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Nile Rodgers anuncia o novo CD do Chic ainda para 2018

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Por Fabian Chacur

Em 2015, Nile Rodgers lançou I’ll Be There, um novo single do Chic. Seria o aperitivo para um novo álbum, previsto para chegar ao mercado musical a seguir. Pois bem. Estamos em fevereiro de 2018 e até agora, nada. No entanto, os inúmeros fãs do brilhante músico americano voltam a se empolgar. O artista, em entrevista ao site da revista americana Billboard publicada nesta sexta (2), promete o álbum para breve, ainda em 2018, e com o sugestivo título It’s About Time (já era tempo, em tradução livre).

Nile define o novo trabalho, o primeiro de inéditas do grupo desde 1992, como uma celebração à sua carreira e uma espécie de compêndio musical. Estão previstas participações especiais de Elton John, Lady Gaga, Miguel, Janelle Monáe, Disclosure e Anderson.Paak, entre outros. A faixa Prince Said It, avaliada pelo próprio artista como muito boa, foi posta de lado, em função da morte do autor de Purple Rain.

Embora não tenha ficado claro no texto da Billboard, a impressão é que o álbum já está pronto, com no máximo alguns detalhes a serem concluídos, e só não foi lançado até agora pelo fato de o guitarrista, compositor e produtor americano ter tido problemas de saúde que o impediriam de divulgar da melhor forma possível o material. Problemas esses aparentemente superados, pois o Chic está na estrada, passou pelo Rock in Rio em 2017 e deve iniciar em julho uma turnê ao lado de outra banda legendária da música pop, o Earth, Wind & Fire.

Atualmente, a banda que o tornou conhecido mundialmente na década de 1970 atende pelo nome de Chic Featuring Nile Rodgers, pois só mantém ele de sua formação original. Com uma sonoridade própria e marcante, o grupo ajudou a elevar o patamar da disco music, além de influenciar gerações de músicos. Gênio é pouco para se definir Nile. Que venha logo esse álbum. Leia mais matérias sobre o Chic e Nile Rodgers do arquivo de Mondo Pop aqui e aqui.

I’ll Be There– Chic Featuring Nile Rodgers:

Michael Johnson/Bluer Than Blue nos deixa aos 72 anos

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Por Fabian Chacur

Em 1978, a canção Bluer Than Blue estourou no mundo inteiro, Brasil incluso, e tornou conhecido o cantor, compositor e violonista americano Michael Johnson. A bela balada com tempero country tornou-se para sempre o cartão de apresentações dele, que infelizmente nos deixou no dia 26 de julho, aos 72 anos. O artista sofreu uma cirurgia cardíaca em 2007, e também lutava há anos contra um enfisema pulmonar.

Para quem só sabia da existência desse artista por causa de seu maior hit, senta, que lá vem história. Ele nasceu no estado americano do Colorado em 8 de agosto de 1944, e começou a tocar violão com 13 anos de idade. Passou a cursar música na Colorado State University, em 1963, mas em 1965 venceu um concurso de talentos, que lhe valeu seu primeiro contrato com uma gravadora, a Epic. A seguir, lançou o single Hills, de sua autoria, com pequena repercussão.

Sem desanimar, Johnson viajou para uma temporada na Espanha, durante a qual estudou violão clássico com os consagrados Graciano e Renata Tarragó. Ele integrou a banda New Society e integrou um trio ao lado de John Denver. Como forma de expandir seus horizontes, atuou como ator no espetáculo teatral Jacques Brel Is Alive And Well And Living In Paris, com o qual viajou pelo país.

Em 1973, volta à música ao acertar contrato com a Atco Records. O primeiro álbum, There Is a Breeze, saiu a seguir, tendo como coprodutores nomes do calibre de Peter Yarrow (do trio Peter, Paul And Mary) e Phil Ramone. Ele lançaria mais dois trabalhos por este selo, novamente sem grande sucesso. Aí, resolveu ir para Nashville trocar figurinhas com produtores de lá. Não poderia ter sido melhor.

