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Polysom relança em vinil fase progressiva dos Mutantes

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Por Fabian Chacur

Após ter lançado uma caixa com seis LPs da fase dos Mutantes com Rita Lee, a Polysom agora completa a discografia anos 60/70 da banda paulistana no formato bolachão colocando nas lojas versões em vinil de 180 gramas com prensagem premium e remasterizadas dos álbuns Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974) e Ao Vivo (1976), discos que na época saíram com o selo da Som Livre, a gravadora global. São trabalhos muito interessantes.

Tudo Foi Feito Pelo Sol marca o início de uma nova era do grupo, que mantinha de sua escalação clássica apenas Sergio Dias (guitarras, violão, sitar e voz), agora acompanhado por Túlio Mourão (piano, órgão Hammond, Minimoog e voz), Antonio Pedro de Medeiros (baixo e voz) e Rui Mota (bateria, percussão e voz). Com sete faixas, o álbum marca a adesão dos músicos ao rock progressivo na melhor tradição de Yes, Emerson Lake & Palmer e outros, e vendeu na época 30 mil cópias, a melhor marca da história desses roqueiros.

Ao vivo trouxe mais novidades, com as saídas de Antônio Pedro e Tulio Mourão. O quarteto agora era integrado por Sergio Dias (guitarras, violão, sitar e voz), Paul de Castro (guitarra e violino), Luciano Alves (teclados) e Rui Mota (bateria, percussão e voz). Ao contrário do que se poderia esperar, o disco gravado ao vivo no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro trouxe 12 faixas inéditas, sem canções antigas.

Tudo Foi Feito Pelo Sol- Os Mutantes (LP em streaming):

Mutantes Ao Vivo- Os Mutantes (LP em streaming):

Polysom relança em vinil raro compacto dos Novos Baianos

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Por Fabian Chacur

A Polysom lança mais um item bacana em vinil para os colecionadores de trabalhos raros e importantes da MPB, parte integrante de sua ótima série Clássicos Em Vinil. Desta vez, trata-se de um compacto duplo dos Novos Baianos, raridade lançada nos anos 1970 e cobiçado pelos colecionadores do trabalho do grupo, um dos campeões da mistura de rock e MPB.

O compacto duplo traz as faixas Psiu, 29 Beijos, Globo da Morte e Mini Planeta Íris, e foi lançado entre os álbuns É Ferro Na Boneca (1970) e Acabou Chorare (1972). Na época, era comum esse tipo de lançamento, trazendo músicas que não seriam posteriormente incluídas nos LPs, tornando-se, assim, exclusivas desse formato.

O som dos Novos Baianos, na época, era bem mais roqueiro do que o desenvolvido a partir do álbum Acabou Chorare, no qual a influência de João Gilberto, fã confesso da banda, se mostrou de forma mais clara.

Globo da Morte– Os Novos Baianos:

29 Beijos– Os Novos Baianos:

Psiu– Os Novos Baianos:

Mini Planeta Iris– Os Novos Baianos:

Ouça o compacto duplo dos Novos Baianos, na íntegra:

Polysom reedita em LP trilha de A Virgem de Saint Tropez

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Por Fabian Chacur

A Polysom está lançando no formato vinil de 180 gramas a trilha sonora do filme A Virgem de Saint Tropez (1974). Trata-se de uma belíssima raridade das mais disputadas em sebos, e que agora ficará disponível a todos os fãs de boa música ligada ao cinema brasileiro. O álbum traz composições de Hareton Salvanini e Beto Ruschel, com direito a 14 faixas.

Hareton Salvanini (1945-2006) foi um pianista, compositor, arranjador e maestro. Ele ficou conhecido ao compor trilhas e jingles para publicidade e TV, atuando em emissoras como a Tupi e a Record, tendo sido diretor musical desta última de 1997 a 2001. Ele também lançou um disco solo em 1973 e produziu artistas como o então iniciante cantor e compositor cearense Ednardo, entre outros.

A Virgem de Saint Tropez (Awakening Of Annie) é uma produção franco-brasileira dirigida por Zygmunt Sulistrowsky e estrelada por Annie Friedman. A trilha do filme traz temas instrumentais envolventes e uma única com vocais, a bela e sofisticada balada Annie (You Can’t Run Away For Your Destiny), interpretada por ninguém menos do que Dudu França, anos antes de seu estouro com Grilo na Cuca.

