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Tag: outubro 2017 (page 1 of 2)

Primavera nos Dentes mostra o seu primeiro álbum no Rio

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Por Fabian Chacur

Dois músicos veteranos e consagrado no cenário musical brasileiro, Charles Gavin (bateria, ex-Titãs) e Paulo Rafael (guitarra, eterno braço direito de Alceu Valença), uniram-se a Duda Brack (vocal), Pedro Coelho (baixo) e Felipe Ventura (violino e guitarra) para criar o grupo Primavera nos Dentes, especializado em reler o repertório dos Secos & Molhados. Eles fazem um show nesta terça (31) às 20h30 no Rio no Sesc Copacabana (rua Domingos Ferreira, nº 160- Copacabana- fone 0xx21-2547-0156), com ingressos de R$ 7,50 a R$ 30,00.

Que fique claro: a proposta desse quinteto é realmente reler, não reproduzir igualzinho o que Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad gravaram em seus dois álbuns de estúdio, lançados em 1973 e 1974. Isso pode ser observado com clareza no primeiro álbum do Primavera nos Dentes, autointitulado, já disponível nas plataformas digitais e com previsão de lançamento em vinil pela Deckdisc. Há o respeito aos registros originais, mas também ousadia e criatividade.

No show, o quinteto tocará músicas do disco (que conta com 11 faixas), como Sangue Latino, O Vira, Primavera nos Dentes, O Patrão Nosso de Cada Dia, e Rosa de Hiroshima, e também algumas que ficaram fora desse trabalho, entre as quais Assim Assado, Mulher Barriguda e Prece Cósmica. Como os dois discos de estúdio dos Secos & Molhados traziam um total de 26 faixas, existe material para um próximo álbum do Primavera nos Dentes com essa proposta. Ou, quem sabe, um DVD ao vivo.

Primavera nos Dentes (ouça o álbum em streaming):

Claudette Soares nos encanta com seu CD Canção de Amor

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Por Fabian Chacur

Claudette Soares iniciou a carreira ainda criança, na década de 1950. Carioca, ajudou de forma decisiva na divulgação da bossa nova em São Paulo nos anos 1960, interpretando canções do gênero ainda fresquinhas, recém-lançadas. Com o tempo, firmou-se como grande intérprete de música romântica. E, mesmo com mais de 60 anos de carreira, ainda se mostra inquieta e ativa. Canção de Amor, seu novo CD, lançado pela Kuarup, é encantador.

Inspirada no livro A Noite do Meu Bem, de Ruy Castro, a simpática e talentosa cantora mergulha no universo do samba-canção, gênero que só agora ela abraça. A razão: quando essa intensa vertente da música brasileira viveu o seu auge, na década de 1950, ela ainda era muito, digamos assim, novinha para encarar as letras dessas composições, que falam de forma forte e poética sobre as idas e vindas do amor.

O repertório traz 21 músicas, algumas delas agrupadas em pot-pourrys, que dão uma geral não só no auge do samba-canção, entre o fim dos anos 1940 e o início dos anos 1960, como também nos traz algumas amostras da produção posterior do gênero, dos anos 1970, 1980 e 1990. A seleção nos oferece obras de nomes como Maysa, Dolores Duran, Tom Jobim, Chico Buarque, João Donato e Cristóvão Bastos. São canções nunca menos do que excepcionais.

A moldura instrumental oferecida a Claudette pelo arranjador e pianista Alexandre Vianna é concisa e repleta de bom gosto, no melhor esquema piano-baixo acústico-sopros. O bom gosto do produtor, o jornalista Thiago Marques Luiz, que virou um especialista em resgatar de forma luxuosa grandes nomes da nossa música esquecidos pelas gravadoras multinacionais, mais uma vez nos oferece um produto daqueles para se ouvir de joelhos, tamanha a qualidade.

Toda essa estrutura proporciona à intérprete de hits como De Tanto Amor o campo necessário para brilhar, e é exatamente isso o que ela faz. Suas interpretações mesclam sensualidade, classe e uma capacidade de extrair o máximo de canções já excelentes em sua essência.

