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Novo CD de Ringo Starr chega às lojas brasileiras em breve

ringo starr give more love cover-400x

Por Fabian Chacur

Para os fãs do formato físico, mais precisamente do CD, e de Ringo Starr, neste caso, uma boa notícia. Está chegando às lojas brasileiras nos próximos dias o novo álbum do ex-Beatle, Give More Love, que também está sendo disponibilizado para download pago e nas diversas plataformas de streaming. A edição será a mesma que já saiu no exterior.

Give More Love é o sucessor de Postcards From Paradise (2015), e não está indo muito bem das pernas em termos comerciais. Nos EUA, atingiu apenas a posição de número 128, ainda pior do que a de seu antecessor, que chegou ao posto de nº 99. Curiosamente, até o momento a melhor performance do álbum foi na República Tcheca, na qual o trabalho do baterista mais famoso do mundo chegou ao nº18 dos charts locais.

O novo álbum do astro britânico traz um elenco repleto de amigos célebres no cenário musical, como tem sido praxe em sua carreira solo. O maior deles, Paul McCartney, marca presença em We’re On The Road Again e Show Me The Way. Aliás, o título da primeira (estamos na estrada novamente) tem tudo a ver, pois McCartney tocará no Brasil em outubro, e Ringo tem oito datas para cumprir em Las Vegas.

Além do velho e bom Macca, Mr. Starkey tem a seu lado em Give More Love os craques Steve Lukather, Peter Frampton, Richard Marx, Dave Stewart, Joe Walsh, Glen Ballard, Timothy B. Schmit e Edgar Winter, entre outros. O álbum traz 10 composições inéditas de Ringo escritas com diversos parceiros. Como bônus, releituras de Back Off Boogaloo, Photograph, You Can’t Fight Lightining e Don’t Pass Me By.

O projeto inicial de Ringo era gravar um álbum totalmente country, mas essa ideia acabou sendo deixada de lado, sendo que a única faixa que se encaixa bem nessa praia é a bela So Wrong For So Long. De resto, temos rock básico, baladas e um pouco de pop, com destaque para We’re On The Road Again, Show Me The Way e Standing Still. Um trabalho despretensioso, básico e divertido de se ouvir.

We’re On The Road Again– Ringo Starr:

Ringo Starr, 75 anos: ainda o melhor baterista dos Beatles

Ringo Starr

Por Fabian Chacur

Nesta terça-feira (7), um certo Richard Starkey não só completou 75 anos de idade como garantiu que continuará tocando o instrumento musical que o tornou famoso mundialmente, a bateria. Bela notícia para os fãs do melhor rock and roll. E porque, em pleno 2015, ainda há quem o considere um músico medíocre, um mero sortudo, um quase coitado? Qual seria a razão?

Antes de qualquer coisa, Ringo Starr, um cara que merece mais do que ninguém usar “estrela” como sobrenome, é um sobrevivente. Em seus tempos de criança e adolescente, teve sérios problemas de saúde que davam a entender que o cara não duraria muito. Provavelmente todos os médicos que previam isso já estão do outro lado do mistério. E o cara aí, firme e forte, para nossa felicidade.

Mas vamos ao que interessa. Qual seria a razão pela qual acham esse cara um baterista ruim? Pois vamos aos argumentos contrários a essa tese pateta. Logo de cara: o cara entrou nos Beatles em 1962, e foi a partir daí que a maior banda de todos os tempos engatou uma terceira rumo ao estrelato. Ele era a peça que faltava. Exata, perfeita.

Vale lembrar que Pete Best foi sacado do time basicamente por suas limitações musicais. Se Ringo fosse ruim, não teria sido aprovado por John, Paul, George e principalmente por George Martin, o produtor do grupo. Mais: se aprovado em uma primeira instância, não teria durado muito. Afinal, eles nem se conheciam há tanto tempo assim. Não eram amigos quase que de infância, como os outros três. O que custaria dar um cartão vermelho a ele?

Ouvir os discos dos Beatles em sequência é admirar uma banda que já surgiu em um patamar alto e que, a cada novo trabalho, crescia a olhos vistos em termos técnicos e artísticos. Pode ser que individualmente não fossem os melhores músicos, mas, juntos, formavam um time simplesmente imbatível, capaz de façanhas musicais incríveis.

