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Nile Rodgers, do Chic, grava com o Jota Quest

Por Fabian Chacur

O Jota Quest contará com uma participação mais do que especial em seu novo álbum, ainda sem título ou data de lançamento definidos. O nome, confirmado pelo baixista da banda, PJ, é o de ninguém menos do que o norte-americano Nile Rodgers. Sim, ele mesmo, guitarrista, compositor e líder do Chic, uma das bandas mais importantes e bem-sucedidas da história da música pop.

Segundo PJ, Rodgers conheceu a banda há dois anos, e o convite para participar do álbum rolou posteriormente, feita pelo próprio baixista e aceito rapidamente. O astro americano marca presença em duas faixas do futuro lançamento do quinteto mineiro, e já gera boas expectativas em torno desse novo trabalho de Rogério Flausino e sua turma.

“No começo da carreira (do Jota Quest) sempre fazíamos versões do Chic, uma grande influência pra gente. A participação do Nile é legítima e um sonho de muito tempo que estamos concretizando”, comemora PJ. Sempre aberto a participações em trabalhos alheios, Rodgers tocou de forma marcante na faixa Get Lucky, novo hit do grupo eletrônico Daft Punk.

Com mais de 40 anos de carreira, Nile Rodgers estourou como líder do Chic, grupo que surgiu na metade dos anos 70 e emplacou clássicos da disco music como Good Times, Dance Dance Dance, Everybody Dance, Le Freak, My Forbidden Lover e inúmeros outros, nos quais contava com os hoje saudosos colegas Bernard Edwards (baixo) e Tony Thompson (bateria). Ele também produziu trabalhos de David Bowie, Madonna e inúmeros outros.

Ouça My Forbidden Lover, com o Chic:

13 leva Black Sabbath de volta aos anos 1970

Por Fabian Chacur

Em recente entrevista concedida a mim e publicada na versão online da Folha de S.Paulo, o cantor Dee Snyder, do Twisted Sister, explicou-me que não gravava nada inédito há mais de 30 anos com sua banda porque teria muito trabalho para, no fim das contas, os fãs irem comprar cerveja durante os shows justo na hora em que tocaria essas canções novas.

Pois Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) resolveram contrariar essa opinião de Snyder, e lançam no próximo dia 11, pela Universal Music, o álbum 13, que os reúne pela primeira vez para um trabalho de estúdio trazendo só composições inéditas longos 35 anos após Never Say Die.

Da formação clássica, ficou de fora o baterista Bill Ward, substituído aqui por Brad Wilk, conhecido por sua atuação na banda Rage Against The Machine. A produção ficou a cargo de Rick Rubin, conhecido por seus trabalhos com Red Hot Chili Peppers, The Cult, Public Enemy, Rage Against The Machine e inúmeros outros.

O álbum, que inclui oito faixas em sua versão standard e 11 na deluxe, equivale a um mergulho na sonoridade que a banda tornou mundialmente conhecida na década de 70. Mais uma vez, temos aqui riffs pesadíssimos, andamentos geralmente mais cadenciados, climas soturnos, baixo sólido e a voz de tom sinistro de Ozzy.

O grupo optou por não flertar com novas sonoridades ou experiências fora do que os fãs mais fieis aprenderam a admirar nos anos áureos de Paranoid, Sabbath Bloody Sabbath, Iron Man, Black Sabbath, Changes e tantas outras maravilhas proporcionadas durante os anos 70 pelo grupo oriundo de Birmingham, Inglaterra.

Como essa escolha do grupo parece ter sido tomada de forma entusiástica e repleta de muito prazer, o resultado não poderia ter sido mais adequado. Não temos inovações, mas o sabor desse bife com fritas e salada é simplesmente incrível. Não atrairá novos fãs, provavelmente, mas certamente manterá a enorme clientela fiel.

A longa (mais de oito minutos) End Of The Beggining abre a festa com riffs certeiros, o baixo tonitroante de Butler, a voz grave de Osbourne e um destaque: os belíssimos e um destaque que se manterá durante todo o álbum: os solos viscerais e diversificados de Tony Iommi, tocando melhor do que nunca. E Wilk dá conta do recado sem inventar muito.

A faixa de trabalho, a polêmica God Is Dead?, a mais melódica Zeitgeist, a soberba Damaged Soul e a quase épica Dear Father são destaques de um álbum que mais do que tudo segue um estilo criado pela própria banda e que se tornou não só clássico como extremamente influente. Nada mais lógico do que Osbourne-Iommi-Butler continuarem a segui-lo, ainda mais tendo tanta energia e disposição para tal.

