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Caramelows lança clipe com a cantora espanhola Indee Styla

Caramelows e Indee Styla - Divulgação 1-400x

Por Fabian Chacur

Uma parceria internacional bem caliente tem tudo para agitar o inverno dos brasileiros. Aliás, não só o dos brasileiros, por sinal. Trata-se de Siente El Calor, gravação que reúne o grupo paulista Caramelows com a cantora, compositora, rapper e dançarina espanhola Ndee Styla. A canção está sendo divulgada com um divertido e delicioso clipe criado por Laura do Lago que segue uma estética inspirada nas memes da internet e que mescla imagens dos artistas com animações descoladas e estilosas.

O resultado musical da parceria remete a uma extremamente dançante e pra cima mistura de disco music, funk anos 1970, latinidade e um tempero de Prince (especialmente da música Controversy). A parceria entre o grupo brasileiro e a artista espanhola ocorreu durante uma turnê europeia da banda. O baterista Péricles Zuanon dá mais detalhes:

“Quando nos apresentamos em Barcelona em 2018, Indee subiu ao palco conosco e a conexão foi imediata. Daí então veio a faísca que deu ignição à vontade de fazermos algo juntos. Um ano depois, voltamos à cidade e ficamos morando por uma semana durante uma pausa na agenda de shows. Foi aí que gravamos a música”.

Formado por Eder Araújo (sax e flauta), Fernando TRZ (pianos e teclados), Marja Lenski (percussão), Péricles Zuanon (bateria), Rafael Barone (baixo), Renata Éssis (vocais), William Zaharanszki (guitarra) e Rinaldo Santos (trompete e flugel), o Caramelows se notabilizou ao acompanhar a cantora Linker Barros.

A banda já tocou no Brasil e exterior e participou de festivais como Womad, Lollapalooza Brasil, Womex, Rock in Rio, SXSW, Reeperbahn e Glastonbury, além de ter colaborado com artistas como Elza Soares, Ziggy Marley e outros.

Siente El Calor (clipe)- Caremelows + Indee Styla:

Mahmundi investe em um som de banda em seu álbum Mundo Novo

Por Fabian Chacur

Aos 33 anos de idade, Marcela Vale tem muitas histórias para contar. Filha adotada por uma família de evangélicos, a moça se envolveu com a música desde cedo, tocando bateria e violão e cantando em igrejas. Com o tempo, sentiu que era essa musa que desejava seguir. Mas não foi fácil. Durante anos, conciliou trabalhos fora dessa área com a atuação como técnica de áudio e microfonista de lugares como o Circo Voador e a Fundição Progresso.

Há cerca de 10 anos, resolveu encarar o desafio de uma carreira como cantora, musicista e compositora. Desde então, conhecida pelo nome artístico Mahmundi, vai pavimentando uma trajetória das mais interessantes. Efeito das Cores (2012) e Setembro (2013), dois EPs, foram os seus primeiros lançamentos. Em 2016, veio o primeiro álbum, Mahmundi, pelo selo Stereomono-Skol Music.

Sua parceria com a gravadora Universal Music teve início em 2018 com o álbum Para Dias Ruins. Desde o início, mostrou uma voz doce e muito bem colocada, aliada a canções que, como um todo, dificultam uma rotulação. Seria nova MPB, pop, soft rock, eletropop, r&b, reggae, soul? Ou seria tudo isso junto e misturado? Pouco importa, pois a qualidade é o que importa, e é grande.

Mahmundi nos oferece ecos de Corinne Bailey Rae, Marina Lima, Marisa Monte e Erikah Badu, só para citar algumas possíveis referências, mas do seu jeito. Mundo Novo, seu novo álbum, acaba de ser disponibilizado nas plataformas digitais, e tem tudo para ampliar ainda mais os seus horizontes profissionais em termos de público e crítica especializada.

São sete faixas (incluindo uma espécie de vinheta). Uma, inteligentemente escolhida para iniciar a divulgação do trabalho, é a hipnótica Nova TV, uma das duas parcerias com o artista carioca Castello Branco incluídas neste álbum (a outra é Nós de Fronte). Trata-se de uma gravação absolutamente perfeita, que te prende do primeiro ao último segundo, com letra e melodia envolventes.

Sem Medo, parceria com Felippe Lau, fecha o lado autoral. Convívio (Paulo Nazareth) e Vai (Frederico Heliodoro), de dois talentosos compositores da nova geração, estão aqui. O repertório é fechado com uma bela releitura de No Coração da Escuridão, composição de Dadi e Jorge Mautner gravada pelo primeiro originalmente em seu autointitulado álbum de 2005 com marcante participação de Caetano Veloso nos vocais.

Mundo Novo equivale a um álbum conciso (tem pouco mais de 20 minutos de duração) que deixa aquele adorável gostinho de quero mais, amostra luxuosa de uma artista que tem tudo para pavimentar uma discografia preciosa. Em entrevista por telefone a Mondo Pop, a artista carioca atualmente radicada em São Paulo nos dá algumas pistas de suas intenções musicais.

