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Documento Inédito, de Cartola, volta às lojas no formato vinil

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Por Fabian Chacur

Sempre é tempo de se ouvir o genial Cartola (1908-1980). Com poucos registros lançados em sua carreira, o saudoso cantor, compositor e músico carioca nos deixou uma obra absolutamente fundamental para os fãs da melhor música brasileira. Um desses discos, o mais informal deles, Documento Inédito, está sendo relançado pela Polysom como parte de sua coleção Clássicos Em Vinil, no formato vinil 180 gramas. Inúmeros grandes intérpretes regravaram suas canções, mas ouvi-las em sua própria voz proporciona um grande deleite a quem assim o fizer.

O álbum nos traz gravações feitas em São Paulo para um programa da rádio Eldorado, nas quais Cartola responde a perguntas sobre sua carreira e também canta com a categoria habitual oito clássicos de seu repertório, como Acontece, O Inverno do Meu Tempo e Que Sejas Bem Feliz. Documento Inédito foi lançado originalmente em 1982, pela Gravadora Eldorado.

Cartola fez parte de uma geração de compositores refinados e inspirados que deram à nossa música popular um toque de classe que se eternizou. Sabia como poucos falar sobre as agruras do amor, com versos muito bem concatenados e dotados de uma inspiração sempre à flor da pele, escritas ou sozinho ou com outros parceiros. Deixou uma marca profunda em nossa cultura popular.

Ouça Documento Inédito, de Cartola, em streaming:

Nelson Angelo e Joyce, o LP, está de volta no formato vinil de 180 g

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Por Fabian Chacur

Em 1972, com vinte e poucos anos cada, Nelson Angelo e Joyce Moreno (então, assinando apenas Joyce) eram um casal que resolveu lançar um disco em dupla. Nascia, dessa forma, o álbum Nelson Angelo e Joyce, lançado na época pela EMI-Odeon. Se não vendeu lá essas maravilhas, foi devidamente cultuado por um público que se ampliou com o decorrer dos anos. Este trabalho está retornando às lojas no formato LP de vinil de 180 gramas, em lançamento feito em parceria por Universal Music e Polysom, parte integrante da coleção Clássicos de Vinil, desenvolvida pela Polysom.

O ouvinte desavisado certamente associará o som das 13 faixas deste álbum com a musicalidade criada pelo Clube da Esquina. E essa semelhança não é por acaso. O mineiro Nelson também fazia parte daquele grupo de artistas geniais capitaneados por Milton Nascimento. Cantor, compositor e músico, ele tem diversos discos solo em seu currículo, e é o autor da belíssima Fazenda, um grande sucesso na gravação do Bituca de Três Pontas.

Boa parte dessa turma genial estava radicada no Rio naquele 1972, quando, por sinal, foram lançados Clube da Esquina (Milton e Lô Borges) e Lô Borges (de Lô Borges, o célebre Disco do Tênis). A terra de Joyce, vale lembrar.

Joyce se encaixou feito luva na sonoridade folk-rock-rural do disco, com diversas composições de Nelson (uma com Joyce) e outras de nomes como Danilo Caymmi, Ronaldo Bastos e Márcio Borges. De quebra, participam do disco baluartes do Clube da Esquina como Lô Borges, Toninho Horta, Wagner Tiso e Beto Guedes. No repertório, canções deliciosas como Meus Vinte Anos, Comunhão, Sete Cachorros e Um Gosto de Fruta, entre outras.

Vale lembrar que, nessa época, nasceram Clara Moreno e Ana Martins, filhas do casal que posteriormente se tornaram também cantoras. Elas inspiraram um dos maiores sucessos da carreira de Joyce Moreno, a doce e delicada Clareana, defendida em um festival da Globo em 1980 e faixa do estupendo álbum Feminina (leia sobre esse CD aqui), que a cantora irá interpretar na íntegra neste fim de semana em São Paulo, durante a Virada Cultural. Um programa imperdível, ainda mais sendo gratuito.