Vale a lembrança: John, Paul, George e Ringo sempre atuaram a favor das canções, e nunca em nome de egocentrismos típicos de outros músicos tecnicamente mais proficientes, mas que simplesmente não sabem a hora de parar de jogar notas fora. Nos Beatles isso nunca ocorreu. Cada acorde, cada vocalização, cada harmonia sempre tinha uma função positiva.

E Ringo era peça chave nessa história toda. Como uma banda com a diversidade de criação dos quatro de Liverpool poderia ter um baterista ruim? Como tocar rock and roll básico, country, soul, heavy metal, rock progressivo, vaudeville etc etc etc (e tome etc!) sem ter um cara versátil tomando conta da parte percussiva e rítmica? Com os resultados obtidos pelos Beatles, impossível.

Se no grupo que lhe deu fama mundial o cara arrebentou, não decepcionou na carreira solo. Emplacou singles e álbuns no 1º lugar das paradas de todo o mundo, maravilhas como Ringo (1973), Goodnight Vienna (1974) e Stop And Smell The Roses (1982), por exemplo, e hits como Photograph, It Don’t Come Easy, Six O’Clock e Wreck My Brain?

Se todos esses argumentos já não bastassem, a partir de 1989 o cara criou a All Starr Band, na qual tocou ao lado de alguns dos maiores e mais famosos músicos do cenário roqueiro. Entre outros, já marcaram presença por lá Levon Helm, Rick Danko, Peter Frampton, Jack Bruce, Joe Walsh, Billy Preston, Todd Rundgren, Mark Farner, Gary Brooker, Eric Carmen, Gregg Lake, Colin Hay, Steve Lukather etc (e tome outros inúmeros etc).

Você acha em sã consciência que esse povo todo tocaria na banda do Ringo se o considerassem um músico ruim, só pela grana? E vale a lembrança de que Starr também gravou com gente do porte de B.B. King, por exemplo, além de ser o único ex-Beatles a ter participado dos trabalhos de seus três ex-colegas.

Se depois de todos esses argumentos alguém continuar se atrevendo a rotular Ringo Starr como “músico medíocre” ou “o cara mais sortudo do mundo da música”, desculpem-me, mas não vou ficar aqui perdendo o meu tempo com a ignorância alheia. Ou melhor, a falta de capacidade de avaliar a musicalidade alheia. Prefiro ficar ao lado de gente como Ian Paice, do Deep Purple, um dos inúmeros fãs ilustres de Mr. Starkey. E estarei bem acompanhado.

Abbey Road- The Beatles-álbum na íntegra:

Blast From Your Past (coletânea) na íntegra- Ringo Starr:

Ringo e seus amigos agitam o Credicard Hall

Por Fabian Chacur

Se há um grupo que merece o nome que tem é certamente a All Starr Band. Em seus 24 anos de existência, sempre capitaneada pelo ex-Beatle Ringo Starr, teve em suas fileiras alguns dos mais importantes e talentosos músicos da história do rock. E a atual formação, que tocou nesta terça-feira (29) no Credicard Hall (SP) manteve a excelência habitual. Entretenimento de primeira linha.

Durante as quase duas horas de show, Ringo e sua turma nos ofereceram um hit atrás do outro, extraídos do repertório dos Beatles, da carreira solo de Mr. Starkey e também do currículo dos ilustres músicos presentes. Tudo tocado com muita garra, swing e disposição. Delicioso ver o empenho de cada um deles para tornar o momento solo do colega muito especial. Um luxo.

Lógico que seria muito complicado fazer uma análise bacana do show em bases tradicionais. Então, tive a ideia de encarar o espetáculo como se fosse um jogo de futebol, especificamente naquele capitulo de dar notas individuais a cada jogador, detalhando suas atuações. Lógico que nesta adaptação musical, a nota de todos é a máxima. Vamos aos detalhes, então.

