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Guilherme Arantes cativa seu público com show em Jaú (SP)

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Por Fabian Chacur

Com 42 anos de carreira-solo, Guilherme Arantes se mostra um artista com muita fome de palco. Isso ficou evidente na noite desta sexta (6), quanto, perante aproximadamente três mil pessoas, no Sesi de Jaú (SP), o cantor, compositor e músico paulistano esbanjou energia, carisma, descontração e talento em quase duas horas de performance, que o público presente demonstrou ter adorado, dançando, cantando e se emocionando com cada canção.

Guilherme viveu o seu auge em termos comerciais nas décadas de 1970 e 1980. Se não invade mais as paradas de sucesso com a mesma frequência, este artista sempre inquieto se manteve ativo, com direito a shows pelos quatro cantos do país e do mundo e também discos de ótima qualidade artística, sendo os mais recentes os elogiados Condição Humana (2013) e Flores e Cores (2017). “Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”, como diz trecho de sua clássica Aprendendo a Jogar.

Em momento realmente alto dessa sua trajetória brilhante, o artista trouxe a Jaú uma banda de apoio simplesmente iluminada, integrada por Luiz Carlini (guitarra), Willy Verdaguer (baixo), Alexandre Blanc (guitarra) e Gabriel Martini (bateria). No comando, ele, nos vocais e teclados. Um time que esbanja entrosamento, vibração e desenvoltura. Também, não é para menos.

Luiz Carlini tocou com Rita Lee nos anos 1970, liderando o grupo Tutti Frutti e sendo parceiro da maior roqueira brasileira em clássicos do porte de Agora Só Falta Você, Corista de Rock e Sem Cerimônia, além de ter feito o antológico solo de guitarra na gravação original de estúdio de Ovelha Negra. Ele já tocou com Guilherme em outras ocasiões, e também com Erasmo Carlos. Um dos grandes da guitarra rock brasileira.

Por sua vez, o baixista argentino Willy Verdaguer é radicado no Brasil desde 1967, e tocou e gravou ao lado de Caetano Veloso (em Alegria, Alegria, por exemplo), Gilberto Gil, Raul Seixas e Secos & Molhados, além de ter criado os grupos Raices de América e Humauaca (este de música instrumental e ainda ativo). Blanc e Martini mostram envergadura para tocar com o trio, o que nos permite considerar essa uma espécie de Guilherme Arantes All Stars.

O show não poderia ter sido melhor. Arantes começou com músicas de seus mais recentes álbuns, e depois nos ofereceu um hit atrás do outro. Ouvir em um mesmo show maravilhas do naipe de Êxtase, Amanhã, Deixa Chover, Meu Mundo e Nada Mais, A Cidade e a Neblina, Cheia de Charme, Um Dia Um Adeus, Coisas do Brasil, Cuide-se Bem, Brincar de Viver e Lindo Balão Azul (só para citar algumas), todas apresentadas com alto teor de performance, não é coisa que se veja/ouça todo o dia em um espetáculo. Imagine ainda gratuito!

Como forma de dar um tempero bem particular, o sempre verborrágico astro paulistano nos proporcionou deliciosos depoimentos sobre algumas das músicas, e também sobre suas experiências de vida, para deleite do público. Como em todo show ótimo que se preze, as duas horas pareceram dois minutos, de tão rápido que passaram. E vale elogiar a organização do Sesi de Jaú, que ofereceu um espaço e equipamento à altura do espetáculo.

Uma experiência surreal e deliciosa

Desde 1987, tive a oportunidade, como jornalista e crítico musical, de entrevistar Guilherme Arantes uma dezena (ou mais) de vezes. Acabamos criando um vínculo de amizade muito forte nesse tempo todo, com direito a franqueza, elogios e também eventuais críticas construtivas. Em 2012, ele me deu a honra de me dedicar, durante um show, minha música favorita de seu fantástico repertório, Cuide-se Bem (leia essa história aqui). Mas agora, ele me “quebrou as pernas”.