Se o público irá comprar cerveja ou ir ao banheiro durante a execução das músicas de 13 nos shows da turnê que o Black Sabbath fará por aqui em breve (bastante aguardados, por sinal), não sei dizer. Mas que o álbum merece ser ouvido a todo volume para infernizar a vida dos seus vizinhos pagodeiros, ah, lá isso merece!

End Of The Beggining (ao vivo) com o Black Sabbath:

God Is Dead? (estúdio) com o Black Sabbath:

Beady Eye divulga capa de seu segundo álbum

Por Fabian Chacur

A Beady Eye, banda liderada pelo cantor Liam Gallagher, ex-Oasis, divulgou em seu site oficial a capa de seu segundo álbum, intitulado Be e previsto para chegar às lojas britânicas no dia 10 de junho. A imagem leva a assinatura do célebre fotógrafo londrino Harry Peccinotti, conhecido por seus trabalhos no ramo erótico.

Peccinotti tem em seu currículos os célebres calendários Pirelli de 1968 e 1969, disputados até hoje pelos fãs da arte fotográfica erótica. A bela mulher seminua que estampa a capa de Be, por sinal, é sua esposa, prova de que o fotógrafo não se importa em dividir a nudez de sua parceira com o mundo roqueiro.

Os primeiros shows de divulgação do novo trabalho dos roqueiros, que serão restritos a quem comprar o álbum no Reino Unido no esquema de pré-ordem, vão ser realizados no Ritz de Manchester (19/6), Camden Center de Londres (20/6) e ABC de Glasgow, Escócia (22/6). As datas do resto da turnê serão divulgados futuramente.

A produção de Be ficou a cargo de Dave Sitek (da banda TV on the Radio), que mereceu rasgados elogios por parte de Liam no site oficial do Beady Eye. Para o ex-cantor do Oasis, Sitek é um profissional aberto a novas ideias e que não se prende a regras. De quebra, ele ainda o considerou o melhor produtor com que trabalhou em toda a sua carreira.

O Beady Eye surgiu logo após o fim do Oasis, quando o irmão de Liam, Noel Gallagher, saiu fora para criar o Noel Gallagher’s High Flying Birds. O cantor se manteve ao lado dos remanescentes da última formação do célebre grupo britânico: os guitarristas Gem Archer e Andy Bell e o baterista Chris Sharrock (então considerado mero músico de apoio).

O primeiro álbum do Beady Eye, Different Gear, Still Speeding, saiu em fevereiro de 2011, e chegou ao terceiro lugar na parada britânica, incluindo o hit The Roller. No início de 2013, o baixista Jay Mehler, ex-Kasabian, somou-se ao time, substituindo Jeff Wootton.

Ouça The Roller, com o Beady Eye:

Vespas Mandarinas finalizam seu 1º álbum

Por Fabian Chacur

Após lançar dois EPs, o grupo Vespas Mandarinas promete ainda para o primeiro semestre de 2013 o seu primeiro álbum completo, que será lançado pela gravadora DeckDisc. O nome ainda não foi divulgado, mas já se sabe que o trabalho incluirá 11 faixas, gravadas nos estúdios Tambor (Rio) e Costella (SP).

Vespas Mandarinas é um projeto que reúne nomes já bastante conhecidos do universo roqueiro brasileiro. Chuck Hipolitho (guitarra e voz) integrou durante dez anos o Forgotten Boys, uma das bandas mais bacanas do rock brazuca. Thadeu Meneghini (guitarra e voz) tem no currículo os elogiados grupos Banzé e Vazio.

Já a cozinha rítmica formada por Flávio Guarnieri (baixo) e André Dea (bateria) veio do grupo de rock alternativo Sugar Kane, que surgiu no Paraná na segunda metade dos anos 90 e conseguiu cativar uma legião de fãs Brasil afora, tendo até um DVD gravado ao vivo em seu currículo.

Se levarmos em conta a qualidade dos EPs Da Doo Ron Ron e Sasha Gray, a expectativa em torno do primeiro álbum completo do quarteto Vespas Mandarinas é certamente das melhores, para aqueles que, como eu, curtem um rock and roll básico bem feito, com bons riffs de guitarra e levadas rítmicas simples e bacanas.