Ringo Starr – O ex-Beatle deu um banho como baterista, tocando em parceria com Greg Bissonette, e também como cantor, naquele estilo descompromissado e sacudido. Simpático, soube cativar a plateia, além de dar generosos espaços para seus colegas de time brilharem. Entre outras, ele cantou Boys, Don’t Pass Me By, Photograph, It Don’t Come Easy, Matchbox, Yellow Submarine, I Wanna Be Your Man, With a Little Help From My Friends e duas de Ringo 2012, Wings e Anthem. Em forma aos 73 anos, é uma lenda mais viva do que nunca.

Todd Rundgren– Integrante das bandas Nazz e Utopia e um artista solo dos mais consistentes, esse cara soube como poucos em sua trajetória misturar rock, pop, soul, rock progressivo, power pop e o que mais pintasse na sua frente. Um gênio, que também tem belíssimo currículo como produtor e que nos visitou pela primeira vez. Na All Starr Band, ele tocou basicamente guitarra e violão, com grande presença de palco, correndo o tempo todo. Ele trouxe, de seu repertório, a pérola power pop I Saw The Light, a fantástica balada Love Is The Answer e a agitadíssima Bang The Drum All Day, na qual cantou e tocou percussão. Ah como eu queria ver um show solo dele! Mas valeu a amostra.

Richard Page– Baixista, cantor e compositor do Mr. Mister, boa banda de pop rock dos anos 80, ele mostrou o porque é tão procurado para fazer vocais em discos alheios. Toca baixo com precisão e muito swing, e canta que é uma beleza. Do repertório do seu extinto grupo, trouxe os megahits Kyrie e Broken Wings, além de uma música inédita. Para quem não o conhece, recomendo com entusiasmo o álbum Welcome To The Real World (1985), que inclui os dois hits e também Is It Love (tema do filme Tocaia), um belo álbum de pop rock. Pat Mastelotto, o baterista do grupo, depois foi integrar o King Crimson de Robert Fripp.

Steve Lukather – Além de guitarrista e vocalista do Toto, uma das mais bem-sucedidas bandas de pop rock dos anos 70/80, esse cara participou de mais de mil discos como músico de estúdio, entre eles um certo Thriller, de um tal de Michael Jackson. Ao vivo, esbanjou carisma, técnica, pegada e bom gosto, deixando no ar a pergunta: porque dificilmente seu nome é citado no Brasil quando o tema é melhores guitarristas de pop rock de todos os tempos? O cidadão é um monstro! Ele interpretou com categoria três hits de sua ex-banda, apoiado vocalmente pelos colegas: Rosanna, Africa e Hold The Line, três petardos que incendiaram a festa roqueira em Sampa City.

Mark Rivera – Além de diretor musical da All Starr Band há quase 20 anos, esse saxofonista, percussionista, vocalista e tecladista tem no currículo trabalhos com gente do naipe de John Lennon, Daryl Hall & John Oates, Simon & Garfunkel, Billy Joel e um caminhão de outros. Ele não tem momentos solo, mas ajuda de forma efetiva nas performances de todos os outros. Tipo do músico “pau pra toda obra”, esbanjando simpatia, boa voz e excelente desempenho nos instrumentos de sopro. Craque.

Greg Rollie – Esse cantor e tecladista integrou a Santana Band em sua espetacular fase inicial, que rendeu álbuns do naipe de Abraxas (1970) e Santana III (1971), e também fundou e integrou durante anos o Journey. Além de arrasar no Hammond e no teclado convencional, capitaneou performances de três clássicos do repertório da banda que o tornou conhecido mundialmente: Evil Ways, Oye Como Va e Black Magic Woman, que deram aos músicos a chance de improvisar de forma swingada e vibrante. Gerou os momentos latinos e salerosos do show. Vamos bailar la salsa!

Greg Bissonette – Baterista que tocou com Dave Lee Roth, Steve Lukather, Duran Duran, Richard Marx, Andy Summers e inúmeros outros, é um verdadeiro dínamo, esbanjando energia e muita técnica, sem perder um único beat. Não é nada fácil tocar ao lado de um mito como Ringo Starr, mas Bissonette se mostrou mais do que aprovado nesse desafio, dividindo com generosidade e categoria o espaço com o chefinho famoso. Versátil, encarou rock básico, hard, latinidade, baladas e pop com desenvoltura de quem sabe tudo. Fera demais!!!

obs.:a foto que ilustra esse post foi feita por Raul Bianchi, com quem tive a honra de ver esse show maravilhoso e sem o qual… Valeu, grande amigo!!!

