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Olivia Newton-John enfim irá fazer shows no Brasil!2016!

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Por Fabian Chacur

Essa notícia eu já estava sabendo desde segunda-feira (14), mas só agora poderei revelar, por questões éticas. Depois de décadas de espera, agora é oficial: Olivia Newton-John, uma das maiores estrelas da história da música pop mundial, enfim irá se apresentar ao vivo no Brasil. A cantora fará shows por aqui em março de 2016, no Rio (1º-Theatro Municipal), São Paulo (3-Espaço das Américas) e Porto Alegre (5-Teatro Araújo Viana).

E que ninguém venha com aquela conversa de que “agora ela está no fim da carreira” ou “a moça está em baixa”. Nada disso. A cantora britânica de 67 anos lançou há pouco o álbum duplo gravado ao vivo Summer Nights- Live In Vegas, gravado ao vivo em bem-sucedida estadia no hotel Flamingo Las Vegas na qual ela deu uma bela geral em seus principais hits e também lançou uma canção inédita, Grace & Gratitude.

Foi uma espera daquelas, mas certamente valerá a pena. Nascida na Inglaterra em 26 de setembro de 1948 (mesmo dia e mês de Gal Costa e Brian Ferry, curiosamente), Olivia mudou-se com a família para a Austrália aos 5 anos de idade, onde foi criada. Ela iniciou sua carreira musical em 1965. Seu primeiro sucesso foi If Not For You, de Bob Dylan e também conhecida por gravação de George Harrison.

A cantora se mostrou uma especialista em quebrar barreiras, pois se tornou uma das maiores estrelas da música country nos EUA, grande façanha para uma estrangeira. Um de seus primeiros hits nesse setor foi Let Me Be There, seguido depois pelo estouro de I Honestly Love You, que chegou ao número 1. Outros hits country da moça são Please Mr. Please e Have You Ever Been Mellow, só para citar mais dois.

Em 1978, surpreendeu a todos ao aceitar viver o papel de Sandy na versão cinematográfica do musical Grease, uma ousadia, se levarmos em conta que ela já tinha 30 anos e viveria uma jovem adolescente. Mas deu super certo a sua parceria com o então ainda iniciante John Travolta, e o filme virou um grande sucesso nas bilheterias.

Mais: rendeu vários hits em sua trilha sonora, entre os quais dois duetos de Olivia e Travolta, as trepidantes Summer Nights e You’re The One That I Want, e a balada solo Hopelessy Devoted To You. O sucesso a incentivou a dar uma guinada roqueira em 1979 com o hoje clássico álbum Totally Hot, que inclui os petardos A Little More Love e Deeper Than The Night, entre outros, um grande sucesso.

Em 1980, outra surpresa das boas: estrelou o filme Xanadu ao lado de ninguém menos do que Gene Kelly, o rei dos musicais. O filme não teve bom desempenho nas bilheterias mas virou cult depois. A trilha, no entanto, que a reuniu com a Electric Light Orchestra, estourou, com hits como Xanadu (com a ELO), Magic, Whenever You’re Away From Me (com Gene Kelly) e Suddenly (dueto com o amigo Cliff Richards).

Em 1981, veio seu maior hit solo, a contagiante Physical, que ficou dez semanas no topo da parada americana e virou uma febre como tema de vídeos de ginástica. Fez mais um filme com Travolta, Two Of a Kind, e também investiu em causas sociais. Em 1992, lutou contra um câncer de mama, mas não só o venceu como também criou uma fundação para arrecadar fundos no intuito de ajudar as vítimas dessa doença terrível.

Sempre ativa, lançou bons discos nesses anos todos, entre eles Back With a Heart (1998). O mais recente é o duplo ao vivo Summer Nights- Live In Vegas, gravado ao vivo em incluindo hits como Have You Ever Been Mellow, Xanadu, A Little More Love, Sam, Physical, Summer Nights e inúmeras outras, em um total de 22 faixas. E é esse show comemorativo de seus 50 anos de carreira que ela, ainda linda, simpática e cantando muito bem, trará ao Brasil em março de 2016. Até que enfim!