Impressionante como Claudette esbanja vitalidade, categoria e total controle de sua voz nestas gravações. Prova de que se mantém na ativa, acima de tudo, por prazer, por amar aquilo que faz. E faz bem.

O álbum já começa a mil, com o pot-pourry A Noite do Meu Bem/Foi a Noite/Fim de Noite, e vai até o fim arrancando arrepios, suspiros e, porque não, lágrimas dos ouvintes. Saia do Caminho/Molambo, Tatuagem, Tola Foi Você, Meu Mundo Caiu/Resposta/Ouça e Resposta ao Tempo são momentos bem elogiáveis que fazem com que nos sintamos sentados em um barzinho, no clima proposto por esse rico repertório.

Coroa esse álbum incrível a sua capa, nitidamente inspirada naquelas dos discos clássicos daquele período, além da embalagem digipack, encarte com as letras e fotos belíssimas. Canção de Amor é mais uma prova concreta de que precisamos respeitar e cultuar com carinho e respeito os artistas veteranos, pois eles frequentemente ainda tem muito a nos oferecer, especialmente em um cenário musical tão pobre como o que nos é apresentados pelos grandes meios de comunicação.

Tatuagem– Claudette Soares:

Megadeth mostra Dystopia e seus hits em São Paulo e Rio

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Por Fabian Chacur

Vivendo ótima fase em sua carreira, a banda americana de thrash metal Megadeth volta ao Brasil para shows no dia 31/10 (terça-feira) às 22h em São Paulo, no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3864-5566), com ingressos de R$ 100,00 a R$ 400,00, e no dia 1º/11 (quarta-feira) às 22h no Rio de Janeiro no Vivo Rio (avenida Infante Dom Henrique, nº 85- Parque do Flamengo- fone 0x21-2272-2901), com ingressos de R$ 220,00 a R$ 400,00.

Os shows fazem parte da turnê de divulgação do álbum Dystopia (2016), que marcou a entrada no time de dois novos integrantes: o guitarrista brasileiro Kiko Loureiro, do Angra, e o baterista belga Dirk Verbeuren, que fez parte da banda Soilwork. O primeiro CD da nova escalação e 15º trabalho de estúdio do grupo atingiu o terceiro lugar nos EUA, além de render a eles seu primeiro Grammy, após onze tentativas anteriores, todas mal sucedidas. Loureiro entrou com moral no Megadeth, pois é o coautor de três das onze faixas desse disco.

A banda, liderada pelo guitarrista e vocalista Dave Mustaine e completada por outro fundador do time, o baixista David Ellefson (que só ficou fora do quarteto entre 2002 e 2010), surgiu em 1983, e foi uma das pioneiras e mais influentes formações do thrash metal, ao lado do Metallica (da qual Mustaine fez parte e foi expulso antes da gravação de seu primeiro álbum), Slayer e Anthrax.

Seu maior sucesso veio em 1992, quando seu quinto CD, Countdown To Extinction chegou ao segundo lugar na parada americana, impulsionada pelo hit Symphony Of Destruction. Mesmo com alterações em sua escalação, o Megadeth sempre se manteve no topo das paradas de rock pesado, e em 2010 participou do histórico The Big Four, shows que reuniram as quatro maiores bandas do universo do thrash metal.

Dystopia (clipe)- Megadeth:

Lulu Santos e o seu divertido CD com músicas de Rita Lee

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Por Fabian Chacur

Baby Baby!, novo álbum de Lulu Santos, está sendo lançado nesta sexta-feira (20) pela Universal Music no formato CD e também nas plataformas digitais. Trata-se do amplamente divulgado trabalho no qual o cantor, compositor e guitarrista carioca relê 12 músicas de Rita Lee. A homenageada já teceu belos elogios ao colega em seu perfil no Facebook: “Minha vontade é pegar esse menino no colo e encher de beijinhos e carinhos sem ter fim. Gracias muchissimas, mi amor”.