Ouça o álbum Ringo (1973), de Ringo Starr, na íntegra:

Ringo Starr volta ao Brasil em outubro

Por Fabian Chacur

Ringo Starr parece ter gostado dos shows que fez no Brasil em 2011. Após o sucesso de sua primeira turnê por aqui, ele anuncia sua volta em 2013. Segundo a promotora Time For Fun, o ex-beatle tocará no dia 29 de outubro no Credicard Hall, em São Paulo, e no dia 31 de outubro no Teatro Positivo, em Curitiba. Preços dos ingressos e data de vendas serão anunciadas futuramente.

Os shows integram uma turnê pela América Latina que se extenderá novembro afora por vários países. Ringo e a atual encarnação de sua All Starr Band estão lançando um novo DVD, Ringo At The Ryman (UME), gravao ao vivo em Nashville no dia do aniversário do célebre baterista, 7 de julho de 2012, quando ele completou 72 anos de idade.

O roqueiro britânico também comemora o fato de que, no dia 12 de julho, será inaugurada no Museu do Grammy (situado em Los Angeles) a exposição Ringo: Peace & Love, primeiro evento desse gênero a ter como personagem principal um baterista. A mostra enfoca sua brilhante carreira como integrante dos Beatles e artista solo.

A escalação da All Starr Band atualmente inclui os músicos Steve Lukather (Toto), Gregg Rollie (Santana), Richard Page (Mr. Mister), Todd Rundgren (astro solo e líder da banda Utopia), Mark Rivera e Gregg Bissonette. Além de músicas do repertório de Ringo, o grupo toca sucessos das trajetórias de seus integrantes, o que gera um show composto apenas por hits.

Broken Wings (ao vivo), com a All Starr Band:

Africa (ao vivo), com a All Starr Band:

Documentário mostra o genial George Martin

Por Fabian Chacur

Há exatos 50 anos, um jovem produtor britânico resolveu contratar uma ainda mais jovem banda de Liverpool que havia sido recusada por literalmente todos os seus concorrentes, incluindo a matriz do conglomerado do qual seu humilde selo Parlophone fazia parte, a EMI. Houve até quem o ironizasse. Gostaria de ver a cara desses detratores hoje…

Graças a essa decisão arriscada, o tal produtor, Sir George Martin, deu a primeira e decisiva chance para que os Beatles pudessem exibir seu talento. Nos anos seguintes, eles não só dominariam o mundo como se tornariam o mais importante grupo de música da história, seja qual for o seu estilo musical. Beatles For Ever!

Para quem deseja saber um pouco mais sobre a vida desse profissional incrível e ser humano aparentemente adorável, acaba de sair por aqui, via ST2, o documentário Produced By George Martin, que saiu este ano e foi exibido por aqui na edição 2012 do festival de documentários musicais In-Edit.

Nele, temos o relacionamento entre ele e os Beatles como tema principal, incluindo entrevistas recentes com Paul McCartney e Ringo Starr ao lado do mestre. Mas a trajetória desse verdadeiro mito da música nascido no Reino Unido em 3 de janeiro de 1926 é apresentada em toda a sua amplitude, indo além de “apenas” relacionar sua vida com os Fab Four.

Do início como estudante de música aos tempos da 2ª Guerra Mundial, o emprego como produtor na EMI, a conquista do cargo de diretor artístico do selo Parlophone, a produção de discos de comédia com o ator Peter Sellers e a descoberta de John, Paul, George e Ringo estão aqui. Também temos outros momentos marcantes de seu extenso currículo.

Entre eles, o trabalho de Martin com grupos como America, Mahavishnu Orchestra, Jeff Beck e outros, a criação de seu próprio estúdio, o Air, a forma como a versão caribenha, situada na ilha de Montserrat, foi devastada por uma dessas terríveis manifestações da natureza, e de como ele luta contra a surdez. O relacionamento com o filho, o também produtor Gilles, é outro foco bacana da atração bancada pela BBC.

