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Grammy consagra Random Access Memory

Por Fabian Chacur

Há críticos musicais que adoram detonar sempre e sempre os Grammy Awards, encarando-os como um monumento ao brega e à música comercial mais banal. Nem sempre, tolinhos, nem sempre. Com mais frequência do que se imagina, o Oscar da música consagra exatamente aqueles trabalhos que merecem ser consagrados. E isso ocorreu na noite deste domingo (26) com o Daft Punk. Vitória merecidíssima!

O duo radicado na França e integrado por Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo abocanhou cinco troféus na cerimônia realizada no Staples Center, em Los Angeles, incluindo os dois mais importantes, como Álbum do Ano (por Random Access Memories) e Single do Ano, com Get Lucky. Eles ainda levaram nas categorias Melhor Performance de Duo/Grupo Pop (com Get Lucky), Melhor Álbum Dance/Eletrônico) e Melhor Álbum Em Termos Técnicos.

Vale lembrar que, segundo o site da revista americana Billboard, Random Access Memory é o primeiro álbum de dance music a ganhar como Álbum do Ano desde 1978, quando a trilha de Saturday Night Fever (Os Embalos de Sábado à Noite) conseguiu esse feito. Curiosamente (ou não), Random Access Memory soa como se tivesse sido gravado e lançado exatamente naquela época, quando a disco music dominava o cenário pop.

Random Access Memory, um dos álbuns mais vendidos de 2013, possui inúmeros méritos, sendo o principal a incrível mistura de teclados e efeitos eletrônicos com músicos de verdade, o que deu ao trabalho um sabor ao mesmo tempo retrô e atualíssimo, 1978 e 2013 no mesmo pacote. O duo resolveu investir em músicos, e trouxe para o seu time alguns gênios da raça.

Logo de cara, Random Access Memory se tornou histórico por trazer de volta às paradas de sucessos o guitarrista Nile Rodgers, líder do grupo Chic e um dos grandes craques da guitarra rítmica. Ele dá o norte a três faixas matadoras do disco, Give Life Back To Music e os hit singles Get Lucky e Lose Yourself To Dance. Rodgers se encaixou feito luva na proposta musical do Daft Punk, agregando muito valor a essas músicas.

Giorgio Moroder, outro gênio da disco e da música eletrônica, faz participação bastante peculiar na deliciosa Giorgio By Moroder. Ele, ao invés de cantar ou tocar, conta um pouco da história da sua vida e do sonho que conseguiu concretizar, o de ser músico de sucesso, que ele admite que considerava impossível, quando ainda era moleque. O resultado é delicioso.

Paul Williams, compositor de clássicos da música pop como Rainy Days And Mondays e We’ve Only Just Begun e autor das músicas e estrela do sensacional filme cult musical O Fantasma do Paraíso (1974, dirigido por Brian De Palma), é cantor e coautor de Touch, faixa mais épica do álbum. É o momento de maior destaque da orquestra que o Daft Punk montou especialmente para gravar este trabalho.

Inteligentes, Bangalter e De Homem-Christo também trouxeram convidados da nova geração, entre os quais Pharrell Williams (o vocalista principal nos hits Get Lucky e Move Yourself To Dance) e Julian Casablancas, vocalista dos Strokes e responsável por vocais, guitarras e coautoria da deliciosa Instant Crush, outro momento surpreendente em um disco surpreendente como um todo. A soma perfeita do eletrônico com o orgânico.

De quebra, ainda estão no elenco de músicos presentes neste CD feras consagradas como Nathan East (baixo), Omar Hakim (bateria) e Paul Jackson Jr. (guitarra). Ou seja, o Daft Punk reuniu um time realmente grandioso, mas nada disso teria dado certo se todos não fossem escalados em suas posições corretas, nas músicas certas e objetivando soluções musicais bem específicas. Todos jogando em função da música, não do estrelismo.