Com 64 anos de idade e na estrada musical desde a década de 1970, Luiz Mauricio Pragana dos Santos já passou por todos os estágios possíveis na carreira. Integrou banda de rock progressivo (Vímana, com Lobão e Ritchie), estourou como artista solo na cena pop-rock dos anos 1980, reinventou-se com pegada dance/r&b nos anos 1990 e dessa forma voltou às paradas de sucesso, sumiu dos charts nos anos 2000, virou em 2012 jurado do reality show musical The Voice…

A essa altura dos acontecimentos, esse cara pode se dar ao luxo de fazer o que quiser, ou nem fazer nada, se for o caso. Seus discos de inéditas deste século passaram batidos, alguns injustamente. Ele os mesclou com trabalhos ao vivo, ou mesmo um só de releituras, Lulu Santos Canta & Toca Roberto e Erasmo (2013). Ao ler Rita Lee- Uma Autobiografia, teve a ideia de gravar este Baby Baby!, uma boa ideia, afinal de contas.

O repertório do disco, cujo título saiu do quase refrão de uma das faixas escolhidas, Ovelha Negra, tem como pontos extremos em termos cronológicos Fuga Nº II (de 1969, dos Mutantes) e Paradise Brasil (única mais recente, de 2015, do álbum Reza). As outras dez são dos anos 1970 e 1980, fase áurea da eterna Rainha do Rock Brasileiro. Nada de lados B, é um hit atrás do outro.

Com arranjos simples e que não descaracterizaram as melodias, Lulu nos oferece um recital leve e descontraído, sem aparente pretensão de criar versões definitivas de cada uma dessas canções. A impressão que temos é de ele ter se divertido bastante ao gravar este álbum, no qual se vale de poucos músicos de apoio e uma infraestrutura enxuta e coesa.

Lógico que não é fácil reler composições de Rita Lee, que costuma ser a melhor intérprete daquilo que escreve. Normalmente, com raras exceções, as versões definitivas de suas musicas levam sua voz. Mas vale o comentário feito para mim pelos integrantes do grupo Roupa Nova, em 1999, quando lançaram Agora Sim!, no qual reliam músicas de seu próprio repertório: “Essas novas versões não invalidam as anteriores”.

É bem por aí. Em alguns momentos, Lulu chega perto, como em Baila Comigo, Fuga Nº II, Caso Sério e Mania de Você. Em outros, não deu muito certo, como exemplificam Ovelha Negra, Agora Só Falta Você e Mamãe Natureza. Mas, no geral, Baby Baby! é extremamente bom de se ouvir como um todo. Nada para se levar muito a sério, ou para se endeusar. É só música boa, cantada por um craque do pop-rock brasileiro em um momento no qual ele só quer saber de se divertir. E consegue nos divertir, também. Tá ótimo!

Baila Comigo (lyric video)- Lulu Santos:

Selo Maritaca comemora seus 20 anos com um show em SP

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Por Fabian Chacur

Em 1997, a flautista, compositora, arranjadora e produtora Léa Freire deu início ao selo Maritaca, gravadora independente especializada em música instrumental. Com mais de 60 lançamentos de alta qualidade em seu catálogo, a empresa celebra seus 20 anos de estrada com um show especial em São Paulo que será realizado nesta sexta-feira (20) às 21h no Auditório Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº- Portão 2 do Parque Ibirapuera- fone 0xx11-3629-1075), com ingressos custando R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Com mais de 40 anos de carreira, Léa é uma guerreira, pois consolidar espaços dedicados ao som instrumental no Brasil é tarefa hercúlea. Sua definição para a vertente sonora que abraçou é das mais inteligentes: “A música instrumental é pra pensar o que você quiser, para sentir o que você quiser, para criar seu próprio enredo”.

A comemoração das duas décadas do Maritaca reunirá um elenco composto por artistas que já gravaram pelo selo, um time repleto de feras da música brasileira que se revezarão no palco durante o espetáculo. Com direção artística a cargo do maestro Felipe Sena, teremos, entre outros, Amilton Godoy, Arismar do Espírito Santo, Filó Machado, Silvia Góes, Quinteto Vento em Madeira (do qual Léa faz parte), Grupo Câmaranóva, Edu Ribeiro e Teco Cardoso.