Além do filme, o DVD traz como atratativo 52 minutos de material adicional, o que torna a experiência de conhecer um pouco da vida de George Martin ainda melhor. Meu amigo Raul Bianchi teve a honra de conhecer esse cara pessoalmente, quando Sir George Martin veio ao Brasil. É para se roer de inveja! Mas ao menos temos este DVD para minorar nosso prejuízo…

Veja o trailer de Produced By George Martin:

Ringo 2012 soa como Starr nos anos 1970

Por Fabian Chacur

Ringo Starr é um daqueles artistas que sempre se deixou levar pelo bom humor e astral bacana, além de nunca se levar tão a sério. Tanto que há aqueles que insistem em rejeitar a importância do seu trabalho artístico. Um erro crasso.

De cara, ele figura entre os melhores bateristas de rock de todos os tempos. Fica difícil imaginar outro músico em seu lugar nos Beatles, pois Richard Starkey (seu nome de batismo) não só se encaixava feito luva na sonoridade dos Fab Four como também era versátil, talentoso e extremamente bem entrosado com seus colegas de bandas, aqueles célebres John, Paul e George.

Na carreira solo, sempre investiu em uma sonoridade roqueira sem grandes firulas, apostando em canções simples e agradáveis. Quando acertou a mão, nos proporcionou maravilhas como os álbuns Ringo (1973), Goodnight Vienna (1974) e Stop And Smell The Roses (1981), além de emplacar sucessos bacanas como Back Off Boogaloo, Photograph e Wreck My Brain.

Embora já tenha passado dos 70 anos de idade, Ringo felizmente continua mais na ativa do que nunca, como os felizardos que puderam ver seus shows no Brasil em 2011 (eu não fui um deles, buá!) tiveram a chance de conferir. Ao vivo e nos estúdios, pois ele está mantendo uma excelente média de um novo disco a cada dois anos há duas décadas.

Seu novo álbum, Ringo 2012, saiu há pouco no Brasil pela Universal Music. Nos EUA, chegou às lojas em janeiro e teve como posição mais alta a de número 80, enquanto no Reino Unido a coisa foi pior ainda, com o CD ocupando o posto de número 181.

Uma injustiça, pois o novo trabalho do ex-beatle é uma bela profissão de fé no velho e bom rock and rol.

São aproximadamente 29 minutos (distribuídos por nove músicas) sem um único acorde jogado fora.

Marcam presença no álbum um elenco de músicos de primeira linha, entre os quais Joe Walsh (dos Eagles), Richard Page (ex-Mr. Mister, veio ao Brasil com Ringo em 2011), Edgar Winter, Don Was, Dave Stewart (ex-Eurythmics), Benmont Tench (do grupo Tom Petty And The Heartbreakers) e Kenny Wayne Shepherd.

O repertório inclui um belíssimo cover de Think It Over, do mestre do rock and roll Buddy Holly e um novo arranjo para o clássico folk Rock Island Line, gravada nos anos 50 por Lonnie Donegan, músico que influenciou bastante os Beatles em seus anos iniciais como músicos.

Step Lightly, gravada originalmente no álbum Ringo (1973), surge aqui com novo e mais interessante arranjo.

As inéditas, todas tendo Ringo como coautor, são bem bacanas, e destaco a belíssima balada rock In Liverpool, na qual o astro relembra os tempos iniciais de sua trajetória de sucesso com os Beatles, além dos rocks Anthem, Wings e Slow Down.

O momento mais divertido fica por conta da leve e bem-humorada Samba, que fala de um namoro e de um cara tentando aprender a dançar o mais brasileiro dos ritmos.

Ringo 2012 soa como o Ringo dos anos 70: solto, cantando bem, descompromissado e oferecendo aos fãs um rock and roll delicioso de se ouvir, curtir e dançar.

Ouça In Liverpool, com Ringo Starr:

Ouça e veja o clipe de Think It Over, com Ringo Starr:

Veja o novo clipe de Ringo Starr, Think It Over

Por Fabian Chacur

Sai no dia 30 de janeiro Ringo 2012, novo álbum de Ringo Starr. O trabalho traz 9 faixas e conta com participações especiais de Joe Walsh, dos Eagles, que já havia gravado com o ex-beatle nos anos 80, Benmont Tench, tecladista do grupo Tom Petty & The Heartbreakers, e Dave Stewart, ex-Eurythmics.