O resultado, Random Access Memory, pode ser considerado sem susto um dos melhores álbuns pop deste século, e um trabalho que, tal qual Saturday Night Fever, será relembrado, ouvido e dançado por gerações e gerações. Nada melhor do que ter a oportunidade de ver um clássico nascer. E os Grammy Awards se incumbiram de o tornar definitivo. Parabéns à Academia, e parabéns ao Daft Punk, que terá dificuldades em lançar um novo álbum com tanta qualidade. Vamos ver o que o futuro nos dirá…

Ouça Touch, com Paul Williams e o Daft Punk:

Ouça Give Life Back To Music, com Nile Rodgers e o Daft Punk:

Axial comemora 10 anos com shows em SP

Por Fabian Chacur

O grupo Axial está comemorando dez anos de uma das mais interessantes trajetórias musicais no atual cenário da música pop brasileira. Como forma de comemorar essa efeméride bacana, o projeto realizará dois shows em São Paulo. O primeiro rola nesta quinta-feira (3) às 20h30 no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141- Vila Mariana), com ingressos a R$ 6 e R$ 12.

Capitaneado por Sandra Ximenez (vocais e teclados) e Felipe Julián (baixo e produção), o Axial foge de amarras conceituais e criativas como o capeta tenta se desvencilhar da cruz. Em termos musicais, sua sonoridade é incrível e viajante, fundindo com rara sensibilidade várias tendências da música brasileira, rock, jazz, música experimental, eletrônica, hip-hop, trip hop e o que mais pintar em seu caminho, valendo-se de bom gosto e sensibilidade.

A voz suave e encantadora de Sandra dá o norte à história toda, com Felipe e os outros músicos incorporados ao projeto se incumbindo de criar uma atmosfera ora dançante, ora hipnótica, ora sabe-se lá o que, pois o conceito deles é nos surpreender a cada novo acorde, a cada nova vocalização, a cada novo movimento. Como diriam nos anos 70, um verdadeiro barato.

Temos três álbuns na discografia do Axial, os ótimos Axial (2004), Senóide (2008) e Simbiose (2011), que podem ser baixados gratuitamente no site da banda ( www.axialvirtual.com/axial ) ou adquiridos em formato físico, com direito a embalagens bacanas e bastante criativas. Aliás, o grupo investe muito na diversidade de formatos para a sua música, sendo uma das pioneiras no Brasil da oferta gratuita de trabalhos na rede virtual.

Felipe, Sandra e sua turma já fizeram inúmeros shows na Europa, passando por França, República Checa e Alemanha e cativando fãs fieis por lá. Além disso, eles também apostam em projetos envolvendo trilha sonora ao vivo durante a exibição de clássicos do cinema como Drácula (Todd Browning) e parcerias com teatro e projetos de dança. Ou seja, trabalham muito e de forma ágil e imprevisível.

Além do show desta quinta (3), o Axial também se apresentará em Sampa City no dia 12 (sábado) às 21h na Funarte-Sala Guiomar Novaes (alameda Nothmann, 1.058-Campos Eliseos- www.funarte.gov.br). Vale a pena mergulhar de cabeça nas viagens psicodélicas, musicais e culturais desse grupo, que não se permite cair no rotineiro. Que venham mais dez, vinte, sei lá quantos anos nesse mesmo pique.

Veja o Axial em apresentação em Paris em 2013:

DVD registra maratona musical de Rihanna

Por Fabian Chacur

Como forma de divulgar seu álbum Unapologetic, Rihanna resolveu encarar um desafio, na verdade uma verdadeira maratona alucinada. O projeto obrigava a cantora e compositora fazer sete shows em sete dias consecutivos. Até aí, tudo bem. O duro era o fato de essas apresentações terem como palco sete cidades de sete países diferentes. O registro dessa maluquice está no DVD 777 A Tour Documentary, lançado no Brasil pela Universal Music.

Como forma de incrementar a coisa, realizada em novembro de 2012, mais de 100 convidados, entre fãs, jornalistas etc, acompanharam a cantora de 25 anos oriunda de Barbados e radicada em Londres. A conduzir a turma, um Boeing 777 alugado especialmente para a ocasião. O clima é de festa total por parte dos acompanhantes, que são flagrados bebendo, dançando e até mesmo dando vexames típicos de baladas menos controladas.

Um dos integrantes da trupe, por exemplo, inventa de passear nu pelo corredor do avião, sendo filmado e vivendo seus 15 minutos de fama. Mico daqueles de nos fazer ficar com vergonha alheia no mais alto grau. Em alguns momentos, a própria cantora serve bebidas para os fãs, que ficam o tempo inteiro tirando fotos e filmando com seus modernos celulares.

