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Tag: rock alternativo

Projeto Sampa Som promove um show no Teatro Gazeta-SP

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Por Fabian Chacur

Uma das coisas mais difíceis para artistas novos e ainda sem o apoio da grande mídia é o acesso a espaços nobres para que possam apresentar e divulgar seus trabalhos. Esse é o objetivo do Projeto Sampa Som, que promoverá em São Paulo neste domingo (3/6) às 11h no palco do Teatro Gazeta (avenida Paulista, nº 900), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira), um show que envolverá nomes de diversos estilos e correntes da música paulistana, entre os quais o trio Ianomanos (foto).

O primeiro elenco escolhido pela curadoria do projeto, integrada pelo produtor Fabius e outros, traz artistas solo e grupos que investem em várias vertentes do rock, soul, blues, MPB, rap, hip hop, música alternativa e muito mais. Alguns já tem alguma visibilidade, como a experiente banda Bendito, enquanto o grupo Giuseppe Rock Clube traz como atração o baterista Pepe, com pouco mais de sete aninhos de idade. Keven Muzanda, de Angola, é o convidado especial.

A ideia é que esta apresentação seja a primeira de uma série de outras, sempre com nomes selecionados a partir de diferentes origens, tribos e lugares, que realizam seus trabalhos longe dos tentáculos da indústria cultural e da grande mídia. Quem por ventura tiver interesse em submeter seu trabalho à curadoria ou obter mais informações é só entrar em contato pelo e-mail sampasom10@gmail.com ou pelo fone de contato: (11) 97468-4763.

Bem Perto Agora (clipe)- Banda Bendito:

10.000 Maniacs faz shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre

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Por Fabian Chacur

Após um bom período fora dos holofotes, a banda americana 10.000 Maniacs, que fez bastante sucesso nos anos 1980 e 1990, surge novamente em cena com um álbum ao vivo, Playing Favorites, lançado no exterior em junho de 2016. O sexteto volta ao Brasil para shows em São Paulo (quinta-1º/6), Rio de Janeiro (sexta-feira-2/6) e Porto Alegre (sábado-3/6).

Criada em 1981 na cidade de Jamestown, no estado de Nova York, o grupo lançou seu primeiro álbum, The Secrets Of The I Ching, em 1983. O sucesso começou a aparecer com o terceiro álbum, In My Tribe (1987), que emplacou hits como What’s The Matter Here e Hey Jack Kerouak, seguido por Blind Man’s Zoo (1989). Sua mistura de folk, pop e rock cativou o público dito alternativo.

Os trabalhos Our Time In Eden (1992) e MTV Unplugged (1993), especialmente este último, pareciam indicar o estrelato para a banda, mas logo a seguir a cantora Natalie Merchant resolveu sair fora rumo a uma bem-sucedida carreira-solo, e isso deu uma certa complicada na rota do grupo, que inicialmente ficou meio perdido.

A solução veio com o retorno do guitarrista e vocalista John Lombardo, ele que havia integrado o grupo de 1981 a 1986, e da cantora Mary Ramsey, que atuou em dupla com Lombardo e também fez parte da banda de apoio dos Maniacs entre 1991 e 1993. A nova escalação rendeu dois ótimos álbuns, Love Among The Ruins (1997) e The Earth Pressed Flat (1999), e foi nessa época que o grupo se apresentou ao vivo por aqui, com direito a show no extinto Palace, em São Paulo.

A morte do guitarrista Robert Buck em 2000, aos 42 anos, deu outra boa balançada no grupo, que a partir daí passou por várias entradas e saídas de integrantes, fazendo alguns shows mas sem a mesma repercussão dos bons tempos. As coisas melhoraram a partir do lançamento de Music From The Motion Picture (2013), seguido por Twice Told Tales (2015), este último marcando um novo retorno de Lombardo ao time.

Playing Favorites foi gravado ao vivo precisamente na cidade natal da banda, e marcou outro retorno bacana, o da cantora Mary Ramsey. Além dela e de Lombardo, o time inclui hoje o guitarrista Jeff Erickson, que era o roadie de Buck e se tornou seu substituto, e três membros da formação clássica da banda, Jerome Augustyniak (bateria), Dennis Drew (teclados e vocais) e Steve Gustafson (baixo).

O novo álbum, ainda inédito no Brasil (assim como os outros a partir de 2000), traz 14 releituras dos grandes hits do grupo, como as músicas já citadas neste post e também Trouble Me, Candy Everybody Wants, More Than This (belo cover do Roxy Music e maior sucesso da fase com Mary Ramsey no vocal principal) e Rainy Day.

