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Pedro Mariano faz show de sua turnê DNA no Rio de Janeiro

photo by Dani Gurgel | Da Pa Virada

Por Fabian Chacur

Em 2018, Pedro Mariano lançou o DVD/CD DNA (Nau/Lab 344), gravado ao vivo com orquestra no Teatro Alfa, em São Paulo. Desde então, o cantor divulga este trabalho com uma turnê que já passou por diversas capitais brasileiras, com ou sem o acompanhamento orquestral. Desta vez, ele retorna ao Rio de Janeiro para uma apresentação com sua banda neste sábado (2/11) às 21h no Teatro VillageMall (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos custando de R$ 100,00 a R$ 180,00.

DNA traz quatro músicas inéditas, releituras de canções alheias e também hits dos mais de 20 anos de carreira do filho de Elis Regina e Cesar Camargo Mariano. No show, ele também acrescenta outros sucessos que ficaram de fora deste lançamento. Ele será acompanhado por seus fiéis escudeiros musicais: Conrado Goys (violões e guitarras), Thiago Gomes (bateria), Leandro Matsumoto (baixo) e Marcelo Elias (teclados e direção musical).

Leia entrevista com Pedro Mariano falando sobre DNA e outros temas aqui .

DNA (clipe ao vivo)- Pedro Mariano:

Jão encerra primeira turnê e divulga clipe de Louquinho

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Por Fabian Chacur

O cantor e compositor paulista Jão está a mil por hora na cena do pop brasileiro. O artista encerrou em junho sua primeira turnê nacional, que rendeu mais de 40 shows sempre com lotação esgotada. Ele divulgou nessas apresentações o seu primeiro álbum, Lobos, lançado pela Universal Music e que lhe rendeu a marca absurda de mais de 100 milhões de streams.

Como prova de que não está a fim de sentar em cima das glórias já conquistadas, ele acaba de divulgar um novo single, Louquinho, com direito a um clipe elaborado com ambiente de boxe que, em apenas quatro dias, já ultrapassou a marca de 1.3 milhão de visualizações no Youtube.

O artista explica que o clima da tour inspirou essa canção, que é puro r&b atual: “A turnê me modificou muito como artista e nas coisas que eu presto atenção. Fiquei um pouco viciado na minha conexão com os fãs, então minha cabeça se formatou para pensar em músicas que tragam essa sensação do show. Que a gente possa cantar junto, pular e possa ser aquele momento de catarse”.

Além do álbum, Jão também gravou anteriormente singles de sucesso com Ludmilla (A Boba Fui Eu) e a banda Lagum (Andar Sozinho).

Leia entrevista com este cantor e compositor aqui.

Louquinho (clipe)- Jão:

Negra Li faz show em SP com direito a seus hits e novidades

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Por Fabian Chacur

Quando criança, Negra Li cantava em igrejas e também tentava copiar a cantora americana Whitney Houston. Aos 16 anos, apaixonou-se pelo rap. Com elementos dessas origens musicais e também de pop, MPB e soul, a cantora, compositora, rapper e atriz construiu uma carreira consistente com direito a itens bacanas no currículo. Ela será a atração em São Paulo nesta sexta (26) às 21h30 no Sesc Belenzinho- Comedoria (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

A trajetória musical de Negra Li começou a ganhar fôlego com sua participação no grupo de rap RZO. Em 2004, deu início a uma nova fase de sua carreira ao gravar em dupla com o também integrante do RZO, o rapper Helião, o CD Guerreiro, Guerreira, com boa repercussão. O álbum a seguir já era solo, o bem-sucedido Negra Livre (2006), que mostrava essa fusão de rap, r&b e pop de forma bem consolidada.

Em 2006, estrelou ao lado de Leilah Moreno, Cindy e Quelynah o filme Antonia, de Tata Amaral, que gerou uma trilha sonora de sucesso e também uma série global. Em 2012, viria o seu segundo trabalho solo, Tudo de Novo. Com ótima voz, carisma e personalidade, ela rapidamente atraiu as atenções de público, crítica e meio musical.