O roteiro inclui Cidade do México, Toronto, Estocolmo, Paris, Berlim, Londres e se encerra em Nova York. Pelo menos uma música de cada show é apresentada na íntegra, entre elas os hits Umbrella, Diamonds, We Found Love e S&M. Vale lembrar que em seus nove anos de carreira fonográfica, a moça já emplacou 12 singles no topo da parada da Billboard, recorde neste século, além de vender milhões de discos físicos e virtuais.

O clima de alegria soa artificial e vai ficando mais forçado conforme as viagens se sucedem, com rápidas passagens por hotéis, mais bebidas e algumas declarações dos integrantes do “avião da alegria”. A própria Rihanna se expões muito pouco, com depoimentos rápidos e contatos bastante superficiais com os fãs e jornalistas. Uma típica estrela da nova era do r&b, no qual é difícil distinguir um cantor/cantora de outro, tal a semelhança entre seus trabalhos.

777 A Tour Documentary serve como um bom registro do cenário atual da música pop, no qual quebrar recordes e mergulhar em extravagâncias costumam vir à frente dos aspectos musicais e artísticos. Os registros dos shows apontam na mesma direção: muita pompa e circunstância e pouco carisma, jogo de cintura e personalidade. Mas a plateia ainda aplaude e ainda pede bis. A plateia só deseja ser feliz, como diria o saudoso Gonzaguinha…

Veja o documentário 777 – A Tour Documentary em streaming:

One Direction virá ao Brasil em 2014

Por Fabian Chacur

Ainda em construção, a nova arena que abrigará os jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras já tem confirmado seu primeiro show internacional. Será o da boy band britânica One Direction, que cantará no estádio do Verdão no dia 10 de maio de 2014. O quinteto também se apresentará no Rio, no dia 8 do mesmo mês, na Apoteose.

Com apenas três anos de estrada, o quinteto surgiu durante a edição de 2010 do reality show musical The X-Factor, quando os jurados Nicole Scherzinger e Simon Cowell sugeriram que cinco garotos que participavam do programa de TV como artistas solo se juntassem e formassem um grupo. Eles acertaram em cheio.

Niall Horan, Louis Tomlinson, Harry Styles, Liam Payne e Zayn Malik ficaram no terceiro lugar em The X-Factor, mas invadiram as paradas de sucesso logo com seu álbum de estreia, Up All Night (2011), que atingiu o primeiro lugar nas paradas de todo o mundo, especialmente no Reino Unido e EUA (leia mais aqui).

O segundo álbum, Take Me Home (2012), manteve a boy band em alta, vendendo nos EUA, em sua primeira semana no mercado, 540 mil cópias, garantindo outro primeiro posto a eles. No mês de agosto, será lançado um filme em 3D com a banda, This Is Us, dirigido por Morgan Spurlock. A exibição no Brasil só ocorrerá a partir de fevereiro de 2014.

Os espetáculos no Brasil fazem parte de uma turnê pela América do Sul que inclui oito datas e passará também por Colômbia, Peru, Paraguai, Chile, Argentina e Uruguai. Os ingressos para os shows em nosso país começarão a ser vendidos no dia 24 de junho. Mais informações: www.ticketsforfun.com.br .

Veja o clipe de One Thing, com o One Direction:

Caixa de DVDs mergulha na Disco Music

Por Fabian Chacur

A Disco Music é um dos estilos musicais mais marcantes da história da música pop. Amada por muitos e odiada por muitos, também, surgiu e viveu seu auge em termos de popularidade nos anos 70, permanecendo até hoje como garantia de trilha sonora animada em festas e influenciando novos trabalhos musicais.

Como forma de dar uma geral nos anos de ouro da disco, chegou às lojas a caixa The Best Of Disco Music, que traz três DVDs com videoclipes e um contendo um documentário sobre o mais popular estilo jamais surgido no amplo universo da dance music de todos os tempos.

Os três DVDs de clipes nos trazem 58 registros feitos nos anos 70 (alguns, nos anos 80) de nomes importantes da disco, como Donna Summer, Village People, Gloria Gaynor, Silver Convention, Penny McLean, Tina Charles e LaBelle, junto a outros perdidos na lata de lixo da história, como Aneka, Peter Kent e Cherry Laine.

