Gerry Goffin é um dos últimos compositores da era de ouro do pop rock a nos deixar, e sua classe e sutileza na hora de escrever certamente fará muita falta. Só nos resta, como de praxe, matar a saudade ouvindo as inúmeras gravações feitas de suas belas canções, sete delas atingindo o número 1 nos EUA, sendo um total de 59 ocupando o Top 10 por lá.

I Wasn’t Born To Follow – The Byrds:

Take a Giant Step– The Monkees:

Chains – The Beatles:

Will You Still Love Me Tomorrow– Carole King:

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