A Little More Love– Olivia Newton-John (do CD Totally Hot-1979):

Deeper Than The Night– Olivia Newton-John (do LP Totally Hot-1979):

The Corrs anunciam quando o seu novo CD chegará às lojas

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Por Fabian Chacur

O grupo irlandês The Corrs anunciou o seu retorno à ativa em junho, como você ficou sabendo em Mondo Pop em primeiríssima mão no Brasil (leia de novo a matéria aqui). Só faltava saber o nome do novo CD e quando teria início a comeback tour. Agora não falta mais. White Light sairá no dia 27 de novembro nos formatos físico e digital, e a turnê começa em janeiro de 2016.

White Light será o primeiro álbum só de composições inéditas lançado pela banda desde Home (2005), e marca a volta dos irmãos Andrea (vocal e flauta), Sharon (vocal e violino), Caroline (vocal, bateria, piano e bodhran) e James (guitarra, piano e acordeon) após quase dez anos longe de cena. Eles participaram neste mês do Festival BBC Radio 2 Live, realizado no Hyde Park, em Londres.

O novo álbum ainda não teve músicas divulgadas, e também marca os 20 anos do lançamento do primeiro álbum do quarteto, Forgiven Not Forgotten (1995). Nos últimos dez anos, os irmãos se dedicaram a suas famílias e também a carreiras-solo. Sharon Corr nos visitou em duas ocasiões, e até gravou um DVD ao vivo por aqui (saiba mais aqui).

A turnê de divulgação do novo trabalho dos Corrs terá início em janeiro de 2016, e por enquanto só foram divulgadas datas no Reino Unido. Ficamos no aguardo de novidades em relação a mais shows, especialmente no Brasil, onde o grupo possui um grande fã-clube e que nunca recebeu uma de suas apresentações ao vivo, afora as de Sharon.

The Corrs- Tour White Light:

19/01 – BIRMINGHAM, Genting Arena
20/01 – CARDIFF, Motorpoint Arena
22/01 – LIVERPOOL, Echo Arena
23/01 – LONDON, 02 Arena
24/01 – MANCHESTER, Manchester Arena
26/01 – GLASGOW, Hydro
28/01 – DUBLIN, 3 Arena
29/01 – BELFAST, The SSE Arena

Unplugged MTV (ao Vivo)- The Corrs (veja na íntegra):

Bryan Ferry completa 70 anos com a classe que é sua marca

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Por Fabian Chacur

Neste sábado (26), um dos grandes estilistas do rock completará 70 anos. Só para variar, com a classe de sempre. Bryan Ferry se encontra atualmente em turnê de divulgação de seu mais recente álbum, o ótimo Avonmore (2014), e soprará as velinhas entre um show e outro na Alemanha. Eis um cara que merece ser louvado por quem gosta de música boa e inventiva. Mesmo!

Nascido em 26 de setembro de 1945, Ferry se dividiu entre a música e a graduação em artes, que em seguida lhe proporcionou a oportunidade de dar aulas. A partir de 1970, porém, ficou claro que sua opção pelo caminho musical era inevitável, e depois de ter integrado pequenos grupos como The Banshees, fundou a banda que lhe tornou mundialmente famoso, a Roxy Music.

Desde o início, esse grande cantor, compositor e músico britânico deixou claro que sua visão de arte e moda também integraria o pacote musical criado por si próprio. Ele incorporou uma elegância e um estilo marcante aos shows de seu grupo, e também trouxe esse refinamento às capas de seus álbuns, estrelados por famosas e lindas modelos com as quais também namorou, entre as quais Amanda Lear e Jerry Hall.

Em termos musicais, o som de Bryan Ferry se caracteriza por um mergulho criativo e personalizado nos universos do glam rock, da black music americana em suas várias vertentes (soul, jazz, disco music, funk) e do pop, com um bom gosto simplesmente absurdo. Romântico, sim, brega, nem em pensamento. Tudo pontuado por sua voz de crooner das antigas, explorada com uma classe e uma categoria reservada a poucos cantores na história do pop.