Grande parte desse material foi extraído de apresentações em programas de TV da época, nos quais os artistas habitualmente apenas dublavam suas gravações. Mesmo assim, é legal ver esses astros da época, as roupas, as coreografias, o público presente (alguns visivelmente contrariados) e as músicas, em versões originais.

A qualidade de áudio e vídeo, se não é perfeita, pode ser considerada bastante satisfatória, com a trinca de DVDs podendo servir como uma espécie de trilha sonora para uma festa temática, mesmo sem incluir nomes chave dessa era como Chic, Kool & The Gang, Bee Gees, Voyage e Patrick Juvet, só para citar alguns.

Mas o grande destaque dessa coleção fica por conta do DVD que inclui um documentário com mais de uma hora de duração sobre a Disco Music. Com ótima narração a cargo de Gloria Gaynor, o filme dá uma bela geral na história do movimento, indo desde as raízes do mesmo até sua decadência, no início dos anos 80.

Além da utilização de ótimo material de arquivo, temos entrevistados de alto gabarito, como Tom Moulton, Nile Rodgers (do Chic), Giorgio Moroder, Telma Houston, Randy Jones (do Village People), George Clinton (Funkadelic/Parliament) e Mike Chapman. Até Peter Frampton, que admite odiar a disco music, dá suas opiniões (furadas, por sinal).

Trata-se de um dos melhores documentários que já vi sobre o tema, altamente indicado tanto para novatos como para conhecedores de disco music, pois é repleto de informações pertinentes. Para a caixa merecer nota máxima, só faltou mesmo um encarte colorido com mais fotos e informações. Mesmo assim, recomendo com entusiasmo.

Veja compilação de clipes de Disco Music (não estão na caixa):

O genial Burt Bacharach volta a SP em abril

Por Fabian Chacur

A palavra gênio nunca é usada de forma exagerada quando o nome em questão é Burt Bacharach. O maestro, compositor e músico americano, autor de um caminhão de clássicos da música pop, voltará a São Paulo no dia 20 de abril, quando fará um show com sua orquestra no HSBC Brasil, com ingressos de R$ 150,00 a R$ 400, 00 (www.hsbcbrasil.com.br).

Nascido em 12 de maio de 1928 em Kansas, nos EUA, Burt Bacharach iniciou sua carreira nos anos 50, e encontrou sua cara metade em termos artísticos ao conhecer o saudoso letrista Hal David, morto em setembro de 2012 (leia mais sobre ele aqui).

Juntos, Bacharach e David compuseram inúmeros sucessos do mais alto quilate, entre os quais Anyone Who Had a Heart, Mexican Divorce, (They Long To Be) Close To You, Walk On By, Raindrops Keep Falling On My Head, Reach Out For Me, Baby It’s You e I Saw a Little Prayer, só para citar alguns, gravadas por Deus e o mundo.

Com melodias insinuantes, arranjos sempre classudos e as letras sempre inspiradas e originais, a dupla Bacharach/David entrou para os anais da música pop graças às suas criações dos anos 60 e 70. As gravações dessas canções com a orquestra de Burt também são certeiras, com aqueles vocais doces e orquestrações que fogem do brega e do convencional.

Bacharach voltou às paradas de sucesso nos anos 90 ao gravar o álbum Painted From Memory (1998) em parceria com o roqueiro britânico Elvis Costelo, álbum que inclui uma de suas mais inspiradas canções, God Give Me Strenght. Alias, a dupla prepara um espetáculo para a Broadway com o ator Mike Myers, enquanto Burt promete ainda para este ano sua autobiografia, Anyone Who Had a Heart, que será lançada pela editora Harper-Collins.

*obs.: essa matéria é dedicada a você, saudoso Toninho Spessoto, o maior fã e especialista em Burt Bacharach que conheci na minha vida!

God Give Me Strengh – Elvis Costello e Burt Bacharach:

Mexican Divorce, com Burt Bacharach:

George Harrison aos 70: doce, filosófico, genial

Por Fabian Chacur

No dia 24 de fevereiro de 1943, nasceu em Liverpool, Inglaterra, um dos mais importantes nomes da história do rock e da música em geral. Se estivesse vivo, George Harrison teria completado 70 anos. Infelizmente, ele nos deixou em 2001, com apenas 58 primaveras. Quanta coisa boa ele ainda teria nos proporcionado!