MONDO POP- Como foi o seu encontro com a música, e o que você ouvia quando criança e adolescente?
MAHMUNDI
– Minha educação musical foi muito restrita à música gospel, pois meus pais são religiosos. Ouvia música gospel americana e brasileira. Comecei, na igreja, a tocar violão e bateria. Só depois fui ouvir outras coisas, como Legião Urbana, Oasis, Keane, Avril Lavigne.

MONDO POP- Qual a diferença básica do conceito deste novo trabalho em relação aos anteriores?
MAHMUNDI
– Tenho uma assinatura estética em cada um deles. A ideia em Mundo Novo era fazer algo que soasse mais como uma banda, saindo da produção sozinha, dos sintetizadores e tudo mais. Então, partimos pra um trabalho com coprodução do músico Frederico Heliodoro, que trouxe suas referências de música instrumental. Eu assino a direção e a produção musical e ele fez a coprodução do álbum.

MONDO POP- Mundo Novo tem uma duração de 22 minutos, não muito comum em álbuns tradicionais. Há quem rotule um trabalho com essa duração como EP. Como você encara essa questão?
MAHMUNDI
– Para mim, esse trabalho é um álbum, pois tem um formato atual, adaptado para os dias atuais. Toda a concepção dele é a de um álbum, desde a seleção de faixas até a concepção final, capa, encarte etc.

MONDO POP- Esse é o seu segundo álbum lançado por uma gravadora grande, a Universal Music. Como está sendo a relação entre vocês?
MAHMUNDI
– Minha relação com a Universal é maravilhosa. Eu cuido de tudo em termos artísticos e criativos, e eles me dão todo o apoio necessário na parte de divulgação. A sugestão de que Nova TV fosse a primeira faixa de trabalho, por exemplo, foi uma sugestão deles que acabei aceitando.

MONDO POP- Aliás, já que tocamos nessa faixa, fale um pouco sobre ela.
MAHMUNDI
– É uma parceria com o Castello Branco, que é um artista carioca maravilhoso. Vi um texto dele em uma rede social, gostei muito e adaptei para a criação desta canção. Adoro TV, ver o que as pessoas fazem nos botecos, sair dessa visão de Sudeste que as pessoas tem do Brasil. Somos muito presos aos celulares, e essa música fala sobre isso.

MONDO POP- Como surgiu a ideia de reler No Coração da Escuridão?
MAHMUNDI
– Conheci o Dadi quando ele tocava com a Ana Cañas, em um show no Circo Voador. Eu nem sabia quem ele era, e vi que ele tocava muito, fiquei impressionada como ele era bom. Fiquei amiga dele, e depois fui saber de tudo o que ele já tinha feito em sua carreira. É uma pessoa muito profunda. Este álbum é um encontro muito bonito entre eu e outras pessoas, conectei-me com o melhor das pessoas envolvidas neste trabalho.

MONDO POP- O título do seu disco anterior é Para Dias Ruins. Este é Mundo Novo. No caso do que você está lançando agora, isso tem a ver com o que estamos vivendo nesse momento atual?
MAHMUNDI
Mundo Novo é uma relação muito pessoal, muito comigo mesma, comecei a criar o conceito desse trabalho em 2019. Fiz psicanálise e me descobri muito nesse processo. Quanto ao que está acontecendo hoje, não dá pra ficar só batendo panelas, só reclamando. Não podemos nos bloquear, é preciso seguir em frente, pois isso vai passar. O brasileiro consegue de um jeito muito espirituoso resolver as coisas.

Nova TV– Mahmundi:

Rodrigo Suricato e Melim lançam single com a música Astronauta

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Por Fabian Chacur

As parcerias no Brasil nos últimos anos tem sido tantas e envolvendo tantos estilos musicais que às vezes é complicado achar alguma que pareça realmente centrada em afinidades musicais, e não em meros interesses comerciais. Felizmente, o trio Melim e o cantor, compositor e músico Rodrigo Suricato dão a entender que resolveram gravar juntos porque de fato se curtem. O resultado é Astronauta, já disponível nas plataformas digitais e com clipe para divulgá-lo.

Astronauta foi lançada originalmente em outra versão no álbum-solo que Suricato lançou recentemente. Ele explica como surgiu a ideia da participação especial dos irmãos de Niterói (RJ): “Melim é a banda folk pop de que mais gosto atualmente. Busco conexões artísticas reais e sempre tive a sensação de que nos daríamos bem musicalmente. Foi fácil trabalhar com eles”.

A canção é uma parceria do artista com o tecladista Maurício Barros, seu colega no Barão Vermelho. “Astronauta chegou a sete versões diferentes. Foi difícil me decidir por uma e optei no disco pela versão mais lenta, que também adoro. Mas sempre achei que a canção precisaria também de um arranjo mais solar e foi exatamente o que as vozes e o talento deles trouxeram para ela: Sol”.