Com o Roxy Music, lançou álbuns absurdamente bons e influentes, entre os quais Roxy Music (1972), For Your Pleasure (1973), Siren (1976), Manifesto (1979) e Avalon (1982), inspiradores para gente como Nile Rodgers (do grupo Chic), David Bowie, Duran Duran e tantos outros.

Na carreira solo, Bryan Ferry sabe mesclar como poucos a releitura de clássicos de várias eras do pop, desde os standards do jazz americano do tipo These Foolish Things, passando por soul, doo-wop, rock e muito mais, até uma obra autoral capaz de nos proporcionar sons climáticos, envolventes e nos quais o ouvinte é levado a viagens deliciosas pelos meandros do amor, da paixão e dos estados elevados da alma.

Da trajetória individual, também não são poucos os trabalhos recomendáveis, como These Foolish Things (1973), Boys And Girls (1985), Taxi (1993), Frantic (2002) e Olympia (2010). De quebra, o cara sempre soube se cercar de grandes músicos nesses trabalhos, gente com o currículo de Nile Rodgers, Robin Trower, Chris Spedding, Gregg Phillinganes, Nathan East e David Gilmour, além dos colegas de Roxy Music Phil Manzanera, Andy MacKay e Paul Thompson.

Tive a chance de entrevistar Bryan Ferry lá pelos idos de 1995, quando ele veio ao Brasil para shows pela primeira vez, e o vi ao vivo naquela mesma época e também em 2003, em apresentações históricas e repletas de vigor e categoria. Se você é fã e conhece a obra de Mr. Ferry, comemore comigo. Se não é, faça um favor a si mesmo: mergulhe em sua obra e tente não se apaixonar por ela. Pessoas de bom gosto não escapam incólumes dessa experiência.

Smoke Gets In Your Eyes– Bryan Ferry:

The ‘In’ Crowd– Bryan Ferry:

Let’s Stick Together– Bryan Ferry :

The Right Stuff – Bryan Ferry :

N.Y.C. – Bryan Ferry :

You Can Dance– Bryan Ferry :

B.B. King: o rei e embaixador que deixa um legado dourado

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Por Fabian Chacur

O blues perdeu na noite desta quinta-feira (14) seu rei e seu embaixador maior. Deixou-nos aos 89 anos, vítima de causas geradas por uma diabetes 2 que o afligia há mais de 20 anos, o cantor, compositor e guitarrista americano B.B. King. Se há alguém no meio artístico que merecia o adjetivo “lenda”, era ele. Uma perda incalculável. A saudade dói demais. Um mestre!

A essa altura dos acontecimentos, todos já leram sobre a importância desse gênio, nascido em 16 de setembro de 1925. Ele entrou no meio musical tocando e também como radialista. Na década de 1950, iniciou uma trajetória profissional no meio da música que o manteve na ativa durante mais de 60 anos. Só parou há pouquíssimo tempo, quando a saúde o abandonou.

Considerado o rei do blues, ele também foi denominado por muitos como o embaixador desse seminal gênero musical, pois muita gente o conheceu através dos inúmeros shows e discos lançados por Riley Ben King durante sua mais do que produtiva trajetória. Mas ele nunca foi daqueles artistas restritos a um único jeito de tocar ou cantar.

Em uma entrevista, o Blues Boy afirmou que o grande lance para um artista é incorporar novas influências e experiências ao seu trabalho. “Você não pode ficar no mesmo groove o tempo todo”, dizia. E foi a sua receita para uma vida toda. Em sua carreira, fez parcerias com artistas dos mais distintos estilos e gerações, como poucos na história da música.

Entre outros, fez shows e gravações com astros do naipe de U2, Eric Clapton, The Rolling Stones. Willie Nelson, David Gilmour, Joe Cocker, Heavy D., Mick Hucknall, Ringo Starr, Mick Fleetwood, Stevie Nicks, Stevie Wonder, Grover Washington Jr., Bobby “Blue” Bland, Branford Marsalis, The Crusaders e Albert Collins, só para citar alguns.

