Mondo Pop

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Duas ou três coisas sobre a música em 2013

Por Fabian Chacur

Muita gente odeia essa história de retrospectivas dos “anos velhos” que acabam de se mandar. Também tem quem goste. Se bem feitas, acho que essa passada de olhos no que ocorreu nos doze meses anteriores ao novo janeiro são até úteis, como um balanço e uma avaliação de fatos. Seja como for, não estou com saco de ser detalhista, mês a mês. Então, vamos com uma viagem aleatória a alguns fatos ocorridos no mundo da música em 2013.

The Voice Brasil, The Choice Brasil, Que Joça, Brasil!

Se há uma verdadeira praga que veio para infernizar a vida de quem realmente gosta de música são os tais reality shows musicais. Há mais de uma década nas programações das mais diversas redes de TV do mundo, e disponíveis em várias versões, esse tipo de programa tenta formatar de jeito rígido o que deveria ocorrer de forma mais espontânea: a revelação de novos talentos.

Se em alguns países essa fórmula até ajudou a destacar alguns nomes bacanas, no Brasil tornou-se mais um tipo de “loteria musical”. No fim das contas, são sempre dois os fatores que levam alguém a vencer uma atração assim por aqui. Basicamente, quem grita mais ou quem é mais pobre e pode sair da zona do rebaixamento da vida se embolsar a grana disputada.

The Voice Brasil é apenas mais um capítulo desse universo dos “not so reality” shows. Exibicionismo de jurados e candidatos, vozeirões ocos, disputa por dinheiro e vencedores que, posteriormente, voltam ao anonimato. Ellen Oléria, a vencedora de 2012, já está caminhando para ficar ao lado das Vanessas Jacksons da vida, sumindo de cena. Uma pena, em um formato no qual o que menos importa é a música. Mas não se iludam. Mais programas assim virão e virão e virão. Procure talentos em outros cantos…

Dominguinhos agora está ao lado de Gonzagão no Céu do Forró

Recentemente, reli uma entrevista de 1999 do músico paulista Miltinho Edilberto no qual ele comentava sobre Dominguinhos, definindo-o como uma espécie de Gonzagão que merecia ser mais cultuado pelas pessoas, e ser homenageado enquanto estava vivo e com saúde.

Pois Dominguinhos infelizmente nos deixou em 2013. Grande músico, cantor, compositor e ser humano, ele nos deixou uma obra impecável dedicada ao melhor da cultura popular. Tive a honra de cobrir seu último grande show em São Paulo na Virada Cultural 2011, e vi esse mestre, mesmo com limitações físicas evidentes, dar um banho de garra e musicalidade.

Se merecia ter sido mais reverenciado, até que Dominguinhos foi bastante “acarinhado” pelo povo em suas mais de quatro décadas de carreira, na qual nos proporcionou tantos sucessos próprios e também colocou suas cerejas em bolos confeccionados por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Elba Ramalho e tantos outros. Simples, simpático, genial. Descanse em paz!

Reginaldo Rossi e a fórmula para agradar gregos e troianos musicais

Não é para qualquer um se manter durante quase cinquenta anos no cenário musical, ainda mais se o artista em questão nunca se dobrou aos modismos da vida para fazer sucesso. Outra grande perda brasileira em 2013, Reginaldo Rossi começou na onda da Jovem Guarda, mas logo entortou suas influências musicais e criou um estilo próprio, bem-humorado, romântico e pé na porta, sem preocupações com sutileza ou politicamente correto.

Se só virou uma espécie de unanimidade em 1998, quando seu CD Ao Vivo turbinou o antigo sucesso Garçom e o fez ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas, “The King” sempre teve público fiel no Norte e Nordeste. Felizmente, Rossi teve as flores em vida, e nos deixou sabendo ser amado por milhões de fãs. Um estilista da canção popular. Uma figuraça!!!

Paul McCartney, David Bowie e Elton John mais gênios do que nunca

Três nomes que há décadas fazem parte da história do rock and roll provaram em 2013 que continuam com fome de bola, dispostos a nos oferecer novos trabalhos repletos de boas canções. David Bowie nos ofereceu The Next Day, uma espécie de álbum síntese com ecos de várias fases de sua carreira e uma surpresa para quem não lançava um trabalhos só de inéditas há dez anos. Aposentado uma ova!

Macca e Elton, por sua vez, continuam na estrada e ativos nos últimos anos, mas lançaram em 2013 CDs comparáveis a seus grandes momentos. Se o único ponto negativo de Elton John em The Diving Board é a voz já não tão impactante, no caso de McCartney não dá para reclamar de nada em seu New, repleto de boas canções, vocais excelentes e a fome de bola do eterno beatle.

Ringo Starr, Matchbox Twenty, Black Sabbath, Joyce Moreno, Springsteen…

Em um ano repleto de shows nacionais e internacionais em nossos palcos, alguns merecem destaques especiais. Bruce Springsteen, que não tocava por aqui há 25 longos anos, conquistou os fãs no Rio e em São Paulo com um show vigoroso, repleto de hits e com Sociedade Alternativa, de Raul Seixas, como surpreendente e detonante música de abertura. Quem nasceu para The Boss sempre será The Boss, pelo visto.

