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Beady Eye divulga capa de seu segundo álbum

Por Fabian Chacur

A Beady Eye, banda liderada pelo cantor Liam Gallagher, ex-Oasis, divulgou em seu site oficial a capa de seu segundo álbum, intitulado Be e previsto para chegar às lojas britânicas no dia 10 de junho. A imagem leva a assinatura do célebre fotógrafo londrino Harry Peccinotti, conhecido por seus trabalhos no ramo erótico.

Peccinotti tem em seu currículos os célebres calendários Pirelli de 1968 e 1969, disputados até hoje pelos fãs da arte fotográfica erótica. A bela mulher seminua que estampa a capa de Be, por sinal, é sua esposa, prova de que o fotógrafo não se importa em dividir a nudez de sua parceira com o mundo roqueiro.

Os primeiros shows de divulgação do novo trabalho dos roqueiros, que serão restritos a quem comprar o álbum no Reino Unido no esquema de pré-ordem, vão ser realizados no Ritz de Manchester (19/6), Camden Center de Londres (20/6) e ABC de Glasgow, Escócia (22/6). As datas do resto da turnê serão divulgados futuramente.

A produção de Be ficou a cargo de Dave Sitek (da banda TV on the Radio), que mereceu rasgados elogios por parte de Liam no site oficial do Beady Eye. Para o ex-cantor do Oasis, Sitek é um profissional aberto a novas ideias e que não se prende a regras. De quebra, ele ainda o considerou o melhor produtor com que trabalhou em toda a sua carreira.

O Beady Eye surgiu logo após o fim do Oasis, quando o irmão de Liam, Noel Gallagher, saiu fora para criar o Noel Gallagher’s High Flying Birds. O cantor se manteve ao lado dos remanescentes da última formação do célebre grupo britânico: os guitarristas Gem Archer e Andy Bell e o baterista Chris Sharrock (então considerado mero músico de apoio).

O primeiro álbum do Beady Eye, Different Gear, Still Speeding, saiu em fevereiro de 2011, e chegou ao terceiro lugar na parada britânica, incluindo o hit The Roller. No início de 2013, o baixista Jay Mehler, ex-Kasabian, somou-se ao time, substituindo Jeff Wootton.

Ouça The Roller, com o Beady Eye:

“Vocalista são idiotas”, diz Noel Gallagher

Por Fabian Chacur

Noel Gallagher sempre teve como marca a língua solta e ferina. Durante quase 20 anos, ele deu provas dessa irreverência como guitarrista e principal compositor do Oasis, uma das mais bem-sucedidas bandas da história do rock britânico.

Com o fim do grupo e de sua parceria com o irmão (e cantor) Liam em 2009, Noel partiu para um projeto individual, o Noel Gallagher’s High Flying Birds, cujo nome teve como inspiração uma música do grupo americano Jefferson Airplane.

No Brasil para dois shows, um em São Paulo nesta quarta (2) no Espaço das Américas e outro no Rio nesta quinta (3) no Vivo Rio, o astro aproveitou para lançar uma edição especial de Noel Gallagher’s High Flyig Birds, que inclui o CD e um DVD bônus com making of do álbum e do clipe de The Death Of You And Me.

Em entrevista coletiva concedida à imprensa na tarde desta quarta (2) no hotel Tívoli, em São Paulo, Noel falou do álbum, de futebol, dos shows, do seu primeiro álbum pós-Oasis…..Só não tocou no nome de Liam, embora tenha soltado por mais de uma vez um irônico “vocalistas são idiotas” ao ser questionado se pensou em incluir um cantor em seu novo grupo.

Leia os melhores momentos da coletiva de Liam Gallagher em São Paulo:

Em recente entrevista, Damon Albarn (ex-Blur) disse que vocês irão compor algo juntos. Você confirma essa informação?

Noel Gallagher – Talvez… (risos). Parcerias são sempre complicadas, fiz poucas até hoje. Mas não descarto, tudo pode acontecer. Também não penso em gravar um álbum em colaboração com outro artista, mas quem sabe? Se o Paul McCartney estiver em um momento ruim de sua carreira, eu poderia ajudá-lo, mas não acho isso provável. (risos)

Você pretende lançar um novo álbum em 2012? É verdade que esse projeto foi adiado por causa do sucesso de Noel Gallagher’s High Flying Birds?

Noel Gallagher – A turnê será encerrada no dia 5 de novembro, e depois pretendo tirar umas boas férias. O novo disco ainda está sendo gravado, não penso em retomar o trabalho antes dessas férias.

Você está cantando algumas canções antigas, dos tempos do Oasis, nos shows solo. Como você as escolheu?

Noel Gallagher– As pessoas gostam de ouvir músicas antigas, e gosto de dar ao público o que ele quer. Escolhi músicas que gosto de cantar, e não tínhamos tanto material para o show, só com as músicas do novo disco. E o público parece gostar cada vez mais das canções antigas, parece que essas músicas ganham novo significado com o decorrer dos anos.

Você teve alguma dificuldade para iniciar a carreira solo?