Trilha do filme A Virgem de Saint Tropez (em streaming):

É Ferro Na Boneca, álbum dos Novos Bahianos, volta em LP

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Por Fabian Chacur

Não, meu caro e estimado leitor. Mondo Pop não marcou bobeira. A grafia do célebre grupo de rock à brasileira era escrito dessa forma, Os Novos Bahianos, quando eles lançaram seu primeiro álbum, É Ferro Na Boneca!. Só depois passariam a ser “Os Novos Baianos”. Pois bem. Esse trabalho acaba de ser relançado em vinil de 180 gramas pela Polysom.

Novo item da coleção Clássicos em Vinil, do selo, É Ferro Na Boneca! foi lançado originalmente pela extinta gravadora RGE em 1970, e mostra o grupo na capa com a seguinte formação: Moraes Moreira, Galvão, Baby Consuelo e Paulinho Boca de Cantor. Pepeu Gomes toca no disco inteiro, mas ainda no papel de músico de apoio, integrante do The Leifs com o irmão Jorginho Gomes. Logo após ele entraria de vez no time.

O álbum traz 13 músicas, parcerias de Moraes com Galvão, e traz como marca o rock psicodélico misturado a ritmos regionais. Entre outras, a faixa título, Baby Consuelo, Curto de Véu e Grinalda, O Samba Me Traiu, Juventude Sexta e Sábado e De Vera, esta última apresentada no V Festival de Música Popular Brasileira da Record de 1969.

É Ferro na Boneca- Os Novos Baianos (ouça o CD em streaming):

Primeiros álbuns do Ira! serão relançados em vinil de 180 g

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Por Fabian Chacur

A Polysom dará continuidade a sua coleção Clássicos Em Vinil ainda este mês com o relançamento em vinil 180 gramas de três álbuns do grupo Ira!, um dos mais importantes e bem-sucedidos do rock brasileiro. Os trabalhos são os três primeiros da banda, respectivamente Mudança de Comportamento, Vivendo e Não Aprendendo e Psicoacústica.

Mudança de Comportamento (1985) traz clássicos do repertório do grupo paulistano, como Tolices, Núcleo Base, Mudança de Comportamento e Longe de Tudo, e marcou a estreia do quarteto em termos de álbum. Um trabalho ao mesmo tempo melódico e energético, que obteve boa repercussão e abriu as portas para a fama que viria logo a seguir.

Vivendo e Não Aprendendo (1986) proporcionou aos rapazes o seu primeiro disco de ouro, com mais de 100 mil cópias vendidas, e teve como destaque a música Flores em Você, usada na abertura da novela global O Outro. Envelheço Na Cidade e Pobre Paulista são outras faixas de destaque desse álbum, que alguns consideram o melhor deles.

Psicoacústica (1988) é um dos trabalhos mais ousados e inovadores do time então formado por Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra), Ricardo Gaspa (baixo) e André Jung (bateria), misturando rock, hip hop, psicodelismo e hard rock, entre outros elementos musicais. Pegue Essa Arma, Farto de Rock And Roll, Receita Para Se Fazer Um Herói, Rubro Zorro e Advogado do Diabo são alguns dos destaques de um disco bastante elogiado pela crítica especializada na época.

A nova edição de Psicoacústica trará o mesmo brinde incluído na original: um óculos 3D que possibilita ver a capa da forma correta, pois a mesma tem esse efeito visual, algo totalmente inusual naquela época em termos de lançamentos fonográficos no Brasil.

Pegue Essa Arma– Ira!:

Farto De Rock And Roll– Ira!:

Polysom relançará clássicos de Gal Costa no formato vinil

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Por Fabian Chacur

A Polysom, que nos últimos anos tem relançado no formato vinil de luxo álbuns importantes da história da música brasileira, promete mais dois títulos para breve, ambos de Gal Costa. Os dois discos foram lançados originalmente em 1969, e são cotados entre os melhores já lançados pela seminal cantora baiana, eterna musa da Tropicália.

O primeiro a chegar às lojas, ainda este mês, será Gal, considerado pela crítica como provavelmente o trabalho mais psicodélico da carreira da intérprete. Entre outras faixas, destacam-se a icônica Meu Nome é Gal (de Roberto e Erasmo Carlos), Cinema Olímpia, Pulsar e Quasars, Com Medo Com Pedro e País Tropical. Um banho de ousadia e criatividade de uma artista talentosíssima.