Joyce e Nelson Angelo- ouça o álbum em streaming:

Célia tem seu álbum de estreia relançado em vinil pela Polysom

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Por Fabian Chacur

A série Clássicos em Vinil, da Polysom, tem resgatado lançamentos importantes da história da MPB, no formato vinil de 180 gramas. O novo item da coleção foi, mais uma vez, escolhido a dedo. Trata-se de Célia, autointitulado álbum de estreia desta brilhante cantora paulistana (1947-2017), uma das melhores de sua geração e que merecia ter tido muito mais sucesso comercial e reconhecimento do que o obtido em seus 70 anos de vida. Ouça esse trabalho e sinta o porquê.

Lançado em 1971 pela gravadora Continental, este disco conta com a produção do jornalista Walter Silva, célebre por seu programa O Pickup do Picapau, em parceria com o músico e maestro Pocho Perez. Além do próprio Pocho, os arranjos das músicas foram divididos entre mestres indiscutíveis da nossa música. São eles Rogério Duprat, um dos grandes nomes ligados ao Tropicalismo, Arthur Verocai, um craque trabalhando para os outros e também para seus próprios trabalhos, e José Briamonte, que naquela época trabalhou alguns dos artistas mais importantes da nossa música.

O repertório de 11 músicas traz a assinatura de nomes então emergentes, como Joyce Moreno, Ivan Lins, Ronaldo Monteiro de Souza, Toninho Horta, Antonio Adolfo e Tibério Gaspar. Com uma afiada mistura de MPB com elementos de música pop, o disco traz maravilhas do porte de Adeus Batucada, No Clarão da Lua Cheia, Abrace Paul McCartney Por Mim e Fotograma. Nelas, a voz quente e envolvente de Célia se mostra um instrumento humano absurdo, exacerbando a beleza inerente em cada uma dessas belas canções. Tipo do disco que você não pode deixar de ouvir, hoje e sempre.

Célia (primeiro LP)- ouça em streaming:

Chico Buarque tem o primeiro compacto de vinil relançado

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Por Fabian Chacur

Há relançamentos musicais em formato físico que tem como grande atrativo o seu conteúdo artístico. Outros, porém, tornam-se um fetiche para colecionadores, pois não trazem nada além de suas embalagens como atrativos. E esse último é o caso do novo produto colocado no mercado pela Polysom na série Clássicos em Vinil. Em parceria com a Som Livre, eles nos proporcionam uma reedição do 1º disco de Chico Buarque.

Lançado originalmente no formato compacto simples de vinil em 1965 pela hoje extinta gravadora RGE, o single traz as músicas Pedro Pedreiro no lado A e Sonho de Um Carnaval no lado B. Ambas seriam incluídas no LP de estreia do artista, autointitulado e disponibilizado para o público em geral naquele mesmo ano com grande repercussão.

Pedro Pedreiro tem forte conteúdo político, e infelizmente se mostra mais atual do que nunca, com seus versos incisivos “esperando, esperando, esperando o trem, esperando o aumento para o mês que vem, esperando um filho pra esperar também”.

Por sua vez, Sonho de Um Carnaval participou do festival de música da extinta TV Excelsior também em 1965, interpretada por Geraldo Vandré. Não ganhou, mas ao menos conquistou o coração do artista nordestino, que a gravaria posteriormente.

O bacana do compacto simples é a sua capa vintage, indicando a rotação (33 RPM), com tipologia estilosíssima e uma foto do artista novinho, ainda na altura de seus 20 anos de idade. Garanto que os fanáticos pelo grande astro da MPB adorariam ter esse item em sua coleção, nem que seja apenas para decorar sua parede ou estante.

Pedro Pedreiro– Chico Buarque:

Alucinação (Belchior) ganha a reedição em vinil via Polysom

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a Universal Music, acaba de lançar uma reedição no formato vinil de 180 gramas de um dos grandes clássicos da nossa MPB. Trata-se de Alucinação, do saudoso Belchior, álbum que chegou originalmente às lojas em 1976 e foi responsável pelo estouro do cantor, compositor e músico cearense. O disco integra a série Clássicos em Vinil, que prioriza títulos essenciais da discografia brasileira.