King era um talento completo. Compunha bem, embora não tivesse problemas em gravar composições alheias, sempre muito bem escolhidas. Tocava guitarra com um estilo próprio, marcante e influente. E tinha uma voz poderosa, quem sabe sua maior qualidade. Curiosidade: ele não conseguia cantar e tocar ao mesmo tempo. Mas precisava?

Tenho boas histórias para contar dessa lenda da música. A primeira rolou em 1986, quando ele esteve por aqui para fazer alguns shows. Eu e meu amigo José Carlos Dopazo fomos ao hotel Transamérica (SP), onde seria realizada uma entrevista coletiva com o mestre. O taxista que nos levou errou o caminho e chegamos muito atrasados ao local.

A coletiva já havia se encerrado. Como já estávamos ali, ficamos na porta, esperando que ao menos pudéssemos ver o mestre de perto. Os assessores de imprensa do evento nos desestimularam, mas ficamos ali. E não é que King apareceu? Mais: simpático, não só nos deu autógrafos em vários LPs, como também conversou conosco, com rara simpatia.

Em 1989, vi um dos shows que ele realizou no extinto Olympia, em São Paulo. Excepcional. O momento mais divertido ficou por conta de quando ele fez uma tremenda onda e, depois, jogou uma palheta para a plateia, que a disputou avidamente. Ai, pouco depois, começou a arremessar uma atrás da outra, para felicidade dos fãs, que se divertiram com seu bom humor.

Vi o mestre novamente em 2006, em entrevista coletiva em um hotel na região da avenida Paulista. Simpático e carismático, flertou com as jornalistas presentes. Ao final, distribuiu autógrafos. Aproveitei para pegar mais um, o cumprimentei e afirmei que nunca mais lavaria as mãos, após ter tocado as mãos do rei do blues. Ele deu boas risadas. O show novamente foi maravilhoso, desta vez na Via Funchal, também extinta casa de shows paulistana.

B.B. King é um exemplo para muitos artistas metidos a besta por aí, que não tem um centésimo de seu talento e que, no entanto, esbanjam arrogância e antipatia. Com todo o seu currículo, era acessível e camarada com todos que o abordavam. Dessa forma, elevou o blues a um patamar dos mais altos. Um mestre que nos deixa como herança grandes gravações e bela lição de vida.

The Thrill Is Gone– B.B. King:

When Love Comes To Town– B.B. King & U2:

Rock Me Baby -B.B.King/Eric Clapton/Buddy Guy/Jimmy Vaughan:

Riding With The King– B.B. King & Eric Clapton:

Into The Night – B.B. King:

BB King & Bobby “Blue” Bland – Let The Good Times Roll:

Barry Manilow surpreende ao lançar CD inusitado de duetos

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Por Fabian Chacur

Após assinar contrato com o selo Verve Music, Barry Manilow ouviu dos diretores da gravadora a sugestão de lançar um álbum de duetos. Ele imediatamente se questionou de como poderia fazer um álbum desse tipo diferente dos milhares já feitos. Sua escolha de elenco para as gravações era ótimo, mas tinha um “pequeno” problema: todos os intérpretes já não se encontram entre nós. Um sonho impossível, pensou ele.

Quando ele expôs esse conceito à gravadora, ficou surpreso ao ver que a ideia não só não foi rejeitada como não pareceu absurda aos produtores e executivos. “Eles me falaram dos recursos tecnológicos atuais, que permitem coisas com as quais a gente nem imaginaria que fossem possíveis. Aí, resolvemos arriscar”, relembra o cantor americano em entrevista para promover seu novo trabalho.

O resultado é My Dream Duets, CD que estreou recentemente na parada americana direto no quarto lugar, uma performance simplesmente fantástica para um cantor de música romântica na estrada há mais de quatro décadas. Mais surpreendente: gravando músicas com Marilyn Monroe, Andy Williams, Whitney Houston, John Denver, Louis Armstrong, Mama Cass e outros saudosos ícones da música.

Valendo-se dos mais atualizados procedimentos técnicos atuais, as vozes dos onze “convidados” foram extraídas de gravações anteriores feitas por eles. Aí, foram acrescentados novos arranjos e os vocais de Manilow. O resultado é impressionante, pois a impressão é que o astro pop gravou as canções ao lado de seus convidados, tal a qualidade técnica e o calor das interpretações. Como diria o glorioso apresentador de TV Ratinho, “coisa de louco”.