Ele gravou, produzido por Brent Maher e Steve Gibson, uma nova canção, Bluer Than Blue(de Randy Goodrum), e incluiu-a em uma fita demo. A gravadora EMI América se interessou e resolveu contratá-lo. Em 1978, sai The Michael Johnson Album. Incluída nele, Bluer Than Blue atingiu, no formato single, o posto de número 12 na parada americana. Seu arranjo e melodia envolventes, aliados a uma letra tocante e romântica, se mostrariam irresistíveis.

O mesmo álbum traria mais um single de sucesso, Almost Like Being In Love. Em 1979, viria o LP Dialogue, trazendo como destaque outro single bem-sucedido, This Night Won’t Last Forever, balada com pegada mais country que atingiu o nº 19 nos EUA e também tocou bastante nas rádios brasileiras. Em 1985, Johnson sai da EMI América.

Ao ser contratado pela RCA Records (hoje Sony Music), o artista investiria de forma mais direta no country contemporâneo, e entre 1986 e 1989 emplacaria cinco hits no top 10 country, entre as quais Give Me Wings e The Moon Is Still Over Her Shoulders. Entre 1993 e 1998, novamente mostrou versatilidade ao assinar a coluna The Solo Performer para a revista Performing Songwriter.

Michael Johnson fez diversas turnês com outros artistas, e gravou dois duetos de sucesso, um em 1991, It Must Be You, com a cantora Juice Newton (do hit Angel Of The Morning), e outro em 1997, Whenever I Call You Friend, com Alison Krauss, consagrada artista country também conhecida por ter gravado o bem-sucedido álbum Raising Sand (2007) com o ex-Led Zeppelin Robert Plant.

O último álbum de Johnson foi Moonlit Déja Vu (2012), em parceria com sua filha, a cantora Truly Carmichael. Vale lembrar que Bluer Than Blue mereceu uma bela releitura por parte de Barry Manilow em 1996 no seu belíssimo álbum Summer Of ’78, no qual basicamente regravou grandes sucessos do ano de 1978. E podem ter certeza de que essa canção de Michael Johnson certamente foi uma delas.

Bluer Than Blue– Michael Johnson:

Nova coletânea dos Bee Gees sai em formato CD no Brasil

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Por Fabian Chacur

Se um dia o Guiness Book Of Records fizer uma apuração para saber qual é o artista/grupo com maior número de coletâneas de sucesso lançadas na história da indústria fonográfica, os Bee Gees certamente ocuparão uma posição bem alta no ranking. Isso, se não forem os vencedores dessa hipotética competição. Mais um item está sendo incluído nesta série interminável. Trata-se de Timeless-The All Time Greatest Hits, lançada em CD no Brasil pela Universal Music.

O álbum, também disponível em versão digital e nas plataformas de streaming, possui 21 faixas, e tem como atrativo o fato de ter tido seu repertório selecionado pelo único integrante do trio ainda vivo, Barry Gibb. Ele justificou suas escolhas com um texto, incluído na compilação:

“Há uma espiritualidade acerca deste álbum e dessas canções, que significam muito para nós. Então, é extraordinário que elas estejam juntas de uma maneira tão natural. Eu as escolhi com a intenção de ter uma ordem cronológica no álbum, e apesar de existirem várias outras canções, estas aqui eu sinto que são aquelas das quais Maurice, Robin e eu temos mais orgulho. Estas canções representam caminhos e momentos de nossas vidas. Momentos que nunca serão esquecidos”.

A seleção privilegiou os grandes sucessos, indo desde Spicks And Specks, de 1966, um de seus primeiros grandes hits na Austrália, até You Win Again, de 1987, estouro na Inglaterra e única canção dos anos 1980 incluída no CD. De resto, são os hits dos anos 1960 e1970, maravilhas como To Love Somebody, How Can You Mend a Broken Heart, Stayin’ Alive, Jive Talkin’ e Night Fever. Serve como boa introdução a uma obra superlativa. E como essas compilações logo são tiradas de catálogo, sempre é bom ter uma disponível.