Recentemente, a Universal Music relançou este mesmo título no formato CD, na caixa Três Tons de Belchior, que também inclui os álbuns Melodrama (1987) e Elogio da Loucura (1987). Trata-se de um desses trabalhos bons de ponta a ponta, e que é absolutamente necessário nas discotecas de quem gosta de boa música, seja em que formato for (leia a resenha do relançamento em CD aqui).

Fotografia 3×4– Belchior:

Polysom relança em LP/vinil o “disco do tênis” de Lô Borges

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a Universal Music e como parte integrante da sua série Clássicos em Vinil, está lançando uma edição em vinil de 180 gramas do álbum Lô Borges, de 1972, que marcou a estreia como artista solo do compositor e músico mineiro. O LP é mais conhecido como “disco do tênis”, pelo fato de ter na capa um surrado par de tênis de couro de cano alto. O trabalho celebra 45 anos melhor do que nunca.

Lô Borges teve um belo ano de 1972. Além de lançar o mais do que histórico Clube da Esquina em parceria com Milton Nascimento, ele ainda teve gás suficiente para nos oferecer sua estreia solo, um álbum que traz nove músicas assinadas somente por ele e outras seis escritas com parceiros como Tavinho Moura, Ronaldo Bastos e Márcio Borges. Músicas como Você Fica Bem Melhor Assim, Canção Postal, Calibre e Fio da Navalha são destaques de um belo trabalho de MPB.

Como forma de festejar essa importante efeméride em sua carreira, Lô tem feito desde o início do ano apresentações enfatizando o repertório do “disco do tênis”. Os shows já passaram por São Paulo, Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto, e no segundo semestre deverão voltar a algumas dessas cidades e também chegar a outras, graças ao grande sucesso das datas já realizadas até agora.

Lô Borges– Lô Borges (1972)- Ouça em streaming:

Polysom e Warner relançam 2 LPs do grupo Novos Baianos

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs dos Novos Baianos, que andam em estado de êxtase com os shows de retorno da mítica banda. A Polysom, em parceria com a Warner, está relançando no formato vinil de 180 gramas, pela série Clássicos em Vinil, dois álbuns seminais da discografia dos caras. São eles Novos Baianos F.C. e Novos Baianos, que fazem parte da fase áurea dessa formação inesquecível e criativa do nosso rock/MPB.

Novos Baianos F.C. (1973) teve a difícil missão de suceder o mitológico Acabou Chorare (1972, também relançado na série Clássicos em Vinil), e deu conta do recado. Gravado no sítio no qual a banda morava, em Jacarepaguá (RJ), o álbum traz maravilhas como Só Se Não For Brasileiro Nessa Hora, Sorrir e Cantar Como Bahia, as instrumentais Dagmar e Alimente e também Samba da Minha Terra (de Dorival Caymmi).

Lançado em 1974, Novos Baianos foi ensaiado e gravado no sítio de um dirigente da gravadora Continental, que lançou esses dois álbuns e cujo acervo hoje pertence à Warner. O trabalho marca a saída de Moraes Moreira do time, e inclui em seu repertório Isabel (Bebel), rara composição de João Gilberto, um grande amigo da banda, e também Linguagem do Alunte, Reis da Bola e Ao Poeta, entre outras.

Ouça Novos Baianos FC em streaming:

Polysom relança em vinil fase progressiva dos Mutantes

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Por Fabian Chacur

Após ter lançado uma caixa com seis LPs da fase dos Mutantes com Rita Lee, a Polysom agora completa a discografia anos 60/70 da banda paulistana no formato bolachão colocando nas lojas versões em vinil de 180 gramas com prensagem premium e remasterizadas dos álbuns Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974) e Ao Vivo (1976), discos que na época saíram com o selo da Som Livre, a gravadora global. São trabalhos muito interessantes.