Nesses anos todos, além de lançar CDs, o selo também comercializou livros de partituras. Outros nomes importantes com trabalhos que fazem parte do acervo da Maritaca são Laércio de Freitas, Bocato, Banda Mantiqueira, Trio Corrente e Théo de Barros. Entre os álbuns mais recentes lançados pela gravadora, vale destacar A Mil Tons, dueto de Amilton Godoy e Léa Freire (leia mais sobre esse trabalho aqui).

Mamulengo– Léa Freire e Amilton Godoy:

Andre Gimaranz lança seu CD Supermoon com show no Rio

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Por Fabian Chacur

Se você é daqueles fãs de classic rock com um tempero caprichado de blues, jazz e folk e busca algum artista atual que desenvolva bem essa fórmula mágica de se fazer música, precisa ouvir urgente Andre Gimaranz. O cantor, compositor, guitarrista e arranjador brasileiro esbanja categoria nessa praia em Supermoon, álbum de altíssima qualidade artística que ele lança no Rio de Janeiro nesta terça-feira (17) às 20h30 na Casa de Cultura Laura Alvim (avenida Vieira Souto, nº 176- Ipanema- fone 0xx21-2332-2016), com ingressos de R$25,00 a R$50,00.

Lógico que um álbum com a qualidade de Supermoon não sairia do nada, e o pedigree de Gimaranz é dos mais elogiáveis. Filho do violonista e guitarrista Antônio Carlos, que tem no currículo parcerias com Roberto Menescal e foi bastante atuante nas décadas de 1950 e 1960, ele é formado em guitarra na mitológica Berklee School, em Boston, e atuou como músico de estúdio e produtor de vinhetas para publicidade e trilhas sonoras nos EUA, especialmente em Nova York e Los Angeles.

Em 2014, ele resolveu investir em um trabalho autoral, que sairia no ano seguinte, o álbum Handmade. O álbum trazia composições próprias e duas releituras, Murder By Numbers (do The Police) e I Can’t Stand The Rain (hit com Tina Turner, Eruption e diversos outros artistas). “Pensava inicialmente em só incluir canções próprias, mas resolvi regravar essas duas, pois consegui fazer releituras delas de forma bem pessoal”, diz, em entrevista via telefone a Mondo Pop.

Além de fazer shows de divulgação do álbum nos EUA e no Brasil, Gimaranz também foi indicado nas categorias Disco do Ano e Música do Ano (Even) no IMEA Awards, importante prêmio criado pela Associação Internacional de Artes de Entretenimento da América. “O meu primeiro álbum teve uma aceitação interessante no meio independente internacional. Foi o possível para alguém independente”.

Depois de muito tempo radicado nos EUA, atualmente o músico se concentra um pouco mais em seu país, tanto que Supermoon foi gravado por aqui, com a masterização realizada em Nashville (EUA). Em relação ao 1º CD, algumas diferenças se sobressaem. “Desta vez, tenho alguns parceiros nas composições. Isso deu uma cor maior nesse segmento do meu trabalho”. Outra novidade: duas músicas em português.

Admito Que Perdi (de Paulinho Moska) e Construção (de Chico Buarque) me deram a oportunidade de investir no meu lado de arranjador, pois as trouxe para o meu universo musical; gravei oito tracks de guitarra em Construção, ficou bem diferente da versão original”. São as duas primeiras músicas gravadas por ele em português. “Não me sinto muito confortável para compor em português, mas pode rolar no futuro, quem sabe com um parceiro letrista”.

Supermoon conta com a produção do experiente Kadu Menezes (que já trabalhou com Kid Abelha, Leo Jaime e Lobão, entre outros). Marcam presença no disco músicos como Flávio Guimarães (Blues Etílicos), Billy Brandão e Guilherme Schwab (Suricato), entre outros. O álbum não se perde em solos excessivos de guitarra. “Lógico que o disco tem bastante guitarra, mas não vejo necessidade de fazer solos exibicionistas, procuro mostrar mais texturas, investir nos arranjos e valorizar as canções”.

Com dez faixas, o álbum inclui desde rocks mais vigorosos como State Of Rage And Fear e Tough Guys Don’t Dance até as delicadas Falling Appart e Reaching, com direito a cordas e metais. A diversidade do material bate com a concepção musical do artista. “Sempre ouvi muita coisa diferente, como rock, jazz,blues, bossa nova, e acho que sempre terá um pouco de tudo isso no que eu fizer; tem coisas mais pesadas, mais leves, o meu negócio é música boa, sempre”.