Serviço dos shows dos 10.000 Maniacs no Brasil:

São Paulo- 1º/6 (quinta-feira)- 22h- Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3868-5860), com ingressos custando de R$ 80,00 a R$ 380,00.
Rio de Janeiro- 2/6 (sexta-feira)- 22h- Vivo Rio (avenida Infante Dom Henrique, nº 85- Parque do Flamengo- fone 0xx21-3531-1227), com ingressos custando de R$ 95,00 a R$ 320,00.
Porto Alegre- 3/6 (sábado)- 21h- Auditório Araújo Vianna (avenida Osvaldo Aranha, nº 685- Porto Alegre- call center 4003-1212), com ingressos custando de R$ 110,00 a R$ 380,00.

More Than This– 10.000 Maniacs:

The Maine lança novo single e prepara nova turnê brasileira

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Por Fabian Chacur

A banda americana The Maine acaba de divulgar um novo single. Trata-se de Black Butterflies & Déja Vu, apresentada no Youtube com um lyric vídeo. Este é a segunda música divulgada de seu próximo álbum, Lovely Little Lonely, que está previsto para sair no dia 7 de abril. Antes, a música Bad Behavior havia sido disponibilizada deste seu sexto CD de estúdio. E eles já tem novos shows marcados para o Brasil.

Com seu clima envolvente e pop, o single é definido assim pelo vocalista e tecladista John O’Callagham: “Esta música é para os momentos, lugares ou pessoas que de alguma forma transformam a sua língua em pedra. Aqueles momentos em que as palavras realmente não possuem o poder de expressar adequadamente uma situação. Para mim, foi escrita em um momento em que o mundo ficou claro para mim por apenas um instante… Quando os problemas se dissipavam e eu não conseguia me expressar usando as 26 letras que conheço.”

Na ativa desde 2007 e oriundo da cidade de Temple, no Arizona (EUA), o The Maine traz, além de O’Callagham, os integrantes Jared Monaco (guitarra-solo), Garret Nickelsen (baixo), Patrick Kirch (bateria) e Kennedy Brock (guitarra-base). Atualmente, eles lançam seus trabalhos por um selo próprio, 8123, além de manter um festival com o mesmo nome. Seu trabalho de maior repercussão foi Black & White (2010), que atingiu o nº 16 na parada americana.

Com público cativo no Brasil, eles já estiveram por aqui, incluindo uma passagem em 2012 que rendeu um DVD gravado ao vivo em São Paulo em julho daquele ano e intitulado Anthem For a Dying Breed (2013). Confira abaixo o calendário de sua nova turnê brasileira:

15/07 – Tropical Butantã – São Paulo
16/07 – Bar da Montanha – Limeira
18/07 – Teatro CIEE – Porto Alegre
19/07 – Local a confirmar – Curitiba
21/07 – Arena Futebol Clube – Brasília
22/07 – Teatro Bradesco – Belo Horizonte
23/07 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Black Butterfiles & Déja Vu– The Maine:

Bandas Dônica e El Toco são a dobradinha do RNR no Rio

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Por Fabian Chacur

O projeto Rio Novo Rock (RNR) prossegue nesta quinta-feira (7) com shows das bandas Dônica e El Toco. O DJ Bonham e o VJ Miguel Bandeira também participam desta edição do evento, que abre espaços preciosos para os novos grupos de rock cariocas e brasileiros. O show será realizado a partir das 20h no Imperator Centro Cultura João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meyer- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Integrada por José Ibarra (vocal e teclados), Lucas Nunes (guitarra), Miguel Guimarães (baixo), André Almeida (bateria) e Tom Veloso (violão e composições), a banda Dônica (foto) lançou seu primeiro CD, Continuidade dos Parques, em 2015, pela Sony Music. O trabalho contou com as participações especiais de Milton Nascimento, Pedro Baby e Dora Morelembaum, e mereceu muitos elogios dos críticos.

A sonoridade do quinteto carioca mistura elementos do rock progressivo e da MPB dos anos 1970, especialmente do Clube da Esquina, o que explica a participação do Bituca de Três Pontas no trabalho (na faixa Pintor). Afora o fato de ter em sua escalação Tom, que é filho de Caetano Veloso, o grupo conquistou fãs com um trabalho ousado, e já tem no currículo participação em festivais do porte do Lollapalooza Brasil e do Rock in Rio.

Oriundo de São Bernardo do Campo, Daniel recebeu o apelido de Toco por não ter parte do seu braço direito, codinome que incorporou de forma bem-humorada. Ao se mudar para o Rio, intensificou o trabalho de sua banda, a El Toco, que lançou o CD Uno em 2015 e traz entre suas influências Nação Zumbi, Clara Nunes e um tempero próprio com direito a muita latinidade, africanidade e até mesmo mantras orientais.