Ao ar livre, o show possuía uma área com cadeiras. Eu fiquei exatamente atrás dessa área, junto com a minha esposa, Virgínia (que ficou sentada em uma cadeira, mas fora daquela área). A visão do palco era boa, mas não estava tão perto assim. Pelo menos, assim pensava esta besta que voz tecla. Porque depois de algumas músicas, no fim de uma delas, eis que a estrela da noite me solta esta frase, apontando de longe para mim: “você é quem eu estou pensando que você é?”

Obviamente surpreso, eu acenei, de forma afirmativa. Aí, ele me apresentou à plateia de forma gentil e elogiosa, com a generosidade que lhe é peculiar. De quebra, me ofereceu a música que iria tocar logo a seguir, “apenas” Meu Mundo e Nada Mais, a canção que, em 1976, abriu-lhe as portas das rádios e da grande mídia e do público como tema da novela global Anjo Mau.

Imaginem só a minha cara, perante aquela multidão toda, com os holofotes voltados para mim… De quebra, o cidadão ainda dedicou Deixa Chover à minha mãe e, antes de começar o pot-pourry que encerrou o show, Fã-Número 1/Lindo Balão Azul, afirmou ser “meu fã”. Até parece, não é, seo Guilherme? Eu, sim, sou seu fã, e dos grandes. Você não tem a ideia de como tanta generosidade me fez bem, além de me dar a certeza de que, quem sabe, na minha vida, o melhor esteja para começar, como diz uma de suas canções (leia a homenagem que fiz quando ele completou 60 anos de idade aqui ).

Êxtase (ao vivo em Jaú)- Guilherme Arantes:

Leoni e Leo Jaime mostram os hits e novas no Rio e em SP

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Por Fabian Chacur

Dois dos maiores hitmakers do pop-rock brasileiro se reúnem novamente em um show cujo título é uma evidente brincadeira com o nome de uma célebre dupla sertaneja: Leoni & Leonardo. O espetáculo será realizado neste sábado (7) às 21h no Rio, no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3,900- loja 160- Shopping VillageMall- fone 0xx21-3431-0100), e no dia 13 (sexta-feira) em São Paulo no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso- Bourbon Shopping São Paulo- fone 0xx11-3670-4100), ambos com ingressos custando de R$ 50,00 a R$ 160,00.

Os dois artistas são amigos desde o início da década de 1980, e em 1998 fizeram um show, Fotografia, no qual dividiam o palco. Desta vez, além de Leoni nos vocais e baixo e Leo Jaime nos vocais e guitarra, também estarão em cena os experientes Ricardo Palmeira (guitarra), João Pompeo (teclados) e Alexandre Fonseca (bateria).

Composto por algo em torno de 30 músicas, o set list da apresentação trará parcerias deles, entre as quais Fotografia, Solange e A Fórmula do Amor, e também hits das suas respectivas carreiras, entre os quais Garotos II, Nada Mudou, Exagerado, Rock Estrela, Como Eu Quero, Pintura Íntima, Mensagem de Amor, Só Pro Meu Prazer e outras.

A maior novidade divulgada de forma antecipada é uma nova composição feita por eles, A Fórmula do Amor II, revisitando o tema do hit sob uma perspectiva mais madura, embora sem perder o bom humor. Outras surpresas poderão ocorrer durante a apresentação, e não foi divulgado se isso pode ser o embrião de uma turnê maior, de um lançamento em DVD, CD, Blu-ray, vinil ou coisa que o valha. Mas o clima positivo para isso ocorrer fica no ar.

Carro e Grana/A Fórmula do Amor (ao vivo)- Leoni e Leo Jaime:

Victor Mota lança EP e busca o crossover na música popular

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Por Fabian Chacur

Era para Victor Mota ter se tornado um profissional bem-sucedido na área de atuação em que se formou em termos universitários, a administração de empresas. No entanto, a música, que há muito fazia parte de sua vida, atropelou esse rumo que parecia inevitável. Ele acaba de lançar o seu primeiro EP, Antes do Sol Chegar, que já está disponível nas principais plataformas digitais e é fruto de um processo de consolidação e criação que durou uns bons anos antes de, enfim, se concretizar.

O cantor, compositor e músico cearense explica como ocorreu essa reviravolta em seu direcionamento de vida. “A música foi um hobby para mim até o limite em que isso foi possível. Só que chegou um momento em que tudo estava encaminhado na administração de empresas, não tinha tempo para música nem em termos de hobby”. relembra. Aí, o conselho de um professor o levou a ir para os EUA conhecer a célebre Berklee School Of Music, em Boston.