Tudo Foi Feito Pelo Sol marca o início de uma nova era do grupo, que mantinha de sua escalação clássica apenas Sergio Dias (guitarras, violão, sitar e voz), agora acompanhado por Túlio Mourão (piano, órgão Hammond, Minimoog e voz), Antonio Pedro de Medeiros (baixo e voz) e Rui Mota (bateria, percussão e voz). Com sete faixas, o álbum marca a adesão dos músicos ao rock progressivo na melhor tradição de Yes, Emerson Lake & Palmer e outros, e vendeu na época 30 mil cópias, a melhor marca da história desses roqueiros.

Ao vivo trouxe mais novidades, com as saídas de Antônio Pedro e Tulio Mourão. O quarteto agora era integrado por Sergio Dias (guitarras, violão, sitar e voz), Paul de Castro (guitarra e violino), Luciano Alves (teclados) e Rui Mota (bateria, percussão e voz). Ao contrário do que se poderia esperar, o disco gravado ao vivo no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro trouxe 12 faixas inéditas, sem canções antigas.

Tudo Foi Feito Pelo Sol- Os Mutantes (LP em streaming):

Mutantes Ao Vivo- Os Mutantes (LP em streaming):

Polysom relança em vinil raro compacto dos Novos Baianos

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Por Fabian Chacur

A Polysom lança mais um item bacana em vinil para os colecionadores de trabalhos raros e importantes da MPB, parte integrante de sua ótima série Clássicos Em Vinil. Desta vez, trata-se de um compacto duplo dos Novos Baianos, raridade lançada nos anos 1970 e cobiçado pelos colecionadores do trabalho do grupo, um dos campeões da mistura de rock e MPB.

O compacto duplo traz as faixas Psiu, 29 Beijos, Globo da Morte e Mini Planeta Íris, e foi lançado entre os álbuns É Ferro Na Boneca (1970) e Acabou Chorare (1972). Na época, era comum esse tipo de lançamento, trazendo músicas que não seriam posteriormente incluídas nos LPs, tornando-se, assim, exclusivas desse formato.

O som dos Novos Baianos, na época, era bem mais roqueiro do que o desenvolvido a partir do álbum Acabou Chorare, no qual a influência de João Gilberto, fã confesso da banda, se mostrou de forma mais clara.

Globo da Morte– Os Novos Baianos:

29 Beijos– Os Novos Baianos:

Psiu– Os Novos Baianos:

Mini Planeta Iris– Os Novos Baianos:

Ouça o compacto duplo dos Novos Baianos, na íntegra:

Polysom reedita em LP trilha de A Virgem de Saint Tropez

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Por Fabian Chacur

A Polysom está lançando no formato vinil de 180 gramas a trilha sonora do filme A Virgem de Saint Tropez (1974). Trata-se de uma belíssima raridade das mais disputadas em sebos, e que agora ficará disponível a todos os fãs de boa música ligada ao cinema brasileiro. O álbum traz composições de Hareton Salvanini e Beto Ruschel, com direito a 14 faixas.

Hareton Salvanini (1945-2006) foi um pianista, compositor, arranjador e maestro. Ele ficou conhecido ao compor trilhas e jingles para publicidade e TV, atuando em emissoras como a Tupi e a Record, tendo sido diretor musical desta última de 1997 a 2001. Ele também lançou um disco solo em 1973 e produziu artistas como o então iniciante cantor e compositor cearense Ednardo, entre outros.

A Virgem de Saint Tropez (Awakening Of Annie) é uma produção franco-brasileira dirigida por Zygmunt Sulistrowsky e estrelada por Annie Friedman. A trilha do filme traz temas instrumentais envolventes e uma única com vocais, a bela e sofisticada balada Annie (You Can’t Run Away For Your Destiny), interpretada por ninguém menos do que Dudu França, anos antes de seu estouro com Grilo na Cuca.

Trilha do filme A Virgem de Saint Tropez (em streaming):

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