Ringo Starr voltou a São Paulo e conquistou os beatlemaníacos e afins com uma performance impecável, cantando, tocando e cativando a plateia com muita energia para um setentão. A seu lado, mestres como Todd Rundgren, Steve Lukhater, Richard Paige e Gregg Rollie, que tornaram o que já seria bom um momento absolutamente inesquecível.

Embora ignorada pelos críticos brasileiros, o grupo americano Matchbox Twenty deu aos brasileiros a prova de que não estão nas paradas de sucesso há quase 20 anos por acaso. Seu rock and roll com tempero pop e influências de Bruce Springsteen, John Mellencamp, Beatles e outros é apresentado ao vivo com muita vibração, refinamento e carisma. Belos shows, que os fãs adoraram e que me tornou ainda mais fã deles.

Fecho com um destaque especial para o maravilhoso show que a genial Joyce Moreno fez no Sesc Bom Retiro mostrando o repertório de seu excelente novo álbum, Tudo. A se lamentar, o fato de menos de cem pessoas terem comparecido para ver essa verdadeira aula de música brasileira melódica, poética e rítmica. Uma performance de lavar a alma de quem teve a honra de presenciá-la. Dica: não perca o próximo, role onde rolar.

A emoção de ver o Black Sabbath com sua quase formação clássica

Eu não estive lá, mas quem esteve classifica o show feito pelo Black Sabbath em São Paulo, no Campo de Marte, em outubro de 2013, como um dos mais emocionantes de todos os tempos. E não é para menos. Ver no mesmo palco três dos quatro integrantes originais de uma das mais influentes e poderosas bandas de rock de todos os tempos não é coisa banal.

Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler arrancaram lágrimas e alegria de um verdadeiro mar de gente que nem se importou tanto ao não ver desta vez o baterista original da banda, Bill Ward, que tocou com o Black Sabbath no Brasil nos anos 90, em show que não teve o vocalista comedor de morcegos. Se o show foi como o do ótimo DVD lançado há pouco por aqui, invejo quem esteve lá. Histórico, simples assim.

Daft Punk, ou como tornar fazer 2013 soar como 1978 sem cair em caricatura

Ver Nile Rodgers, o genial capitão da Chic Organization, de volta às paradas de sucesso após muitos e muitos anos já tornaria Random Access Memories um álbum histórico. Mas o trabalho do duo Daft Punk (o primeiro de inéditas em 8 anos) vai muito além de incluir dois dos melhores e maiores hits de 2013, Get Lucky e Move Yourself To Dance.

Gastando uma grana lascada, a dupla radicada na França investiu em músicos de verdade para tocar uma mistura de disco music com música eletrônica, pop e rock, gerando um álbum que consegue a façanha de soar como se tivesse sido lançado em 1978 e ainda assim parecer totalmente sintonizado com o espírito musical de 2013. Discoteca básica total e eterna!

Lou Reed sai da Wild Side e vai para a Eternal Side…

Um dos artistas mais influentes e talentosos da história do rock nos deixou em 2013. Lou Reed morreu setentão, faixa etária que muitos não acreditavam que ele atingiria, levando-se em conta o tipo de vida que teve durante as décadas de 60 e 70. Belo exemplo de que o destino a Deus pertence, e que a gente morre quando chega a hora, nem antes, nem depois.

Lou Reed conseguiu fundir rock básico a elementos eruditos, especialmente de ordem poética, com suas letras evocando a barra pesada, os personagens sombrios dos grandes centros urbanos e os poderosos riffs de guitarra. O brasileiro teve a chance de vê-lo nos anos 90 em show de rock and roll básico e em 2010 no formato experimental Metal Machine Music. Que bela obra ele nos deixou!

E que venha muita coisa boa em 2014. Feliz ano novo, queridos leitores!!!

Perfect Day, com Lou Reed:

I Can’t Stand It – Lou Reed:

New é Paul McCartney em plena forma

Por Fabian Chacur

Em 1986, o excelente Roberto Muggiati escreveu uma bela resenha na saudosa e extinta revista Somtrês do então recém-lançado álbum Press To Play, de Paul McCartney. No texto, o jornalista e escritor tocou em um ponto nevrálgico na hora de se analisar um trabalho de alguém que, na época, já era uma lenda viva: como fugir da comparação de suas obras passadas e avaliar as novas com justiça?

Ele concluía a análise daquele ótimo e injustiçado álbum do Macca dizendo, de forma bem inteligente, que aquele era um excelente álbum daquele novo artista de new wave, um tal de Paul McCartney. Pois 27 anos se passaram, o ex-Beatle viu seu peso artístico aumentar ainda mais e continua sendo obrigado a competir com o seu passado. Só que ele faz isso da forma certa, e New, o novo álbum de inéditas que acaba de lançar, é a prova cabal disso.

Aos 71 anos de idade, McCartney não perdeu a jovialidade, e sempre está disposto a experimentar novos rumos em sua carreira, seja ao trabalhar com novos profissionais, tentar novas sonoridades ou mergulhar em rumos incomuns. Sem, no entanto, se descaracterizar ou tentar ser outro cara que não aquele alegre, talentoso e criativo sujeito que integrou os Fab Four “all those years ago”.

