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Primeiros álbuns do Ira! serão relançados em vinil de 180 g

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Por Fabian Chacur

A Polysom dará continuidade a sua coleção Clássicos Em Vinil ainda este mês com o relançamento em vinil 180 gramas de três álbuns do grupo Ira!, um dos mais importantes e bem-sucedidos do rock brasileiro. Os trabalhos são os três primeiros da banda, respectivamente Mudança de Comportamento, Vivendo e Não Aprendendo e Psicoacústica.

Mudança de Comportamento (1985) traz clássicos do repertório do grupo paulistano, como Tolices, Núcleo Base, Mudança de Comportamento e Longe de Tudo, e marcou a estreia do quarteto em termos de álbum. Um trabalho ao mesmo tempo melódico e energético, que obteve boa repercussão e abriu as portas para a fama que viria logo a seguir.

Vivendo e Não Aprendendo (1986) proporcionou aos rapazes o seu primeiro disco de ouro, com mais de 100 mil cópias vendidas, e teve como destaque a música Flores em Você, usada na abertura da novela global O Outro. Envelheço Na Cidade e Pobre Paulista são outras faixas de destaque desse álbum, que alguns consideram o melhor deles.

Psicoacústica (1988) é um dos trabalhos mais ousados e inovadores do time então formado por Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra), Ricardo Gaspa (baixo) e André Jung (bateria), misturando rock, hip hop, psicodelismo e hard rock, entre outros elementos musicais. Pegue Essa Arma, Farto de Rock And Roll, Receita Para Se Fazer Um Herói, Rubro Zorro e Advogado do Diabo são alguns dos destaques de um disco bastante elogiado pela crítica especializada na época.

A nova edição de Psicoacústica trará o mesmo brinde incluído na original: um óculos 3D que possibilita ver a capa da forma correta, pois a mesma tem esse efeito visual, algo totalmente inusual naquela época em termos de lançamentos fonográficos no Brasil.

Pegue Essa Arma– Ira!:

Farto De Rock And Roll– Ira!:

Polysom relançará clássicos de Gal Costa no formato vinil

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Por Fabian Chacur

A Polysom, que nos últimos anos tem relançado no formato vinil de luxo álbuns importantes da história da música brasileira, promete mais dois títulos para breve, ambos de Gal Costa. Os dois discos foram lançados originalmente em 1969, e são cotados entre os melhores já lançados pela seminal cantora baiana, eterna musa da Tropicália.

O primeiro a chegar às lojas, ainda este mês, será Gal, considerado pela crítica como provavelmente o trabalho mais psicodélico da carreira da intérprete. Entre outras faixas, destacam-se a icônica Meu Nome é Gal (de Roberto e Erasmo Carlos), Cinema Olímpia, Pulsar e Quasars, Com Medo Com Pedro e País Tropical. Um banho de ousadia e criatividade de uma artista talentosíssima.

Gal Costa, cuja reedição está prevista para sair em janeiro de 2015, traz diversas canções fundamentais no repertório de Gal, entre elas Baby, Namorinho de Portão, Se Você Pensa, Divino Maravilhoso e Que Pena (Ela Já Não Gosta Mais de Mim). A produção deste e do outro LP é de Manuel Barembeim, nome importante na era tropicalista da MPB.

A única notícia não tão boa fica por conta do preço médio de cada título, R$ 79,90 , justificado pelo fato de se tratar de edições especiais e limitadas. A coleção da Polysom conta com títulos importantes de nomes como Jorge Ben, Caetano Veloso, Azymuth, Chico Science & Nação Zumbi, Banda Black Rio e títulos da gravadora Elenco.

Ouça Meu Nome é Gal, com Gal Costa:

Polysom lança caixa com LPs da Elenco

Por Fabian Chacur

Dando prosseguimento a sua brilhante série de relançamentos de clássicos da MPB no formato vinil, a gravadora Polysom vai além, desta vez. O novo produto da série é uma luxuosa caixa com cinco LPs de vinil de 180 gramas com itens do catálogo da gravadora Elenco, que existiu de 1963 a 1968 e cuja marca era a exuberante qualidade imprimida em todos os aspectos daquilo que lançava.

Nesta caixa, que a Polysom pretende que seja apenas a primeira de uma série, foram incluídos cinco títulos bem representativos do que o selo criado pelos consagrado produtor musical Aloysio Oliveira lançou em seus cinco anos de existência. Vale lembrar que o fino da MPB da época passou por ali, com títulos de nomes como Dorival Caymmi, Tom Jobim, Edu Lobo, MPB-4, Nara Leão e outros do mesmo nível.

