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Cantor Ben Portsmouth faz o tributo The King is Back no RJ

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Por Fabian Chacur

Existem centenas, para não dizer milhares de artistas mundo afora fazendo tributos ao grande e saudoso Elvis Presley. Poucos, no entanto, conseguem sequer se aproximar do brilho do eterno Rei do Rock. O cantor e músico britânico Ben Portsmouth é um dos que concretizam essa façanha. Ele se apresenta nesta terça-feira (11) às 21h no Rio de Janeiro com o show The King Is Back, que terá como palco o Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping Village Mall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 95,00 a R$ 290,00.

Em sua quinta turnê pelo Brasil, Portsmouth canta, toca violão e será acompanhado pela afiada banda de apoio Taking Care Elvis TCE Band, integrada pelos músicos David Portsmouth (bateria), Matthew Platt (teclados), Ryan Quartermaine (guitarra e vocais), Dan Caney (baixo e vocais), Cleo Stewart e Natalie Vale (vocais), Nicholas Mills (trombone) e Anatoliy Vyacheslavov (saxofone).

O repertório traz hits clássicos de Elvis, entre os quais Kiss Me Quick, Suspicious Minds, Love Me Tender e Jailhouse Rock. O cantor se vale de vários trajes, representando cada fase da carreira do grande astro americano, e possui um timbre vocal muito semelhante ao do original, que ele utiliza com classe. Vale dizer que em 2012 ele venceu o Worldwide Ultimate Elvis Tribute Artist Contest, competição realizada em Memphis, Tennessee, EUA, e já participou de importantes programas de TV e rádio mundo afora.

Ben Portsmouth e banda no programa de David Letterman-2013:

Larry Carlton, um dos craques da guitarra, faz show em SP

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Por Fabian Chacur

Não é qualquer um que pode ser considerado uma espécie de guitarrista dos guitarristas, e o americano Larry Carlton se encaixa feito luva nessa descrição.  Na estrada desde os anos 1970, ele se apresenta em São Paulo no dia 19 de julho no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos de R$ 190,00 a R$ 270,00. Tipo do evento imperdível para quem curte jazz rock da melhor qualidade.

Nascido em 2 de março de 1948, Larry Carlton começou a ficar conhecido no meio musical como integrante da banda de jazz e soul The Crusaders, com quem tocou de 1971 a 1977. Em 1978, com o álbum Larry Carlton, incrementou uma carreira solo das mais significativas, que lhe rendeu 19 indicações ao Grammy, o Oscar da música, sendo que ele foi o vencedor em quatro ocasiões.

Como músico de estúdio, Carlton participou de mais de 100 álbuns que ganharam discos de ouro e de platina, gravados por astros do calibre de Michael Jackson, Steely Dan, Barbra Streisand, Billy Joel, Quincy Jones, Joni Mitchell e The Four Tops, só para citar alguns. O seu solo na música Kid Charlemagne, do Steely Dan (do álbum The Royal Scam, de 1976), sempre entra nas listas dos melhores de todos os tempos, tal a sua expressividade e criatividade.

Além do trabalho como session man e artista solo, ele também gravou e fez shows com outros guitarristas, notadamente Robben Ford, Lee Ritenour e Steve Lukather (do grupo Toto). No Bourbon Street, Larry será acompanhado por uma banda formada por Jota Morelli (bateria), Daniel Meza (baixo) e Colo Silva (teclados), além dele próprio pilotando sua célebre Gibson 1969 modelo ES-335. Ele, por sinal, lança seus discos por um selo próprio, o 335 Records.

Smiles And Smiles To Go– Larry Carlton:

Minute By Minute– Larry Carlton:

Kid Charlemagne– Steely Dan (solo: Larry Carlton):

Morre Nicholas Caldwell, um dos integrantes dos Whispers

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Por Fabian Chacur

Morreu nesta terça-feira (5) aos 71 anos Nicholas Caldwell, um dos criadores da banda americana The Whispers, há mais de 50 anos na estrada e uma das mais bem-sucedidas da história da black music mundial. Ele lutava com problemas cardíacos há algum tempo, e fez sua última performance com o grupo no dia 19 de dezembro de 2015 no Microsoft Theater, Los Angeles, em programa que também incluía a cantora Stephanie Mills e o The Temptations Revue Featuring Dennis Edwards.