Em 2014, o CD Você Vai Estar Na Minha-Duetos mostrou todo o poder de fogo da cantora, pois a traz cantando em dueto com artistas-grupos do porte de Caetano Veloso, Nando Reis, Charlie Brown Jr., Skank, Akon, Pitty, Rappin’ Hood e Sérgio Britto, entre outros. No show no Sesc Belenzinho, ela dará uma geral nos hits e também mostrará novidades, como a inédita Malandro Chora, prevista para entrar em um novo álbum prestes a ser lançado pelo novo selo White Monkey.

Você Vai Estar Na Minha (clipe)- Negra Li:

Pedro Mariano lança um novo projeto com orquestra: DNA

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Por Fabian Chacur

Após a bem-sucedida turnê com a qual divulgou seu DVD/CD Pedro Mariano e Orquestra (2014), Pedro Mariano estava preparando um novo álbum gravado em estúdio, quando surgiu a proposta para outro trabalho com acompanhamento orquestral. Foi dessa forma que surgiu DNA, DVD/CD gravado ao vivo no Teatro Alfa, em São Paulo, mais um envolvimento do cantor com esse formato musical tão sofisticado.

Em entrevista exclusiva feita via telefone a Mondo Pop, o intérprete com 43 anos de idade, sendo 23 deles dedicados à música, explica como houve a mudança de foco que gerou seu novo trabalho, detalhes sobre ele e também sua visão da atual cena musical brasileira, e como se manter ativo em um momento tão complicado para todos.

MONDO POP- Sua ideia inicial, após ter lançado Pedro Mariano e Orquestra, era dar continuidade a essa experiência logo a seguir?
PEDRO MARIANO– Na verdade, não. Eu planejava gravar um álbum de estúdio, e já havia começado a planejá-lo. Só que eu havia concebido um novo projeto com orquestra para realizar daqui a algum tempo, e como essas leis de incentivo fiscal te obrigam a solicitar tudo com muita antecedência, foi o que fiz. E a autorização saiu muito antes do que eu esperava, e um patrocinador me perguntou se eu não poderia fazer esse projeto agora.

MONDO POP- Aí, o que era para ser uma coisa virou outra?
PEDRO MARIANO
– Isso. A ideia foi levar o que estávamos fazendo em estúdio para esse formato de orquestra, só que de uma forma diferente. No primeiro projeto, levei tudo para o ambiente orquestral. Neste, fiz o contrário, a orquestra veio até mim. O outro era mais classudão, mais tradicional. Este novo tem mais a ver com o meu som. E trabalhar com orquestra pode ter diversos formatos. Eu me inspirei muito nos feitos pelo Sting, pelo Metallica e pelo Peter Gabriel. As possibilidades são quase infinitas. Acho que isso não termina aqui.

MONDO POP- Como você compara um projeto com o outro, em termos de realização?
PEDRO MARIANO
– O primeiro DVD/CD orquestral foi marcante por diversos aspectos. Senti-me muito confortável para fazer este segundo, sendo que tudo foi muito complexo da primeira vez.

MONDO POP- O espírito geral do trabalho se manteve? Qual era a essência de tudo?
PEDRO MARIANO
– Pensava em reunir canções que tivessem como tema de onde você veio e para onde você quer ir, que tocassem no tema de uma forma introspectiva, analítica, emocional e psicológica. Tinha a música DNA (Edu Tedeschi) há uns cinco anos. Aí, o Jair Oliveira me mandou seis novas composições, e vi que uma delas, Labirinto, tinha a ver com algo que uma pessoa próxima a mim estava vivendo.

MONDO POP- Além dessas duas, temos mais duas inéditas. Como você faz normalmente a seleção de músicas para seus trabalhos?
PEDRO MARIANO
Alguém Dirá (Pedro Altério e Pedro Viáfora) e Enfim (Daniel Carlomagno) são as outras inéditas, e normalmente parto das composições inéditas para iniciar um trabalho. Também busco canções conhecidas inéditas na minha voz, pois ter músicas que as pessoas já conhecem no repertório sempre ajuda a esquentar as plateias, só canções inéditas deixa tudo meio monótono. E neste trabalho também incluí algumas do anterior, que mudaram muito durante a turnê de lançamento, e eu queria registrar essas novas roupagens.