Os álbuns foram licenciados pela Universal Music, atual detentora de seus direitos fonográficos. Vinícius e Odette Lara (1963) é histórico por ter sido o primeiro LP a sair com o selo Elenco, e traz 12 parcerias do Poetinha com Baden Powell no que foi o início dessa abençoada dobradinha de compositores, com interpretações vocais a cargo de Vinícius e da atriz e cantora Odette Lara.

Nara (1964) mostra Nara Leão esbanjando personalidade já no início de sua trajetória musical, interpretando com categoria e doçura maravilhas como Berimbau, Diz Que Fui Por Aí e outras, de autores como Vinícius de Moraes, Baden Powell e Cartola, só para citar alguns. A musa da bossa nova mergulhava em outros rumos musicais, com jogo de cintura e categoria.

Vinícius e Caymmi no Zum Zum (1965) foi gravado em estúdio e teve como inspiração shows bem-sucedidos realizados pelos dois mestres da MPB ao lado do grupo vocal feminino Quarteto Em Cy, então iniciando sua vitoriosa trajetória, na boate Zum Zum, situada no musical bairro de Copacabana. Formosa, Minha Namorada e Adalgiza são algumas das músicas incluídas nesse trabalho.

Bossa Nova York (1967) traz Sérgio Mendes, hoje mais lembrado pelo trabalho que realizou com suas orquestras/bandas, capitaneando um trio fantástico integrado por ele no piano, Tião Neto (baixo, depois tocaria com Tom Jobim) e Edison Machado (bateria, considerado um dos grandes nomes do instrumento na história da MPB). Só Danço Samba e Garota de Ipanema estão no set list do LP.

Completa a coleção um dos discos mais icônicos da história da MPB. Caymmi Visita Tom (1965), como o nome já entrega, reúne Dorival Caymmi, Tom Jobim e seus filhos, com destaque para Nana, Dori e Danilo Caymmi. O repertório é delicioso, e inclui clássicos como Inútil Paisagem e Saudade da Bahia em interpretações soltas, intensas e repletas de musicalidade pelos participantes.

Ouça Caymmi Visita Tom em streaming:

Abraçaço, de Caetano Veloso, sai em vinil

Por Fabian Chacur

Dando prosseguimento a sua bela série de lançamentos no formato vinil de 180 gramas de clássicos da música brasileira, a Polysom escolheu agora um título bem mais recente do que os anteriores. Trata-se de Abraçaço, de Caetano Veloso, lançado originalmente em 2012 e licenciado pela Universal Music. O álbum continua repercutindo, e gerou um show registrado nos formatos CD e DVD e lançado há pouco no mercado musical.

Abraçaço completa a trilogia gravada em estúdio pelo genial cantor, compositor e músico baiano com a Banda Cê, integrada por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria), músicos bem mais jovens do que o agora setentão Caê e que trouxeram um acento roqueiro e bastante energia e pique ao seu trabalho, gerando reações bem distintas dos fãs.

A marca registrada de Abraçaço em relação aos ítens anteriores desse trio de álbuns de estúdio é o fato de Caetano explorar vários outros ritmos, como funk melódico, axé music, bossa nova e baladas, mas sempre com um tempero roqueiro e minimalista. Canções como A Bossa Nova É Foda, Estou Triste e O Império da Lei são destaques de um trabalho que mantém o autor de Sampa e de tantos outros clássicos da MPB relevante como de praxe.

Veja o clipe de A Bossa Nova É Foda, com Caetano Veloso:

Acabou Chorare é relançado em vinil de luxo

Por Fabian Chacur

Está chegando às lojas mais um item da imperdível série Clássicos em Vinil, que está relançando no formato LP de 180 gramas com conteúdo remasterizado e embalagem luxuosa seminais álbuns da história da MPB. Desta vez, a pérola escolhida pela Polysom é Acabou Chorare, lançado originalmente em 1972 e trabalho mais badalado da riquíssima discografia dos inesquecíveis Novos Baianos.

O grupo na época vivia o auge de sua trajetória, com sua escalação mais famosa: Baby Consuelo (vocal e percussão), Paulinho Boca de Cantor (vocal e percussão), Moraes Moreira (vocal, violão e arranjos), Pepeu Gomes (guitarra, violão, craviola e arranjos), Dadi Carvalho (baixo) e Jorginho Gomes (bateria), além das letras do poeta Galvão. Um time criativo e instigante, que revolucionou com sua mistura de rock, MPB, latinidade e muito mais.

Acabou Chorare, cuja faixa-título surgiu a partir de uma frase da então criança Bebel Gilberto, inclui grandes momentos do songbook da nossa música popular como essa canção belíssima e também Preta Pretinha, A Menina Dança, Mistério do Planeta, Tinindo Trincando, a instrumental Um Bilhete Para Didi e a fantástica releitura de Brasil Pandeiro, de Assis Valente. Um álbum que parece coletânea por incluir tantos hits.