O talento de Nicholas era diversificado. Além de importante nas vocalizações da banda, ele também era responsável por suas coreografias em shows, além de assinar ao menos dois hits românticos da banda, as belas Lady e Say Yes. Simpático e gentil, ele foi apelidado pelos amigos de “gentle giant” (gigante gentil), apelido também em função de sua estatura. A barba era sua marca visual.

Nicholas (o primeiro, da esquerda para a direita, na foto acima) nasceu em 5 de abril de 1944 na cidade de Laurinda, na Califórnia, mudando-se depois para Los Angeles. E foi lá que ele conheceu os irmãos gêmeos Walter e Wallace Scotty Scott, por sua vez oriundos do Texas. O grupo vocal foi complementado logo a seguir, ainda em 1964, por Marcus Hutson (de Kansas City) e Gordy Harmon.

Com seu estilo musical investindo na soul music e em outras vertentes da música negra americana, os Whispers não estouraram do dia para a noite. Seu primeiro sucesso na parada de música negra nos EUA rolou em 1970 com Seems Like I Gotta Do Wrong. No período, eles gravaram discos pelos selos Dore, Clock e Janus. Em 1973, mudança: sai Gordy Harmon, substituído por Leaveil Degree.

Outra alteração no rumo do quinteto se mostrou decisivo em termos comerciais. No mesmo 1973, eles assinaram com a gravadora Soul Train Records, do empresário Dick Griffey. Foi lá, e posteriormente no outro selo criado por Griffey em 1978, o Solar Records (sigla para Sound Of Los Angeles Records), que os Whispers conheceram seus maiores sucessos em termos comerciais.

Sempre se renovando e atento às mudanças musicais que ocorriam no cenário pop, os Whispers incorporaram elementos de funk e especialmente de disco music à sua sonoridade, e isso os tornou reis das pistas de danças, graças a hits matadores como And The Beat Goes On, It’s a Love Thing, In The Raw, Tonight e This Kind Of Lovin’, entre outros. A parceria com o produtor Leon Silvers III, do grupo The Silvers, foi decisiva nesse sentido.

Em 1987, eles conseguiram seu maior sucesso em termos de paradas de sucesso com a irresistível Rock Steady, primeiro megahit assinado por uma dupla que rapidamente se tornaria um verdadeiro pote de ouro pop: LA Reid e Babyface. A partir daí, o grupo se distancia dos primeiros postos dos charts, mas se mantém forte em termos de shows.

No início dos anos 1990, Marcus Hutson saiu do grupo, sem ser substituído, já sofrendo com problemas de saúde que o vitimaram em 2000. Não se sabe como o grupo agirá em relação à perda de Nicholas Caldwell, pois ainda não tivemos um comunicado oficial por parte da banda, que tem diversos shows agendados para 2016. Ao vivo, contam com uma banda de apoio composta por oito músicos de primeira linha.

Uma boa amostra do poder de fogo dos Whispers ao vivo está contido no excepciona DVD Live From Vegas (2007), que saiu no Brasil pela Norfolk Filmes-NFK. O show é um banho de qualidade musical e de cena, com direito a cantores carismáticos como os irmãos Scott, as coreografias e belas vozes de Degree e Caldwell e uma banda impecável, liderada por Grady Wilkins. Tudo leva a crer que o grupo continuará na ativa, mas vamos aguardar.

Rock Steady– The Whispers (1987):

And The Beat Goes On– The Whispers (1980):

In The Raw– The Whispers (1982):

Emergency– The Whispers (1982):

Make It With You– The Whispers (1987):

Lady – The Whispers (1979):

Adele quebra recordes com o novo CD na Inglaterra e EUA

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Por Fabian Chacur

Quebrar recordes é com a Adele. Não satisfeita em superar grandes marcas com Hello, o primeiro single de seu novo álbum (leia sobre isso aqui), a cantora e compositora britânica agora arrasa marcas anteriores com o álbum completo, 25, nos EUA e no Reino Unido. Os números são impressionantes, coisas de um incrível fenômeno pop mesmo.