O álbum Supermoon pode ser encontrado em CD e também nas plataformas digitais, em lançamento do selo do artista, o Flawless Imperfections. Sobre a atual situação do mercado discográfico, Gimaranz tem uma opinião própria. “A internet trouxe coisas boas para os artistas independentes, e as gravadoras passaram a ser basicamente empresas de marketing. Acho que, no futuro, as gravadoras irão retomar a sua importância no surgimento de novos valores, pois é complicado para o artista fazer tudo ao mesmo tempo”.

Em termos de rock no Brasil, ele põe o dedo na ferida. “O rock perdeu muito espaço no Brasil, nos últimos 20 anos. O que se faz atualmente é muito ruim, sem melodias, nem acordes, falta criatividade. Acho que é um ciclo. E tem pouco rock nas rádios. O artista novo nasce morto por causa da pouca remuneração do streaming, que atualmente predomina. E para fazer shows, é preciso que conheçam a sua música, o artista com trabalho próprio sofre”.

Para acompanha-lo no show desta terça (17), Andre Gimaranz terá consigo uma banda afiadíssima formada por Billy Brandão (guitarra), Bruno Migliari (baixo), Alex Veley (teclado), Kadu Menezes (bateria) e ele próprio nas guitarras, violão, ukulelê e charango. No repertório, músicas de Supermoon, algumas de Handmade e releituras como Wolverine, dos Picassos Falsos.

Nesta segunda (16), Gimaranz fará uma Facebook Live Session a partir das 17h direto do estúdio Palco 41, no qual ele e sua banda estão ensaiando para o show desta terça (17). Você poderá ouvir um bate-papo com ele e também performances ao vivo. O link é aqui.

Falling Apart (clipe)- André Gimaranz:

Carla Bruni e o French Touch, um álbum de belas releituras

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Por Fabian Chacur

Acaba de sair no Brasil, via Universal Music, o sexto álbum de estúdio de Carla Bruni. Trata-se de French Touch, no qual a cantora e compositora italiana radicada na França desde os sete anos de idade se dedica a reler do seu jeito onze hits de diferentes origens, com direito a canções extraídas dos universos do jazz, rock, synth pop, country e até heavy metal.

A cantora nascida em Turin, Itália, em 23 de dezembro de 1967, e radicada há muito em Paris, mostrou muito bom gosto e versatilidade na seleção do repertório. Duas das canções já estão sendo muito ouvidas pelos fãs nas plataformas digitais, Miss You (dos Rolling Stones) e Enjoy The Silence (do Depeche Mode), que ganharam nova vida na charmosa voz da cantora que já namorou Eric Clapton e Mick Jagger e foi primeira-dama da França como esposa de Nicolas Sarkozy.

O álbum traz um dueto com o genial astro country americano Willie Nelson em um de seus maiores sucessos, a deliciosa Crazy. Também estão no repertório Jimmy Jazz (The Clash), The Winner Takes It All (Abba) e Highway To Hell (AC/DC), entre outras. A cantora iniciará no próximo dia 23 a turnê de divulgação de French Touch, prevista para passar por mais de 20 países. Ainda não se sabe se ela incluirá o Brasil nessa sequência de shows. Tomara que sim!

Enjoy The Silence– Carla Bruni:

Pato Fu faz uma maratona de Música de Brinquedo em SP

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Por Fabian Chacur

O Patu Fu fará uma verdadeira maratona em São Paulo para lançar na cidade seu mais recente trabalho. Aproveitando o feriado prolongado, o grupo mineiro apresentará de quinta (12) a domingo (15), com duas sessões diárias (em horários do tipo matinê) o repertório de Música de Brinquedo 2. O local é o Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

O novo álbum da badalada banda encabeçada por Fernanda Takai e John Ulhoa dá sequência ao álbum inicial lançado em 2010. O conceito permanece o mesmo, que é trazer releituras de clássicos da música pop nacional e internacional interpretados com o auxílio de diversos tipos de brinquedos, instrumentos em miniatura e kazoos, criando assim uma sonoridade divertida e bastante lúdica. O grande sucesso da investida original justifica essa continuação.