Se muita gente não dá a devida atenção aos trabalhos que o Macca lançou desde que os Beatles saíram de cena, em 1970, azar deles. Aliás, eu adoraria um dia ver um show no qual ele deixasse de lado os clássicos da melhor banda pop de todos os tempos e nos oferecesse apenas obras dos Wings e de sua prolífica trajetória individual. Seria lindo! Sei que não vai acontecer, mas sonhar é preciso.

O legal é que, aparentemente, Paul não liga para esse desinteresse que parte do seu fã-clube tem em relação ao seu trabalho pós-beatle. Continua trabalhando duro, com prazer e sempre nos oferecendo o que ele pode de melhor. Acerta muito, e quando erra, é sempre por razões nobres, e nunca devido a tentativas de ser comercial demais, ou de fazer concessões demais, ou de dar uma de “moderninho demais”. Ele se diverte, sempre, e nos diverte por tabela.

New é um disco simplesmente delicioso, no qual ele troca figurinhas com gente importante da música pop atual, como Paul Epworth, produtor, compositor e músico que tem no currículo parcerias com Adele nos megahits Rolling In The Deep e Skyfall. A dobradinha assina dois petardos do novo álbum, a vigorosa faixa de abertura Save Us e o single matador Queenie Eye, aquele em cujo clipe temos uma festa de celebridades.

Também estão em cena na produção gente como Giles Martin (filho de George Martin, o produtor dos Beatles), Mark Ronson (produtor de Amy Winehouse e filho de Mick Ronson, o guitarrista dos Spiders From Mars de David Bowie) e Ethan Johns (filho de Glynn Johns, produtor de The Who, Rolling Stones, The Eagles e tantos outros, e ele próprio produtor de Kings Of Leon, Crosby Stills & Nash, Kaiser Chiefs etc). Entre os músicos, temos os integrantes de sua atual e ótima banda de apoio.

O repertório da edição de New lançada no Brasil, a Deluxe, traz 15 faixas, sendo três delas incluídas como bônus (Scared, a última, entrou de forma “secreta”, pois não é listada no encarte ou na contracapa do álbum). Os climas variam, indo de rock eletrônico energético a baladas folk ou até um envolvente blues mais rústico (Get Me Out Of Here).

Os fãs dos Beatles certamente vão tirar o lenço e deixar cair boas lágrimas ao ouvir a balada folk Early Days, na qual Paul relembra seus primeiros tempos no universo musical de uma forma lírica como só ele sabe fazer. New, a faixa título, é pura energia, Hosanna é som pop com tempero caprichado, e por aí vai. E vai bem. Cada audição nos dá mais prazer.

O segredo é esse. Quando você for ouvir o novo álbum de Paul McCartney, esqueça de tudo o que ele já fez e tente se ater apenas ao presente, como nos ensinou em 1986 o grande Roberto Muggiatti. Dessa forma, fica fácil entender o porque esse cara é quem ele é: um gênio que não se cansa de nos proporcionar novas pérolas pop de altíssimo quilate, mesmo sem precisar, tendo em vista tudo o que já fez de bom. Tem artistas por aí que dariam um braço para ter em suas discografias um álbum como esse New. E nunca terão. Nunca terão!

Veja o clipe de Queenie Eye, de Paul McCartney:

Filme mostra a história do Sound City

Por Fabian Chacur

O que nomes tão diferentes entre si como Fleetwood Mac, Dio, Nirvana, Barry Manilow e Rage Against The Machine tem em comum? Todos gravaram discos no Sound City, um dos estúdios mais badalados da história da música popular. Sua fascinante história é o mote do documentário Sound City, já disponível no Brasil em DVD e Blu-ray.

A ideia do filme surgiu da mente de Dave Grohl, que viu sua carreira ganhar projeção mundial após gravar o álbum Nevermind com o Nirvana por lá em 1991. Mal sabia ele que aquele estouro também significaria muito para o Sound City, naquele momento em vias de fechar.

A história desse mitológico estúdio teve início em 1969, quando Joe Gottfried se associou a Tom Skeeter e ambos iniciaram o estúdio no espaço antes usado pela empresa britânica Vox em Van Nuys, Los Angeles, Califórnia. Os anos iniciais não foram muito animadores, embora Neil Young e até o abominável Charles Manson tenham gravado por lá.

A coisa embalou quando os proprietários resolveram investir em uma mesa de gravações de primeira e encomendaram um modelo exclusivo da inglesa Neve. As primeiras gravações feitas nela tiveram como protagonistas dois então ilustres desconhecidos: o cantor e guitarrista Lindsey Buckingham e a cantora Stevie Nicks.

O então casal gravou por lá o álbum Buckingham Nicks (1973), que mais de um ano depois serviu como apresentação da qualidade técnica do local para o baterista Mick Fleetwood, do Fleetwood Mac, que procurava um lugar para gravar o novo álbum da banda. Ele também procurava um guitarrista, e se apaixonou pelo som de Buckingham.