Repertório de Timeless- The All Time Greatest Hits:

Spicks And Specks, New York Mining Disaster 1941, To Love Somebody, Massachussetts, Words, I’ve Gotta Get a Message To You, I Started a Joke, Lonely Days, How Can You Mend a Broken Heard, Jive Talkin’, Nights on Broadway, Fanny (Be Tender With My Love), You Should Be Dancing, How Deep Is Your Love, Stayin’ Alive, Night Fever, More Than a Woman, Too Much Heaven, Tragedy, Love You Inside Out, You Win Again.

Love You Inside Out– Bee Gees:

Lady Lu e Ovelha regravam o sucesso sem fim Não Se Vá

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Por Fabian Chacur

Há músicas que se recusam a morrer ou a ficar no passado, enterradas ao lado de diversos outros sucessos momentâneos. Uma delas é Não Se Vá. A música que consagrou a dupla Jane & Herondy foi lançada em 1976, mas a rigor nunca saiu das paradas de sucesso. Até eu já a interpretei nos karaokês da vida! Pois agora, a canção pode estourar em uma nova releitura, desta vez em um dueto estrelado por Lady Lu e Ovelha.

A sacada dessa releitura, que traz um arranjo com tempero latino que pode perfeitamente agradar em cheio os fãs da música sertaneja atual, saiu da mente do produtor, compositor e empresário Santiago Sam Malnati, ele mesmo, o Mister Sam, responsável pelo lançamento de artistas como Gretchen e Black Juniors, além de ser um dos DJs pioneiros no Brasil em termos de divulgar a disco e dance music, com o lançamento de coletâneas matadoras nos anos 1970.

Para quem não sabe, Não Se Vá é a versão em português para Tu T’En Vas (ouça essa música aqui ), canção que em 1975 estourou na gravação feita pelo cantor francês Alain Barriere, que se tornou conhecido do público a partir do sucesso de Ma Vie, em 1964, e que desde então se firmou como ídolo da música romântica de seu pais, em dueto com a cantora francesa Noelle Cordier, outra intérprete romântica de respeito na terra de Charles Aznavour. Grande estouro, inclusive no Brasil.

Mas a versão em português gravada pela dupla Jane & Herondy (ouça aqui ) foi ainda além por aqui, liderando as paradas de sucesso nos idos de 1976 e impulsionando rumo ao estrelato Jane Moraes, que antes de entrar no segmento popular havia cantado bossa nova como integrante do grupo Os Três Moraes, do qual também fazia parte Sidney Moraes, que se tornou mais ou menos na mesma época Santo Morales, lançando álbuns no Brasil com sucessos latinos com acompanhamento orquestral.

Durante esses 40 anos, Não Se Vá nunca sumiu de cena, e chegou até mesmo a integrar a trilha do filme Domésticas, em 2001. E quem são os novos intérpretes desse hit eterno? Ademir Rodrigues de Araújo, que teve seu batismo artístico como Ovelha feito por ninguém menos do que o lendário Chacrinha, estourou em 1981 com Te Amo Que Mais Posso Dizer, versão de More Than I Can Say, hit com o cantor Leo Sayer.

Dono de um vozeirão, Ovelha cantou rock, forró e outros ritmos nesses anos todos. Por sua vez, Luciane Gonçalves Caeiro, a Lady Lu, iniciou a carreira musical como integrante do grupo As Ladies, com o qual gravou um LP. Na carreira-solo, que começou em 1991, ela já lançou trabalhos dedicados a dance music, zouk e outros ritmos dançantes, sendo presença frequente em programas populares na TV.

Não se Vá– Lady Lu e Ovelha:

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