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Tag: pop nacional

Fernanda Takai faz shows em SP para lançar seu novo DVD

Foto: Bruno Senna

Foto: Bruno Senna

Por Fabian Chacur

Fernanda Takai é daquelas artistas que adora trabalhar. Em 2017, ela não só lançou um novo CD com o Pato Fu, o adorável Música de Brinquedo 2, como também foi para a estrada divulgar o álbum (leia mais sobre este disco aqui). De quebra, ainda lançou um novo DVD solo, o excelente Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (leia a resenha aqui).

E é exatamente para divulgar esse trabalho individual que a cantora, compositora e musicista radicada há muito tempo em Minas Gerais volta a São Paulo após três meses. Os shows serão neste fim de semana no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, nº 195- fone 0xx11-3095-9400), sendo sexta (19) e sábado (20) às 21h e domingo (21) às 18h, com ingressos custando de R$ 12,00 a R$ 40,00.

Acompanhada por Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria e vocais), Camila Lordy (teclados) e Tiago Borba (guitarra, violões e vocais), Fernanda dará uma geral no repertório do DVD, incluindo Seu Tipo, Quase Desatento, Doce Companhia, Fui Eu e I Don’t Want To Talk About It, canção do saudoso Danny Whiten (da banda Crazy Horse, conhecida por seu trabalho com Neil Young) que fez sucesso em gravações de Rod Stewart e Everything But The Girl. A releitura de Takai entrou na trilha da novela global O Outro Lado do Paraíso.

I Don’t Want To Talk About It– Fernanda Takai:

Liminha entrevista craques do pop nacional no Canal Arte 1

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Por Fabian Chacur

Liminha é um dos nomes mais importantes da história da música brasileira. Como produtor, músico e compositor, tornou-se figurinha fácil entre os grandes lançamentos pop nacionais nos últimos 40 anos. Ele estreia nesta sexta (29) às 20h30 no Canal Arte 1 o programa Nas Nuvens- A Fábrica de Hitmakers, no qual entrevista grandes nomes do pop brazuca nas dependências do seminal estúdio Nas Nuvens, criado por ele em 1984 em sociedade com o parceiro Gilberto Gil.

Com direção a cargo de Ricardo Nauenberg e produção da Indústria Imaginaria, a atração estreia com Lulu Santos e tem previstos seis episódios. Os outros terão como protagonistas Bi Ribeiro e João Barone (dos Paralamas do Sucesso), Toni Bellotto (dos Titãs-FOTO), Fernanda Abreu, Paula Toller (do Kid Abelha) e Sérgio Mendes. A pauta é um papo entre o apresentador e seus convidados, esmiuçando alguns de seus maiores hits no melhor estilo Classic Albums. Saiba mais aqui.

Liminha começou a se tornar conhecido no cenário musical brasileiro a partir de 1969, quando entrou nos Mutantes, banda na qual se manteve até 1973. Em 1977, iniciou a carreira como produtor, assinando trabalhos de muito sucesso de artistas como Gilberto Gil, Frenéticas, Banda Black Rio, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Titãs e inúmeros outros. Aos 66 anos de idade, continua na ativa, sempre envolvido com projetos bacanas como esse.

Liminha e Amigos ao vivo:

Rapha Oliveira inicia série de shows no Beco das Garrafas

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Por Fabian Chacur

Rapha Oliveira inicia nesta sexta (3) às 21h uma série de shows no histórico Beco das Garrafas (rua Duvivier, nº 37- Copacabana- fone 0xx21- 2543-2962). O cantor e compositor se apresentará no Little Club daquele espaço para shows, e voltará nos dias 10, 17 e 24 de fevereiro, sempre no mesmo horário e local. Os ingressos custam R$ 40,00.

A carreira de Rapha teve início como vocalista de apoio de artistas como Anitta, Sorriso Maroto e Kleber Lucas. Ele também teve composições de sua autoria gravadas por artistas do porte da própria Anitta, Ferrugem, Péricles (ex-Exaltasamba) e Raquel Mello. Ele está iniciando a sua carreira-solo com o lançamento de seu primeiro CD, O Mundo Lá Fora.

O álbum de estreia traz nove composições do próprio artista, nas quais ele se divide entre samba, MPB e pop nacional. Marcam presença no disco Milton Guedes, Thais Macedo e Jessé Sadoc. Músicas deste trabalho, como Ilusão, Fardo, Seu Par e O Mundo Lá Fora, estarão no set list de seus shows no Beco das Garrafas, além de canções dos repertórios de Luciana Melo (Simples Desejo), Djavan (Meu Bem Querer), Lulu Santos (Tudo Bem) e Sandra de Sá (Olhos Coloridos), entre outras.