Gal Costa, cuja reedição está prevista para sair em janeiro de 2015, traz diversas canções fundamentais no repertório de Gal, entre elas Baby, Namorinho de Portão, Se Você Pensa, Divino Maravilhoso e Que Pena (Ela Já Não Gosta Mais de Mim). A produção deste e do outro LP é de Manuel Barembeim, nome importante na era tropicalista da MPB.

A única notícia não tão boa fica por conta do preço médio de cada título, R$ 79,90 , justificado pelo fato de se tratar de edições especiais e limitadas. A coleção da Polysom conta com títulos importantes de nomes como Jorge Ben, Caetano Veloso, Azymuth, Chico Science & Nação Zumbi, Banda Black Rio e títulos da gravadora Elenco.

Ouça Meu Nome é Gal, com Gal Costa:

Polysom lança caixa com LPs da Elenco

Por Fabian Chacur

Dando prosseguimento a sua brilhante série de relançamentos de clássicos da MPB no formato vinil, a gravadora Polysom vai além, desta vez. O novo produto da série é uma luxuosa caixa com cinco LPs de vinil de 180 gramas com itens do catálogo da gravadora Elenco, que existiu de 1963 a 1968 e cuja marca era a exuberante qualidade imprimida em todos os aspectos daquilo que lançava.

Nesta caixa, que a Polysom pretende que seja apenas a primeira de uma série, foram incluídos cinco títulos bem representativos do que o selo criado pelos consagrado produtor musical Aloysio Oliveira lançou em seus cinco anos de existência. Vale lembrar que o fino da MPB da época passou por ali, com títulos de nomes como Dorival Caymmi, Tom Jobim, Edu Lobo, MPB-4, Nara Leão e outros do mesmo nível.

Os álbuns foram licenciados pela Universal Music, atual detentora de seus direitos fonográficos. Vinícius e Odette Lara (1963) é histórico por ter sido o primeiro LP a sair com o selo Elenco, e traz 12 parcerias do Poetinha com Baden Powell no que foi o início dessa abençoada dobradinha de compositores, com interpretações vocais a cargo de Vinícius e da atriz e cantora Odette Lara.

Nara (1964) mostra Nara Leão esbanjando personalidade já no início de sua trajetória musical, interpretando com categoria e doçura maravilhas como Berimbau, Diz Que Fui Por Aí e outras, de autores como Vinícius de Moraes, Baden Powell e Cartola, só para citar alguns. A musa da bossa nova mergulhava em outros rumos musicais, com jogo de cintura e categoria.

Vinícius e Caymmi no Zum Zum (1965) foi gravado em estúdio e teve como inspiração shows bem-sucedidos realizados pelos dois mestres da MPB ao lado do grupo vocal feminino Quarteto Em Cy, então iniciando sua vitoriosa trajetória, na boate Zum Zum, situada no musical bairro de Copacabana. Formosa, Minha Namorada e Adalgiza são algumas das músicas incluídas nesse trabalho.

Bossa Nova York (1967) traz Sérgio Mendes, hoje mais lembrado pelo trabalho que realizou com suas orquestras/bandas, capitaneando um trio fantástico integrado por ele no piano, Tião Neto (baixo, depois tocaria com Tom Jobim) e Edison Machado (bateria, considerado um dos grandes nomes do instrumento na história da MPB). Só Danço Samba e Garota de Ipanema estão no set list do LP.

Completa a coleção um dos discos mais icônicos da história da MPB. Caymmi Visita Tom (1965), como o nome já entrega, reúne Dorival Caymmi, Tom Jobim e seus filhos, com destaque para Nana, Dori e Danilo Caymmi. O repertório é delicioso, e inclui clássicos como Inútil Paisagem e Saudade da Bahia em interpretações soltas, intensas e repletas de musicalidade pelos participantes.

Ouça Caymmi Visita Tom em streaming:

Abraçaço, de Caetano Veloso, sai em vinil

Por Fabian Chacur

Dando prosseguimento a sua bela série de lançamentos no formato vinil de 180 gramas de clássicos da música brasileira, a Polysom escolheu agora um título bem mais recente do que os anteriores. Trata-se de Abraçaço, de Caetano Veloso, lançado originalmente em 2012 e licenciado pela Universal Music. O álbum continua repercutindo, e gerou um show registrado nos formatos CD e DVD e lançado há pouco no mercado musical.

Abraçaço completa a trilogia gravada em estúdio pelo genial cantor, compositor e músico baiano com a Banda Cê, integrada por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria), músicos bem mais jovens do que o agora setentão Caê e que trouxeram um acento roqueiro e bastante energia e pique ao seu trabalho, gerando reações bem distintas dos fãs.