Sem Nome – Vespas Mandarinas:

Sasha Grey – Vespas Mandarinas:

Pesadilla Blues – Vespas Mandarinas:

Bowie faz anos e nós ganhamos o presente!

Por Fabian Chacur

Nesta terça-feira (8), David Bowie completa 66 anos. Eu me preparava para fazer mais um daqueles textos de fã choroso, com saudades de trabalhos novos de um de meus artistas favoritos, quando surge a primeira grande e boa notícia musical do ano.

David Bowie está lançando hoje sua primeira música inédita em 10 anos. Mais: em março, chegará ao mercado The Next Day, seu primeiro álbum de inéditas desde Reality (2003). Digno de uma festa, daquelas de varar a noite.

A comemoração se justifica em função da altíssima qualidade da amostra desse novo álbum. O single Where Are We Now?, já disponível para vendas nas lojas virtuais iTunes,é simplesmente maravilhoso. Uma balada melancólica e elaborada, com direito a bela melodia e uma interpretação sóbria e envolvente do Tin White Duke.

O clipe tem como cenário básico um estúdio de um artista plástico, e inclui cenas gravadas em preto e branco em Berlim, cidade alemã na qual Bowie viveu durante algum tempo na década de 70 e na qual concebeu os clássicos álbuns Low e Heroes. A direção do belo clipe é de Tony Oursler, não por acaso artista plástico.

The Next Day inclui 14 faixas em sua versão standard, sendo que também será lançada uma versão deluxe com direito a três músicas adicionais. A produção do álbum é do veterano e consagrado Toni Visconti, com quem Bowie trabalhou em álbuns como Young Americans (1975), Low (1977) e Heroes (1977).

Desde que sofreu um piripaque em meados de 2004, David Bowie vinha se mantendo bem distante do cenário musical, com direito a raras aparições. Tivemos de nos contentar nesses anos todos com lançamentos extraídos do arquivo de sua obra, como reedições e álbuns ao vivo. A fonte parecia ter secado. Ele virou dono de casa!

No entanto, Bowie sempre teve como marca registrada em suas cinco décadas de carreira surpreender seus fãs, e isso ocorre mais uma vez. Que belo presente ele nos dá em seu aniversário de número 66. Vamos soltar o verbo na Rota Bowie 66!

Eis os títulos das músicas de The Next Day:

The Next Day
Dirty Boys
The Stars (Are Out Tonight)
Love Is Lost
Where Are We Now?
Valentine’s Day
If You Can See Me
I’d Rather Be High
Boss Of Me
Dancing Out In Space
How Does The Grass Grow
(You Will) Set The World On Fire
You Feel So Lonely You Could Die
Heat

Deluxe Version bonus tracks:

So She
I’ll Take You There
Plan

Veja o clipe de Where Are We Now?, de David Bowie:

Bob Dylan lançará Tempest em setembro

Por Fabian Chacur

Aos 71 anos de idade, Bob Dylan não parece disposto a reduzir suas atividades. Além de continuar fazendo shows pelo mundo (passou recentemente pelo Brasil), o gênio do rock em breve lançará novo álbum. A belíssima capa, você pode conferir ao lado.

Tempest deverá chegar às lojas no dia 11 de setembro (data sinistra, heim? Salvador Allende e as Torres Gêmeas de Nova York que o digam!), incluindo dez composições inéditas do autor de Like a Rolling Stone e tantos outros clássicos.

Quem for conferir o nome do produtor e ler Jack Frost nos créditos não precisa ir pesquisar para saber quem é esse profissional. Na verdade, trata-se de um pseudônimo que Dylan já usou anteriormente. Ou seja, ele mesmo produziu Tempest. Excentricidades de um mago do rock.

Além de mais na ativa do que nunca, Dylan também anda bastante popular. A prova é o fato de que dois de seus mais recentes lançamentos, Modern Times (2006) e Together Through Life (2009) estrearam na parada americana direto no primeiro lugar.

Eis os títulos das músicas e a ordem das faixas de Tempest:

1. Duquesne Whistle

2. Soon After Midnight

3. Narrow Way

4. Long and Wasted Years

5. Pay In Blood

6. Scarlet Town

7. Early Roman Kings

8. Tin Angel

9. Tempest

10. Roll On John

Highway 61 Revisited – ao vivo em Brasília- Bob Dylan:

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