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Mixed Up, do The Cure, sai no Brasil em formato remaster

mixed up the cure cover-400x

Por Fabian Chacur

Em 1990, Robert Smith surpreendeu muita gente ao lançar o álbum duplo em vinil e simples em CD Mixed Up, que trazia remixes com pegada mais dançante e eletrônica de algumas das canções mais conhecidas de seu grupo, o The Cure. Atualmente revisando itens de seu extenso catálogo, o cantor, compositor e músico britânico nos oferece uma versão remasterizada desse trabalho, que chega às lojas brasileiras em CD simples.

Mixed Up continha em sua versão original 12 faixas no LP de vinil e 11 no CD, com direito a hits como Lullaby, Hot Hot Hot!, Close To Me e Lovesong com roupagens totalmente diferentes, além de uma faixa inédita, a ótima mezzo pesadona mezzo dançante Never Enough, que teve direito a clipe e fez um sucesso considerável.

Além do formato standard, que é o disponibilizado no Brasil, também sairá no exterior uma deluxe edition com três álbuns: o CD original remasterizado, um segundo com raros remixes lançados originalmente entre 1982 e 1990 e um terceiro, intitulado Torn Down, com 16 novas remixagens feitas pelo próprio Robert Smith de outras músicas do The Cure, como Shake Dog Shake, Cut Here e A Night Light This.

Never Enough– The Cure:

Livro conta a nada imaginária trajetória do grupo The Cure

the cure capa livro

Por Fabian Chacur

O The Cure é uma das bandas mais peculiares da história do rock, e também uma das mais bacanas. Liderada pelo imprevisível cantor, compositor e guitarrista Robert Smith, angariou milhões de fãs mundo afora. Quem deseja conhecer melhor sua incrível e nada imaginária trajetória não pode perder A História do The Cure- Nunca é o Bastante, de Jeff Apter, que a Edições Ideal acaba de lançar no Brasil. Trata-se de um trabalho de fôlego e completo.

O australiano Apter trabalhou na edição local da Rolling Stone e atua na área musical há duas décadas. Para realizar esta biografia, entrevistou ex-integrantes, produtores e outras pessoas envolvidas com a carreira da banda britânica. Só não conseguiu falar com o chefão do time, mas compensou essa lacuna com vasta pesquisa feita em entrevistas concedidas pelo roqueiro para a imprensa em geral nesses anos todos.

O resultado é um trabalho abrangente, que vai desde a infância dos fundadores da banda (Smith, o baixista Michael Dempsey e o baterista e depois tecladista Laurence Lou Tolhurst) até 2009. A vida pessoal é abordada na medida, assim como as gravações de discos, as turnês, os inovadores videoclipes e cada música gravada pelo The Cure.

O texto é fluente e gostoso de se ler. Chega a ser curioso pensar que Smith e seus amigos tinham como grande objetivo em seu início apenas fugir de empregos formais que os obrigassem a acordar cedo e a dar duro. Oriundos da pequena Crawley, que fica entre a capital britânica Londres e a litorânea Brighton, viraram cidadãos do mundo.

Do início quase punk do álbum de estreia Three Imaginary Boys, além de singles básicos como Boys Don’t Cry e Killing An Arab eles mergulharam de cabeça no rock gótico e ajudaram a consolidar o estilo com Seventeen Seconds (1980), Faith (1981) e Pornography (1982).

Quando muitos esperavam um possível suicídio por parte de Robert Smith, o roqueiro mergulhou de cabeça no pop em canções como Let’s Go To Bed, The Walk e The Lovecats nos idos de 1983. A partir do brilhante álbum The Head On The Door (1985), passou a mesclar essas duas tendências em sua sonoridade, indo do introspectivo ao festivo em um mesmo álbum. Bela e original dualidade.

Nunca é o Bastante descreve em detalhes como foi essa trajetória, explicando as mudanças nas formações, as idas e vindas de músicos, as deliciosas histórias de bastidores e a inspiração por trás das canções dessa grande banda. Até mesmo a primeira turnê dos caras pelo Brasil em março de 1987 merece alguns parágrafos saborosos.

De quebra, temos uma discografia básica bem útil e uma ótima sessão de fotos cobrindo todas as fases e formações da banda desde seu início, na segunda metade dos anos 1970, até os dias de hoje. O livro é uma boa oportunidade para entendermos melhor esse verdadeiro enigma chamado Robert Smith, e tudo o que girou em torno de sua carreira.

Jumpin’ Someone Else’s Train– The Cure:

A Night Like This– The Cure:

The Lovecats– The Cure:

Show do The Cure em SP muda de lugar

Por Fabian Chacur

Mudou o local no qual seria realizado o show do The Cure em São Paulo. A apresentação, prevista para ocorrer no estádio do Morumbi, agora terá como palco a Arena Anhembi. A data permanece a mesma (6 de abril). Quem por ventura já tiver adquirido ingressos precisa entrar em www.livepass.com.br para conferir se deve ou não mudar de lugar ou coisa do gênero.