Bicho Burro– Dônica:

Pintor– Dônica e Milton Nascimento:

Esses Meninos– El Toco:

Fitz And The Tantrums tocará no Lollapalooza Brasil 2015

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Por Fabian Chacur

Foi divulgado oficialmente neste domingo (16) o elenco oficial da quarta edição nacional do festival Lollapalooza Brasil, que será realizada nos dias 28 e 29 de março de 2015 no autódromo de Interlagos. Serão mais de 50 atrações, englobando desde o rock clássico até a música eletrônica. Um dos destaques perdidos no meio do time é a banda Fitz And The Tantrums.

Criada em 2008 e tendo como sede Los Angeles, Fitz And The Tantrums é integrada por Michael “Fitz” Fitzpatrick (vocal), Noelle Scaggs (vocal), James King (sax e flauta), Jeremy Ruzumna (teclados), Joseph Karnes (baixo) e John Wicks (bateria e percussão). O grupo faz uma versão moderna de soul, funk e black music repleta de energia e boas canções.

Eles estouraram logo com seu álbum de estreia, o ótimo (e inédito no Brasil) Pickin’ Up The Pieces (2010), que inclui entre outras as fantásticas Moneygrabber e Don’t Gotta Work It Out. A evidente influência de Daryl Hall & John Oates em seu som teve a bênção do próprio Daryl, que os convidou e cantou com eles em seu seminal programa de TV Live From Daryl’s House.

More Than Just a Dream (2012) marcou a entrada do sexteto no selo Elektra, e contém músicas como Break The Walls, Spark, The End e The Walker. Com sua performance bem pra cima e um repertório dançante e alto astral, o grupo pode se tornar um dos destaques do festival.

Os headliners do Lollapalooza Brasil 2015 são Jack White, Pharell Williams, Calvin Harris, Robert Plant, Skrillex, The Smashing Pumpkins e Foster The People. Este último, por sinal, atuou na primeira edição do festival no Brasil, em 2012, e volta agora com muita moral, graças a seu som que mistura dance, eletrônica e psicodelismo.

A escalação do festival também trará bandas bem populares e que já vieram antes ao Brasil, como The Kooks, Kasabian e Interpol, o badalado Far From Alaska, e brasileiros como Pitty, Banda do Mar e O Terno. Os ingressos do segundo lote já estão à venda, custando R$ 660 e R$ 330 (meia) para os dois dias. Mais informações: www.lollapaloozabr.com .

Moneygrabber– Fitz And The Tantrums:

Moneygrabber– Fitz And The Tantrums com Daryl Hall (live):

Beck lança o reflexivo Morning Phase

Por Fabian Chacur

Como forma de apresentar à imprensa brasileira Morning Phase, novo trabalho do americano Beck que chega nesta terça-feira (25) às lojas, a gravadora Universal Music promoveu na manhã desta segunda-feira (24) uma audição especial realizada em um estúdio situado em São Paulo no qual o álbum foi executado no formato vinil em condições ideais de reprodução. Nada mais adequado.

Morning Phase é basicamente um álbum folk reflexivo, suave e com forte influência do que se fazia nessa área musical na década de 1970 por artistas como Nick Drake e mesmo a banda Pink Floyd em sua fase The Dark Side Of The Moon (1973) e Wish You Were Here (1975). Violões, guitarras discretas, teclados idem, efeitos suaves, nuances sofisticadas que você vai descobrindo a cada nova audição…

O álbum guarda semelhanças e afinidades com outro disco de Beck, Sea Changes (2002), e não por acaso reúne os mesmos músicos presentes nele, entre os quais se destacam Joey Waronker, que gravou e tocou ao vivo com o R.E.M., e o brilhante Jason Falkner, ex-integrante da banda Jellyfish em seu marcante álbum de estreia e com uma carreira solo excelente que inclui belos discos como Autor Unknown (1996) e Can You Steel Feel? (1999).

Este tem tudo para ser um ano bem agitado para Beck, cujo álbum que o alçou rumo ao estrelato, Mellow Gold, completa 20 anos, com o single marcante Loser. Ele acaba de ser capa da versão americana da revista Billboard, a bíblia da indústria fonográfica mundial, e de quebra promete lançar outro álbum ainda em 2014. Isso, além de inúmeros shows.