Mas não vale a pena lamentar. Afinal de contas, o cantor, compositor e guitarrista britânico nos deixou um legado que irá durar muito mais do que o mais forte corpo humano suportaria. Sua herança musical traz belas canções, letras profundas, acordes caprichados, solos de guitarra elaborados, voz doce…

Se sua participação na maior banda de todos os tempos, os Beatles, já bastaria para lhe garantir a eternidade, a belíssima carreira solo que construiu depois do fim dos Fab Four também teria lhe valido essa difícil vitória, tamanha a qualidade do que compôs e gravou sem John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr. Genial só ou bem acompanhado.

Como homenagem às sete décadas decorridas desde seu nascimento, selecionei sete canções de sua carreira solo, fugindo das mais óbvias e apostando em profundidade, memória afetiva, pura beleza e intensidade. Ouçam cada uma delas e reflitam se dá para dizer que George Harrison está morto. Que nada! Sua música é imortal!

Don’t Let Me Wait Too Long -(Living In The Material World -1973)

A capacidade de George em criar melodias pop envolventes era incrível, e esta canção é uma boa prova disso. Ritmo delicioso, melodia marcante e uma letra de simplicidade elaborada que me conquistaram ainda moleque, com 12 aninhos.

Any Road (Brainwashed -2002)

O álbum lançado de forma póstuma em 2002 (excelente, por sinal) traz essa canção fantástica, com letra incrível e uma das frases mais profundas que já ouvi na vida: “se você não sabe para onde vai, qualquer estrada pode te levar até lá.

That’s The Way It Goes (Gone Troppo-1982):

Mesmo em trabalhos não tão inspirados como Gone Troppo George sempre nos reservava ao menos umas duas canções realmente estelares. Essa balada aqui, com direito a sua inigualável slide guitar, é bom exemplo desse dom do “beatle quieto”.

Crackerbox Palace (Thirty Three & 1/3 – 1976):

No álbum mais funky/soul da carreira de Harrison, esta música particularmente me emociona, e nem sei explicar bem o porque, além de sua óbvia beleza. Acho que tem a ver com a associação que faço dela com a saudade da infância e dos sonhos de criança, e da crença de que Deus está dentro de todos nós.

Beware Of Darkness (All Things Must Pass – 1970):

Em um álbum repleto de clássicos como esse, escolhi esta canção de tom sombrio, que nos adverte a ter cuidado com as coisas ruins que nos cercam e que podem, se vacilarmos, acabar com tudo o que sonhamos e tentamos preservar de bom. Uma advertência melódica e inspirada, só para variar.

Blow Away (George Harrison– 1978):

Até me arrepia lembrar da primeira vez que eu ouvi essa maravilha tocar no rádio, lá pelos idos de 1978, quando tinha 17 anos. Balada pop certeira, com letra positiva e um daqueles arranjos que só mesmo o autor de Something sabia nos oferecer. Fico arrepiado ao ouvi-la até hoje, e ficarei sempre, pelo visto.

Blood From a Clone (Somewhere In England-1981):

Reza a lenda que a gravadora Warner queria que George fizesse uma canção que tivesse sonoridade próxima do que a new wave e/ou a disco music ofereciam, naquela época. Harrison nos proporcionou esse petardo, com guitarras nervosas, ritmo sofisticado e ágil e forte apelo pop dançante. Nunca desafie um craque da canção…

Sheryl Crow lançará álbum de música country

Por Fabian Chacur

Sheryl Crow irá lançar até o final deste ano um álbum de música country. A primeira música incluída neste trabalho já está sendo divulgada. Trata-se de Easy, que começará a ser comercializada no formato single digital nos EUA logo em março. A cantora coproduz o CD em parceria com Richard Bennett, e contará com participação do cantor e compositor Brad Paisley.

Versátil, Sheryl já trabalhou com artistas de diversos segmentos musicais, entre os quais Eric Clapton, Michael Jackson, Stevie Nicks, Keith Richards e Justin Timberlake. Sua sonoridade mistura elementos de rock, country, folk, soul e pop, entre outros estilos musicais.

Seu mais recente lançamento, 100 Miles From Memphis (2010), por exemplo, foi dedicado à soul music, misturando composições próprias inspiradas nessa sonoridade e clássicos do gênero, em resultado dos mais consistentes (leia crítica do CD aqui e do DVD ao vivo aqui).