What a Wonderful World/ What a Wonderful Life (com Louis Armstrong), I Believe In You And Me (com Whitney Houston), Moon River (com Andy Williams), The Look Of Love (com Dusty Springfield), I Wanna Be Loved By You (com Marilyn Monroe) e Dream a Little Dream Of Me (com Mama Cass) são algumas das faixas deste álbum inusitado e capaz de obter as mais diversas reações, desde admiração até horror por um possível teor oportunista. A escolha é sua.

What a Wonderful World/ What a Wonderful Life- Barry Manilow & Louis Armstrong:

I Believe In You And Me- Barry Manilow & Whitney Houston:

Barry Manilow fala sobre como surgiu My Dream Duets:

Mariana Degani será atração de festa na Vila Madalena (SP)

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Por Fabian Chacur

A primeira edição da Festa SomAmos, que será realizada no dia 15 de novembro (sábado) no Espaço Soma Yoga & Ayurveda (rua Fidalga, 373- Vila Madalena) terá como destaque o show da cantora, compositora e artista visual Mariana Degani. A apresentação ocorrerá às 19h, e a entrada é gratuita. Teremos também a exposição Ave- Amor, União e Espiritualidade, da fotógrafa Débora Frida.

Conhecida por ter feito shows e gravado dois álbuns como vocalista da banda Loungetude46, Mariana procura caminhos para a criação de suas músicas através da arte, e investe em uma interação entre suas duas atividades, com uma abordagem poética das artes visuais e da ilustração. Ou seja, fuga constante das manifestações culturais burocráticas e sempre em busca do novo.

No palco, ela é acompanhada pelo multi-instrumentista e parceiro Remi Chatain, conhecido por seu trabalho com a Trupe Chá de Boldo. O repertório do show trará músicas de seu primeiro trabalho solo, Furtacor, entre elas Nada Nada, Tuiutú e Canto Às Vadias. Irreverência, garra e uma voz versátil e poderosa são suas armas em cena.

Canto às Vadias, com Mariana Degani, ao vivo:

Michael Bublé traz sua turnê To Be Loved para Rio e SP

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Por Fabian Chacur

Após uma bem-sucedida passagem pelo Brasil em 2012, o cantor canadense Michael Bublé se prepara para retornar a nossos palcos. Ele irá se apresentar no Rio no dia 17/9 e em São Paulo de 19 a 21/9. O astro trará um aparato de equipamentos com mais de 10 toneladas, incluindo equipamentos de som, luz e pirotecnia, além da novidade de dois palcos, A e B, que permitirão ainda mais interação entre o intérprete e seus fãs.

A assessoria de imprensa dos shows divulgou que o músico deseja experimentar pratos típicos da cozinha brasileira, além de comidas saudáveis feitas com azeite de oliva. De quebra, também solicitou vinho e cervejas locais, indo na contramão daqueles astros que solicitam marcas difíceis de serem obtidas ou bebidas mais complicadas do que discurso de político.

Com mais de 50 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro e contratado de gravadoras majors desde 2003, Michael Bublé tem como marcas registradas o carisma, o estilo de crooner inspirado em ícones como Frank Sinatra e adaptado para a música atual e uma voz marcante, que passeia com desenvoltura por standards do pop, jazz, soul e rock sem medo de ser feliz.

No repertório do novo show, canções de seu mais recente álbum, To Be Loved, entre os quais It’s a Beautiful Day, Close Your Eyes e To Love Somebody, mais sucessos como Haven’t Met You Yet, Everything e Home, além de releituras de clássicos antigos e recentes da música pop como Cry Me a River, Feeling Good e Get Lucky,tudo à sua moda.

O show no Rio será no dia 17/9 (quarta-feira) às 22h no HSBC Arena (avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3.401- Barra da Tijuca), com ingressos custando de R$ 180,00 a R$ 750,00. Em São Paulo, os shows serão no dia 19/9 (sexta) às 22h e 20/9 (sábado) e 21/9 (domingo) às 21h30 no Ginásio do Ibirapuera (rua Manoel da Nóbrega,1.361-Ibirapuera), com ingressos de R$ 280,00 a R$ 980,00. Mais informações sobre os shows: www.livepass.com .