Conforme informações da Nielsen Music divulgadas pelo site americano da revista Billboard, 25 ultrapassou a marca de três milhões de cópias comercializadas em sua primeira semana de lançamento na terra de Barack Obama. Isso significa superar de longe o recorde anterior para esse mesmo período, que era desde março de 2000 defendido pela boy band NSync com seu trabalho No Strings Attached, que teve 2.42 milhões de cópias comercializadas.

No Reino Unido, o terceiro álbum de Adele também ficou com a marca de trabalho mais vendido em sua semana de lançamento, com 800.307 cópias comercializadas, contra 696.000 do recordista anterior, Be Here Now, lançado pela banda Oasis no já distante 1997.

Os resultados nos dois lados do Atlântico estão ajudando a dar uma revitalizada no mercado fonográfico, já que o álbum não está disponível para ser ouvido em streaming. Onde esse fenômeno irá parar? Com a palavra, seus milhões de fãs no mundo todo, ávidos por ouvir sua “ídala”.

Hello– Adele:

When We Were Young (ao vivo na TV)- Adele:

Debbie Harry aos 70 continua a eterna pin up do rock ‘n’ roll

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Por Fabian Chacur

A “classe de 1945” é repleta de grandes nomes da música. Estão chegando aos 70 anos (em vida ou em memória) gênios do porte de Eric Clapton, Raul Seixas, Elis Regina, Ivan Lins, Bob Marley e Pete Townshend, só para citar alguns. Neste 1º de junho, chegou a vez da pin up do rock and roll, a genial cantora e compositora americana Debbie Harry. Outro ícone da música pop.

Nascida em Miami e criada em New Jersey e Nova York, Debbie demorou a mergulhar de cabeça na carreira de cantora. Antes de isso ocorrer, foi vocalista de apoio, dançarina de boates e até mesmo coelhinha da Playboy, atuando em um dos clubes de Hugh Hefner. Aí, conheceu o guitarrista e compositor Chris Stein, e sua vida enfim tomaria o rumo certo, já aos 30 anos de idade.

Com ele, que se tornaria seu parceiro musical e afetivo, criou a banda Blondie, que se tornou conhecida atuando em lugares como o célebre CBGB e conseguiu um contrato com a Chrysalis Records, lançando o primeiro álbum em 1976. Em plena efervescência do punk rock, o Blondie aproveitou o som energético daquele movimento para ir além.

Pode-se dizer que Harry, Stein e sua turma foram fundamentais na criação da new wave, estilo roqueiro que propunha uma mistura de rock, funk, o então ainda incipiente rap, pop e o que mais pintasse com uma roupagem sacudida e calcada em boas melodias e batidas rítmicas. Como ponta de lança, a ótima voz e o visual blonde ambition de Harry.

Em pouco tempo, Debbie Harry se tornou um dos rostos mais marcantes do rock and roll. Lógico que só a beleza não conseguiria tornar a loira fatal tão marcante. Além de ótima voz, seu carisma nos palcos e as ótimas composições feitas por ela em parceria com Stein e os outros colegas de banda foram os responsáveis por tanto sucesso.

O catálogo do grupo americano inúmeras maravilhas. One Way Or Another, por exemplo, é o punch do punk lapidado rumo a uma pegada rocker mais tradicional. Rapture traz o rap para o olho do furacão pop em 1980, enquanto The Tide Is High faz o mesmo com uma releitura pop deliciosa do reggae. Heart Of Glass, por sua vez, com a então no auge disco music. E por aí vai. e vai muito bem.

E outros hits devem ser citados: Atomic, Call Me (bela parceria com Giorgio Moroder), Union City Blues, Picture This… Após 18 anos longe dos palcos, o grupo voltou à cena em 1999 com outro sucesso explosivo, Maria, e desde então vem se mantendo na ativa, tendo lançado um novo trabalho em 2014.

Como artista solo, Miss Harry também lançou alguns trabalhos bacanas, entre os quais Koo Koo (1981), produzido por Nile Rodgers e incluindo a ótima Backfired. Ela também atuou como atriz em diversos filmes, incluindo o perturbador Videodrome. Caso típico de incrível beleza externa e interna. Parabéns!!!