O músico impôs a entrada no grupo da namorada para aceitar o convite. Isso se concretizou, e o novo Fleetwood Mac gravou seu primeiro disco com a nova escalação por lá. O estouro daquele álbum autointitulado, lançado em 1975, não só impulsionou a banda rumo ao estrelato, como tornou o Sound City um dos mais badalados estúdios dos EUA.

O documentário de Dave Grohl mostra essa história com detalhes e depoimentos dos músicos que por lá gravaram clássicos do rock, gente do naipe de Tom Petty, os integrantes do Fleetwood Mac, Ronnie James Dio, Rick Springfield e até mesmo Barry Manilow, que gravou um disco de sucesso mediano por lá (Here Comes The Night, de 1982, com o hit Memory) e aparece como verdadeiro ET no filme.

O contraste entre a qualidade da mesa de som e da ambiência para a gravação de bateria do local e o aspecto de boteco de beira de estrada das suas instalações (sujo, poeirento, com móveis velhos) é bem apresentado, com direito a belos depoimentos de antigos funcionários, entre eles o consagrado produtor Keith Olsen.

Símbolo das gravações feitas com o sistema analógico, o Sound City viveu uma fase de vacas magras no fim dos anos 80, quando a tecnologia digital começou a tomar conta, mas o estouro de Nevermind deu a ele uma sobrevida, e a gravação por lá de clássicos como o disco de estreia do Rage Against The Machine e álbuns de Johnny Cash, Carl Perkins e Queens Of The Stone Age, entre outros.

A origem do documentário surgiu no momento em que Dave Grohl soube que o Sound City enfim iria fechar, e resolveu tentar comprar a célebre mesa Neve 8028. Quando a comprou e a levou para seu novo estúdio, o 606, ele decidiu fazer um filme registrando a história de lá e também uma outra, tão fascinante quanto.

Como forma de inaugurar o 606, Grohl teve a ideia de gravar um álbum com alguns amigos famosos, entre os quais Stevie Nicks, Paul McCartney, Butch Vig (produtor de Nevermind e líder da banda Garbage), o também ex-Nirvana Krist Novoselic, todo focado em músicas inéditas. O CD, intitulado Real To Reel e também já lançado por aqui, é ótimo, e os bastidores de suas gravações são a outra metade de Sound City.

Além de boa músicas e a revelação de incríveis bastidores da história do rock, o filme traz depoimentos do próprio Tom Skeeter, e de Rick Springfield admitindo de forma emocionante o jeito não muito correto com que se desligou de Joe Gottfried como empresário. Segundo ele, houve tempo para se desculpar com Gottfried antes de sua morte, ocorrida em 1992.

Sound City agrada como documentário histórico, documentário musical e puro entretenimento, e serve como uma bela homenagem ao estúdio que enfim encerrou suas atividades em 2011, não sem deixar saudades nos fãs do rock and roll. E a mesa Neve continua na ativa, graças a Dave Grohl. Esse cara é realmente incrível, e seu filme, idem.

Veja o trailer do documentário Sound City:

Wings Over America enfim sai em CD no Brasil

Por Fabian Chacur

Wings Over America saiu originalmente em dezembro de 1976 no formato vinil triplo e equivale ao registro da histórica turnê que marcou o auge comercial dos Wings, segundo grupo da carreira de um certo músico chamado James Paul McCartney. A primeira, imagino que todos vocês saibam qual foi. The Beatles, acho eu…

Gravado ao vivo durante shows da turnê norte-americana do grupo, Wings Over America conseguiu a façanha de atingir o primeiro lugar na parada ianque, além de vender muito bem no resto do mundo. Por aqui, o álbum saiu no formato vinil pela gravadora EMI Odeon, mas na era do CD, só apareceu em nossas lojas na versão importada.

Pois agora, como parte da belíssima série Paul McCartney Archive Collection, que está recolocando no mercado com novas embalagens e versões remasterizadas os clássicos da carreira pós-beatle de McCartney, enfim esse álbum ao vivo chega por aqui em formato digital, como CD duplo e em uma charmosa embalagem digipack.

Vamos primeiro aos pontos fracos. O álbum traz um encarte com meras oito páginas incluindo apenas algumas fotos inéditas e pouquíssima informação. O encarte da edição original em CD lançada no exterior ao menos trazia um encarte com 16 páginas com fotos e desenhos bacanas reproduzidos do encarte do LP de vinil.

Se você por ventura estiver com uma conta bancária bacana, no entanto, pode adquirir a Deluxe Edition Box Set (a foto que ilustra este post), disponível apenas em lojas que trabalham com produtos importados. A box set é de deixar o fã arrepiado, de tão atrativa. Além dos dois CDs remasterizados, ele traz um álbum adicional, gravado durante a mesma turnê no Cow Palace, em San Francisco, com oito faixas.

Achou pouco? Pois aí vai o resto do pacote: um DVD com o registro do especial de TV Wings Over The World (com mais de uma hora de duração) e quatro livros (eu disse quatro!), trazendo fotos da turnê, desenhos e muitas curiosidades. E não é só isso! Também temos reprodução de crachás e outras memorabilias. Saiba mais aqui.