Ela não é estranha ao meio country ianque, pois em 2002 atingiu o top 30 daquele estilo musical com a musica Picture, gravada em parceria com outra estrela do rock, o cantor, compositor e músico Kid Rock. Ela já atuou ao lado de importantes nomes da country music como Brooks & Dunn, Vince Gill, Loretta Lynn, Keith Urban e Miranda Lambert.

Com 50 anos de idade, Sheryl Crow iniciou a carreira como vocalista de apoio de artistas como Michael Jackson (participou da turnê do disco Bad-1987). A estrela lançou seu primeiro disco solo, o aclamado Tuesday Night Music Club, em 1993, e a partir do estouro da faixa All I Wanna Do, destaque daquele álbum, firmou-se com força no cenário pop.

A cantora, compositora e guitarrista americana tocou no Brasil pela primeira vez em 1995, abrindo shows de Elton John, e depois no Rock in Rio, em 2001, com performances elogiáveis. Seu talento é dos mais consistentes, pois a moça compôe, canta e toca muito, mas muito bem mesmo. Se eu sou fã dela? Adivinhão, adivinhão…

Ouça Easy, a nova música de Sheryl Crow:

Vampire Weekend lançará 3º CD em maio

Por Fabian Chacur

A data de lançamento do terceiro álbum do Vampire Weekend está definida. Em seu site oficial, o grupo americano divulgou que o novo trabalho chegará ao mercado no dia 7 de maio, mais uma vez pelo selo independente XL Recordings, responsável pela comercialização e divulgação de seus títulos anteriores.

Por enquanto, essa foi a única informação fornecida por eles. Título, capa e nome das faixas continuam desconhecidos. A única expectativa fica por conta da inclusão da inédita Unbelievers, tocada ao vivo pela primeira vez em outubro em um programa de TV.

O novo CD sucederá Contra (2009), que no início de 2010 atingiu o primeiro posto na parada americana e tornou o grupo integrado por Ezra Koenig (vocal e guitarra), Rostam Batmanglij (teclados e guitarra), Christopher Tomson (bateria) e Chris Baio (baixo) conhecido pelo grande público. O álbum saiu no Brasil (leia crítica aqui), e inclui ótimas músicas como Horchata, Holiday e Taxi Cab, entre outras

O som do Vampire Weekend procura misturar o rock com elementos da música africana, tendo influências bem digeridas de Paul Simon, Talking Heads, Osibisa e outros artistas nesse naipe. Eles fizeram um ótimo show em São Paulo em fevereiro de 2011 (leia crítica aqui).

Horchata, com o Vampire Weekend:

Regina Spektor voltará ao Brasil em abril

Por Fabian Chacur

A cantora Regina Spektor voltará ao Brasil em abril para shows em São Paulo e no Rio. Na capital paulistana, ela se apresentará no Credicard Hall no dia 10 daquele mês, com ingressos entre R$ 45 e R$ 400. No Rio, o Citibank Hall a receberá no dia seguinte. Ela nos visitou anteriormente em 2010, participando do festival SWU.

Nascida na Rússia em 1980 e criada nos EUA, para onde imigrou ainda pequena, Spektor lançou seu primeiro álbum, 11:11, em 2001. O CD seguinte, Soviet Kitsch (2004), rendeu o hit Us. Begin To Hope (2006) ampliou seus horizontes comerciais, graças a hits como Fidelity, On The Radio e Better.

Far (2009) e o ao vivo Live From London (2010) ajudaram a consolidar seu estilo de cantora e tecladista, com forte tempero pop, vaudeville, jazz, rock e influências de artistas como Tori Amos, Kate Bush e Joni Mitchell, só para citar algumas.

Ela iniciou a turnê mundial de divulgação de seu mais recente álbum, o ótimo What We Saw From The Cheap Seats (2012), lançado no Brasil pela Warner), em abril do ano passado. O álbum inclui ótimas canções, como Small Town Moon, Don’t Leave Me (Ne Me Quitte Pas) e Ballad Of a Politician, entre outras. Sua voz é deliciosamente delicada e suave.

Veja o clipe de Don’t Leave Me (Ne Me Quitte Pas):

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