Heart Of Glass– Blondie:

One Way Or Another– Blondie:

Rapture– Blondie:

Call Me– Blondie:

Backfired– Debbie Harry:

Jamie Cullum grava a parceria com Nostalgia 77 em novo CD

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Por Fabian Chacur

Jamie Cullum não se cansa de lançar novos e bons trabalhos. Com 35 anos de vida e uns 20 de estrada, este excelente cantor, compositor e tecladista britânico lançou em 2013 o excelente Momentum (leia a crítica aqui). Pois ele já está com CD novo. Trata-se de Interlude, parceria com o grupo britânico Nostalgia 77. Outro golaço.

O contato entre Cullum e Benedic Lamdin, produtor, músico e líder do Nostalgia 77, ocorreu quando o primeiro entrevistou o segundo em seu programa de rádio. Ficou clara a empatia entre eles, e a ideia de um trabalho em conjunto logo se concretizou, gravado em janeiro. Com dez anos de carreira fonográfica, o grupo de Lamdim é do tipo conceitual, reunindo músicos e também incluindo samplers e outros recursos eletrônicos, e já lançou vários CDs elogiados.

Interlude é basicamente um disco de jazz tradicional, com tempero de blues e pop aqui e ali. O bate-bola entre Jamie Cullum e os músicos do Nostalgia 77 é delicioso, com destaque para o pianista Ross Stanley. O repertório se divide entre standards de jazz e releituras com esse espírito de músicas de autores como Richard Carpenter, Randy Newman e Surfjan Stevens.

Dois duetos marcam presença no álbum. Em Good Morning Heartache, a cantora Laura Mvula faz um belo dueto com Cullum, enquanto em Don’t Let Me Be Misunderstood é a vez de Gregory Porter dar um tom soul ao clássico do folk. Sack O’Woe, My One And Only Love, Lovesick Blues, Walkin’ (de Richard Carpenter, dos Carpenters) e Make Someone Happy são outros pontos bacanas de um álbum delicioso. Acertou de novo, heim, Mr. Cullum?

Good Morning Heartache – com Laura Mvula:

New Jersey, do Bon Jovi, volta em caprichada edição Deluxe

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Por Fabian Chacur

O grupo americano Bon Jovi demorou três álbuns para conseguir chegar ao topo do universo roqueiro. Quando isso ocorreu, no entanto, foi a glória. Slippery When Wet (1986) vendeu milhões de cópias no mundo todo e colocou o quinteto à frente dos concorrentes no setor heavy metal melódico. Mas como fazer para manter esse sucesso todo? Eis o desafio que seu disco posterior, New Jersey, teve de encarar.

A Universal Music acaba de lançar no Brasil uma Deluxe Edition deste álbum que nos permite a chance de entender o porque New Jersey conseguiu atingir o seu objetivo, que era firmar de vez a banda integrada por Jon Bon Jovi (vocal), Richie Sambora (guitarra), Alec John Such (baixo), Tico Torres (bateria) e David Bryan (teclados) no topo do universo roqueiro em termos comerciais.

Logo após o fim da turnê que divulgou Slippery When Wet, o grupo concentrou esforços no sentido de reunir um novo repertório consistente. A escolha foi cirúrgica, com canções na mesma linha do trabalho anterior, mas sem cair em uma repetição exagerada. Ou seja, mantinham o estilo vencedor, mas sem xerocopiá-lo em demasia.

No setor rocks mais ardidos, temos Lay Your Hands On Me, Bad Medicine e Homebound Train como destaques. A balada mais ardida Wanted Dead Or Alive do disco anterior teve como sucessora a ótima Stick To Your Guns, enquanto as românticas mais melosas tiveram em Born To Be My Baby e I’ll Be There For You os momentos que cativaram as fãs mundialmente.

New Jersey vendeu tanto quanto Slippery When Wet e de quebra gerou uma turnê mundial que durou 16 meses, com direito a 267 shows em 26 países, incluindo o Brasil, onde eles tocaram pela primeira vez em janeiro de 1990 durante o badalado Hollywood Rock Festival no Rio e em São Paulo. A partir de então, o Bon Jovi nunca mais saiu dos estádios e das paradas de sucesso.