O problema é o preço. São “apenas” 144 libras na loja virtual da Amazon, algo em torno de R$ 500 (ou mais, dependendo de quem o importar para você). Ou seja, melhor ficar com a versão nacional mesmo, apesar dos pesares. E aí entra o lado bom da coisa: o conteúdo musical deste álbum é simplesmente imperdível.

Na época, Paul relutava um pouco em tocar músicas dos Beatles nos shows dos Wings. Das 30 músicas executadas, apenas cinco vieram do repertório dos Fab Four. Temos também dois covers, Richard Cory (de Simon & Garfunkel) e Go Now (dos Moody Blues), ambas com o guitarrista e cantor Denny Laine nos vocais (ele integrou os Moody Blues em sua fase inicial).

De resto, temos uma bela seleção de hits e canções legais dos discos solo de Paul e daqueles que ele creditou aos Wings, banda que teve várias formações, sendo a melhor delas exatamente a presente neste álbum: Paul (baixo, guitarra, teclados, violão e vocal), Denny Laine (guitarra, violão, baixo, teclados, percussão e vocal), Jimmy McCulloch (guitarra, vocal, baixo, violão), Linda McCartney (teclados e vocais) e Joe English (bateria).

Além dos integrantes oficiais, nos shows desta turnê acompanharam a banda uma sessão de metais integrada por Tony Dorsey, Howie Casey, Steve Howard e Thaddeus Richard, que davam uma sonoridade mais encorpada e próxima até mesmo da soul music, especialmente em músicas como Call Me Back Again, Go Now e Let Me Roll It. Ou seja, é um álbum ao vivo bem diferente dos lançados pelo autor de Yesterday a partir dos anos 1990.

A performance dos Wings neste álbum é das melhores, com McCartney esbanjando boa voz e pique, no auge de seus 34 anos de idade. Venus And Mars, Rock Show, Jet, Lady Madonna, Bluebird, Live And Let Die, Listen To What The Man Said, Hi Hi Hi, é uma música boa atrás da outra. O álbum se encerra com o rockão até então inédito Soily.

Wings Over America é um daqueles trabalhos gravados ao vivo realmente essenciais, além de ser o primeiro live album oficial da carreira de Paul McCartney. Um artista que sempre primou por uma performance impressionante em cima dos palcos, algo que ele mantém até hoje, quando acaba de comemorar 71 anos de idade.

Ouça Wings Over América, com os Wings, na íntegra:

Old Sock é Eric Clapton solto e despretensioso

Por Fabian Chacur

Depois de passar por fases não muito favoráveis em sua vida, Eric Clapton aparentemente sossegou neste novo século em termos pessoais. Casado desde 2002 e pai de três filhas, o mestre da guitarra investiu nos últimos 15 anos em bons projetos solo e em parcerias com craques do naipe de Steve Winwood, B.B.King e J.J.Cale.

Seu novo álbum individual, Old Sock, acaba de sair no Brasil via Universal Music, e é mais uma prova de como essa vida familiar mais tranquila aparentemente está influenciando de forma positiva em seu trabalho. Trata-se de um disco ensolarado, despretensioso e no qual seu talento surge com força.

O repertório do novo álbum não inclui nenhuma música assinada pelo cantor, compositor e guitarrista britânico. São 12 faixas, sendo 10 releituras de canções de artistas como J.J. Cale, Peter Tosh, Gary Moore, George & Ira Gershwin e Taj Mahal, e duas inéditas assinadas por seu guitarrista e braço direito nos últimos tempos, o guitarrista Doyle Bramhall II.

As canções de Doyle tem como coautores o coprodutor e técnico de som do álbum, Justin Stanley, e uma figura que andava meio sumida das manchetes: a cantora Nikka Costa. Sim, a filha do saudoso maestro Dom Costa (célebre por ter trabalhado com Frank Sinatra) que estourou nos anos 80, ainda criança, com a releitura de (Out Here) On My Own, gravada originalmente por Irene Cara para a trilha do filme Fama.

Após o estouro inicial, Nikka deu uma sumida mas voltou em 1989, e passou a gravar alguns discos de repercussão moderada. Ela hoje tem 41 anos e é casada com Justin Stanley, com o qual compõe músicas para diversos artistas, incluindo Eric Clapton. Nada mal para aquela menininha de voz ardida, mas bela. Aliás, ela também marca presença no álbum fazendo backing vocals (vocais de apoio).

As duas composições do trio Bramhall/Stanley/Nikka são os momentos mais pops do trabalho, o rockão Gotta Get Over (com participação discreta da grande Chaka Khan) e o delicioso reggae Every Little Thing. Nesta última, já que falei há pouco de crianças precoces, temos os vocais (na parte final da canção) de Julie, Ella e Sophie Clapton, filhas do roqueiro britânico.

O disco flui de forma gostosa e se divide entre reggaes, baladas folk e standards da música americana. Temos outras participações bacanas, além das já citadas. Taj Mahal, por exemplo, toca harmônica e banjo no seu reggae Further On Down The Road. J.J. Cale canta e toca guitarra na balada country de sua autoria Angel.