Show de Michael Bublé Caught In The Act em streaming:

Morre Gerry Goffin, 75 anos, grande letrista do pop rock

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Por Fabian Chacur

Foi anunciada nesta quarta-feira (19) a morte de Gerry Goffin, um dos melhores e mais bem-sucedidos letristas da história do rock e da música pop. Ele tinha 75 anos, e morreu de causas naturais em sua casa em Los Angeles, segundo divulgou sua esposa, Michelle. Sua parceira mais conhecida foi Carole King, com quem esteve casado entre 1959 e 1968.

Nascido no Brooklin (Nova York) em 11 de fevereiro de 1939, Gerry Goffin tornou-se conhecido inicialmente no mundo da música como um dos compositores do chamado Brill Building, prédio situado em Nova York que concentrava pequenas salas nas quais compositores profissionais compunham músicas para as mais diversas editoras musicais e artistas entre os anos 50 e 60.

A parceria de Gerry com a esposa Carole King se tornou uma das mais bem-sucedidas daquele cenário, com direito a hits marcantes. The Loco-Motion, por exemplo, ocupou os primeiros lugares nas paradas de sucesso em três décadas seguidas: anos 60 com The Shirelles, anos 70 com o Grand Funk Railroad e anos 80 com a australiana Kylie Minogue.

Os Monkees gravaram três músicas marcantes do casal, as maravilhosas Take a Giant Step, Porpoise Song e Pleasant Valley Sunday. Os Beatles incluíram Chains logo em seu álbum de estreia (Please Please Me), enquanto os Byrds gravaram com categoria e originalidade as psicodélicas Going Back e I Wasn’t Born To Follow.

Up On The Roof, lançada pelo grupo vocal The Drifters, também fez bastante sucesso nas releituras de Laura Nyro, James Taylor e da própria Carole King, que, mesmo separada de Gerry Goffin em 1968, continuou a gravar músicas feitas pelos dois. Aliás, vale ressaltar que Goffin também tem várias músicas de sucesso com outros parceiros.

Gladys Knight And The Pips, por exemplo, fizeram bastante sucesso com duas músicas assinadas por Gerry Goffin, as belíssima So Sad The Songs (escrita com Michael Masser) e I’ve Got To Use My Imagination (com Barry Goldberg). Goldberg é também coautor de It’s Not The Spotlight, que visitou as paradas nas vozes de Rod Stewart e Kim Carnes.

Outra canção que poucos associam a Gerry Goffin é a balada Nothing’s Gonna Change My Love For You, parceria com Michael Masser gravada originalmente por George Benson e tornada um grande sucesso em proporções mundiais em 1990 na releitura feita pelo cantor pop Glenn Medeiros. Até o trio vocal SNZ (das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil) gravou versão em português desta canção.

Gerry Goffin é um dos últimos compositores da era de ouro do pop rock a nos deixar, e sua classe e sutileza na hora de escrever certamente fará muita falta. Só nos resta, como de praxe, matar a saudade ouvindo as inúmeras gravações feitas de suas belas canções, sete delas atingindo o número 1 nos EUA, sendo um total de 59 ocupando o Top 10 por lá.

I Wasn’t Born To Follow – The Byrds:

Take a Giant Step– The Monkees:

Chains – The Beatles:

Will You Still Love Me Tomorrow– Carole King:

Waterloo, do Abba, volta em edição luxuosa

Por Fabian Chacur

Em 1974, a música Waterloo venceu o disputado Eurovision Festival e se tornou um divisor de águas na carreira da banda que a compôs e defendeu no evento, o Abba. De um grupo composto por quatro componentes já bastante experientes e conhecidos apenas em seu país natal, a Suécia, iniciavam sua trajetória rumo a um estrelato mundial de grandes proporções. O álbum que marca esse momento, Waterloo (Universal Music), volta às lojas em impecável, luxuosa e imperdível edição comemorativa.