Ouça A Menina Dança, com Os Novos Baianos:

Maria Fumaça (Banda Black Rio) volta em vinil

Por Fabian Chacur

Um dos maiores clássicos da música instrumental brasileira voltará às lojas no formato LP. Trata-se do seminal Maria Fumaça, trabalho de estreia da mítica Banda Black Rio. O álbum chegará às lojas no início de novembro em vinil de 180 gramas e capa luxuosa como parte da coleção Clássicos Em Vinil, criado pela Polysom e responsável pelo resgate de grandes títulos da nossa música na opção bolachão.

Surgida em 1976, a Banda Black Rio era capitaneada pelo saudoso Oberdan Magalhães (sax), e contava na época em que Maria Fumaça foi lançado com ele e também Lucio J. da Silva (trombone), José Carlos Barroso (trumpete), Jamil Joanes (baixo), Cláudio Stevenson (guitarra), Cristóvão Bastos (teclados) e Luiz Carlos Santos (bateria e percussão). Um timaço de músicos criativos e de vasto currículo.

A intenção desse grupo carioca era uma fusão da black/funk music americana da época com as sonoridades tipicamente brasileiras, gerando um balanço simplesmente irresistível, com a metaleira na frente e uma cama alucinada de instrumentos dando o apoio para que o baile se tornasse inevitável. A faixa-título desse álbum brilhou com intensidade nas paradas de sucesso como tema principal da novela global Loco-Motivas.

O disco se divide entre belas composições próprias como Maria Fumaça (Oberdan-Luiz Carlos), a absurdamente sacudida Mr. Funky Samba (Jamil Joanes) e Leblon Via Vaz Lobo (Oberdan) com releituras absolutamente personalizadas e criativas de clássicos da MPB como Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso), Casa Forte (Edu Lobo) e Baião (Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira). Para se ouvir (e dançar) de ponta a ponta.

A Banda Black Rio se manteria nessa fase inicial (com mudanças na escalação) até o início dos anos 80, lançando os bacanérrimos Gafieira Universal (1978) e Saci Pererê (1980). O grupo voltaria em 2001 com outra formação e capitaneada pelo tecladista William Magalhães, filho do saudoso Oberdan, gerando um belo álbum, Movimento, iniciativa do extinto selo Regata Música, do poeta Bernardo Vilhena.

Ouça o álbum Maria Fumaça, da Banda Black Rio:

Polysom lança em vinil dois LPs de Jorge Ben

Por Fabian Chacur

Embora atingindo um público restrito e pecando pelos altos preços (entre R$ 70 e R$ 120), o bem aquecido mercado dos lançamentos/relançamentos no formato vinil continua se mostrando bastante sólido.

Responsável por uma fatia significativa desse comércio no Brasil, a fábrica e selo Polysom acaba de disponibilizar mais dois títulos a seu catálogo, ambos do genial rei do swing Jorge Ben.

Os discos são Samba Esquema Novo (1963) e Negro É Lindo (1971), ambos fabricados com o nobre vinil de 180 gramas e reproduzindo as embalagens lançadas originalmente.

Primeiro álbum da discografia do agora Jorge Ben Jor, Samba Esquema Novo traz como destaques as faixas Chove Chuva e Por Causa de Você Menina, que logo se tornariam conhecidas mundialmente, e Balança Pema, sucesso nos anos 90 na regravação bem bacana de Marisa Monte e um clássico do samba rock.

Negro É Lindo contou com arranjos a cargo do hoje cultuado maestro Arthur Verocai, e inclui duas parcerias de Jorge com Toquinho, Que Maravilha e Cassius Marcello Clay, além das marcantes Rita Jeep (homenagem a Rita Lee) e Porque é Proibido Pisar Na Grama.

Conheça a lista dos lançamentos em vinil da Polysom:

-Chico Science e Nação Zumbi – Afrociberdelia
-Jards Macalé – Jards Macalé
-Jorge Ben – África Brasil
-Jorge Ben – A Tábua de Esmeralda
-Rita Lee – Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar
-Secos e Molhados – Secos e Molhados (1973)
-Secos e Molhados – Secos e Molhados (1974)
-Titãs – O Blesq Bloom
-Titãs – Cabeça Dinossauro
-Titãs – Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas
-Tom Zé – Correio da Estação do Brás
-Tom Zé – Estudando o Samba
-Tom Zé – Todos os Olhos
-Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir Sua Praia
-Ultraje a Rigor – Sexo!

Ouça Errare Humanum Est, com Jorge Ben:

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