Paul McCartney retribuiu a participação de Clapton em seu Kisses On The Bottom e canta e toca baixo no maravilhoso standard All Of Me, que ganhou nova vida na versão da dupla. E tem também Steve Winwoond arrasando no órgão Hammond B3 na elegante e sutil releitura de Still Got The Blues, maior hit de Gary Moore.

Mas a grande estrela do álbum é mesmo o seu criador. Clapton está cantando como nunca, indo do rockão de Gotta Get Over à sutileza jazzística em Our Love Is Here To Stay e The Folks Who Live On The Hill, além do folk blues em Goodnight Irene e balada country em Born To Lose. E os solos de guitarra fluem delicados e repletos de emoção e amor.

Old Sock soa um pouco como aqueles discos lançados pelo astro britânico nos anos 70, como 461 Ocean Boulevard (1974) e Slowhand (1977). Trata-se do novo trabalho de um artista genial que se sente livre para cantar e tocar aquilo que quiser, sem desejar provar nada a ninguém e em plena maturidade de seus 68 anos bem vividos.

Ouça All Of Me, com Eric Clapton e Paul McCartney:

Paul McCartney esbanja classe em Live Kisses

Por Fabian Chacur

Em 2012, Paul McCartney lançou um álbum dedicado a standards da música americana que ouvia quando era moleque, o mediano Kisses On The Bottom (leia a resenha aqui). Um trabalho correto, mas bastante abaixo do que se poderia esperar de um álbum do eterno Macca.

Como forma de apresentar esse novo CD a uma seleta plateia, o ex-beatle fez um show no lendário Studio A da Capitol, em Los Angeles, California no dia 9 de fevereiro de 2012, acompanhado basicamente dos mesmos músicos que gravaram o álbum com ele e tocando também basicamente o mesmo repertório daquele disco.

O resultado, registrado no DVD (também disponível em Blu-ray) Live Kisses, acaba de sair no Brasil via ST2, e felizmente supera o disco lançado anteriormente. Nele, McCartney se mostra mais à vontade com as canções, provavelmente pelo fato de ter gravado tudo ao vivo e com presença de público, e o resultado é bem mais agradável.

Gravado em preto e branco, o show traz a banda liderada pela pianista e estrela Diana Krall. Do time do CD, Eric Clapton ficou de fora, sendo substituído nas músicas de que participava (My Valentine e Get Yourself Another Fool) por Joe Walsh, dos Eagles. McCartney não toca nenhum instrumento e se dedica exclusivamente aos vocais, algo inédito em sua carreira.

Temos no repertório do DVD 13 músicas, sendo 12 do CD (que tem 14 no total) e um outro standard que ficou de fora do álbum, My One And Only Love. Inch Worm só é tocada nos créditos, enquanto Only Our Hearts, inédita que conta com a participação especial de Stevie Wonder no disco, não entrou no show. Wonder e Clapton, por sinal, dão depoimentos incluídos no vídeo. No mínimo, a agenda deles não coincidiu com a do amigo…

O show é delicioso e flui de forma encantadora e simples, com Paul explorando o lado mais suave de sua belíssima voz, evidenciada na bem sacada introdução vocal/baixo acústico (tocado por John Clayton) em Glory Of Love. Bem-humorado, ele reinicia três vezes My Very Good Friend The Milkman até acertar o tom certo do assovio.

Durante o show, são incluídos comentários sobre as músicas feitos por McCartney, o produtor Tommy LiPuma e outros participantes do show/álbum. A tela é dividida em duas em algumas músicas, possibilitando ao espectador observar a cumplicidade entre o autor de Yesterday e os músicos, que aparentam estar em êxtase por tocar com o mestre.

Da banda de apoio que acompanha Paul nos últimos dez anos, só o baterista Abraham Laboriel Jr. aparece, participando com categoria nos vocais de apoio (backing vocals) em I’m Gonna Sit Right Down And Write Myself a Letter, The Glory Of Love e Ac-Cent-Tchu-Ate The Positive.

Nos extras, foram incluídas as seis versões existentes do clipe da maravilhosa inédita My Valentine, com as participações dos atores Johnny Depp e Natalie Portman, além de entrevistas com Paul McCartney e Tommy LiPuma. A versão em DVD é na forma de livro, com direito a um maravilhoso encarte com informações técnicas e uma entrevista com Paul feita por Elvis Costello, seu parceiro e também feliz marido de Diana Krall.

Veja My Valentine, com Paul McCartney (do DVD Live Kisses):

Eric Clapton e Paul McCartney juntos de novo

Por Fabian Chacur

Em 2012, Eric Clapton participou do álbum Kisses On The Bottom, de Paul McCartney, tocando guitarra nas faixas My Valentine e Get Yourself Another Fool. Pois agora chegou a vez de o ex-beatle retribuir a gentileza no novo álbum do astro britânico.

Macca toca baixo e faz vocais em All Of Me, faixa do novo álbum do Deus da Guitarra, Old Sock, que acaba de chegar às lojas. O álbum traz apenas duas músicas inéditas, Every Little Thing e Gotta Get Over. As outras faixas são covers escolhidos a dedo pelo ex-integrante do Cream.