O repertório inclui dois covers. São eles Think It Over, clássico do roqueiro americano Buddy Holly e Rock Island Line, que fez sucesso na Inglaterra nos anos 50 com Lonnie Donegan, músico que influenciou toda uma geração de músicos britânicos, incluindo os Beatles.

O álbum também traz a regravação de Step Lightly, composição de Ringo gravada originalmente por ele em 1973 em seu clássico álbum Ringo, que inclui clássicos como Photograph, I’m The Greatest e Six O’Clock e a participação especial de seus ex-colegas de Beatles.

Ringo também compôs para o álbum canções em parceria com o velho amigo Vinny Poncia, Glenn Ballard (que lançou Alanis Morissette), Joe Walsh, Dave Stewart e Van Dyke Parks (parceiro de Brian Wilson, dos Beach Boys).

Ringo 2012 sai menos de dois anos após o trabalho anterior do cantor, compositor e baterista britânico, Y Not (2010).

Saiba quais são as músicas de Ringo 2012 e seus autores:

1. Anthem (Richard Starkey/Glen Ballard)
2. Wings (Richard Starkey/Vinny Poncia)
3. Think It Over (Buddy Holly/Norman Perry)
4. Samba (Richard Starkey/Van Dyke Parks)
5. Rock Island Line (Arrangement by Richard Starkey)
6. Step Lightly (Richard Starkey)
7. Wonderful (Richard Starkey/Gary Nicholson)
8. In Liverpool (Richard Starkey/Dave Stewart)
9. Slow Down (Richard Starkey/Joe Walsh)

Veja o clipe de Think It Over, com Ringo Starr:

Ringo Starr tocará no Brasil em novembro

Por Fabian Chacur

Ringo Starr finalmente realizará o sonho de seus incontáveis fãs brasileiros.

O cantor, compositor e eterno baterista dos Beatles confirmou sua primeira turnê pelos nossos palcos, que ocorrerá no mês de novembro.

Eis o roteiro dos shows, todos em novembro: Porto Alegre (10- Gigantinho), São Paulo (12 e 13 – Credicard Hall), Rio (Citibank Hall -15), Belo Horizonte (16- Chevrolet Hall), Brasília (18 – Centro de Convenções Ulysses Guimarães) e Recife (20 – Chevrolet Hall).

O astro terá a seu lado a All Starr Band, grupo composto por nomes importantes do rock que se alternam desde sua primeira turnê nesse formato, ocorrida em 1989.

A atual formação do grupo é bastante interessante.

Edgar Winter (teclados) e Rick Derringer (guitarra) já tocaram muito tempo juntos, e viveram seu auge nos anos 70, com hits como a sensacional instrumental Frankestein.

Winter também tocou em um mega-hit da disco music, Instant Replay, de Dan Hartman, tocando sax, enquanto Derringer integrou o grupo The McCoys, que estourou nos anos 60 com Hang On Sloopy (sucesso aqui na versão Pobre Menina, com Leno e Lilian).

O baixista é Richard Page, que nos anos 80 liderou a banda Mr. Mister, dos megahits Broken Wings, Kyrie e Is It Love? e do excelente álbum Welcome To The Real World (1985).

O tecladista Gary Wright tocou no grupo Spooky Tooth, mas ficou realmente famoso com seu hit solo Dream Weaver, de 1976, que voltou às paradas nos anos 90 ao integrar a trilha do filme Quanto Mais Idiota Melhor.

Wally Palmer, o guitarrista-base, era um dos integrantes do excelente grupo new wave The Romantics, dos hits dos anos 80 Talking In Your Sleep e What I Like About You.

Completa o time o excelente baterista Greg Bissonette, que tocou com David Lee Roth, Toto, SAntana e James Taylor, entre muitos outros.

Vale lembrar que os shows da All Starr costumam incluir, além de clássicos dos Beatles e do repertório solo de Ringo Starr, alguns sucessos dos músicos que integram a banda, ou seja, acaba sendo um espetáculo sensacional, repleto de hits.