A caprichada Deluxe Edition de New Jersey traz dois CDs. No primeiro, o álbum original remasterizado e com o acréscimo de três faixas bônus: The Boys Are Back In Town (cover da banda Thin Lizzy), Love Is War e a versão acústica de Born To Be My Baby, que Jon Bon Jovi considera melhor do que o registro elétrico incluído no álbum normal.

O segundo CD inclui as demos gravadas para o álbum e até então inéditas, com direito a versões bem mais cruas de algumas das faixas de New Jersey e também algumas que não saíram nesse disco, sendo ou gravadas posteriormente pela própria banda ou registradas por artistas como Cher e Alice Cooper. De quebra, uma embalagem linda e um encarte luxuoso com direito a texto impecável contando a história do CD, letras e ficha técnica completa.

Ouça em streaming o CD New Jersey, do Bon Jovi:

Ouça em streaming o CD bônus da edição Deluxe de New Jersey:

Yusuf Islam (ex-Cat Stevens) cantará no Brasil

Por Fabian Chacur

Nos anos 70, ele chegou a morar por aqui, mas nunca fez shows oficiais, apenas canjas informais. Desta vez, no entanto, o cara não só voltará a nos visitar como irá nos proporcionar três apresentações no Brasil. Estou falando de Yusuf Islam, que se tornou mundialmente conhecido com o nome artístico Cat Stevens.

O cantor, compositor e músico britânico cantará em São Paulo nos dias 16 (ás 22h) e 17 (às 20h) de novembro no Credicard Hall, enquanto no Rio, onde morou, no dia 20 de novembro, no Citibank Hall. Os ingressos começam a ser vendidos entre 24 e 30 de julho em pré-venda, e a partir do dia 31 de julho para o público em geral.

O preço dos ingressos vai de R$ 90 a R$ 950 em São Paulo, enquanto no Rio ficarão entre R$ 240 e R$ 920. Mais informações poderão ser obtidas através do fone 4003-5588 (de alcance nacional) ou então pelo site www.ticketsforfun.com.br .

Cat Stevens nasceu na Inglaterra no dia 21 de julho de 1948, ou seja, vai completar 65 anos de idade na próxima segunda-feira (21). Ele se tornou conhecido inicialmente em 1967 com as músicas I Love My Dog e Matthew And Son, com uma sonoridade folk levemente psicodélica e com arranjos de cordas.

Em 1968, a tuberculose o tirou de cena durante bons meses, durante os quais ele aprofundou sua espiritualidade e compôs mais de 40 músicas. Quando voltou, em 1970, seu trabalho se aproximou do então ascendente bittersweet rock, com ênfase em violões, letras confessionais e no tom grave e inconfundível de sua bela voz.

Durante os anos 70, emplacou hits como Father & Son, Wild World, Moonshadow, Oh Very Young, Peace Train e Morning Has Broken, assim como álbuns do naipe de Tea For The Tillerman (1970), Teaser And The Firecat (1971) e Catch Bull At Four (1972) que o tornaram um dos mais populares cantores/compositores daquele período.

Ao converter-se ao islamismo em 1977, ele gradualmente foi se afastando da música, até lançar em 1978 o álbum Back To Earth, saindo de cena musical em 1979 para se dedicar integralmente à nova fé. Esse estado de coisas iria perdurar até os anos 2000, quando, incentivado pelo filho, retomou aos poucos o gosto pela arte.

Em 1996, 28 longos anos após Back To Earth, ele lançou An Other Cup, agora se valendo do nome Yusuf, que adotou após a conversão. A sonoridade se mantinha fiel ao folk-pop-rock dos anos 70, assim como sua voz permanecia inconfundível, em hits como a bela Heaven/Where True Love Goes, comparável a seus antigos clássicos.

Após inúmeros shows e turnês, Yusuf mostrou que o retorno era mesmo para valer com um novo e também ótimo álbum, Roadsinger (2009), novamente bem recebido por público e críticos. Ótimos DVDs gravados ao vivo nos anos 70 e na nova fase ressaltaram a consistência artística desse retorno, misturando bem hits novos e antigos.