Antes do estouro dessa música emblemática, Bjorn Ulvaeus, Benny Andersson, Anni-Frid (Frida) Lyngstad e Agnetha Faltskog contabilizavam anos de batalha em projetos distintos, e apenas o início de uma disposição em tentar a sorte como quarteto. O batismo com o nome Abba surgiu quase que por acaso, e ficou no fim das contas por causa do fácil apelo em qualquer língua. A ambição do sucesso mundial era evidente.

Waterloo, o álbum, foi feito obviamente para capitalizar o sucesso de sua faixa-título, e ainda mostra um grupo em busca de sua total identidade. As faixas que já mostram esse estilo Abba de se fazer música são a própria Waterloo, a sensacional Honey Honey e a simpática Hasta Mañaña. As outras são bem interessantes, mas abaixo do que o quarteto faria de melhor posteriormente em seus anos de ouro.

A edição comemorativa dos 40 anos de Waterloo é simplesmente sensacional, com direito a capa digipack que abre em quatro partes, encarte luxuoso com ficha técnica completa, fotos lindas e textos detalhando tudo sobre essa fase seminal na carreira do mitológico grupo sueco. Puro capricho. E tem ainda um DVD que é não uma, mas um monte de cerejas do bolo.

Com 45 minutos de duração, o DVD traz nove apresentações diferentes da música Waterloo, desde as da vitória no Eurovision Festival em Londres até a da classificação na eliminatória sueca e outras nas TVs britânica, alemã e de outros países. Temos também três performances de Honey Honey, uma ácida e polêmica entrevista com Frida e o produtor Stig Anderson e galeria de fotos com capas de discos do grupo lançadas em vários países diferentes.

As roupas usadas pelo quarteto nessas apresentações são típicas do visual exagerado dos anos 70, com direito a Agnetha usando um macacão ou coisa que o valha com um decote em forma de coração mostrando o seu umbigo. Inacreditável. O CD traz o álbum original remasterizado e oito faixas-bônus do tipo Waterloo em francês, alemão e sueco e a música Ring Ring, lançada em 1973 e importante na trajetória inicial do Abba.

Essa espetacular reedição do álbum Waterloo é essencial para os fãs do Abba e também por quem deseja conhecer um pouco mais a fundo a fase inicial dessa banda que, trinta anos após a sua separação, continua cultuada nos quatro cantos do mundo por fãs das mais diversas faixas etárias. Fã-clube, por sinal, que continua tendo novos integrantes. Gracias por la música!

Waterloo, ao vivo, no Eurovision Festival, 1974:

Honey Honey (ao vivo em 1974)- Abba:

Som Livre lançará DVDs da Eagle Rock

Por Fabian Chacur

A gravadora Som Livre anunciou que adquiriu os direitos para lançar no Brasil o catálogo da Eagle Rock Entertainment, a maior empresa independente do mundo especializada no lançamento de DVDs e Blu-rays de música. São mais de 800 títulos, de artistas do primeiríssimo escalão, como Paul McCartney, The Rolling Stones, U2, Peter Gabriel, Queen, The Doors, The Who e inúmeros outros.

A parceria preencherá uma lacuna existente desde 2013, quando a distribuidora brasileira ST2, que durante mais de dez anos distribuiu no Brasil com muita competência os títulos da empresa com sede na Inglaterra, saiu de cena por problemas administrativos. Desde então, novos produtos da Eagle Rock só eram encontrados por aqui em versões importadas e de forma bastante restrita.

Surgida em 1997, a Eagle Rock também tem em seu acervo séries maravilhosas como Classic Albums, que conta a história de álbuns clássicos do rock e do pop, e Live In Montreux, com registros históricos de shows realizados no célebre festival de jazz sediado na Suíça. Estão previstos para sair, ainda este ano, títulos como Rock Show, registro da turnê americana de 1975-76 dos Wings pela América do Norte, Sweet Summer Sun Hyde Park, dos Rolling Stones, e The Million Dollar Piano, de Elton John.

Band On The Run, dos Wings, do DVD Rock Show:

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