MONDO POP- Como foi para você gravar o dueto virtual com sua mãe, Elis Regina, em Casa No Campo, contracenando com o vídeo?
PEDRO MARIANO
– Eu tinha lançado essa música como single no ano passado. Quando gravo shows ao vivo, gosto de fazer o show de forma contínua, não curto ficar regravando, só mesmo quando ocorre algum problema técnico. Mas Casa No Campo eu tive de fazer umas duas ou três vezes, por causa da sincronia com o vídeo. Foi emocionante.

MONDO POP- Você iniciou a sua carreira no auge de vendas dos CDs, vendendo mais de cem mil cópias de um deles (Voz no Ouvido-2000), que te rendeu um disco de ouro. Muita coisa mudou desde então. Como você encara o cenário atual?
PEDRO MARIANO
– Não se consome música como antigamente. Em termos de receita, isso te limita, e tem outros problemas que não falam a língua da música que te atrapalham bastante. A internet te abre caminhos, não sei se isso é para o bem ou para o mal, pois muitas dessas perguntas que surgiram nesses últimos anos não tem uma resposta clara. Tem artistas se posicionando bem com as plataformas digitais, que, como sabemos, não pagam nada.

MONDO POP- Qual é a vantagem de estar inseridos nelas, então?
PEDRO MARIANO
– Elas te dão notoriedade, mas você na verdade não sabe se dá certo. Minhas músicas mais bem-sucedidas no Spotify, por exemplo, são as que lancei de dez anos para cá. As pessoas procuram as coisas mais contemporâneas, e é o que as plataformas oferecem a elas. O que me preocupa é a forma como as pessoas tem consumido música, não acompanham mais os artistas, suas ramificações. Ninguém procura a informação, tem muito “mais do mesmo”.

MONDO POP- Como será a divulgação de DNA, em termos de shows? Todos os shows da turnê serão acompanhados por orquestra?
PEDRO MARIANO
– Faço shows com vários formatos (voz e piano, banda, orquestra etc) porque o barco tem de seguir. Na turnê anterior, fiz shows acompanhado por orquestras locais, mas o custo não caiu tanto como seria de se imaginar.

MONDO POP- Você lançou DNA pelo seu selo, o Nau, em parceria com a gravador LAB 344. Como avalia essa experiência de ter o próprio selo nos últimos anos, depois de ter sido contratado de gravadoras grandes?
PEDRO MARIANO
– O meu selo está sendo muito produtivo. Tenho bons parceiros. Quero sempre continuar fazendo meus trabalhos no meu tempo, do jeito que quero. Era difícil, continua difícil, mas esse nunca foi o foco. Vou sentindo o clima, não planejo nada nem para daqui a seis meses. Continuo lançando CDs e DVDs, mas o formato físico virou mais um portfólio do que um produto de consumo, tem mais um efeito emotivo, é um presente que você pode autografar.

De Peito Aberto (do DVD DNA)- Pedro Mariano:

Jorge Ailton lança o seu 3º CD solo com “arembi” elegante

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Por Fabian Chacur

O cantor, compositor e músico carioca Jorge Ailton iniciou a sua trajetória profissional há 19 anos, tocando na banda de Sandra de Sá. Desde então, além de acompanhar artistas do calibre de Mart’nália, Toni Garrido, Paula Toller e Lulu Santos (com quem toca há oito anos), ele também investe em uma carreira solo que acaba de gerar seu terceiro fruto, o álbum Arembi, lançado pela gravadora Lab 344.

O título do CD (também disponível nas plataformas digitais), uma transcrição fonética adaptada do original r&b (rhythm and blues) é uma forma criativa de explicitar o desejo de Ailton em termos musicais.

“O título do álbum parece um nome suburbano, aquela coisa colaborativa. O r&b, o soul, são na verdade sotaques, como o samba; ouvi isso a vida inteira, frequentei os bailes, os ambientes, curti as variações desse estilo musical, via o pessoal dançar, aí surgiu naturalmente a minha forma de mostrar essa sonoridade”, explica.