A pré-venda de ingressos será realizada entre 11 e 17 de julho,sendo que para o público em geral, as vendas começam no dia 18 de julho. Informações: 4003-5588 (call center) e nos sites time4fun.com.br e ticketsforfun.com.br .

Ouça It Don’t Come Easy, com Ringo Starr:

Várias efeméridas marcarão 2010 para os Beatles

por Fabian Chacur

Preparem-se para ler muito sobre os Beatles em 2010. Se no ano passado isso já ocorreu, em função do relançament turbinado de sua discografia, agora será a vez de diversas efeméridas completando datas redondas.

Ringo Starr (foto) começa o ano com tudo. Nesta terça-feira (12), lança pelo selo Hip-o o CD solo Y Not, o primeiro que ele próprio produziu. Participam do mesmo Paul McCartney, Joe Walsh e Dave Stewart, entre outros.

Será uma boa preparação para a festa de 70 anos, que, se Deus quiser (toc, toc, toc!) ele completará no dia 7 de julho. Também faz 40 anos que ele lançou Sentimental Journey, seu primeiro disco solo.

Em 9 abril de 1970, ao lançar seu primeiro disco solo, McCartney, Paul McCartney comunicou a sua saída dos Beatles. Essa data é considerada a que marca a separação da banda de rock mais importante de todos os tempos.

Em 9 de outubro de 1940, veio ao mundo John Winston Lennon, que posteriormente mudaria o nome para John Ono Lennon. Ele nasceu no mesmo ano de Ringo, só que não teve a mesma sorte do parceiro.

Num triste 8 de dezembro de 1980, ou seja, há quase 30 anos, o cantor, compositor e músico britânico foi assassinado pelo tresloucado Mark Chapman, deixando-nos com apenas 40 anos.

Além do disco do Ringo (ainda sem previsão de sair por aqui), e também do CD/DVD ao vivo de Paul McCartney, não há confirmação de novos lançamentos para marcar tantas efemérides.

Vale lembrar que Let It Be, o filme, outro que completa 40 anos de lançamento em 2010, continua inédito em DVD. Seria uma ótima ocasião para versões em DVD e em Blu-ray, não acham?

Ringo contará com Paul McCartney em novo CD

paul ringopor Fabian Chacur

Raul Bianchi pode começar a esfregar as mãos. Y Not, novo CD de seu ídolo Ringo Starr, vai chegar às lojas americanas no início de janeiro. Uma das novidades é a participação de Paul McCartney em duas músicas.

Os amigos e ex-parceiros naquela banda que mudou o mundo da música dividem os vocais na faixa Walk With You, que Ringo escreveu em parceria com Van Dyke Parks, parceiro constante do ex-Beach Boys Brian Wilson.

McCartney também toca baixo na faixa Peace Dream. Eles não gravavam junto desde o CD Vertical Man, do baterista, lançado em 1998. Mas não é só essa a atração de Y Not, que sai pelo selo Hip-O Records.

Pela primeira vez, Ringo resolveu se incumbir da produção de um de seus discos, ele que iniciou a carreira solo em 1970 com o álbum de covers Sentimental Journey.

Também marcam presença no disco na parte de vocais a estrela britânica Joss Stone, o americano Ben Harper e o cantor e compositor americano Richard Marx, aquele de Right Here Waiting e outros hits.

Joe Walsh, dos Eagles, compôs algumas músicas e participou do disco. Para quem não lembra, ele produziu e marcou presença em outro disco do Ringo, o ótimo Old Wave, de 1984.

Benmont Tench, que toca com Tom Petty na banda Heartbreakers, Dave Stewart, dos Eurythmics, e Glen Ballard, que lançou Alanis Morissette, são outras presenças ilustres do álbum.

Uma das músicas, The Other Side Of Liverpool, fala sobre o lado escuro da cidade onde Ringo nasceu, e das lembranças do brilhante baterista e também ótimo cantor e compositor.

Ele justificou ao site da Billboard o fato de só agora ter resolvido produzir um disco seu. “Acho que chegou a hora, e é uma forma de dizer sim, eu posso”.E alguém de bom senso tinha alguma dúvida disso?

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