Compositores tão diversos entre si como Leadbelly, J.J.Cale, Peter Tosh, George Gershwin, Hank Snow e Gary More estão no repertório. Além do autor de Live And Let Die, o álbum também traz craques do rock como o ex-colega de Blind Faith Steve Winwood (teclados em Still Got The Blues), a cantora Chaka Khan (vocais em Gotta Get Over), J.J.Cale (vocais e guitarra em Angel) e Jim Keltner (bateria em Our Love Is Here To Stay).

A banda básica que acompanha Clapton no álbum é composta pelos badalados Steve Gadd (bateria), Willie Weeks (baixo) e Chris Stainton (teclados). A produção foi dividida por Clapton com Doyle Bramhall II, Justin Stanley e Simon Climie. Um dos destaques de Old Sock é a sutil e bela releitura de Still Got The Blues, maior hit do saudoso Gary Moore (1952-2011).

As faixas de Old Sock, de Eric Clapton:

01. Further On Down The Road (5:44)
02. Angel (3:54)
03. The Folks Who Live On The Hill (3:46)
04. Gotta Get Over (4:38)
05. Till Your Well Runs Dry (4:42)
06. All Of Me (3:23)
07. Born To Lose (4:03)
08. Still Got The Blues (5:55)
09. Goodnight Irene (4:23)
10. Your One And Only Man (4:31)
11. Every Little Thing (4:35)
12. Our Love Is Here To Stay (4:13)

Still Got The Blues, com Eric Clapton:

Documentário mostra o genial George Martin

Por Fabian Chacur

Há exatos 50 anos, um jovem produtor britânico resolveu contratar uma ainda mais jovem banda de Liverpool que havia sido recusada por literalmente todos os seus concorrentes, incluindo a matriz do conglomerado do qual seu humilde selo Parlophone fazia parte, a EMI. Houve até quem o ironizasse. Gostaria de ver a cara desses detratores hoje…

Graças a essa decisão arriscada, o tal produtor, Sir George Martin, deu a primeira e decisiva chance para que os Beatles pudessem exibir seu talento. Nos anos seguintes, eles não só dominariam o mundo como se tornariam o mais importante grupo de música da história, seja qual for o seu estilo musical. Beatles For Ever!

Para quem deseja saber um pouco mais sobre a vida desse profissional incrível e ser humano aparentemente adorável, acaba de sair por aqui, via ST2, o documentário Produced By George Martin, que saiu este ano e foi exibido por aqui na edição 2012 do festival de documentários musicais In-Edit.

Nele, temos o relacionamento entre ele e os Beatles como tema principal, incluindo entrevistas recentes com Paul McCartney e Ringo Starr ao lado do mestre. Mas a trajetória desse verdadeiro mito da música nascido no Reino Unido em 3 de janeiro de 1926 é apresentada em toda a sua amplitude, indo além de “apenas” relacionar sua vida com os Fab Four.

Do início como estudante de música aos tempos da 2ª Guerra Mundial, o emprego como produtor na EMI, a conquista do cargo de diretor artístico do selo Parlophone, a produção de discos de comédia com o ator Peter Sellers e a descoberta de John, Paul, George e Ringo estão aqui. Também temos outros momentos marcantes de seu extenso currículo.

Entre eles, o trabalho de Martin com grupos como America, Mahavishnu Orchestra, Jeff Beck e outros, a criação de seu próprio estúdio, o Air, a forma como a versão caribenha, situada na ilha de Montserrat, foi devastada por uma dessas terríveis manifestações da natureza, e de como ele luta contra a surdez. O relacionamento com o filho, o também produtor Gilles, é outro foco bacana da atração bancada pela BBC.

Além do filme, o DVD traz como atratativo 52 minutos de material adicional, o que torna a experiência de conhecer um pouco da vida de George Martin ainda melhor. Meu amigo Raul Bianchi teve a honra de conhecer esse cara pessoalmente, quando Sir George Martin veio ao Brasil. É para se roer de inveja! Mas ao menos temos este DVD para minorar nosso prejuízo…

Veja o trailer de Produced By George Martin:

Reedição ressalta qualidades de Ram

Por Fabian Chacur

Ram foi o primeiro álbum de Paul McCartney que tive a oportunidade de ouvir, em cópia adquirida pouco depois de seu lançamento por meu saudoso irmão Victor em 1971.

Desde então, e lá se vão 41 anos, é um dos meus discos favoritos, embora tenha sido criticado de forma impiedosa pela crítica especializada na época. Malditos críticos, diria eu, de forma bem-humorada, mas séria, ao mesmo tempo. Esse disco não merecia!

Este maravilhoso álbum, creditado a Paul & Linda McCartney, volta às lojas brasileiras em caprichada reedição integrante da Paul McCartney Archive Collection, que está aos poucos oferecendo novas versões dos ítens de uma das discografias mais bacanas da história do rock.

A nova roupagem de Ram nos oferece embalagem digipack, encarte luxuoso repleto de fotos inéditas e com as letras das canções do álbum original e dois CDs. Um traz a versão remasterizada do disco original, enquanto o segundo inclui oito faixas bônus, sendo três extraídas de compactos e cinco inéditas que dissecarei abaixo.