Arembi traz 11 músicas, sendo cinco só dele e outras seis escritas com parceiros como Lulu Santos, Ronaldo Bastos, Fernanda Abreu e Hyldon. “Esse disco é como se eu tivesse chegado em casa, enquanto nos discos anteriores (O Ano 1, de 2010, e Canções em Ritmo Jovem, de 2013) eu ainda estava no caminho. Agora eu me sinto mais à vontade”.

O baixista considera muito importante as experiências que teve integrando bandas de apoio de outros artistas. “Acho que o mais bacana do artista é manter a antena sempre ligada. Procuro pegar o que cada artista que acompanhei tem de bom, como a explosão da Sandra e da Mart’nália, a organização do Lulu… Peguei um pouquinho de como cada um deles lida com as suas carreiras e procurei aprender, além de trazer coisas para a minha própria”.

A ideia de Jorge Ailton é conciliar a carreira solo com o trabalho com outros artistas enquanto for possível. “Acho uma tendência normal no futuro ser só artista solo, mas continuo fazendo as duas coisas. O escritório do Lulu é muito bem organizado, e ele sempre dá muito espaço para quem toca com ele, sabe reconhecer talentos. O Davi Moraes, por exemplo, também concilia o trabalho solo com atuação em bandas de outros cantores”.

As onze faixas de Arembi investem em várias tendências da black music de forma envolvente. “Acho que o meu som tem uma sensualidade elegante que mistura sons eletrônicos e orgânicos; esse é um disco feito com amigos, todos os envolvidos tem uma vida pregressa comigo, como o Mondego (produtor do CD), que conheço há mais de 20 anos”.

Isso Que Não Tem Nome (clipe)- Jorge Ailton:

Jão faz trabalho autoral após cover bem-sucedido de Anitta

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Por Fabian Chacur

Jão e Anitta ainda não se conhecem pessoalmente, mas o cantor e compositor paulista deve uma à estrela pop brasileira. Um fã-clube da cantora encontrou no Youtube um cover feito por Jão da música Bang!, e proporcionaram ao clipe caseiro quase 400 mil acessos. Um ano e dois meses depois, surge a Universal Music, que o contratou e agora aposta na vertente autoral do artista de 23 anos, com os singles Álcool e Ressaca.

Ao contrário do que os títulos podem dar a entender, o artista oriundo da cidade de Américo Brasiliense e há quatro anos radicado em São Paulo não investe em relatos de bebedeiras a la sertanejo universitário em suas letras. “Essas duas músicas foram feitas a partir do contraste entre a expectativa e o resultado final, saiu do óbvio”, explica.

O nome artístico, básico e curiosamente igual ao do guitarrista e fundador do grupo punk Ratos de Porão, entrou na vida de João Vitor Romania quando ele ainda era criança. “Na hora de definir meu nome artístico, achei Jão ideal, porque é muito prático, simples e fácil de falar, além de me acompanhar desde a minha infância”.

A música faz parte da vida de Jão desde sempre, pois, segundo ele, sua família é muito festeira e bem musical. Ainda em sua cidade natal, aprendeu sozinho a se gravar com o auxílio de um computador, e seu objetivo era fazer coisas diferentes, fugindo do habitual voz e violão. E foi dessa forma que gravou a releitura de Bang!.

Os clipes dos singles foram gravados tendo locais específicos de São Paulo como cenário. “Nunca imaginei que pudesse participar de dois clips feitos de forma tão profissional, mostrando São Paulo de uma forma muito legal. Ficaram ótimos”, avalia. As faixas farão parte de seu primeiro EP, previsto para sair no primeiro semestre de 2018 pela via digital. “Serão lançados alguns singles antes, e por enquanto não pensamos em lançar em CD ou vinil”.

A música de Jão é basicamente r&b moderno, mas buscando caminhos próprios. “A música tem de mexer com as pessoas, trazer emoções, para fazer você se divertir, pensar; gosto de misturar elementos musicais, criar algo novo”. E não nega que amaria gravar com Anitta. “Ela viu o meu clipe e disse que adorou, adoraria fazer um trabalho com ela”.

Álcool (clipe)- Jão:

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