A marca registrada de Beck Hansen é a inquietude que o levou a explorar as mais diversas sonoridades nesses anos todos, do folk ao funk de verdade, do rock alternativo ao experimentalismo, sempre com sua assinatura própria. Morning Phase, com faixas bacanas como Blue Moon, Walking Eight, Morning, Wave e Unforgiven, prova sua inspiração e capacidade de criar belas melodias e canções.

Ouça Blue Moon, com Beck:

Lollapalooza 2014 Brasil anuncia seu elenco

Por Fabian Chacur

A empresa responsável pela divulgação do festival Lollapalooza Brasil anunciou a escalação completa do elenco que irá participar do evento em sua próxima edição, programada para ocorrer nos dias 5 e 6 de abril de 2014, desta vez no Autódromo de Interlagos. As bandas headliners serão Soundgarden (foto), Arcade Fire, Nine Inch Nails e Muse. Os ingressos custam entre R$ 145 e R$ 540 (saiba mais em www.ticketsforfun.com.br).

O grande evento roqueiro criado nos EUA em 1991 por Perry Farrell, vocalista do Jane’s Addiction, já teve duas edições realizadas no Brasil, uma em 2011 e outra em 2013, ambas no Jockey Clube (SP) e que reuniram, respectivamente, 135 mil e 167 mil pessoas. Os organizadores da nova rodada apostam em um número em torno de 160 mil pessoas como público total de seu empreendimento rocker em 2014.

O elenco é enorme e, como nos anteriores, inclui artistas para todos os gostos. Como possíveis destaques, além dos headliners, aponto o ex-The Smiths Johnny Marr (leia crítica de seu primeiro CD solo aqui), a seminal banda The Pixies, o afrorock do Vampire Weekend (leia resenha de show deles no Brasil aqui), o vocalista dos Strokes Julian Casablancas, o grupo mexicano Café Tacvba (leia matéria sobre eles aqui), o jovem roqueiro britânico Jake Bugg (leia crítica de seu primeiro CD aqui) e o DJ Baauer (do célebre hit viral Harlem Shake).

Temos também vários nomes brasileiros, entre os quais os patronos do mangue beat da Nação Zumbi, a revelação do novo rock paulistano Vespas Mandarinas e os ótimos e também novos roqueiros cearenses da banda Selvagens à Procura de Lei. O problema pode ser o fato de o Autódromo de Interlagos ser bem longe do centro de São Paulo, e de a região ser famosa pelos enormes congestionamentos em grandes eventos.

Veja clipe de The Messenger, com Johnny Marr:

Lollapalooza Brasil 2013- comentários rápidos

Por Fabian Chacur

Meninos e meninas, eu também marquei presença no Lollapalooza Brasil 2013. Trabalhei em média dez horas por dia, cobrindo shows para a versão online da Folha de S.Paulo. Foi uma verdadeira maratona, e me sinto feliz de ter dado conta do recado, mesmo aos 51 anos (seria uma boa ideia? Sabe Deus…) de idade.

Como forma de preservar minhas memórias referentes ao que vi no evento, vou mandar aqui um análise rápida e despretensiosa no formato de tópicos relativamente aleatórios. Nada que você seja obrigado a ler. Mas acredito que tenha duas ou três coisas pertinentes a dizer sobre o festival.

Público diversificado e inúmeros pares de tênis Converse All Star

Ao contrário de outros festival que tive a oportunidade de cobrir, o Lollapalooza Brasil 2013 teve como marca a incrível diversidade de visual dos frequentadores. Aquele padrão camiseta-jeans básico-tênis foi quebrado. Tinha de tudo- nerds, rockers, mauricinhos, fashionistas, cabeludas, cabelinhas, carecas, cabeludos…

Mas um ítem particularmente me surpreendeu. Desde os anos 80 sou um adepto e entusiasta dos tênis All Star, especialmente quando a Converse (detentora dos direitos da confecção e comercialização desses tênis) chegou ao Brasil e passou a fazer os calçados no capricho. E o tênis da estrelinha liderou de longe o ítem calçados usados pelos frequentadores do Lollapalloza Brasil 2013.

Tinha de tudo. Modelos de couro brancos, pretos e marrons, modelos de lona brancos, pretos, vermelhos, cinzas, canos altos, canos baixos (a maioria)… Prova de que este modelo de tênis continua tão atual, em suas diversas variações, como nos velhos e heroicos anos 80. Básico e chique, sempre!!!

Lama, a companheira inevitável

Mais uma vez a lama tomou conta de um festival ao ar livre. Mas também, esperar o que, se o local era o Jockey Club, repleto de areia e terra? Não tinha como evitar. Só se não chovesse, mas São Pedro não foi consultado e mandou ver na água. Uma forma de evitar seria ter coberto os locais mais potencialmente lamacentos com coberturas de madeira, mas seria viável? Teria dado certo? Sei lá… Ficar com os pés e calças enlameados foi o preço para curtir o evento. Paciência… Curti o local, achei bem apropriado para um festival de rock.