“Fiquei inicialmente um mês por lá para conhecer a Berklee e sentir o tamanho do desafio. Então, voltei ao Brasil e, em maio de 2010, retornei novamente para os EUA, desta vez para estudar”, relembra. “Foi uma experiência de vida, um divisor de águas, abriu a minha cabeça. Convivi com pessoas de todo o mundo, até mesmo do Brasil”.

Na Berklee, uma das escolas de música mais conceituadas do mundo e que tem entre seus formandos nomes do gabarito de Quincy Jones e Diana Krall, ele teve a oportunidade de participar de workshops com músicos como Ivan Lins, Marcos Valle e Filó Machado. “A Berklee dá muito valor ao músico brasileiro, tem até um curso de música brasileira lá. Essa oportunidade de interagir com o Ivan, o Marcos e o Filó foi marcante para mim”.

Após voltar ao Brasil, no final de 2013, Mota passou um período de um ano e meio em Fortaleza, tocando em bares. Em 2015, mudou-se para São Paulo, em busca de uma equipe para trabalhar com ele e viabilizar seu projeto de carreira. “Para mim, o sucesso de um artista depende da equipe com a qual você trabalha, é preciso montar um time”.

Depois de lançar vídeos no Youtube (um deles com o conterrâneo Marcos Lessa) e se apresentar ao vivo, incluindo shows semanais em um badalado hotel em São Paulo, Victor resolveu investir em um EP digital com quatro músicas, escolhidas a partir de um universo inicial de 30 composições próprias. “Vivemos um momento no qual as informações vem de todos os lados, é melhor lançar as coisas aos poucos, o mercado nos levou a essa coisa do EP, do single”, justifica.

O EP traz as músicas Antes do Sol Chegar (divulgada por um videoclipe já disponível no Youtube), Vem, Dias Melhores e Vou (Saudade é Feita). “Procurei nesse EP dar pinceladas do meu trabalho; temos muito violão e voz, com canções sobre relacionamentos; em um próximo trabalho, quero mostrar o meu lado guitarrista, e também estou aberto a outros temas para as letras”.

Aliás, se há algo que Victor Mota ressalta em sua abordagem artística é a abertura em relação a flerte com diversos estilos musicais. “Minha música sempre vai ser pop, minhas referências musicais também transitam por vários estilos, é o que artistas como John Mayer, Paulinho Moska, Marília Mendonça e Jamie Cullum fazem, por exemplo, e é definido lá fora como crossover”.

Atualmente, por sinal, ele está compondo com artista sertanejos que ele prefere não revelar no momento. “Está sendo uma troca muito boas para nós, pois estou aprendendo e ensinando ao mesmo tempo. O resto do mercado musical tem muito a aprender com o sertanejo, eles sempre estão abertos a essas parcerias, e isso explica o porque é um gênero musical tão popular”, explica.

Victor pretende lançar novas músicas no segundo semestre, embora ainda não saiba em que formato. Um álbum completo está em seus planos para o futuro. Para ele, o formato digital e as redes sociais são ferramentas importantes para progredir em termos profissionais. “O digital tem uma coisa caótica, você é bombardeado de informações o tempo todo. O caminho é criar um contato direto com o público, cativá-lo e atraí-lo para os seus shows”.

A expressão “ser popular sem cair no popularesco” parece feita sob medida para as pretensões profissionais de Victor Mota no cenário da música brasileira. “Meu propósito sempre foi fazer música popular, para o povo. Junto todos os estilos, jogo em um caldeirão e crio a minha própria linguagem, sem forçar a barra para fazer sucesso”.

Antes do Sol Chegar (videoclipe)- Vitor Mota:

Grupo 5 a Seco lança um novo álbum com show único no Rio

5 a Seco - Síntese

Por Fabian Chacur

Com quase oito anos de estrada, o grupo 5 a Seco lançou seu primeiro trabalho em 2012, o CD/DVD Ao Vivo no Auditório Ibirapuera, com elementos sonoros mais orgânicos. Policromo (2014) marcou uma fase com mais experimentalismo e busca de novas sonoridades. Agora, eles partem para uma fusão entre as duas propostas que já se entrega no título do novo álbum: Síntese. Eles lançam esse trabalho no Rio com show neste sábado (17) às 21h no Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping VillageMall- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 130,00.