Música de Brinquedo 2, lançado pela gravadora Deck em CD e nas plataformas digitais, traz onze faixas deliciosas e inesperadas. Entre outras, temos Palco (Gilberto Gil), Livin’ La Vida Loca (Ricky Martin), Rock da Cachorra (Eduardo Dussek), Mamãe Natureza (Rita Lee) e Every Breath You Take (The Police), com arranjos que agradarão os adultos e também as crianças, pois incluem vocais infantis.

Nos shows, que trarão em seu set list músicas dos dois CDs, o grupo terá Takai, Ulhoa e Ricardo Koctus (o trio que iniciou a banda, há mais de 20 anos) acompanhado por Glauco Mendes (bateria), Richard Neves (teclados) e dois convidados especialíssimos: os bonecos/monstrinhos Groco e Ziglo, criados pelo grupo Giramundo de Bonecos. Uma boa dica para quem quiser comemorar o Dia da Criança acompanhado por seus filhos, sobrinhos, netos e quetais.

Livin’ La Vida Loca– Pato Fu:

Marcos Lessa apresenta o seu novo single, O Amor é Capaz

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Por Fabian Chacur

A voz de veludo de Marcos Lessa está de volta com um novo e excelente single. Trata-se de O Amor é Capaz, já disponível para audição nas principais plataformas digitais de streaming e downloads pago. A faixa já está obtendo bons resultados nas rádios do estado natal do cantor, o Ceará, e merece estender essa repercussão positiva pelo resto do país.

O Amor é Capaz tem como autores Thiago Silva e Sergio Jr., este último integrante do grupo carioca Sorriso Maroto. Ficou por conta do próprio Sérgio a produção da faixa, que conta com arranjos do consagrado tecladista Jota Moraes (que trabalhou com os grandes nomes da MPB e do pagode) e a participação dos músicos Camilo Mariano (bateria), Michel Fujiwara (violão e guitarra) e Wilson Prateado (baixo).

Trata-se de um samba romântico com forte tempero da MPB dos anos 1970/1980 e de letra inspirada, que fala sobre a incrível capacidade que o amor tem de superar todas as dificuldades enfrentadas pelos seres humanos. Otimismo, mesmo em tempos difíceis como os atuais.

Com 26 anos de idade, Marcos Lessa ficou conhecido nacionalmente ao participar do reality show musical The Voice em 2013. Não ganhou, mas demonstrou um potencial incrível, concretizado no ótimo CD Entre o Mar e o Sertão e também em shows badalados, como o que fez acompanhado pela banda do saudoso Emilio Santiago. Leia mais sobre este talentosíssimo artista aqui.

O Amor é Capaz– Marcos Lessa:

Charles Theone lança o novo CD com show único no Rio

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Por Fabian Chacur

Oito anos após seu trabalho anterior, New Orlinda (2008), o cantor, compositor e ator pernambucano Charles Theone volta com um novo álbum, que leva o seu nome como título. Antes conhecido como Charles Teony, ele mostra o repertório do CD no Rio de Janeiro com um show único neste sábado (7) às 21h no Solar Botafogo (rua General Polidoro, nº 180- Botafogo- fone 0xx21-2543-5411), com ingressos de R$ 25,00 a R$ 50,00.

O show terá participações especiais de Daúde e Rita Benneditto. Além do repertório do disco, Theone também apresentará releituras de músicas de Gonzaguinha (Festa), Tim Maia (Coroné Antônio Bento), Alceu Valença (Embolada do Tempo) e Zé Ramalho (Garoto de Aluguel).

Produzido pelo lendário guitarrista Paulo Rafael, que toca há décadas com Alceu Valença, Charles Theone (o álbum) traz composições próprias como Noite Negra (cujo clipe foi lançado recentemente), Pai do Samba, Cuidado Com Mané e Estrela da Paz. O som traz elementos de mangue beat, música nordestina dos anos 1970 e muito mais, sempre com a ideia de gerar uma identidade própria.

Noite Negra (clipe)- Charles Theone:

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