A marca registrada de Abraçaço em relação aos ítens anteriores desse trio de álbuns de estúdio é o fato de Caetano explorar vários outros ritmos, como funk melódico, axé music, bossa nova e baladas, mas sempre com um tempero roqueiro e minimalista. Canções como A Bossa Nova É Foda, Estou Triste e O Império da Lei são destaques de um trabalho que mantém o autor de Sampa e de tantos outros clássicos da MPB relevante como de praxe.

Veja o clipe de A Bossa Nova É Foda, com Caetano Veloso:

Acabou Chorare é relançado em vinil de luxo

Por Fabian Chacur

Está chegando às lojas mais um item da imperdível série Clássicos em Vinil, que está relançando no formato LP de 180 gramas com conteúdo remasterizado e embalagem luxuosa seminais álbuns da história da MPB. Desta vez, a pérola escolhida pela Polysom é Acabou Chorare, lançado originalmente em 1972 e trabalho mais badalado da riquíssima discografia dos inesquecíveis Novos Baianos.

O grupo na época vivia o auge de sua trajetória, com sua escalação mais famosa: Baby Consuelo (vocal e percussão), Paulinho Boca de Cantor (vocal e percussão), Moraes Moreira (vocal, violão e arranjos), Pepeu Gomes (guitarra, violão, craviola e arranjos), Dadi Carvalho (baixo) e Jorginho Gomes (bateria), além das letras do poeta Galvão. Um time criativo e instigante, que revolucionou com sua mistura de rock, MPB, latinidade e muito mais.

Acabou Chorare, cuja faixa-título surgiu a partir de uma frase da então criança Bebel Gilberto, inclui grandes momentos do songbook da nossa música popular como essa canção belíssima e também Preta Pretinha, A Menina Dança, Mistério do Planeta, Tinindo Trincando, a instrumental Um Bilhete Para Didi e a fantástica releitura de Brasil Pandeiro, de Assis Valente. Um álbum que parece coletânea por incluir tantos hits.

Ouça A Menina Dança, com Os Novos Baianos:

Maria Fumaça (Banda Black Rio) volta em vinil

Por Fabian Chacur

Um dos maiores clássicos da música instrumental brasileira voltará às lojas no formato LP. Trata-se do seminal Maria Fumaça, trabalho de estreia da mítica Banda Black Rio. O álbum chegará às lojas no início de novembro em vinil de 180 gramas e capa luxuosa como parte da coleção Clássicos Em Vinil, criado pela Polysom e responsável pelo resgate de grandes títulos da nossa música na opção bolachão.

Surgida em 1976, a Banda Black Rio era capitaneada pelo saudoso Oberdan Magalhães (sax), e contava na época em que Maria Fumaça foi lançado com ele e também Lucio J. da Silva (trombone), José Carlos Barroso (trumpete), Jamil Joanes (baixo), Cláudio Stevenson (guitarra), Cristóvão Bastos (teclados) e Luiz Carlos Santos (bateria e percussão). Um timaço de músicos criativos e de vasto currículo.

A intenção desse grupo carioca era uma fusão da black/funk music americana da época com as sonoridades tipicamente brasileiras, gerando um balanço simplesmente irresistível, com a metaleira na frente e uma cama alucinada de instrumentos dando o apoio para que o baile se tornasse inevitável. A faixa-título desse álbum brilhou com intensidade nas paradas de sucesso como tema principal da novela global Loco-Motivas.

O disco se divide entre belas composições próprias como Maria Fumaça (Oberdan-Luiz Carlos), a absurdamente sacudida Mr. Funky Samba (Jamil Joanes) e Leblon Via Vaz Lobo (Oberdan) com releituras absolutamente personalizadas e criativas de clássicos da MPB como Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso), Casa Forte (Edu Lobo) e Baião (Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira). Para se ouvir (e dançar) de ponta a ponta.

A Banda Black Rio se manteria nessa fase inicial (com mudanças na escalação) até o início dos anos 80, lançando os bacanérrimos Gafieira Universal (1978) e Saci Pererê (1980). O grupo voltaria em 2001 com outra formação e capitaneada pelo tecladista William Magalhães, filho do saudoso Oberdan, gerando um belo álbum, Movimento, iniciativa do extinto selo Regata Música, do poeta Bernardo Vilhena.

Ouça o álbum Maria Fumaça, da Banda Black Rio:

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