O 5 a Seco se vale de conceitos típicos dos anos 2000, definindo-se como um coletivo de compositores, ao invés de uma banda tradicional. Seus integrantes são Pedro Viáfora, Leo Bianchini, Vinícius Calderoni, Tó Brandileone e Pedro Altério, todos cantores, compositores e músicos que também se dedicam a outros projetos. Sua sonoridade reflete várias influências musicais, sendo a MPB pop uma das mais facilmente identificáveis, assim como o rock e o eletrônico, com uma especial predileção por boas composições.

O repertório do show trará músicas do novo álbum, entre as quais O Dia de Encontrar Você, Na Onda, Ventos de Netuno e Brisa, além de material oriundo dos trabalhos anteriores. O estilo inquieto e diversificado dos cinco se mostra de forma bastante evidente ao vivo, embora seu esmero nos esforços registrados em estúdio tenha apontado um direcionamento que equilibra essas duas facetas, o palco e as gravações.

Síntese (álbum inteiro em streaming)- 5 a Seco:

Paula Toller mostra seu show Como Eu Quero no Vivo Rio

Foto: Leo Aversa

Foto: Leo Aversa

Por Fabian Chacur

Após bem-sucedidas passagens por São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, está chegando a hora de Paula Toller levar o seu novo show, intitulado Como Eu Quero, para sua cidade natal, o Rio de Janeiro. Será no dia 24 (sábado) às 21h no Vivo Rio (Avenida Infante Don Henrique, nº 85-Parque do Flamengo- fone 0xx21-2272-2901), com ingressos que custam de R$ 100,00 a R$ 240,00.

A banda que acompanhará a ex-vocalista do Kid Abelha traz como destaque ninguém menos do que o lendário produtor Liminha, que se incumbe dos arranjos e violão. Gustavo Camardella (violão), Pedro Augusto (teclados), Pedro Dias (baixo) e Adal Fonseca (bateria) completam o time, que proporciona uma moldura sonora mais intimista e delicada, com predominância acústica.

No repertório, algumas novidades, entre as quais as releituras de Ando Meio Desligado (dos Mutantes), Céu Azul (do Charlie Brown Jr.) e Deixa a Vibe Te Levar (versão de Don’t You Worry ’bout a Thing, de Stevie Wonder). Hits solo e do Kid Abelha estarão presentes, entre os quais Fixação, Grand’Hotel e a música que deu nome ao espetáculo, um dos clássicos do songbook da cantora e compositora carioca.

Céu Azul– Paula Toller:

Glau Piva lança álbum com as músicas de Caetano Júnior

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Por Fabian Chacur

O escritor, compositor e pianista Caetano Júnior escolheu uma forma bastante peculiar de desenvolver a sua carreira musical. Ao invés de interpretar ele próprio as suas canções, faz parcerias com cantoras, que se incumbem dessa missão. O primeiro álbum nesse formato teve Larissa Cavalcanti no papel de intérprete, Pele Morena e Azul- Larissa Cavalcanti Canta Caetano Júnior (2015- leia entrevista com ela aqui). O segundo acaba de sair: Novo Rumo- Glau Piva Canta Caetano Júnior, com distribuição da Tratore.

O cenário sonoro, desta vez, soa um pouco diferente. No CD anterior, o repertório tinha como base a MPB, especialmente samba e música nordestina. Como a cantora, compositora e musicista paulista Glau Piva, envereda por um lado mais pop-rock com tempero MPB, sendo Novo Rumo um título bem apropriado. Com sete trabalhos anteriores, nos quais também explorou seu lado compositora, a artista desta vez dedicou-se exclusivamente a suas facetas de cantora e musicista.