Seu Par– Rapha Oliveira e Thais Macedo:

Anitta não cabia em um show de total excelência artística

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Por Fabian Chacur

Repercute e ainda repercutirá por muito tempo a participação da cantora carioca Anitta no show de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, realizado na noite desta sexta-feira (6) no estádio do Maracanã. Uns dizem que ela não poderia estar presente no show. Outros, que ela representa o que há de mais moderno e popular na música brasileira atual. Os fãs vibraram; os detratores baixaram a lenha. E aí, qual seria a posição mais sensata para essa análise?

Para mim, o xis da questão reside no fato de que a abertura de um evento de proporções mundiais e visto por bilhões de pessoa via TV pelo mundo afora só deveria comportar a excelência do país em todos os aspectos. Incluindo a parte artística. E é aí que a coisa pega em relação à escalação da jovem cantora e compositora de 23 anos para atuar ao lado de dois gênios da arte brasileira, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

É preciso respeitar Anitta, antes de tudo. Não é fácil chegar ao topo das paradas de sucesso e se manter por lá por tipo três anos, como a intérprete de Bang e Show das Poderosas está conseguindo. Isso é fruto do trabalho da gravadora Warner e de quem gerencia a sua carreira, claro, mas se ela não tivesse talento algum, obviamente não daria certo por tanto tempo. E para quem acha três anos pouco, isso é uma eternidade no mundo do show business, no qual reputações e carreiras começam e terminam mais rápido que o tempo para ler este parágrafo.

No entanto, é nítido que Anitta é ainda uma artista em formação. Não se trata de uma espécie de talento inato que surgiu de forma rápida e se consolidou a jato. São raríssimos os artistas com esse dom. E não há problemas em relação a isso, pois cada um amadurece no seu tempo. No entanto, quando se trata de escolher alguém que represente não só uma nação, mas uma cultura que é repleta de grandes talentos, não dá para escolher alguém com esse status.

Para vestir a camisa de um elenco de cantoras que já teve Elis Regina, Elizeth Cardoso, Dalva de Oliveira e tantos outros talentos absurdos, não dá para se colocar uma novata promissora. Era missão para Gal Costa, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, alguém com essa estatura. Ou, se fosse o caso de colocar alguém mais jovem cronologicamente, que se optasse por Vanessa da Mata, Céu ou Maria Rita, essas, sim, novas, mas já com trajetórias sólidas.

Anitta não se saiu mal interpretando Isso Aqui o Que É, clássico de Ary Barroso, ao lado de Caetano e Gil. Não desafinou, não errou letra, nada desse gênero. Merecia uma nota seis, seis e meio, algo assim. Mas, pelo amor de Deus, esse show era coisa para nota dez! Se você tem quem possa ganhar a medalha de ouro, pra que apostar em alguém que só pode nos proporcionar a de bronze, ou nem isso? É simples assim. Valeu, Anitta, mas não deu pra você, com todo o respeito.

Isso Aqui o Que É– Caetano Veloso:

Isso Aqui o Que É– Joyce Moreno:

Isso Aqui o Que É– Emilio Santiago:

Banda Legalê mostra reggae e outras levadas em seu 1º CD

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Por Fabian Chacur

Com 11 anos de estrada e um single e um EP em seu currículo, a banda Legalê parte agora para o seu álbum de estreia. Intitulado Esquina do Mundo, o CD traz onze faixas autorais, entre elas o single 92. Nele, o reggae, base inicial de seu trabalho, hoje comporta boas misturas com rock, ska, surf music e psicodelia.

Criada em Bauru (SP) e atualmente radicada em São Paulo, o grupo conta com Vinícius Costa (vocal), Lucas Penna (baixo), Rodolfo “Cabelo” Carazzatto (bateria), Felipe “Punk” Atta (guitarra) e Lucas “Carneiro” Virmond (guitarra). O trabalho foi gravado, mixado e masterizado por Fernando Sanches no Estúdio El Rocha, onde já gravaram Pitty, Racionais MC’s e CPM 22, entre outros artistas bem-sucedidos.

Em sua trajetória, a banda Legalê já abriu shows para Charlie Brown Jr., Criolo e Mundo Livre S/A, além de participar de eventos badalados como Red Bull X-Fighters, Festival Universo Paralelo, Virada Cultural Paulista e no Circuito Sesc. O disco de estreia, lançado pela via independente, será divulgado por novos shows nas próximas semanas.