Noel Gallagher – Foi mais fácil iniciar a carreira solo, pois agora eu decido sozinho o que vou fazer, estou mais no controle do que antes. O Oasis foi uma ótima experiência que durou quase 20 anos, mas o meu prazer com o que faço atualmente é comparável ao do início da minha carreira com o Oasis.

No Oasis você era o guitarrista. Agora, você também canta e é o centro das atenções. Como está sendo agora encarar essa nova responsabilidade, ser o centro das atenções? Chegou a pensar em contratar um vocalista para esse projeto?

Noel Gallagher – Não quero competir com o Oasis, nem montar um grupo igual. Cheguei a pensar em um microsegundo em ter um cantor para o projeto, mas cantores são idiotas(risos)! Deixando os holofotes em mim, que não sou um idiota, as coisas ficaram melhores.

O seu time, o Manchester City, está bem próximo de ser campeão inglês pela primeira vez. Qual a sua expectativa, e como encara o fato de isso ocorrer depois do fim do Oasis, que tanto divulgou esse clube?

Noel Gallagher– É a maior chance de todos os tempos de o Manchester City ser campeão, embora a fatura ainda não esteja decidida. E é irônico eu estar aqui na América, e só retornar à Inglaterra um dia depois do último jogo do campeonato, pois não poderei estar nos estádios acompanhando os últimos jogos. Se eu soubesse que precisaria sair do Oasis para ver o City campeão, teria saído após ganhar meus primeiros 20 milhões de libras. (risos).

Você realmente pensa em vir ao Brasil em 2014 para assistir a Copa do Mundo de Futebol? E qual a sua expectativa em relação à seleção inglesa?

Noel Gallagher– Penso, sim, em vir ao Brasil junto com meus dois filhos e minha mulher para ver os jogos. Acho que a Copa no Brasil será ótima, e que a final será entre Brasil e Espanha, sendo que se vocês não ganharem, provavelmente vão querer matar o seu técnico! Acho que a seleção inglesa não tem chances, só voltará a ganhar quando jogar de novo em casa.

Você já disse que não tem ídolos, que encara os músicos de que mais gosta como pessoas normais. Como encara a idolatria que existe em torno de você?

Noel Gallagher – Escrevo canções que importam para mim. Se as pessoas as entendem e gostam delas, acho muito bom. Só quero ser um ídolo para meus filhos e para a minha mulher. Não entendo essa coisa de idolatria.

Qual a sua expectativa em relação aos shows no Brasil, e quantos músicos que estiveram no álbum estão o acompanhando nesses shows?

Noel Gallagher – Dos cinco músicos que estão comigo na turnê, só dois tocaram no disco. Toda vez que toquei no Brasil os shows foram fantásticos, espero que este seja ótimo também. Senão, cabeças vão rolar! (risos)

Como reconciliar os irreconciliáveis? Como?

Por Fabian Chacur

A resenha específica sobre Do It Again, o documentário que mostra no que deu o projeto maluco do jornalista americano Geoff Edgers de reunir novamente os Kinks, você já leu.

Agora, é a vez de um pouco de filosofia de vida barata, levando-se em conta momentos desse filme maravilhoso.

Os Kinks não voltam por causa do relacionamento complicado entre os irmãos Ray e Dave Davies.

Em entrevista emocionada, Dave explica no documentário que tentou várias vezes se submeter novamente à “ditadura” do irmão mais velho, mas que, graças às recusas, desencanou.

Aí, em um momento chave do filme, ele solta uma frase bombástica:

“Sabe quando o Ray foi feliz? Durante uns três anos, o período em que ele viveu e eu ainda não havia nascido”.

Depois, quase às lágrimas, disse ao entrevistador Edgers que explicaria o porque a banda nunca voltaria, mas sem ser filmado.

Não é difícil entender. Todos nós temos as nossas diferenças com outras pessoas, quer sejam parentes, amigos, colegas de trabalho ou coisa que o valha.

Tente lembrar de quantas vezes você tentou resolver algumas dessas brigas, e não teve sucesso. Quantas e quantas…

Quando essas pessoas por acaso integram bandas musicais de sucesso, essa situação geramente piora de forma exponencial.

Sting comenta sobre o caso do The Police em sua reveladora entrevista em Do It Again.

Ele afirma que uma das razões que os fizeram voltar para uma última turnê foi a emoção que perceberam que tomava conta das pessoas quanto esse assunto entrava em cena.

A reação entusiástica do público os alimentou nessa direção.

No caso dos irmãos Davies, isso infelizmente não ocorre.

Quer saber? Em seus mais de 30 anos de carreira, eles produziram muita coisa boa. Vamos ouvir esse acervo magnífico, e deixá-los em paz.

No entanto, adoraria que, mesmo que nunca mais toquem um único acorde de dó maior juntos, eles ao menos pudessem colocar as diferenças para lá e se reconciliar. Isso sim, seria lindo.

Mas, como bem sei por experiências pessoais, nem sempre isso é possível. Então, já dizia o poeta: let it be! Live and let live!

Veja o clipe de Sunny Afternoon, dos Kinks:

Veja o clipe de Tired Of Waiting For You, dos Kinks:

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