Mais uma vez a produção ficou a cargo do talentoso e experiente Alexandre Fontanetti, conhecido por seu trabalho com Rita Lee e inúmeros outros artistas e que também se incumbe de tocar guitarra, da mixagem e da engenharia de gravação. No elenco, músicos do porte de Thadeu Romano, Ubaldo Versolato, Gerson Tatini e o genial Mario Manga (do Premê), este último responsável por dois belíssimos arranjos de cordas. Glau toca violão, cavaquinho e guitarra, enquanto Caetano se incumbe de piano acústico e teclados.

O repertório de 13 composições de Caetano Júnior envereda por um pop-rock bem próximo da MPB, com direito a letras líricas e românticas, melodias delicadas e boas variações rítmicas. O clima ora soa como o dos tempos iniciais do rock brasileiro, ora como do pop-rock dos anos 80 em sua vertente baixos teores. Com voz suave e bem colocada, Glau se incumbe com eficiência da função de “porta-voz” do compositor, especialmente em faixas como Novo Dia, Nuvem Branca, Serenata e Entre Meias Palavras, Soluços. Uma boa parceria. E fica a curiosidade para saber como será o próximo trabalho deste inquieto Caetano Júnior.

Saiba mais sobre o álbum Novo Rumo, de Glau Piva e Caetano Junior:

Jehane Saade lança videoclipe Fuego e busca novos rumos

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Por Fabian Chacur

Jehane Saade define como marco inicial de sua carreira musical a criação de sua primeira composição, Je Ne Veux Plus, em 2009. O fato de a letra ser em francês diz muito sobre o direcionamento da carreira desta descendente de libaneses. Ela inicia uma nova fase na sua trajetória com o lançamento do single Fuego, com letra mesclando castelhano e português e divulgada por um caprichado lyric vídeo gravado no Líbano.

Com levada dançante com forte tempero do reggaeton, Fuego equivale a uma amostra do que a cantora carioca quer fazer neste momento da carreira. “Pretendo ir lançando novas faixas aos poucos, fazendo músicas dentro dos padrões aceitáveis do pop atual, ampliando os meus horizontes, para entrar nas principais vitrines”, define.

Versátil, Jehane é cantora, compositora, dançarina, atriz e jornalista. Seu contato com a música foi bem precoce, pois sua mãe canta e o pai dava aulas de canto lírico, além de ser ator. “Ouvi muita ópera quando criança, e também Chico Buarque, George Moustaki e a música libanesa, que é muito profunda, com muitas modulações; minha veia artística sempre teve muito apoio da minha mãe”.

Além da música, ela sempre teve envolvimento com grupos teatrais, o que a ajudou a desenvolver sua expressão corporal. Em 2012, gravou em Los Angeles (EUA) um EP com o produtor e músico Erich Bulling, conhecido por seu trabalho com artistas do porte de Rita Lee, Fafá de Belém e Fábio Jr, entre outros. “Foi uma grande oportunidade que eu deveria ter aproveitado melhor, mas optei por voltar ao Brasil por razões familiares”, relembra.

Em 2016, ela lançou seu primeiro álbum, Exótica, disponível nas plataformas digitais e trazendo 11 faixas autorais com sonoridade eletrônica, dançante e hipnótica, entre as quais Pé na Estrada, Fora do Lugar, a pioneira Je Ne Veux Plus, Meia Noite em Paris e Caminho de Buda. “É um projeto autoral em todos os aspectos, totalmente genuíno”.

Jehane tem uma orientação de vida bastante voltada para o seu eu interior. “Nos tempos modernos, a arte começou a ser consumida de uma forma descartável e efêmera, e eu busco uma visão mais artística, com uma linguagem mais plástica, com tudo bem harmonizado, indo profundamente rumo ao meu interior; busco o eterno”.

Além de lançar novas músicas, a artista carioca também pretende estruturar um show no qual possa desenvolver de forma completa a sua concepção artística, na qual mescla elementos de música, teatro e dança. “Sempre imagino linguagens visuais para as músicas que faço, brincar com as linguagens, misturar teatro com música, mas de forma espontânea, traduzindo o que penso de forma aberta, deixar fluir”.