Para marcar o lançamento de Esquina Do Mundo, a Legalê tocará no dia 25 de julho no Kitsch Club, em São Paulo, durante a festa Doin’ Time. Os interessados podem colocar o nome na lista mandando um e-mail para kitschclub@gmail.com, com entrada até 0h30.

Serviço:

Data: 25/07 (sábado)

Local: Kitsch Club

Endereço: Rua Vergueiro, 2676 – Vila Mariana – São Paulo-SP

Preços:

Com nome na lista:

Mulher – VIP

Homem – 20 reais / 50 consumação

Sem nome na lista:

Mulher – 20 reais / 50 consumação

Homem – 25 reais / 80 consumação

Ouça 92, com a Banda Legalê:

Esquina do Mundo- Legalê (ouça em streaming):

Festival Natura Musical será a atração de BH em setembro

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Por Fabian Chacur

Será realizada no dia 14 de setembro em Belo Horizonte (MG) a quarta edição do Festival Natura Musical. Durante aproximadamente 12 horas, mais de 20 atrações irão tocar ao vivo nas praças da Liberdade, JK e da Estação na capital mineira, com entrada gratuita e expectativa de 50 mil pessoas por local. O elenco está recheado de grandes nomes da nossa música.

O elenco inclui artistas importantes de várias gerações, entre os quais Ney Matogrosso, Nação Zumbi, Karina Buhr 5 a Seco e Felipe Cordeiro. Também teremos parcerias, como as de Fernanda Takai e Samuel Rosa (do grupo Skank) e Elba Ramalho e Mariana Aydar. Os escolhidos para realizar o espetáculo de encerramento, na praça da Estação, serão divulgados até o início de setembro.

Desde o seu início, o Festival Natura Musical trouxe em seu elenco uma mescla de astros consagrados da MPB como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Paulinho da Viola com destaques das novas gerações da nossa música popular como o cantor Marcelo Jeneci e o rapper Flávio Renegado, numa democrática integração entre o que há de melhor nesse segmento artístico.

A ideia do projeto, iniciado em 2011, é tornar acessível ao grande público o trabalho de artistas patrocinados pelo projeto Natura Musical, que há nove anos apoiou mais de 220 projetos que geraram mais de mil produtos, entre CDs, DVDs, shows, websites, livros e outras iniciativas culturais bacanas de artistas de todo o país.

Pra Curar Essa Dor (Heal The Pain), com Fernanda Takai e Samuel Rosa:

Natalia Barros canta e atua em show em SP

Por Fabian Chacur

Natalia Barros é aquele tipo de artista que não se importa com rótulos ou limitações. Ela canta, compõe, dirige, atua como atriz, escreve poesias e faz o que mais pintar, se achar que é o caso. Sua versatilidade é a marca do show que fará nesta terça-feira (25) às 21h no Central das Artes (rua Apinajés, 1.081- Sumaré- fone 0xx11-3670-4040- www.centraldasartes.com.br), com ingressos a R$ 25,00. Um espetáculo cheio de surpresas e sutilezas.

A base do show inclui material extraído do primeiro livro de Natália, Caligrafias, além de canções de sua autoria. No palco, terá a seu lado Tuco Freire (contrabaixo) e Alê Prade (violão e teclados), além de participações especiais das atrizes Danielle Farnezi, Janaina Peresan e Eliana Cesar. O clima é teatral, com direito a cenário, marcações de cenas e figurinos estilosos.

Em termos musicais, o clima do espetáculo que será apresentado no Central das Artes possui uma bem dosada mistura de MPB, jazz, pop e bossa nova, com direito a improvisações e surpresas aqui e ali. Tudo pontuado pela bela e experiente voz de Natália, cuja presença de palco esbanja beleza, categoria e bom gosto cantando e interpretado.

Na estrada desde os anos 80, Natália Barros ficou conhecida do grande público como uma das vocalistas do grupo Luni, no qual atuou ao lado de Marisa Orth e Theo Werneck e que teve como momento mais célebre o fato de sua música Rap do Rei ter entrado na abertura da novela global Que Rei Sou Eu?, de Cassiano Gabus Mendes. No teatro, atuou nos grupos XPTO (que ajudou a fundar) e o carioca Intrépida Trupe.

Além de atuações como atriz em diversos trabalhos na TV (entre eles a novela A História de Ana Raio e Zé Trovão), Natália também se destacou como diretora cênica de shows do grupo Pequeno Cidadão (com Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e seus filhos) e da ex-colega de Luni Marisa Orth, este último divulgando o CD Romance Vol. II.

Veja trechos do show Caligrafias, de Natália Barros, gravados em 2013:

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