Programação bem diversificada e boas surpresas

Ter como headliners respectivamente The Killers, The Black Keys e Pearl Jam dá bem a dimensão da diversidade de atrações do festival. Acho isso bacana e bem democrático. A escolha de várias bandas em início de carreira também é acertado, pois dá ao público a oportunidade de ver gente que ainda está se formando em termos artísticos e profissionais.

Não vou estranhar se bandas como Passion Pit, Toro Y Moi e Vivendo do Ócio crescerem bastante em termos de popularidade nos próximos anos, e quem esteve no Lollapalooza 2013 poderá se gabar de tê-los visto ainda em seus anos iniciais, assim como posso me gabar de ter visto, nessas mesmas condições, bandas como Simply Red, Capital Inicial, Titãs e Legião Urbana (essa, pelo lado negativo…).

Assaltos, o lado negro do império do rock and roll

O jornalista (excelente, por sinal) Giba Bergamin assinou ótima reportagem na Folha revelando o fato de que uma espécie de quadrilha praticou assaltos durante alguns dos shows do festival. Eu, por sinal, estava em um deles, o da banda escocesa Franz Ferdinand, um dos grandes momentos do evento em termos musicais por sinal.

Fica bem claro que em próximas edições do festival seria bem interessante ter postos policiais dentro do Jockey Club. No entanto, fica difícil evitar esse tipo de ocorrência quando os shows estão lotados, pois fica todo mundo apertado e eventuais distrações de quem está lá para se divertir se tornam convidativas para os facínoras. Um horror! Tomar cuidado com seus pertences é a dica, sempre.

Qualidade de som deixando a desejar

Alguns shows tiveram problemas com a qualidade do som. Volume baixo, instrumentos embolados com os vocais, som vasando de um palco para o outro… Em um lugar aberto, acho meio complicado exigir qualidade máxima dos organizadores, mas um pouco mais de cuidado seria interessante para dar uma arredondada na coisa.

Um ítem, no entanto, precisa ser muito elogiado. Todos os shows começaram ou na hora exata em que estavam programados para ocorrer, ou no máximo com uns cinco minutinhos de atraso (The Hives, Pearl Jam). Isso é um grande respeito ao consumidor que deveria virar norma no Brasil. Viu, Tio Caetano?

E que venha a edição 2014!

No fim das contas, em um período no qual shows de grandes proporções como os de Lady Gaga fracassaram em termos de público, ter uma média de 55 mil pessoas por dia no Lollapalooza Brasil 2013 é prova de que a fórmula seguida pelos organizadores do evento está dando certo.

Uma nova edição do Lollapalooza Brasil está prometida para 2014, e só me resta torcer para tudo que deu certo este ano se repita, e que as arestas existentes possam ser devidamente aparadas. E minha torcida particular fica para mais e mais converse all star nos pés dos roqueiros e roqueiras. Coisa linda de se ver!!!

Veja cenas filmadas durante o Lollapalooza Brasil 2013:

Vampire Weekend lançará 3º CD em maio

Por Fabian Chacur

A data de lançamento do terceiro álbum do Vampire Weekend está definida. Em seu site oficial, o grupo americano divulgou que o novo trabalho chegará ao mercado no dia 7 de maio, mais uma vez pelo selo independente XL Recordings, responsável pela comercialização e divulgação de seus títulos anteriores.

Por enquanto, essa foi a única informação fornecida por eles. Título, capa e nome das faixas continuam desconhecidos. A única expectativa fica por conta da inclusão da inédita Unbelievers, tocada ao vivo pela primeira vez em outubro em um programa de TV.

O novo CD sucederá Contra (2009), que no início de 2010 atingiu o primeiro posto na parada americana e tornou o grupo integrado por Ezra Koenig (vocal e guitarra), Rostam Batmanglij (teclados e guitarra), Christopher Tomson (bateria) e Chris Baio (baixo) conhecido pelo grande público. O álbum saiu no Brasil (leia crítica aqui), e inclui ótimas músicas como Horchata, Holiday e Taxi Cab, entre outras

O som do Vampire Weekend procura misturar o rock com elementos da música africana, tendo influências bem digeridas de Paul Simon, Talking Heads, Osibisa e outros artistas nesse naipe. Eles fizeram um ótimo show em São Paulo em fevereiro de 2011 (leia crítica aqui).

Horchata, com o Vampire Weekend:

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