Fuego (clipe)- Jehane Saade:

Café Preto e Céu inauguram a parceria com o single de vinil

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Por Fabian Chacur

Até a metade dos anos 1980, eram comuns os compactos simples de vinil, trazendo uma música de cada lado. Após décadas fora de cena, o formato discográfico parece ter voltado com força nos últimos tempos. O novo lançamento do gênero, via Polydisc (a versão digital ficou a cargo da Deck), traz a primeira parceria entre a cantora e compositora Céu com o duo Café Preto. Eles interpretam a música Água, Fogo, Terramar.

Com um clima hipnótico e romântico repleto de elementos de reggae, dub e música eletrônica, a canção aparece em duas versões: a original, com acompanhamento instrumental e vocal, no lado A, e uma a capella, no lado B. A gravação antecede o lançamento do segundo álbum dos pernambucanos do Café Preto, em fase de gravação e produção.

O duo oriundo da efervescente em termos musicais Recife (PE) traz como integrantes Cannibal (voz), que há mais de 20 anos lidera o grupo de punk/hardcore Devotos/Devotos do Ódio, e Pierre Leite (programação, Roland JX-8P e Korg Ex-800). A parceria entre eles e Céu se concretizou após algum tempo de namoro, digamos assim.

“Quando compus essa música queria fazer um dueto com uma voz feminina. Enviei três composições para que Céu escolhesse qual gostaria de gravar comigo e ela optou por essa. Foi a nossa primeira parceria”, explica Cannibal. A produção ficou a cargo de Pupillo, baterista da Nação Zumbi e produtor de trabalhos de Paulo Miklos e Otto.

Água, Fogo, Terramar– Ceu + Café Preto:

Roberta Campos lança o clipe para a sua bela canção Abrigo

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Por Fabian Chacur

A faixa Abrigo é uma das que mais vem se destacando na trilha sonora da novela global O Outro Lado do Paraíso. Como forma de promove-la, a cantora e compositora mineira Roberta Campos acaba de lançar um videoclipe, com direção geral e roteiro assinados por Bruno Bennec, que já havia trabalhado com ela em Minha Felicidade.

A canção é assinada por Roberta em parceria com Fernanda Takai, e integra o álbum Todo Caminho é Sorte (2015). O clima surreal do vídeo é inspirado em livros como Alice no País das Maravilha, Alice no País do Espelho e As Viagens de Gulliver, e mostra a artista em vários tamanhos, de minúscula a gigante, com direito a ficar em cima de um disco de vinil girando em um toca-discos portátil dos tempos antigos. Muito bacana.

Roberta Campos é mineira e irá completar 40 anos no próximo dia 29 de dezembro. Ela conta com quatro álbuns solo em sua discografia, e tem no currículo hits como Varrendo a Lua, Mundo Inteiro, De Janeiro a Janeiro e Minha Felicidade, esta última utilizada na abertura de outra novela global, Sol Nascente. O seu som é uma mistura de pop, folk e MPB.

Abrigo (clipe)- Roberta Campos:

Lia Sophia traz convidados de muita classe em seu novo CD

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Por Fabian Chacur

Conhecida nacionalmente graças à inclusão de algumas de suas gravações em trilhas de novelas e séries globais, Lia Sophia está com filhote novo na área. Trata-se do álbum Não Me Provoca, o quinto de sua carreira, no qual assina oito das onze faixas (sendo uma delas versão). Como agradáveis surpresas para os fãs, temos as participações especiais de dois grandes nomes da MPB, Ney Matogrosso e Paulinho Moska.

Gravado em Belém e no Rio de Janeiro, o novo trabalho da cantora e compositora nascida na Guiana Francesa e radicada desde os 17 anos em Belém (PA) conta com a produção musical de Pedro Luis, com direção artística a cargo dele, de Lia e também de Taísa Fernandes. A concepção musical da artista busca uma mistura das sonoridades da Amazônia com elementos sonoros mais universais, caindo em uma fusão original e com letras sobre temas atuais e significativos.

Ney marca presença em Ela, que também traz na guitarra Félix Robatto. Por sua vez, Moska não só canta com Lia como também toca o ronroco, um instrumento de origem andina que entrou na gravação por sugestão do próprio músico. Outro destaque do disco é Teu (Tuyo), versão da música de Rodrigo Amarantes que abre a série Narcos, da Netflix.

Teaser do novo CD de Lia Sophia:

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