A produtora do evento alega que a ideia inicial era mesmo ocupar a Arena Anhembi, o que não seria possível devido a compromissos do local com uma prova da Fórmula Indy. Como esse impedimento teria sido resolvido, os organizadores do show preferiram deixar de lado a configuração para 40 mil pessoas no Morumbi e ir para a Arena Anhembi, que comporta um público menor (algo entre 20 e 30 mil pessoas, creio eu).

Os ingressos continuam custando a fortuna entre R$ 137,50 e R$ 500,00. As outras datas e locais da turnê sulamericana da banda permanecem as mesmas. No Brasil, dia 4/4 na HSBC Arena, no Rio, e a já citada apresentação em Sampa City. Estão previstas apresentações até o dia 19/4 no Paraguai, Argentina, Chile, Peru e Colômbia, com encerramento na América Central (México, mais especificamente).

Robert Smith (vocal e guitarra), eterno líder e único integrante a se manter desde o início da banda, em 1976, tem hoje a seu lado os fiéis escudeiros Simon Gallup (baixo) e Roger O’Donnell (teclados), que já entraram e saíram do time várias vezes, Jason Cooper (bateria) e uma novidade inserida em 2012: o guitarrista Reeves Gabrels, ex-integrante da banda Tin Machine, de David Bowie. Um timaço, por sinal.

Se levarmos em conta os vídeos postados na internet dos shows dessa turnê, é o tipo da apresentação que vale a pena ser vista. Sensacional, com Smith cantando muito com seu timbre de voz peculiar! Pena que os preços estejam tão salgados… Certamente ficarei lambendo os dedos. Eles já tocaram aqui em 1987 (eu estava em um dos shows no Ginásio do Ibirapuera) e em 1996 (Hollywood Rock).

Shake Dog Shake– The Cure (live 2012):

Pictures Of You – The Cure (live 2012):

Concert – The Cure Live – The Cure (1984/Fiction Records Universal Music)

Por Fabian Chacur

O primeiro disco que a gente tem a oportunidade de ouvir de uma banda importante nunca é esquecido. Pelo menos, não por mim.

Há 25 anos, depois de ler muito sobre eles, enfim tive a oportunidade de ouvir um álbum do The Cure. Foi logo o primeiro trabalho deles a sair no Brasil.

Trata-se de Concert The Cure Live, que chegou às lojas britânicas em 1984 pelo selo Fiction, distribuído no Brasil atualmente pela Universal Music e que chegou por aqui quase um ano depois.

O impacto foi profundo logo a partir da faixa de abertura, a contundente Shake Dog Shake, com seu riff pesado e repetitivo e um peso que, descobri posteriormente, a tornou muito melhor do que a versão de estúdio incluída no álbum The Top (1984).

Na época, a banda criada e liderada pelo cantor, compositor e guitarrista Robert Smith incluía também Porl Thompson (guitarra, teclados e sax), Andy Anderson (bateria), Phil Thornalley (baixo) e Laurence Tolhurst (teclados).

Concert foi gravado ao vivo em shows no Hammersmith Odeon em Londres e também em Osford, e traz faixas dos então quase seis anos de carreira da banda britânica.

O rock básico e vigoroso em Primary, o clima percussivo/psicodélico de The Hanging Garden, a energia quase heavy metal de Give Me It, a levada dançante de The Walk, o clima quase progressivo de A Forest

Ficou bem claro para mim, logo na primeira audição do álbum, que eu estava diante de uma banda muito especial. E estava certo.

Tanto que, hoje, tenho praticamente todos os seus álbuns, e fui um dos privilegiados que os viu por aqui em 1987, no Ginásio do Ibirapuera, um dos raríssimos shows naquele lugar que teve ótima qualidade de som.

Sim, não precisa tirar sarro da minha cara, eu perdi o show deles no último Hollywood Rock, em janeiro de 1996. Não tinha um puto no bolso, estava momentaneamente fora do jornalismo musical… Um horror!

Logo a seguir ao lançamento de Concert, o Cure deu um tempo e Smith tocou guitarra durante uns tempos com Siouxsie And The Banshees, gravando com aquela banda o seminal Hyaenna.

Mas, felizmente, voltaram à ativa pouco depois com o ótimo Head On The Door, dos hits Inbetween Days e Close To Me.

Atrevo-me a dizer que Concert The Cure Live é um dos melhores álbuns ao vivos de rock dos anos 80. Aliás, um dos melhores em qualquer tempo. Discoteca básica perde.

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