Ouça Where Do The Children Play, com Cat Stevens:

Ouça Heaven/Where True Love Goes, com Yusuf:

Priscilla Pach mostra talento em CD Blue

Por Fabian Chacur

Boa voz, composições interessantes e um estilo que mostra influências de artistas como Taylor Swift, Jewel e Shania Twain. Tudo isso com apenas 17 anos. Essa é Priscilla Pach, que está estreando no meio fonográfico com o CD Blue, álbum produzido por Ronaldo Rayol que soa como eficiente cartão de apresentações.

Um bom exemplo do repertório do disco de estreia dessa jovem cantora e compositora de cabelos longos é Get Over You, canção com levada country moderna, melodia delicada e letra direta na qual a voz funciona como a cereja do bolo, afinada e colocada com bom gosto.

Priscilla morou nos EUA e estudou em escolas de lá desde os 11 anos, o que a ajudou a desenvolver de forma muito boa a pronúncia da língua inglesa, idioma que usa para escrever suas letras. Ela afirma ter por volta de 40 composições próprias em seu acervo, e revela ser também fã das brasileiras Rita Lee e Cássia Eller.

O álbum Blue traz 12 faixas e foge das traquitanas eletrônicas que às vezes só servem para disfarçar a falta de talento de algumas artistas. Aqui, temos guitarras, violões, baixo, teclados, bateria e percussão, com arranjos de cordas em três faixas. O foco fica na voz de Priscilla.

Se em alguns momentos o noviciado cobra o seu preço, algo bastante natural para quem está começando, no todo a estreia de Priscilla Pach mostra que o cenário country pop brasileiro (e, porque não, mundial) está ganhando mais um nome com um potencial bastante grande a ser desenvolvido. Vale ficar de olho nessa garota!

Saiba mais sobre ela em www.priscillapach.com

Ouça Get Over You (versão acústica) com Priscilla Pach:

Herbie Hancock voltará ao Brasil em agosto

Por Fabian Chacur

Herbie Hancock, um dos nomes mais importantes da história do jazz, voltará ao Brasil em breve. O tecladista, maestro e arranjador americano vai tocar no Credicard Hall (SP) no dia 22/8 e no dia 24/8 no Citibank Hall (RJ). Também está prevista uma apresentação do artista no Festival MIMO, em Paraty (RJ).

Nascido em 12 de abril de 1940 nos EUA, Herbie Hancock traz como marca registrada a amplitude de sua visão musical, nunca se restringindo a um único estilo musical, embora sempre tenha tido como embasamento o jazz e a música erudita. Ele se tornou conhecido do grande público em meados dos anos 60.

De um lado, gravou discos solo que tornaram conhecidas na época músicas como Cantaloupe Island (relida com muito sucesso em 1993 com o título Cantaloup-Flip Fantasia pelo grupo US3) e Watermelon Man (sucesso também na gravação de Mongo Santamaria). Do outro, integrou o segundo quinteto de Miles Davis, que também incluía gênios como Ron Carter (baixo), Tony Williams (bateria) e Wayne Shorter (sax).

Nos anos 70, investiu com categoria em uma fusão de jazz e funk music no álbum The Headhunters (1973), que fez sucesso comercial e influenciou inúmeros músicos dos quatro cantos do mundo. Em 1983, lançou o álbum Future Shock, cuja faixa Rockit estourou nas paradas e marcou uma pioneira fusão de jazz, funk e rap, divulgada por um clipe sensacional.

Em sua estante de premiações, o músico americano ostenta 14 troféus Grammy, sendo um deles vencido na categoria álbum do ano com River: The Joni Letters, gravado em homenagem à cantora, compositora e musicista canadense Joni Mitchell. Seu álbum The Imagine Project (2010) contou com participações especiais de Jeff Beck, Seal, Dave Matthews, Chaka Khan e a brasileira Céu.

Hancock nos visitou várias vezes e sempre teceu grandes elogios à música brasileira, tendo tocado com Milton Nascimento e Céu, entre outros. Os ingressos para os shows em São Paulo custam de R$ 30a R$ 450, enquanto no Rio os preços variam de R$ 70 a R$ 400. Mais informações: 4003-5588 e www.ticketsforfun.com.br .

Veja o inovador clipe de Rockit, com Herbie Hancock:

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