Ram é um dos discos indiscutíveis aqui de Mondo Pop. Gravado em estúdio em Nova York, conta com McCartney nos vocais e vários instrumentos, sua esposa Linda nos vocais de apoio e os músicos Denny Seiwell (bateria), Hugh McCracken (guitarra) e David Spinozza (guitarra).

O repertório mostra McCartney solto, descompromissado e inspirado, indo do rockão em Too Many People, Eat At Home, Smile Away e Monkberry Moon Delight, pop delicado em Dear Boy e Long Haired Lady, pop envolvente e contagiante em Uncle Albert/Admiral Halsey e folk/country em Ram On e Heart Of The Country, além de rock compassado em 3 Legs e balada emocionante em The Back Seat Of My Car. Muitos artistas dariam um braço para ter um Ram em suas discografias.

A edição megaluxuosa, que não será lançada no Brasi, inclui quatro CDs (os adicionais são uma raíssima versão em mono e uma instrumental lançada em 1977 sob o pseudônimo Thrillington), um livro com 112 páginas e um DVD com breve making of do disco e alguns clipes despretensiosos.

Faço apenas algumas pequenas ressalvas à excelente reedição de Ram no formato álbum duplo: não foram incluídas informações mais detalhadas sobre as faixas bônus, nem suas letras. De resto, um trabalho excelente em termos de resgate desse ótimo álbum.

Conheça as faixas bônus da reedição de Ram:

1- Another Day – o primeiro single lançado por Paul após a dissolução dos Beatles, canção pop até a medula com letra levemente melancólica. Uma delícia. Lançada em 1971.

2Oh Woman Oh Why – lado B de Another Day, um rockão virulento e bem bacana

3Little Woman Love – Lado B do single Mary Had a Little Lamb, uma espécie de pop rock com pitadas dos standards americanos. Aí, fica a pergunta: porque não incluíram Mary Had a Little Lamb também, já que havia tempo suficiente?

4A Love For You (John Kelly Mix): pop rock agitado e certeiro, com um piano bem bacana e pitadas de blues rock. Inédita.

5Hey Diddle (Dixon Van Winkle Mix): canção folk estilo voz e violão deliciosa, uma espécie de versão bem melhorada de Bip Bop, incluída em Wings Wild Life, lançado no mesmo 1971. Inédita.

6Great Cock And Seagull Race (Dixon Van Winkle Mix): blues rock instrumental simpático, mas que parece algo inconcluído e ainda em estágio de criação. Inédita.

7Rode All Night – Rockão no qual Paul solta a voz em falsete bem agressivo, com a banda improvisando bastante durante mais de oito minutos. Bem legal ouvir o Macca em um formato quase heavy metal. Inédita.

8Sunshine Sometime – Delicada melodia pop instrumental que também parece algo em progressão, embora bem mais encaminhada do que Great Cock And Seagull Race. Inédita.

Monkberry Moon Delight – Paul & Linda McCartney:

Uncle Albert/Admiral Halsey – Paul & Linda McCartney:

Rode All Night – Paul & Linda McCartney:

A Love For You – Paul & Linda McCartney:

Ouça as músicas do álbum Ram em sua totalidade:

Paul McCartney grava com Mark Ronson

Por Fabian Chacur

Se aquela antiga frase diz que “a vida começa aos 40”, Paul McCartney parece acreditar que ainda tem uns 30 anos de idade, se tanto. O ex-beatle, que completou 70 anos no dia 18 de junho, mostra-se mais ativo do que nunca.

Segundo o site do New Musical Express, excelente e tradicional publicação inglesa especializada em música, o ex-beatle passou boa parte da última semana gravando em um estúdio em Nova York.

A novidade fica por conta de ele aparentemente ter feito isso ao lado do badalado produtor Mark Ronson, que se consagrou ao ganhar o Grammy de 2008 como melhor produtor por seu trabalho em Back To Black, de Amy Winehouse. Desde então, ele esteve ao lado de Duran Duran, Kaiser Chiefs e Rufus Wainwright, entre outros.

Segundo as fontes do site inglês, os dois se reuniram com o intuito de ver o que conseguiriam fazer juntos, e se a dupla tinha uma química bacana.

Para quem não sabe, o produtor é filho do saudoso Mick Ronson, guitarrista que se tornou famoso como integrante da célebre banda Spiders From Mars, de David Bowie, participando de discos clássicos como The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972) e Alladin Sane (1973).

Não satisfeito, McCartney pegou um avião, viajou e ainda participou, neste sábado (14), do show que Bruce Springsteen realizou em Londres como parte do festival Hard Rock Calling.

Macca e The Boss tocaram juntos I Saw Her Standing There e Twist And Shout, e pretendiam fazer até mais, quando a direção do evento resolveu cortar o som do show com os dois ainda a mil por hora. Coisa feia! O show de Springsteen durou mais de três horas, como de praxe, e arrebatou o público presente.

Something, com Paul McCartney, ao vivo no Rio em 2011:

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