Astronauta (clipe)- Rodrigo Suricato e Melim:

Roberta Campos emplaca sua 20ª música em trilhas de telenovelas

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Por Fabian Chacur

Desde os idos de 1970, uma das melhores formas de ter seu trabalho divulgado para um compositor no Brasil é ter suas obras incluídas em trilhas sonoras de telenovelas. Há vários campeões e campeãs na área, e da nova geração, a líder, ou pelo menos uma delas, é certamente a cantora, compositora e musicista mineira Roberta Campos. Para não deixar dúvidas quanto a esse tema, a moça acaba de emplacar sua 20ª canção para embalar romances e ação de uma trama televisiva.

A canção da vez é Libélula, com letra e melodia de sua autoria e interpretada por ela própria, devidamente escolhida para a nova atração da Record TV, Amor Sem Igual, cuja estreia ocorrerá nesta terça-feira (10) às 20h30, substituindo Topíssima. A faixa integra o álbum Todo Caminho É Sorte (2015), que curiosamente já havia cedido outras quatro canções para esse tipo de produção.

Vivendo momento bem positivo de sua carreira, Roberta Campos atualmente divulga seu mais recente trabalho, o DVD Todo Caminho É Sorte, lançado pela gravadora Deck e que celebra 20 anos de carreira, que já renderam quatro CDs e shows por todo o país. Leia mais sobre Roberta Campos aqui.

Libélula (clipe)- Roberta Campos:

Roberta Campos e Yaniel Matos vão cantar juntos em Paraty (RJ)

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Por Fabian Chacur

Sempre aberta a novas parcerias, a cantora, compositora e musicista mineira Roberta Campos celebra mais uma. É com o cantor, compositor, violoncelista e pianista cubano radicado no Brasil Yaniel Matos. “Um amigo me mostrou uns vídeos do Yaniel e me encantei! O jeito dele tocar cello é pulsante, muito bonito e combina com a delicadeza de minhas canções. Nos demos bem de primeira, nossa arte fala a mesma língua”, comenta.

Os dois irão se apresentar juntos no dia 4 de outubro (sexta-feira) às 21h na Festa Latina, que será realizada na cidade de Paraty (RJ), uma das mais belas e culturais do estado do Rio de Janeiro. O evento está programado para a Quadra da Matriz, com entrada gratuita. Eis uma promissora parceria que se inicia.

Formado em música pelo Instituto Superior de Arte de Havana, Yaniel teve influência e inspiração de craques da música como Chucho Valdés e Isaac Delgado. Ele se mudou para o Brasil, mais especificamente para São Paulo, em 2000. No seu currículo, temos algumas turnês internacionais, gravações e shows com artistas como Carlinhos Brown, Lenine, Kiko Loureiro, Angra, Timbalada e Fabiana Cozza, só para citar alguns. Ele toca vários instrumentos além do violoncelo e do piano, os mais frequentes.

O artista cubano desenvolve uma carreira-solo que já rendeu álbuns elogiados como La Mirada (2014) e Carabali (2016). Ele também integra o Mani Padme Trio com Ricardo Mosca (bateria) e Du Moreira (baixo), formação que rendeu recentemente o álbum Voo (2016).

Com 10 anos de carreira discográfica, Roberta Campos se firmou no cenário brasileiro como uma das mais consistentes figuras da cena folk brasileira, com sua bela voz e capacidade de interpretar bem suas composições e também canções alheias. Seu lançamento mais recente é o ótimo DVD Todo Caminho É Sorte- Ao Vivo (Deck). Leia mais sobre ela aqui.

Habana (clipe)- Yaniel Matos:

Roberta Campos lança single, a prévia de seu próximo DVD

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Por Fabian Chacur

Roberta Campos entrou no cenário musical brasileiro com o lançamento de seu primeiro CD, Para Aquelas Perguntas Tortas (2008). Nos últimos 10 anos, ela conseguiu se tornar conhecida nacionalmente, graças a canções delicadas, envolventes e com fortes influências de folk, rock, pop e MPB. Ela deve lançar um novo DVD em janeiro, pela gravadora Deck, e nos proporciona uma amostra deste trabalho com o single Todo Caminho.

Seguindo a linha que lhe permitiu se tornar uma das principais artistas da sua geração, Roberta nos oferece uma canção simples, delicada e que envolve o ouvinte logo em seus primeiros acordes. Tem tudo para se juntar a outros hits da cantora, compositora e musicista mineira, como Abrigo, Minha Felicidade, Varrendo a Lua e Minha Felicidade, algumas delas incluídas em trilhas de novelas televisivas.

Roberta, que irá completar 41 anos de idade em 29 de dezembro e é oriunda da cidade de Caetanópolis (MG), também tem em seu currículo os álbuns Varrendo a Luz (2010), Diário de um Dia (2012) e Todo Caminho é Sorte (2015). Uma de suas marcas é cantar acompanhada de violão, que toca de forma competente e estilosa. Sempre na estrada, faz shows elogiados e bem bacanas, com ou sem banda.

Todo Dia– Roberta Campos:

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